2006-11-30

"JN": "O mundo rural relembrado por António Mota"

Cito o Jornal de Notícias de hoje: "Autor cimeiro da literatura infanto-juvenil nacional António Mota lança hoje "Outros tempos" (edição da Gailivro), título em que recupera mitos, lendas e tradições do mundo rural caídos em desuso ou a passos largos do esquecimento.
Sem a pretensão de ser "uma tese ou um estudo exaustivo", como confessa, a obra dá a voz aos representantes da cultura popular que, ao longo de 180 páginas, vão desfiando histórias de um mundo onde a terra e as gentes ganham uma dimensão própria.
"O mundo rural, tal como o conhecemos, acabou. Não foi por nostalgia que resolvi escrever o livro, mas sim por achar que poderia ser um auxiliar precioso no futuro para quem desejar evocar os tempos passados", afirma o escritor, que, por temer não existirem interessados no tema, guardou os escritos durante 15 anos na gaveta. Patrocinada pela Câmara Municipal de Baião, a sessão de lançamento de "Outros tempos" - livro ilustrado por Marta Lemos - tem lugar às 19 horas, na Alfândega do Porto. A apresentação está a cargo do jornalista e historiador Germano Silva." As hiperligações foram acrescentadas.

2006-11-28

Alain Corbel: calendário 2007 da APCC



Aqui fica uma sugestão do Alain Corbel: "Junto aqui a capa e a contracapa do calendário 2007 promovido pela Associação para a Promoção Cultural da Criança, APCC, e apoiado pelo Diário de
Notícias e o Jornal de Notícias.
Depois da Danuta Wojciechowska em 2005 e do André Letria em 2006, tenho o prazer de partilhar com vocês 12 ilustrações minhas + algumas pequenas, extraídas de varios livros publicados em Portugal.
O calendário esta a venda nos quiosques (nem todos, há que procurar), pelo preço módico de 2, 5 € até dia 15 de Dezembro."

Editorial Caminho: Feira do Livro em linha

Em Évora, 2ªs Conferências no Alentejo sobre Literatura Infantil e Juvenil

Cito a 1ª circular deste evento, que se encontra em fase de call for papers: "Nos dias 27 e 28 de Abril de 2007 terão lugar as 2as CAL. Sendo 2007 o ano em que se comemora o centenário do nascimento do escritor e poeta Miguel Torga, o programa desenrolar-se-á em torno de duas grandes áreas temáticas - «A obra de Miguel Torga» e «Leituras dramáticas: a palavra sai do livro para a cena» – com conferências e comunicações que tratarão questões incontornáveis nos estudos deste campo literário – A Lij e o (polis)sistema literário: questões de cânone(s), de tradução, de edição e mercado, da relação texto/drama/movimento e da mediação; A promoção da literacia: na escola e na biblioteca – na biblioteca da escola; A Lij e a educação para os valores.
Estão já confirmadas as presenças dos Professores Pedro Cerrillo (CEPLI – Universidad de Castilla-la-Mancha), Ana Luísa Vilela (Univ. de Évora), Glória Bastos (Univ. Aberta) e Gisela Cañamero (Criadora de espectáculos, encenadora e dramaturga). Haverá um pequeno espaço para apresentação de comunicações, escolhidas em função da adequação às temáticas e da ordem de chegada.
Comissão científica: Cláudia Sousa Pereira e Ângela Balça. Organização: CIDEHUS-UE. Apoio: Biblioteca Pública de Évora
PROPOSTAS DE COMUNICAÇÃO ATÉ 31 DE JANEIRO 2006. As comunicações deverão inserir-se nas duas áreas temáticas acima referidas.
INSCRIÇÕES ATÉ DIA 31 DE MARÇO 2007. Mais informações em www.cidehus.uevora.pt."

Na Batalha, "Biblio Clube 24"

Cito o Portugal Diário de ontem:"Os habitantes da Batalha vão deixar de estar sujeitos aos horários da Biblioteca Municipal sempre que queiram requisitar um livro, graças à entrada em funcionamento de uma máquina que «empresta» os volumes aos leitores a qualquer hora.
O projecto, designado «Biblio Clube 24», é da Câmara Municipal da Batalha, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e assenta numa máquina tipo Multibanco com capacidade para disponibilizar 170 livros de diferentes tipos, aos portadores de um cartão magnético distribuído gratuitamente pela Biblioteca Municipal.
A máquina, que entrará em funcionamento no dia 5 de Dezembro, junto ao Posto do Turismo, orçou em 35 mil euros e está dotada de «software» desenvolvido em Itália.
O equipamento, no seu conceito, segundo fonte da autarquia, é uma adaptação das usuais máquinas de venda de tabaco ou de bebidas.
Projecto único em Portugal, o «Biblio Clube 24» visa «potenciar a promoção da leitura, funcionando como complemento de um serviço tradicional de biblioteca, perspectivado para satisfazer as necessidades de uma população dispersa e com horários nem sempre compatíveis com os de uma biblioteca convencional», informa a Câmara Municipal da Batalha.
Os utilizadores dos serviços deste equipamento disporão de cinco dias para lerem a obra requisitada, após os quais, caso o livro não seja devolvido ao sistema, verão o seu cartão bloqueado, ao mesmo tempo que segue informação para a Biblioteca Municipal.
Fonte da autarquia disse à Agência Lusa que, conforme a adesão da população a este serviço, pode ser equacionada a instalação de outras máquinas noutros locais do concelho."

F. C. Gulbenkian apoia o Plano Nacional de Leitura

Diz-nos o Público de hoje: "Durante três anos, a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) vai apoiar o Plano Nacional de Leitura, promovido pelo Ministério da Educação, com um valor de 150 mil euros anuais. O protocolo foi ontem assinado, na Gulbenkian, em Lisboa, pelo administrador e ex-ministro Marçal Grilo e pela actual titular da pasta da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. À FCG cabe disponibilizar apoio técnico e aconselhamento às equipas do Plano Nacional de Leitura; contribuir para actividades de leitura orientada em contexto escolar, assegurando apoio técnico e a oferta de livros a jardins-de-infância e escolas do ensino básico até ao valor de 150 mil euros. Quanto ao Ministério da Educação, deverá assegurar a divulgação desta parceria; promover actividades e projectos de colaboração entre a FCG e outros organismos públicos. O protocolo de cooperação entra em vigor a partir de 2007."

2006-11-22

Lançamento de livro

Lançamento do livro Meia-Bola, de Manuela Barros Ferreira, ilustrado por André da Loba, Edições Eterogémeas. Pode obter mais informações aqui.

Festa dos Livros 2006 na Gulbenkian


PNL no Porto

Cito o Portugal Diário de há dois dias: "O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio (PSD), elogiou esta segunda-feira a «persistência, coragem e capacidade de trabalho» da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, noticia a agência Lusa.
Na assinatura do protocolo de adesão da autarquia ao Plano Nacional de Leitura, Rui Rio considerou «justo realçar» as qualidades que vê na ministra do Governo socialista, «numa sociedade cada vez mais difícil de governar à luz de tudo aquilo que não sejam meros objectivos imediatistas».
«Independentemente de discordâncias pontuais ou de visões partidárias distintas, é do interesse nacional e, por isso, nossa obrigação, apoiar e dar corpo a um plano reformista, num sector verdadeiramente decisivo para que o nosso país possa sustentar o seu desenvolvimento em bases sólidas», frisou o autarca.
Rui Rio disse ainda que a Câmara do Porto «vai lançar dentro de dias uma campanha inédita de promoção da leitura», destinada a quem vive ou visita o Porto, mas escusou-se a revelar em que irá consistir.
Maria de Lurdes Rodrigues considerou o Plano Nacional de Leitura (PNL), aprovado pelo Governo em Junho, uma «plataforma de combate às desigualdades sociais, económicas e escolares», sublinhando que «ler mais e ler bem é melhorar competências».
A ministra referiu que os protocolos que a equipa do PNL começou a estabelecer com municípios visam «generalizar boas práticas de algumas autarquias», a exemplo do que aconteceu como as actividades de enriquecimento escolar desenvolvidas nas escolas primárias entre as 15:30 e as 17:30.
O protocolo assinado prevê um investimento de 120 mil euros, dividido em partes iguais pelo PNL e Câmara do Porto, na compra de livros, nos próximos dois anos, para as 55 escolas do primeiro ciclo da cidade do Porto."

2006-11-17

O PNL e as Famílias

Cito Marta Rangel:
"Pais e filhos à volta dos livros
Quando os pais lêem em conjunto com os filhos, estes ganham mais e melhores capacidades. Para ensinar os pais, a FERSAP vai dar formação no âmbito do Projecto Leitura-a-Par, em parceria com a Comissão do Plano Nacional de Leitura.
A Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais (FERSAP) vai realizar acções de formação para promover hábitos de leitura nos próximos dias 13 e 14, na Cova da Piedade, e 20 e 21 de Novembro, em Fernão Ferro.
Inserida no Projecto Leitura-a-Par e em parceria com a Comissão do Plano Nacional de Leitura, a iniciativa da FERSAP dirige-se a pais, encarregados de educação, funcionários de ATL e todas as pessoas interessadas em incentivar o gosto pelos livros.
A formação estará a cargo de João Rosa, professor responsável pela implementação dos projectos Leitura-a-Par. Cada sessão será dirigida a um grupo composto por 12 a 20 pessoas e deverá abordar o treino de técnicas de leitura, levantar dificuldades surgidas, aconselhar os pais na forma de ultrapassá-las e partilhar experiências e resultados dos processos de desenvolvimento da leitura. Para a realização das actividades, o Plano Nacional de Leitura faculta todos os materiais necessários. [...]" Pode continuar a ler aqui. As hiperligações foram acrescentadas.

Em digressão


Pode obter mais informações no Arte Pública.

2006-11-16

Em Leiria, "III Encontro de Reflexão sobre o Ensino da Escrita"

Cito divulgação da ESE de Leiria: "No âmbito do Projecto Escrita: Construção e Expressão do Conhecimento, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria e o Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho vão organizar o III Encontro de Reflexão sobre o Ensino da Escrita, subordinado ao tema «Actividades de escrita (nas diferentes disciplinas) e aprendizagem».
A reflexão e a apresentação de trabalhos incidirão sobre a escrita enquanto instrumento transversal de construção e expressão do conhecimento, com reflexos para a aprendizagem da escrita e também para aprendizagem nas diferentes disciplinas.". Pode obter mais informações aqui.

Novo livro de João Pedro Mésseder e Luís Henriques



2006-11-14

A adesão das Escolas ao Plano Nacional de Leitura

Cito o Diário de Notícias de hoje:
"Plano de Leitura tem adesão de 9 mil escolas
O Plano Nacional de Leitura, que arrancou em Setembro, já suscitou a adesão online de quase nove mil escolas de todos os pontos do País e níveis de escolaridade. Ontem, no 2.º Congresso de Editores Portugueses, a comissária do plano, Isabel Alçada, revelou a adesão de 3341 Jardins Infantis, 4616 escolas do 1º ciclo e 741 do 2º ciclo. "Cinco mil destas escolas já nos enviaram os seus projectos", disse a responsável pelo plano que distribuiu 1,5 milhões de euros pelas escolas para a aquisição de livros.
"A estratégia do plano privilegia os primeiros anos de escolaridade. Os estudos dizem que os hábitos de leitura se desenvolvem cedo na vida. É como nadar ou andar de bicicleta. Depois dos 11 ou 12 anos é mais difícil adquirir essa competência", acentuou Isabel Alçada, ao falar no encontro organizado pela UEP (União dos Editores Portugueses), que termina hoje na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
Depois de pormenorizar os pontos fortes e fracos do plano, a comissária lembrou que "os resultados não são para amanhã" mas que dentro de cinco anos, em 20011, "talvez já se perceba o seu impacto", após o estudo de avaliação a cargo do ISCTE. Teresa Calçada, sub-comissária do Plano, realçou a existência de bibliotecas nas escolas públicas, que já "abrangem 79 por cento dos alunos", lembrando que "82 por cento dos estudantes do 2º e 3º ciclos possuem uma biblioteca moderna, simpática e multimédia". Em sua opinião são estruturas que "em última instância fazem leitores futuros para as artes, letras e ciências".
A dignidade do livro
Do futuro do livro, tema central deste congresso, falou Eduardo Prado Coelho, para quem "o cheiro do livro (...) é tão bom como se por todo o lado se espalhassem maçãs". O ensaísta considera mesmo que o livro "tem praticamente a dignidade de uma pessoa". E se as novas tecnologias "não aboliram o livro na sua configuração tradicional", já a sua cadeia de produção e difusão "alterou-se profundamente".
A situação em Portugal, no que toca à leitura, passou "da pré-modernidade, em que se lia pouco, para uma pós-modernidade em que certos factores de barbarização da cultura estão mais activos". Eduardo Prado Coelho lembrou que hoje se publicam mais livros no País, há novos editores e livrarias, "mas ao mesmo tempo não podemos ignorar que mesmo os alunos universitários desconhecem as obras fundamentais da cultura portuguesa e da cultura universal".". Texto assinado por Leonor Figueiredo.

Margarida Botelho

Pode obter mais informações neste endereço.

2006-11-13

Curso em linha promovido pelo CEPLI

O CEPLI (UCLM) promove um curso em linha intitulado "La expresión escrita en la escuela: técnicas creativas y producción de textos". Pode obter todas as informações aqui.

DN: "Editores debatem futuro do livro na Gulbenkian"

Cito o Diário de Notícias de hoje, em concreto uma notícia de Isabel Lucas: "Quanto vale o mercado livreiro? Quantos livros se editam em Portugal? Como podem autores e editores enfrentar os desafios e as "ameaças" das novas tecnologias? Que efeito tem na edição uma política comercial que privilegia o best--seller e encurta drasticamente o tempo de vida (leia-se exposição) de um título nas livrarias? Que sentido faz no actual contexto uma lei com dez anos que fixa um preço para os livros? Como articular a participação portuguesa nas principais feiras internacionais? São muitas interrogações para um debate de dois dias à volta de uma questão: o futuro do livro.
É esse o tema do 2.º Congresso de Editores Portugueses, que decorre hoje e amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma iniciativa da União dos Editores Portugueses (UEP) dirigida aos profissionais da edição e que este ano dedica especial atenção ao Plano Nacional de Leitura. [...]". Pode continuar a ler aqui.

Obra de José Luandino Vieira

Diz-nos a Editorial Caminho: "A Guerra dos Fazedores de Chuva com os Caçadores de Nuvens
Guerra para Crianças, de José Luandino Vieira
Uma estória de guerras, para crianças. Estória e não história, porque a narrativa é como um mussosso tradicional angolano. E as guerras são o confronto da natureza com a tecnologia. Ou dos donos da terra com os de fora da terra. Ou dos invadidos com os invasores. Dos oprimidos com os opressores.
A solução deste conflito vem da natureza quando os jacarés tomam partido. Ouçamos, no final, a fala do grande chefe Kibaia: «Disse: Só as crianças podem ser ao mesmo tempo vítima, testemunha, juíz e carrasco;».
E, como uso em fecho de narrativa para crianças, uma moral: na dúvida, sempre a favor dos oprimidos...

2006-11-08

A Ilustração através do "Farol de Sonhos"

Pela sua manifesta relevância didáctica, cito Rita Pimenta, na última edição do suplemento "Mil Folhas", do jornal Público:
"Os ilustradores estão a transformar o livro infantil
Mais do que criar imagens para acompanhar ideias, muito mais do que desenhar com propósitos decorativos, os ilustradores de hoje pensam o livro para lá do espaço a preencher da capa à contracapa. Inventam novos formatos e arriscam abordagens alternativas. Como as crianças, os livros estão a ficar diferentes.
Estas foram algumas das conclusões do Farol de Sonhos 2006, 1.º Encontro sobre o Livro e o Imaginário Infantil, que em Outubro reuniu em Cascais especialistas internacionais e nacionais da edição de livros para a infância, autores, ilustradores, designers, bibliotecários e professores. "Cinco dias de festa à volta dos livros", sintetizou o ilustrador André Letria, um dos organizadores do encontro, que aconteceu na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana e teve como convidado o ilustrador japonês Katsumi Komagata.
Por ali passaram responsáveis pelas principais mostras de ilustração na Europa e, entre outros, a directora da maior biblioteca do mundo destinada ao livro infantil e juvenil (Biblioteca Internacional para a Infância de Munique), Barbara Scharioth. "Os livros que me vão chegando são cada vez mais experimentais e com melhor qualidade. A partir do final dos anos 80, os ilustradores começaram a arriscar mais e há livros que são verdadeiras obras de arte", disse a bibliotecária alemã ao Mil Folhas, depois de apresentar uma comunicação sobre a evolução da ilustração nos últimos 150 anos.
O conceito de livro "como jogo e desafio" começa a tornar-se prática comum numa geração de ilustradores mais jovens, que criam obras em que assinam também o texto. Barbara Scharioth acredita que o investimento nessas novas abordagens se deve "às academias e universidades já olharem para os trabalhos dos ilustradores como formas de arte livre que conjugam texto e imagem". João Paulo Cotrim, jornalista e escritor, mostraria alguns exemplos destes novos álbuns - que não estão "presos ao estilo nem ao formato" - numa conferência a que daria o sugestivo título "Casos da vida selvagem". Livros em forma de caracol ou tipo fole, com trela, sem palavras, com pedaços que "saltam" das páginas, com texturas diferentes e escalas que surpreendem ou livros-mapas - foram alguns dos exemplos vistos em Cascais.

Desenhos por todo o lado

Para a transformação do papel dos ilustradores nas obras para a infância, têm contribuído muito as exposições internacionais de ilustração, acreditam os seus organizadores, não apenas porque os dão a conhecer, mas porque tornam os editores e os leitores mais exigentes.
Eis algumas das principais mostras de ilustração na Europa: o Salão Montreuil de (22 a 27 de Novembro), a bienal de Bratislava (Eslováquia, Setembro e Outubro, anos ímpares), a mostra de Sàrmede (Itália, 21 de Outubro a 17 de Dezembro), a de Bolonha (Itália, que acompanha a Feira Internacional do Livro Infantil) e a Ilustrarte, em Portugal (Barreiro, bienal no final dos anos ímpares).
Leo Pizzol, director da exposição de Sàrmede (que está a decorrer), explicou como toda aquela região italiana se mobiliza para organizar a mostra, que acontece há 24 anos. A 70 quilómetros de Veneza, Sàrmede tem cerca de 3000 habitantes e tornou-se conhecida como "a vila das fábulas". Em paralelo, há sempre um festival de teatro de rua, muitos concertos e uma série de actividades para adultos e crianças. José Manuel Saraiva tem trabalhos expostos nesta edição, cujo tema é "Lei voci dei tamtam, storie dall" Africa" e até os restaurantes da vila participam, criando ementas inspiradas na mostra.
Da Eslováquia, veio Barbara Brathová, que dirige a Bienal de Ilustração de Bratislava, que começou em 1967 e que já expôs 45 mil trabalhos de cinco mil ilustradores de cem países. Nestas exposições, há sempre a oportunidade de se participar em "workshops", experimentando-se novas técnicas e aperfeiçoando-se métodos. "A ilustração entrou no negócio dos livros e isso é bom", diz a directora, "mas é importante que existam iniciativas não comerciais centradas na ilustração como trabalho artístico para crianças, porque é também importante que elas cresçam com a possibilidade de fruição estética diversificada e de qualidade". À semelhança de Sàrmede, Bratislava ganha, pelo menos durante dois meses, o nome de "cidade dos ilustradores".
Para Sylvie Vassalo, directora do Centro de Promoção do Livro Infantil (que organiza o Salão de Montreuil e do concurso Figures Futur, para jovens ilustradores), ficou a tarefa de mostrar como um salão pode promover os livros ilustrados, encarando-os também como produto comercial, que deve ser bom, mas precisa de "consumidores".
A representar a Ilustrarte, os comissários Ju Godinho e Eduardo Filipe lembraram que "o livro ilustrado é a primeira galeria de arte que uma criança visita", lema que os norteia na preparação das exposições que organizam no Barreiro. "O livro infantil ilustrado é um múltiplo de arte com a grande vantagem de ser democrático", disseram, convidando os participantes para a exposição dos trabalhos de Beatrice Alemagna, que amanhã se inaugura no Auditório Municipal Augusto Cabrita (Barreiro), às 18h, com a presença da ilustradora.
Embora centrando o encontro na ilustração, os organizadores do Farol de Sonhos optaram por "dar voz à palavra" logo na abertura dos trabalhos, convidando a comissária do Plano Nacional de Leitura e escritora, Isabel Alçada, que falou na leitura como "competência essencial e factor de cidadania", não se cansando de repetir o "slogan" do plano: "Ler mais." Onde quer que se esteja.". As hiperligações foram acrescentadas.

2006-11-02

"Congresso dos Editores debate futuro do livro"

Cito o Público de hoje: "A União dos Editores Portugueses vai debater na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, O Livro e o Futuro, tema do segundo Congresso de Editores Portugueses, cinco anos depois do primeiro. O congresso, presidido por Mário Moura (editor da Pergaminho), vai discutir entre 13 e 14 de Novembro o Plano Nacional de Leitura (PNL), a representação de Portugal nas feiras internacionais, os direitos de autor na Internet e nas publicações periódicas, a comercialização do livro, as leis do preço fixo e da concorrência, os estrangulamentos do negócio do livro, e os media e a divulgação do livro. A comissária Isabel Alçada e a subcomissária Teresa Calçada do PNL, a directora do gabinete internacional da edição francesa Karen Politis, o jurista João Sampaio e o director da Mediabooks Joaquim Barradas, os administradores do PÚBLICO, Logilivro e Sodilivro (João Porto, João Galacho e José da Ponte, respectivamente), o administrador da Bertrand António Pinheiro, os jornalistas Bárbara Guimarães e José Rodrigues dos Santos são alguns dos convidados.".