| Resistir |
Um blog de António João Correia. "Resistir" is Antonio Correia's blog. From the Pacific Ocean...Almost in Portuguese. |
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| 25 de Nov de 2006 |
| Biography and passport |
Once I told a customs officer that I was poet: Not a real poet from the poems but an adventurer From the space between the poems that I will never write And the poems that I could imagine That is, I explained that I only know about poems and poets; Nothing else matters, I almost said She looked at me, smiled, and repeated the question: A terrible and ambiguous one, I must say, something like: Who are you? But I had no idea. Poet, maybe, a reader of poets if you want to go into technicalities, But I had no idea. I never do. She was looking for a predictable answer, a predictable man, a predictable life Passport, please. But I was not ready, I am never ready for anything I must say, and she sounded so dry, so not in love with me and my circumstances and I was even prepared to tell her my life story in a few seconds Sorry, Ms, I forgot my poetic passport in another language, She said nothing You have to believe me. But she was shy. I was born on a small island, I moved to a bigger city, I moved to other places, I saw mountains, the shadow of God, silence, desire and a river before I was 16 years old, what else do you need to see me as a poet? She looked at my passport. How long have you been gone? Ignore the name, I have no name. I was never gone. |
posted by AJC @ 12:42 AM   |
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| 14 de Nov de 2006 |
| Zune? |
Tenho um "iPod". Gosto muito. Mas, mas comprar um Zune é dar de comer a quase 250.000 dos meus vizinhos. Que fazer? |
posted by AJC @ 7:41 PM   |
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| Direitos de autor |
Recebi direitos de autor por uma coisa que não gosto. Melhor, que deixei de gostar. Pois. Mas se eu não mudo, como posso pedir aos "leitores" de teatro que digam outra coisa...
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posted by AJC @ 7:21 PM   |
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| 13 de Nov de 2006 |
| Borat |
Fui ver o filme Borat. A aldeia deste jornalista lembrou-me a ruralidade, ainda em 2006, de S. Miguel. Fartei-me de rir. Que mais dizer? Bem, Borat lembra ainda aqueles jornalistas portugueses que iam (vão) para os EUA fazer reportagens...Borat daria, assim, um bom jornalista lusitano. |
posted by AJC @ 7:48 AM   |
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| 11 de Nov de 2006 |
| Monopólios, democracia e vícios regionais |
Antes do 25 de Abril de 1974 as maiores empresas dos Açores estavam na mão da família Bensaude. Convirá dizer que eram as mais bem geridas e as que melhor pagavam aos seus trabalhadores. Nunca se meteram em políticas de democracia do regime, muito menos em compromissos com a oposição democrática (uma minoria nas ilhas de Antero e Nemésio) e tiveram sempre o apoio tácito do governo autoritário, salazarista de então. Monopólios de facto, sucesso e visão empresarial, desgraças de uma região feudal dirão outros. Em 2006 a mesma família controla, e cada vez mais, a economia dos Açores, só que a par de um Governo Regional alegadamente socialista, que obviamente apoia a mesma família de forma expressa (como todos os açorianos é cliente)...Aqui o melhor exemplo que nunca vi escrito na controlada imprensa local, ou "dito" na vergonhosa televisão pública, passa pelos combustíveis...Pois. Isto é, a revolução democrática de Abril não produziu concorrência, autonomia privada, liberdade de escolha para os consumidores, oportunidades mas apenas e só um concorrente público que "gere" o dinheiro dos outros da forma que se sabe e que pouco se importa com monopólios de facto, com a liberdade de escolha na economia. Não se vê, assim, qualquer distinção entre o apoio do governo salazarista aos monopólios e o apoio dos vários governos regionais pós 25 de Abril. Bem, talvez a dimensão, pois o salazarismo em versão regional era mais pobre, exportava mão-de-obra barata para a América e não tinha ajudas de Bruxelas ou Lisboa. Solução? Talvez começar por coisas simples: um povo educado percebe melhor a importância da criação de riqueza e da existência de oportunidades para todos, independentemente do poder económico e das convicções políticas; um povo com civismo percebe que lutar pela liberdade da sua terra é um dever de todos. |
posted by AJC @ 10:28 AM   |
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| 5 de Nov de 2006 |
| Um banco de jardim (em Seattle) |
 Este banco de jardim sabe mais da minha vida que Deus. Bem, o banco de jardim sabe pouco por Deus ser uma coisa que nunca se sabe. Uma mulher passa e poderia saber da minha vida mas ela tem raiva do destino das coisas. Acho que tem raiva de existir. Ou de Deus, que nunca se sabe. Os poetas que passaram neste lugar deixaram medo. Uma nuvem deixou-te a ti, leitora dos meus sonhos. |
posted by AJC @ 10:21 AM   |
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