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23 Maio 2011

Em complemento...

a este texto de Vítor Bento que o José Gonsalo divulgou no Fiel Inimigo, acrescento eu agora este pequeno vídeo:

Abaixo a Oposição!


Ou alguém poderia sequer imaginar que o socialismo é responsável por isto que aqui se diz e eu transcrevo?!

"O risco da dívida espanhola chegou hoje ao seu valor mais elevado desde Janeiro, tendo crescido 18,5 por cento em apenas uma semana, com o diferencial face aos títulos alemães a superar os 260 pontos base.

Dados do mercado citados pela imprensa espanhola atribuem esse aumento à incerteza sobre a situação na Grécia, as advertências do FMI sobre a Irlanda e aos resultados das eleições regionais e municipais de domingo.

Hoje, o risco da dívida espanhola a dez anos subiu até aos 263 pontos base, com uma taxa de juro de 5,614 por cento, acima dos 248 pontos base com que terminou na semana passada, segundo os dados do mercado secundário citados pela imprensa.

Em apenas uma semana o diferencial subiu de 222 para 263 pontos base, com os investidores a temerem que as eleições municipais e regionais em Espanha podem ter um impacto negativo no défice e dívida pública."

E do outro lado...

Santarém, Brasil

... do Atlântico:

"Os brasileiros já sentem no seu dia a dia as "dores" do crescimento do País. Atividades cotidianas - pegar um táxi, comer num restaurante, conseguir um quarto de hotel, viajar de avião - tornaram-se verdadeiros desafios, principalmente nos grandes centros. A sensação das pessoas é que o Brasil está "caro" e "lotado".

A situação é um reflexo do avanço da economia e do mais baixo nível de desemprego dos últimos 20 anos. Desde 2003, o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresce, em média, 4% ao ano. A demanda por serviços superou a oferta e a consequência foi a superlotação e a alta dos preços. "O ritmo atual de crescimento é insustentável", diz Fábio Ramos, economista da Quest Investimentos.

Nos últimos 12 meses, comer fora de casa ficou 12,7% mais caro, estacionar o carro subiu 10,9%, a mensalidade da escola das crianças aumentou 9,1%, o aluguel subiu 9,9% e a consulta do médico pesa 10,4% mais no orçamento, revela cálculo da Quest. Boa parte dos reajustes é o dobro da inflação do período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que já subiu salgados 6,5%.

As pessoas que viajam com frequência percebem com mais intensidade os problemas. O "calvário" começa com as filas intermináveis nos aeroportos e os atrasos dos voos, mas está longe de terminar ao chegar ao destino. Dependendo do horário, conseguir um táxi e um quarto de hotel são proezas.

Na cidade de São Paulo, existem 35 mil táxis em circulação, a terceira maior frota municipal do mundo. No entanto, nenhuma nova licença foi concedida nos últimos seis anos, período de forte crescimento da demanda. Os preços da corrida estão entre os mais altos do Brasil e são o triplo de Buenos Aires.

O mercado está tão aquecido que permitiu um reajuste de 16% na tarifa de táxis da cidade em novembro, sem nenhum impacto na demanda. Os taxistas culpam o trânsito pela falta de veículos. "São Paulo tem muito táxi e não comporta mais. É o trânsito que segura os motoristas", diz Natalício Bezerra da Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo.

Hotel

Vencida a etapa do transporte, é preciso conseguir acomodação no hotel. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), a taxa de ocupação em São Paulo está em pouco mais de 70%, um nível considerado "confortável" pelo setor. A avaliação da entidade é que os gargalos se concentram no Rio e em Recife, onde a ocupação superou 80%. "Nos últimos anos, 30 milhões de brasileiros entraram no mercado. Se dermos conta da demanda interna, estaremos prontos para a Copa e a Olimpíada", disse Enrico Fermi, presidente da Abih. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."

20 Maio 2011

Pensamento do dia


Aqui (o link deste blog passou a estar disponível no Miradouro) -via Fiel Inimigo.

22 Abril 2011

Voltei e não voltei só


Um dos links que perdi quando, meses atrás, reconfigurei o blogue, foi o do blogue do Alf, o Outra Margem, a meu ver um dos mais interessantes entre os que são escritos em português. Entre o despistanço, a falta de tempo e a senilidade que me negava a memória correcta do endereço, fui protelando a pesquisa. É claro que, dias atrás, ao recuperá-lo, me arrependi de não me ter esforçado por o fazer mais cedo. Porque, só na primeira abordagem aos textos recentes, encontrei dois - este e este - cuja leitura recomendo. Como recomendo, aliás, todo o blogue, onde se alia a teorização científica (sobre a qual, pela sua "rearrumação" de dados vale a pena reflectir) a uma excelente capacidade didáctica, tornando acessível ao leitor os raciocínios de maior complexidade.
O Outra Margem passa, de novo, a partir de hoje, a estar disponível no meu Miradouro. Com um grande abraço ao Alf.

15 Abril 2011

Até à próxima sexta-feira...


... estarei ausente. Até lá, aconselho-vos as seguintes visitas:

Aqui, aqui (por via daqui, referido aqui) e aqui.
Ah! E aqui!

Entretanto, a propósito do texto mais recente de Luís Dolhnikoff e para que não restem dúvidas, vejam aqui o que hoje foi revelado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Até sexta!
Curtam bué!

14 Abril 2011

Verdade ou mentira?


Recebi este e-mail, acompanhado dos correspondentes gráficos (de fonte identificada), os quais, no entanto, não consigo transcrever aqui. De qualquer modo, reproduzo o texto.

É por causa disto, que vai ver em baixo, que o FMI foi chamado!

Se está agradado com estes dados tem a obrigação de ir votar na continuidade... se não está e ainda não emigrou, deve ponderar bem no que pensa fazer.

Universidade Católica - Gráficos Arrepiantes!!!... Excepto para os dois principais de S. Bento onde os gráficos são todos lidos de patas para o ar” como se estivéssemos no Éden….

Depois de ter visto na TV os discursos dos principais responsáveis socialistas, tenho que concluir que tudo estava muito bem neste País, que apenas está com problemas desde que o PEC IV foi rejeitado, vivendo até aí na abundância, crescimento, sem desemprego, considerado e respeitado em todo o Mundo, conduzido por uma elite notável de governantes que são dados como exemplo na Europa!

OBRIGADO SOCIALISTAS!

JÁ NÃO ARRANJAM MAIS DINHEIRO PARA GASTAREM? ARRANJEM, QUE OS PAROLOS DOS PORTUGUESES PAGARÃO TUDO.

Será que aqueles milhares de parolos que vi no congresso não têm vergonha de aplaudir aquela cambada? Sinto eu vergonha por eles!

GRÁFICOS QUE ILUSTRAM A SITUAÇÃO ACTUAL DA REPÚBLICA:

1) A média do crescimento económico é a pior dos últimos 90 anos.

2) A dívida pública é a maior dos últimos 160 anos.

3) A dívida externa é, no mínimo, a maior dos últimos 120 anos (desde que o país declarou uma bancarrota parcial em 1892).

4) O desemprego é, no mínimo, o maior dos últimos 80 anos. Temos 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa duração.

5) Voltámos à divergência económica com a Europa, após décadas de convergência.

6) Vivemos, actualmente, a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos.

7) Temos a taxa de poupança mais baixa dos últimos 50 anos.

E o meu amigo(a) de que lado da história quer ficar?

Deste, que acabou de conhecer?

12 Abril 2011

Enquanto não volto com mais tempo...

(imagem obtida aqui)

... aconselho-vos a ouver integralmente esta edição do programa Hora de Fecho, da responsabilidade da jornalista Maria Flor Pedroso, transmitido pela RTPN na passada sexta-feira, dia 8. Procurei, de imediato, colocar aqui o link, mas apenas hoje ele ficou disponível.

08 Abril 2011

Trás-o-Jardim à beira-mar plantado

José Malhoa, As papas (1898)

... que os poetas visionaram: aqui.

07 Abril 2011

Um depoimento (quase) exemplar

A ouver integralmente e com toda a atenção. Com seriíssimas reservas minhas, porém, no que respeita à sua lucidez quanto ao real mérito e valor políticos da quase totalidade das personalidades que indicou. Nobody is perfect...

30 Março 2011

27 Outubro 2010

Porque - 1



... digo eu, segundo o Diário de Notícias,


«Portugal teve o terceiro menor crescimento económico do mundo na última década (6,47%), ganhando apenas à Itália (2,43%) e ao Haiti (-2,39%), numa lista de 180 países publicada pelo El País com base em dados do FMI.

Embora o jornal espanhol reconheça que "quando as economias alcançam um certo nível de desenvolvimento, o ritmo de crescimento abranda", salienta que, particularmente nos casos de Portugal e Itália, verificou-se aquilo a que os académicos chamam de crescimento em L, à semelhança do Japão, que leva de avanço não uma, mas duas décadas perdidas.

Este modelo caracteriza-se por um prolongado período de estagnação económica, com crescimentos próximos de 0%, desemprego elevado, fraco consumo e excesso de capacidade produtiva. O maior receio é agora que o mesmo modelo alastre aos outros países desenvolvidos, se não forem tomadas as medidas adequadas.

"Japão, Itália e Portugal têm em comum esse padrão de crescimento em L, que se traduz num círculo vicioso da economia e que muitos economistas atribuem à ausência de uma política fiscal restritiva, controlo das contas públicas e redução do endividamento", com a dívida pública a rondar os 30% do PIB em Itália, quase 80% em Portugal e 217% no Japão, lê-se no artigo. E cita o professor da IE Business School Rafael Pampillón, que defende que a falta de competitividade e a rigidez destes mercados explicam como se chega a manter um crescimento tão débil durante tanto tempo, conclusões em boa parte partilhadas pela Comissão Europeia e pelo FMI.

Por último, o jornal lembra que, apesar das enormes quantidades de dinheiro injectadas na economia, o crescimento custa a descolar, exemplificando com os Estados Unidos.»


e que, segundo a TSF,


«De acordo com o quarto relatório da Comissão Europeia para a Eficácia da Justiça, apesar do elevado número de juízes e magistrados em Portugal, a Justiça nacional é uma das mais morosas da Europa.

Os juízes em final de carreira ganham muito mais em Portugal do que no resto da Europa, adianta o mesmo documento.

Em reacção a estes números, o bastonário da Ordem dos Advogados disse que «95 por cento das reformas de toda a função pública, incluindo as dos políticos, superiores a 5000 euros mensais são de magistrados», que ainda acumulam subsídios e ajudas de custos, na sua opinião, desnecessárias.

António Marinho Pinto entende que estes «privilégios escandalosos» reflectem o «atraso da Justiça portuguesa» e fala na «incapacidade dos dirigentes políticos em resolver este problema».

O bastonário defendeu que a progressão na carreira seja feita «pelo mérito», bem como o fim dos «compadrios, favoritismos e nepotismos» que considera existirem nestas progressões.

«Os magistrados fazem o que querem da Justiça portuguesa e a sociedade não instituiu ainda meios de escrutinar a acção dos magistrados», lamentou.»


penso que Nicolau Saião terá também razão para dizer isto (publicado ontem no Fundação Velocipédica):


«Uma notícia da Agencia Financeira, em cujo Fórum tivemos ensejo de participar, refere concretamente que Sócrates apesar de ter cortado muitos direitos adquiridos à população - nomeadamente em relação a crianças, idosos e doentes - não retirou um euro à dotação da verba que lhe foi atribuída para viagens (e crê-se que a sua despesa de chamadas de telemóvel anteriormente avaliada, de cerca de 140 mil euros, também não sofrerá nenhuma decapitação).

É importante e faz sentido esclarecer:

- neste momento Portugal já não é claramente um país de Direito. A irresponsabilidade, a impunidade soez e a exacção são já um dado adquirido por parte das forças governamentais. Vive-se já aquilo a que se chama tecnicamente "uma ditadura de propósitos", que se caracteriza pelo abuso emanado do Estado e consentida pelas suas emanações oficiais, Sistema Judicial incluído. Quando não estimulada mesmo pelo sentido de impunidade criado por estas.
Não esqueçamos, todavia, que a Carta dos Direitos do Homem tem uma alínea que garante ao Povo o direito de insurreição quando o abuso é manifesto.

Pensemos nisto de maneira aberta e sem "clandestinidades" pois a Constituição Portuguesa, signatária da carta dos Direitos do Homem, garante-nos essa possibilidade legal. E se a repressão vier, brutal como nos tempos de Dias Loureiro, ela é que estará fora da Lei, sendo na ocasião “foras da lei” os seus próceres.»

24 Outubro 2010

Nos porões da memória

Esta é uma receita que se encontra em todos os sites com receitas de bacalhau, pelo que constitui um documento iniludível sobre a marca do ferrete da pequenez e do cinismo manholas na alma do país. Que persiste, persiste, persiste...

Bacalhau à Salazar (clicar aqui, para mais receitas de bacalhau)

Deita-se em água fervente o bacalhau dessalgado, juntam-se-lhe batatas descascadas e, quando tudo cozido, coa-se a água, tempera-se de vinagre, alho, pimenta e serve-se em seguida.

Este bacalhau atendendo à sua forma económica, não leva azeite porque, se o bacalhau for magro, não o merece, e se for gordo, não precisa dele! (sublinhado meu)

Até amanhã.

A Nave dos Loucos

Jerónimo Bosch, A Nave dos Loucos

23 Outubro 2010

A formiga...


... e a cigarra
(ou do turismo como "a indústria de rendimento mais rápido
e destinada a lançar a economia de um país").

21 Outubro 2010

Breve, a situação é esta:


- Um governo irresponsável que exige à Oposição uma postura suficientemente responsável para que ele possa pôr em prática um documento que afunde o país pela sua irresponsabilidade;
- Um ministro das Finanças, ainda anteontem de novo classificado pelo Financial Times como o pior da UE, que pede à Oposição ética e responsabilidade, mas não competência, porque essa pensa ele que a tem de sobra.
Vai daí...

19 Outubro 2010

Os meninos de Goebbels


Os Cafeínicos

“Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito” – Goebbels

O nosso Primeiro-ministro e a sua máquina de corporativos bebeu os ensinamentos da propaganda em Goebbels. Cedo perceberam que a sua comunicação deveria ter como ponto de partida um profundo conhecimento do indivíduo e das massas de molde a conseguir uma boa manipulação de ambas.


Eles conhecem bem os desejos do português médio e as suas necessidades. Depois perceberam que hoje os media são cada vez menos livres na medida e proporção da sua dependência empresarial do mercado publicitário. No país do respeitinho e no qual empresas como a PT (TMN/Sapo/PT), a EDP, a Galp ou CGD , só para citar alguns exemplos, são gigantes publicitários à nossa medida e grandeza, tudo se torna mais simples e eficaz. Acresce uma equipa de assessores e consultores bons e disponíveis para o papel depetit Maquiavel de serviço.

A forma como desde o início e sobretudo desde 2008, o Primeiro-ministro fantasiou os números, baralhou e voltou a dar, mentiu e omitiu sem qualquer pudor não poderia resultar se não existisse uma máquina bem montada e melhor oleada. Foi assim que modelou os seus meios ao serviço da sua vontade e do seu desejo de manutenção do poder.

Curiosamente, é na direita que este projecto comunicacional encontrou alguns dos seus mais silenciosos e dedicados seguidores, cuja Banca e boa parte das grandes empresas são disso bom exemplo. A última embaixada dos bancários (não confundir com Banqueiros) à sede do PSD para pressionar Passos Coelho a aprovar o Orçamento de Estado para 2011 ficará nos anais da história como a cereja no topo do bolo dos corporativos.

Hoje, reconheço, não foi só Passos Coelho e a sua equipa que foram ingénuos. Fomos todos. Ninguém queria acreditar ser possível, em pleno séc. XXI, um grupo conseguir manipular desta forma tão eficaz a comunicação. Neste mundo repleto de informação, com milhões de membros nas redes sociais, com a independência e até uma certa libertinagem na blogosfera, seria impensável um projecto desta envergadura e alcance ter sucesso.

Agora a máquina está concentrada num só tema: a necessidade imperiosa de aprovar o orçamento, seja ele mau, péssimo ou trágico. Não importa, apenas interessa aprovar para manter o poder. Mesmo asfixiando a classe média, esganando os pobres e protegendo os mais ricos dos ricos (sinónimo de donos dos bancos, grandes empresas das parcerias público-privadas e detentores directa e indirectamente dos instrumentos de poder comunicacional).

E quem mais defende e se bate pela aprovação do OE2011 por parte do PSD? O PS e o seu eleitorado? Não. Um certo PSD. Estranho? Não, compreensível. Uns por pertenceram ao grupo dos dedicados e silenciosos seguidores. Outros por meros interesses político-estratégicos pessoais de curto/médio-prazo. Alguns por acreditarem, piamente, que é a melhor forma de derrotar o homem daqui a uns meses.

Sinceramente, não sei se me espante mais com o calculismo dos primeiros, com o egoísmo dos segundos ou com a ingenuidade dos terceiros. Num país sério e decente o orçamento seria chumbado, o FMI chamado e os executores da morte deste país metidos na cadeia.

Infelizmente, não será assim, para mal dos nossos pecados…