O livro/catálogo que acompanha a exposição,
"POR DETRÁS DAS PALAVRAS"
.............................. .. POEMAS
...............ESGOTADO EM PORTUGAL
...........AGORA PUBLICADO NO BRASIL.
............INFORMAÇÕES E OU/AQUISIÇÃO:
...............ESGOTADO EM PORTUGAL
...........AGORA PUBLICADO NO BRASIL.
............INFORMAÇÕES E OU/AQUISIÇÃO:
..---.... ligue (011) 50212233 Marcio ou Maria
....,....ou.Maria@becodospoetas.com.br
Terça-feira, 28 de Junho de 2011
EXPOSIÇÃO DE POESIA ILUSTRADA
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011
EXPOSIÇÃO DE POESIA ILUSTRADA
.
![]() |
| clicar para melhor ler |
A exposição, que se insere nas comemorações dos
50 ANOS DE VIDA LITERÁRIA, do autor,
inclui todas as capas dos seus livros publicados,
e outras curiosidades literárias.
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
coisas sem sentido
.
Apetece-me escrever uma coisa qualquer
que não sirva para nada
uma coisa qualquer sem sentido nenhum
.
para que depois os puristas digam
que ando a escrever coisas sem nenhum sentido
.
Prefiro escrever coisas ditas sem sentido algum
do que procurar dar um sentido
a tudo quanto se escreve
e que não tem sentido nenhum.
,
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22:49
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
EXPOSIÇÃO EM LAGOS
![]() |
| clicar para melhor ler |
.
A exposição "As Cores do Poema", vem, agora, para Lagos. Ela insere-se no âmbito da comemoração dos meus "50 Anos de Poesia" - 1961/2011.
Em relação à primeira e recente mostra, na Praia da Luz, há a registar mais 5 quadros hors-série, elaborados a partir das imagens e poemas de "Lagos Ontem"*, e também uma amostragem de todos os meus livros publicados. O evento tem lugar, a partir de fins do corrente mês, edifício dos antigos Paços do Concelho, da cidade.
.
* 2ª edição, da Câmara Municipal de Lagos
. * Em exposição tem o formato A3
. * Em exposição tem o formato A3
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21:47
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Sagres
Domingo, 5 de Junho de 2011
O TEU NOME
.
O teu nome, Helena, lembra-me os gregos
vestindo túnicas de alva luz, o interior das palavras
vestindo túnicas de alva luz, o interior das palavras
indivisíveis, que traziam a cor da púrpura
à claridade dos olhos, à memória duma coluna
lisa, donde emana um sopro de harmonias.
.
O teu nome, Helena, lembra-me o mar
que desenhou meus ossos mediterrânicos
com ânforas de barro e deuses mitológicos
do Egeu, e musgo já antigo sobre o mármore
das esbeltas praças de Atenas e de Creta.
.
O teu nome, Helena, corre sobre o vento
que descerrou os últimos bocejos da luz,
num sereno cântico vindo da terra,
descido dos céus exactos, distantes
do Olimpo, intangíveis às cores da memória
dos que viveram o teu tempo breve.
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22:42
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Poema de "Por detrás das Palavras"
.
Oh, a minha tendência para ver na brumafiguras acesas de intenso brilho
como estrelas na noite nítida, prodigiosas
de enigmas e pronúncios de duradoiro sol.
Sei de cor as suas feições cinzeladas
pela fria e opaca ilusão da claridade,
uma iluminura de símbolos, de búzios.
Apenas não aceito a sua persistente
aparição, os ecos sempre devolvidos
pelo muro das evidências claras
dum outro mundo de miragens genuínas.
em "Por detrás das Palavras", ed. Beco dos Poetas, S.Paulo, pp 21
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02:14
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Domingo, 22 de Maio de 2011
É A TERRA A MINHA PÁTRIA
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
Façamos hoje o mesmo gesto
-
Façamos hoje o mesmo gesto delicado
dos nossos avós
.
em memória dos princípios que regem
o propósito antigo
de plantar uma árvore onde havia outra árvore
no chão que persiste
.
o projecto lhano do destino
de ir substituindo gerações por outras gerações
sobre a terra.
.
Façamos esse mesmo gesto delicado
em memória dos nossos avós
e do seu propósito antigo de reger-se
por processos que persistiram desde os antigos
.
que plantavam árvores para a ventura
de ver a terra coberta de flores e seus frutos
para seus filhos
,
filhos de seus gestos antigos dedicados
de ir plantando árvores
sobre a terra.
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20:54
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nossos avós,
plantar árvores,
propósito antigo,
ventura poema
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
POEMA EM MAIO
.
Barcos de azul
lavrando o céu do mar
.
na cor da brisa
que a vela dá
ao vento
.
.
.
na plenitude
do cio
do tempo.
.
inédito
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18:21
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plenitude,
vela,
vieira calado inédito
Terça-feira, 3 de Maio de 2011
AROMAS
,
Cada palavra tem seu aroma
seu encanto
.
.
e seu reverso.
.
Depende das condições do tempo:
se em prosa
se em verso.
,
inédito
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seu,
verso depende
Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
FMI
Agora que o FMI entrou pela Barra do Tejo
e assentou arraiais no Terreiro do Paço,
justifica-se a reposição deste poema (escrito há uns 2 anos),
e que já foi anteriormente aqui publicado
.
Por todas as razões o país afunda-se
pela míngua
pela sorte dos sem sorte
pela luz que se afoga ao fundo do
tempo
pelo frio
pela velocidade com que os sedimentos apenas se diluem
na mágoa
pelas histórias repetidas
da história
pelos números
pelas letras
pelo anti-ciclone dos açores
a arredar-nos dos restos do mundo
e principalmente por um ciclone numa seara verde
varrida pelo amarelo
.
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17:13
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seara verde,
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
MADRUGADA DE ABRIL
.
.....Pela manhã
.....a luz recobre a cinza
.....dos meus olhos
.
.....Regressa a cor
.....do dia pleno
.
..,..É Abril
.....no chão
.....do velho sonho.
.
.....inédito
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02:47
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
UM POEMA
Em S. Paulo
,
Do meu livro "Por detrás das Palavras", recentemente publicado no Brasil, um poema.
.
Como não havemos de questionar este mundo,
as suas estrelas transgressoras, na aventura temível
de erigir uma flor e destruí-la com um bafo de vento
vindo duma ciência longínqua, um destino indecifrável?
.
É nestes fósseis da pedra, que se lê a impressão digital
dum crepúsculo, uma lâmina de vertigens breves,
ah, um deus ignorante da plenitude do amor terreno,
amor que não se esgota com a morte das espécies.
-
Como deveremos interpretar as manifestações
de apego à terra, dos humildes bichos da terra,
uma fogueira inextinguível que há-de ver-se ao longe
quando se apagarem os últimos restos do sol?
-
.
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detrás,
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dos poetas,
fogueira,
pedido,
plenitude,
questionar,
vieira
Domingo, 20 de Março de 2011
A FLOR
.
A flor sobre o plano branco,
a palavra no meio doutras palavras brancas
de cores e chamas
.
ou o fruto maduro entre a folhagem
verde
.
novo de sabores ignorados
.
e aquelas mãos
o teu corpo de mulher entre as mulheres
o pano brando onde aprendo
a cor melhor das flores
e sabores.
-
em Soltos & Dispersos, 2º livro
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sabor
Quinta-feira, 17 de Março de 2011
EM S. PAULO
8º SARAU POÉTICO DO BECO DOS POETAS
20 de Março,
das 10hs ás 12hs.
Apresentação do livro
-
“POR DETRÁS DAS PALAVRAS”,
(esgotado em Portugal)
do poeta português Vieira Calado
-
E como sempre, é uma grande alegria
ver você lendo ou declamando sua poesia,
falando de suas conquistas literárias e compartilhando conosco.
Contamos com sua presença no Dia 20 de Março,
será um Domingo de alegria e muita Poesia,
você não pode faltar!
-
CEU Caminho do Mar
Av. Engº Armando de Arruda Pereira, 5.241- Jabaquara-SP
tel. 011-5021-2233
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S. Paulo,
Sarau poetico
Quarta-feira, 9 de Março de 2011
AS COISAS
.
Olho demoradamente as coisas
que me rodeiam.
.
Elas aí estão, paradas, em seu esplendor
de existir
no seu tempo de lugar absoluto.
.
Mas apenas consomem o tempo -
o meu questionar
no seu esplendor parado,
como um poema escrito
e nunca verdadeiramente entendido.
.
inédito
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011
sonho
Adormeci a contar-lhe uma história.
-
Uma estória antiga da cidade
uma estória que ele diz que não conhece
mas vejo-o a sorrir
com um sorriso de menino embevecido
-
e só então vejo
que ele já morreu
.
mas no meu sonho
sorri como se ainda cá estivesse
ao ouvir aquela estória da sua cidade
como se ainda cá estivesse
como se ainda cá estivesse.
.
inédito
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
AS CORES DO POEMA - 2ª série
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o frio dos dias,
olhos luz
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Expirados são os Prazos
.
Um dos poemas do meu livro
.
"Por detrás das Palavras"
.
.
(esgotado em Portugal)
,
a sair brevemente, em S. Paulo, no Brasil .
Expirados são os prazos, expostas estão as certezas
dos migrantes da terra direito às profundezas
- a nossa mais delicada reflexão.
É breve o juízo que fazemos das coisas. Breve
a matéria conhecida dos afectos, das dúvidas,
para deduzir equações inteligíveis.
Sofremos a candura dum olhar benévolo
por cada passo, por cada aceno de mão
dum outro viandante que se perde na estrada,
às escuras dum novo dia
e entendemos nessa predestinação a nossa luta.
Mas o caminho foi rasgado num golpe de vento
numa ravina cheia de indícios de fogo morto
num rio indolente que sabe o vigor do mar,
as rédeas dum chicote brandido à noite.
Percebemos o milagre violento dos magmas
por ver as cinzas jazidas nos corpos ardentes,
ao nascer da aurora inquieta das palavras.
Experimentamos o encolerizar das últimas
vozes da terra, nuas de desespero,
frias de lembranças destroçadas e acesas
pelo sal cristalizado num deserto de água.
Mas somos o nosso último pretexto para amar a terra
e os seus enigmas instintivos mas obscuros,
com que descrevemos a laboriosa seiva das árvores.
,
em "Por detrás das Palavras", Edição Beco dos Poetas, S. Paulo
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
OS CAMINHOS DA VIDA
-
Os caminhos da vida trazem-me indícios
dum silêncio por desvendar.
.
Na grande planície soa uma serenidade
sem bermas, como as iluminuras donde luz o sol
eterno olhando a terra com bonomia.
.
Será esse o segredo das grandes travessias
indiferentes à resolução dos mistérios extensivos
do pó que cobre as árvores desfeitas
em turfa, fósseis modelados por milénios?
-
Será esse o segredo que desconheço
ou ignoro, das vivências minúsculas dos seres simples
que apenas procuram um rastro de luz
para abençoar, cumprir os seus dias?
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Vieira Calado
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21:56
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silêncio,
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