Modelo importado da Inglaterra em 1854
Malaposta

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Malaposta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda. Apesar do bom serviço que as diligências prestavam nessa altura, a sua extinção foi irreversível com o aparecimento do comboio, embora se mantivessem em actividade durante mais algum tempo, como atestam os «manuais do viajante» da época.

04 Novembro 2012

Malaposta Portuguesa 1854

Malaposta 1º modelo português de 1798

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Rosa-laranja-rosa-laranja



Dois posts desgraçadamente interessantes do "Mau Tempo no Canil", que se copiam:
«Autofagia
Assusta a tentação autofágica do actual poder socrático. Ao mesmo tempo que revela (pelo menos à superfície) decisão e poder afirmativo, nomeadamente no combate às corporações, deixa escorrer o capital de crédito por entre os dedos a uma velocidade vertiginosa.
No mesmo dia em que não cede aos militares que se manifestam perante o aumento da idade de serviço necessária para a reforma, o poder da rosa decide colocar no Tribunal de Contas um seu deputado. De forma a que, garantidamente, não haja a reedição das "forças de bloqueio".
Quando vota a lei que retira as reformas vitalícias aos políticos, deixa que o seu camarada Vitorino vá ganhar uns milhares num duvidoso contrato entre um escritório de advogados e uma entidade pública.
E o que mais espanta é como não percebem estes senhores que bastam segundos para abalar irremediavelmente a confiança conquistada com meses de esforço e trabalho?
...O problema, no fundo, é que se calhar percebem isso de forma cristalina, preferindo deixar-se andar num sistema que privilegia os benefícios individuais imediatos em detrimento dos interesses colectivos mediatos.
Dito de outra forma, é tirar tudo o que pudermos e quem vier a seguir que feche a porta!!! »
via Adufe
---
Daqui a uns anos, quando voltar ao poder, o PSD há-de indicar um seu apaniguado político para dirigir o Tribunal de Contas. Em sua defesa, os sociais-democratas vão dizer que os socialistas fizeram o mesmo. Daqui a uns anos, o PSD, no poder, vai dizer que cada Legislatura não tem quatro sessões legislativas, mas sete, e quando o PS protestar os sociais-democratas vão lembrar que foi com os socialistas no poder que as Legislaturas passaram a ter cinco em vez de quatro sessões. Daqui a uns anos, o PSD há-de substituir umas direcções de informação de uns meios de comunicação social, perante os protestos acesos dos socialistas. Os sociais-democratas hão-de lembrar que o PS, no poder, fez igualzinho e até pior.
Daqui a uns anos o líder do PSD há-de prometer baixar impostos para em seguida, no poder, os aumentar. O PS vai gritar impropérios, ao que os laranjinhas hão-de dizer que com os xuxas no poder foi muito pior.
Haverá maneira de sairmos disto???»
___
Actualidade: o último Jornal da Noite, na Sic, deu algum tempo de antena a um pintor (acho eu, pelo menos vi o homem com a coisa na mão) que pediu desculpa pública por ter votado no PS, criticando o actual governo e o Sócrates. Perguntado sobre se fosse hoje (ou na próxima eleição - não estou seguro porque a minha atenção nesse momento dividia-se entre o prato e o televisor...) em quem votaria, respondeu envergonhadamente que talvez em ninguém. Assim sendo, poder-se-á inferir que o pintor será daqueles que ou come laranjas ou cultiva rosas - integrando-se, pois, no segundo post supra copiado!
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A pedido do TNT aqui fica algo das minhas aventuras na guerra colonial de Angola que Salazar me mandou fazer: post de 15.07.2005; post de 24.08.2005; post de 01.09.2005... porra, enganei-me neste link; 08.09.2005 (este não é porra; se eu não tivesse defendido a pátria da carunchada cadeira de Salazar o post não existia); aproveito a pesquisa para lembrar que os 10 mandamentos antigos agora são 17. [abdico da pesquisa de outras linhas, entrelinhas e alfinetadas].
Como já tinha concluido o post, dei um pulo a Itália para copiar um comentário recente que fiz a um post no blog assinado por uma das visitas distintas listadas aqui, o Alexandre Narciso. O blog, Crónicas de "Um" VagaMundo, insere excelentes fotografias à prova de roubo, muitas de Angola aonde o Alexandre, como economista, se deslocou recentemente em serviço. Eis o meu comentário, por baixo de 4 fotos de Angola do "outro mundo":
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Caro Alexandre,
Tratando-se de Angola não posso às vezes ficar indiferente, não obstante a guerra (que "não pedi") que Salazar me mandou ir fazer lá, Ago.1965 a Set.1967, às suas excelentes fotografias daquela terra - que, apesar de tudo, continua a trazer-me recordações de saudade pela sua natureza "rude", forte, selvagem, bela, rica. A selva dos Dembos (minha base em Zala, 14 meses), densa, de respeito, os animais, pacassas, gazelas, elefantes, crocodilos ou lá que é (isto já no Leste-Zambeze), etc., os enormíssimos morros cheios de capim ao qual pegávamos fogo para afugentar eventuais "turras", etc. etc.
De entre as fotos que o mau caro amigo mostrou, aquando da sua ida em serviço a Angola, constava uma cujo nome esqueci, árvores que via por lá "aos montes": tronco forte, diâmetro grande, retorcida, mas sem copa. Tenho uma vaga ideia : "hibondeiro??", mas nem de "vaga" tenho a certeza - a ferrugem, acelerada pelas cacimbadas de Angola, já me vai corroendo!...
Quando puder diga-me o nome dessas árvores que mais parecem protagonistas dum filme que revi recentemente (também não me lembro do nome), que "tinham vida" e ajudaram um jovem portador dum anel de poderes mágicos a derrotar o exército inimigo...Grande abraço
a.castro Homepage 09.14.05 - 5:23 pm #

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04 Setembro 2012

As manchas negras da ONU

O que acabei de ler no post mais recente ("A Comissão de Direitos Humanos da ONU") do blog Rua da Judiaria não me "apanha" completamente leigo sobre o que é revelado. Digamos que a minha análise das coisas se baseava nas entrelinhas quer de declarações avulsas quer das expressões faciais dos seus autores, nomeadamente Bush e Kofi Annan.
O referido post, que não é extenso, contem todavia 4 links que, uma vez abertos e lidos, me deixaram revoltado e entristecido "com o mundo". Leiam o que é dito sobre os "direitos humanos". Dá que pensar. Especial atenção dediquei a Roger L. Simon, com o post "Special Report #1 - Oil-for-Food Investigation". O relato, com o pormenor até agora desconhecido para mim, expondo as zonas cinzentas de Kofi Annan e seu filho Kojo sobre as manchas negras do contrato de inspecção de Oil-for-Food, dizem bem da desonestidade enraizada em gente que seria suposto não existir.
Merda para isto!
Leiam tudo no Rua da Judiaria.
Os 4 links: 1 2 3 4

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Les Misérables

Tencionava prolongar o período de pausa e reflexão, mas não resisto:
O primeiro post da era Sócrates que não pude deixar de imprimir, para mostrar à família que por sua vez mostrará às vizinhas e amigas mais chegadas, é este. Subjacente ao último parágrafo do post foi, muito a propósito, inserida a capa e contra-capa do famoso romance (original, o melhor) de Victor Hugo (lido na juventude e relido na casa dos 40), o qual, em ambiente diverso, for por mim citado aqui.
Lamento não saber anexar o burro que "coiceia desde 2003:11:02", mas copio o que se lê por cima do burro:
Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência
Quadra de António Aleixo, in O Jumento.
Oportuno, por se contextualizar na parte relevante do post, o que nos diz o Vale a Pena Lutar!

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Loreena McKennitt



"Loreena" é o título dum post publicado no des-encantos . Faz referência às "tracks" "Tango To Evora", "Greensleeves", "The Lady of Shalott" e... "Tango To Evora" para... repetir.
É uma sensação que cria "pele de galinha" clicar nos links contidos no post e ver surgir o WMP com a informação "Playing 128 Kbits/second", "Song:tangotoevora", apesar de ser uma "sample" de 51 segundos (a faixa completa dura 4:03).
O livreto (ou booklet para ser fiel à Loreena), descreve as fotografias nele inseridas que remontam ao século XVI, e ela própria informa que esteve em Portugal (com a sua fiel harpa) durante uma semana.
As referidas faixas fazem parte do álbum de 1991, "The Visit". Gostei tanto que logo que soube do álbum "the mask and mirror", de 1994, passou a fazer companhia ao primeiro, o qual nos "toca" mais intimamente justamente pelos motivos que des-encantos aponta.
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Nota: Andei para trás reletivamente ao post a seguir a este, mas mantenho o que nele disse quanto a imagens.
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Foguetes do S. João para mais um post do meu filho. E é a doer!

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Black Viper


Neste post de "despedida" para férias prometi falar do Black Viper. De que se trata, ou tratou? Apenas do melhor site técnico que conheci.
O seu autor é jovem. Pouco mais de trinta. A sua "divisa" era: "No banners, no pop up's, just pure BV!".
A única fonte de sobrevivência estaria em "Consider a donation". Em Outubro faz dois anos que possuo computador. As coisas mais difíceis e complicadas aprendi-as no BV. De tal modo que me senti na "obrigação" de clicar em "Consider a donation".
O BV era solicitado por milhares, via email. Não podia responder personalizadamente (só o fazia a agradecer os donativos, claro). A partir das questões que lhe eram colocadas elaborava tutoriais e guias.
O BV trabalhava sozinho. Sabia tanto que, em relação a determinadas matérias que, de tão técnicas não interessavam aos seus visitantes, dizia "bom, não vou adiantar mais, a Microsoft que resolva, eu até nem sou empregado deles".
O aviso de "domínio" em construção que o site ostenta há já algum tempo pode indiciar algo como: expandir a dimensão do site, eventualmente com o desaparecimento do "just pure BV"; ter sido chamado pela Microsoft. O "domínio" não surge, mantenho o BV bookmarked desde que foi descoberto (através de revistas de informática, todas com os maiores elogios ao BV), mas estou a estranhar o atraso.
Algumas das coisas que aprendi no site BV:
. Desactivar serviços que, por defeito, vêm activados no Windows. Tenho 25 serviços desactivados!;
. Regras para mensagens;
. Desinstalar e reinstalar o Windows. O guia, ilustrado com fotos reais passo a passo, sugere na parte mais longa: "Watch the progress bar as Setup formats the partition, or get up and get a soda. It may take awhile!". De facto, trata-se do início da formatação de nova partição que, dos 0 aos 100%, demora "apenas" 50 minutos!
E assim fica cumprida a promessa sobre o Black Viper, necessariamente apenas com uma pequena amostragem do conteúdo do site.

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22 Janeiro 2012

A minha casa...

... localizada pelo Google Earth

(versão "normal")

[clicar na imagem para ampliar]
(versão "inclinada")

[clicar na imagem para ampliar]

Notas:
a) Da direita para a esquerda, em leve curva à esquerda, a A1 (E01) ao encontro da Ponte da Arrábida (agora É IC2, neste ponto; a A1, a partir dos Carvalhos - última portagem, Grijó - passou a ser a que deriva para leste da imagem rumo à Ponte do Freixo, e estende-se pela VCI pouco antes do Estádio do Dragão, passando a servir a A3 e a A4);

b) Por cima da IC2, ligeira curva à direita (saída sentido S-N pintado a azul a caminho de Stº Ovídio/início da Av. da República que só termina na Ponte D. Luis I - agora dedicada ao Metro);

c) De cima para baixo, N-S, faxa a azul, para a direita entrada no IC2 rumo à Arrábida, VCI e norte; em frente com curva para a esquerda, entrada na IC2 sentido N-S.
d) A minha casa, segundo a planta topográfica anexa ao alvará de urbanização, indica 125 metros de altitude em relacção ao nível do mar. O meu altímetro dá o mesmo valor. O Google Earth indica 419 ft., ou seja, 127,7 metros. A diferença é negligenciável, até porque basta um segundo nas coordenadas para a justificar.
e) As sombras negras, uma ao lado esquerdo da minha casa e três do outro lado da rua, correspondem a moradias com telhas... negras. O Google não engana! Imprimida a imagem e mostrada a um vizinho "negro", o mesmo ficou desanimado e disse-me que se soubesse tinha mandado colocar telha encarnada!
f) Ao fundo, a linha escura levemente ondulada é o Rio Douro.
O Google cada vez surpreende mais... pela positiva:
. É o motor de busca mais rápido e completo; tem respostas para quase tudo!
. Coloca blogs à disposição de todo o mundo!
. Põe à disposição de cada blog um Google personalizado!
. Oferece vários sites para colher imagens!
. A página de Login dos blogs noticia um "add-in" para criar e editar posts via Office (Word), logo podendo-se trabalhar em off-line!
. Criou o Google Earth que todo o mundo pode instalar!
. Anda a digitalizar livros de ensino!
. Criou o Google Maps - versão Beta
(provavelmente não é tudo que há a dizer do Google)
E tudo isto sem pedir um centimo! Se um ISP português tentasse fazer um "qualquer coisa Terra" ou iria à falência ou então teria que cobrar bem pelo programa...

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20 Janeiro 2012

Sérgio Godinho

Às vezes o amor



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Windows ou Fiat?

Oadministrador da Microsoft (CEO-Chief Executive Officer), Steve Ballmer, referiu na conferência Analyst Day que, a manter-se o ritmo actual, dentro de 12 meses existirão mais de mil milhões de computadores com o Windows instalado, um número superior a todos os automóveis existentes.

Na mesma conferência, a Microsoft anunciou que já vendeu mais de 60 milhões de cópias do seu mais recente sistema operativo, o Windows Vista, e aproveitou para revelar que nas primeiras cinco semanas após o seu lançamento, o Vista superou as espectativas.

Ballmer, que considera que a pirataria foi uma das principais razões para o arranque lento do Vista, fez também saber que a Microsoft está a preparar melhorias nas suas ferramentas antipirataria.


Nota:

o Fiat "exibido" é um mero exemplo, já que o texto se refere à generalidade dos automóveis.

Fiat Gpunto

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19 Janeiro 2012

Bom Fim de Semana!

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Red Bull Air Race

Simulador de voo é "brinde" escondido do Google Earth


As funções do Google Earth permitiam levar qualquer pessoa a qualquer parte do mundo apenas com um clique, no entanto, este programa vai mais longe e permite aos utilizadores imitar as acrobacias dos pilotos da Red Bull Air Force.


Apesar de não rivalizar com o célebre Flight Simulator da Microsoft, este era um dos segredos mais bem guardados da última versão do programa de mapeamento global do Google.Red Bul - Rio Douro - Porto Mas, o "brinde" escondido foi finalmente descoberto.

Contudo, para activar o modo de simulação de voo é necessário ter a versão 4.2 do Google Earth.

Depois de abrir o programa, deve carregar-se nas teclas Ctrl+Alt+A para que apareça uma janela, na qual poderá seleccionar um dos dois aviões disponíveis (F16 e SR22) e até mesmo o aeroporto do qual pretende partir.

Por fim, deve tomar nota dos atalhos do teclado para conseguir divertir-se mais e obter bons voos.


Fonte: Cibéria

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08 Janeiro 2012

Ainda o Simplex

Simplex foi a designação acolhida pelo governo para a sua iniciativa de combate à burocracia. Convenhamos que o nome se adequa mais a uma pomada para as varizes do que a um programa governamental. São 333 - nem 332 nem 334, mas, precisamente, 333 - o número de medidas que o compreendem. Trezentos e trinta e três cheira a enxofre e apela à cabalística. É um número estranho, inquietante e diabólico. Exala intenso odor e sugere a presença do mafarrico.
Numa perspectiva mais terrena e simplex, 333 medidas constituem um pacote interminável de actos, procedimentos, requerimentos e circulares e comportam uma ruptura com muitos anos de rotinas administrativas. Mas ninguém se iluda. Para muitos o Simplex vai ser verdadeiramente complicadex. A opinião pública não cessou ainda as loas à visão e à audácia do governo, enaltecendo a sua determinação e saudando a sua coragem. O Simplex é maravilhex e vai dar um resultadex. Como o Nasex, desobstruirá as narinas congestionadas de um Estado constipado e ranhoso. Como o Durex, evitará doenças e pragas e protegerá a papelada de procriações não desejadas e irresponsáveis. Como o Fludex, regulará a tensão de uma estrutura pública ansiosa e hipertensa. Como o Mijex, repelirá os insectos que parasitam e afligem a imensa epiderme gordurosa do "monstro", assim baptizado pelo ora presidente Cavaco.
Fiquei, porém, preucupado com o esclarecimento prestado por ilustre professor universitário e farmacêutico, velho amigo e renomado especialista destas matérias. O sufixo "ex" prenuncia medicamento fraco, quase placebo, um pouco "banha da cobra". Assim, na lógica farmacêutica, o Simplex valerá mais pelo continente do que pelo conteúdo e, na prática, pouco mudará. Esta perspectiva científica não permite alimentar muitas esperanças relativamente a um programa com este sufixo. Não podendo o governo alterar aquele, mude pelo menos este. Adopte um "ox" que contagia e dá força, ou um "in", mais aveludado e interactivo. Este último, aliás, condiz melhor com o estilo fashion do primeiro-ministro e com o moleskin que garbosamente deposita na já famosa mesa de pé de galo onde semanalmente reúne com o PR.

NM, Zé de Bragança.
Malaposta 1º modelo português de 1798

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Eléctrico chamado "desejo"


Fachada principal do Museu do Carro Eléctrico
O Porto foi a primeira cidade ibérica a ter uma linha de carro eléctrico.Foi em 12 de Setembro de 1895.
Foto de um dos primeiros carros eléctricos:
Carro eléctrico nº 100, um dos mais procurados para passeios turísticos.
(um eléctrico chamado "desejo"):

O Museu do Carro Eléctrico, da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), comemorou o ano passado 111 anos de existência. A Linha da Restauração, inaugurada em 12 de Setembro de 1895, fez com que o Porto fosse a primeira cidade da Península Ibérica a possuir uma via para carros eléctricos. O percurso inicial ia do Carmo a Massarelos, estendendo-se mais tarde para a foz e Matosinhos. Daqui as linhas expandiram-se por toda a cidade e concelhos vizinhos, assumindo-se como o transporte urbano de referência no século XX, desde os finais da primeira década até aos inícios dos anos 60. Foi também neste século que o carro eléctrico do Porto conheceu o seu período áureo, mas também o início do declínio. O "22" foi um dos primeiros veículos a circular na cidade do Porto e, actualmente, encontra-se em exposição no Museu do Carro Eléctrico. O carro começou por ser de tracção animal, puxado por mulas, e foi motorizado em finais do seculo XIX. O sistema eléctrico revolucionou os meis de transporte na cidade, possibilitando horários regulares e uma maior facilidade de circulação nas ruas de declive acentuado. O transporte utilizava uma energia limpa contribuindo assim para uma maior salubridade, visto que se acabou com os dejectos dos animais espalhados pela cidade, além do maior conforto e rapidez.
Notas:
a) As imagens (excepto a do bufo/pide) têm o link dos STCP;
b) Como muita gente, principalmente da região do Porto, em Janeiro de 2007 os STCP reformularam muitas linhas com o pretexto de as conjugarem com a entrada em funcionamento do Metropolitano do Porto;
c) Tal reformulação provocou e continua a provocar protestos por parte dos utentes dos STCP, dado que os itinerários ficaram mais extensos e obrigam a transbordos que sujeitam os utentes a várias horas de espera pelo autocarro;
d) Dado que o serviço dos STCP é um serviço público sob a tutela do governo, os utentes, que deram a maioria absoluta ao Sócras, são os principais culpados;
e) Para terminar e por agora:

As reclamações não produzem qualquer efeito, já que o Sócras tem o Poder absoluto e responde com os bufos e os pides, na sua versão actualizada!!!...

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Saramago e Pilar

Pilar e Saramago

Uma fundação, um casamento e um livro. Entre Lisboa, Lanzarote e Castril, a união ibérica de José Saramago e Pilar del Río. Um carro de matrícula espanhola atravessa a Ponte 25 de Abril. O homem beija a mão da mulher e anuncia, em castelhano: «Bem-vinda a Lisboa. Esta é a tua viagem!» Não era a primeira vez que ela vinha à capital portuguesa nem viagens assim são tão raras para uma jornalista. Mas a verdade é que estas foram as únicas palavras com significado que se preze pronunciadas naquele automóvel ao longo de 400 quilómetros: à saída de Sevilha, para estranheza de Rafael, talvez a mais faladora das suas amigas, Pilar, havia anunciado que gostava de viajar em silêncio. Vinte e um anos depois, numa tarde soalheira mas ventosa como é típico de Lanzarote, paramos entre os números 1 e 3 da Calle Los Topes, em Tías. Abre-se um portão para deixar passar José Saramago e, de braço dado com ele, a mulher, Pilar del Río, a recém-presidenta da Fundação José Saramago, a recém-casada pela segunda vez com o autor de O Ano da Morte de Ricardo Reis, a leitora que em 1986 veio a Lisboa cumprir o itinerário daquele heterónimo de Pessoa - quem dentro de meia hora iremos entrevistar... mesmo que a conversa acabe por se centrar, como veio a acontecer, em Saramago. Porque falar de Saramago é falar de Pilar e falar de Pilar é falar de Saramago.

O texto completo encontra-se neste link.

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Maria João Pires

Sim, sou a Maria João Pires, obrigado pela referência!
Nota: este vídeo foi-me gentilmente indicado pelo Vítor Dias (O Tempo das Cerejas).

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04 Janeiro 2012

Arte!...

Arte!...

Clicar em "Arte!..." (por cima de mim!!!...)

Nota: Este post é o mais extenso publicado por este blog, por isso é candidato ao Guiness!!

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03 Janeiro 2012

A Ota e o facto consumado

(Clique nas imagens para ampliar)



Decorridos 20 anos após os primeiros estudos, vamos ter finalmente um novo aeroporto, na Ota. O Governo está a dar todos os passos importantes e necessários para que tudo decorra de forma transparente, explicou por que razão tomou esta decisão e mostrou os estudos que a fundamentam, e pediu que todos aqueles que não concordam apresentem também os seus documentos e estudos. Está tudo muito bem. Porém, se é assim, o primeiro-ministro não poderia ter dito que os argumentos que apresentou são definitivos. Se alguém diz que uma coisa é definitiva, é porque acabou a discussão e não há lugar à apresentação de mais documentos.
Espero que este não seja o fim, mas o princípio de um caminho que permita às autoridades mais importantes de Portugal, do ponto de vista da engenharia, do ambiente e das comunicações, trazer as suas razões à coacção. Isto porque há muitos argumentos desconhecidos, de pessoas que são contra este projecto, e que são também importantes, como seja o caso de este aeroporto da Ota ser construido entre leitos de duas ribeiras, e o da distância, que poderá originar grandes perdas de receitas no turismo. A questão é saber que impacto irá ter sobre a capital, sabendo nós que é uma das grandes geradoras de riqueza nacional.
In Metro, Crónica, Nuno Rogeiro.
Nota: geralmente este blog não gosta do Nuno Rogeiro. Ou melhor, umas vezes sim, outras não. Falta-lhe coerência. Depende do assunto e de como começa (bem ou mal). Acho que faço bem em introduzir esta nota para evitar mal-entendidos.
---
Pesquisa Google, links a propósito:
Link1, Link2, Link3 (blogs.sapo!...), Link4. Chega, havia muitos mais.
A foto de baixo também surgiu na pesquisa "Hills and Valleys". Entre outras escolhi a de baixo porque o vale está verdinho (e é na Ota) por causa da chuva que tem caído; a água da chuva que cai nas serras circundantes junta-se à que cai no vale e, se o Inverno for muito rigoroso, tornar-se-á no maior lago do mundo! Enquanto isso não sucede, já era altura de mandarem para lá uma ou duas manadas e seis ou oito rebanhos para rentabilizar esta oferta da Natureza.
(o autor do texto nada tem a ver com o resto)
Edição: Acabei de receber um email (14:40) do Ministro da Agricultura a comunicar-me que já tinha enviado para o vale os primeiros animais.


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01 Janeiro 2012

S. João no Porto

Origem das festas no Porto.A

pesar de festejado em toda a Europa, é na cidade do Porto que os festejos de S. João atingem o seu ponto mais alto. O S. João é uma festa cíclica, de raíz pagã, e assenta em "sortes" amorosas, encantamentos e divinações que se devem relacionar, por um lado, com o casamento, a saúde e a felicidade, mas que andam intimamente ligadas aos antigos cultos pagãos do Sol e do fogo, assim como às virtudes das ervas bentas, ao orvalho, às fogueiras, à água dos rios [não do Rio], do mar e das fontes. O cristianismo soube, de forma inteligente, cristianizar as festas pagãs em geral e o S. João não foi excepção. O nome do santo a dominar e a proclamar uma festa que no Porto se celebra na noite de 23 para 24 de Junho com desfiles de rusgas populares, arraiais nos quatro cantos da cidade e vários bailaricos.

Ponte do Infante que veio substituir o tabuleiro superior da Ponte D. Luis
Ponte do Infante

Já Fernão Lopes, na sua Crónica de João I, recorda que no século XV, a véspera de S. João era o dia em que os habitantes do Porto tinham por hábito fazer uma "grande festa". A cidade, então com um pouco mais de duzentos anos, tinha já uma forte tradição são joanina. Misto de sagrado e profano, as festas de S. João baseavam-se em rituais de consagração e desencadeavam ritos de profanação. Na noite de S. João, a popolução munia-se de alho porroEu sou um alho porno, aliás, alho porro para afastar os espíritos sinistros. Mas utilizavam igualmente a erva-cidreira: «Quem quiser curar feitiços/tome chá de erva-cidreira/colhida por uma donzela/na noite sanjoaneira», dizia-se, na altura. O local das festas variava com o tempo e os poderes. Podia depender do esforço das Igrejas e o S. João andou de rua em rua, passando pela Rua das Hortas, Carlos Alberto, Lóios, Rua do Rosário, Laranjal, Clérigos e Rua Santo António [actualmente Rua 31 de Janeiro]. Passou ainda pela Rua do Almada, Carmo, Cimo de Vila e Cedofeita. Em 1856, o periódico nacional fazia um relato que é familiar da noite de S. João. «O Porto estava na rua, suava, acotovelava-se, trilhava-se e ria, deixando os penates a sós.»
Pontes sobre o Rio Douro que ligam as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, (de jusante para montante): Ponte da Arrábida (rodoviária), Ponte Luis I (tabuleiro inferior, rodoviário; tabuleiro superior, Metropolitano), Ponte D. Maria (ferroviária, actualmente desactivada), Ponte do Infante (rodoviária), Ponte de S. João (ferroviária) e Ponte do Freixo (rodoviária). [Está projectada uma nova ponte, a quota baixa].
Quando Rui Veloso canta que "... quem vem e atravessa o rio, vê um velho casario...," está a referir-se à Ponte Luis I. O autor do Malaposta não sabe se o Rui Veloso está esta noite no Porto. Mas é costume e até politicamente correcto que os presidentes da República se misturem com a multidão. Falta saber se o Cavaco e o Sócras não podem vir por causa do déficit!...

Nota: Quem atravessa a Ponte do Infante, no sentido sul-norte, "cai" justamente nas Fontaínhas, o "epicentro" das festas, pelo menos de há 50 anos a esta parte. O dono do Malaposta, muito jovem, passava a noite nas Fontaínhas a jogar matraquilhos com os amigos. E, vaidade à parte, metia os golos quase todos com a cabeça do "jogador" do centro dos 3 "jogadores" mais avançados (quem percebe disso sabe do que estou a falar).


Confirmo tudo o que diz o Malaposta......eu também confirmo...... e eu para não ser desmancha-prazeres também confirmo porque o Malaposta fica todo vaidoso!

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03 Dezembro 2011

Bush e a lei da rolha

"Give me a brain!"

O país da maior democracia, da liberdade, das armas e de tudo. Este é o sub-título da notícia publicada no Diário Digital:
Os jornalistas norte-americanos acusaram domingo a administração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de secretismo em relação à comunicação social, obrigando-os a citar cada vez mais fontes anónimas.
Notícia completa: link
Lá tenho novamente que ir à procura do retrato, que está na pasta "arquivo morto". Desta vez vai ficar bem ao centro. Como ele solicita "Give me a brain", façamos-lhe a vontade: Give Bush a Brain.
Edição: Onde está "arquivo morto" estava outra coisa que foi substituida por causa do lápis azul. Além disso, prometo que o próximo post será extenso para empurrar este bem lá para baixo!...

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