Suite de ideias
Ideia: representação mental; representação abstrata e geral de um objeto ou relação; conceito; juízo; noção; imagem; opinião; maneira de ver; visão; visão aproximada; plano; projeto; intenção; invenção; expediente; lembrança. Dicionário de Língua Portuguesa da Texto Editora
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
"Português de etnia chinesa em risco de ser executado na China"
Lau Fat-wai, cidadão português de etnia chinesa, condenado à morte pelo Tribunal de Guangzhou em 2009, viu a sentença confirmada em segunda instância em setembro de 2011. Corre o risco de ser executado dentro de uma semana, na China.Lau Fat-wai, foi detido em abril de 2006 na China e acusado de transportar drogas e de contrabandear materiais para fabrico de drogas. Condenado à morte pelo Tribunal de Guangzhou em 2009, viu a sentença confirmada em segunda instância em setembro de 2011. O caso está ainda em apreciação no Supremo Tribunal Popular mas se este ratificar a sentença, Lau Fat-wai poderá ser executado dentro de uma semana.
Lau Fat-wai, de 51 anos, residia em Macau, onde obteve o último passaporte português, em 2003, e Bilhete de Identidade, em 2004.
Independentemente dos delitos que lhe são imputados, a pena de morte é um castigo desumano e inútil.
Apesar dos compromissos assumidos internacionalmente pela China sobre a adoção de padrões internacionais para julgamentos justos, isso não ocorre para os condenados à morte: não existe presunção da inocência, há interferência política e as confissões obtidas sob tortura são aceites como provas. Os acusados têm também frequentemente o acesso aos advogados limitado, aos quais é dado um tempo insuficiente para consultar os processos.
Assine a petição apelando às autoridades chinesas que não executem Lau Fat-wai e para que lhe seja permitido receber visitas da família, que não vê desde 2006, bem como eventual acesso a tratamento médico. Ao assinar esta petição, será automaticamente enviado um email em seu nome ao Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau. A sua assinatura será também enviada ao Presidente do Supremo Tribunal Popular.
"Lisboa"
as gaivotas doutros dias,barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.
Eugénio de Andrade
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
A Justiça não é cega!
Lidl luta por julgar ladrão de pacote de feijão de 77 cêntimos
Isaltino: nova ordem de prisão.
Quem paga estes escândalos? Nós!
Manuel Carvalho da Silva
Acabei de ver a entrevista de Manuel Carvalho da Silva na RTP1.Ao fim de 25 anos na direção da CGTP-IN, deixa neste fim de semana o cargo.
Não quero deixar de agradecer a este homem as lutas que travou durante estes anos. A última das quais há bem pouco tempo: quando não assinou o vergonhoso "acordo" na "Concertação Social".
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
"Nevoeiro"
casa a casa
do céu sobre as colinas,
construída de cima para baixo
por chuvas e neblinas,
encontrava
a outra cidade que subia
do chão com o luar
das janelas acesas
e no ar
o choque as destruía
silenciosamente,
de modo que se via
apenas a cidade inexistente.
Carlos de Oliveira
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
"Música"

Loira Lisboa, amolecida e calma,
com vitrines de sol pelos passeios
e as avenidas com passeios de almas.
com vitrines de sol pelos passeios
e as avenidas com passeios de almas.
As tardes castas. E nas sombras mansas
nem há crianças
a brincar na rua.
Céu rosado, menino, Céu de bruços,
a escutar os soluços
da Terra morna e nua.
Nas matas presas pelas sombras finas
ninguém achou as sinas
traçadas no chão brusco...
Nem os olhos das casas, aos domingos,
espreitando ao lusco fusco...
Erguida a noite sobre o chão brilhante
- as estações morreram com a nortada -
não há pomba, nem luz, nem viajante,
que pare na pousada.
Nas praças largas a abraçar fantasmas
ficaram os pedintes de amargor.
Pés brancos, enterrados pela água,
e as mãos pendentes, pelo Céu sem cor.
Entre a música eterna da saudade
os rios vão de corações abertos.
Ao longe,
búzios a chorar jardins.
Ao perto,
A TDT em Portugal
O processo de implantação da TV Digital Terrestre em Portugal é tão absurdo que só pode ser definido por uma palavra: escândalo. Na verdade, muitos escândalos. Neste dossier, o Esquerda.net lista cinco, mas poderiam ser mais. Mostramos como muitos portugueses vão ser obrigados a pagar para ter a mesma televisão, num processo que só beneficiou as TVs privadas e as operadoras de telecomunicações.
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Petição - "CONTRA A CONSTRUÇÃO DE SILO AUTOMÓVEL DE 3 ANDARES NO LARGO DO CORPO SANTO - RIBEIRA DAS NAUS em LISBOA"
Para: Camara Municipal de Lisboa
A localização de Lisboa junto ao lago formado pelo Tejo confere-lhe um carácter único e pouco aproveitado por lisboetas e turistas, afastados do rio por linhas de comboio, docas e contentores.
Esta situação está mais do que identificada e tem vindo a ser corrigida a norte, na zona da Expo e a poente, a partir de Alcântara, mas permanece inalterada na zona histórica com maior potencial turístico, entre o Campo das Cebolas e o Cais de Sodré, cortando os trajectos que poderiam e deveriam existir entre a Alfama, a Baixa ou o Chiado e o rio.
O projecto de recuperação da Ribeira das Naus era por isso um passo na direcção certa: Recuperava-se património, condicionava-se a circulação automóvel, ajardinavam-se os espaços em volta do Ministério da Marinha, criando percursos pedonais agradáveis, junto ao rio e entre este e a Baixa e o Chiado, através da Rua do Arsenal e da Praça do Município.
Esta obra está parada há um par de anos, dizem-nos que por falta de verbas, sendo apenas visíveis os cartazes que anunciam os jardins prometidos que, supostamente, iriam substituir o lamaçal do estaleiro que por lá está esquecido.
Agora foi finalmente anunciada a assinatura da adjudicação da empreitada, com uma pequeno detalhe, que faz toda a diferença: Em vez do jardim que iria envolver a fachada poente do Ministério da Marinha e fazer a tal ligação entre o rio e a Baixa e o Chiado, vamos ter um parque de estacionamento. E não se trata de uma construção térrea, discreta, que se possa perder entre os edifícios circundantes, mas antes um silo de três andares, que irá constituir uma enorme barreira visual entre a cidade e o rio e descaracterizar de forma irreversível uma zona tão sensível da nossa cidade.
Não podemos por isso deixar de manifestar a nossa enorme surpresa com este anúncio, por todas as razões:
- Porque afinal há verba, já não para completar a recuperação da zona ribeirinha, mas para construir um silo para automóveis.
- Porque os previstos trajectos pedonais que deveriam ligar a Baixa e o Chiado à Ribeira da Naus, através da Praça do Município e da Rua do Arsenal serão afinal interrompidos pela construção de um edifico de três andares.
- Porque numa zona classificada, onde ninguém pode sequer alterar uma janela, se vai autorizar a construção de um edifício com esta volumetria.
- Porque o condicionamento de trânsito nesta zona histórica, tantas vezes defendido, será substituído por um grande parque de estacionamento de 300 lugares, com o consequente e inevitável incentivo à circulação automóvel.
- Porque o trânsito na Rua do Arsenal, já insuportável com a concentração de 17 linhas de autocarro e 3 de eléctricos, irá ser ainda mais agravado com as viaturas que venham a utilizar o futuro parque.
- Porque, as referidas linhas de autocarros e eléctricos, a que acrescem duas linhas de metro com três estações num raio de umas centenas de metros, fazem desta, provavelmente, uma das zonas de Lisboa melhor servidas por transportes públicos
- Porque nesta parte da cidade só se sente verdadeiramente a falta de estacionamentos nas noites de 5ª feira e de fins de semana, resultado de um hábito que julgamos dever ser desincentivado, o de conduzir depois de uma noite de consumo abundante de álcool.
- Porque esta construção vai afectar ainda mais a vida dos moradores desta zona, sem que tenha sido feita qualquer tentativa para os ouvir.
- Porque uma alteração desta magnitude é anunciada como facto consumado, na cerimónia de adjudicação da empreitada.
Pelas razões apontadas, os signatários desta petição solicitam a V. Exa:
- A suspensão imediata da construção do silo automóvel em causa, antes que sejam constituídos direitos adquiridos, que dificultem a busca de alternativas.
- A garantia de V. Exa. de que este projecto não será retomado sem que antes seja alvo de uma discussão pública alargada onde a Câmara a que V. Exa. preside possa explicar as premissas que entendem justificar a construção de um equipamento destas proporções, mas que permita igualmente que sejam apresentadas alternativas para o desenvolvimento desta zona da cidade.
Os signatários
Esta situação está mais do que identificada e tem vindo a ser corrigida a norte, na zona da Expo e a poente, a partir de Alcântara, mas permanece inalterada na zona histórica com maior potencial turístico, entre o Campo das Cebolas e o Cais de Sodré, cortando os trajectos que poderiam e deveriam existir entre a Alfama, a Baixa ou o Chiado e o rio.
O projecto de recuperação da Ribeira das Naus era por isso um passo na direcção certa: Recuperava-se património, condicionava-se a circulação automóvel, ajardinavam-se os espaços em volta do Ministério da Marinha, criando percursos pedonais agradáveis, junto ao rio e entre este e a Baixa e o Chiado, através da Rua do Arsenal e da Praça do Município.
Esta obra está parada há um par de anos, dizem-nos que por falta de verbas, sendo apenas visíveis os cartazes que anunciam os jardins prometidos que, supostamente, iriam substituir o lamaçal do estaleiro que por lá está esquecido.
Agora foi finalmente anunciada a assinatura da adjudicação da empreitada, com uma pequeno detalhe, que faz toda a diferença: Em vez do jardim que iria envolver a fachada poente do Ministério da Marinha e fazer a tal ligação entre o rio e a Baixa e o Chiado, vamos ter um parque de estacionamento. E não se trata de uma construção térrea, discreta, que se possa perder entre os edifícios circundantes, mas antes um silo de três andares, que irá constituir uma enorme barreira visual entre a cidade e o rio e descaracterizar de forma irreversível uma zona tão sensível da nossa cidade.
Não podemos por isso deixar de manifestar a nossa enorme surpresa com este anúncio, por todas as razões:
- Porque afinal há verba, já não para completar a recuperação da zona ribeirinha, mas para construir um silo para automóveis.
- Porque os previstos trajectos pedonais que deveriam ligar a Baixa e o Chiado à Ribeira da Naus, através da Praça do Município e da Rua do Arsenal serão afinal interrompidos pela construção de um edifico de três andares.
- Porque numa zona classificada, onde ninguém pode sequer alterar uma janela, se vai autorizar a construção de um edifício com esta volumetria.
- Porque o condicionamento de trânsito nesta zona histórica, tantas vezes defendido, será substituído por um grande parque de estacionamento de 300 lugares, com o consequente e inevitável incentivo à circulação automóvel.
- Porque o trânsito na Rua do Arsenal, já insuportável com a concentração de 17 linhas de autocarro e 3 de eléctricos, irá ser ainda mais agravado com as viaturas que venham a utilizar o futuro parque.
- Porque, as referidas linhas de autocarros e eléctricos, a que acrescem duas linhas de metro com três estações num raio de umas centenas de metros, fazem desta, provavelmente, uma das zonas de Lisboa melhor servidas por transportes públicos
- Porque nesta parte da cidade só se sente verdadeiramente a falta de estacionamentos nas noites de 5ª feira e de fins de semana, resultado de um hábito que julgamos dever ser desincentivado, o de conduzir depois de uma noite de consumo abundante de álcool.
- Porque esta construção vai afectar ainda mais a vida dos moradores desta zona, sem que tenha sido feita qualquer tentativa para os ouvir.
- Porque uma alteração desta magnitude é anunciada como facto consumado, na cerimónia de adjudicação da empreitada.
Pelas razões apontadas, os signatários desta petição solicitam a V. Exa:
- A suspensão imediata da construção do silo automóvel em causa, antes que sejam constituídos direitos adquiridos, que dificultem a busca de alternativas.
- A garantia de V. Exa. de que este projecto não será retomado sem que antes seja alvo de uma discussão pública alargada onde a Câmara a que V. Exa. preside possa explicar as premissas que entendem justificar a construção de um equipamento destas proporções, mas que permita igualmente que sejam apresentadas alternativas para o desenvolvimento desta zona da cidade.
Os signatários
Assinar aqui
"A Cidade"
desta gente.
Por toda a parte
gente bonita.
Atirando
ramos de flores
nos olhares.
Tão velha a vida.
Raul de Carvalho
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
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