Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Festivais 2012: saiba aqui quem vem a Portugal nos próximos meses

Festivais 2012: saiba aqui quem vem a Portugal nos próximos meses (atualizado) -


Novo festival reggae em Lisboa e no Porto, em março. Sumol Summer Fest já tem datas. Radiohead, Metallica, Bruce Springsteen e Florence and the Machine em vários festivais ao longo de 2012.

Vodafone Mexefest 
Local: Coliseu do Porto, Cinema Passos Manuel, Maus Hábitos, Garagem Passos Manuel, Pitch Club, Teatro Sá da Bandeira, Ateneu Comercial do Porto e FNAC de Santa Catarina 
Data: 2 e 3 de março 
Bilhete: 40 euros 
Nomes anunciados: St. Vincent, Supernada, Hanni El Khatib, Foals (DJ set), Ladrões do Tempo, Fink, Beatbombers, Capitão Fausto, Tiger & Woods, Best Youth, Salto 

Reggae Blast 
Locais: Campo Pequeno, Lisboa, e Coliseu do Porto 
Datas: 23 de março (Lisboa) e 24 de março (Porto) 
Bilhetes: 25 euros (Lisboa) e entre 17,50 euros e 27,50 euros (Porto) 
Nomes anunciados: Dub Inc, Bushman, Omar Perry 

Rock in Rio Lisboa 2012 
Local: Parque da Bela Vista, Lisboa 
Data: 25 e 26 de maio; 1, 2 e 3 de junho 
Bilhete: 58 euros (bilhete diário) até 31 de dezembro, 61 euros em 2012 
Nomes anunciados: Metallica (25 de maio); Lenny Kravitz, Maroon 5, Expensive Soul e Ivete Sangalo (1 de junho); Bruce Springsteen (3 de junho) 

Optimus Primavera Sound 
Local: Parque da Cidade do Porto; baixa do Porto 
Data: de 7 a 10 de junho 
Bilhete: 75 euros até 31 de dezembro, 85 euros em 2012 
Nomes anunciados: Björk, Spiritualized, The xx, Beach House, The Walkmen, Afghan Whigs, Shellac, Wilco, Death Cab For Cutie, The Dirty Three, Explosions in the Sky, Veronica Falls, Yo La Tengo, Olivia Tremor Control, The Drums, Washed Out, Jeff Mangum, Codeine, Neon Indian, Other Lives, SISKIYOU, Numbers Showcase 

Optimus Alive'12 
Local: Passeio Marítimo de Algés, Oeiras 
Data: de 13 a 15 de julho 
Bilhete: 50 euros (um dia) e 99 euros (três dias) até 31 de dezembro, 53 euros (um dia) e 105 euros (três dias) em 2012 
Nomes anunciados: Stone Roses, Snow Patrol e Justice (13 de julho); Florence and the Machine (14 de julho); Radiohead, Mazzy Star, Metronomy e Caribou (15 de julho) 

Festival Músicas do Mundo de Sines 
Castelo de Sines e outros espaços da cidade 
Data: de 19 a 21 de julho e de 26 a 28 de julho 
Ainda sem nomes anunciados 

Festival Milhões de Festa 
Barcelos 
Data: 27, 28 e 29 de julho 

Sumol Summer Fest 
Local: Ericeira Camping, Ericeira 
Data: 29 e 30 de junho 
Ainda sem nomes confirmados 

Sudoeste TMN 2012 
Local: Zambujeira do Mar, Alentejo 
Data: de 1 a 5 de agosto 
Bilhete: 90 euros (passe geral) até 31 de dezembro, 95 euros em 2012 
Nomes confirmados: David Guetta 

Vagos Open Air 
Local: Lagoa de Calvão, Vagos (Distrito de Aveiro) 
Bilhete: 50 euros (passe de dois dias) 
Data: 3 e 4 de agosto 
Nomes confirmados: Arch Enemy, Arcturus, Overkill, Enslaved, Textures, Northland 


Paredes de Coura 
Local: Paredes de Coura, Minho 
Data: de 13 a 16 de agosto 
Bilhete: 70 euros (passe geral) até 31 de dezembro, 80 euros em 2012 
Sem nomes confirmados

Musical "Spider-Man"

Apesar de ter ficado marcado por diversos acidentes, abandonos de artistas do elenco, ter recebido críticas desfavoráveis, ter ficado sem Julie Taymor (a directora artística), e dos constantes adiamentos da estreia, o musical "Spider-Man", cuja banda sonora é composta por Bono Vox e The Edge, dos U2, tornou-se no espectáculo da Broadway com maior receita de bilheteira apenas numa semana.

"Spider-Man: Turn Off The Dark" rendeu cerca de dois milhões e 300 mil euros, em apenas nove apresentações. O anterior recorde pertencia ao espectáculo "Wicked", que há um ano, durante o mesmo período de tempo (uma semana), conseguiu um milhão e 700 mil euros.

Tido como o musical mais caro de sempre da Broadway, a produção de "Spider-Man: Turn Off The Dark" custou mais de 57 milhões de euros. O musical foi alvo de várias críticas, nomeadamente devido aos números arriscados que obrigam os actores a fazerem muitas acrobacias. Algumas resultaram em acidentes graves, inspeccionados pelas autoridades de segurança nova-iorquinas.

Depois da saída de Julie Taymor, produtora artística do muito aclamado espectáculo "Rei Leão", o "Homem-Aranha" passou a contar com Philip William McKinley, director e figurinista experiente da Broadway, e Roberto Aguirre-Sacasa, director e autor de banda desenhada, onde trabalhou para a Marvel. Foi depois desta grande mudança que o espectáculo estreou e conseguiu impressionar a crítica e o público, tornando-se num sucesso em bilheteiras. O preço dos bilhetes é de cerca 130 euros. Segundo os produtores, em 2011 mais de 600 mil pessoas viram o musical.

Legendary Tigerman



Paulo Furtado sempre fez tudo à sua maneira. Tanto como líder dos Tédio Boys e Wraygunn, como sob a capa de Legendary Tigerman, há algo que paira sempre sobre a obra do músico de Coimbra: a liberdade.
Com cinco álbuns na bagagem, os três primeiros editados sem filiações limitativas com editoras, Tigerman permaneceu durante largo tempo um certo segredo que o público português foi acarinhando até o guitarrista explodir com a sua ode ao feminino em "Femina", de 2009.
Este disco levou Tigerman aos palcos dos Coliseus do Porto e de Lisboa, para a devida aclamação. Chega agora o DVD que imortaliza esses concertos. E como Tigerman só se rege pelas suas regras, a edição chega ao público através de uma publicação especializada, a revista Blitz, e não no circuito normal do mercado de lançamento de música. Significa isto, que o DVD é, para já, uma edição limitada e destinada aos fãs mais atentos.

A escolha recaiu sobre o concerto na Invicta, a primeira das duas noites de blues, rock and roll e sensualidade que o guitarrista preparou para o público. Ao todo, são 27 os temas que Furtado interpreta a solo ou muito bem acompanhado das meninas Cláudia Efe (o clássico 'Honey You're Too Much', o atrevido 'Light Me Up Twice'), Lisa Kekaula dos Bellrays (o longínquo 'I'll Make You Mine', a explosão de 'The Saddest Thing to Say' e a escuridão de 'Jockey Full of Bourbon' de Tom Waits), Rita Redshoes (o intimista 'Hey, Sister Ray' e a tradição de 'Lonesome Town') e Phoebe Killdear ('& Then Came the Pain').
No DVD, as câmaras fazem o seu melhor para honrar os pontos fortes de cada intérprete. Cláudia Efe e Lisa Kekaula aparecem como as femme fatales que são e Redshoes é filmada sob uma luz cândida, com alguma marotice quando se senta à bateria para 'Jockey Full of Bourbon'.

Se a presença feminina antecipava-se depois da escuta de "Femina", as surpresas do concerto são as presenças dos Dead Combo («a banda mais bem vestida de Portugal», como os descreve Furtado), de Mick Collins e Jim Diamond, que vêm dar um banho de fumo e whisky a 'Big Black Rusty Pussyboat' e 'Girls', canções nunca antes tocadas ao vivo, e a verdadeira trip de beat, blues, dub, hip hop, electro e rock que Nel Assassin, Dj Ride, João Doce e o próprio Tigerman oferecem a 'Say Hey Hey' e 'Rock'n'Roll Freakout!'.
Entrelaçados pelo humor irónico mas tímido do guitarrista, os temas vão fluindo até desembocarem na entrada em palco dos Wraygunn e a energia de 'She's a Go-Go Dancer'. O olhar para o passado, acaba por ser um lançamento para o futuro com o grupo a apresentar um novo tema chamado 'Kerosene Honey', outra estreia.

No final, voltamos a Tigerman a solo para interpretar a arrepiante versão de 'True Love Will Find You in the End', de Daniel Johnston. Porque o melhor blues nasceu na beira de estrada entre o cantor e a sua guitarra.
Esta é uma edição obrigatória para quem segue a religião Tigerman e como registo de um dos melhores concertos que os Coliseus de Porto e Lisboa receberam no ano que passou.

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Dia 19 de Janeiro, pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si: 

Destaques: 

Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres




Ano: 2011
Realização: David Fincher
Argumento: Steven Zaillian
Género: Drama

Mikael Blomqvist (Daniel Craig), jornalista e fundador da revista "Millenium", dedica a sua vida a revelar o crime e a corrupção que minam a sociedade sueca. Como resultado, tem vários inimigos e é tido como culpado num caso de difamação. Um dia é procurado por Henrik Vanger (Christopher Plummer), empresário de renome obcecado em compreender as razões que levaram ao desaparecimento, há mais de 40 anos, da sua sobrinha. Vanger acredita que alguém da família poderá estar relacionado com o desaparecimento de Harriet, cujo corpo nunca foi encontrado. O empresário faz então uma proposta irrecusável ao jornalista: dá-lhe acesso total à sua vida, documentação pessoal e dados familiares em troca da solução para o caso. Com a ajuda de Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma "hacker" profissional com um passado misterioso, Mikael vai encontrar a história da sua vida. Um "thriller" de David Fincher ("Clube de Combate", "Sete Pecados Mortais", "O Estranho Caso de Benjamin Button", "A Rede Social"). Depois do enorme sucesso do filme de Niels Arden Oplev em 2009, é a adaptação americana do primeiro tomo da trilogia "Millennium" de Stieg Larsson, obra que já vendeu 65 milhões de cópias em 46 países.
Outras sugestões: 


Os Descendentes (The Descendants)

Ano: 2011
Realização: Alexander Payne
Género: Drama, Comédia
Matt King (George Clooney) sempre foi considerado um dos homens mais afortunados do Havai. Quando, após um acidente de barco, a sua mulher fica em estado vegetativo, tudo parece perder o sentido. Em desespero e sem saber o que fazer, decide investir na relação com as filhas Scottie (Amara Miller) e Alexandra (Shailene Woodley), com quem sempre manteve uma relação difícil. Tudo ganha novos contornos quando Alexandra lhe revela que, na altura do acidente, a sua mãe mantinha uma relação extra-conjugal com outro homem. Perturbado, Matt decide conhecer o amante da esposa e parte à sua procura com ambas as filhas. Assim, numa dolorosa viagem que dura uma semana, o que aparentemente viria destruir aquela família, acabará por ser o elo de ligação que lhes faltava. Uma comédia dramática realizada por Alexander Payne ("As Confissões de Schmidt", "Sideways"), baseada na primeira obra da escritora Kaui Hart Hemmings.


Warrior - Combate Entre Irmãos (Warrior)
Ano: 2011
Realização: Gavin O'Connor
Género: Drama, Acção
Depois de um inesperado regresso a casa, o ex-marine Tommy Conlon (Tom Hardy) pede ao pai (Nick Nolte), que o prepare para um torneio de MMA (Mixed Martial Arts), onde espera ganhar o primeiro prémio. Porém, para que isso seja possível, terá de derrotar o seu irmão mais velho Brendan (Joel Edgerton), professor de Física em sérias dificuldades financeiras, com quem sempre teve uma relação complicada. Assim, neste confronto entre irmãos, independentemente da rivalidade e da causa que cada um defende, eles vão ter de provar que estão ali para a vitória.

O Idiota do Nosso Irmão (Our Idiot Brother)

Ano: 2011
Realização: Jesse Peretz
Género: Comédia, Drama
Ned (Ned Rochlin) tem uma personalidade invejável: gosta de tudo e de todos, sejam quais forem as circunstâncias. No seu enorme coração não há espaço para o ciúme, a maldade ou qualquer desejo de vingança. Quando, por conta da sua tendência para se meter em trapalhadas, fica dependente da boa vontade das suas três irmãs - Miranda (Elizabeth Banks), Natalie (Zooey Deschanel) e Liz (Emily Mortimer) -, acaba por quase levar a família à loucura. Contudo, todos concordam que, apesar de Ned parecer um idiota, há várias coisas que todos eles têm de aprender com ele, especialmente a sua capacidade quase ilimitada para ver o lado positivo das coisas.

Sinopses: Cinecartaz Público

Globos de Ouro 2012: Os vencedores

Devido a razões pessoais...mais vale tarde que nunca...



Terminou há instantes a cerimónia dos Globos de Ouro 2012. Homeland venceu dois prémios (Melhor Série Dramática e Melhor Actriz em Drama) nas categorias televisivas e em cinema, The Artist vence quatro prémios (Melhor Actor em Comédia ou Musical, Melhor Banda Sonora Original e Melhor Filme de Comédia ou Musical). The Descendants venceu como Melhor Filme em Drama e Melhor Actor em Drama.


CINEMA

Melhor Filme (Drama)
The Descendants

Melhor Actriz (Drama)
Meryl Streep em The Iron Lady

Melhor Actor (Drama)
George Clooney em The Descendants

Melhor Filme (Comédia ou Musical)
The Artist

Melhor Actriz (Comédia ou Musical)
Michelle Williams em My Week with Marilyn

Melhor Actor (Comédia ou Musical)
Jean Dujardin em The Artist

Melhor Actor Secundário
Christopher Plummer em Beginners

Melhor Actriz Secundária
Octavia Spencer em The Help

Melhor Realizador
Martin Scorsese por Hugo

Melhor Argumento
Woody Allen por Midnight in Paris

Melhor Filme em Língua Estrangeira
A Separation (Irão)

Melhor Filme de Animação
The Adventures of Tintin

Melhor Banda Sonora Original
Ludovic Bource por The Artist

Melhor Canção Original
Masterpiece em W.E.



TELEVISÃO

Melhor Série (Comédia)
Modern Family

Melhor Actor (Comédia)
Matt LeBlanc em Episodes

Melhor Actriz (Comédia)
Laura Dern em Enlightened

Melhor Série (Drama)
Homeland

Melhor Actor (Drama)
Kelsey Grammer em Boss

Melhor Actriz (Drama)
Claire Danes em Homeland

Melhor Actriz Secundária
Jessica Lange em American Horror Story

Melhor Actor Secundário
Peter Dinklage em Game of Thrones

Melhor Actor (Telefilme ou minissérie)
Idris Elba em Luther

Melhor Actriz (Telefilme ou minissérie)
Kate Winslet em Mildred Pierce

Melhor Telefilme ou minissérie
Downton Abbey



Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Alice in Chains: disco novo a caminho




Entrada em estúdio foi atrasada por operação de Jerry Cantrell ao ombro.Os norte-americanos Alice in Chains planeiam entrar em estúdio muito em breve, com vista à gravação do seu disco novo. 

Em entrevista à Rolling Stone, Jerry Cantrell explica que os Alice in Chains começaram a escrever canções em 2011, mas que o processo acabou por ser atrasado por uma operação ao ombro. 

"Fui operado ao ombro. Tinha de tratar de uns ossos lascados e de umas cartilagens partidas. Mas nunca parámos de escrever", garante Jerry Cantrell. 

Na mesma entrevista, o guitarrista e cantor recorda ainda, com gratidão, a participação de Elton John no disco anterior dos Alice in Chains, Black Gives Way To Blue . 

"Acima de tudo, o que ele é é um músico do caralho. E é o gajo que me inspirou a tocar música, por isso tê-lo num dos nossos discos - especialmente num disco com tanto significado, em que estamos a recomeçar as nossas carreiras e a prestar homenagem ao nosso amigo [Layne Staley] - é tremendo", assegura. 

Sobre o malogrado companheiro de banda, Jerry Cantrell conta ainda que, todos os anos, a mãe de Layne Staley faz um espetáculo em sua homenagem, no qual os Alice in Chains participam. "É bom lembrarmos os nossos. A vida é muito curta e muito em breve havemos de juntar-nos [aos que já partiram]. As pessoas espetaculares devem ser recordadas". 



The Flaming Lips to work with Bon Iver and Yoko Ono on new album

Nick Cave and Ke$ha also being lined up for collaborative LP


Photo: PA


The Flaming Lips' Wayne Coyne has revealed that the band are working on a new collaborative LP with Bon Iver and Yoko Ono.


Rolling Stone reports that the frontman has also lined up collaborations with artists including Nick Cave, Ke$ha, Lykke Li and Erykah Badu for the LP, which is set to be released in April. 


Coyne confirmed that he had already recorded collaborations with Cave and the Plastic Ono Band for the record, while Bon Iver's Justin Vernon had signed on to be part of the project and was set to send the band two tracks he had been working on. 


Speaking about the other would-be-collaborators, the singer said:
All these things happen within a couple of days. You set up these [collaborations] in your mind and immediately get to work. Sometimes it just takes a matter of connecting.




Coyne also paid tribute to Ke$ha, who he hopes to recruit for a "weird rap" on the record, by describing her as "a freak". He added: "We knew that she was a fan. There are a lot of these sort of druggy outlets out there that people get connected through."


The frontman had previously made his desire to work with both Ke$ha and Lykke Lipublic last October, and also spoke of the Flaming Lips' collaboration with Nick Cave, stating: "I think we'll get a good Nick Cavecollection of songs with the Flaming Lips. We already have one really good one, so that seems like it'll work out."


Last year, The Flaming Lips released a 24-hour long track to coincide with Halloween. The song, titled '7 Skies H3', was embedded in a hard drive inside 13 actual human skulls topped with chrome drips – and was available to buy for a cool $5,000 (£3,100) a pop

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Leonard Cohen - Old Ideias ( velhos são os trapos...)

Para ouvir: o novo Lenoard Cohen


Leonard Cohen apresentou um dos temas de Old Ideias, o novo álbum de originais que vai editar no final deste mês. Darkness está disponível para audição no Sound Cloud. Aqui ficam os sons.



Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

The Song That Changed My Life - Oasis, 'Live Forever' By Hamish MacBain

Oh, I can hear the groans from here. “So obvious.” “What a surprise”. The way I see it, there’s no point in bullshitting with these ‘…changed my life’ posts. You have to be honest.


If you even have to think about whether a song really changed your life or not, then sorry, but it didn’t. It’s a big ask for a few chords and some singing, and there ain’t too many of them, ever, but ‘Live Forever’ is one.


continued...

'Live Forever' is the main reason why every single time I post on NME.com, there are comments underneath that say, “You’re just an Oasis dickhead” or whatever. Because it’s the sort of song that makes you buy in - the sort of song you define yourself by, by the sort of band that you define yourself by.

It was the first CD I ever bought. Before then, we didn’t have a CD player in my house. But when I heard ‘Bring It On Down’ – the CD only B-side of Oasis’s second single, ‘Shakermaker’ – round a friend’s house, I realised that if I didn’t have one, I was gonna be missing out.

I had a version of ‘Live Forever’, the next single, taped from a live Radio 1 Sound City gig in Glasgow. Bear in mind this is a broadcast from April 1994, before Oasis had released anything (except a demo of ‘Cigarettes & Alcohol, on a free NME/Creation tape). I used to play that tape to death.

I can picture it now, my handwriting on the sleeve, listing the five songs in their first-on set supporting The Charlatans. ‘Shakermaker’, ‘Digsy’s Dinner’, ‘Live Forever’, ‘Cigarettes & Alcohol’ and ‘Supersonic’. It was the third song which stood out most. On it, Liam’s vocal is not great, and the solo is low in the mix, but the magic still came across. In fact, here it is:


In those pre-internet days, before every live debut of every new song by every new band was available on Youtube at the touch of a button, taped radio gigs, Peel sessions and the rest were a godsend. I taped dozens of sets by dozens of new bands, cursing when Jo Whiley talked over an intro or an outro. Most of them I didn’t keep. I couldn’t, because tapes were expensive for a 15-year-old, and so you had to keep taping over stuff all the time. But this one I never did. And never will. In 2012, it’s one of about five cassettes I still have.




And then, for my fifteenth birthday, my folks got me one of those mini stack system things, with a double tape deck, and a radio, and a CD player (I still have it). I went to ‘Woolworths’, and bought the CD single of ‘Live Forever’ (the fact it was in Woolworths makes me feel old. The fact they were still selling seven-inch vinyls in Woolworths at this time makes me feel even older).

I was already completely obsessed with this song, but hearing it in the privacy of my own room, on my own proper stereo, at maximum volume (that was soon banned, but for this maiden voyage, I was permitted by my parents to turn the dial right up), was joyous.

Now I agree with people who say vinyl sounds better. It does, no question. But Oasis were part of the first generation of bands whose music was mastered specifically with digital and CD sound in mind. And there is no better example of that than ‘Live Forever’. In comparison to my home tape, on which the sound was sludgy and messy, here the guitars were glistening. The drums sounded cavernous.


I stood there in between the two speakers with this song blasting into my ears, never having experienced such crystal clear sound. And the lyrics – “I think you’re the same as me / We see things they’ll never see” – spoke to a fifteen-year-old in search of identity like no other song. I’d dug Nirvana, but this was different. This was my ticket.

Within a week, I was stretching my fingers across the battered old fretboard of the nylon stringed guitar downstairs, trying to play the F-chord that ushers in the end of the “you and I are gonna live forever” bit. When I could finally play and sing ‘Live Forever’ on guitar, it felt so simple. All I or anyone else would have to do is stick five chords together like this, and sing some words over the top, and we’d be there. It made it seem so easy, so effortless. Which, of course, is the genius of it.


From there on in, like so many others, I lived and breathed Oasis for the rest of my teens. So many good memories, of listening to the chart rundown, waiting to see where their singles went in at, of queueing up in the freezing cold or frantically pressing the ‘redial’ button for hours to buy gig tickets. But mainly just getting pissed, getting high, and just feeling alive with true friends who I came to know (and still do) through a shared feeling about this music, the constant soundtrack to all of our lives.

And finally: I got my start at NME when I wrote in to the Letters page, about Oasis, and the then-editor wrote back saying he liked the passion in my writing. I never would have dreamed of being “a writer” or whatever, but they – and ‘Live Forever’ – had ignited something. “Maybe I will never be / All the things that I want to be / Now is not the time to cry / Now’s the time to find out why”, and all that.

All of which I would say counts as a song changing my life, wouldn’t you?


NME.COM blogs contain the opinions of the individual writer and not necessarily those of NME magazine or NME.COM.

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

As escolhas do Sound+vision para 2011

Um disco:
'Video Games', de Lana del Rey





N.G.: Lana del Rey foi uma das revelações maiores de 2011. Uma música que sabemos ser de agora mas que carrega toda uma história feita de memórias. Uma voz que sabe vestir uma ideia de interpretação como um actor que entra num papel. E duas belíssimas canções neste EP de estreia que abriu apetites para o álbum que agora vem a caminho.

J.L.: Será que estamos a assistir a uma "nova vaga" romântica? E poderá Lana del Rey ser a líder simbólica de tal movimento? Uma coisa é certa: o dramatismo distanciado da sua voz, a nonchalance da sua pose e as qualidades dos seus telediscos transformam-na, desde já, num caso sério de energia criativa. Mais do que uma promessa, uma certeza.

Um filme:
'Alvorada Vermelha' de João Pedro Rodrigues
e João Rui Guerra da Mata




N.G.: 2011 foi um ano particularmente vibrante para o cinema português. E para o panorama em geral um tempo de belíssimas revelações na área do cinema documental. Não é por isso que Alvorada Vermelha represente um eventual dois em um. O filme vale em tudo por si mesmo. Abrindo por um lado a cortina sobre mais imagens e olhares que nos esperam em A Última Vez Que Vi Macau. E mostrando como um documentário pode não ser apenas um retrato do que se vê, mas antes uma interpretação na expressão de um olhar sobre o que observa.

J.L.: Estranho poder o do cinema: o de aplicar um olhar mais ou menos descritivo para, a pouco e pouco, instalar o sentimento desconcertante de passagem para um universo outro, onde realidade e sonho, vida concreta e existência mitológica coexistem num delirante processo de contaminação — não acontece todos os dias, nem em todas as cinematografias; este exemplo (raro) é eminentemente português e sabe confrontar-nos com as memórias paradoxais de Macau.

Um livro: 'Apenas Miúdos'
de Patti Smith





N.G.: Tinha já passado por aqui há um ano em tempo de edição internacional. Em 2011 chegou a tradução portuguesa. Mais não fez senão o sublinhar de um raro talento na escrita de uma voz que não apenas referência do punk mas antes uma força maior da cultura americana do século XX. Ao evocar aqui a Nova Iorque dos setentas, a figura de Mapplethorpe, ecos de músicas, livros e imagens, o livro de Patti Smith é um verdadeiro retrato da cultura do nosso tempo. O que hoje somos passa, de certa forma, por aqui.


J..L.: É bem verdade que algumas das grandes figuras da música popular (de todas as origens) são admiráveis contadores de histórias. Patti Smith é um caso tanto mais extraordinário quanto os seus dotes narrativos se aplicam também às zonas mais íntimas da sua história pessoal. Neste caso, evocando Robert Mapplethorpe, Smith consegue combinar com raro fulgor o testemunho social, a memória cultural e a mais secreta arte confessional.

Um site: Glass Engine
em http://www.dunvagen.com/music/glassengine.php#



N.G.: O debate sobre como deve um músico assegurar o acesso à sua obra pode conhecer no site oficial de Philip Glass uma importante contribuição. Chama-se Glass Engine e é, simplesmente, um arquivo de sons gravados que permite (re)descobrir a música de Philip Glass. A audição é gratuita e legal. Os arquivos áudio são disponibilizados pelo próprio compositor, tomando os seus Looking Glass Studios como "biblioteca". E qual não é o meu espanto quando ali descubro vários excertos da ópera o Corvo Branco?

J.L.: Via Net, como entrar na obra de Philip Glass? Em boa verdade, a partir de qualquer lugar, qualquer tema, qualquer obra. O Glass Engine é um caso exemplar de integração dos poderes do virtual nas formas de divulgação da música, nessa medida ajudando também a entender a dinâmica de trabalho de Glass: um músico capaz de gerar a sua própria geometria criativa, preservando-a e transfigurando-a através de todos os canais de comunicação.

Publicada por Nuno Galopim em Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

David Bowie

Hoje, David Bowie faz 65 anos e atinge oficialmente a idade da reforma. Não oficialmente, porém, parece reformado há anos. O homem de quem sempre esperámos uma reinvenção e um sinal de futuro mantém-se silencioso, na sua casa, em Nova Iorque. O seu passado faz dele uma figura presente na cultura popular.

Em 2012, David Bowie será o primeiro. A partir de hoje, o camaleão da pop, caso deseje abandonar Nova Iorque, onde vive, e regressar a Inglaterra, poderá viajar por todo o país gratuitamente, utilizando os autocarros públicos. É um direito que assiste a todos cidadãos ingleses que atingem os 65 anos. E é essa a idade a que chega hoje David Bowie, músico que marcou, de forma indelével, o século XX, tratando a pop como artista plástico ou actor de um interminável happening. David Bowie será, dizíamos, o primeiro da lista deste ano. Nos próximos meses, seguir-se-ão, incluídos na classe de 1947, Elton John, Dave Davies, guitarrista dos Kinks, Brian May, guitarrista dos Queen, Ian Anderson, vocalista e flautista dos Jethro Tull, Brian Johnson, vocalista dos AC/DC, ou Iggy Pop, reverso negro de Bowie, a quem este ofereceu segunda vida ao proporcionar-lhe, em 1973, a gravação de Raw Power. E, claro, não podemos esquecer nesta lista Ron Wood, o guitarrista dos Rolling Stones que afirmou recentemente, e muito a propósito, "depois de tudo o que consumi e fiz ao longo dos anos, o que mais me impressiona é ainda estar vivo". Para quem é, no fundo, o irmão mais novo, em excessos e na guitarra, do eterno Keith Richards, a declaração faz todo o sentido.

No fundo, os 65 anos são um pormenor da cédula de nascimento que o ritmo de vida não reflecte. Ron Wood continua, qual jovem estrela de 25 anos nos anos de 1970 de sex, drugs & rock"n"roll. É exactamente isso, de resto, que o público que esgotou as últimas digressões dos Rolling Stones pretende ver: a eterna juventude roqueira em corpos enrugados mas de vitalidade intacta. 

Sabemos há muito que o rock já não é somente a arte da rebeldia juvenil, que já não é uma força expressiva utilizada contra os inevitavelmente retrógrados da geração anterior. "Hope I die before I get old", cantavam os The Who em 1965. "Hope I die before I get old", continuarão a cantar em concertos os jovens de 1965, recordando essa verdade insofismável, enquanto os sobreviventes da banda, Pete Townshend (66 anos) e Roger Daltrey (67 anos), se mantiverem razoavelmente no activo. E David Bowie?

No auge da sua fama enquanto Ziggy Stardust, primeiro culminar de uma visão da pop enquanto ponto de confluência entre o poder da música e a força transformadora das artes performativas, confessou: "Fora de palco, sou um robot. Em palco, ganho emoções. É provavelmente por isso que prefiro vestir-me de Ziggy a ser David". 

Longe de desaparecer

À beira de completar 65 anos, já não precisa de se vestir de quem quer que seja, já não precisa de se reinventar. O seu último álbum, Reality, foi editado em 2003. No ano seguinte, depois de um concerto em Hamburgo, sentiu fortes dores no peito e foi conduzido ao hospital. Uma artéria obstruída e uma cirurgia de emergência (termo técnico: angioplastia). Depois, o retiro em Greenwich Village, onde vive com a mulher, Iman, e a filha de ambos, Alexandria. As aparições intermitentes que fez desde aí - na televisão com os Arcade Fire; em palco com o amigo David Gilmour; com Rick Gervais na série Extras - não apagaram a sensação de que, se a idade da reforma ainda demoraria a chegar (ei-la amanhã, precisamente), David Bowie estava efectivamente reformado. Porém, longe de desaparecer.

A moderna ideia de pop vive a sua meia-idade. Os que primeiro cresceram com ela têm a idade de Bowie e continuam a comprar os discos (e as reedições, e as caixas luxuosas) dos ídolos de outrora e a comprar os bilhetes para os seus concertos - são, de facto, os maiores clientes de uma indústria discográfica em crise profunda.


Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Thom yorke... I'm sorry but I don't like it...

The direction that Thom has imprinted in his music does not bring me any satisfaction. :(




New Thom Yorke material surfaced online today, tracing back to September when he composed runway music for clothing line Rag & Bone. During September’s New York Fashion Week, models strutted down the runway to Yorke’s glitchy ambiance and touted the line’s Spring 2012 collection. Identifiable clips of Yorke’s new material were not available until now.

There is little known about these two pieces, apart from the confirmation that this is music Yorke made for the show. It’s not even known whether or not these low-quality clips are the entire songs. Regardless, it’s easy to get lost in the spacey glitch-pop of “Stuck Together” and the hypnotic stutter-sampling of “Twist”. Yorke even makes runway music a worthwhile experience. “Twist” previously made the blog rounds in September, but this is additional confirmation.

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Para revisitar 'Actung Baby'

Já deu para perceber que este é, para mim, o "álbum dos U2"




O assinalar dos 20 anos do lançamento de Achtung Baby, álbum de 1991 dos U2, gerou não apenas uma mão cheia de reedições (umas com mais, outras com menos extras), mas também um novo documentário que não só evoca a criação do álbum como olha o tempo que, entretanto, passou.


Estreado em Setembro no Festival de Toronto, From The Sky Down, de Dennis Guggenheim relata a história de um álbum clássico. Com os condimentos narrativos essenciais, começa por mostrar o momento em que, em palco, Bono encerra os anos 80 afirmando que se afastarão algum tempo para “sonhar tudo outra vez”... Segue para Berlim, onde começam as sessões de trabalho que rapidamente se transformam num verdadeiro terreno de conflito... Os confrontos, o receio de uma eventual ruptura e o encontrar da luz ao fundo do túnel quando One ganha forma, por acaso, a meio de uma sessão. Dennis Guggenheim usa imagens captadas em ensaios para a actuação em Glastonbury e uma visita de regresso aos Hansa Studios de Berlim para estabelecer contactos entre a memória, o presente e os vinte anos que passaram. É Bono quem diz que Achtung Baby foi o disco que fez com que ainda hoje aqui estejam. A frase pode carregar aquele tom característico das ideias que fazem a mitologia da cultura pop. Mas o vocalista tem razão quando o diz. Porque não fosse a ousadia e o fôlego que encontraram em Achtung Baby (e na expressão de palco que ganhou forma na Zoo TV Tour e, depois, na etapa de estádios sob o nome Zooropa), e o grupo nunca teria conhecido os patamares de maior fama global que, já levantada nos dias de Jushua Tree, só aqui voou mais longe.

Para revisitar os New Order manda a Mojo

Mais um excelente post do sound+vision



É uma das boas tradições da revista Mojo e uma das razões pelas quais, apesar do lado minimal repetitivo da seleção de temas (já perdi a conta de dossiers sobre Lennon, Dylan, Led Zeppelin, Pink Floyd...), a revista ainda mora entre as que vale a pena levar para casa. Quando chega a hora de assinalar efemérides (ou nem por isso), a Mojo desafia músicos a criarem versões de temas de artistas, muitas vezes reinventando álbuns inteiros. É o que volta a acontecer com uma versão-tributo dePower, Corruption and Lies dos New Order, disco que surge reinterpretado através de versões assinadas por nomes que vão dos Destroyer aos S.C.U.M. Originalmente lançado em Maio de 1983, o álbum assinalou a aproximação dos New Order a novas ferramentas electrónicas e nova ordem rítmica, afirmando uma identidade que da banda fez referência maior na história da relação da pop com a música de dança. Aqui fica o alinhamento completo desta edição (note-se que há extras relativamente ao alinhamento original do álbum):

The Golden Filter – “Age of Consent”
Tarwater – “We All Stand”
Errors – “The Village”
S.C.U.M. – “586″
Fujiya & Miyagi – “Your Silent Face”
Seekae – “Ultraviolence”
Walls – “Ecstasy”
Destroyer – “Leave Me Alone”
Biosphere – “Blue Monday”
Zombie Zombie – “The Beach”
Lonelady – “Cries & Whispers”
Anothers Blood – “Lonesome Tonight”
K-X-P – “Murder”

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Video: Iron & Wine – “Godless Brother In Love”

Music videos have certain comfort zones, especially when the music has uplifting and contagious qualities most typical of nostalgic rock or folk. One of these zones consists of young people running around, often outside among green pastures and beaming sunlight. It’s not exactly a cop out though, especially when the videos are as suitable as Real Estate’s “It’s Real” and WU LYF’s “We Bros“. Iron & Wine follow this trend with the video for “Godless Brother In Love”, from 2011?s Kiss Each Other Clean. Like some of the other videos, it’s not a far stretch from Levi’s “Go Forth” advertising campaign. It’s straightforward, but the music from Sam Beam is visually accommodating as usual.



Iron and Wine – Faded from the Winter

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Retrospectiva 2011: A melhor direcção de fotografia (1/2)



A direcção de fotografia é muitas vezes um factor de distinção de um filme e pode fazer a diferença entre o banal e o singular. Apresento de seguida uma lista bipartida dos melhores trabalhos de fotografia durante o ano 2011. A lista inclui apenas filmes exibidos comercialmente em Portugal, no seu título em português e por ordem de exibição no país. (Para a elaboração deste top nem todos os filmes estreados até ao final de Dezembro foram visionados. As escolhas de Tiago Ramos não reflectem necessariamente as de toda a equipa do blogue.)


Paul Sarossy por O Preço da Traição


Rodrigo Prieto por Biutiful


Matthew Libatique por Cisne Negro


Danny Cohen por O Discurso do Rei


Enrique Chediak e Anthony Dod Mantle por 127 Horas


Andrij Parekh por Blue Valentine - Só Tu e Eu


Harry Savides por Somewhere - Algures


Tetsuo Nagata por Micmacs - Uma Brilhante Confusão



Alex Catalán por Camino


Larry Fong por Sucker Punch - Mundo Surreal


Morten Søborg por Num Mundo Melhor


Luís Branquinho por Quinze Pontos na Alma


Adriano Goldman por Jane Eyre


Peter Deming por A Última Noite


Gareth Edwards por Monsters - Zona Interdita


Hélène Louvart por Pina


Stéphanie Anne Weber Biron por Amores Imaginários

Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Sherlock, na BBC One, estreia segunda temporada no dia de ano novo

Como 2012 promete ser um ano misterioso e de "roubo" nacional nada melhor que contratarmos o Sherlock... Já tive a oportunidade de ver a 1ª temporada e como gostei muito deixo aqui a novidade...

A BBC One estreia domingo, dia 1 de Janeiro, a segunda temporada de “Sherlock”. A primeira temporada foi um sucesso e a estação britânica decidiu avançar para uma segunda época seguindo o mesmo formato.

“Sherlock” faz uma adaptação mais ou menos livre das obras originais de Sir Arthur Conan Doyle mas com a acção a decorrer nos nossos dias.




Benedict Cumberbatch faz de Sherlock e Martin Freeman veste a pele do Dr. John Watson.

Tal como na primeira, a segunda temporada é constituída por três episódios de hora e meia cada. O primeiro episódio será “A Scandal in Belgravia”, a adaptação de "A Scandal in Bohemia" (Um escândalo na Boémia). Este foi o primeiro de 56 contos de Conan Doyle com Holmes publicados originalmente na The Strand Magazine.

O segundo episódio será transmitido no dia 8 e será “The Hounds of Baskerville”, a adaptação de “O Cão dos Baskerville”. Não há indicação ainda quanto ao terceiro episódio.

A série é criada por Steven Moffat e Mark Gatiss.

Sábado, 31 de Dezembro de 2011

“O Silêncio dos Inocentes” na lista dos filmes a preservar para sempre"

Para último post do ano escolho o "Silêncio dos inocentes", já há 20 anos que não vejo um filme como este. Já agora Bom Ano!

‎"Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos."

O thriller de 1991, e último filme até agora a ganhar os quatro principais Oscars – filme, realizador, actor principal e actriz principal, além do argumento adaptado –, “O Silêncio dos Inocentes” passou a integrar a lista norte-americana do National Film Registry. Isto é, passou a fazer parte daqueles que devem ser preservados para sempre.
O_silêncio_dos_inocentes
O anúncio foi da Livraria do Congresso dos EUA, que todos os anos, por esta altura, indica os novos objectos de cultura que passam a fazer parte desse núcleo.
Além do filme de Jonathan Demme, fazem parte outros, como “Forrest Gump”, de Robert Zemeckis, “The Kid”, de Charlie Chaplin, Bambi, de Walt Disney, The Lost Weekend, de Billy Wilder, e The Iron Horse, de John Ford.
Ao todo, fazem parte da lista 25 filmes, produzidos entre 1912 e 1994:
“Allures” (1961), de Jordan Belson
“Bambi” (1942), de Walt Disney
“The Big Heat” (1953), de Fritz Lang
“A Computer Animated Hand” (1972), de Ed Catmull
“Crisis: Behind a Presidential Commitment” (1963), de Robert Drew
“The Cry of Children” (1912)
“A Cure for Pokeritis” (1912)
“El Mariachi” (1992), de Robert Rodriguez
“Faces” (1968), de John Cassavetes
“Fruit Cake Factory” (1985), documentário
“Forrest Gump” (1994), de Robert Zemeckis
“Growing Up Female” (1971), documentário
“Hester Street” (1975), de Joan Micklin Silver
“I, an Actress” (1977), de George Kuchar
“The Iron Horse” (1924), de John Ford
“The Kid” (1921), de Charlie Chaplin
“The Lost Weekend” (1945), de Billy Wilder
“The Negro Soldier” (1944), de Frank Capra
“Nicholas Brothers Family Home Movies” (1930-1940)
“Norma Rae” (1979), de Martin Ritt
“Porgy and Bess” (1959), de Otto Preminger
“The Silence of the Lambs" (1991), de Jonathan Demme
“Stand and Deliver” (1988), de Edward James Olmos
“Twentieth Century” (1934), de Howard Hawks
“War of the Worlds” (1953), de Byron Haskin

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Estreias de 29 de dezembro

O Deus da Carnificina (Carnage)


Ano: 2011
Realização: Roman Polanski
Género: Comédia

Os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) encontram-se para resolver uma briga entre Zachary e Ethan, os seus filhos de 11 anos. Porém, se ao princípio tudo parece correr civilizadamente, à medida que a conversa se desenvolve, um problema mais ou menos insignificante começa a tomar novas proporções, com os quatro a revelarem mais infantilidade do que os seus próprios filhos que, teimosamente, não cessam de defender. Mas será que, em algum momento, um deles será capaz de agir como um adulto e parar aquela "carnificina"? Realizado por Roman Polanski, uma comédia dramática sobre o comportamento humano, baseada na aclamada peça de Yasmina Reza.
Outras sugestões: 


Enterrado (Buried)
Este filme já o vi e é daqueles filmes que não aconselho ver numa tela tão grande como a de um cinema. Engole-nos e enterra-nos junto com o protagonista. Um filme que não irei esquecer tão facilmente...muito bom.

Ano: 2010
Realização: Rodrigo Cortés
Argumento: Chris Sparling
Género: Thriller

Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um cidadão americano que trabalha como camionista no Iraque. Um dia, durante um assalto é deixado inconsciente. Quando acorda, percebe que foi enterrado vivo. Em pânico, sem qualquer explicação para o sucedido, com apenas um isqueiro e um telemóvel como hipótese de salvação, ele vai viver os piores 90 minutos da sua vida. Um filme claustrofóbico, realizado pelo espanhol Rodrigo Cortés ("Concursante"), que explora alguns dos piores medos do ser humano.


Bruna Surfistinha - O Doce Veneno do Escorpião
Ano: 2011
Realização: Marcus Baldini
Género: Drama, Biografia
Aos 17 anos, Raquel Pacheco descobre que foi adoptada. Revoltada, abandona a casa dos pais adoptivos e inicia-se nas drogas e prostituição. Assim, com o nome de Bruna Surfistinha, ela torna-se numa das mais requisitadas prostitutas de luxo da cidade de São Paulo. A sua fama atinge o auge quando, em 2005, decide publicar as suas rotinas e experiências pessoais num blogue, que rapidamente atinge mais de dez mil visitas mensais e que, mais tarde, daria origem a um livro, escrito pelo jornalista Jorge Tarquini. Este filme, realizado por Marcus Baldini e com Deborah Secco como protagonista, conta a história real desta mulher que, devido ao seu percurso singular foi, inclusivamente, tema de um artigo no "The New York Times".

Apollo 18 - Missão Proibida (Apollo 18)

Ano: 2011
Género: Ficção-científica, Thriller
Segundo a versão oficial da NASA, Apollo 17 foi a sexta e última missão do Projecto Apollo, pisando o solo lunar em 1972. A missão 18 terá sido abortada por questões políticas e financeiras. Mas, uma série de filmagens recém-descobertas mostram o lançamento de Apollo 18, em Dezembro de 1974, secretamente autorizado pelo Departamento da Defesa do Governo norte-americano, que nunca terá regressado à Terra. Através delas se revela um segredo guardado durante 40 anos onde reside a explicação para um dos maiores enigmas da História: por que mais nenhuma expedição foi enviada à Lua? Um "thriller" de ficção científica que segue a lógica do "found-footage" (estilo cinematográfico que parte da premissa de imagens supostamente verídicas deixadas por personagens desaparecidas ou mortas), pelas mãos do realizador e argumentista espanhol Gonzalo López-Gallego.

O Rebelde Salvador (Machine Gun Preacher)

Ano: 2011
Realização: Marc Forster
Argumento: Jason Keller
Género: Drama, Biografia
Um filme sobre a história de Sam Childers, um homem com uma vida desregrada e ligada às drogas e ao álcool que, após a saída da prisão, decide mudar o rumo da sua vida. Ao deslocar-se ao Uganda e Sudão, através de uma empresa de construção de casas para refugiados, Childers depara-se com um cenário de violência e sofrimento. Aí, ele acaba por encontrar o verdadeiro sentido da sua existência na dedicação aos outros, resgatando, com a ajuda da sua mulher e do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA), crianças órfãs usadas como soldados pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA). Com realização de Marc Forster ("Monster's Ball - Depois do Ódio", "O Menino de Cabul") e argumento de Jason Keller, o filme adapta o livro de memórias "Another Man's War", do próprio Sam Childers, que, neste filme, é interpretado por Gerard Butler.

Justiça (Seeking Justice)

Ano: 2011
Realização: Roger Donaldson
Género: Thriller
Após a sua mulher ter sido assaltada e violada, Will Gerard (Nicolas Cage) é contactado por Simon (Guy Pearce), o representante de uma misteriosa organização que se propõe a ajudá-lo na sua ânsia de vingança. Este grupo secreto é formado por um grupo de cidadãos de todas as classes que, perante as autoridades policiais pouco eficazes no que concerne ao combate aos crimes violentos, se reúne com o intuito de fazer justiça pelas suas próprias mãos. Porém, tudo tem o seu preço e o que Will não poderia prever era que em troca daquele favor ele teria de matar outra pessoa... Um "thriller" de acção realizado por Roger Donaldson ("O Cume de Dante ", "O Recruta", "O Golpe de Baker Street").

Sinopses: Cinecartaz Público