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8.3.10

Mulheres - «Joya Franquista»


(Contributo de MªC.M.)

A ler Las esclavas del franquismo.

As Três Marias em «The National Archives»


8 de Março é uma excelente data para recordar Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta, autoras das celebérrimas Novas Cartas Portuguesas (1972) que valeram às autoras um processo judicial posto pelo regime salazarista, devido ao conteúdo erótico da obra. O julgamento não chegou ao fim já que, entretanto e imprevistamente, se deu o 25 de Abril…

Os ecos chegaram aos Estados Unidos e estão registados, para (nossa) memória futura, em The National Archives. Ler aqui um interessante documento.

(Foto, em jeito de homenagem: à direita, Isabel Barreno com 13 ou 14 anos, à esquerda a irmã e a do meio… sou eu. Éramos amigas e colegas de liceu.)

Dia Internacional da Mulher


A propósito do dia de hoje, o Conselho da Europa colocou um post no seu site - «A Democracia Paritária, uma concretização ainda distante» -, que pode ser lido em francês ou em inglês e a partir do qual se pode aceder a textos e outros links, tais como:

- Dossier especial - Dia Internacional da Mulher
- Democracia Paritária: uma realização ainda distante
- As grandes sentenças do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem
- O Conselho de Ministros e a Assembleia (a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa) apelam a uma maior participação da mulher na política
- Programa da emissão em Viewpoint

Pode ser lida aqui, a versão em francês do apelo do Secretário Geral do Conselho da Europa, Thorbjørn Jagland, aos estados membros, a propósito do Dia Internacional da Mulher.

(Contributo de Jorge Conceição)

25.3.09

Mulheres ao poder?
















Aproximam-se todas as querelas eleitorais que vão desunir-nos, volta à baila a questão das quotas por género na elaboração das listas de candidatos a tudo e mais alguma coisa e regressam os defensores dos argumentos a favor ou contra. Sou a favor – como medida provisória, até deixar de ser necessária, como já deixou de o ser noutras paragens menos abigodadas. Sem lutas passadas do mesmo tipo, ainda não teríamos direito ao voto e precisaríamos de autorização do marido para jogar à roleta no Casino.

Estarão nas listas muitos nomes só porque se trata de primas, vizinhas, amásias ou senhoras das Finanças que dão uns jeitinhos? E daí? Quantos homens não serão apenas primos, vizinhos, donos de casas de alterne ou construtores civis mais ou menos habilidosos? Ou alguém acredita que haja 50 ou 60.000 portugueses politicamente competentes para ser autarcas?

Engraçado seria uma lei que obrigasse a alternância na candidatura a PR – em 2011, só mulheres! Pelo menos afastavam-se desde já todas as especulações quanto à possibilidade de Cavaco não se recandidatar porque lhe treme a mão direita e de Alegre não avançar para a união das esquerdas por ainda não ter decidido se quer ir para Belém ou para a cadeira de Jaime Gama.

8.3.09

Hoje

Alguns dados históricos sobre o Dia Internacional da Mulher e um artigo bem oportuno:

«La segregación ocupacional, la temporalidad, el tiempo parcial y la discriminación salarial convierte a las mujeres en las personas más vulnerables ante la situación de crisis económica y de destrucción de empleo.»


11.1.09

Ainda a propósito do Vaticano e da pílula

«Já não bastava Eva ter conspirado contra o Espírito, agora anda por aí a urinar e a conspirar contra a natureza.»

Manuel António Pina, no Notícias Magazine de hoje. Crónica na íntegra aqui.

24.5.08

Mães marroquinas e morangos espanhóis















A história conta-se depressa. Todos os anos, 12.000 mães marroquinas atravessam o estreito de Gibraltar para apanharem morangos em Espanha. Elas agradecem, os agricultores andaluzes também e os governos dos dois países enquadram a iniciativa.

Porquê mulheres, porquê mães? Porque são «mais fiáveis» e «mais dóceis» do que os homens e, sobretudo, porque se sabe que, terminada a tarefa, não tentarão ficar em Espanha. Regressarão para junto das suas crias. Esperando-se que as lambam como animais, se preciso for.

«Luta eficaz contra a imigração», chamam-lhe alguns. Terríveis habilidades da globalização, que tratam a mão-de-obra necessária – de pessoas, não de robôs nem de animais – como absolutamente descartável.

Não foi certamente este o mundo que esperámos para o século xxi, aquele com que sonhámos, na Europa e às suas portas. Mas ele aí está, civilizadamente e com uma enorme crueldade. Resta-nos pregar, militantemente, a indignação. Sendo realistas e continuando a tentar o que parece impossível.

8.3.08

Dia da Mulher























Apetecia-me referir aqui uma mulher, de preferência portuguesa, e segui o meu primeiro instinto: a Purificação Araújo.

Ginecologista e obstetra, impecável nos seus 80 anos (esta foto foi tirada há menos de um mês), com uma simplicidade desarmante, sempre presente quando é necessário. Esteve com todas nós durante a campanha pelo SIM no referendo sobre a IVG e no aniversário da vitória. Como tinha estado quando era preciso cuidar de mulheres em tempos de clandestinidade.

Vai receber, em breve, a medalha de ouro da cidade de Lisboa. Lá estaremos com ela.

Mais pessoalmente: fala-me sempre do meu marido, de quem foi colega e muito amiga, e fez-me o favor de pôr o meu filho neste mundo. Estou-lhe eternamente grata.