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2012-01-20

 

Falta de senso. Há o recurso à sopinha

É evidente que o Sr. Professor Cavaco Silva, um Presidente da República, que prescindiu do ordenado de Presidente para receber as reformas legítimas, porque somam mais, é algo que me incomoda como cidadão português.

Já alguma vez um Presidente de outro país, se mostrou assim tão miserável?

Confesso não desejo comentar este facto com um cidadão estrangeiro.

E depois não atinjo. Se o Presidente não se sente confortado no cargo com o seu ordenado porque se candidata a exercer o cargo? Não foi ao engano.

Já conheço a resposta: a Pátria. Certamente, aceito que alguma pátria o chamou. Resta-nos tentar adivinhar e nos interroguemos todos: que Pátria?

2012-01-19

 

Perdi toda a paciência com este Sporting

Basta e tomem Juízo.

E a mim não me apanham mais a ver um jogo do Sporting sem que isto mude.

O Sporting desaprendeu e isto é grave. De quem é a culpa?

Entendam-se. Se é do Domingos Paciência, não sei. Se é dos Bogino's comprados (a saldo? É preciso perguntar a quem os comprou como se fazem compras assim?) é de certeza. Mas Domingos Paciência não tem culpas na compra? Se não tem porque põe a jogar um tipo tão inapto como Boginov?

Não sei. Mas como sportinguista só tenho pena e digo isto muito a sério. Agradar-me-ia que o Sporting tivesse levado um banho, perdido hoje aí por 3 a 0. Não era escandaloso mas dava escândalo e talvez algo mexesse.

Assim, continua tudo em banho-maria a alimentar entramos mal na primeira parte, a equipa não reagiu e tudo o mais. Estamos a constituir equipa e no próximo ano tudo estará na maior. É falso tudo isto É empurrar para a frente o problema com a barriga.

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A foto da traição da UGT

Se se diz que foi assinado um acordo tripartido (penso que isso quereria dizer um acordo entre três entidades), onde estão as outras duas?

Não vejo Estado nem Patrões a ceder seja no que for.

Dir-me-ão o Estado deixou cair a meia hora. Sobre isso a melhor resposta deu-a Torres Couto, o líder fundador da UGT: " Governo lançou o isco da meia hora adicional e a UGT mordeu". Tudo esclarecido. E depois na rádio ainda acrescentou que o Eng. Proença na prática traiu os trabalhadores com a assinatura deste acordo.

E os Patrões?

Esses nem em isco investiram, como é costume, pois o Estado nem lhes deu fundos comunitários para tal.

Mas indo mais a fundo, será que a baixa competitividade da economia portuguesa é só da culpa dos trabalhadores?

Factos são factos e esses provam exactamente o contrário quer em Portugal quer no estrangeiro.

Temos uma Autoeuropa com trabalhadores portugueses altamente competitiva no seio do grupo Vokswagen; temos trabalhadores dos melhores no estrangeiro no confronto com os nacionais e com os outros emigrantes. E se factos são factos esta situação comprova que o buraco da competitividade não está nos trabalhadores.

E porque factos são factos, Portugal tem uma classe empresarial altamente incompetente) isto sem ofensa para os bons e muito bons empresários e gestores que os há) onde reina a desorganização, a falta de capacidade na comercialização e de redes comerciais, a tecnologia desadequada e um Estado cujos estudos demonstram que são um empecilho ao desenvolvimento.

E se factos são factos então porque só se atingem os direitos de quem trabalha, baixando-lhes os vencimentos e obrigando-os a trabalhar mais, reduzindo-lhes alguns dos poucos incentivos.

Porque não se exige ao patronato mais qualidade e um Estado mais operativo, como uma justiça mais veloz.

E mais o Estado "equilibrador" de interesses ficou na gaveta?

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2012-01-18

 

Madeira/Lisboa assinam programa de resgate na próxima quinta-feira

Só me pergunto: que programa vai ser assinado?

Segundo se diz pouco diferente será do que consta da carta de intenções.

A ser assim, como se pode ler esta "Fita" de Alberto João Jardim, em fazer atrasar a assinatura do acordo?

Independentemente de uma ou outra alteração que, segundo consta, já no fim de semana passado estaria acordada, leio esta jogada como mais um malabarismo barato do presidente do GR para enganar a população, fazendo crer que negociaram e arrancaram algo de melhor.

Agora, se a cláusula sobre o prazo de tempo de pagamento da dívida não for alterada e a percentagem de 40% também não, é um grande buraco em que a Madeira se mete, sem quaisquer hipóteses de alguma vez poder cumprir.

Quinta feira cá estaremos para ver e comentar.

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2012-01-17

 

A tomada do Quartel de Beja em 1962

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória-NAM comemorou o 50º aniversário da revolta de Beja (mais conhecida por assalto ao quartel de Beja) com uma sessão pública realizada na BMRR, em Lisboa, no dia 14 de Janeiro. O público encheu o anfiteatro, corredores e espaços anexos. Estiveram muitos dos participantes na acção revolucionária de então. O essencial está aqui no Memórias que tem o link para a reportagem feita pelo jornal A Bola online




2012-01-16

 

A arma de comunicação de Cavaco Silva

A pagina pessoal de Cavaco Silva no facebook é uma arma que Cavaco Silva usa e, em minha opinião, por vezes, abusa para se expressar junto da população.

Ainda neste fim de semana a usou para vir dizer que os trabalhadores da função pública devem ser "dignificados e prestigiados".

Atenção: devem ser não quer dizer que o sejam, nem que o Sr. Presidente se empenhe nisso.

Cavaco Silva mais uma vez perdeu a oportunidade de ficar mudo, o que francamente era o mais adequado.

Então, quem acaba de promulgar todos aqueles cortes nos vencimentos dos trabalhadores do Estado para o ano de 2012 tem moral para vir defender a dignificação dos trabalhadores?

Certamente concorda com este governo que mandar os trabalhadores e os reformados em muitos casos para níveis aquém do limiar da pobreza é prestigiar e dignificar. Assim percebe-se a ideia.

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2012-01-13

 

A situação económica da Madeira é muito grave

Tudo se prepara para que na próxima 2ª feira, dia 16, seja assinado o programa de resgate do afundamento das finanças e economia da Região Autónoma da Madeira, levado a cabo pelo desgoverno de 30 anos do Dr. Alberto João Jardim.

Os resultados desse desgoverno, que são factos indesmentíveis, são a prova da inconsciência e incapacidade de quem não reunia o mínimo de condições, mas teve o poder e exerceu-o com a total impunidade, nunca pensando que esta situação pudesse alguma vez acontecer-lhe.

Faz pensar porque razão os políticos nunca são responsabilizados pelos actos de má gestão e governação. Não há lei para eles. Não conheço caso algum. Apenas em situações e poucas de corrupção chegam à barra dos tribunais.

Ontem à noite assisti a um debate na TVI24 entre Guilherme Silva (PSD/M) e Jacinto Serrão (PS/M) deputados na AR pela Madeira.

Um mau debate, nada esclarecedor sobretudo por parte de Guilherme Silva que andou aos papéis, mostrando que pouco sabia do teor das negociações e uma péssima moderação do jornalista que bem a dizer "desmoderou".

O deputado Guilherme Silva queria era falar, falar,... fazer passar o tempo evitando defrontar-se com questões que pouco dominava, percebia-se a técnica. Passou o tempo a atropelar claramente Jacinto Serrão, que também não se salientou pelo brilhantismo mas pelos atropelamentos de Guilherme Silva.

Resumindo, nada se avançou sobre o plano de resgate, mas não posso deixar de registar uma frase de Guilherme Silva sobre Jardim: "a posição do Dr. Alberto João Jardim é de absoluta honestidade".

Posição sobre quê?

Sobre o Plano de Resgate. Quem conhece a carta de intenções, segundo a versão institucional, "elaborada" na Madeira pelo Governo Regional compreende que esta frase é destituída de sentido. É mera propaganda, mas da pior. Jardim assinou tudo, o possível e o impossível e, agora, no Plano de resgate fará o mesmo. Como se diz "ele não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego". Assina tudo


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2012-01-12

 

"Gosto desta": Portugal o País das natas

O Primeiro Ministro, Passos Coelho, deve ter tido hoje um momento de felicidade.

Pois, o seu ministro, o Álvaro, teve uma ideia brilhante juntar numa de promoção internacional do País, dito Portugal, o frango assado e as natas, com o pastel como estandarte à mocidade de outros tempos.

Excelente. Mas assumindo eu um ar mais regionalista, mas atlântico permutava. Em vez de natas e frango assado proponho milho frito e carne de vinha d'alhos. Cheira melhor e com maior intensidade. E provo esta minha dica. Regressei da Madeira via Portimão (para quem não saiba de barco. De Lisboa não há barco, segundo as más línguas porque há interesses na Madeira junto do GR que se opõem) com muitos madeirenses que trabalham em Jersey. Carros top de gama. Quando abriam o carro, o cheiro da vinha d'alhos até nos transportava para as redondezas do mercado do Funchal. Melhor propaganda? O Álvaro desconhece. Meta uma cunha ao AJJ que o informa.

Se tivesse feito esta minha viagem, o Álvaro não teria precisado de queimar as meninges para tanta inspiração, hoje no DN a falar da internacionalização portuguesa.

 

Os Conselhos de Administração já nomeados pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas

Estejamos atentos porque vêm mais nomeações por aí e muitas. Mais Celestes Cardonas. Mais Catrogas. Mais Frexes.

Tudo gente do melhor e apartidária. Nada têm a ver com os partidos do poder.

Tudo sabedoria e grande experiência: curriculas do melhor.

Então o Frexes já vem com curso: como descapitalizar as Águas de Portugal. Foram muitos anos meus caros e um curso destes tem uma mais valia de mercado que não tem preço.

E a Celeste Cardona que anda a vender ideias éticas nos seus artigos semanais? Outra que depois de ter deixado a Lisnave tem vindo a preparar-se com afinco para os sucessivos cargos: primeiro de Ministra e a partir daí é sempre a andar. Já pensaram no Álvaro da meia hora? Daqui a uns tempos, que nem uma cantina tinha gerido antes da célebre ideia da meia hora em troca da TSU e que agora vai ter de ver se encontra parceiro para trocá-la. Um dia destes também aparece aí num cargo destes com um curricula das ideias abandonadas.

Catroga coitado. Está como o habitante de Belém, muito pobrezinho a aguardar se lhe pagam ou não os 13º e 14º meses do BP. Surgiu a EDP e os chineses não se "esquecem" de quem negociou a Troíka.

Não sou ingénuo. E para que fique claro, os partidos actuam de facto um pouco por estas águas. Fazendo um sobrevoo nestas águas e tirando a raiz quadrada, defronta-se a realidade.

Mas este governo é por demais. Um mínimo de qualidade e integridade deveria existir. Assim é demasiado grosseiro e escandaloso. Caiu-lhe a máscara à primeira.

Publicado também no Face.

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2012-01-11

 

Sem Sombra de pecado Vergonha


É simpático e muito correto. Está em campanha eleitoral. Ele está indignado com as pouca-vergonhas que se vêem na política, na governação, com a partidarização dos empregos, revoltado com os boys for the jobs, exige ética, isenção e com a sinceridade e indignação a banhar-lhe o rosto, já rouco, admoesta e grita: 
Precisamos de despartidarizar a nossa administração!
Eu não quero ser primeiro-ministro para dar empregos ao PSD !!
Eu não quero ser primeiro-ministro para tomar conta do estado!!!

Mal chegado ao poder e lá vão descaradas, sem rebuço nem pudor, as nomeações partidárias, os tachos e os boys do PSD, a revelar que os indignados protestos da campanha eleitoral não passavam de estudadas e cínicas mentiras:
Maio/2011- Administração da CGD: Nogueira Leite, Nuno Thomaz.
Nov 2011: Centros hospitalares do Porto, Cova da Beira Viseu, Coimbra, Médio Tejo,
Dez 2011 Centro Regional da Segurança Social de Aveiro.
Jan 2012 EDP: Eduardo Catroga, Celete Cardona, Teixeira Pinto, Braga de Macedo.
Jan 2012 Águas de Portugal: Manuel Frexes deixa a presidência (PSD) da CM do Fundão e é nomeado presidente da empresa a que o seu município deve 7,5 milhões  de euros, a AdeP, o outro nomeado é Álvaro Castello-Branco, vice-presidente (CDS) da câmara do Porto.
E ainda a procissão vai no adro.
 [Link para o video da TVI]

Mas anteriormente o PS, e antes dele o PSD/CDS, e antes destes o PSD, não fizeram o mesmo ou parecido? Sim, fizeram. Mas o que choca é o ênfase colocado na campanha eleitoral, os protestos indignados do candidato, o Jota simpático, que garantia que ir pôr cobro a tais desmandos. Uma total falta de vergonha.
Não havia necessidade...  

Eduardo Catroga que já tem uma reformazita de 9.600 euros por mês, foi contemplado com um lugar não executivo, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, um job para reformados, com uma remuneraçãozeca um pouco acima dos 45.000 euros/mês. Não surpreende. E não são "pentelhos".

 

Que faz o Representante da República na Madeira?

Ouviu-se dizer que Alberto João Jardim tem um plano "B". Não se vê como se em mais de trinta anos nem um plano "A" teve, a não ser a aposta no betão,com as pessoas em plano secundário.

Que plano "B" será esse?

Mais uma de Alberto João em que felizmente as pessoas já acreditam menos.

Passei nesta quadra de festas um largo período na Madeira e in loco vi que a insatisfação é grande, que as pessoas começaram a aperceber-se de que a governação da Madeira ruiu por falta de estratégia e que muita gente próxima do "imperador" abertamente diz que ele é o problema e não a solução.

É uma frase feita que se ouve em alturas críticas e quando o visado está na mó de baixo. Também é verdade que desde há bastante tempo deu-se uma certa "libertação" da crítica e hoje já se criticam abertamente as políticas do PSD em público, vulgo cafés e nas famílias, mesmo quando sempre votaram PSD.

Também deduzi que infelizmente tinha razão sobre as eleições porque defendi o conhecimento prévio das medidas e que não devia haver eleições sem plano.

Muita gente votou Alberto João Jardim, por ainda desconhecerem as medidas de austeridade agora já anunciadas e que Jardim durante a campanha negou que houvesse ou assinasse.

A oposição foi frouxa, embarcou em eleições, sem ter exigido previamente o plano de resgate. Uma oposição de um modo geral muito pouco lutadora e cheia de tibieza.

Não tenho dúvidas de que se o plano fosse previamente conhecido, Jardim tinha sido derrotado nas urnas.

Mas havia muita oposição que temia a eventualidade de governar a Madeira em condições tão difíceis como as que aí se descortinam.

Não sei mesmo, se não foi este raciocínio de medo, de incapacidade que fez que as eleições se debruçassem sobre uma realidade virtual.

E afinal que papel tem o representante da República neste contexto? Extinga-se menos uns trocos do erário público.

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2012-01-10

 

Quem detém as dívidas públicas?

A detenção das dívidas públicas está muito internacionalizada, embora varie segundo os países.

A globalização financeira deu origem a cruzamentos diversificados da aplicação das poupanças entre estados/países.

Assim, muita da poupança americana foi aplicada sobre a dívida pública francesa através dos fundos de pensões. A francesa está indirectamente aplicada em títulos da dívida pública italiana através dos seguros de vida, etc, etc..

A liberalização dos fluxos de capitais permitiu aos investidores e, através destes, essa aplicação diversificada das poupanças e aos Estados um financiamento fácil. A situação presente com a crise da dívida soberana está bem mais difícil em termos de refinanciamento dos Estados sobretudo a nível europeu.

Há a registar uma mudança pós Euro, materializada num maior endividamento dos Estados junto de credores não residentes e, desta forma, os Estados aumentaram a sua dependência externa e, consequentemente, a sua vulnerabilidade.

Segundo informação da revista Alternatives Economiques deste mês de Janeiro, tendo por referência o ano de 2009, 53% da dívida pública da Zona Euro era comprada, na sua emissão, por não residentes.

A distribuição como se referiu varia segundo os países e o panorama é o seguinte:

França 57%, Alemanha 50%, entre 40 e 45% para Espanha e Itália e 75%para Portugal. Portugal dispõe de uma grande exposição na colocação da sua dívida pública.

Comparando com países fora da Zona Euro temos: EUA 30%, Reino Unido 29% e Japão 8%.

No artigo da revista, admite-se que as percentagens da Zona Euro possam estar empoladas porque muitos nacionais, os compradores residentes, adquirem títulos da dívida pública, via off-shores

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Mais medidas de austeridade estão na calha

2012 já prometia ser muito duro para o comum dos portugueses.

Mas o governo de Passos Coelho, que não se sente bem sem continuamente mimar os portugueses com medidas frequentes de bem estar como cortes de salários e aumentos de preços, está já na calha para nos vir mimosear com novas medidas.

O governo ou mais concretamente Vítor Gaspar ter-se-á equivocado na elaboração do orçamento para 2012 e, assim, não conseguirá cumprir o acordo com a Troika no tocante ao défice orçamental.

Como negociar com a Troika não faz parte da filosofia deste governo, o comum dos portugueses vai mais uma vez ver o seu parco orçamento mais reduzido

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Estou chocado

Acabo de ler que o "imperador" da Madeira, agora com letra minúscula, porque depois da assinatura da carta de intenções para o resgate da dívida com o governo da República ficou sem poderes, trocou, nos seus últimos dias de Dezembro (final de mandato) em que conseguiu reunir uns patacos para governar, os pagamentos que devia fazer às farmácias pelo pagamento ao betão. E assim os utentes passaram desde ontem a ter que desembolsar o preço total da compra do medicamento.

Desta forma, levou a uma corrida sobretudo dos reformados com muito baixas pensões a comprar medicamentos ou a uma desistência de quem não conseguiu dinheiro para isso. Esta é a situação grave criada à saúde na Madeira.

Reconheceu o Secretário Regional do Plano e Finanças, em conferência de imprensa face a uma pergunta de como se tinha atingido este caos na saúde, que as obras públicas foram a prioridade do GR e, por isso, acumulou-se a dívida às farmácias.

Mas, o descaramento de Alberto João tem sido tanto e aqui interrogo-me se descaramento se ignorância que tem vindo a afirmar que, no fim deste seu mandato, vai reduzir a dívida da Madeira a 40%.

Imagine-se a sustentabilidade desta afirmação: Uma dívida neste momento de no mínimo 6,5 mil milhões de euros estar reduzida a 40% daqui a pouco mais de três anos e meio? Note-se que orçamento regional é de 1,2 mil milhões, sendo as receitas da Região a nível de 2009, de 600 milhões que nem dão para cobrir as despesas correntes?

Qualquer termo serve para qualificar esta aberrante e irresponsável afirmação.


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Mas do que é que eles se estão a rir ?

- Oh Luís Montenegro! conta aqui ao pessoal do que é que vocês falavam lá na Loja Mozart?
- Ora... que não estivessem preocupados com a aposta do teu governo em "empobrecer o país" porque isso não nos tocava a nós.

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2012-01-07

 

Portugal no TOP

No 14º Campeonato da Europa de Futebol que vai ser realizado na Polónia e na Ucrânia entre os dias 8 de Junho e 1 de Julho de 2012 a selecção de Portugal já está no TOP.
Fomos para os melhores hóteis. Eis os custos de alojamento, por noite, de cada delegação, por país:

Custo    da    diária   em    euros
Portugal .........................33.174
Rússia............................ 30.400
Polónia ..........................24.000
Irlanda ...........................23.000
Alemanha .......................22.500
República Checa ..............22.200
Inglaterra .......................19.000
Holanda .........................16.200
Itália ............................10.500
Croácia ...........................8.300
Dinamarca .......................7.700
Espanha ............ ..............4.700

O Governo mete o país de tanga mas o nosso futebol não nos deixa ficar mal: gastamos 7 vezes mais que a Espanha:

2012-01-05

 

As propostas do CDS/Madeira para a economia produtiva

É interessante que os partidos políticos se debrucem sobre as saídas para a grave crise da economia da Madeira que, por erros acumulados e falta de visão estratégica, se encontra numa situação muito crítica e os madeirenses cada vez mais numa rampa de empobrecimento, aliás como todo o País.

Agora,o que se espera são propostas novas e inovadoras quer do ponto de vista económico quer social.
Porque escrevo este texto?

Porque ontem li no Diario de Noticias da Madeira um artigo de José Manuel Rodrigues, a quem cumprimento com todo o respeito, que de ideias novas tem pouco e algumas já provadas que não resultam e a concretizarem-se seriam um desperdício de investimento. Vou referir-me apenas a duas porque as restantes propostas são tão genéricas, preenchem espaço jornalístico mas a nada conduzem. Exemplo destas últimas. O que é um Plano Estratégico para o Turismo e maior aposta na promoção? Por favor, acrescente alguma coisa..Que parâmetros o vão diferenciar do que existe. Mete mar, mete ambiente? E como?.Que empresários? Como os vai atrair?

Mas voltando atrás às duas ideias que pretendo referir. A primeira tem a ver com a criação de uma Agência para captar Investimento Externo. Sabe que esta ideia faliu a nível nacional e que se tornou um monstro em termos de gastos, acabando por ser integrada no Aicep? Sabia que para montar uma agência destas são precisos quadros que percebam muito do mundo dos negócios internacionais? Sabe quantos anos leva um jovem a adquirir esse traquejo? Se for para ter um escritório e distribuir empregos para boys dá. Mas a vida agora está cara. E oxala´que esse luxo o povo português o pague cada vez menos. Além disso esta ideia para a Madeira, apesar de errada, não é nova.Já existia no baú de ideias erradas do Vice Presidente. Ele aqui há uns anos defendia isso. Tive oportunidade de a referir em artigo sobre a ZFM publicado no DN nos inícios de 2011 e que se pode ver aqui no facebook pois o inseri hoje com este objectivo.

Mas não pense que não concordo consigo com a necessidade de atrair capitais estrangeiros para a Madeira. 100% de acordo, mas não através dos instrumentos que propõe criar e também não através do Aicep, embora possa pensar numa parceria interessante. A Madeira tem um excelente instrumento em termos de gente qualificada exactamente na ZFM ou ligados. E a segunda ideia é que a ZFM necessita de ser posta ao serviço da RAM, não como defende orientada apenas para permitir o planeamento fiscal, mas exactamente para captar investimento externo que se entrose com o tecido empresarial e económico da Madeira e Porto Santo. Compete aos partidos políticos forçarem esta linha de objectivos para a ZFM, o que requer renegociar a composição do capital societário e as funções.

Mas, para um bom trabalho neste domínio é necessário ter um suporte, ou seja, uma estratégia de desnvolvimento que leve á criação de riqueza na Região. Espero que os partidos políticos se debrucem sobre isto e que seja feita uma discussão global sobre tudo isto.

A sociedade madeirense ficaria muito rica com um aprofundado e largo debate tanto mais que a situação actual e dos próximos anos é muito crítica e urgentemente há que encontrar saídas.

copiado do FaceBook

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2012-01-04

 

Fado Transmontano cantado por Carlos do Carmo


 

Capa Negra Rosa Negra de Adriano


 

 

O governo regional da Madeira está mesmo de tanga

Nunca as palavras de Durão Barroso se aplicaram de forma tão apropriada.

O Governo de Alberto João Jardim ainda não pagou salários aos trabalhadores do seu órgão oficioso-o Jornal da Madeira porque não tem cheta. A Igreja como co - proprietária também está muda e que se saiba não está falida. Será que a caridade cristã é mesmo apenas sermão?

Mas a tanga não se fica por aqui. Também ainda não pagou os salários aos trabalhadores da ILMA e falha mais uma vez os prazos de pagamento de 4 milhões de euros às farmácias. E estas ameaçam não fiar mais ao GR e quem se trama é o doente que vai ter de pagar por inteiro.

Isto não é invenção, nem propaganda contra o governo de AJJ. São factos até constam alguns em comunicado oficial na base de que as negociações com o Governo Central ainda não estão fechadas.

Pelo que se sabe sobre estas negociações, Jardim tem se limitado a aceitar tudo.

A Madeira esteve em tempos idos para ser doada em dote a uma princesa que ia casar em Inglaterra.

Jardim está disposto em dar a Madeira em dote a Vitor Gaspar, desde que caiam alguns tostões o mais depressa possível, pois a sua figura está a ficar muito desmaiada face à população madeirense.

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2012-01-03

 

Assim, com a rosa murcha, o PS não vai lá.

Telejornal das 20h de 2012-01 03:
Vários deputados do PS recolhem assinaturas para que o Orçamento de Estado para 2012 seja submetido a fiscalização sucessiva pelo Tribunal Constitucional. Como se sabe, Cavaco Silva manifestara dúvidas sobre a sua constitucionalidade mas depois deu o dito pelo não dito e promolgou a lei do OE sem a submeter à fiscalização do TC.

O SG do PS, António José Seguro, está contra a iniciativa daqueles deputados da sua bancada e o líder parlamentar dos socialistas, Carlos Zorrinho deu esta explicação anedótica:
 "Nós confiamos totalmente na apreciação do Senhor Presidente da República. Seja num sentido ou noutro nós estamos completamente de acordo."
 
Ouve-se e não se acredita. Sobre assunto eminentemente político o PS não tem opinião política. E está completamente de acordo quer com o sim quer com o não. Assim, com a rosa murcha, o PS não vai lá.

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Lista de torturadores durante a ditadura militar está disponível no Arquivo Nacional | Jornal Correio do Brasil

Lista de torturadores durante a ditadura militar está disponível no Arquivo Nacional Jornal Correio do Brasil

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Vinte e um dos 38 ministros de Dilma estão de férias | Jornal Correio do Brasil

Vinte e um dos 38 ministros de Dilma estão de férias Jornal Correio do Brasil

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ideias controversas

Crise, croissance et finances publiques é de ler

Chegamos sempre ao mesmo. A Europa que temos não serve. As decisões que a Europa toma ou agravam a situação ou não são postas em prática, ou demoram uma eternidades e já são
implementadas fora de contexto.

A Conclusão parece ser uma: implodir esta Europa e construir uma outra.

Até agora esta Europa apenas serviu a Alemanha.

Tornou-a maior com a integração do leste alemão que toda a Europa pagou. Criou um mercado alargado para onde a Alemanha agora com nova dimensão exporta os seus produtos quase sem concorrência, Deu-lhe projecção internacional.

Agora há que mudar de registo. Há que avançar para outra Europa que sirva a globalidade dos países da UE e da zona Euro.

Os países devem interrogar a Alemanha se quer participar nesta nova Europa

 

Os remédios europeus para a crise

Há uma falta de visão nos remédios que a UE tem vindo a adoptar no combata da crise. Falta de visão para não dizer erros crassos e alguma ignorância de impactos.

As últimas decisões, entre elas "a regra de ouro" do défice orçamental não poder exceder no futuro 0,5% e desta regra ter de ser uma norma constitucional ou equivalente é um erro maior no actual contexto da formatação europeia.

Os estados americanos estão interditados de apresentar orçamentos deficitários; em França, as colectividades regionais também não podem apresentar orçamentos desequilibrados.

Esta é uma norma para muitos Estados federais.

Mas na Europa as condições são outras. A Europa tem um orçamento mínimo 1% do PIB europeu. O Banco central não emite moeda, ou seja, o Euro é uma moeda amputada nas suas funções.

Logo a aprovação de uma regra destas, dita de ouro, é um descalabro, contribuiria para agravar ainda mais a situação em tempos de crise quando os Estados precisam de ter um papel mais importante no financiamento da economia.

2012-01-01

 

Salvem os cidadãos antes dos bancos

James K. Galbraith e Aurore Lacq em Le Monde 2011-12-13

[La crise de la zone euro est une crise bancaire qui a pris la forme d'une série de crises des dettes souveraines. Une crise aggravée par des idées économiques réactionnaires, une architecture défectueuse et un climat politique toxique. Comme la crise américaine, elle est le fruit de ...]

(tradução)

A crise da zona euro é uma crise bancária que assumiu a forma de uma série de crises de dívida soberana. Uma crise agravada pelas ideias reaccionárias em economia, por uma arquitectura com falhas e um clima político tóxico. Como a crise americana, é o resultado de empréstimos laxistas destinados a mutuários de fracos rendimentos: a habitação em Espanha, o imobiliário comercial na Irlanda, o sector público na Grécia. Os bancos europeus beneficiaram com os efeitos de alavancagem oferecidos pelos activos tóxicos americanos.
Quando os países entraram em colapso, os bancos decidiram livrar-se das obrigações dos Estados mais frágeis em benefício dos países mais fortes para preservarem a sua rentabilidade, o que mergulhou a União Europeia na crise.
Neste tipo de crise, o primeiro reflexo dos bancos é o de fingir surpresa antes de culparem os seus clientes pela sua imprudência ou até mesmo pelo seu engano. Isto esconde o fato de que durante muito tempo os banqueiros concederam empréstimos com demasiada facilidade, com a intenção de embolsarem óptimas comissões. Esta estratégia dos bancos funciona muito melhor na Europa que os Estados Unidos, devido às fronteiras nacionais que separam devedores dos credores e às ligações entre os dirigentes políticos e os grandes bancos nacionais que de repente nem sequer hesitem em difundir estereótipos racistas.
(Continua aqui.)




 

Orquestra de Copenhague>/P>

Vale a pena ver e ouvir:

http://www.flixxy.com/symphony-flash-mob-copenhagen-central-station.htm

 

Ainda não percebi certas chinesices portuguesas

É evidente que os chineses têm a suas chinesices. Mas isso é lá com eles.

Quando aqui falamos de chinesices, queremos dizer coisas inúteis, redundantes, burocráticas que nada adiantam. Sempre assim entendi esta expressão.

Então digam-me se a nossa legislação não está cheia delas?

Um exemplo concreto. Acabo de ler que "a proposta do governo para aumentar o horário de trabalho de meia hora diária no sector privado já está em discussão pública". Mais, é obrigatória esta consulta pública.

Que utilidade tem este procedimento obrigatório, se o governo diz que não recua, se os sindicatos recusaram a proposta, se as entidades patronais na sua maioria também, então vai ser o Zé da esquina por muita consideração que mereça que vai fazer recuar o grande Álvaro?

Não percebo para que serve...esta chinesice bem portuguesa.

Mas imaginemos o contrário. Que era matéria de unanimidade. O procedimento da discussão pública era obrigatório. Pergunto na mesma para quê?

Ou será que o legislador pretendeu dizer informação pública?! Seria bem mais sensato, mais pedagógico e bem útil. Talvez, em certas leis, gaguejassem e voltassem atrás.

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2011-12-31

 

Bom Ano!

Desejo-vos o melhor para 2012 e que não desistamos de tornar o ano mau no ano melhor possível.

 

Cavaco Silva? Bem... não se zanguem,era a fingir !

"Cavaco Silva deixou passar os oito dias de que dispunha para enviar o Orçamento do Estado ao Tribunal Constitucional. As polémicas propostas de cortes salariais à Função Pública e pensionistas, que o Presidente tinha criticado, por violarem princípios constitucionais básicos, deverão avançar com a sua bênção." 

O nosso homem de Boliqueime tinha dito que "esta decisão viola princípios básicos de equidade" e que "violam princípios constitucionais básicos".

Pronto, não levem a mal, era a fingir!

Era para parecer bem, porque para ser a sério era necessário coragem. Ora para se ter coragem é preciso ter muita coragem. Porque coragem só é coragem quando é contra os poderosos (neste caso o capital financeiro, os seus grandes accionistas, a aristocracia do dinheiro e os seus papagaios bem pagos ) porque quando é contra os sans-coulottes, contra os fracos, a coragem não é coragem, é apenas uma forma de...cobardia.
Bem tento esquecer mas logo que me falam no nosso respeitado e bem amado Presidente vem-me logo à memória "a geração dourada", a geração dos seus amigos e que foram membros dos seus governos. Aquela gente que deu origem à maior criminalidade económica de que há memória em Portugal, o gang do BPN (e a esquecida SLN, a empresa mãe do banco) Oliveiras e Costa, Dias Loureiros, Duartes Lama Lima e outra gente que está riquíssima e bebe do fino.  É gente a quem, além da prisão a que têm direito, se devia obrigar a repor os 4 ou 5 mil milhões de euros que roubaram e estamos a pagar.

 

O que nos vai acontecer em 2012?

É mais fácil questionar que formular respostas a esta questão.

Seguindo o caminho do mais fácil, pergunto: vai o governo de Passos Coelho/Paulo Portas prosseguir com a estratégia de empobrecimento do País, alegando entre outras coisas que a economia "deve ser democratizada"?

Por acaso, já muita gente pensou o que esta simples expressão significa?

Pura e simples reduzir o Estado ao mínimo. afastar todos e quaisquer entraves que possam beliscar os caminhos dos actores que dominam a economia ou a venham dominar, ou seja, abrir bons caminhos ao grande capital.

Mas não só, pretende este governo reduzir também a acção do Estado nos campos do ensino, da saúde e operacionalizar e subordinar o aparelho de Estado aos interesses dos maiores grupos financeiros.

A política seguida desde o Verão é esta e com a Europa dos Merkosy's não irá ser diferente.

De tudo isto vai decorrer mais austeridade, mais sacrifícios e mais miséria para o povo português, enquanto houver tolerância.

Em causa, está mesmo uma posição ideológica forte. Nada ao Estado e Tudo ao grande capital.

Será que este governo vai mesmo conseguir?

2011-12-30

 

Estou na minha Terra. Vim apreciar a passagem de ano

Mas o ambiente social sente-se que está em mudança e algo tenso.

A capacidade hotelaria encontra-se a meia haste. A taxa de ocupação é apenas de 65%, quando costuma ser de 100% e overbooking nesta época.

A crise instalou-se e, nos cafés da cidade, ouve-se, Jardim é apontado como o problema.

Escondeu o buraco da Madeira e mudou com isso aquele ambiente afável e de solidariedade que o 20 de Fevereiro tinha criado em relação à Madeira. Ainda não aprendeu nada e continua com aqueles argumentos de que toda a gente deve à Madeira. Continua a manter uma equipa "de investigação" que estuda quanto se deve à Madeira desde o D. Afonso Henriques ou talvez antes desde o Viriato, embora ninguém soubesse da existência da Madeira. Jardim constrói mitos de acordo com o seu ego. Este da dívida é um. Está esgotado, mas Jardim ainda não percebeu que já nem os "seus" o entendem e toleram 0 que é pior.

E ainda as medidas de austeridade não entraram em vigor.

A situação da Madeira vai tornar-se muito crítica a partir de Janeiro e tenho a mesma posição que em relação ao País: a Madeira não tem hipóteses nenhumas de pagar a dívida que acumulou por erros crassos de Jardim, mas em grande parte também consentidos pelos partidos políticos deste país e órgãos de soberanias.


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Surrealista




Boas entradas mas... cuidado com a peste que grassa por aí. É a "gasparóica". Quem é por ela atingido, se não é muito rico, fica mais pobre.

Estes quadros são do autor catalão e o mais conhecido deles é o 1º, "A persistência da memória". Quem quiser saber mais sobre esta controversa personagem, mas sem dúvida um grande pintor, pode ir aqui.
Mas... este post era apenas para vos perguntar se sabem o que se está a passar aqui.

2011-12-29

 

Passos Coelho está na urgência das línguas

Segundo corre no País o primeiro ministro anda com aulas reforçadas de chinês, agora que produzir electricidade em Portugal está cada vez mais chinês. Até estou de acordo que tenham sido os chineses os ganhadores.

Pela primeira vez, PPC está a arquitectar uma coisa boa. Aprender chinês.

Chinês será a língua de todos os portugueses, menos de Alberto João, que não sei se se lembram, há uns anos atrás, se bateu pela expulsão dos chineses.

Mas até AJJ já não é o que foi. Está mansinho e a mendigar uns euros de disfarce para as múltiplas asneiras que fez.

Segundo consta está expectante que Passos Coelho lhe diga se precisa de aprender chinês ou não. E vai nessa, se for o caso, está um cordeirinho manso.

Aliás segundo consta chegou à terra hoje o ministro Miguel Relvas que certamente lhe vem descodificar a mensagem de Passos Coelho sobre este e outros domínios que Jardim pouco domina.

Miguel Relvas vem apreciar o fogo de artifício de um local belíssimo e aproveita para umas aulas de reciclagem a AJJ, pois ele continua com os mesmíssimos argumentos: toda a gente deve à Madeira. Não sei se até os próprios chineses que estiveram para ser expulsos.

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2 milhões de euros de perdas por dia

É esta quantidade de euros que os hospitais públicos gastam em cada dia por gestão deficiente., segundo auditoria do tribunal de contas.

Ou seja, em cada ano o país consome sem contrapartidas para a população portuguesa cerca de 745 milhões de euros. Sem contrapartidas vendo bem não é, porque essa aplicação inútil sai das receitas fiscais pagas pelos portugueses.

Deveria o ministro Paulo Macedo dar a máxima prioridade à redução destes gastos em vez de aumentar as taxas moderadoras que nada amealham que se aproxime deste valor, para além de ser uma decisão que contraria a Constituição em termos do Serviço Nacional de Saúde.

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2011-12-28

 

L'Algarve, côte enchanteresse - videos.arte.tv

L'Algarve, côte enchanteresse - videos.arte.tv

2011-12-27

 

Para perceber o que se passa e antecipar o futuro (2)


Este gráfico mostra que o saldo da balança de bens e serviços de Portugal com o estrangeiro foi sempre negativo, desde 1953, data do início de estudo do economista Ricardo Cabral, prof da Universidade do Funchal, publicado no Anuário (XXI, Ter Opinião) da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Por conseguinte, ano após ano Portugal “consumiu mais do que produziu” ou dito de outro modo: o dinheiro obtido com a venda de bens e serviços ao estrangeiro foi sempre inferior ao que necessitou para pagar os bens e serviços que tinha de comprar ao estrangeiro.

A dívida só não se tornou insustentável porque até meados dos 90, o saldo negativo ia sendo compensado com:

1) as remessas de dinheiro dos emigrantes
2) a entrada de fundos comunitários, a partir de meados dos anos 80;
3) as desvalorizações do escudo (a última foi em 1993) que se traduzia em reforço do valor em escudos e em percentagens do PIB das transferências unilaterais para Portugal ao mesmo tempo que diminuía o valor das transferências unilaterais para o exterior denominadas em escudos.
As sucessivas desvalorizações do escudo também tiveram como efeito valorizar a balança de rendimentos (os rendimentos dos activo possuídos no estrangeiro, denominados em moeda estrangeira que entravam, traduzidos em escudos, cresciam mais depressa que os que saíam possuídos por estrangeiros e denominados em escudos).
As desvalorizações do escudo também permitiram, no curto prazo, melhorar a balança de bens e serviços (melhorar a competitividade).

Assim, até meados da década de 90, a dívida externa foi sustentável. A partir daquela data diminuíram de modo significativo (1) as remessas dos emigrantes por efeito da estabilidade da paridade do escudo face ao marco, ao franco e à peseta e depois pela entrada no euro; a partir daquela data, diminuiu (2) a entrada de fundos europeus e desapareceram os efeitos da desvalorização do escudo com a entrada no euro.

Conclusão

O problema da dívida remete para um problema de fundo: o do saldo negativo permanente da balança de bens e serviços. O mesmo é dizer que remete para a economia e para a produtividade.

Uma solução que só é possível a médio prazo se para isso se trabalhar. Até lá para resolver o problema da crise da dívida é necessária uma solução como a do Equador. Pagar apenas a dívida “legítima”. Sendo a sua delimitação negociada e não imposta pelos credores agiotas. Há alguma margem para isso? O Equador conseguiu.

De caminho,  para moralizar os costumes e repor o estado de direito, é indispensável despojar dos roubos feitos a “geração dourada” constituida pelos membros dos governos de Cavaco Silva e outros seus amigos, a máfia do BPN, Oliveira e Costas , Dias Loureiros, Duartes Lamas  Limas e outros que “viveram e vivem acima das suas possibilidades”, roubando milhares de milhões de euros aos outros portugueses.

Tudo isto pressupõe a substituição dos atuais governantes que representam os interesses dos agiotas que nos estão a espoliar, com juros insustentáveis e a arruinar o país. Desafios que sendo difíceis não são impossíveis quando muitos portugueses tomarem consciêcia do destino que este governo nos reserva com a política que está a seguir.
 

Jardim ao fundo na batalha naval

Que batalha naval esquisita, perdida!! Nem um só aparelho naval dos mais insignificantes Alberto João Jardim consegue safar.

Mas o problema é que Quem ficou tramada foi a população da Madeira. Mais de trinta anos no poder e borra agora formalmente a escrita. Muitos sabiam que isso ia acontecer. Só que...

Mas Jardim teve um azar duplo. O "buraco" surgiu em plena crise nacional e como traidor da Região. E a Troika e toda a gente farta de um Jardim mal criado e arrogante agradeceu.

Jardim enterrou a Madeira. Bem podia ir embora. O PND até lhe dava uma estátua.

Dois exemplos da rendição. Jardim hipoteca nesta primeira carta de intenções "as transferências do OE e as receitas próprias da Região" como garantia ao cumprimento das obrigações de reembolso; a dívida pública da Madeira passa para o IGCP do Ministério da Finanças, ou seja, a Madeira pouco mais é do que uma simples repartição de Finanças.

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2011-12-26

 

É preciso romper com a troica e obrigá-la a renegociar a dívida

Para o politólogo belga, Éric Toussaint, a dívida de Portugal à Europa e ao FMI é ilegítima e deveria ser renegociada. O grande problema da crise, defende, não está nos estados, mas nos bancos. (Hoje no Público)
................

Éric Toussaint não está optimista, mas tem uma visão diferente da actual crise e do que fazer para sair dela. O politólogo e professor universitário belga esteve recentemente em Lisboa para ajudar a lançar a iniciativa por uma Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Experiência não lhe falta. É presidente do Comité para Anulação da Dívida do Terceiro Mundo e fez parte da equipa que realizou, entre 2007 e 2008, a auditoria sobre a origem e destino da dívida pública do Equador, ao servico do novo Governo de esquerda do país, num processo que levou ao julgamento de vários responsáveis políticos e à decisão unilateral de não pagar parte da dívida equatoriana. Acredita que o mesmo pode acontecer na Europa. Mas isso implica romper com as exigências da troika.
Depois das decisões que saíram da última cimeira europeia acha que a crise da dívida está próxima do fim?
Esta é uma crise que vai durar 10 ou 15 anos, porque o problema fundamental não é a dívida pública, mas sirn os bancos europeus. E não estou a falar dos pequenos bancos portugueses ou gregos. O problema é que os grandes bancos - Deutsche Bank, BNP Paribas, Credit Agicole, Société Generale, Commerzbank, Intesa Sampaolo, Santander, BBVA - estão à beira do precipício. Isso é muito pouco visível no discurso oficial. Só se fala da crise soberana, quando o problerna é a crise privada dos bancos.
Está a referir-se à exposição dos bancos à dívida pública de alguns países do euro? Não, não é a exposição à dívida soberana, mas sim a derivados tóxicos do subprime [crédito de alto risco]. Está a ocultar-se que todo o conjunto de derivados adquiridos entre 2004 e 2008 continuam nas contas dos bancos, ... [continua aqui]

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Vamos todos emigrar

Como o grande problema deste país é ter portugueses, o governo unido encontrou a solução ideal.

Em uníssono gritará: emigrem portugueses e depressa.

Os portugueses tão obedientes que são, curvam-se, agradecem e saem.

Eis todos os problemas resolvidos e ainda o governo pode devolver a massa à Troika.

A receita governamental vai funcionar bem.

Há um ditado bem nosso: o último a sair apaga a luz.

E não é que este ditado dito e redito quase sempre de forma brejeira e sarcástica, agora até encaixa neste ambicioso programa governamental?!

O país deixa de importar petróleo porque não precisa deste produto para produzir electricidade. Vai gastar apenas mais uns litritos de carburante pois toda a gente opta por encher o carro depois de se apanhar em terras de Espanha.

Não precisa de importar mais bens alimentares os portugueses emigraram não comem nem precisa de equipamentos. As empresas fecham porque os portugueses emigram.

Aluga-se a exploração hoteleira a estrangeiros para usufruirem do nosso sol e belezas naturais.

O Governo fica reduzido a 3 ministros.

Como é chato não ter um Primeiro fica e pode acumular com a representação externa. Um país também tem de ter um Negócios estrangeiro mesmo sem negócios

Fundamental no entanto é o da finanças para cobrar as rendas da exploração turística. Montar a máquina da cobrança , reunir o dinheirinho e enviá-lo para o BCE.

O da economia também é necessário porque tem tido um desempenho excelente e agora precisa lá de vez em quando mandar pintar um hotel e de colocar umas portagens.

Seis meses levou este governo a conceber tamanha linha estratégica. Está no Guiness.

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2011-12-25

 

Pablo Alborán y Carminho - Perdoname


2011-12-23

 

Sinto-me completamente chinês

Já aqui no PUXA tinha escrito contra ventos e marés que a candidatura que melhores condições oferecia para a privatização da EDP era o grupo chinês.

Na altura escrevi que temia, não fosse este governo submeter-se à senhora Merkel, que andava a puxar pela E.ON.

Ainda bem que o governo resistiu e os alemães "traidores", pelo menos por ineficácia, de uma melhor Europa, levaram uma corrida.

Sei que muitos estrategas políticos deste país, como o ilustre Pacheco Pereira, está contra. Não percebo os argumentos, mas ele lá sabe.

De certeza que de economia não serão, pois nesta matéria o PP tem de tirar ainda algumas noções mais sustentadas.

Defendi e defendo que foi a melhor decisão. O governo andou bem. Recebe mais dinheiro. Assegurou hipóteses de financiamento e acede a outros mercados com futuro.

Por tudo isto sinto-me temporariamente mais chinês.

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2011-12-21

 

Fotomontagem de Luiz Carvalho do original de Eduardo Gageiro, emigrantes anos 60


2011-12-20

 

 

Para perceber o que se passa e antecipar o futuro (1)

Segundo o Expresso de 2011 12 17
Por aqui se pode ver quem cumpriu ou não cumpriu as ordens da Merkel, porta voz dos accionistas dos bancos alemães, a nova "aristocracia prussiana". Portanto quanto à dívida em % do PIB, máximo 60%, a Alemanha, em 12, anos cumpriu 1 vez e quanto ao défice abaixo dos 3%, cumpriu 4 vezes e "prevaricou" 8 vezes. Portanto aquela conversa do presidente do Bundesbank sobre os países bêbedos e das Merkesls sobre os países preguiçosos e tal, é isso mesmo, conversa fiada.

2011-12-18

 

Nem honradez nem vergonha



Não há memória, no nosso regime democrático de um 1ºM que tenha defraudado de forma tão sistemática, tão grosseira e tão indigna as promessas ostensivamente feitas na campanha eleitoral. Este 1ºM alia à maior desfaçatez, a candura da ignorância e da incompetência. E revelou-se desde início um servidor obcecado dos interesses da “troica” traindo a confiança de quem o elegeu para servir os interesses dos portugueses e de Portugal. Não há réstia de honradez nem de vergonha neste governo.
 

Presidente ou presidenta?



Realmente, do ponto de vista de certa ideologia que se rebela (justamente) contra o desigual tratamento dos sexos, percebo a tendência para reivindicar "presidenta", restabelecendo assim a igualdade de "direitos". Mas há a língua, o Português e as suas regras. Vejamos aonde esta doutrina levaria:

"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Aqui vai uma explicação: "No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE ...".

Se não tem mais que fazer também pode ir aqui.
_____________
Nota: a imagem talvez não tenha relação com o assunto mas dá-lhe cor.

2011-12-17

 

Sodade, Sodade, Sodade...



Cesária Évora terminou hoje “ Esse caminho longo” em São Vicente, Cabo Verde

Sodade

Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau


2011-12-16

 

PORTUGAL - ATRÁS DOS TEMPOS


 

Do sóbrio Bundesbank aos países bêbados do Sul



__________
O presidente do Banco Central alemão ("Bundesbank") comparou os países endividados da União Europeia aos alcoólicos. Jens Weidmann, que é também membro do Conselho do Banco Central Europeu, afirmou que a disponibilidade do BCE de aumentar a compra de dívida soberana para ajudar os Estados em maiores dificuldades seria o mesmo que "dar um último trago a um alcoólico." Num encontro com jornalistas, Weidmann acrescenta que não é bom dar uma garrafa a uma pessoa com problemas de bebida. O presidente do Bundesbank instou assim os países do euro a resolverem os problemas da dívida publica, e a aplicarem as reformas estruturais necessárias. 2011-12-15 13:16:03
___
Podíamos considerar que o Sr. Jens Weidmann estava bêbedo quando falava para os jornalistas e considerarmos o assunto arrumado.


Mas ele não estava bêbedo e é um dos homens mais poderosos da banca alemã e um dos que manda no BCE. Isto revela como está a ser embebedada envenenada a opinião pública alemã por estes agentes da rapina, sem nível e sem vergonha.

Num post aqui fala-se das vantagens financeiras milionárias que os bancos alemães estão a tirar da crise do euro. A crise está, segundo esse estudo, a transferir para os bancos alemães quantidades fabulosas de dinheiro que procuram refúgio de eventual fim do euro e, por outro lado, os mercados financeiros ajudam a Alemanha, melhor dito, o governo alemão, (porque há mais Alemanha para além dos meios financeiros alemães e para além da CDU da Srª Merkel) e baixam-lhe a taxa de juros para níveis próximos do zero em troca da pressão política sobre a Itália, Espanha e os periféricos “bêbados” e “mandriões” onde eles esmagam os povos com a ajuda dos seus Gaspares representantes nos Governos.

Cruzam-se e somam-se vários fenómenos. E deixando de lado, por agora, a captura dos mecanismos democráticos que ainda vigoravam na EU, pelos mercados financeiros, através de Merkel e Ciª.

Dada a fragilidade do edifício do euro, por demais escalpelizada, nos últimos meses, os meios financeiros americanos com as suas agências de notação (que hoje mandaram para o lixo os maiores bancos portugueses) fazem um ataque cerrado ao euro o que lhes permite sugar uma massa fabulosas de riqueza com a especulação. Simultaneamente enfraquecem a principal moeda mundial concorrente. Por outro lado os meios dirigentes alemães acompanhados por outros do norte da Europa (tudo partidos de direita e gente dos "mercados") por seu lado querem impor as regras e o domínio alemão à Europa, e castigar os “preguiçosos”. Querem por ideologia mas muito porque assim vão, de caminho, fazendo uma grande transferência de riqueza dos países fragilizados para a Alemanha e seus parceiros, que é na essência uma transferência de riqueza brutal dos trabalhadores e das classes médias para os milionários acionistas dos bancos e os seus altos funcionários que também comem à mesa do festim.

E que faz o impreparado e antigo Jota que nos traz das cimeiras coisas como “o mínimo divisor comum” e que o presidente do Bundesbank vai pôr de quarentena, ao abrigo de uma germanófila lei seca, sem lhe facultar, sequer, um trago de álcool? Pois o nosso simpático 1ºM aplaude a patroa Merkel e ri-se para o empregado dos mercados que lhe dirige as finanças e o governo.

E nós? Que podemos fazer?

2011-12-15

 

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Sobre os resultados do último Conselho europeu

Os três artigos colocados antes são retirados de Lettre d'information du 15 décembre 2011, revista Alternatives Économiques.

Em minha opinião merecem leitura. São uma outra visão da crise, apontam saídas e identificam bem as barreiras que os dirigentes europeus não têm tido arte para ultrapassar por razões meramente ideológicas e/ou de oportunismo político.

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Pacto inútil e perigoso

Un pacte inutile et dangereux dont il faudra contourner la logique
 

Mais instabilidade na Europa

Le plan Merkozy sème la zizanie

 

princípios orçamentais

Le piège des "règles d'or"
Par
Guillaume Duval
 

Afinal Pagamos ou não pagamos?...

Segundo a comunicação social há grandes diferenças de opinião entre a bancada parlamentar socialista no tocante ao pagamento da dívida soberana, nomeadamente, aos banqueiros alemães e franceses.

Carlos Zorrinho presidente da bancada é pelo cumprimento. Nuno Santos vice presidente admite o não pagamento e vai mais longe dizendo que se deve usar essa arma para renegociar as condições de pagamento dos empréstimos.

Olhando um pouco para as posições dos dois colíderes são nuances atiradas ao povinho em jantares de militantes.

Agora nunca ouvi nenhum dirigente actual do PS defender e bater-se para que se apure o montante da dívida soberana portuguesa, de modo a saber-se e a conhecer-se a identidade dos principais detentores de títulos da dívida, quanto possuem e quanto usufruem por esses títulos.

A dívida é um instrumento de transferência de montantes elevadíssimos dos juros pagos pelos contribuintes para os detentores de grandes montantes de títulos da dívida pública e, por conseguinte, para um desequilíbrio na redistribuição da riqueza gerada.

Como quem tem poder para comprar elevados montantes da dívida são em geral quem beneficia de pagamento de impostos relativos mais baixos, há quem chame a isto o "efeito jackpot" pois, na realidade, do que se trata é de um mecanismo de redistribuição invertido

Era bom, antes deste foguetório, aos dirigentes do PS insistirem no apuramento da situação efectiva.

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2011-12-14

 

El «gobierno secreto» de Wall Street

Seis sorprendentes revelaciones sobre el «gobierno secreto» de Wall Street
por Les Leopold

La democracia estadounidense está raptada por un gobierno secreto que muchos investigadores han identificado como siendo una poderosa oligarquía que manipula desde la sombra la esencia misma del Estado, disponiendo a su antojo e interés la riqueza financiera del país sin que ninguna institución del Estado sea capaz de someterla.
Utilizando la plancha a billetes [a máquina de imprimir dinheiro] indiscriminadamente y creando riqueza de nada, esta elite sin escrúpulos ha arruinado la economía del país y ha creado la más grande burbuja especulativa de la historia, aquella del dólar, que finalizará con la desaparición de esta moneda como reserva internacional.  

Ahora tenemos la evidencia de que Wall Street y Washington utilizan un gobierno secreto muy alejado del proceso democrático. Mediante una solicitud según la ley de libertad de información, el público tiene ahora acceso a más de 29.000 páginas de documentos de la Reserva Federal (Fed) y a 21.000 transacciones adicionales de la Fed que se ocultaron deliberadamente, y por buen motivo. (Vea aquí en este link).

Estos documentos muestran que altos funcionarios del gobierno ocultaron intencionalmente al Congreso y al público la verdadera dimensión de los rescates de 2008-2009 que enriquecieron a unos pocos y favorecieron los intereses de gigantescas firmas de Wall Street. Lo que sabemos ahora es lo siguiente:

Los rescates secretos de Wall Street totalizaron 7,77 billones (millones de millones) de dólares, 10 veces más de los 700.000 millones de dólares del programa de rescate TARP aprobado por el Congreso en 2008.

El conocimiento de los fondos secretos del rescate no se compartió con el Congreso ni siquiera éste redactaba y debatía la legislación para fraccionar los grandes bancos.
El financiamiento secreto suministrado a tasas inferiores al mercado dio a Wall Street otros 13.000 millones de dólares de beneficios. (Es suficiente dinero para contratar a más de 325.000 maestros de primaria).
Los fondos secretos financiaron fusiones de bancos de modo que los principales bancos crecieron aún más. El dinero también permitió que los bancos aumentaran sus trabajos de cabildeo.

Mientras Henry Paulson (secretario del Tesoro de Bush) informaba al Congreso y al público de que solo se requerían reformas menores para proteger del colapso a Fanny Mae (Federal National Mortgage Association y Freddie Mac (Federal Home Loan Mortgage Corporation), se reunió en secreto con destacados administradores de hedge funds de Wall Street –entre ellos sus ex colegas de Goldman Sachs– para alertarlos de que estaba a punto de nacionalizar las gigantes compañías hipotecarias, una acción que erradicaría casi todo el valor bursátil de las compañías. Esta información era de un valor inmenso ya que permitiría que esos hedge funds vendieran en descubierto Fannie y Freddie y al hacerlo ganaran una fortuna.

Mientras Timothy Geithner era jefe de la Reserva Federal de Nueva York, argumentó contra los esfuerzos legislativos del senador Ted Kaufman, demócrata de Delaware, para limitar el tamaño de los bancos porque el tema era «demasiado complejo para el Congreso y esas decisiones deberían ser manejadas por gente que conoce los mercados», recuerda Kaufman. Mientras tanto, Geithner era perfectamente consciente de los enormes préstamos secretos, mientras al senador Kaufman se le ocultaba este hecho. Barney Frank, quien redactaba legislación clave sobre la reforma bancaria, tampoco fue informado sobre los préstamos secretos. No se informó a nadie del Congreso.

¿Qué significa todo esto?

1. Los grandes bancos y hedge funds tenían muchos más problemas de los que nos hicieron creer...
Continua aqui ou aqui.

 

Privatização da EDP

Estou curioso e apreensivo com o desfecho.

Corre nos círculos políticos nacionais que os políticos TOP alemães andam muito activos. Mais interessados no sucesso da E.ON na privatização da EDP que em resolver a dívida soberana da Europa.

Parece haver uma espinha atravessada na garganta da E.ON. A China Thee Gorges oferece mais 160 milhões de euros pelos 21,35% da EDP e maior financiamento.

É obra a diferença de condições oferecidas nos dias que correm.

Mas não podem ser apenas as verbas oferecidas que contam. Em termos da economia portuguesa, a entrada da empresa chinesa significa para Portugal ainda a abertura de uma porta importantíssima de futuros negócios, uma diversificação de relações económicas consequentes do ponto de vista geográfico e de uma zona em franco desenvolvimento onde Portugal precisa de estar.. E em empresas desta dimensão não será certamente a tecnologia a fazer a diferença.

Estes casamentos aparentemente naturais por razões políticas, neste caso apresentam-se contra natura, apesar dos bons investimentos alemães que tem havido no nosso país. Assim, é bom não ser permissivo a pressões.

Mantenho uma grande curiosidade pela decisão do Conselho de Ministros.

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2011-12-13

 

Miaaaaaauuu, Miau


2011-12-11

 

A crise do Euro transfere biliões dos países menos ricos para os mais ricos

«Enquanto os periféricos se debatem com uma subida do custo do financiamento, a Alemanha tem poupado uma fortuna com a crise. A crise do euro desencadeou uma autêntica transferência de riqueza entre os países da moeda única... »
Enquanto de 2008/2009 para cá os juros subiram para valores incomportáveis na Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália os bancos diminuíram muito as taxas de juro que a Alemanha e a Holanda então pagavam. Assim esta situação de crise, trágica para países "mandriões" como a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália ou Espanha é... virtuosa para a Alemanha, a Holanda e mais um ou outro país "trabalhador" do norte.

Enquanto a situação não der em fractura social e rebelião incontrolável a Alemanha não cederá em nada que possa pôr cobro à crise das dívidas soberanas. Os banqueiros, a agiotagem especuladora, agradece. Agradece à Alemanha e a crer no estudo de Luís Leitão e Luís Roque, do Diário Económico, recompensam-na não apenas com taxas de 1 ou até de 0,08% como lhe dão uma  parte da rapina para que mantenha a situação até onde for possível:

«De acordo com cálculos do Diário Económico, as 136 emissões de dívida da Alemanha realizadas entre 2010 e 2011 já permitiram ao Tesouro alemão poupar 1.587 milhões de euros nos últimos dois anos e assumir uma poupança de 11.451 milhões de euros até 2041, em resultado de uma correcção de quase 40% do custo médio de financiamento da Alemanha nos mercados desde 2009. Isto significa que a crise da dívida soberana já permitiu a Berlim acumular uma poupança média de 13.038 milhões de euros, o equivalente a 159 euros por cada alemão ou 0,52% do PIB do país.

«Os ganhos que Berlim tem retirado desta crise são de tal forma significativos que, no mês passado, por duas ocasiões, o Tesouro alemão realizou duas emissões de dívida que prometem ser lendárias: a primeira foi realizada a 7 de Novembro, com a Alemanha a emitir [pedir emprestado] 3.834 milhões de euros a seis meses com um preço médio [taxa de juro] de 0,08%; e dois dias depois, a 9 de Novembro, com o Berlim a emitir 1.525 milhões de euros em obrigações a sete anos a um preço médio de -0,4%. Se na primeira emissão, de dívida de curto prazo, os investidores se predispuseram a emprestar dinheiro à Alemanha a troco de "quase nada" e até incorrendo numa perda real significativa, na segunda emissão realizaram um investimento que, garantidamente, gerará perdas anuais médias de 0,4% caso os títulos sejam levados até à maturidade. Contas semelhantes feitas pelo Ministério de Finanças holandês, para os últimos três anos de crise, incluindo 2009, indicam que os Países Baixos acumularam uma poupança de 7.400 milhões de euros com as emissões de dívida soberana realizadas neste período, em relação ao que pagou nas emissões de 2008 com características semelhantes.»
Portanto talvez seja melhor concluirmos que o braço de ferro de Merkel com a maior parte dos países da zona euro não é por "estupidez" ou inexperiência . Não está afinal rodeada de grandes especialistas!?
É dinheiro, muito dinheiro, que muda de mãos, dos países menos ricos para os mais ricos e das classes trabalhadoras e classes médias para a aristocracia do dinheiro.
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O artigo do DE, completo, está aqui e vale a pena lê-lo.
Os meus agradecimentos ao Duarte Nuno (este não tem "Dom" mas merecia :) que me levou a este artigo e a este , da Helena Garrido, no JNeg., também com muito interesse.

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