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  <title>Arrastão: Os suspeitos do costume.</title>
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  <description>Arrastão: Os suspeitos do costume. - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 16:27:10 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:22:33 GMT</pubDate>
  <title>A mentira (e a falta de vergonha na cara) como modo de vida</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Política/cavaco-reforma-do-banco-de-portugal-nao-vai-chegar-para-pagar-despesas-1529976#Comentarios&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para pagar despesas. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Palavras para quê? É um artista português. Pode-se bater mais fundo? Todos os dias se confirma que sim.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>crime organizado</category>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 13:50:17 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Um ponto de viragem&quot;</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=9zfUpgQPSQlQo0zIyv74&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bba07fc73/9903312_mTmnc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;274&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Política/vitor-gaspar-fala-a-troika-em-ponto-de-viragem_1529838&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Diz Gaspar&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/juros-das-obrigacoes-a-dez-anos-continuam-a-bater-recordes-nos-mercados-secundarios-1529961&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Juros das obrigações a dez anos continuam a bater recordes nos mercados secundários. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/actividade-economica-e-consumo-com-queda-recorde-no-mes-do-natal-1529964&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Actividade económica e consumo com queda recorde no mês do Natal.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2253478&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Superintendentes da PSP em revolta.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.economist.com/node/21543159?fsrc=scn/fb/wl/ar/andthentherewasone&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Economist avisa que a austeridade não é solução.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um tipo que agora estuda em Paris também anunciou várias vezes &quot;pontos de viragem&quot; e o &quot;fim da crise&quot;. Foi o que se viu. Pena é que o delírio desta gente vá ter como resultado a destruição do país. Mas enfim, vivemos no melhor dos mundos. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>governo</category>
  <category>crise</category>
  <category>crime organizado</category>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:00:37 GMT</pubDate>
  <title>Uma boa notícia</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
  <link>http://arrastao.org/2451495.html</link>
  <description>&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;A constitucionalista e deputada independente pelo PS Isabel Moreira, os deputados do Bloco de Esquerda e pelo menos nove deputados do PS, a que se deverão juntar os deputados do PCP e do PEV, vão requerer a verificação sucessiva da constitucionalidade do Orçamento de Estado. A iniciativa conta com a oposição de Seguro. A alguma coisa o homem se há de opor, bolas!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Esta é uma excelente notícia, pela substância e pela forma.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Qualquer pessoa atenta não duvida que a Constituição da República está a ser violada quotidianamente e que o Orçamento também a desrespeita. Como o Tribunal Constitucional é também o órgão político, muito vulnerável ao ambiente que se vive no País, é provável que decida ignorar as suas funções. Não seria a primeira vez. Parece ter-se instalado um estado de emergência não declarado, em que a lei e o Estado de Direito foram suspensos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Ainda assim, a iniciativa não é meramente simbólica. Ela obriga a um debate e devolve às instituições democráticas a sua função, em crise ou fora dela.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Por outro lado, o facto de uma parte do PS, o BE e o PCP se conseguirem juntar para qualquer coisa de útil dá algum sinal de esperança. Quer dizer que os partidos à esquerda do PS aceitam que o ataque sem precedentes ao Estado Social exige todas as convergências necessárias e que a construção de uma oposição democrática à ditadura da mais bárbara das austeridades os obriga a ultrapassar as muitas discordâncias que têm. E quer dizer que há, no PS, mesmo que poucos, quem não aceite a degradante submissão dos socialistas à agenda mais violenta que alguma vez a direita tentou impor ao País. Uma posição que contrasta com a &quot;abstenção violenta&quot; impõe ao PS e a vergonhasa rendição de João Proença.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Independentemente do resultado final desta iniciativa, é bom, pelo menos por uma vez, saber que está a acontecer alguma coisa à esquerda. Esperemos que sirva de lição para o que tem de ser feito na oposição. Todos são poucos para resistir a esta gente.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;em&gt;Actualização: ao contrário do que é dito, o PCP não se associou à inicativa. É pena. A notícia deixa de ser tão boa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 09:42:16 GMT</pubDate>
  <title>Um país em estado de sítio</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
  <link>http://arrastao.org/2452326.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=LbM2JEfgT3wrNzO46szu&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6a079df3/9902453_gdzfM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;372&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Sociedade/servicos-de-internamento-cheios-obrigam-a-por-doentes-nos-corredores-do-sta-maria-1529919&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Serviços de internamento cheios obrigam a pôr doentes nos corredores do Sta. Maria&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma fonte próxima da principal unidade do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) disse mesmo ao PÚBLICO que “o Hospital de Santa Maria virou um autêntico hospital de campanha” nos serviços de internamento, “porque é o cenário que mais se assemelha à realidade vivida nestes serviços nos últimos tempos”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; “Além dos 21 utentes que podem receber em camas no internamento, quase todos os serviços estavam com 10 utentes internados ao longo do corredor numa maca”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;José Pinto da Costa apontou ainda a crise como outra razão para o excesso de afl uência ao hospital, que levou a que muitas pessoas deixassem de ter um seguro de saúde.» &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De realçar o falhanço da estratégia do antigo gestor da Medis, Paulo Macedo, para convencer os utentes a recorrerem aos serviços de saúde privados, destruindo assim o SNS. Por causa da crise, e mesmo com um agravamento brutal das taxas cobradas pelos serviços de saúde públicos, não há dinheiro para CUF&apos;s ou Hospitais das Luzes. Só os ricos continuam a poder ter esse privilégio. Em tempos de acelerado empobrecimento, as desigualdades sociais crescem ainda mais no país mais desigual da UE.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://arrastao.org/2452326.html</comments>
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  <category>crise</category>
  <category>saúde</category>
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  <pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:39:04 GMT</pubDate>
  <title>Injustiça</title>
  <author>Bruno Sena Martins</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://images.dinheirovivo.pt/ECO/File?dDocName=CIECO025572&amp;amp;fileName=GI15112011REINALDORODRIGUES0135248438251789156677.JPG&amp;amp;rendition=extra_wide&amp;amp;SID=109092&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/p&gt;

É uma injustiça o que estão a fazer ao João Proença. Chamarem-lhe sindicalista. Não se faz.</description>
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  <pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:46:54 GMT</pubDate>
  <title>goodfellas</title>
  <author>Pedro Vieira</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Mundo/charles-taylor-trabalhou-para-a-cia-1529813&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Charles Taylor, antigo senhor da guerra da Libéria, trabalhou para a CIA&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://arrastao.org/2451962.html</comments>
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  <pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:00:36 GMT</pubDate>
  <title>O medo ou a vergonha</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
  <link>http://arrastao.org/2451314.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/rKpRGbmtVjs?rel=0&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Ao abandonar o navio &lt;em&gt;Costa Concordia&lt;/em&gt; antes de pôr a salvo tripulação e passageiros, o comandante Francesco Schettino não se limitou a violar um código de honra sagrado nos mares. Entregou à sua sorte milhares de vidas. É por isso acusado de homicídio involuntário múltiplo. O que leva um adulto que tem à sua guarda milhares de homens, mulheres e crianças a fugir do navio e a esconder-se num rochedo? E garantir ao indignado responsável pela capitania de Livorno que regressaria ao barco sem no entanto o fazer?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Confesso que me fascinam as fraquezas do Homem. Só por isso me espanto com as suas grandezas. E entre todas as fraquezas, a que mais me perturba é a cobardia. O que leva um homem a ser um cobarde - até ao rastejante comportamento deste comandante - é fácil de imaginar: o medo. Esse bicho estranho que nos toma conta do corpo e da alma e desfaz num sopro todo um edifício ético que julgávamos sólido. Quem leia relatos das atrocidades cometidas contra civis em cenário de guerra percebe isso mesmo: acossado pelo medo, um homem moralmente são pode transformar-se na mais vil das criaturas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Na verdade, a pergunta é a oposta: de que é feita a nossa coragem? O que nos leva a arriscar a nossa vida (ou até a aceitar a morte certa) pela vida, a liberdade ou a dignidade de outros? Ou apenas por valores que julgamos transcenderem a nossa própria sobrevivência? Pode ser, claro está, a inconsciência, o fanatismo ou até o pouco apego à nossa própria vida. Mas, na maioria das vezes, será a vergonha. E a vergonha é um importantíssimo regulador moral. A insuportável vergonha de sermos vistos como este comandante é agora visto por todo o mundo. Vergonha de como a comunidade nos vê, aqueles de quem gostamos nos veem, nós próprios nos vemos. Vergonha da nossa memória, mesmo depois de mortos, viver para sempre na lama. É por isso que temo seres pouco sociais. Daqueles que dizem não se interessar (e que realmente não se interessam) pela opinião que os outros fazem de si. É por isso que temo os irremediavelmente solitários. É por isso que temo os que se têm em tão baixa estima que nada de heróico esperam de si próprios. É por isso que me assusta o individualismo e o pragmatismo extremo que levam alguém a querer viver sem propósito, um dia de cada vez.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Regressando ao &lt;em&gt;Costa Concordia&lt;/em&gt;, que também eu abandonei neste texto. Tenho, perante o comandante Schettino, sentimentos contraditórios. Os mesmos que tenho perante a cobardia. Talvez por ser o defeito que mais me repugna num ser humano. Aquele que mais gosto de imaginar longe dos meus atos passados e futuros. E, ao mesmo tempo, um dos mais compreensíveis. Quando o medo vence a vergonha, olho para o cobarde com nojo e compaixão: nojo pela sua cobardia, compaixão pela solidão que carregará na única vida que terá. E até depois dela. Haverá quem, depois de um ato hediondo, não a sinta? Claro. Assim se comportam os sociopatas, diagnosticados ou não. Mas pelo que sabemos do comportamento do homem que se escondeu, acocorado, num rochedo, não parece ser o caso. Schettino já sentia vergonha. Mas, na hora da verdade, o medo foi mais forte. Carregará para sempre o insuportável peso da solidão. Que nunca a vida me ponha de tal forma à prova. Porque poderia descobrir, enojado comigo próprio, que não sou quem julgo ser.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:53:33 GMT</pubDate>
  <title>Desigualdade</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/daniel_oliveira/fotos/?uid=W77yLr35fqK84zqhtUap&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o5307b4b0/9895982_GhMKd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;536&quot; height=&quot;722&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Esta quarta-feira, às 18h30, na Almedina do Saldanha (Lisboa), apresentarei o livro &quot;Desigualdades em Portugal&quot;, coordenado por Renato Miguel do Carmo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:42:38 GMT</pubDate>
  <title>500 paus em como a nova temporada do cardinali vai contar com o contorcionista proença</title>
  <author>Pedro Vieira</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/oirmaolucia/fotos/?uid=jJWIHEHzTcfsmJElrMw7&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o4407f927/9895900_3yhnR.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;496&quot; height=&quot;661&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small; color: #999999;&quot;&gt;rabiscos vieira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:00:30 GMT</pubDate>
  <title>Celeste e Eduardo passaram à clandestinidade</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/daniel_oliveira/fotos/?uid=w1y7m6GbtBpFHPFbDiOL&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o8707aaf2/9892145_D9Dc0.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;331&quot; height=&quot;450&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&quot;Isto dá que pensar! Eu deixei a política ativa há cerca de 8 anos. Porque será que se continua a achar que, estando fora da política ativa, estou na política. Deve haver um fenómeno qualquer, que eu desconheço e não compreendo, para se continuar a laborar neste erro. Mas enfim...como dizia uma pessoa minha amiga, ser mulher em Portugal ainda é difícil...!&quot; Foi isto que Celeste Cardona escreveu no seu facebook, a propósito das críticas à sua nomeação para a EDP, talvez irritada com o incómodo do senhor que lhe fez companhia, Eduardo Catroga.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Numa entrevista ao &quot;Expresso&quot;, Eduardo Catroga foi claro: &quot;Eu nem sou do PSD&quot;. Voltou a insistir, numa entrevista à RTP, que era &quot;independente&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Lê-se, &lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/celeste-cardona-quebra-o-silencio-no-facebook=f699694&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;numa notícia do Expresso online&lt;/a&gt;, que o nome de Maria Celeste Cardona aparece como vogal da Comissão Política Nacional do CDS na página oficial do partido. Das três uma: ou há duas marias celestes cardonas no CDS, ou a girl honorária do partido considera que ser eleita para uma comissão política não é estar na política ativa ou está a mentir. Deixemos de lado a vitimização que só pode dar a volta ao estômago a qualquer verdadeira feminista.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Recordava-se, &lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=cfztWBW48jP1J375n3JY#grande&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;numa notícia do &quot;Público&quot; recente&lt;/a&gt;, que, para comemorar mais um aniversário do PSD, o então líder do partido, Marques Mendes, tinha anunciado a adesão de 33 vários novos e notáveis militantes. Entre eles, Eduardo Catroga. Das três uma: ou o anúncio foi falso e Marques Mendes filiou Catroga à revelia, ou Catroga abandonou, entretanto, o partido, ou está a mentir.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O problema mais grave já nem é a mentira. O mais grave nem chega a ser o insulto aos partidos de que fazem parte e perante os quais, na hora de receber o prémio, demonstram tão grande ingratidão. O mais grave é esta gente achar que a promiscuidade entre empresas privadas e os partidos políticos se resume à existência de um cartão partidário. E que ela se resolve com a sua entrada na clandestinidade. Ou seja, que a indignação perante as suas nomeações resulta de um ódio geral aos partidos políticos e não lhes diz diretamente respeito.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Que fique claro: sou militante de um partido. Levo isso a sério e a ideia de alguma vez o negar parece-me tão absurda, desonesta e sintomática da pouca seriedade com que certas pessoas se envolvem na vida partidária, que tudo isto é incompreensível para a minha cultura política. Sendo militante de um partido, mesmo que sem qualquer responsabilidade de direção (de topo ou intermédia), nunca me passaria pela cabeça dizer que estou fora da vida política ativa. Ainda mais se fosse membro de uma comissão política.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Mas o problema é outro: a rede de influências e o tráfico de lugares (seja no Estado, seja nas empresas privadas) não se resume à existência de um cartão partidário. A razão porque as pessoas continuam a achar que Celeste Cardona está na política não tem nada a ver com a sua atividade partidária. Uma pessoa envolver-se na vida da sua comunidade, através da militância num partido, só pode merecer respeito. É porque Celeste Cardona está ligada ao pior da política: aquela que dá aos que nela se envolvem uma carreira que o seu currículo não justifica.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O problema não é Eduardo Catroga ter o cartão do PSD. É ter, em nome do PSD, negociado com a troika o memorando que assinámos e ter eito o programa eleitoral do partido (as duas coisas comprometem-no muito mais com o PSD do que o simples pagamento de quotas), onde constava a privatização da parte do Estado da EDP e, no fim, lucrar pessoalmente com isso.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O problema, caros Eduardo e Celeste, não é serem ou não militantes ou dirigentes de partidos políticos. É darem tão pouco à política que nem a vossa militância levam a sério. E, no entanto, não se esquecerem de cobrar à política o sucesso das vossas carreiras.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 00:33:20 GMT</pubDate>
  <title>Proencismo</title>
  <author>Miguel Cardina</author>
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  <description>A UGT acabou de inventar uma figura de estilo: o proencismo. É quando se diz detestar uma coisa que se acaba por aprovar. Por exemplo: &quot;Dona Lourdes, este seu carapau sabe um bocado a podre mas está que é uma maravilha!&quot;. Ou então: &quot;oh corpo disforme e repelente que frémitos anseios me impelem a adorar.&quot; E ainda dizem que nos faltam talentos.</description>
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  <category>humor involuntário</category>
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  <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 21:10:00 GMT</pubDate>
  <title>A CGTP e o porta-voz do Governo</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;object style=&quot;text-align: center;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;350&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/WLgcArf6oIyI0aFuzEjr/mov/1&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;text-align: center;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;350&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/WLgcArf6oIyI0aFuzEjr/mov/1&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mário Crespo, uma das vergonhas do jornalismo (?) nacional, é demolido pelo sindicalista Arménio Carlos. Ou como a inteligência e, sobretudo, a razão derrotam por KO a untuosidade bolorenta destas criaturas que apenas existem para servir quem está no poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adenda&lt;/strong&gt;: o primeiro vídeo publicado não era o correcto. Agora sim, o debate entre o &quot;jornalista&quot; e o sindicalista.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>media</category>
  <category>crise</category>
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  <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:18:13 GMT</pubDate>
  <title>«Tenho de dar razão à CGTP»</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
  <link>http://arrastao.org/2450058.html</link>
  <description>&lt;p&gt;7 dias. 56 horas. &lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/portugueses-vao-trabalhar-mais-7-dias-por-ano_136091.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;De trabalho escravo por ano&lt;/a&gt;. Mais a possibilidade do empregador escolher quando são as férias do empregado. E uma maior flexibilização dos despedimentos, permitindo na prática que o patrão possa despedir quando muito bem entender. Foi isso que o Governo ofereceu aos patrões, com a conivência activa da UGT. O desplante do Álvaro, deslumbrado por ter ido além da &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt;, significa na prática um retrocesso de algumas décadas no que diz respeito a direitos dos trabalhadores. O sorriso do empreendedor do pastel de nata é cínico e revoltante. &lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/politica/tvi24-cgtp-trabalho-constanca-ultimas-noticias/1317739-4072.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Quem esteve bem foi Costança Cunha e Sá&lt;/a&gt;: a CGTP teve razão ao abandonar as negociações com o Governo. Antes isso do que fazer como João Proença, que, &lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/governo-e-parceiros-sociais-assinam-acordo-tripartido-1529363&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;apesar de ser contra todas as medidas acordadas - deve ser isto, a tal &quot;abstenção violenta&quot; de que falava Seguro -, emergiu como parceiro deste ataque sem precedentes aos direitos dos trabalhadores&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À margem: &lt;a href=&quot;http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO030180.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;mais um senador do regime a pedir trabalho como na China&lt;/a&gt;. Daniel Bessa, antigo ministro de Guterres, &lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/acordo-na-concertacao-social-foi-uma-boa-surpresa-diz-daniel-bessa-1529437&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;admira a persistência&quot; do Álvaro e a &quot;coragem da UGT&quot;&lt;/a&gt;. Mas de que buraco sai esta gente? Mais importante, não se poderá exportá-los para uma qualquer instituição parceira em Angola?&lt;/p&gt;</description>
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  <category>crise</category>
  <category>crime organizado</category>
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  <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:00:56 GMT</pubDate>
  <title>Trabalhadores vão financiar a redução do seu salário</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
  <link>http://arrastao.org/2449388.html</link>
  <description>&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Os jornais dão conta de mais uma proposta do governo: os desempregados que aceitem um emprego com um salário inferior ao seu subsídio poderão manter até 50% desta prestação social nos primeiros seis meses de trabalho e até 25% durante os seis meses seguintes. À primeira vista a proposta parece boa. O desempregado regressa ao mercado de trabalho sem reduzir os seus rendimentos, o desemprego reduz-se e, no fim, o Estado até é capaz de poupar. Mas não é.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O subsídio de desemprego, que pertence por direito ao trabalhador, já que para o receber descontou enquanto trabalhava, tem duas funções. A primeira é óbvia: socorrer o desempregado num momento de aflição. Deste ponto de vista, sendo a aceitação desta proposta voluntária (isso ainda não é claro nas notícias), estamos perante uma solução aceitável. Mas o subsídio de desemprego tem outro objetivo: impedir que o aumento do desemprego resulte numa redução geral de salários. O Estado, através dos descontos para a segurança social, garante que o trabalhador desempregado não é obrigado a aceitar salários cada vez mais baixos. O trabalhador desconta para, se perde o emprego, não se transformar numa insuportável e imediata pressão para a redução do salário dos que trabalham e dele próprio, no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Ou seja, impede que o desemprego sirva para uma redistribuição dos rendimentos ainda mais injusta entre o trabalho e o capital. Vai contra a mera lógica do mercado? Claro que vai. Mas é essa é uma das funções das leis laborais ou do Estado Social: contrariar a dinâmica intrinsecamente injusta das regras do mercado para a parte mais fraca.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que faz esta proposta? Usa o dinheiro da segurança social para financiar a redução dos salários. Não sendo, a curto prazo e para cada um dos desempregados, negativa, ela é péssima para o conjunto dos trabalhadores. Retira ao subsídio de desemprego a sua função reguladora do mercado. Ajuda a uma pressão geral para a redução salarial. E fá-lo usando os descontos dos próprios trabalhadores. Ou seja, põe os trabalhadores a subsidiar a sua própria desgraça. Faz mais do que isso: convida, através deste subsídio à redução do salário, o empregador a baixar a média salarial que pratica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Quem olhe para o Estado Social como um mero instrumento de caridade e quem acredite que o mercado garante um equilíbrio virtuoso, dificilmente entende este ponto de vista. Quem, pelo contrário, defenda que o Estado Social deve ser um regulador do mercado não pode aceitar esta proposta. É que ela será paga com um empobrecimento geral dos trabalhadores e um aumento da desigualdade na distribuição de rendimentos. Que é, devo recordar, a principal doença deste país.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 20:49:36 GMT</pubDate>
  <title>Operação Propaganda</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
  <link>http://arrastao.org/2449510.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://blasfemias.net/2012/01/16/operacao-propaganda/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Hoje, às 21h00, numa RTP1 perto de si.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Juro que quando vi o post do Gabriel Silva pensei que fosse uma piada. Mas não, é verdade. Miguel Relvas e o seu séquito de invertebrados irão estar em directo no principal canal público, lambendo cus a empresários amigos do ditador de Luanda, patrocinados pela inenarrável Fátima Campos Ferreira. Está bonito, isto.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>televisão</category>
  <category>ministério da propaganda</category>
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  <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 15:50:48 GMT</pubDate>
  <title>lusitânia concordia, um país em velocidade de cruzeiro</title>
  <author>Pedro Vieira</author>
  <link>http://arrastao.org/2449013.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/oirmaolucia/fotos/?uid=m6Mw4JP2MDrwfsmEZ8NL&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/oae070579/9889468_qO3Fp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;496&quot; height=&quot;525&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #999999; font-size: x-small;&quot;&gt;rabiscos vieira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:04:34 GMT</pubDate>
  <title>Boys will be boys</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
  <link>http://arrastao.org/2448795.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=uZMQGufnRoiz97MwwK6V&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8e0747e5/9889074_1VJ6k.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;419&quot; height=&quot;278&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;15 de Fevereiro de 2011: &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=11861&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Ministério do Trabalho nomeou 41 &apos;boys&apos; do PS para cargos de chefia, acusa o CDS.&quot;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16 de Janeiro de 2012: &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=38918&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Saem boys do PS, entram os de Direita.&quot;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Cinderela da Vespa que se transformou em Audi A7 no seu melhor.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>cds</category>
  <category>boys</category>
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  <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 11:00:05 GMT</pubDate>
  <title>Os pinguins suicidas de Werner Herzog</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
  <link>http://arrastao.org/2448609.html</link>
  <description>&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/DI3u7g8PPEA?rel=0&quot; width=&quot;600&quot; height=&quot;335&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;p&gt; O canal Discovery pediu ao cineasta Werner Herzog um documentário sobre a Antártida. Espantado, este aceitou mas avisou: &quot;não vou fazer um documentário sobre pinguins&quot;. O aviso fazia sentido. Depois do sucesso de &quot;A Marcha dos Pinguins&quot; e do &quot;Happy Feet&quot;, não queria participar na corrida para o filão de mais um documentário delico-doce. Mas, apesar de &quot;Encounters at the End os The World&quot; se concentrar nas estranhas personagens humanas que ali trabalham, Herzog dedica alguns minutos aos pinguins. Entrevista o cientista marinho David Ainley. Ele conta que alguns pinguins, desorientados mas não enlouquecidos, fazem caminhadas intermináveis para o interior do vasto continente. Aí encontrarão morte certa. Mas a perturbação é persistente. Mesmo que um cientista pegue no animal e o devolva à sua colónia, para que ele sobreviva, ele de novo se dirige para as montanhas. As vezes que for necessário. Até encontrar o suicídio mais do que certo. Herzog pergunta: &quot;Mas porquê?&quot; Não há resposta.   &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Esta é a melhor imagem que me vem à cabeça para descrever o comportamento do nosso País e da Europaperante a crise que enfrentamos. Já não há, neste momento, ninguém que, no seu perfeito juízo, não perceba que a austeridade é um erro. E, no entanto, por mais que se insista em contrariar esta &quot;caminhada suicida&quot;, nenhuma evidência a trava.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O Banco de Portugal apresentou as previsões para o próximo ano. Elas são esclarecedoras sobre os efeitos económicos e financeiros desta opção. Mas nem precisávamos de tanto. A mesma receita, na Grécia, destruiu qualquer otimismo que pudesse existir sobre os efeitos da &quot;ajuda&quot; que lhe foi dada. Agora, a Sandard &amp;amp; Poor&apos;s estima que a probabilidade de recessão na zona euro é de 40% e prevê uma contração da economia em 1,5%. Quanto a Portugal, a sua dívida é &quot;lixo&quot; (já me perdi, de tantas vezes que esta novidade nos foi dada). Os que antes viam as agências de rating como meros &quot;mensageiros&quot; tratam-nas agora como opositores políticos da Europa. E concluem:Portugal tem continuar o caminho que foi definido. Como os pinguins de Herzog.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Ao contrário dos senhores que agora nos governam, não mudei de opinião sobre estas agências. Não são analistas, são atores de um processo especulativo e de um ataque ao euro e às dívidas soberanas. Já o eram antes e continuam a sê-lo agora. Mas é a Europa, e não S&amp;amp;P, que define as regras do euro e o deixa vulnerável aos especuladores e às agências que os servem. Mas é Portugal, e não a S&amp;amp;P, que teima num caminho sem futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O discurso da inevitabilidade é o discurso da irracionalidade política. O poder destas agências, a fragilidade do euro e a opção pela austeridade e emagrecimento do Estado em plena crise não resultam de qualquer cataclismo natural. São as escolhas de políticos - e daqueles que os elegem - que poderiam, se assim o quisessem, inverter a situação.Não sei se enlouquecemos ou estamos desorientados. Sei que a nada nos parece desviar desta caminhada para a morte. Mas porquê? Não tenho uma resposta evidente. Talvez as vésperas da segunda guerra e talvez ali esteja a resposta. Nunca devemos desprezar a irracionalidade humana e a sua extraordinária capacidade autodestrutiva.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 15 Jan 2012 15:51:10 GMT</pubDate>
  <title>Vá de vespa, Satanás!</title>
  <author>Miguel Cardina</author>
  <link>http://arrastao.org/2448358.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/miguelcardina/fotos/?uid=UpdFepUa9CZWk7JpqlW6&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfa076b0b/9884180_9Ce6e.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;267&quot; height=&quot;351&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;a href=&quot;http://twitpic.com/87dw74&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Maria João Pires&lt;/a&gt; aplicou a expressão certa: &quot;publicidade miserável&quot;. Depois do jornal &lt;em&gt;i&lt;/em&gt; ter feito aquela capa em que nos convidava a ir trabalhar no dia da greve geral, temos agora o &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt; na mesma linha do &quot;desempoeire-se, faça-se à vida e deixe lá essa coisa da política e dos sindicatos&quot;. No meio disto tudo - e talvez porque se trata de oferecer umas Vespas - lembrei-me de uma conhecida gradação do Nanni Moretti, que tomei a liberdade de reformular: até ontem achava que nos fazia falta um jornal de esquerda; hoje já me contentava com um jornal minimamente decente. Ainda para mais sabendo que a grande maioria dos jornalistas é bem melhor do que as chefias que têm de aturar.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>disgusting</category>
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  <pubDate>Sat, 14 Jan 2012 18:25:58 GMT</pubDate>
  <title>A mentira como modo de vida</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
  <link>http://arrastao.org/2447976.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=UAItDWBjv3C8EkwRCzES&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8807e5c2/9881530_cBIjU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;144&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=cfztWBW48jP1J375n3JY&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B70076da7/9881532_gLNuf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;208&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Via &lt;a href=&quot;http://corporacoes.blogspot.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Câmara Corporativa&lt;/a&gt;.)&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://arrastao.org/2447976.html</comments>
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  <category>crime organizado</category>
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  <pubDate>Sat, 14 Jan 2012 15:47:04 GMT</pubDate>
  <title>Giamatti</title>
  <author>Bruno Sena Martins</author>
  <link>http://arrastao.org/2447626.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8007fb80/9881045_gSE1C.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Giamatti de &lt;em&gt;Sideways&lt;/em&gt; (2004) seria insuperável não fosse o caso de termos que considerar o Giamatti de &lt;em&gt;Barney&apos;s Version&lt;/em&gt; (A Minha Versão do Amor). Poucas vezes a graça imerecida terá sido tão bem retratada como no abismo que entrevemos entre o terno &apos;accent&apos; de Miriam (Rosamund Pike) e a sinceridade auto-destrutiva de Barney.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado em &lt;a href=&quot;http://avatares-de-desejo.blogspot.com/&quot;&gt;Avatares de um Desejo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 13 Jan 2012 22:20:27 GMT</pubDate>
  <title>Lixo, 3 vezes lixo</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/sp-corta-nove-ratings-no-euro-franca-e-austria-perdem-nota-maxima_135871.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Estranhamente, as medidas de austeridade do Governo PSD/CDS não estão a merecer a confiança dos &quot;mercados&quot;&lt;/a&gt;. Terão estes tido conhecimento da venda da EDP e do pacote de &lt;em&gt;boys&lt;/em&gt; que ela implicou?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Curioso é também ver que a vitória da direita teve como consequência a descida de dois níveis em Espanha. E o Governo de salvação nacional de Itália também levou o mesmo tratamento. Bem, querem lá ver que a crise é mesmo sistémica e a solução não passa pelo &lt;em&gt;diktat&lt;/em&gt; de Merkel e Sarkozy (&lt;em&gt;by the way&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;adieu&lt;/em&gt;, rating AAA)?&lt;/p&gt;</description>
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  <category>crise</category>
  <category>o mercado nunca se engana</category>
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  <pubDate>Fri, 13 Jan 2012 16:16:41 GMT</pubDate>
  <title>um país, um desígnio</title>
  <author>Pedro Vieira</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/oirmaolucia/fotos/?uid=C0EPmD2AVTeeOQvDOUZA&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/od107908d/9878619_r1g9Z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;496&quot; height=&quot;661&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small; color: #999999;&quot;&gt;rabiscos vieira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 13 Jan 2012 09:00:12 GMT</pubDate>
  <title>A filha de Braga de Macedo e o nosso dinheiro</title>
  <author>Daniel Oliveira</author>
  <link>http://arrastao.org/2447059.html</link>
  <description>&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/daniel_oliveira/fotos/?uid=jMSMTOLS8SczIkLqUPHv&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2807466a/9876111_QJjTT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;375&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Sabemos que Braga de Macedo foi ministro das Finanças de Cavaco Silva e que é militante do PSD, pelo qual foi deputado. Sabemos que foi nomeado por Passos Coelho para definir a política externa económica deste governo, à qual Paulo Portas não ligou pevide. Sabemos que depois disso foi escolhido, com Eduardo Catroga, Celeste Cardona e Paulo Teixeira Pinto, todos do PSD e do CDS, para o Conselho de Supervisão da EDP. Sabemos que é Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT). Não sabemos, nem em princípio teríamos nada que saber, que tem uma filha, Ana Macedo, que é artista plástica.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Ana Macedo fez, em Julho do ano passado (só agora tive acesso a essa informação) uma exposição em Maputo. &quot;Caras e Citações: uma interpretação estética sobre Universidade, Cultura e Desenvolvimento&quot;. A exposição teve o apoio do Instituto Camões. E, coisa rara, não foi no seu centro cultural, mas na bonita estação de caminhos-de-ferro (que tive oportunidade de conhecer) . Teve o apoio do Instituto Camões. Continuo a não ter nada para dizer. É excelente que o Instituto Camões apoie e divulgue os artistas plásticos portugueses (deixo de fora deste texto qualquer consideração sobre a qualidade da exposição, que aqui não vem ao caso, até porque só vi &lt;a href=&quot;http://ma-schamba.com/lusofonia/arte-lusofona-nos-cfm/&quot;&gt;as fotos da dita&lt;/a&gt;). E o facto da artista ser filha de quem é não a deve prejudicar. Portugal é pequeno e a probabilidade de alguém ser filho de alguém com responsabilidades em alguma área não é pequena.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;O problema vem depois. Além do Instituto Camões, outra instituição do Estado apoiou o acontecimento. Sim, já adivinharam: o Instituto de Investigação Científica Tropical. O mesmíssimo que o pai da artista plástica dirige. &lt;a href=&quot;http://ma-schamba.com/lusofonia/nepotismos-idiotas/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Garante um português que vive em Maputo há quinze anos e que conhece bem a vida cultural da cidade que nunca o IICT patrocinou algum acontecimento cultural em Maputo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Alertado por este post, fui investigar a coisa. Bataram uns telelefonemas e umas buscas na Net. Tudo é feito às claras, como se se tratasse da coisa mais natural do mundo. O apoio do IICT a esta exposição e a esta artista já vem de Lisboa, com uma parceria entre a Faculdade de Letras (no âmbito do seu centenário) e este laboratório do Estado, &lt;a href=&quot;http://www2.iict.pt/?idc=6&amp;amp;idi=16971&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;através do seu projeto &quot;Saber Continuar&quot;&lt;/a&gt;. Na altura, a artista agradeceu &lt;a href=&quot;http://anamacedo-starblood.blogspot.com/2011/05/caras-e-citacoes-na-faculdade-de-letras.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;por esta oportunidade de criar um projeto que se tem revelado propício à partilha de metas comuns de desenvolvimento cultural&quot;&lt;/a&gt;. Mas mais ainda: outra exposição Ana Macedo, em Março de 2010, agora sobre Jorge Borges de Macedo (pai do presidente e avô da artista - fica tudo em família), contou com o apoio desta instituição pública, mais uma vez &lt;a href=&quot;http://www2.iict.pt/?idc=231&amp;amp;idi=15753&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;no âmbito do tal projeto &quot;Saber Continuar&quot;&lt;/a&gt;. E parei aqui a investigação, com a certeza que iria encontrar muito mais nesta frutuosa relação familiar com dinheiros públicos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;É natural que Braga de Macedo goste da sua filha e a tente ajudar na sua carreira. Assim fazem todos os pais. Não é natural que use os nossos recursos para o fazer. O IICT não lhe pertence nem é uma fundação ou empresa privada.É-me desconfortável falar da vida familiar de qualquer pessoa. Até porque odeio que falem da minha. Mas é quem usa o que é de todos para ajudar os seus que expõe a sua família ao escrutínio público. Faz mal duas vezes: a nós e a quem quer ajudar.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Caberá a Braga de Macedo explicar este comportamento eticamente inaceitável. Com que critérios usou dinheiros do Estado (pouco ou quase nada, tanto faz) para apoiar a carreira da sua própria filha? Como explica o mais despudorado dos nepotismo na gestão da coisa pública? E mais não digo, que começo a ficar cansado de tanto  desplante.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Expresso Online&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsP&quot;&gt;Foto roubada ao bolgue &lt;a href=&quot;http://ma-schamba.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ma-schamba&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 12 Jan 2012 21:06:30 GMT</pubDate>
  <title>A notação que eu dou à palavra deste senhor é igual à que as agências dão a Portugal: lixo</title>
  <author>Sérgio Lavos</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=ZHiEQuPDDZu1Fh9VUzIT&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3407d44b/9875959_4i3pO.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;434&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, Passos Coelho afirmar de forma compugida que não houve interferência &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Economia/passos-nega-qualquer-interferencia-do-governo-nas-escolhas-para-orgaos-da-edp-1528810&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;nas nomeações da EDP&lt;/a&gt; e que as das &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Economia/passos-defende-nomeacao-de-autarcas-para-a-adp_1528821&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Águas de Portugal&lt;/a&gt; tiveram em conta exclusivamento o mérito profissional de Manuel Frexes e Álvaro Castelo Branco vale o que vale: menos que zero. Mas o que chega a ser verdadeiramente estarrecedor é a lata que esta gente tem, fingindo-se ofendida com as acusações de partidarismo. Mentir, tudo bem, que até é de político. Mas depois ainda vir mostrar indignação pela exposição da mentira, é preciso pintar a cara muitas vezes. E, mesmo assim, não chega. Estamos por tudo, deixou de haver limites para a indecência. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Imagem &lt;a href=&quot;http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;daqui&lt;/a&gt;.)&lt;/p&gt;</description>
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  <category>crime organizado</category>
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