20/01/2012

Eram assim em 1974

Reconheceis? Contracenavam em?

Reconheceis?

Look Up at the Stars, Portugal!



Look up the stars é um filme que nos toca e nos faz sentir felizes. Lisboa vista por um americano, a um ritmo e cores que nos fazem entender porque amamos tanto esta cidade. Visual story-telling. Obrigada Matthew Brown. Vejam por favor.

19/01/2012

Coincidências

Uma muito oportuna publicação online da Hemeroteca Municipal de Lisboa. Século Cómico, de 27 de Janeiro de 1919. Qualquer semelhança com 2012 é pura coincidência.

Viagens tão baratas...


As viagens Air Star em 1966. Que baratas que eram...

Amália

O Fado do ciúme, 1966. Viva Amália!

18/01/2012

gustav leonhardt, smooth rage against the machine

gustav leonhardt foi um daqueles músicos que, não sendo um criador no sentido da composição, ombreou com os maiores criadores porque a forma como os tocava era como se una nova criação se tratasse.
tive a imensa sorte de ter assistido ao vivo à maioria dos músicos que admiro (e gosto de muitos em muitos géneros muito diferentes).
com alguns deles, muito poucos, a sensação que se tem na sala é de uma espécie de aura musical que começa mal o músico entra.
é como se a música começasse logo naquele instante da aparição e se mantivesse como magia ao longo do concerto (mesmo que nalguns a energia possa fazer cair o suor em bica).
gustav leonardt tinha essa aura.
a música era muitíssimo mais que aquele conjunto de acordes. era magia pura.
como li algures, era smooth rage against the machine...

Varandas de Lisboa - II



A cidade expõe-se, bonita, em vaidades de quem ali se encontra para ser observada. Ao sol e sem atentar em pormenores, são momentaneamente esquecidos muitos dos seus mais tristes detalhes. É bonita, Lisboa, principalmente quando deixa antever pequenos trechos de rio. Onde foi captada a imagem? Será que identificam o local? Trata-se de um fácil desafio…

Varandas de Lisboa - I



Manhã de sol na cidade. O passeio não é deliberado, mas surge convidativo, apetecendo ignorar os transportes públicos. Uma paragem para um breve almoço para, de seguida, serem passados em revista locais de boa memória, que nem sempre temos tempo de cruzar. Com a sensação de dever do dia cumprido (a título estritamente pessoal, para quem defende o exercício da dúvida metódica), a visão fica desperta para os detalhes realçados pela luminosidade própria da altura do ano. Apetece responder ao post deixado pela T: eles não andam na rua, mas alguns acabaram de ser vistos no local onde costumam estar durante a semana , « gostaria de acreditar na utilidade da visita em termos de serviço público» - penso, relutante... Uma varanda chama a atenção : onde se encontra? Alguém a consegue localizar?

"A gente não vê eles na rua"

Dizem duas senhora, no autocarro 735, de formatos bem  parecidos em etnias diferentes. "Eles andam aí de limusinas e nem os podemos ver, para lhes partir a cara" . Acrescenta a amiga "Só os vemos na TV". "Até demais, nem suporto as caras e a vozes deles" diz a outra e eu concordo silenciosamente.
Hoje o quotidiano lisboeta nos transportes públicos é marcado pelas críticas a "eles" e à questão dos feriados.
"Eu acho mal que tirem os religiosos, só deviam tirar os dos civis". "Isto é contra a independência nacional, pois tiram o cinco de Outubro, que era a data da independência nacional, que conquistámos à rainha espanhola". O vinte e cinco de Abril deve ficar sim, pois é o dia do poder do povo". "A vida está mal caramba, tenho que aprender a roubar".
De tudo isto fica-me a frase que titula este post. Onde andarão eles? Eu nem quero saber.

11/01/2012

e não se pode extermina-los?

a senhora ferreira leite é um caso especial na nossa política.
é, estranhamente, uma das pessoas mais incompetentes que passaram pela política, mas que mantém uma aura de ente que deve ser ouvida seja lá sobre o que for.
a senhora foi péssima ministra da educação.
entrou para ministra das finanças com um défice de 3, saiu com 6 à custa de vender imóveis ao desbarato e ainda é um exemplo de eficácia.
defendeu que se devia fechar a democracia por 6 meses para arrumar a casa e é uma democrata exemplar (exemplar é, o exemplo é que não é bom..)
ontem defendeu que os hemofílicos com mais de 70 anos, sem dinheiro, devem morrer com dores angustiantes porque a saúde é para quem a pagar e há logo uns serventes a defenderem que aquilo não era bem o que a senhora queria dizer...

a senhora é uma besta !!
e não precisam dizer que isto não é bem o que eu queria dizer...

para quê discutir pequenos capilares?

se podemos ter um part-time acumulativo a várias reformas com um generoso pagamento de 640.000 euros?

09/01/2012

Um sonho de Cabaz de Natal

Um dos meus sonhos de infância. Há uns anos um bom amigo ofereceu-me um cabaz de Natal, quase como este...1966

Quando os bebés deviam ser gorduchos...

Dizia-se ser um bebé Nestlé como ideal. Os tempos entretanto mudaram, mas eis a imagem de 1966.,

O encanto da matemática


"O  meu filho mais velho anda as aranhas com a Matemática. Enquanto a Helena se preocupa  seriamente, pela minha parte sinto uma alegriazinha  muito secreta.  
Então não é verdade que nós, gloriosos e felizes pais do reino, desejamos encontrar nos nossos filhos um bocado de nós próprios?
É evidente que de modo nenhum dou a entender à criança que eu, quando estudante, era razoavelmente pior.
Pelo contrário, costumo estimulá-lo, incutir-lhe confiança, demonstrar-lhe (sabe Deus como!) que a Matemática é uma coisa encantadora e que ele deve, para seu bem, procurar compreender o que o professor lhe explica.
Mas o rapaz não esta absolutamente nada convencido. Só ainda não declarou, peremptoriamente, que decide abandonar de vez o estudo, porque o dispensamos de tomar decisões dessa natureza, desde o dia em que resolveu comprar os cromos e a caderneta da descaradona Cleópatra utilizando, para a transacção, as três moedas de vinte e cinco tostões da sua colecção de quatro.
De modo que, por via das regras estabelecidas a partir da ‹‹Cleópatra››, o António Manuel evita tomar decisões importantes.
Ele continuará, portanto, a estudar Matemática até porque me parece de extrema importância resolver problemas que, no futuro, lhe serão de imensa utilidade.
Por exemplo. «Uma dona de casa comprou por 14 escudos uma ração de carne de 21$5O cada quilo. A carne comprada contém l/5 do seu peso de ossos, que são retirados. A parte limpa é transformada em 7 bifes, perdendo 3/l0 do seu peso, na frigideira. Quanto pesa cada bife feito?». Eu não fui capaz de resolver.
Como vêem, trata-se, em primeiro lugar, de um problema desmoralizante. Não posso explicar a criança, nem mesmo com muito boa vontade, que 14 escudos de carne, com l/ 5 de ossos, só pode dar 7 bifes em casa do senhor professor que inventou o problema. Como também não me é possível ajudá-lo naquele outro exercício, segundo o qual três autocarros partem à mesma hora da mesma paragem. Ora todos nós sabemos, cá em casa, que o rapaz ia tem ido a pé para a escola por não partir nenhum autocarro dentro do horário e na mesma paragem.
Mas eu resisto. Até mesmo quando se põe o caso do empregado que comprou uma mobília de quarto por 3.6OO$OO para ser paga em 24 prestações.
Se eu explicar, calmamente, ao rapaz o tremendo problema, estou a ver a sua cara de infeliz ignorante quando um dia puder tomar decisões e verificar que no custo da mobília só as 24 prestações é que estavam certas.
Só tenho um caminho: solidarizo-me com o professor e insisto para que ele resolva as questões. É preciso que alguém resolva estes problemas.
Não obstante eu ter sido um espectacular falhanço na Matemática, creiam que ficaria muito feliz ao saber que o meu filho, loira criancinha coleccionadora da «Cleópatra››, tinha resolvido os problemas da carne, dos autocarros e das mobílias de quarto".


Um belo texto dum grande jornalista português, António Rolo Duarte (pai). Gostaria de ler as suas crónicas publicadas em livro.
1966


Chapéus há muitos...

Corria o ano de 1966. Numa produção para a revista Donas de Casa, vários amigos de João Maria Tudela posavam envergando alguns dos seus chapéus. Reconheceis?

Rostos

Reconheceis este par romântico? 1960

07/01/2012

O sonho

"Pela vasta janela junto da qual trabalho avista-se o Tejo e um dos seus cais de embarque. Neste dia de radiosa primavera, em que o sol derrama sobre as coisas uma alegria serena, tenho visto passar-se a pouca distância dos meus olhos uma larga série de pequenos dramas. Toda a manhã têm estado a embarcar emigrantes. O cais está completamente invadido por gente pobre, sobraçando pacotes e trouxas, tendo aos pés, em pequenas caixas e em sacos de ramagens, os miseros trapicalhos que constituem seus haveres. Ao longe, o fumo dum grande vapor inglês acena-lhes, chamando-os. Pouco a pouco vão-se atulhando as fragatas e rebocadores, que por fim largam, rio abaixo, a encostar ao transatlântico, De bordo vão-se agitando lenços brancos e barretes. Em terra ficam mulheres chorando, crianças que mal entendem o que se passa e dizem também adeus. E, sobre o Tejo, liso como um espelho, sob a luz cegante de um céu sem nuvens, os que abalam em cata dum sonho, á busca duma vida de felicidade que a Pátria lhes não dá, devem sentir no coração uma angustia torturante, gémea daquela que, encostada ás pedras dos cais, vê afastarem-se os entes queridos roubados pela má fortuna. E todas as segundas feiras é um espectáculo semelhante. Cada grande steamer que entra no Tejo furta-nos umas centenas de portugueses, que vão á aventura, fazer nem sabem o quê, para ganharem o pão que Portugal lhes nega. Quantos voltarão desse sonho para o qual embarcam cheios de tristeza, mas com uma luz de esperança ? Tripulantes da armada da miséria, quantos vencerão nesse combate para o qual apenas levam aprestados os braços nus ? "
André Brun, Sumário de várias crónicas

16. Março 1914.
Fotografia de Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa

Saúde

O dia começa com saúde, 1966. E viva o Nestum.

Check list - confirma-se



O post ontem deixado pelo carlos despertou a curiosidade de reparar nos campos vizinhos, tendo assinalado a intenção à check list de sábado. A sair diariamente de casa com a neblina da serra e a regressar sem luz do dia, ainda não tinha reparado na Primavera antecipada (esqueçamos os 3 graus que marcava ontem o termómetro, ao final do dia, aqui pelo vilarejo). Regressada das compras, parei para captar a imagem .



A segunda fotografia foi tirada no início de Março do ano passado – altura em que, na vizinhança, seria impossível não ficar alucinada com a “tela impressionista” (aqui teria de ser cem vezes mais distraída para não ter reparado nas “amargas” como, na infância, lhes chamava uma das minhas filhas ).

Modista

Seja a sua própria modista, assim preconizavam em 1979. Bastante actual, não acham?

Assim era

Assim era Maria José Valério em 1964, capa da Plateia e fotografada por Apollo.

06/01/2012

alguém explica às azedas que ainda só estamos em janeiro???

nos últimos dias os campos apareceram cobertos de azedas.
de deliciosas azedas, digo eu que as adoro.
mas em janeiro senhor?
não seria melhor que fossem apenas na primavera?
com esta espécie de ejaculação precoce das azedas, não tarda nada ainda temos as andorinhas a bater à porta meio estremunhadas a pensar que se atrasaram no voo...

05/01/2012

feliz 2011S

feliz 2011S foi o que os amantes não doentes da apple criaram para desejar um feliz ano que agora começa:
uma coisa que deveria seguir-se ao iphone4 e ser uma coisa diferente, foi afinal o iphone 4S que é uma espécie de uma coisa ligeiramente igual a um preço mais caro.

é isso que nos espera: uma coisa mais ou menos igual a um preço muito mais caro

Assembleia das secretas



















Mas que raio de país é este que nem o que é secreto o é. No meio desta confusão, pelo menos ficámos a saber que nem todos os deputados usam avental. Um ponto para eles.

04/01/2012

Pingo Amargo

















Do cabaz de família PSI 20 já só falta um ‘patriota’  radicar a sua SGPS na Holanda.
De Janeiro a Janeiro, o que importa é guardar bem o seu dinheiro.

O frio

Anjo da guarda versus botija. 1927, revista Ilustração.

Entrevista



Reconheceis? Duas senhoras célebres no teatro português e um igualmente ilustre entrevistador.

Abundância

Muito actual...Assim brincava Stuart com a realidade portuguesa em 1921.

03/01/2012

Brinde!

"Não temos sido tão assíduos como gostaríamos, por razões que se prendem, sobretudo, com afazeres profissionais. Sempre que podemos, porém, corremos a visitar o "Dias".
 
Brindamos, pois, à saúde do blog e de todos os seus colaboradores no ano de 2012, com um desenho do Stuart - um brinde um pouco soturno, mas, ainda assim, um brinde!
 
Um beijinho para si, outro para a Teresa, cumprimentos aos demais
 
Carla e António"

02/01/2012

A tardinha cai



Dias tão azuis que, por momentos, as preocupações comuns à generalidade se tornam esquecimento. É bom desligar o interruptor das coisas cinzentas e respirar fundo, pensando que mesmo uma leiga nestas coisas da fotografia, é brindada com bonitos intantâneos iluminados por um clima fantástico. Penso que será fácil descobrir onde foi captada a imagem.

Macia