As escutas ilegais da imprensa de Murdoch chegaram a ser relativizadas sobre o argumento de que só pretendiam apanhar «celebridades», aquela fauna que apenas vive de aparecer nos media, donde, tomem lá o troco.Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Afinal, os media de Murdoch não se interessam só por celebridades...
As escutas ilegais da imprensa de Murdoch chegaram a ser relativizadas sobre o argumento de que só pretendiam apanhar «celebridades», aquela fauna que apenas vive de aparecer nos media, donde, tomem lá o troco.
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Daniel Melo
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011
A industrialização da devassa
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Sábado, 30 de Abril de 2011
David Lopes Ramos (1948-2011): um homem bom, um grande jornalista e o mestre que nos revelou a gastronomia portuguesa
Para mim, David Lopes Ramos será sempre um mestre-artífice dos jornais, de o diário e do Público. Com ele fiquei a gostar ainda mais de ler a imprensa, pela sua escrita simples e ao mesmo tempo elegante e rigorosa. Por ele e outros como ele continuei a ler o Público.
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Terça-feira, 29 de Março de 2011
Todas as manchetes do mundo na ponta dum clique
Parece magia mas não é; é apenas o esforço duns quantos teimosos e amantes de jornais, que colocaram no site kiosko uma cópia das primeiras páginas de imprensa de todo o mundo. Tem ainda a excelente funcionalidade de escolha por país, no topo da homepage.
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Sexta-feira, 4 de Março de 2011
Líbia: uma libertação tirada a ferros, cidade a cidade, com muita persistência

«A batalha de Brega: "Estamos aqui a lutar pela liberdade"», pelo repórter no terreno Paulo Moura
Quarta-feira, 31 de Março de 2010
Arte clandestina
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
Arroz de polvo malandrinho
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
É no que dá a excessiva proximidade entre políticos e jornalistas, e não é só em termos metafóricos, não...
Aqui o suco da última polémica, já carimbada como caso Crespo vs. Sócrates.
Já agora, qual é o restaurante de luxo que tem esta péssima acústica(?!) e/ou as mesas tão encavalitadas umas nas outras que se fica debaixo do cotovelo do vizinho?
ADENDA: «Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC»...
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009
A festa do cartoon de imprensa
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
O humor do miau! continua tão saboroso quanto o peixe do seu agrado
Os tempos vão de reclamação e protesto. Contra os erros sociaes reclamam os povos. Contra os erros dos povos reclamam as classes. Contra os erros das classes reclamam os homens. Contra os erros dos homens reclamaremos nós. Miau! […]E o que reclamamos nós?
Tudo!
Tudo, menos mais impostos.
Menos mais asneiras.
Menos mais empregos.
Menos mais tentativas de restauração monárquica.
Menos mais revoluções armadas.
E depois, e sempre:
Juízo!
Bom senso!
E o bacalhau a três vinténs que nos prometeram, pois o prometido é devido!
Miau!
Foi assim que se estreou o jornal humorístico portuense miau!, a 21 de Janeiro de 1916. O humor continua actual (o «menos empregos» sendo relativo aos jobs for the boys, note-se), e a sua colecção acessível a todos os internautas desde hoje, graças ao labor da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Tão amigos que eles eram...


É curioso, os mesmíssimos periódicos que apresentavam Sarkozy como imbatível a uma semana das eleições presidenciais, no que não foi mais do que campanha eleitoral encapotada, apresentam agora Sarkozy como a grande decepção, nem faz um ano sequer. Os media que tanto ajudaram Sarkozy a chegar a presidente, agora que ele agoniza nas sondagens não hesitam a ajudar ao enterro. Chamem-me cínico. Esta imprensa, que não é toda a imprensa, limita-se a andar atrás da opinião pública. Não têm qualquer escrúpulos em morder a mão que deu de comer (o que no caso em apreço não me incomoda minimamente, estão bem um para o outro). Faz-me lembrar uma linha que retive de um dos melhores filmes que já vi: "Os jornais não fazem a opinião pública, é a opinião pública que faz os jornais" (cito de memória, e admito que deva ser uma adaptação muito livre, mas a ideia está lá).
Por falar nisso, a obsessão actual da imprensa francesa, particularmente a de esquerda, com a queda Sarkozy nas sondagens faz-me alguma comichão. Que me importa agora se o homem está em queda nas sondagens, se ele for re-eleito daqui a quatro anos? É certo que a magnitude da queda nas sondagens, e a aparente incapacidade de gerir a imagem depois de estar no poder, são no mínimo surpreendentes para quem soube tão bem usá-las para chegar ao poder. Mas isso não justifica tanto sururu. E bem fariam os jornais se em vez de se focalizarem nas taxas de aprovação fossem à procura das razões dessa impopularidade (à cabeça das quais estará o poder de compra - "it's the economy, stupid!"
Adenda - Sarkozy continua a descer nas sondagens, e os jornalistas continuam obcecados com isso.
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
Revista moderna renova pneu usado

A edição de amanhã do L'Express mostra-nos que o trabalho de controlo da imagem não pode ser deixado a amadores. Profissional mesmo é ter quem dê um toquezinhos com photoshop para, nos palcos que contam, eliminar o estival pneu. Se não, vejam as fotografias acima. À esquerda, temos o pneu de Nicolas Sarkozy retratado nas recentes férias nos States (foto N.Hamberg/Reuters). À direita, a mesma foto publicada pela revista Paris-Match de 9 de Agosto passado. O proprietário de Paris-Match, a famosa revista people, é Arnaud Lagardère, amigão de Sarkozy.
Quais wikipédias, meus amigos: só quem é do ramo percebe as manhas, os equívocos, os vícios e também as potencialidades do sector.
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andre
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Só pode ser coincidência...(II)


Nota: Para mais coincidências leia-se o comentário do "bacalhau sardinha assada" ali em baixo.
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Zèd
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Quinta-feira, 22 de Março de 2007
Rio acima, Rio abaixo
Algo de muito engraçado sucedeu esta 2.ª feira: enquanto o DN informava sobre a última tropelia de Rui Rio na sua política cultural (sim, porque o edil tem uma, parecendo que não), o Público contrapunha uma notícia sobre a sua mudança para uma posição proto-pró-regionalização (é mesmo assim), fruto dos laboriosos anos de experiência como autarca. Ou seja, um texto de «má imprensa», o outro de «boa».Mas vamos aos detalhes, pois ambos os artigos são importantes: só se obtém um retrato completo do personagem unindo as duas facetas.
Comecemos pela «má imprensa»: "CDU quer privados na organização das corridas da Boavista" (de Francisco Mangas, p. 33, lamentavelmente sem arquivo electrónico).
É verdade, inverteram-se os papéis: agora é a CDU a pedir privados para tomarem conta duma corrida de carros, pois
custará 2 milhões de euros aos cofres municipais e tem exactamente os mesmos 6% de receitas de bilheteira que tinha a extinta Culturporto. A gincana tem um pomposo nome: Grande Prémio Histórico do Porto, e faz lembrar os recentes despautérios terceiro-mundistas com o Lisboa-Dakar.Em suma, temos então uma política cultural portuense reduzida a fogo-de-artifício, gincanas automóveis e lantejoulas de La Féria. Fantástico, Mike!
O texto do P intitula-se "Rio diz que as regiões podem ser «solução»" e nele Filomena Fontes revela-nos o que levou o edil a repensar melhor a questão: "«há situações em que, se as decisões forem tomadas localmente, são mais vantajosas do que se continuarem dependentes da administração central»"; "valerá a pena pensar num modelo de governação que «utilize melhor e com mais cuidado» os dinheiros públicos. A saúde e a educação foram duas das áreas que apontou". E, já a finalizar o seu discurso público perante militantes do PSD de Torres Novas, confessa: "«face à minha experiência, hoje estou aberto para ver se há uma solução equilibrada para a situação presente»".
Ou seja, Rui adoptou um dos argumentos centrais dos defensores da regionalização. Mais vale tarde do que nunca.
Nb: a imagem do modelo mini é daqui; a outra tb. é dum site brasileiro, villalobos qualquer coisa..
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Daniel Melo
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
O novo Público? Não, o novo P
Para papel de embrulho não está mau. Agora como jornal, chapéu. O Público acabou, kaput. Agora é P. É outra coisa. Está uma salganhada! De fugir! Seja qual for a benevolência, trata-se duma imitação falhada do novo The Guardian (a propósito, o site deste é de fugir, o do Público ainda resiste, o do El País descambou, apesar do grafismo irrepreensível).
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Daniel Melo
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