Peço desculpa a todos por ter andado ausente deste blog, é que o trabalho depois das grandiosas férias arrancou com muita força e foram muitas horas. Horas essas que podia disponibilizar para o blog. Enfim, já passou. Venho hoje aqui, a um Domingo escrever-vos sobre o maior dilema que assalta os homens quando dizem sim, quero-me casar contigo. Além de toda essa parte bonita da coisa, já pensam também que a partir desse dia, ou o Sábado ou o Domingo, será o dia escolhido pela sogra para juntar o casal. Tudo muito bem quando a sogra cozinha bem. Sim, a maioria delas são autênticas cozinheiras, mas também existem outras que são uns derradeiros desastres. Por acaso não tenho esse azar, moro sozinho, não tenho compromissos, logo não tenho sogra, mas vejo a experiencia do meu pai… A minha querida avó, sempre foi uma economista na cozinha, e não sei como o Continente não a convidou para anúncios de poupança. Normalmente, íamos a sua casa uma vez por semana, só não íamos se ainda estivéssemos a recuperar da intoxicação alimentar da semana anterior. A sua base para fazer cozinha era quase sempre cozinha congelada. Começou logo aí. Sempre tive medo da proveniência dessa comida congelada ou no mínimo, recongelada. Nunca me deu na ideia de fazer o teste do Carbono 14, mas tenho a certeza que todas aquelas carnes e peixes, teriam mais de 2 anos de congelação, e quando bem procurado, nacos de mamute bem que poderiam sair dali. A carne sempre rija, o peixe sempre moído, as batatas sempre com aromas esquisitos e até as castanhas eram estranhas, já que ela própria admitia que as mesmas tinham sido congeladas há mais de 3 anos. Se ainda estou vivo? Estou, e sinto-me principalmente mais rijo e resistente a más comidas. E esta fase da minha vida, influenciou muito na crítica gastronómica. Desde estes tempo que qualquer pratinho com umas simples batatas e uma posta de pescada, começou-me a saber tão bem como nunca!
16 de Janeiro de 2011
12 de Janeiro de 2011
A crónica das pegas de Ouro
A minha crise emocional desespera-me, vejo-me sempre obrigado a fazer humor com a cozinha… É um habito meu pegar em qualquer coisa e rir-me disso. Com certeza todos os que me lêem nesta blogosfera fora, lembram-se dos “jogos” de panelas e frigideiras com pegas em ouro, com os tais 24 quilates. Lembram-se? Ainda bem que sim. A sociedade hoje em dia vive numa coisa que se chama “condizer”. Pah, tudo tem que dar com tudo. Já basta perdemos o nosso tempo a escolher a gravata e a camisa para o trabalho (como eu faço todos os dias), para que tudo fique perfeitamente casado. Há uns anos atrás esta febre começou também na cozinha. Se seria obrigatório vestir preto com branco, passaria a partir de agora a ser obrigatório fazer condizer a panela onde cozia as batatas, com a frigideira onde fritava o bife. Por amor de Deus, isto era descomunal. E mais, tive muitas amiga minhas que ficavam escandalizadas com quem não o fazia. A outra parte desta historia é o simples facto que já podermos ir para uma festa de panela na mão, com as tais pegas em ouro. Além de acessório de cozinha, passou a ser um acessório feminino. Eu que sou pobre, fico-me pelos tachos de inox rasco, outros com os tachos com pegas em madeira, os ricos, viram-se para o ouro… Que mais virá por aí??
Bimby Momentos de Partilha
Acabo de comprar este livro para a minha cozinha. Se me perguntarem porque não comprei o novo livro do Benfica, eu respondo-vos, porque sou uma pessoa normal, hehe.
11 de Janeiro de 2011
Este jantar dava um filme indiano
Parece que está a arrancar mais um dia de férias para mim. Para vocês não? Ok, desculpem, foi sem querer. Até porque hoje estou especialmente bem-disposto. Ora bem, ontem quando estava com as mãos nos tachos comecei a pensar no facto de todos nós colocarmos picante em certas e determinadas alturas. Sim, este condimento é digno de nota, já que cura muitas relações, queima outras (quando é demais) ou simplesmente não faz nada se por acaso estivermos numa mesa de indianos. Pois, e este post é mesmo sobre isso, dava um filme indiano. Há coisa de três meses, quando comecei a frequentar a zona da casa chamada cozinha, verifiquei que as minhas comidas podiam passar de uma personalidade portuguesa, para uma personalidade mais oriental… Não, não vou falar do caril, porque a minha história com o caril é assustadora. Sou alérgico (fora a crise intestinal). Ora, depois de ter pensado bem na coisa, convidei um amigo meu indiano para vir cá jantar a casa, onde ele seria o “chefe do picante”. Tudo bem, eu fiz uma carne à moda deles, cheia de condimentos estranhos que acabei por ficar com eles a apodrecer cá em casa e a empestarem-me a cozinha. Ele parecia uma bruxa, um cadinho aqui, agora mais este, depois aquele… Chegou a hora de colocar o picante, que até hoje ainda estou para saber que substancia vulcânica era aquela que vinha dentro do frasquinho. Assim se fez aquela caldeirada de carne que pelo cheiro intimidava, o aspecto assustava… Quando coloquei a primeira garfada à boca… Amigos, acreditem que até o banco da cozinha ficou molhado quando saí da mesa. Eu acho que já só via a cor vermelha á frente, já desapertava roupa, bebi uns 5 litros de água (passei a ter uma estrita amizade com garrafões de plástico), e não consegui dormir essa noite. Vira-se este meu amigo no final e diz me assim: estava muito bem apurado este prato, mas devia ter puxado um pouco mais no picante! Conclusão: Este gajo nunca mais mete pés na minha cozinha, e a próxima prenda que lhe der, é uma visita guiada à central de Tabasco!
P.S – A lista de links está a ser actualizada sempre que possivel, se poderem retribuir nos vossos blogs, agradeço imenso. Se não o fizerem, continuam a ser meus amigos (risos).
10 de Janeiro de 2011
Kir Royal - Fácil, Fresco e Barato
Bom, nem só de comidas se pode fazer este blog. Para homenagear todos os que me visitam, e também pelo facto de estarmos quase nos 200 seguidores, é motivo para ficarmos contentes e beber algo especial. Há muito tempo que tenho vindo a experimentar esta bebida, famosa por sinal. Kir Royal. Alguma vez experimentaram? Não? Então é muito fácil. Pegam num flute, e enchem-no primariamente de água gelada, e passado coisa de 5 minutos retirem essa água. Nessa altura o copo já vai estar bem fresco. De seguida, coloquem o creme de cassis. Dois dedos de altura no máximo. Finalmente, peguem num bom bom Champagne e atestem o copo. Para mim, sendo das bebidas mais fáceis de fazer, é também das melhores entradas que se podem dar aos amigos. Para os que gostam de surpreender, coloquem dentro do copo uma cereja, ou cortem um morango e metam na borda do copo, para dar um ar mais exótico à bebida. Por vezes nem sempre gostamos de dar aquelas bebidas tradicionais, os ditos Martinis, Licores... Eu pelo menos só ofereço isso se vir que a pessoa gosta muito. Há que inovar, e fico surpreendido quando os meus amigos dizem que não conhecem este néctar dos deuses (risos). Além de ser pouco alcoólico, é leve e deve beber-se muito fresco! Mas amigos, para os que ainda andam em limpezas corporais desde a passagem de ano, aconselho um chá de camomila...
9 de Janeiro de 2011
Compota de Framboesa
Enfim, ando todo queimado. Apesar de estar de férias, ando cansado. O tempo para cozinhar tem sido pouco, mas reservei um tempinho para vir escrever mais uma vez uma das minhas aventuras na cozinha. Neste caso, foi na parte da doçaria. Sim, é que nesta parte ainda dou uns bons toques, mas desta vez saíram as contas furadas. Já tentaram alguma vez fazer compota? Já? Ainda bem. Eu também. E ficou boa? Sim? Ainda bem. A minha ficou um desastre completo. Fiz toda a confecção de modo correcto, mas algo falhou e ando para descobrir até hoje. Estava muito cremosa na cozedura, com uma cor fantástica. Ao colocar na tigela para arrefecer, e para ganhar alguma rigidez, vejo ela a passar da fase rígida, para a fase diamante. Ficou tão rija tão rija, que á conta disso parti duas facas ao tentar furar. Onde errei. No açúcar? No tempo de cozedura? …
8 de Janeiro de 2011
Massa Macarrão à minha moda
Caros amigos, antes de mais estamos de fim de semana, dias longos e cheios de tempo para fazer refeições complicadas. Para o meu almoço de hoje vou inovar um pouco, aliás, inventar mais um pouco e fazer uma massa que faz lembrar os restaurantes italianos de baixa gama. Basicamente, a graça desta refeição é que está longe de ter receita, é ao gosto de cada um adicionar mais isto ou aquilo, de forma a que fique perfeito para todos. O objectivo é fazer um prato com boa quantidade hidratos de carbono e com nível razoável de produtos saudáveis. Já começo a dar uso às ervas aromáticas que muitos me têm dito persistentemente para usar. Assim fiz. Já dei maior lugar às especiarias também.
Como fiz:
Coloco numa panela 1kg de massa macarrão e deixo cozer muito bem, para ficar mesmo mole. Ao mesmo tempo, preparo uma grande frigideira com um bom pedaço de margarina e lá está, as tais especiarias e ervas a gosto. Mesmo à fãn fãn, colocar sem medir. Assim que derreter a manteiga, juntar a massa e mexer logo para não colar ao fundo, sempre com lume brando. De seguida, para este 1kg de massa, abrir e desfiar 3 latas de atum e colocar para dentro da massa. Ao final, para terminar juntar um pote de 200g de um molho já preparado de tomate, alho e cebola. Voltar a mexer tudo no final, deixar a apurar uns minutos e voi lá.
Não necessita de mais acompanhamento, digo eu. Podem-se colocar umas batatas fritas à parte, ou qualquer legume cozido. A única desvantagem, e acaba por ser conselho meu, é que não devem guardar o que sobrar, o molho acaba por secar e a massa também, eu achei isso. É que da ultima vez que fiz e deixei na panela, quando cheguei estava tudo seco e rijo.
7 de Janeiro de 2011
Alheira Mirandesa com Couve Lombarda
O jantar esteve para se um prato de fast-food, mas o planos mudaram. Apeteceu-me qualquer coisa que tivesse como base a comida saudável. Sim, foi uma mudança de pensar indescritível. Se querem conhecer mais um pouco de mim, digo-vos em uma palavra. Simplicidade. E esta simples maneira de pensar, passa para o tipo de refeições que eu faço. Não gosto de passar horas a fio a desenhar pratos na cozinha (e admiro quem faz isso e vejo-o nos vossos blogs), prefiro ver. E hoje fiz o meu jantar com muita descontracção, algo com bom sabor português, mas que ao final da refeição não me deixasse empanturrado e muito mais pobre de carteira. Comecei por pensar em carne e foi uma alheira mirandesa que escolhi. Não foi cara, fui à procura da boa relação qualidade preço e passei pelo Continente e comprei esta (fora pub.). Os meus amigos já me tinham dito que era boa, e por acaso é mesmo. Bem fumada, com carne bem temperada… Como imaginam não me ia ficar pela simples alheira. Decidi então cozer uma couve lombarda, tenra de preferência, foi isso que pedi. Os ingredientes tinha, as ideias também.
Como fiz:
Peguei numa frigideira e não coloquei nenhuma gordura. Nada. Apenas pus a alheira na chapa com um corte ao longo de toda ela para a pele, que detesto, saltasse o mais rápido possível. Virei algumas vezes, ficou impecável.
A couve cozeu muito rápido, mas com algumas invenções minhas. Cortei em pequenas folhas, meti sal q.b. Ficou por ali uns minutos a borbulhar. Quase no final coloquei assim, do nada, dois alhos para dentro da cozedura, e deu-lhe um gosto bem agradável. Escorri bem a água, e ainda dentro da panela apenas pus azeite em boa quantidade e revolvi as couves com a colher. Tirei o excesso de azeite.
Coloquei as couves a fazer de cama para a alheira. Sem apetrechos, sem efeitos, sem nada. Um prato simples, que gostei de comer, e gostei muito da relação que fizeram em prato. Pensei em colocar arroz, mas sinceramente não me apeteceu estar a fazê-lo, é que as coisas iam tão bem e arriscar não me parecia a melhor ideia. Experimentem isto num dia que estejam sem paciência. Eu demorei uns 20 minutos nesta novela toda e se gastei mais de 2€ foi muito (risos).
P.S- A minha máquina fotográfica está avariada de momento, mas assim que estiver funcional, as fotos são colocadas.
o meu kit knorr
No post de abertura (que contava na altura com 43 comentários) houve alguém que falou na melhor forma de tapar imperfeições nas nossas comidas. O simples “espetar” de um knorr para dentro da panela. O meu pai chamava-o de tapa-buracos. A verdade é que é isso mesmo. Por acaso já o fiz, e o resultado final foi algo de astronómico, um prato super bem feito, sem erros. Lembro-me até que tinha na mesa uns amigos e me elogiaram. Eu caladinho sem dizer o que tinha colocado. A melhor forma é esta. E lá está, aprendi com a experiencia da coisa. Colocar este tipo de condimento vai ajudar sempre a corrigir algumas imperfeições nos nossos pratos. Hoje existem knorr`s para quase tudo, até para os cozinhados da sogra que é tão chata. Imaginem-se vocês irem jantar a casa de alguém e saberem que essa pessoa cozinha muito mal. Pois, eu já cheguei a levar no bolso o meu famoso kit knorr. O dono da casa está distraído a lavar as folhas da alface, e toca de pôr para dentro da panela um cubinho destes tão discreto mas poderoso e salvador de vidas, tanto a minha como a dos meus. Agora fico com a dúvida numa coisa. Será que já me fizeram o mesmo?
6 de Janeiro de 2011
post de abertura
“Coloco mais um pouco? Não… Mas se não fica bom…! Olha, vou pôr, depois no fim logo se vê.” Basicamente, esta é a minha politica do Sal. A cozinha, quer queira, quer não terá que ser daqui para a frente a minha aliada nas minhas aventuras e desventuras na vida. Apesar de ter um lamiré no que diz respeito a cozinhados, muitas vezes, as coisas não saem tanto como queria. Parece quase que um vicio nunca nada sair a 100%. Um homem fica frustrado, pois claro. E acho que para as refeições começarem a acertar tem que se começar no inicio, no génese do acto, que é: a colocação do Sal. Amigos, posso não perceber nada de cozinha, mas vos garanto uma coisa. Se o sal não estiver devidamente adicionado, o nosso prato pode-se tornar numa catástrofe. Eu próprio já fiz esse erro, em ter colocado tanto Sal no arroz, que já confundia bagos com pedrinhas de sal. Enfim, uma ocasião para esquecer devido aos estragos que fez nos dias a seguir aos convivas que estiveram presentes. Acho que as deficiências de muitos deles hoje, se deve a isso mesmo. Continuando… A política do Sal, não é nada mais nada menos que uma forma de se começar a acertar nos condimentos colocados. Sei que é difícil, mas admito que não será impossivel. Não, não me digam para ir provando ao longo da confecção, simplesmente não consigo discernir sabores com a comida a queimar-me as guelas. O facto dessa dificuldade ser assim tão grande também se deve à minha completa indelicadeza com o manuseamento dos auxiliares de colocação. Ou deixo virar demais a boca do pote e cai-me demais, ou não inclino o suficiente e não sai. Deveria existir um sistema infalível, tudo por medida. Pois, vocês agora falam nos livros de receita que trás lá tudo. Pois eu sei que trás, mas não quero passar a minha vida agarrado a um livro. É que além de ser pouco apto na cozinha (para não dizer mau), não gosto de estar com livros na cozinha, com aqueles pratos todos bem desenhados e que saltam à vista, que me deixam ainda mais em baixo, porque sei que nunca lá chegarei.
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