Mostrar mensagens com a etiqueta Ditaduras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ditaduras. Mostrar todas as mensagens

15 Abril 2011

Até à próxima sexta-feira...


... estarei ausente. Até lá, aconselho-vos as seguintes visitas:

Aqui, aqui (por via daqui, referido aqui) e aqui.
Ah! E aqui!

Entretanto, a propósito do texto mais recente de Luís Dolhnikoff e para que não restem dúvidas, vejam aqui o que hoje foi revelado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Até sexta!
Curtam bué!

18 Novembro 2010

07 Outubro 2010

Imagens do futuro que nos espera


Antes de lerem o que se segue, seria conveniente terem em atenção este excelente texto.

Todos (?) nos lembramos do enorme escândalo internacional que atingiu o centro mundial de estudos e pesquisa sobre as alterações climáticas, o efeito de estufa provocado pelo CO2, o alargamento dos buracos do ozono e por aí fora, há menos de um ano. Todos (?) nos lembramos da dificuldade que os seus responsáveis tiveram em negar convincentemente que as actividades do instituto adquiriram um carácter verdadeiramente mafioso, com tentáculos espalhados pelo seu tão bem-amado planeta. Desde manipulação de dados ou mesmo a sua eliminação, com vista à confirmação das “realidades” apocalípticas consequentes à” feroz e irracional exploração capitalista”, até à ameaça física aos cientistas que os contestavam, passando pela extorsão disfarçada às empresas que os não financiassem, de tudo se pôde encontrar nos arquivos que julgavam inexpugnáveis.

Ao descrédito e à desconfiança vieram somar-se os cada vez mais numerosos e patentes dados sobre a vigarice planetária perpetrada e os sempre zelosos órgãos de comunicação, quando se trata de explorar o filão d’ “o drama, a tragédia, o horror” (conforme a expressão do inigualável Artur Albarran) começaram a perceber que era melhor mudarem de esquina e de peditório, pelo menos até o burburinho acalmar e, assim, poderem começar a inverter o discurso e a retórica. As coisas, porém, não são assim tão simples, nem se ficaram nem ficarão por aqui. Se os hackers, infinitamente mais do que quaisquer dados, vieram desmascarar iniludivelmente a natureza dos “climatologistas” e afins concentrados em diferentes universidades e institutos, sustentados por chorudos subsídios oficiais e particulares, minando-lhes a credibilidade e a influência, isso não significa que os desmandos produzidos pela sua acção desapareçam tão depressa como se desejaria.

Um primeiro factor diz respeito ao facto da “ciência” ecológica ser, no primarismo dos seus pressupostos, de fácil e leve digestão - umas noçõezitas básicas de biologia, de física, acompanhados de uns quantos slogans e está formada, finalmente, a sabedoria a sério, nada daquelas coisas abstractas e secantes que nos querem impingir na escola, agora é que eles vão perceber que não brincam connosco, que a gente sabe muito bem o que quer. Em suma, uma ciência que proporciona, ao ego de quem não se quer maçar muito com isso do rigor no conhecimento e do correspondente trabalho de investigação, um curso de formação rápida em profetismo - ainda por cima, com estatuto “científico” - que o eleva acima da massa ignorante, crédula, incauta e, sobretudo, consumista como, ainda por cima, nos dá uma arma de ataque “àqueles gajos”.

Não se pode querer mais de uma ciência ao alcance de qualquer “mente razoável” e, naturalmente, bem-intencionada, senão que seja o veículo que proporciona a uns quantos serem os olhos da multidão predadora - cega, oprimida ou simplesmente cobarde e desprezível. Os “cientistas do ambiente” multiplicaram-se mais depressa do que os cogumelos, do café à internet e, inevitavelmente, foram recebidos de braços abertos pela esquerda, que, mesmo nas barbas da ASAE, aproveita tudo para derrubar o “imundo sistema capitalista”.

Mas a simples pregação da mensagem ecológica não conseguiu demover a maioria das consciências adormecidas ou renitentes em aceitar as evidências dos pecados cometidos contra a Mãe-Natureza. E , se bem que a democracia seja, por definição, o sistema assente no diálogo e o ecologista se considere a si mesmo como que o único e universal (porque tem em conta todos os seres vivos) democrata e pacifista, quando o apocalipse vem aí e a Palavra que traz a Luz por mais que se ele esforce não penetra, há que recorrer à acção directa e etc.. O “ecologista” torna-se militante, endurece o discurso e os propósitos. Há que travar o matricídio, há que cumprir a missão que a Mãe-Terra lhe confiou de a preservar inalterada e inalterável, para que, para sempre, possa continuar a dar-nos o leite e o mel. Venha a Green Peace da Humanidade eterna! Formemos “o Partido”, sejamos “os Verdes” e conquistemos o Poder, pela acção reforçaremos as nossas reivindicações nos Parlamentos!

A este primeiro factor, composto por tão altos e nobres desígnios, junta-se um outro, bem mais prosaico. As empresas criadas para produzirem e comercializarem as diferentes mercadorias “verdes”, essas, no entanto, têm continuado as suas actividades altruístas, apoiadas quase sempre pelos diferentes governos, “preocupados com o bem-estar e o futuro saudável dos cidadãos”, acompanhados por banda e foguetório eleitoralista, criando uma rede de interesses e de dependências políticas e económicas. Tais empresas, como quaisquer outras, visam fazer valer os seus produtos sobre os restantes existentes no mercado, pelo que assentam no alargamento do número de consumidores desses produtos. Nesse sentido, estão, muitas delas, em vantagem concorrencial com as “tradicionais”, uma vez que os governos se servem delas como meio de propaganda de imagem, subsidiando, por diferentes meios, esses produtos.

Em estreita ligação com os dois factores anteriormente referidos vem a “ideologia” verde, entretanto imposta às escolas pelos pedagogos de serviço desses mesmos governos. E lá se decretou a “ciência verde” como atitude a inserir na formação cívica, permitindo às crianças e aos adolescentes papaguear sabiamente uma teoria “à la Disney”, fundada em dados cuja real compreensão se encontra muito para além das suas possibilidades de análise e sistematização. E, uma vez mais, inflando e modelando um ego em construção, o ego de uma cidadania responsável. Tudo em nome do melhor dos mundos. E da, a cada dia mais facilitadora (ora, pois…!), Escola do Saber dos Dias Melhores.

Assim se logra uma educação ainda mais “harmoniosa” pela interacção entre propaganda e clientela políticas, ilusão sobre a posse de um conhecimento visionário ou, pelo menos, real, e garantia de um permanente alargamento futuro da clientela das referidas empresas que o Estado acalenta. Já há bastante tempo que um conhecido escritor de FC, entretanto falecido, escreveu um romance sobre uma tramóia mafiosa assente no alarido sobre as catastróficas e iminentes alterações da “saúde” do planeta. A rede estendeu-se, porventura, ainda mais para além do que a imaginação lho permitiu perspectivar. Estamos perante um 1984 de risonha face democrática.

Junte-se, por fim, o factor que cimenta tudo isto, aquilo que é conhecido da natureza humana e que se chama autodefesa do ego. Toda a acção desenvolvida pela dupla mistificadora constituída pelos interesses político-económicos e respectivo sucesso tem por base a fraca exigência da escola em relação ao que é uma rigorosa compreensão dos conceitos fundamentais a reter por parte dos “aprendentes” e sua organização e a preguiça generalizada quanto ao alargamento e aprofundamento de conhecimentos pela generalidade dos cidadãos. Não há democracia sem conhecimento e, por isso, não existirá democracia sem uma escola exigente. Uma escola “facilitadora” é um sinal de alarme para a ditadura que se prepara na sombra.

“Educado” na falta de rigor, no facilitismo e na indisciplina, o carácter humano tende a cair no laxismo moral e mesmo na perversidade. Agostinho da Silva, professor que, como Einstein e tantos outros, desde sempre esteve contra a escola surgida no século XVIII, considerava, no entanto, ser um dever frequentá-la. Justificava-o, lembrando que as crianças teriam, desde cedo, que compreender as noções de necessidades e deveres partilhados por todos (pais, trabalhando nas suas empresas; filhos, trabalhando nas escolas para adquirirem conhecimentos que lhes permitissem ser pessoas), para que pudéssemos viver humanamente. E, também a exemplo de outros, nesse sentido afirmou - e percebe-se muito bem porquê, face ao descalabro vivido por Portugal a este nível - que “mais importante que educar é não deixar deseducar”.

Quanto menos sabedor e pouco disciplinado no saber e na persistência da sua busca, menos se é permeável a novas ideias ou sequer à sua reformulação - na medida em que tal acarreta, inevitavelmente, uma mudança no estar e, provavelmente, no modo de ser daquele que as muda ou reformula. Assim, o militante de base do “ecologismo” tenderá a persistir cegamente no que já se viu não coincidir com a realidade. A exemplo da esquerda, na qual frequentemente milita ou de que é simpatizante e votante, faz orelhas moucas a tudo o que contrarie os seus “princípios” e a sua “ciência contestatária” (“daqueles gajos”), o seu estatuto messiânico, mesmo o que o mais elementar bom senso lhe aponte uma realidade bem diferente dos pressupostos que lhe moldam o raciocínio. Ou isso ou, por falta de norte, cai numa dolorosa desorientação para o ego e na mais que provável depressão. Reagir implica conhecer a sério e isso dá muito trabalho e exige um treino da atenção - que não tem e em que a escola, pouco rigorosa, não o iniciou suficientemente no tempo em que a frequentou.

Eis porque a bola de neve, embora abrandando, continua ainda o seu percurso destrutivo de uma verdadeira e necessária política ambiental - ninguém, por exemplo, fala dos desmandos ambientais e económicos que são permitidos à construção civil, ocupando com betão hectares e hectares de terras excelentes para a agricultura, tendo ao lado outras, pedregosas e estéreis. Porque está formado o seu núcleo, difícil de desmantelar: o que diz respeito à inércia e ao medo. E é esse núcleo, facilmente manobrável, que os poderes político e económico, numa comunhão de interesses apoiada no “prestígio universitário” que subsidiam, não descuram nem cessam de alimentar. Em nome da sua incessante e sincera luta pela vida dos cidadãos. Confirmando-a na educação que dão aos futuros cidadãos. Na escola. Sempre na escola, campo aberto à socialmente indispensável e democrática militância pelo futuro.

A que propósito vem tudo isto? A propósito desta notícia, que se pode ler na página 15 da edição do PÚBLICO do passado domingo, a qual transcrevo integralmente de seguida e que não diz respeito à Al-Quaeda:

«Campanha Mundial para cortar CO2 suspende filme polémico

O objectivo era difundir ainda mais a campanha 10:10, lançada em 2009 no Reino Unido e que convida cidadãos, empresas e outras entidades a, com atitudes simples, cortarem dez por cento das suas emissões de CO2 num ano. Mas o filme, que seria lançado nas televisões e nos cinemas, foi engavetado no mesmo dia da sua antestreia em alguns sites da Internet, na sexta-feira.

Com cerca de quatro minutos, o filme mostra inicialmente uma cândida professora estimulando os seus alunos a juntarem-se à campanha. “Não se sintam pressionados”, diz ela. Alguns dizem que não e a professora, com o premir de um botão, explode-os literalmente. A cena, misturando humor e realismo, repete-se num escritório, num treino de futebol e num estúdio de gravação.

Supostamente, o filme deveria ser visto com humor, mas assim que foi pré-publicado na net, nos sítios do diário Guardian e da campanha 10:10, choveram reacções negativas.

Ao fim da tarde de sexta-feira, o filme foi retirado do sítio da campanha e substituído por um pedido de desculpas. “Com as alterações climáticas a tornarem-se cada vez mais ameaçadoras e cada vez menos faladas nos media, queríamos encontrar um modo de trazer este assunto crítico de volta às manchetes e, ao mesmo tempo, fazer as pessoas rirem”, argumenta o texto. “Muitas pessoas consideraram o resultado extremamente engraçado, mas algumas não, infelizmente, e pedimos sinceras desculpas a quem se tenha ofendido.”

Cerca de 90 mil pessoas já aderiram à campanha 10:10. Em Portugal, onde a iniciativa arrancou este ano, há já cerca de 900 inscritos, mais duas dezenas de empresas.»

O resto é com todos nós. Como, aliás, não poderia deixar de ser.

NOTA: Uma vez mais, não tive tempo para corrigir o texto, escrito, como o anterior, de rajada. As minhas desculpas. Fica a intenção.

06 Outubro 2010

Leiam


Isto e isto. Quer um quer outro, poderão ser lidos em relação, mais ou menos directa, com o que escrevi abaixo.
Amanhã procurarei redigir e publicar o segundo dos três textos de maior dimensão que programei para estes dias.

18 Setembro 2010

Heil, Greenpeace!


Da juventude nacional-socialista à Mocidade Portuguesa, tudo o que este vídeo relembra é alarmante. E, pior ainda, quando se sabe que é passado em escolas pelos imbecis prá-frentex do politicamente correcto, cheios da sabedoria fast-food sobre os famosos e já decrépitos (porque a mentira não se conseguiu aguentar assim tanto tempo) "efeito de estufa" e "aquecimento global"! Para quando um curso de formação em "bufaria", inserido nas Novas Oportunidades, com passagem incluída para a Universidade? (vídeo citado numa caixa de comentários, também do Fiel Inimigo).

Nota - Repare-se no elemento teatral do capuz, no tipo de iluminação utilizada...

28 Junho 2010

Voyeurismo socialista?


Fui ontem surpreendido - se é que alguma coisa ainda me pode surpreender neste país e neste governo - com a notícia surgida no telejornal a que eu assistia, segundo a qual será obrigatório responder, no próximo censo populacional, à pergunta sobre qual a "orientação" sexual do "censado".
Demorei uns segundos a voltar a fechar a boca. O mesmo Estado que se recusou, noutro censo, realizado anos atrás, a incluir uma utilíssima e indispensável pergunta sobre o tipo e o grau de deficiência ou deficiências dos cidadãos, é o mesmo que agora pretende devassar a vida pessoal e a intimidade daqueles que, supostamente, deveria servir e proteger.
Por acaso, a minha "orientação" é a mais comumente instituída, sou um heterossexual impenitente. Mas afirmo, desde já, que me recusarei a responder à pergunta. Sejam quais forem as consequências que isso me acarretar. E que incitarei os meus concidadãos a fazê-lo.
Como diria uma conhecida personagem política, por acaso o sr. primeiro-ministro: "Era o que faltava...!". Era o que nos faltava, um Estado voyeur...!

16 Agosto 2009

Orgulho de professor


Mon ami, perdão!, mi amigo Chavez, enquanto vai encerrando aos poucos os campos de golfe, por serem um desporto de gente que não faz nada na vida e é contra-revolucionária, ainda tem tempo para aprender a bem utilizar o Magalhães...!

26 Junho 2009

O artista


Hugo Chavez comentou o facto de os media mundiais terem passado umas boas horas a falar de Michael Jackson, com um "se morreu, pois que descanse em paz" e que se ninguém soubesse o que era toda esta atenção à sua morte, ele o diria: "É o capitalismo, companheiros, é o capitalismo!".
Não explicou, evidentemente, o modo como gostaria que venha a ser noticiada a sua própria morte. Será talvez como a do verdadeiro artista...

30 Abril 2009

A receita


Quando, durante a vintena de anos da ditadura brasileira, as notícias eram censuradas, alguns dos maiores jornais optavam por colocar, no seu lugar, receitas de cozinha, como forma irónica de dar conta da existência de algo cujo conhecimento público os militares pensavam ser inconveniente.
Quando, no Portugal de 2009, o socialismo iluminado me retira o tempo mínimo indispensável à existência de vida própria, sobrecarregando-me de trabalho tão imbecil quanto inútil, ao ponto de estar para escrever um pequeno texto há duas semanas sem o conseguir, aqui deixo, também eu, uma receita que me parece cada vez mais traduzir, pelo requinte, os tempos que correm neste nosso querido jardim à beira-mar (receita recolhida num site brasileiro - clicar no texto):

20 Fevereiro 2009

Nenhum honrado ditador...


... seria tão desprezível ao ponto de dar uma desculpa destas.

10 Fevereiro 2009

Onde as coisas já vão!

Mário Botas, A morte de um cão

Nem o sr. general consegue disfarçar o vómito.

25 Janeiro 2009

Sinais


O sr. primeiro-ministro não escondeu o seu desagrado pelo facto de pessoas que são contrárias a acordos com o CDS terem votado a favor da proposta desse partido, no sentido da suspensão da avaliação dos professores.
Os deputados que se manifestaram a favor de tal proposta, militantes de raiz do PS e convictamente socialistas, tê-lo-ão feito por considerarem ser o interesse de Portugal superior aos interesses deste governo. Votaram na condição de patriotas e não de militantes. Votaram, talvez, também por oposição a um processo de instalação de grupos de diferentes e variadas afinidades que transformarão cada vez mais a liberdade e a democracia numa saudade de tempos idos.
Sócrates divide cada vez mais o país, no sentido de reforçar o seu poder. Nisso, é semelhante a Salazar. Tal como para o ditador, ele é Portugal. Tal como o homem de Santa Comba modificou as palavras de Cristo, dizendo-se cristão, ao mudar "quem não é contra nós, é por nós" para "quem não é por nós, é contra nós", também Sócrates, afirmando-se democrata, inverte o sentido da liberdade política. Tal como Salazar, ele marca um perigoso e aviltante período de decadência.

19 Janeiro 2009

Elementar, meu caro Valter!

Os sindicatos afirmam que a percentagem dos professores em greve é, tal como na anterior greve, de mais de 90%. O ministério, através do sr. dr. Valter Lemos, diz que essa percentagem, de facto, não se alterou em relação à greve de 3 de Dezembro, mas que é de 67%.
Ora, segundo a matemática mais elementar, com a qual certamente a veneranda equipa ministerial estará habilitada, a percentagem de 67% corresponde a dois terços dos professores. Se estes números correspondessem a uma vitória eleitoral (do PS), considerá-los-iam, com razão, como confirmadores de uma "vitória esmagadora". Neste contexto, significam que são "apenas" 67% e não os mais de 90% dos sindicatos.
Não será tudo isto, afinal, apenas decorrente do cariz esmagador de um poder que não demonstra as mais elementares honestidade e competência políticas?

19 Novembro 2008

Se...


... isto for verdade (e tudo indica que o seja), então estaremos perante um procedimento inaceitável, ao melhor nível do Estado Salazarento. Não apenas porque constitui uma forma digna do filho do Manholas (alcunha do pai de Salazar) de conseguir argumentos, no sentido de afirmar que os professores cumprem e estão de acordo com o que foi determinado pelo Ministério, como também contraria o que é por ele estipulado para essa mesma avaliação quando estabelece, tanto quanto eu conheça do assunto, que os OI (objectivos individuais) têm um carácter pessoal e que, por questões de funcionalidade, com excepção dos casos litigiosos ou suspeitos, eles constituem somente matéria para o professor-avaliador.
José Sócrates é, sem dúvida, neste momento, o primeiro-ministro de um poder político que atingiu o sinistro ao nível do ridículo.

Mais correio


Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia
Por Margarida Davim
José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães
A Escola do Freixo, em Ponte de Lima, foi o palco escolhido por José Sócrates, na passada quarta-feira, para mais uma acção de promoção dos computadores da JP Sá Couto para o 1.º ciclo. Sócrates chamou os jornalistas e distribuiu os Magalhães pelas crianças. Mas, terminada a cerimónia oficial, os portáteis tiveram de ser devolvidos. Contactado pelo SOL, o conselho executivo da Escola do Freixo explicou que as crianças não puderam ficar com os computadores, «porque há questões administrativas a tratar».
A mesma fonte – que não se quis identificar – assegura que os Magalhães «estão na escola», mas explica que isso não significa que os alunos do Freixo vão receber os portáteis mais depressa do que as crianças de outros estabelecimentos de ensino. «Não sabemos quando é que os computadores vão ser distribuídos», admitiu, acrescentando que a entrega «depende da logística administrativa». Antes da entrega real dos equipamentos, a escola vai ter de «preencher toda a papelada e os pais que não estiverem abrangidos pelo 1.º escalão da acção social escolar vão ter de fazer o pagamento do computador». Um processo que a escola admite desconhecer quanto tempo poderá demorar. Fica também por esclarecer se os Magalhães que Sócrates já deixou na escola serão suficientes para todas as crianças.
A Escola do Freixo tem 185 alunos inscritos no 1.º ciclo, mas o conselho executivo diz não saber quantos portáteis foram entregues na cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro. «Não sei quantos computadores cá ficaram», disse ao SOL um elemento do conselho executivo. Ao que o SOL apurou, foi explicado a alguns alunos que os computadores tinham de ser devolvidos no final da visita de Sócrates por terem problemas nas baterias. No entanto, o conselho executivo da Escola do Freixo garante que «as crianças sabiam» que não iam ficar com os Magalhães naquele dia, porque lhes «foi explicado que era preciso realizar alguns procedimentos administrativos».

Mas, já agora:


Deixou Santos Silva a dúvida sobre se por palavras ou se por actos...

25 Outubro 2008

O mais mortal dos pecados


Dias antes do 25 de Abril, face a uma vaia com que o receberam no Coliseu dos Recreios aqueles que "viam" n' "A Tourada" um ataque à dita e aos lusos valores, Ary dos Santos respondeu à letra com um "Não tenho culpa de que o público de Lisboa seja estúpido!", que obrigou a polícia a ter que proteger a sua saída da sala.
Quem sai aos seus não degenera. Hoje, são os descendentes espirituais desses que o apuparam quem protesta contra o sketch dos Gato Fedorento sobre o computador do regime, dizendo-se defensores do catolicismo, sem perceberem a denúncia que o texto faz de algo, francamente sinistro, que se quer substituir àquela que o Estado Novo quis, por sua vez, reduzir a "religião da Pátria".
A estupidez é a essência de todos os pecados. E consta que nem Deus pode salvar as almas que nela caem profundamente.