Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012
Olá, Maçonaria!

Portanto, Passos Coelho não é maçon. Ainda bem! Há décadas que sabemos andarmos alimentando essa tropa, de início ideológica, actualmente valendo-se das ideologias e das famigeradas "éticas" para promover os seus interesses e os seus negócios. O repto está lançado: Senhores Deputados, tirem a máscara!

Obviamente, tudo dará em nada. Ou em quase nada.

Porque já deu em algo. Ficámos desde já a saber que os maçons pululam no Parlamento. E - decerto por acaso do destino - em lugares proeminentes da grupalhada, mormente na chefia das diversas equipas (ditos partidos) em concurso.

É bom que assim seja. Melhor se as rivalidades entre o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP) vierem à tona. Quando se zangam as comadres, diz o povo, descobrem-se as verdades...

E aí, todos nós, portugueses, vislumbraremos a teia. A extensão dos tentáculos do polvo.

Essa a maior revolução nacional, desde a constituição do famigerado Sinédrio.



publicado por João Afonso Machado
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Pensamentos do Dalai Lima

 

As celuloses estão a encher o país de eucaliptos, mas estão a fazer o seu papel.



publicado por Jorge Lima
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Crepusculo III - vãos desesperos

 

 

Foi frenética e confrangedora a sintonia entre a esquerda mais demogagógica da Assembleia e o grosso da informação publicada sobre a deslocalização para a Holanda da SGPS da família Soares dos Santos. Ignorância sobre fiscalidade, dedos em riste e acusações de hipocrisia, manipulação de afirmações de deputados - valeu tudo. Valeu tudo na TVi (um espelho de estupidez), valeu a falta de informação rigorosa na RTP (o triste costume), mas valeu-nos, hoje, a Sic, que chamou o director do Jornal de Negócios e um fiscalista, os quais sabem do que falam, informaram, e - perante o panorama desinformativo execrável - tiveram até a bondade de sugerir pistas para um debate sério. Por exemplo: como nos tornamos mais competitivos em termos fiscais e outros? Porque estiveram demagogos e televisões tão mudos e quedos enquanto a maioria das empresas do PSI20 se deslocalizava em tempos socialistas?

 

Há, de facto, um enorme fosso a cavar-se, todos os dias, à nossa vista, entre os especialistas convidados e o que dizem os orgãos de informação que os convidam - ou seja, um enorme fosso entre a inteligência e os jornalistas.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Crepúsculo II - o passado do futuro

Sob o título «Memórias do Futuro», a RTP iniciou hoje uma espécie de processo de canonização de Mário Soares, sob a forma de umas memórias orais entremeadas de passagens do diário pessoal e de fotografias de época. É uma série, não vi anunciado em quantos episódios, mas suponho que em demasiados. Nela, Soares traçará, em pequenas histórias saborosas, o panorama da total irrelevância da esquerda durante os tempos da ditadura. Com este tipo de informação arcaica e preguiçosa traça a RTP1 o panorama da sua total irrelevância em tempos históricos de mudança.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Crepúsculo I - hino de defuntos

 

Mário Soares escreveu no seu diário juvenil, nos anos de 1940, que tudo chega a Portugal com 100 anos de atraso. Não demorará tanto, mas é verdade que, no crepúsculo do socialismo, a informação continua a ser asfixiantemente de esquerda. No primeiro dia deste ano, a RTP2, que nos obrigam a pagar, transmitiu um documentário intitulado «Longe de Abril» sobre as lutas dos trabalhadores rurais do Couço. Respeito o sofrimento de pessoas que foram presas por ideias e torturadas, como alguns aldeões do Couço foram -  sem no entanto esquecer que eram os representantes locais da ideologia mais assassina do Mundo, responsável, segundo o Livro Negro, por mais de 100 milhões de mortos na Europa, na América, na Ásia e na África. Mas a RTP2 continua a tratar o comunismo com o mesmo tom de elegia. E lá arranjou «um fotógrafo italiano» (em querendo, consegue-se sempre desenterrar um idiota estrangeiro para reeditar frustrações suas e desgraças nossas) para reviver as ocupações de 1975. Dizia a sinopse da RTP2 que os trabalhadores do Couço ocuparam as terras dos latifundiários, «que tornaram produtivas». É mentira a vários níveis. É mentira várias vezes. É mentira que os Silva, os Vieira, os Falcão, os Azevedo, tivessem terras improdutivas. Nenhuma dessas famílias era absentista - viviam todas no Couço ou na proximidade. Nenhuma dessas famílias tinha as terras «improdutivas» - não podiam ter, porque a agricultura era a sua actividade económica exclusiva. E nenhuma das terras ocupadas se tornou produtiva - o que aconteceu, registadamente, foi que a produção agrícola caiu para 1/3. E nem vale a pena citar o caso tragicamente anedótico de um dos primeiros actos de uma Unidade Colectiva de Produção (como eram chamadas) exactamente do Couço ter sido celebrar a ocupação com uma jantarada para que foram convidados militares cúmplices, e cujo principal prato foi o boi de cobrição da propriedade.

Mas em 2012, ainda - 37 anos depois, ainda -, a RTP2 trata estes temas como se fossem uma lenda agradável - ou seja, trata destes temas mentindo, manipulando, omitindo, falseando e intoxicando, promovendo como sonhos cor-de-rosa os pesadelos de Outubro de 1917.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Ricochete

As políticas anti-família - a política fiscal, entre outras -, a promoção do aborto, a promoção dos casamentos biologicamente inférteis, a promoção do divórcio por capricho deram contribuições decisivas para o envelhecimento da população. O envelhecimento da população dá um contributo decisivo para a falência do «Estado social», figura que é a única e sobrante característica diferenciadora da política do partido socialista.

Com atroz ligeireza, vejo com enorme gosto como as políticas fracturantes tão do gosto socialista cavam a sepultura do «Estado social» tão do gosto socialista. E nem pode dizer-se que se trate de uma ironia do destino - é, antes, uma ironia inteiramente provocada.



publicado por José Mendonça da Cruz
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Tresmalhados

Pode não parecer, mas é brincadeira. Uma encenação, pura e simples, frequentemente repetida: em boa verdade, para além do choque, palavras soltas e bem audíveis, ninguém se magoa. É só para impressionar.

E os socialistas tem as suas razões. Obviamente eleitorais, pois que outras? O facto é, porém, que assinaram o memorando da Troika, residindo a maçada no previsivel descontentamento popular. Há que estar atento... Qual o alcance das suas consequências? Os partidos da coligação governamental suster-se-ão? Cederão às pressões? Haverá sufrágio antecipado?

É este o ponto para onde convergem as atenções do PS - novas eleições, hipotéticamente! E, então, nada como deixar as sobrancelhas de António José Seguro franzindo bom-senso e apelos à moderação: enquanto Alberto Costa, Vitalino Canas e o heroico Alegre ameaçam com o Tribunal Constitucional apreciando o Orçamento de Estado, por eles próprios apresentado nessa Instância.

Assim se colocando na linha da sucessão, mesmo que Seguro segure o partido. Se a coisa corre mal... pois sempre tinham ficado do lado do povo, ao arrepio da vontade dos "camaradas colaboracionistas com a Direita". Se o OE passa... nada mais ocorreu senão uma salutar polémica, como outras tantas que caracterizam o pluralismo do PS.

Tudo isto, como se vê, eivado dos mais nobres princípios. E da Ética de sempre. 



publicado por João Afonso Machado
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Depois da série "A liberdade, pá, não é como pão com manteiga, pá"....

Otelo vem agora dizer que "Uma opinião não pode ser considerada crime". Pois não. E o disparate?



publicado por Francisco Mota Ferreira
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Blogues em revista

 

Um novo blogue colectivo com uma equipa de luxo. Mas cuidado que pica.


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publicado por Corta-fitas
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Pensamentos do Dalai Lima

 

 

 

 

Pingo Doce: sabe bem, pagar tão pouco.



publicado por Jorge Lima
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Não há interlocutores

 

No fim do ano, sem que nada o fizesse imaginar e depois de ter escrito isto no seu blogue — «Parada de fim de ano. Volto no dia 11. Feliz 2012 para todos nós» — um dos mais importantes jornalistas culturais do Brasil, Daniel Piza, faleceu de ataque cardíaco aos 41 anos. Colunista e editor do Estado de São Paulo, biógrafo de Machado de Assis, o que não é pouco, o seu desaparecimento devia consternar todos aqueles que querem uma aproximação cultural de Portugal e Brasil. Se não erro, apenas João Pereira Coutinho noticiou entre nós esse tremendo infortúnio, o que dá um ácido retrato da ignorância, da ingratidão, da decadência de quem pode e deve cuidar dessas coisas, por obrigação pública ou profissional. Vi os jornais e blogues, esperei reacções, comentários, e nada. João, estamos sozinhos, nada que te surpreeenda, eu sei mas eu, que sou ingénuo, espero e cobro. Cobro? Não.

Simplesmente não há interlocutores a quem. É nisso que estamos. E sabes quanto o lamento!



publicado por Vasco M. Rosa
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Uma sina de mediocridade

 

Até eu que não embarco em teorias da conspiração, às vezes sou forçado a admitir que são como as bruxas, que las hay, las hay. Ao contrário de muitos meus companheiros de luta, não me passa pela cabeça andar a espreitar por cima do ombro por causa da Maçonaria. Cada um sabe da seita com que se cose, e eu pela parte que me toca não penhoro a minha liberdade por qualquer "obediência" ou prato de lentilhas, mesmo que no sentido “filosófico”.  Todos sabemos como este País é “pequenino”, com elites manhosas, todo dado a compadrios, castas e amiguismos, ancestral sina da nossa mediocridade. Por isso não podemos deixar alertar com estes sinais, que deveriam angustiar seriamente os portugueses livres, já que os pedreiros há muito que não querem saber disso para nada.


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publicado por João Távora
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Ao terceiro dia

Pus-me finalmente fora de portas, arrisquei descer à rua, a medo, é certo, mas com aquela irresistivel vontade de vêr o 2012.

Tomei os meus cuidados: blusão já em fim de vida, o cartão multibanco escondido nas meias e alguns trocos no porta-chaves. Sem telemóvel.

Nada surgiu, porém, que atemorizasse. O homem do quiosque recebeu-me com a habitual cordialidade e não carregou no preço do jornal. Folheando rapidamente o periódico, enquanto diziamos aquelas cortesias próprias da época, as costumeiras notícias: um gang de teenagers assaltou uma velhinha no seu domicílio; o outro acertou três tiros na "companheira", testemunhados pela filha desta; uma pastelaria assaltada, umas dezenas de pessoas no desemprego, algumas centenas com salários em atraso; mais uma caixa ATM arrombada por um ariete, não sei quantas famílias declaradas falidas...

O habitual!

Aventurei-me depois no restaurante. Sempre queria ver essa bizarma do IVA. (Até porque o patrão, o Sr. Mário, amigo de longa data, não permitiria desacatos...). Mas não: creio mesmo, se paguei mais foi se comi mais. E saí contente, aliviado, tão descontraído quantos os que transitavam passeio fora. Ou devoravam o seu bocadinho de sol nos bancos do jardim da Rotunda.



publicado por João Afonso Machado
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Democracias para todos os gostos

Parece que anda tudo um bocado preocupado com o que se passa com a Hungria. Claro está que a preocupação decorre porque em Budapeste há um governo de direita, conservador, que ao abrigo dos 2/3 que dispõe no Parlamento, mudou a Constituição e impôs algumas regras novas.

 

Percebo que ,para os paladinos do politicamente correcto, que normalmente são de esquerda, algumas destas novas medidas possam fazer confusão. Mas o que de tão grave o Governo o do partido Fidesz fez: mudou a designação de “República da Hungria” para “Hungria”; increveu na Lei Fundamental a frase “Deus abençoe os húngaros”; quer criminalizar os socialistas (herdeiros do antigo Partido Comunista Húngaro) e fazer uma investigação aos crimes cometidos durante as décadas de socialismo; excluiu a qualquer possibilidade de reconhecimento de casamentos homossexuais e a Constituição passa a consignar a defesa da vida humana desde o embrião, impedindo a legalização do aborto.

 

A União Europeia já mostrou a sua preocupação, os EUA também e já se fala em perseguições aos jornalistas e aos media e, helás, a nomeação de pessoas de confiança do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, para altos cargos do Estado. Mas não é suposto um Governo fazer isso? Escolher pessoas da sua confiança?

 

Quem critica neste momento as autoridades de Budapeste são os mesmos que se calaram quando alguns países da Europa legalizaram o aborto e as uniões homossexuais, quando a Espanha – que teve uma transição quase serena da ditadura para a democracia – desenterrou o fantasma dos crimes do franquismo. Ironicamente são também os mesmos  que encaram com uma enorme naturalidade que a religião e as referências a Deus estejam presente nos discursos dos candidatos presidenciais norte-americanos e omnipresente na Casa Branca sem que isso se traduza no surgimento de um qualquer IV Reich para os lados de Washington.

 

Vou condescender e dizer que até pode haver algumas razões para preocupação e que a tentação totalitária poderá fazer o seu caminho entre as autoridades de Budapeste. Mas onde estavam e onde estão estas mesmas pessoas e instituições quando a Venezuela e a Rússsia, apenas para citar dois exemplos mais mediáticos, começaram paulatinamente a suprimir a democracia? Onde está esta gente que, sistematicamente, fecha os olhos às particularidades chinesas e ao abuso sucessivo e sistemático deste regime aos Direitos Humanos fundamentais e básicos?

 

Onde estão os democratas de pacotilha que durante décadas, negociaram com a Líbia e o Iraque? Com Angola?

 

Onde estão os paladinos da liberdade quando as autoridades dos seus países negoceiam e mantém relações estreitas com a Arába Saudita e, imagine-se, Israel, onde os atropelos aos Palestinianos são uma constante?

 

E estão agora a chatear a Hungria? Tenham lá paciência e, já agora, alguma vergonha na cara. Nas próximas eleições, se a oposição húngara ganhar as eleições e tiver 2/3 dos votos até pode mudar tudo outra vez. Até lá, as coisas são como são. Graças a Deus.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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Fazer pouco do Tribunal Constitucional

Leio nas notícias que alguns deputados do PS querem pedir a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento de Estado para o próximo ano por causa dos cortes nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas.

 

Não sei se esta medida  vai fazer escola entre os deputados socialistas. Alguns querem, estarão a tentar convencer outros – ao que parece bastam apenas 23 – e o líder par(a)lamentar do PS, Carlos Zorrinho lava as mãos como Pilatos: não concorda, mas também não impede.

 

Confesso que não gostava de estar na pele de António José Seguro. Herdou uma bancada parlamentar hostil, orfã de José Sócrates, que tudo tem feito para colocar a actual direcção socialista com muito pouca margem de manobra. Fizeram o número em relação ao próprio Orçamento de Estado, fizeram das suas na escolha da liderança parlamentar e, sempre que podem, colocam em causa a estreita margem de manobra do líder socialista, comprometido com o que assinou com a Troika, e a suposta folga que pode ter enquanto maior partido da oposição.

 

Apenas sei que este truque é baixa política. O Tribunal Constitucional (TC) já se pronunciou sobre a constitucionalidade desta medida e a tentativa soez que alguns deputados do PS procuram fazer resume-se a uma opção desesperada de quem, passados todos estes meses, ainda não percebeu que se encontram na oposição. Já para não falar que estão a maçar os juízes do TC com algo que não tem provimento. Do mal ao menos, vamos ter a esperança  que o parecer que saia deste órgão cubra os senhores do PS de ridículo.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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2011: Coisas inesquecíveis ouvidas na TV e arredores

"A 'Three Gorgeous' vai assinar amanhã o contrato de compra da participação do Estado na EDP" (Mário Crespo).

 

"O ministro das Finanças não tem qualquer visão sobre como é que o país se há-de desenvolver, e tal" (António Costa, Quadratura do Círculo).

 

"A Europa não está a ser séria. Andam todos a fazer cada qual o seu joguinho. Os holandeses são capazes de vender a mãe se lhes pagarem bem. Os suecos julgam-se superiores. Os noruegueses (...), um rapaz que fazia Pilates comigo, foi à Noruega, deixou lá o curriculum e já o chamaram (...) O Sarkozy-Cosifantuti... é mau para os países terem líderes ridículos" (Raul Rosado Fernandes).

[Silêncio] "Deixe-me fazer-lhe uma ultima pergunta" (Ana Lourenço).

(...) "Eu conheci a Thatcher" (RRF).

"Um bom Natal" (AL).

 

"Aos 40 percebi que era imortal" (Diogo Infante).

 

Dou 13 à cimeira” (Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a cimeira europeia).

 

[Um homem que se] "passeia pelos salões dos poderosos, come pastéis de bacalhau na leitaria da esquina, frequenta seminários académicos, bebe um refresco em locais imagináveis e trata por tu grandes e pequenos" (António Barreto, sobre Gonçalo Ribeiro Telles).

 

"Já é uma tradição nas cimeiras dos países mais ricos do mundo" (Luís Delgado, sobre a presença de estrangeiros na manifestação da Assembleia da República).

 

"Christine Lagarde é uma encantadora, uma sedutora" (Braga de Macedo).

 

"Portugal não é monótono" (António Barreto).

 

(Continua) )

 



publicado por Zélia Pinheiro
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A minha estreia no 11 inicial

 

(...) Com estes genes jamais eu seria republicano, do Benfica, maçom ou socialista, nem fã do Real de Madrid do Manchester, da Williams ou da Ferrari, por muito charme que tenha. Porque as coisas "como devem ser”, na realidade nunca foram as mais populares. Enfim, só não sou do Belenenses porque não sou masoquista, e porque o meu tio Manel cuidou de me levar a Alvalade quando eu era pequeno. (...) Ler mais»»»


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publicado por João Távora
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Pensamentos do Dalai Lima

 

– Acompanhavas o «Peso Pesado»?

 

– Não, só via as gordas.

 

Mais Dalai no Blog do Dalai

 

 



publicado por Jorge Lima
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Segurança....

A gente fala, ninguém atenta e as maçadas vão acontecendo. Não seria importante não fosse um prenúncio. Para os que não gostam de ficar em casa.

Foi nesta passagem de ano. As hordas da periferia acharam por bem assolar a beira-mar. Vale dizer, o lugar dos magnatas. Há registos.

Nomeadamente de um grupo de mais de 20 jovens, entre os os 15 e os 20 anos, eles e elas, oriundos de Ermesinde, rumando a Foz do Douro. Onde, supostamente, decorreriam os festejos dos "ricos".

De modo que a algazarra foi patente nos meados da madrugada. A pequenada saída dos bares esteve sob mira. Entre garrafas partidas a meio e correntes metálicas, valeu tudo. - Passa para cá...

Passa para cá a "massa", o telemóvel, o relógio. Foram bastantes as vítimas. E os fisicamente lesados, com passagem pelo hospital. Os jornais relatam cenas de absoluto desvario.

Um facto inédito. Sobre o mesmo, pronunciem-se os habituais antropólogos. Cá por mim sem recônditas intenções, sem acutilancias apontadas, traduzo o sucedido em português claro - facto inédito! Onde vai o Porto pacato dos nossos filhos saindo à noite sem alarme?

Está onde não estão as 200 viaturas da PSP encostadas por avaria, sem meios para as reparar.

Está onde está o farwest. Só não mais sanguinolento se o Estado tiver algibeiras para pagar às forças de segurança.

Até lá... cuidado com o Carnaval. Todos podemos chegar à boite demasiadamente tarde...



publicado por João Afonso Machado
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Sabemos que estamos em crise quando…

… o Governo estabelece em portaria publicada hoje do Diário da República que o primeiro prémio do Euromilhões vai ter como tecto máximo 190M€…



publicado por Francisco Mota Ferreira
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Banalizar a greve

Apenas uma pergunta: quando é que os trabalhadores que fazem greve e os sindicatos que a convocam percebem que banalizar este direito constitucionalmente garantido apenas faz com que milhares de pessoas se coloquem contra eles? Para nos estragar a vida, já basta o Estado.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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À procura do sucessor de Obama

Estive entre os Portugueses que não se entusiasmou com a obamamania que contagiou o mundo. Os meses passam e, cada vez mais, noto que, felizmente, não estou sozinho. O Presidente Obama falhou no que prometia e corre o risco de, à semelhança de Carter, apenas cumprir um único mandato.

 

No entanto, a confiança nas hostes democratas parece inabalável tanto que no “caucus de Iowa” que se realiza amanhã, a grande novidade será a de se perceber quem irá o actual presidente democrata defrontar do lado republicano - nenhum candidato democrata se atreveu a desafiar o status quo.

 

Os Republicanos têm, por isso, uma oportunidade histórica de poderem reconquistar a Casa Branca em Novembro. O partido republicano tem candidatos para todos os gostos, mas na beleza que é o sistema democrático dos EUA, Romney e Gingrich parecem agora reunir algum consenso, num acto eleitoral que é mais simbólico que propriamente significativo - amanhã decide-se apenas 1% dos delegados à convenção republicana que irá depois formalizar a escolha do seu candidato presidencial.

 

Iowa marca o arranque de um ano intenso de campanha eleitoral nos EUA e poderá também marcar o início de uma nova era para os EUA e o mundo. Pela particularidade e importância destas eleições e pelo momento actual em que vivemos, este é um acto eleitoral que deverá ser seguido atentamente aqui neste lado do Atlântico.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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Feliz 2013…

A expressão completa e a mais correcta seria qualquer coisa como isto: “Feliz 2013 porque já sabemos que 2012 vai ser muito mau”. Os sinais estão aí e este ano será possivelmente o mais difícil de ultrapassar. Nâo apenas em Portugal, mas também no quadro da União Europeia e no mundo.

 

A Europa encontra-se numa encruzilhada e Portugal está refém dos ditames da troika e da conjuntura. A grande ironia, dizem os especialistas, é que a folga nacional poderá ser aligeirada se porventura a situação na União Euopeia piorar. Rico consolo, convenhamos, quando vemos que a situação “lá fora” não está muito melhor do que o que vivemos “aqui dentro”. E se se pensar que um dos cenários que se coloca é o do fim do euro como moeda europeia e, quem sabe, o princípio do fim da própria União Europeia tal qual foi idealizada pelos seus pais fundadores, então temos razões para estar seriamente preocupados.

 

Por cá, este Governo parece estar reduzido a um mero executor de actos previamente decididos externamente e, honra lhes seja feita, tem tentado ser um bom aluno. O problema resumem-se a estratégias que dificilmente dão frutos a longo prazo. Não se pode aumentar indefinidamente impostos à população para criar receita e não desenvolver mecanismos de redução de despesa e de incentivo à economia. Não se pode pedir sacrifícios e dar sinais contrários de que muito pouco está a ser feito para mostrar que estamos todos no mesmo barco.

 

O ano de 2012 será um desafio. Para quem nos governa e para quem é governado. E todos nós temos a nossa quota-parte de responsabilidade e de tarefas. Dentro do possível, que 2012 não seja tão mau como se prevê.



publicado por Francisco Mota Ferreira
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O ano do Leão: 2012

 

O blogue "Sporting - És a nossa fé", que conta com uma selecção luxuosa de blogers da nossa praça abriu ontem oficialmente: um sitio para sportinguistas e outras pessoas de bom gosto.


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publicado por João Távora
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Top of the pops

 

Inesquecível tema "Coração Vagabundo" de Caetano Veloso com Gal Costa no seu álbum de estreia, "Domingo".



publicado por João Távora
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Um dia de festa

A cidade é um deserto, está-nos por conta. Esmolas? Porque havia este dia de ser diferente dos outros? Gozemos, pois, a ausência de atropelos, o paraíso do silêncio, da imobilidade das portas. Até parecemos bem instalados e não chove, sequer o frio é de morte. Será um bom ano, este 2012, igualzinho aos demais. Com um pouco de sorte nem alcançamos 2013. Ou será que é verdade querermos viver?

Bah!, deixemos essa discussão para depois, ainda falta o giro pelos contentores do lixo. À montanha de garrafas de espumante que os inunda, tantas são as caixas de doçaria transbordantes, o almoço parece garantido, rija festa nos aguarda.

Vá, levanta-te, não sejas preguiçoso! Já passa da uma da tarde e eles são bem capazes de acordar e sair, como se a rua não fosse só nossa. Olha que não chove e quase não se sente o frio... Ainda nos esquecemos de comemorar o Dia da Paz que é hoje!...



publicado por João Afonso Machado
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Feliz 2012

 

A Vida encontra sempre um caminho, na encruzilhada de contrariedades: quando a Câmara Municipal de Cascais por questões de austeridade reduziu ao mínimo as celebrações da passagem de ano, aqui no bar da praceta onde moro ontem dispuseram-se a rebentar um assinalável arsenal de fogo-de-artifício. A noite foi animada para os moradores e no estabelecimento a euforia durou até altas horas. 2012 não está condenado á nascença, por isso tenham um feliz Ano Novo.



publicado por João Távora
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Domingo

Tempo do Natal, Dia Mundial da Paz

 

(...) ao ver estradas e praças das cidades enfeitadas com luzes resplandecentes, recordemos que estas luzes evocam outra luz, invisível aos olhos, mas não ao coração. Enquanto as admiramos, ao acendermos as velas nas igrejas ou a iluminação do presépio e da árvore de Natal nas casas, o nosso ânimo se abra à verdadeira luz espiritual trazida a todos os homens de boa vontade.

 

Bento XVI - catequese 21 de Dezembro 2005


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publicado por João Távora
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011
O erro não faz sentido

Uma forma infalível de compreender o porquê dos acontecimentos é causá-los. Parece profético, mas é um disparate. Ideias como “só me arrependo do que não fiz” revelam uma pobreza de espírito digna de compaixão. Cometemos erros, sim, mas seria muito melhor se não tivéssemos sido autores, actores, espectadores e vítimas de algo... errado.

 

É ainda pior quando esta inconsciência leva os sujeitos a ignorar os primeiros sinais adversos, mais subtis. Nestes casos, ou os acidentes são suficientemente grandes para ultrapassar a anestesia da ignorância, ou nem sequer são percebidos.

 

É possível compreender muitos aspectos da vida sem ser necessário errar. Outros, nem errando. É necessário tempo, domínio de si e uma certa sabedoria. Tempo para percorrer caminhos interiores; domínio de si para não ceder aos gritos da necessidade de conclusões rápidas; e a sabedoria humilde que faz aceitar que existem lógicas mais complexas que as que somos capazes de compreender.

 

A sabedoria, mais que cumulativa, é subtractiva. Se pensarmos bem, vamos aprendendo o que não fazer, como não fazer, em quem não confiar, etc. O nosso intelecto vai ganhando, progressivamente, capacidade de filtrar o lixo que o povoa.

 

Um sábio não é alguém que vê o extraordinário, mas sim aquele que conseguiu ficar cego em relação a coisas para que os outros olham. Antes disso, é preciso inteligência e confiança para aceitar que aquilo que faz sentido, no fundo, talvez não faça sentido nenhum.

 

 

(publicado no jornal i - 31 de dezembro de 2011)

 

imagem daqui



publicado por José Luís Nunes Martins
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O Poder da Arte

  

 

Desde a primeira hora “muito cá de casa”, Kate Bush é principalmente uma poetiza e compositora de raro talento, e a sua música uma sublime panaceia para almas sensíveis e sofisticadas. Quem relacionar esta artista britânica apenas com os seus sucessos de teenager nos anos setenta, como Wuthering Heights ou Babooshka certamente não entenderá do que falo.
Trinta anos depois, com o recém-publicado 50 Words for Snow, Kate Bush faz-se ouvir quase em surdina na serenidade de composições maturadas, com poucas referências pop, mais perto das referências eruditas e do Jazz. Neste disco, construído sob constante presença do elemento neve, somos embalados para uma assombrosa intimidade, sussurrada ao nosso coração, composto por longos recitais de palavras e sons que lentamente entranham até à exaltação, uma mansa euforia.
Gravado com um núcleo de músicos que incluem Danny Thompson e Steve Gadd e com as participações vocais de Bertie (filho de Kate), Elton John e Stephen Fry, 50 Words for Snow vem na corrente de composições anteriores como This Woman’s Work ou A Coral Room, sábios caminhos que só a “antiguidade” e um raro talento podem proporcionar e que, culminam em temas sublimes como Among Angels ou Misty.

Deixarmo-nos "cativar” pela música de Kate Bush, na acepção dada por Saint-Exupéry, é um privilégio exclusivo de “quem a viu e de quem a vê” de mente e coração abertos, neste atravessar de quase trinta longos anos: afinal aquela menina "gazela" de vestidos e danças exóticas sempre foi muito mais do que isso… e tal só poderá ter escapado àqueles que passaram ao lado de temas premonitórios como The Man with the Child in His Eyes ou And Dream of Sheep

50 Words for Snow é o meu disco de 2011, que em contraciclo com estes duros dias lhes incutirá um indelével cunho de beleza. É este o poder da Arte, é esse o poder do Espírito.

Votos de feliz Ano Novo.


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publicado por João Távora
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Recortes

 

(...) Como é habitual em todos os vícios, seja a droga, seja o álcool, o tabaco ou o jogo, a ressaca é dolorosa e nem sempre leva à cura do viciado. Depende da vontade, da força e da esperança de uma vida melhor e mais responsável. Muitas pessoas e muitas empresas não vão resistir à ressaca. Não vale a pena vender ilusões. Muitos ficarão pelo caminho. Mas os outros, os que resistirem, têm a certeza que o futuro pode ser construído em bases sólidas e não em cima de castelos de areia. É por isso que as reformas que aí vêm no trabalho, nas rendas, na justiça, na Segurança Social e no Estado não podem ser tímidas, feitas por gente com medo de descontentamentos, protestos ou mesmo violentas contestações sociais. Não há lugar para recuos, hesitações, medidas dúbias para agradar a gregos e a troianos. É preciso determinação e coragem. (...)

 

António Ribeiro Ferreira hoje no jornal i



publicado por João Távora
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Um Bom Ano!

Mais (ou menos...) um ano. Se este foi mau, o próximo afiançam-lo muito pior. Seja o que Deus quiser e a gente da politica conseguir. Por cá, o objectivo foi alcançado: a pequena já sabe o que é uma codorniz, vale dizer, para o que nasceu.

Vivamos assim: gozando, apreciando as pequenas coisas dos nossos dias. Sem aspirar a muito - é mais prudente.

Para todos, Amigos e Leitores, um 2012 com muita força, toda a combatividade e, acima de tudo, saúde em abundância



publicado por João Afonso Machado
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
Um gato às direitas!

 

 

 

Confesso que não esperava tanto do Gato das Botas, que é porventura a única coisa que se aproveita da inenarrável sequela de Shrek, da DreamWorks Animation, cujo filme conseguiu pôr a minha filhota (muito crente na beleza, em príncipes e princesas, e pouco em arrotos e alarvidades) a chorar de desconsolo, e cujo “catálogo” balança entre o puro mau gosto e a macaqueação da concorrência Disney e Pixar em estilo suburbano. 

Com um guião divertido, a trama decorre numa Espanha seiscentista numa inteligente miscelânea do conto original de João Pé de feijão e a galinha dos ovos de ouro (aqui uma gansa…) e o  Humpty Dumpty da lengalenga à mistura. Tudo isto sem o cinismo que marca a série Shrek: o gatinho é um indómito cavalheiro com um sensível coração latino, e acaba por protagonizar uma inaudita acção de charme, redimindo um pouco a imagem dos simpáticos bichanos, injustamente mal-amados por tanta gente e tradicionalmente tão malquistos nos desenhos animados. Nestas férias de Natal, o Gato das Botas é definitivamente uma boa escolha para passear a criançada a ressacar das Festas. Boa onda!



publicado por João Távora
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Das "Memórias de um Átomo"

«Na agonia da antiga civilização europeia, de África e da longínqua Asia rumaram povos sedentos de conquista. O pequeníssimo e simpático Portugal foi o seu anfitreão e o seu tubo de ensaio.

Chegaram primeiro os angolanos, cujo Imperador enviou, à frente do séquito de parlamentares e (à cautela) de alguns contigentes de ferozes ninjas, o dilecto general, nem mais do que a própria filha (querida da vitória) Isabel Santos, mulher formosíssima, quanto guerreira fria, implacável. Será lenda, apenas, mas muitos atribuem o súbito desaparecimento político de Pêro Santana Lopes, Condestável, a uma paixão atrevida e incontrolada pela magnética Isabel - de que resultou a ordem pronta da sua morte pelo horroroso processo de em vida lhe extrairem o coração pelas costas.

Os angolanos saciaram-se com os tesouros das Grutas e Armazéns dos Lagares de Petróleo (GALP), enquanto os chineses -  a segunda vaga de ocupadores - misticamente acometeu as fontes filosóficas da Energia Divina Pura (EDP). E, pusilânimes, absorvendo-a, nem sequer empalaram António Mexia e outros guadiões do templo. Nem uma vez se ouviu o sinistro sibilar do sabre oriental, mesmo porque rápidamente a sua capital, estabelecida em Varziela, Vila do Conde, se achou repleta de estátuas de Buda, oferecidas por Joe Berardo, um convertido, e do caminhar descalço dos budistas vindos da praia.

E assim viveu Portugal então. Ainda com fome, já não esfomeado. Sempre menos português, salvo numa imensidade de pequenos recantos druídicos onde os seus costumes e as suas crenças, as suas danças e cantares de outrora, são zelosamente mantidas por meia-dúzia de iniciados».

 

(Com a devida autorização do meu Amigo J. da Ega, a quem mui grato sou).



publicado por João Afonso Machado
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Sexta-feira da lei das rendas

 Ashley Anne Vickers daqui

 


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Pensamentos do Dalai Lima


«Lista», em espanhol, quer dizer «pronta».

Em português, quer dizer «espera».

 

Muito mais no Blog do Dalai Lima

 

 


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publicado por Jorge Lima
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
A Dinastia de Bragança e o Berço da Democracia Moderna

 

“Conforme as regras de direito natural, e humano, ainda que os Reinos transferissem nos Reis todo o seu poder, e império para os governarem, foi debaixo de uma tácita condição de o regerem, e mandarem com justiça, sem tirania, e tanto que no modo de governar usarem delas, podem os Povos privá-los dos Reinos, em sua legítima natural defesa.” Foi assim que em 1641, no assento das cortes, justificámos a revolta e sublinhámos a legitimidade democrática de D. João IV. Escrito “aos 5 dias do mês de Março de 1641”, o texto prova que vieram dos portugueses as primeiras ideias iluministas da história [“iluminismo representa a saída dos seres humanos da menoridade que estes se impuseram a si mesmos”], anos antes da era da razão, 135 anos antes da Declaração de Independência dos EUA – “[...] sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins [vida, liberdade e felicidade], cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – e 148 anos antes de Paris forjar os Direitos do Homem e do Cidadão – “Nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não emane expressamente”.  Ler mais»»»

 

 

Filipe Paiva Cardoso no jornal i 


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A Fundação Cupertino de Miranda, em V. N. de Famalicão

«(...) Uma obra de semelhante envergadura, onde até há pouco a feira, das gentes queridissima, era rainha e senhora, causou incómodos, perplexidades e críticas. O modelo arquitectónico escolhido, esse, - pura e simplesmente chocou a grande maioria dos famalicences. Cupertino de Miranda houve disso plena consciência e reconheceu-o em voz alta, quando da apresentação do "Palácio" às entidades oficiais: "tem dado escândalo o seu exterior",  referia, mas "seria impensável construi-lo de modo a que as suas linhas, perspectivas, alturas, proporções, tonalidades, a todos agradassem".

(...) Estava-se em 1971, mas a inauguração (...) apenas aconteceria no ano seguinte. (...) E já então a complacência da população, para com aquela torre  de 34 metros de altura, era mais perceptível. É claro, os seus quatro paineis cerâmicos, imensos, a tocar nas estrelas, continuavam a ser encarados como uma ramboiada de mulheres nuas, distorcidas, escondidas atrás da arte abstracta (...).

Vieram os entendidos à liça, esclarecendo o povo sobre o trabalho do escultor Charters de Azevedo - a maior superfície de azulejos decorativos da Europa, obra figurativa com um significado perfeitamente determinado, simbolizando: o painel norte, "o Homem e o Universo"; o sul, uma "alegoria à Educação e às Artes"; o nascente, a "protecção"; e o poente, a "conjugação de esforços". Nada, pois, que, rebuscadamente embora, visasse marotices de (enormes) pequenas em pêlo.

(..) Famalicão honra-se do seu Banqueiro "socialista" - no apolítico (ou, pelo menos, politicamente descomprometido) sentido de quem utiliza a sua fortuna, reflexo do seu labor, como um instrumento de bem-fazer à comunidade. (...) Cupertino, um dos homens que os excessos de 1974-75 anatematizaram, discursava, em 1913, a inaugurar o Congresso do Partido Socialista, em Guimarães...

(...) orgulhoso das suas origens, proclamava, em 1971, pretender-se com a Fundação "aproximar-se Lisboa de Famalicão" e não "Famalicão de Lisboa" (...)».

 

(in Famalicão - Recordações de uma Vila, ed. Circulo da Cultura Famalicence, 2004).

 

(Dispôs Mário Cesariny de Vasconcelos que, à sua morte, todo o seu espólio literário pertenceria à Fundação Cupertino de Miranda, em V. N. de Famalicão, onde actualmente se conserva).



publicado por João Afonso Machado
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Uma estação tola com pretensões

 

Tem algo de visceralmente religioso e infantilmente devoto esta profusão de balanços que todos os anos os média dedicam aos acontecimentos do ano que termina. Não há blog, noticiário televisivo ou radiofónico, jornal de mais ou menos "referência" que por estes dias não provisione os seus crentes com toneladas de crónicas, sínteses, fotografias e notícias requentadas, numa fanática revisão e fecho de contas de tragédias, frases bombásticas, escândalos de vária ordem, como se, entre o dia 31 de Dezembro e o 1º de Janeiro existisse uma barreira física, um restart, para a ilusão duma ressurreição colectiva. Felizmente no próximo Domingo todos seremos os mesmos de Sábado, na continuidade do tempo e no espaço um dia mais velhos... uns quantos talvez com a boca a saber a papel de música, mais ressacados e confusos que habitualmente. O fim-do-ano não é mais do que uma estação tola com pretensões. É que afinal, a não ser que a natureza nos surpreenda com a sua indómita fúria em qualquer quadrante do globo, se há data em que nenhuma ruptura social ou política acontece, se há tempos mais conservadores e inócuos, esses são os da passagem de ano.


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Pensamentos do Dalai Lima

 

É uma vergonha, a obra de Lobo Antunes ainda não estar traduzida para português.

 

Muito mais no Blog do Dalai.

 

 



publicado por Jorge Lima
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