Porque é que nos mandam emigrar? Acho eu que é porque um trabalhador português produz muito mais no estrangeiro do que em Portugal. Perguntem à Senhora Merkel se não os quer lá.
Quere-os e paga-lhes melhor. Ou antes: há-de lhes pagar melhor quando conseguir impor salários de miséria e precaridade de trabalho aos países do Sul. Graças ao Plano Tecnológico, Portugal é um dos países do mundo que mais avançou em produção científica. Temos cientistas de ponta em todas as áreas, em todos os países e até em Portugal. Até nos damos ao luxo de liderar em energias renováveis e exportar alta tecnologia. Quem é que vai perder este maná? Só nós, que nos endividámos para lhes dar formação.
Mas resta saber porque não se rende em Portugal. É um pouco por causa do sol, por causa das
cunhas, ou por causa da inveja generalizada. Mas quem der uma olhadela pelas estatísticas, pode verificar que, enquanto 18% dos empregados portugueses têm o ensino superior, apenas 9% dos seus patrões o possuem. E quatro em cada cinco empresários portugueses não tem mais do que o ensino básico. Está assim desfeito o enigma: não são os trabalhadores que não prestam, são, sim, os empresários portugueses.
cunhas, ou por causa da inveja generalizada. Mas quem der uma olhadela pelas estatísticas, pode verificar que, enquanto 18% dos empregados portugueses têm o ensino superior, apenas 9% dos seus patrões o possuem. E quatro em cada cinco empresários portugueses não tem mais do que o ensino básico. Está assim desfeito o enigma: não são os trabalhadores que não prestam, são, sim, os empresários portugueses.
E o que pode fazer um empresário analfabeto? Apenas comércio e empresas de mão-de-obra barata. Para usarem digna e eficientemente os recursos humanos de que podiam dispor, os nossos empresários teriam, pelo menos, de frequentar as Novas Oportunidades. (DESTAK)
NOTA - Eu acrescentaria que o mesmo se passa em muitas das nossas autarquias em que gente iletrada ao serviço sábe-se lá do quê, conduz os destinos estratégicos do país, sobrepondo as suas por vezes incompreensíveis decisões aos técnicos que de si dependem.
NOTA - Eu acrescentaria que o mesmo se passa em muitas das nossas autarquias em que gente iletrada ao serviço sábe-se lá do quê, conduz os destinos estratégicos do país, sobrepondo as suas por vezes incompreensíveis decisões aos técnicos que de si dependem.

























