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08 Maio 2011

Uma pequena nota


Diz-se aqui o seguinte:

«O ministro das Finanças britânico disse hoje que o Reino Unido está relutante quanto a ajudar financeiramente Portugal.

"Não nos vejo a assinar um cheque directamente do contribuinte britânico para o grego ou o português. A Irlanda foi um caso especial", disse George Osborne, em entrevista à BBC, citada pela Efe.

O político conservador afirmou mesmo que se o Reino Unido participar no resgate a Portugal será "a resmungar" já que nunca se comprometeu com essa ajuda.

Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos sectores.

Na mesma entrevista, George Osborne mostrou-se preocupado com a situação grega e afirmou que é necessário estar vigilante para perceber como poderá a Grécia "superar o próximo ano", o qual pode exigir a "assistência adicional" dos países da zona euro.

"Os mercados vêem com ceticismo o que está a acontecer e suspeito que vou ter que dedicar muito do meu tempo durante as próximas duas semanas em reuniões com outros ministros das Finanças europeus para ver como podemos ajudar os gregos", disse o responsável pelas Finanças britânicas na entrevista à BBC.

Ainda assim, Osborne afirmou que o seu Governo não quer participar num "segundo resgate" à Grécia.»

Não é bem um ultimatum, como aconteceu 120 anos atrás, o que os ingleses fazem hoje ao seu companheiro da mais velha aliança do mundo. Mas, tal como os republicanos se manifestaram, à época, com a violência que a História portuguesa registou e a República orgulhosamente lembra enquanto passo decisivo para o derrube da Monarquia, por corrupta, esbanjadora e tíbia perante os interesses estrangeiros, não estaria agora, digo eu, na hora de os monárquicos pedirem contas aos figurantes e figurões da "pureza do patriotismo republicano" que, no decorrer de um século (provincianismo de Santa Comba incluído), foram arrastando Portugal até ao estado de aviltamento em que se encontra após 37 anos de uma segunda edição de propaganda?

Ou, melhor ainda, não estará na altura de os portugueses demonstrarem novamente que são um povo e tornarem-se, em definitivo, implacáveis quanto à qualidade da gente que escolhem para pôr à frente da governação e das instituições do seu país? Nos séculos cuja evocação nos afaga o ego, só se chegou a algum lado porque as expedições eram preparadas e as naus comandadas pelo saber e pela competência.

19 Fevereiro 2011

Reflexão em tarde de sábado

Ouvi, há poucos dias, uma notícia segundo a qual, dos 18 radares que fazem a vigilância da costa portuguesa, apenas 5 (!), desde há um ano (!) se encontram em funcionamento, cobrindo as zonas do Alentejo e do Algarve. Até Agosto, ou seja, até daqui a mais seis meses (!), altura em que está prevista a instalação de novos radares, mais sofisticados, que permitirão recolher dados de maior precisão, inclusive quanto ao número de passageiros que se encontram a bordo de qualquer embarcação ou navio, a zona costeira continuará a ser vigiada através de… binóculos!

Será preciso referir o número e a dimensão de abusos e perigos de que qualquer país fica à mercê quando as suas águas territoriais não são vigiadas? Será difícil prever a que se sujeita um país com uma das maiores áreas costeiras da Europa, ainda por cima atlânticas, sem mais do que binóculos para as vigiar durante um ano e meio (!) ? E se, em tempo normal, a situação seria em absoluto inaceitável, quanto o não será exponencialmente num período de enorme instabilidade e conflitualidade políticas e sociais, com tendência a agravamento, não longe das suas fronteiras? Que consequências desastrosas para a população não poderão resultar de uma tal incompetência e incúria criminosas do seu governo? O imediato pedido de demissão e a sujeição à indignidade e à desonra nacionais seria o mínimo a que um primeiro-ministro com uma réstia de vergonha se sentiria obrigado numa situação como esta. E, com ele, o “presidente de todos os portugueses”.

No passado 5 de Outubro, a República comemorou 100 anos. Diria antes que os actuais figurões da desgraçada política que - desde há, pelo menos, quatro séculos - em Portugal se tem mostrado num permanente cortejo grotesco de incompetência ditatorial e de ditadores míopes, aproveitaram a festarola a que o centenário do regime obrigava para, maquilhando-o com foguetório, se firmarem a si próprios como símbolos válidos de uma nação da qual, efectivamente, pela prática não comungam nem representam, por mais que votos em que se entrincheirem.

E isso levou-me, em conjunto com o que escrevi anteriormente, a recordar-me do único regicídio que mancha a História de Portugal. Porque foi precisamente D. Carlos o rei que, após os Descobrimentos, maior atenção tomou ao mar, numa perspectiva agora científica, ligada à biologia e à exploração marinha, mas também de preservação e cuidado da zona marítima privilegiada do país de que, por nascimento, o destino o tornara responsável. Um rei que, além de um notável trabalho diplomático, menorizado, denegrido e distorcido por republicanos da mesma cepa “orgulhosamente” reclamada pelos seus actuais sucessores, se preocupou ainda com a modernização agrícola e planeou a electrificação da iluminação pública de Lisboa - coisa que lhe valeu, aliás, o aumento da impopularidade, na medida em que, para o povo, devidamente envenenado pela demagogia do Partido Republicano, se tratava de um gasto desnecessário (!). Um rei que, em 1892, escrevia isto, que nenhum “republicano” escreveu até hoje (imagem obtida aqui):

Um rei que cometeu erros políticos e que pagou por isso como, nem antes nem depois dele, mais nenhum outro pagou, mesmo aqueles que fizeram de Portugal a sua fonte de rendimento ou a sua coutada pessoal. Um rei que, face ao que hoje observamos, se apresenta, no entanto, como um exemplo de probidade e de inteligência. Um rei que, ao contrário de Cavaco Silva, não ajudou a destruir, enquanto primeiro-ministro, a frota portuguesa, para, anos depois, perto e durante a campanha em que foi reeleito presidente, apontar profeticamente o mar como essencial para a recuperação económica e a identidade nacional.

Elogio de D. Carlos? Apologia do sistema monárquico? Nem uma coisa nem outra. Simples constatação e comparação valorativa de factos, de discursos e de actos para melhor se poder avaliar a situação em que nos encontramos e a gente com quem lidamos. E uma enorme, enorme apreensão pelo futuro que tudo isto nos leva a esperar.

02 Fevereiro 2011

Como introdução a um tema...


... que ando para abordar aqui há muito tempo já, chamo a atenção para esta notícia (clicar na imagem, para a ampliar) sobre o 5 de Outubro de 2010 (para quem não saiba, 5 de Outubro é uma data de referência de Portugal tanto para republicanos como para monárquicos, uma vez ter sido em 5 de Outubro de 1143 que Afonso VII, de Leão, reconhece, pelo Tratado de Zamora, a independência, confirmada pelo Papa apenas em 1179), à qual acrescento o texto seguinte, escrito recentemente por D. Duarte de Bragança, com a formatação me foi possível:


Na perspectiva histórica de um País com perto de 900 anos, o penoso
caminhar numa crise comparável à vivida nos tempos da I República
cujo centenário este ano faustosamente se comemorou, permite-nos
retirar diversas conclusões.

Comecemos pela circunstância de a República, fundada pela força que
derrubou um Regime Democrático, nunca, até aos nossos dias, haver
sido legitimada pelo voto popular.

Significativo é, também, o facto de o regime republicano, nas suas
várias expressões, não ter tido capacidade para resolver nenhum dos
problemas de que acusava a Monarquia e o facto de que as Democracias
mais desenvolvidas e estáveis da Europa serem Monarquias.

As nossas três Repúblicas do séc. XX nasceram de três golpes
militares após os quais os governantes se lançaram a reorganizar a
sociedade, com os resultados que agora estão à vista.

Como herdeiro dos reis de Portugal, eu represento um outro princípio,
o princípio da liberdade e não o da coerção. Chegou a hora de a
sociedade livremente dizer que Estado quer. Em vários reinos do Norte
da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que "vivemos em
República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República".

Deixo aqui uma mensagem aos monárquicos, aos convictos que, hoje, são
a minoria mas, segundo as sondagens, serão a maioria no futuro que se
aproxima.

Quero lembrar que essas sondagens chegam a referir 20%, 30% ou 40% de
monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais
valiosas quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de
propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência.

Quero agradecer-vos a generosidade, o entusiasmo, e a dedicação
quando içam nas ruas a bandeira das Quinas com a Coroa e quero
dizer-vos que continuarei a acompanhá-los, como sucedeu no 5 de
Outubro em Guimarães, o dia da independência nacional.

A situação humilhante em que a Nação se encontra perante nós próprios
e a comunidade internacional obriga-nos a reflectir sobre novos
modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade,
inspirados no bem comum.

Com efeito, a expectativa inicial do projecto europeu que a
generalidade dos membros abraçou e que se assumiu, na sua origem,
como um projecto de cooperação entre Estados - com os mais ricos a
ajudarem os mais pobres corre o risco de passar, rapidamente,
de miragem a tragédia, com os mais fortes a ditarem regras e a impor
sanções aos mais vulneráveis.

Neste contexto de incerteza e preocupação, são, por isso, cada vez
mais as vozes autorizadas que preconizam a necessidade da reforma do
modelo de desenvolvimento económico global. A reactivação estratégica
de uma agricultura sustentável e ecologicamente equilibrada é
fundamental para enfrentarmos com segurança os desafios actuais, como
há pouco tempo lembrou o Papa Bento XVI.

Precisamos de um novo modelo para conseguir maior felicidade e
bem-estar com menor desperdício de recursos, que deverão ser melhor e
mais justamente partilhados, para que a ninguém falte o essencial.

Havendo tantas necessidades de apoio às populações seria desejável
dinamizar as antigas tradições de voluntariado, recorrendo também aos
serviços dos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para
receberem esses subsídios. Receber subsídios sem dar a sua
contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é
bom.

Portugal não pode cair no desânimo a que nos conduzem os constantes e
confusos acontecimentos políticos nacionais amplamente noticiados.

É fundamental acreditar no Futuro e partilhar Esperança, nunca nos
esquecendo de onde viemos e para onde queremos ir.

Para isso há que cultivar os exemplos de competência, seriedade e
coragem na defesa de ideais, combatendo a falta de autenticidade que,
infelizmente, constitui uma das mais comuns e perversas
características do nosso tempo.

Quem está na Política deve ter como primeiro e último objectivo
SERVIR a Pátria e, em particular, permitir a valorização dos mais
desfavorecidos.

E para esta valorização ser possível, teremos de repensar todo o
nosso sistema educativo, do pré-primário ao superior, adaptando os
cursos às necessidades profissionais actuais e futuras e criando -
com suporte da rede de ensino privado e cooperativo - condições às
famílias com menos recursos para poderem escolher os estabelecimentos
que gostariam que os seus filhos frequentassem, sem que tal venha a
implicar aumento de encargos para o Estado.

Tenho visitado muitas escolas onde me explicam que os programas são
desajustados às realidades actuais e às saídas profissionais, e
particularmente aos jovens com problemas de adaptação. O
Cheque Ensino seria uma solução para estes problemas, permitindo às famílias escolher a oferta escolar mais adaptada às
necessidades dos seus filhos, evitando a discriminação económica
actual e promovendo a qualidade do ensino através de uma saudável
concorrência.

Só desta forma conseguiremos melhorar efectivamente o nível médio
cultural, académico e profissional da população com vista ao
progressivo desenvolvimento e engrandecimento do País e não com fim
exclusivamente estatístico.

Na sua longa História, Portugal foi grande quando se lhe depararam
desafios que envolveram projectos galvanizadores de verdadeira
dimensão nacional. Nessas alturas, os portugueses sempre souberam
responder com criatividade, entusiasmo e coragem.

Hoje, é no Mar e na Lusofonia que a nossa atenção deve ser focada
como áreas de eleição para realizar um projecto de futuro para o País
e para a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Afinal,
são estas duas vertentes que, desde o início da Expansão Marítima
Portuguesa, com períodos de maior ou menor brilho, maior ou menor
envolvimento, têm vindo a constituir o nosso Desígnio.

O prestigiado Jean Ziegler, meu professor em Genebra, ensinava que
existem dois caminhos para desenvolver os povos. O primeiro começava
pela educação profissional, académica e ética da população, que iria
desenvolver o país e conduzi-lo ao enriquecimento. O segundo caminho
consistia em injectar dinheiro estrangeiro na economia. Os
governantes criariam grandes infra-estruturas, enriquecendo-se alguns
deles no processo, e a população compraria bens de consumo importados,
enriquecendo o comércio. Mas no fim, essa nação estaria endividada e a
classe média empobrecida porque as capacidades de produção teriam
diminuído.

Infelizmente é esta a nossa realidade recente.

Deixo para os especialistas apontarem os factores da crise que nos
fustiga, fazerem os diagnósticos acertados, apontarem as vias de
solução. Mas não posso deixar de dizer que é urgente arrepiarmos o
caminho que nos trouxe à gravíssima crise económica e financeira que
atravessamos, como venho denunciando desde há anos.

Foi justamente neste sentido que, este ano, pela segunda vez,
promovi, no âmbito da Comissão D. Carlos 100 Anos, a organização do
Congresso Mares da Lusofonia que permitiu uma
participada reflexão, com representantes de todos os Países da CPLP
presentes, acerca da valia dos mares e das Plataformas Continentais
dos países lusófonos nas vertentes estratégica, de segurança,
jurídica, ambiental, científica, tecnológica e económica.

A intensificação do intercâmbio de conhecimentos da sociedade civil e
o fortalecimento das relações afectivas entre os nossos países
contribuirá decisivamente para a supressão das barreiras que ainda
existem.

Recentemente visitei o Brasil, pátria de minha Mãe, onde, em
Brasília, tive a feliz oportunidade de contactar alguns membros do
seu Governo.

Transmiti os meus sinceros votos de sucesso à recém-eleita Presidente
Dilma Rousseff.

Percebi que lá existe uma grande abertura à ideia de uma futura
Confederação de Estados Lusófonos, que muito beneficiaria todos os
seus membros e cuja adesão não comprometeria as alianças regionais
existentes. O facto do Reino Unido pertencer à Commonwealth não
prejudica a sua participação na União Europeia mas valoriza-a.

Ainda sobre a importância da afectividade que naturalmente se cultiva
na Comunidade Lusófona, virá a propósito salientar a decisão do
Governo de Timor, país a que me ligam relações de profunda
amizade, quando, há semanas, declarou o seu auxílio a Portugal
na compra de parte da nossa dívida pública, num gesto de fraternal
amizade. Do mesmo modo, tenho indicações de que muito nos
beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo para resolver a
crise da dívida pública soberana em melhores condições do que com o
FMI ou a Europa.

Para concluir, gostaria de transmitir a todos os portugueses uma
mensagem de ânimo:

Não vos deixeis abater pela situação de dificuldade económica e crise
moral que actualmente nos invade.

Lembrai-vos de que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em
que a perenidade da Instituição Real foi suporte decisivo para a
recuperação conseguida.

A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade
de que Portugal está carente há cem anos.

Viva Portugal!

16 Outubro 2010

Nova modesta proposta

Malhoa, A sesta

Penso que, apesar do ano do centenário da República terminar apenas daqui a dois meses e meio, os republicanos ainda estarão a tempo

- uma vez que, em 5 de Outubro de 1910, decidiram acabar, à estalada, com a ditadura de João Franco, derrubando, em simultâneo, a monarquia que a instituíra e apoiava, libertando e desenvolvendo o que era, à época, o país mais atrasado e com o maior número de analfabetos da Europa;

- e uma vez que, cem anos depois, o historial da República é um rol de pequenas sucessivas ditaduras, as quais deram, de seguida, justificação à mais longa ditadura europeia, a qual, por sua vez, justificou uma revolução que levou ao poder uma nova ditadura, legitimada pelo voto, de pequenas oligarquias corruptas, cuja acção culmina neste ano com o Orçamento de Estado que se conhece e com o número de analfabetos diminuído somente através de decretos onírico-ideológicos sobre a educação;

de fazerem a devida reparação, aos monárquicos e ao povo português em geral, dos efeitos dessa sua violenta birra adolescente, devolvendo o país ao regime que lhe deu origem e o manteve como tal durante oito séculos.

Que é para, depois, o povo português - seja lá isso o que se quiser! - correr com todos, monárquicos vetustos e republicanos pugreçistas, a pontapé até para lá da fronteira ou da praia do Guincho, que ao fim de quase novecentos anos, segundo fontes bem informadas das Regiões Celestes, já ganhou um lugarzinho no Céu.

05 Outubro 2010

A República e a Maria da Fonte

Designa-se por Revolução da Maria da Fonte um conjunto de acontecimentos que teve lugar em Portugal entre Abril de 1846 e Junho de 1847, mas que, de facto, se estende bastante para além deste intervalo. De facto, a insurreição militar de 1 de Maio de 1851, dando origem à Regeneração, e a revolta da Janeirinha, em 1868, que termina com este período, mais não foram do que os últimos episódios decisivos das convulsões que atravessaram a sociedade portuguesa dos meados do século XIX.

Se nos cingirmos, porém, ao que se passou nos 15 meses que medeiam as duas Primaveras sucessivas deparamo-nos com um facto inédito, até e depois dessa altura, no nosso país e estranho à história da quase totalidade, se não mesmo à da totalidade dos restantes povos da Europa. Refiro-me à necessidade da rainha se ver forçada a pedir a ajuda de tropas estrangeiras para dominar uma rebelião popular em que, do Minho (onde começara) ao Algarve, todo o Portugal se envolvera. Uma rainha que pede auxílio aos exércitos da Quádrupla Aliança, nomeadamente aos de França, Espanha e Grã-Bretanha, para esmagar a revolta do seu próprio povo. A pretexto de este estar a ser manobrado por uma estranha aliança entre Setembristas (a esquerda, se assim se lhe podemos chamar) e Miguelistas, estes últimos pretendendo devolver a coroa a um tipo de monarquia que, tal como seu pai, D. Pedro IV, afirmava ser retrógrada. Quádrupla Aliança que interveio, assim, no sentido de que Portugal e a própria Espanha, onde começavam a soprar ventos semelhantes, se tornassem ingovernáveis - pela monarquia liberal e seus apoiantes e promotores.

Deixarei de lado a enumeração e a cronologia dos factos, por considerar que nos links inseridos no início deste texto ambas são suficientemente estabelecidas, bem como os nomes dos principais intervenientes. Julgo que, muito embora se trate somente de artigos incluídos na Wikipedia, não contêm incorrecções e, portanto, não falseiam o que os historiadores que se demoraram, com maior ou menor atenção, a analisar este episódio acharam por bem dizer sobre ele. Mas acerca disto mesmo voltarei mais tarde.

Basta-me lembrar o essencial: que na sequência das lutas civis que tiveram lugar na primeira metade novecentista entre partidários (com diferentes graus de radicalidade) do estabelecimento das monarquias constitucionais, de influência francesa, e os que pretendiam o regresso à fórmula que vigorava anteriormente a 1820, se desenrolava o último acto do braço-de-ferro de acesso ao poder. E que era Costa Cabral, ministro do constitucionalismo mais moderado, quem detinha o poder governamental. Por detrás de tudo isto, defrontavam-se ainda o fantasma de D. Pedro IV, materializado na rainha e nos seus apoiantes, e o ainda bem vivo D. Miguel, representantes, respectivamente de cada um dos tipos de regime.

Portugal era um país rural, mas de um ruralismo já diferente na sua relação com o país, mercê das alterações trazidas pela revolução de 1820. Alterações que não haviam trazido a reforma agrária que Almeida Garrett reclamava como urgente e decisiva, mas apenas a troca de proprietários das grandes extensões. Em vez da distribuição das terras confiscadas a ordens religiosas e alguma nobreza pelos camponeses, o que se verificou foi a compra dessas grandes propriedades pela burguesia endinheirada da capital. O camponês passou da condição de servo para a de assalariado de alguém cujo rosto poucas vezes tinha ocasião de ver ou que até desconhecia por completo, de alguém distante, com quem não possuía, portanto, qualquer ligação afectiva ou contacto. Mas que o obrigava, em nome das novas liberdades conquistadas, das quais ele não tinha grande noção e muito menos proveito que se visse, a pagar impostos cuja utilidade não lhe era clara nem dos quais retirava qualquer benefício que lhe fosse útil. Matemos, pois, esses Cabrais!

Rural e municipalista. E os municípios, cacicados ou não, têm cada vez menos poder decisório perante a necessidade de centralização que é vital para a imposição da nova ordem social e económica. Estão sobrecarregados de impostos para satisfazer os requisitos dos novos dirigentes do novo modelo de Estado. E os caciques, também eles, afinal, povo, rosnam, ameaçam os novos figurões, conspiram agora com os antigos senhores das terras que os formam. E nem sempre se limitam a sussurrar: “Matemos os Cabrais, que são falsos à nação!”. É que o coro dos munícipes faz-se ouvir por detrás deles, dá-lhes força. Os donos de Lisboa e do Porto julgam-se donos do país. Mas não são.

Rural e católico. Religioso ou supersticioso ou ambas as coisas, não interessa. Somente um ser suficientemente humano para interrogar a vida para além do cumere, do bubere, do bailare e do. O ser mais que meramente animal, que interroga a existência na sua relação com a morte nem que por um único dia na vida. O ser que, por isso mesmo, se abre à noção do que possa haver para além dela e, consequentemente, à outra, a do sagrado. O ser que determina o local onde se dá essa tentativa de ligar ou religar ao Princípio de todos os princípios. O ser que constrói a casa no local onde essa união se efectua e que, por isso, confere a esse local toda uma simbologia estreitamente ligada ao significado mais profundo da vida e da morte. O local onde, por ter sido sacralizado, deverão descansar os que morrem. O espaço da igreja. Onde, por razões duvidosas para os seus conhecimentos e por decreto de uma Lisboa distante, fria e opressora, cada vez mais ímpia e impiedosa, deixarão futuramente de poder ser enterrados. O cerne do significado último de tudo é, deste modo, abalado. A partir deste momento, nada mais há a perder! Matemos os Cabrais, que ardam para sempre nos infernos!

E é no lugar onde vida e morte surgem iniludivelmente ligados que tudo começa. Foi, como se sabe, talvez inevitavelmente, num funeral que tudo começou. Foi de lá que a fúria do povo rolou pelo país inteiro, uma fúria feita de varapaus, navalhas, machados, forquilhas, fuzis. E, por fim, soaram os canhões. Os dos constitucionalistas, de um lado. Do outro, em simultâneo, os dos setembristas e os dos miguelistas. E o povo revoltoso, o povo do “país real” de então, o que andava descalço e deu, por isso, ensejo a quem o desprezava de chamar à sua guerra a “guerra da Patuleia”, onde estava?

É precisamente aqui que se começa a supor um vislumbre de explicação de um outro facto, bastante estranho. Refiro-me ao facto de, face a um fenómeno social desta dimensão e com as consequências que se conhecem, os historiadores consagrados da nossa praça passarem, em geral, por ele mais ou menos apressadamente, que nem cão por vinha vindimada, como diria a expressão popular. Oliveira Marques, por exemplo, atribuiu-lhe um espaço reduzidíssimo na sua História para estudantes universitários em dois volumes, se tivermos em conta a dimensão da obra e a atenção que dá a outros acontecimentos, bem menos importantes e dramáticos. Porquê este silêncio ou, pelo menos, este desvio generalizado do olhar e da atenção? Aceitando como verdadeiro o que se afirma na cadeira de Teoria da História e o bom senso confirma, consubstanciado numa observação que ouvi a um dos professores que mais respeito me mereceu: “História? Histórias!”, avançarei eu agora com uma possível razão para esse silêncio.

Retomando o que estava a dizer: por onde andava a revolta do povo do país profundo, o povo português “esmagadoramente maioritário”? Como se distribuía no apoio aos movimentos políticos armados militarmente? Relembro que um dos motivos que justificou a decisão da Quádrupla Aliança de intervir contra os revoltosos foi que a mesma tendência se verificava já em Espanha. Qual era essa tendência anti-liberal estabelecida? A dos Setembristas? Bem, não eram estes, afinal, o liberalismo numa versão mais radical, mais “esquerdista”? Não eram eles, afinal, mais um movimento de intelectuais de pendor aguerrido no alcance e nos meios de fazer vingar as suas convicções? E não era precisamente contra essa perspectiva de ordenação da sua existência que o povo se erguera? Herdeira de Marx, que perspectivou a Patuleia como não mais do que um episódio da luta pré-revolucionária europeia que o proletariado, atendendo à dialéctica da História, estaria futuramente destinado a comandar, a esquerda e, em particular, a extrema-esquerda, tornaram-na bandeira da sua luta, em Portugal, como exemplo da luta pelas medidas “progressistas” e emancipadoras dos trabalhadores. O que é, a meu ver, uma conveniente descontextualização dos factos para o seu melhor aproveitamento ideológico.

O povo, à excepção provável de uns quantos elementos, não tem grandes ligações com esses intelectuais. Tem, isso sim, com os antigos senhores, pelos quais, passada a primeira ilusão de se haver visto livre de um fardo, voltou a suspirar 26 anos depois. Entenda-se: o nobre, senhor das terras, vê-as como parte do seu eu, como uma sua extensão. É uma visão orgânica, não uma visão comercial. Tem amor, mesmo que puramente possessivo, ao que é a marca do seu estatuto, a terra é como que o prolongamento do seu corpo. Não a encara com a frieza comercial do burguês, ou como objecto que confirma a ascensão social desse mesmo burguês, feito barão de extracção política recente - Foge, cão, que te fazem barão!/Para onde, se me fazem visconde?, ironizava Garrett. Nem aplica, impessoal e indiscriminadamente, os mesmos impostos, como faz o governo igualitário central, em nome da maior justiça social, iluminada pela racionalidade universal.

E, mesmo quando explora os seus servos, estes recorrem muitas vezes a uma arma ímpar. É que há sempre um, ou uma, ou uns, ou umas - há sempre quem tenha tido o privilégio de haver sido, na infância, companheiro de brincadeiras, fiel amigo e até confidente, quando não muito para além disso. E que acaba por, intercedendo em favor próprio ou dos restantes, amenizar ou anular os efeitos indesejáveis de uma decisão errada ou prepotente. A relação com o nobre tem um carácter, positivo e negativo, de afecto, é um contacto, no seu melhor como no seu pior, feito de humanidade. Está-se em contacto directo com o poder e é possível ou, ao menos, existe a esperança de poder chamá-lo à razão. Com Lisboa, não. A universalidade desprotegeu o camponês da arbitrariedade, da prepotência, da arrogância e da exploração do seu trabalho. E ainda ataca, com arrogância e verdadeiro desprezo, as suas tradições e convicções profundas.

O camponês, o povo, apoia os miguelistas, apoia os seus antigos senhores, aqueles com quem aprendeu, durante séculos, a conviver e relacionar-se. O povo recusa violentamente os novos senhores, os que o enganam com promessas de liberdade e justiça para os tornarem mais indefesos aos poderosos, através da universalidade da lei. O povo percebe que a ideia abstracta é uma forma de dominação concreta, que a ideia pode ser a cadeia que o aprisiona muito mais eficaz e perversamente do que qualquer nobre podia concebeu.

Que o povo apoiou em massa os miguelistas é um facto que, embora não o escondam, é, contudo ignorado pelos historiadores, inclusive os ligados à mais conhecida facção dos monárquicos portugueses, os quais, tal como os seus colegas republicanos, intercalam nos seus textos sobre o assunto expressões sintomáticas de um certo desdém pelo povo “atrasado”, como facilmente se pode verificar naqueles cuja leitura proponho. Estão, evidentemente, e possivelmente com maiores razões do que as minhas, no seu direito. Mas, além de ser também meu o direito de discordar, nesse aspecto, do que afirmam ou insinuam, julgo descortinar no tratamento que fazem do tema e nesses indícios de um menor apreço pelo grau de discernimento dessa revolução popular um factor fundamental, que procurei pôr a claro neste meu texto, escrito quase de rajada e, por consequência, insuficientemente cuidado quer literária quer argumentativamente.

É que, tal como dizia esse meu velho professor, “História? Histórias!”. E a perspectiva dos actuais historiadores, o estado de espírito individual e social de onde partem para construírem as suas Histórias, é o consequente à defesa desses tais ideais abstractos de liberdade e igualdade perante a lei com que se justificaram os poderes que decorreram da Revolução Francesa. Está nelas implícito um louvor à superior humanidade e humanismo que trouxe a queda da Bastilha consigo bem como à superioridade, no mesmo plano e no plano da competência de quem nos governa e que o povo pode escolher livremente. O resto são trevas.

Analisar seriamente a Maria da Fonte equivaleria à desmistificação da realidade sobre a democracia e a saúde social do nosso tempo republicano. Como se pôde ver, aliás, em tudo o que esteve ligado às comemorações oficiais desta semana.

(dedico este desabafo mal-amanhado à memória de Manuel Grangeio Crespo, que, muitos anos atrás, me alertou para alguns dos aspectos que hoje referi e aos desiludidos do 25 de Abril).

04 Outubro 2010

Antes de voltar, lá para o fim da noite


Portugal transformou-se numa república, fará amanhã cem anos, em consequência dos disparates que a aristocracia decadente - com as devidas e honrosas excepções do costume -, que governou o país após 1640, cometeu (terá sido algum vírus inoculado por Madrid...?). Não há povo que se remire em tanta fancaria nem pescoço que aguente tanto pechisbeque.
Amanhã comemora-se-lhe o centenário. Mas o que se comemora, afinal?
- Dezasseis anos de turbulência estéril e, frequentemente, assassina, que empobreceu o país até à insustentabilidade?
- Quarenta e oito anos de ditadura parola e sombriamente ignóbil, que o firmou como o mais atrasado e com o maior número de analfabetos da Europa?
- Trinta e seis anos de instabilidade, corrupção e total descalabro financeiro e económico, em que a dependência de empréstimos e subsídios vindos do exterior aumenta dia a dia?
É isso que se comemora, no meio de um dos anos mais vergonhosos da história recente de um país em que a bandeira de um partido, do Partido Republicano, lhe foi imposta como bandeira nacional?
Será que o último Príncipe Perfeito de Portugal é José Mourinho?

04 Março 2009

Pelo correio


Não possuo informação que considere suficiente para discutir o que diz respeito à legitimidade do Duque de Bragança face a outros candidatos à herança do trono. Interessa-me, isso sim, discutir a racionalidade e o mais que monarquia e república põem em jogo nas suas pretensões a constituirem o melhor espelho e a melhor ferramenta da organização político-social.
Nesse sentido, na medida em que a voz dos monárquicos tem sido ignorada e abafada a partir de 1910 e que aquilo que é oficialmente veiculado, desde o ensino aos órgãos da comunicação, é a versão dos revolucionários republicanos, tenciono colaborar com a difusão dos seus pontos de vista, independentemente da facção que defendam. Sob condição de, evidentemente, se inserirem numa perspectiva democrática.
Passo, por este motivo, a transcrever este texto que me foi enviado ontem.

Abaixo divulgamos a mensagem de D. Duarte de Bragança, chefe da Casa
Real Portuguesa e presidente de honra do Instituto da Democracia
Portuguesa, proferida hoje, por ocasião do encerramento do I
Congresso Marquês Sá da Bandeira em Lisboa:

PERGUNTAS À DEMOCRACIA

D. Duarte de Bragança

Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto
ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional,
económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela
maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar
perguntas à Democracia que desejamos.

Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário
encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os
portugueses experimentam dificuldades.

Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm
exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos.
Para este país tão desaproveitado. Para a sua costa atlântica com
Portos tão ameaçados, para uma fronteira tão vulnerabilizada, para
um património cultural tão desaproveitado.

Temos de perguntar até onde deixaremos continuar o desordenamento do
território, que levou a população a concentrar-se numa estreita
faixa do litoral, ocupando as melhores terras agrícolas do país e
esquecendo o interior, reduzido a 10% do PIB.

Temos de perguntar à economia portuguesa por que razão os bens de
produção são despromovidos perante os “serviços”, o
imobiliário, e ultimamente, os serviços financeiros. O planeamento
das próprias vias de comunicação se subjugaram a essa visão.

Temos de perguntar até onde o regime democrático aguenta, semana
após semana, a perda de confiança nas instituições políticas e
uma atitude de “caudilhização” do discurso.

Temos de perguntar até onde continuaremos a atribuir recursos
financeiros a grandes naufrágios empresariais, ou a aeroportos e
barragens faraónicas que são erros económicos.

Temos de perguntar até onde o sistema judicial aguenta, sem
desguarnecer os direitos dos portugueses, a perda de eficácia e a
morosidade crescente dos processos.

Temos de perguntar se não deveríamos estabelecer um serviço de
voluntariado cívico em que os desempregados possam prestar um
contributo à comunidade.

Temos de perguntar até onde as polémicas fracturantes que só
interessam a uma ínfima minoria política, não ofendem a imensa
maioria das famílias, preocupadas com a estabilidade pessoal e
económica.

Temos de perguntar como vamos aproveitar o ciclo eleitoral que se
avizinha, a começar pelas eleições europeias, onde será
desejável que apareçam independentes que lutem pelos interesses
nacionais.

Temos de perguntar se nas relações lusófonas, estamos a dar
atenção suficente às relações especiais que sempre existiram
entre Portugal e o Brasil.

Para ultrapassarmos as dificuldades, precisamos de todos os nossos
recursos humanos em direcção a uma economia mais “real”, mais
sustentada, mais equitativa, uma economia em que respirem todas as
regiões a um mesmo “pulmão”.

Apesar de tudo, o nosso sector bancário fugiu das estrondosas
irresponsabilidades dos congéneres mundiais. Saibam os Governos
regulamentar os apoios para as empresas grandes, médias ou pequenas
mas que sejam produtivas.

Em regime democrático, exige-se processos e discursos ditados pelo
imperativo de responsabilidade. A equidade e integridade territorial
só poderão ser obtidas com a participação de todos, e com
sacrifícios para todos.

Estamos confiantes que somos capazes de fazer das nossas fragilidades
as nossas maiores vantagens. Onde outros tiveram soluções muito
rígidas que falharam, nós venceremos promovendo os portugueses que
lutam por um país de imensas vantagens competitivas.

Mostremos como somos um grande País, uma Pátria em que todos cabem
porque acreditam na Democracia. Portugal precisa de mostrar o seu
projecto para o século XXI. Pela minha parte, e pela Casa Real que
chefio, estou, como sempre, disponível para colaborar.

24 Setembro 2008

Pequenas notas de uma música decadente


A primeira, é a da já habitual coincidência de cabeçalhos entre o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em (mais ou menos) discretos elogios ao governo. Ontem, a propósito do justiceiro e firme enfrentamento deste ao aumento dos combustíveis.
A segunda, a da reacção de Alberto João Jardim, chamando pública e directamente a Sócrates "sem-vergonha" e "mentiroso", a propósito das insinuações do primeiro-ministro. Nisto coincidiu, aliás, embora por diferentes motivos, com uma grande parte dos portugueses. Mas quando os altos responsáveis eleitos do país falam, com ou sem razão, deste modo, não é possível deixar de pensar que ele se encontra em fase adiantada de esboroamento.
O regime, aliás, está de tal modo desacreditado, o espírito anímico nacional tão envenenado por um "salve-se quem puder" cada vez mais disseminado, que, caso fosse permitido o referendo ao retorno da monarquia, muito provavelmente o herdeiro do trono luso não teria grande dificuldade em vencer. E nem sequer por uma questão de mérito seu ou de quem o rodeasse (embora o possua - a importante actividade paralela que Duarte de Bragança tem desenvolvido ao nível internacional em prol de Portugal, raramente é referida pelos órgãos de comunicação). Estou convencido de que sucederia ao regime republicano o mesmo que sucedeu ao do Estado Novo em 25 de Abril de 74: cairia de podre, com muito poucos a defendê-lo. E também, já se sabe, que no dia imediatamente seguinte a essa vitória surgiriam buéda monárquicos de onde antes só se avistavam jacobinos convictos, ajuramentados e até militantes.
Já agora, leiam o que D. Duarte diz no respeitante às nossas relações com Espanha em http://somosportugueses.com/. O link passa, a partir de hoje, a estar disponível aí ao lado, em Monárquicos Portugueses.
Porque o são.

21 Agosto 2007

Continuando a blogar...


... encontrei dois posts - este e este - com muito interesse e, o que é bastante importante, escritos com (bom) humor.