Sábado, 10 de Outubro de 2009
Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Distracções e vícios
o ganso no remanso
do arbusto
corria ao pão
num sobressalto
num susto
o miolo do pão
era a distracção
do ganso
no remanso do arbusto
o ganso ali parado
na sombra quieto
alguém passava
e murmurava:
-olha o ganso
saído do descanso
-olha avó e neto
a dar de comer ao ganso
saídos do remanso
muito perto do arbusto
eu lançava a minha mão
ao longe
e o ganso vinha ao pão
humilde como um monge
eu abismado
sentia-me sozinho
enquanto a tia Singela
roubava hastes do jardim
E a falar a espaços
alisava na terra os passos
punha nos sacos entre- abertos
segredos que floresciam
nos seus jardins secretos
ninguém sabia________ como ela dizia
além da minha fraqueza e de ti
do arbusto
corria ao pão
num sobressalto
num susto
o miolo do pão
era a distracção
do ganso
no remanso do arbusto
o ganso ali parado
na sombra quieto
alguém passava
e murmurava:
-olha o ganso
saído do descanso
-olha avó e neto
a dar de comer ao ganso
saídos do remanso
muito perto do arbusto
eu lançava a minha mão
ao longe
e o ganso vinha ao pão
humilde como um monge
eu abismado
sentia-me sozinho
enquanto a tia Singela
roubava hastes do jardim
E a falar a espaços
alisava na terra os passos
punha nos sacos entre- abertos
segredos que floresciam
nos seus jardins secretos
ninguém sabia________ como ela dizia
além da minha fraqueza e de ti
Domingo, 4 de Outubro de 2009
Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Quanto
Quantas estrelas estão por contar
Quando os teus olhos arrefecem
E uma manhã vem espreitar
A cor dos frutos que amadurecem
Quando os teus olhos arrefecem
E uma manhã vem espreitar
A cor dos frutos que amadurecem
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
DE REPENTE
Carrego parco peso do silêncio
Ouço
É uma ave nocturna pousada no varadim
Veio com a noite fez-se escura
Cantou com dobras de sino e tábua
Festejou a lua ofereceu as asas
Quis-se inteira habitando o ar da casa
Mas eu sonho o distante e o inteiro da luz
E não consenti que viesse acender meu sangue
No rasgo de um dobrar de asas
Deixei que os pés me fossem chão
Que o corpo vogasse num barco defeso na água
Que a escuridão da noite
Fosse gesto consentido
Estreme na noite intíma só a casa
Deixei que uma gramática me assaltasse as horas
Escrevesse por ela o meu voo libertasse a minha asa
Não desiste de me chamar a ave
No varadim incendeia gutural a noite
Com os olhos de menino parto para longe
E trago uma infância aquecida a fogo posto
Ouço
É uma ave nocturna pousada no varadim
Veio com a noite fez-se escura
Cantou com dobras de sino e tábua
Festejou a lua ofereceu as asas
Quis-se inteira habitando o ar da casa
Mas eu sonho o distante e o inteiro da luz
E não consenti que viesse acender meu sangue
No rasgo de um dobrar de asas
Deixei que os pés me fossem chão
Que o corpo vogasse num barco defeso na água
Que a escuridão da noite
Fosse gesto consentido
Estreme na noite intíma só a casa
Deixei que uma gramática me assaltasse as horas
Escrevesse por ela o meu voo libertasse a minha asa
Não desiste de me chamar a ave
No varadim incendeia gutural a noite
Com os olhos de menino parto para longe
E trago uma infância aquecida a fogo posto
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
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