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Domingo, Novembro 20, 2011

Sweat a la mode

Esta coisa de se ser fã de uma banda ou artista tem vários níveis de dedicação. Podemos ficar pelos discos, pelos concertos, pelo saltar frenético para a pista de dança quando começa a tal música da nossa banda favorita. Podemos colecionar, aqui e ali, objetos ou recortes de jornais e revistas, gravar programas de rádio, de TV, ter aquele toque especial no telemóvel. Podemos, voltando aos concertos, abrir os nossos horizontes (e, já agora, os cordões à bolsa) e ir ao encontro da banda ou do artista preferido em palcos estrangeiros, mais ou menos longínquos. E podemos, também, vestir-nos com a música de que gostamos, autênticas billboards ambulantes que transmitem uma mensagem musical a quem olha (e inveja, esperamos nós). Nunca me incluí neste último tipo, o fã-da-tshirt, não porque tivesse algum tipo de preconceito ou vergonha em relação a mostrar aquilo de que gosto, mas pela simples razão de que este mercado, quando eu era adolescente, era caro e muitas vezes inacessível.
Nos últimos anos, dei por mim a contrariar esta tendência. Ainda esta semana, chegou-me via CTT a sweat que adquiri ao Depeche Mode Fanclub de Portugal. De cor preta, esta sweat tem, à frente, o verso Take Me In Your Arms, retirado do tema Black Celebration, e atrás a referência ao clube de fãs. É muito confortável e fica-me muitíssimo bem, já agora, como se pode constatar nas imagens. Uma prenda de Natal antecipada que me ofereci a mim mesmo.

Domingo, Maio 22, 2011

Madrid: uma mini-epopeia pelas lojas de discos

Estive em Madrid há cerca de um mês e dediquei algum do pouco tempo que tinha disponível a explorar as lojas de discos em segunda mão da cidade. Uma pesquisa prévia levou-me rapidamente à conclusão de que temos, na capital espanhola, à nossa espera, um autêntico paraíso musical no que toca a este género de comércio. A quantidade é enorme, a qualidade não lhe fica atrás. Estando lá, e maluquinho por música como me assumo, atirei-me à aventura e ao imprevisto, andei por becos e vielas, apanhei metros e autocarros, procurei raridades que não encontro por cá. É certo que não encontrei Clan of Xymox ou Xmal Deutschland, por exemplo. Ainda assim, gastei a quantia simpática de cerca de 70 euros em discos. O grosso dos discos que comprei é composto por colectâneas, daqueles packs com 3 e 4 CDs em que consegui descobrir "aquela" música que ainda me faltava. Adquiri ainda best of's da Janet Jackson, Madness, Sinead O'Connor e Level 42, aproveitando preços muito em conta. E fiz uma compra muito curiosa: a do CD dos Lucretia Divina (mal d'honor, 1993), uma banda de Viseu (se não estou enganado...) que me chegou aos ouvidos em finais dos anos 80, através do tema Maria. Já li por aí na net que este disco é uma raridade e que há quem dê bom dinheiro por ele. Eu dei 2 euros numa banquinha da feira mítica de Madrid, El Rastro. Vi muito vinil, como seria de esperar, mas pus à partida de parte a compra de discos deste tipo por razões de espaço na mala...

Deixo aqui uma tentativa de roteiro fotográfico da minha epopeia. Todas as fotos são minhas, excepto a primeira. Depois de ver esta ligação, fiquei com a sensação que não vi nada e ainda me falta muita coisa. E Madrid aqui tão perto...

discos killers



radio city



portobello



diskpol



la gramola (tem mais do que uma loja em Madrid. A que eu visitei não é a do link)



la metralleta



discos yunke



discos satelite

Sábado, Abril 30, 2011

A Jo-Jo's e o Lado B

Hoje chegou-me às mãos o CD Medusa dos Clan of Xymox. Encomendei-o via CDGO, uma loja de discos online que tem uma componente física no Porto chamada Jo-Jo's Music. Ora, se não estou em erro, a Jo-Jo's será a única loja de discos sobrevivente dos anos 80, na cidade invicta. No início situada no velhinho Centro Comercial de Cedofeita, agora podemos visitá-la, uns metros ao lado, no cruzamento com a Rua de Álvares Cabral. A loja evoluiu de uma forma fantástica e hoje apresenta dois pisos e um pequeno auditório para concertos. Entre CDs, vinil, livros e memorabilia, há muita coisa boa nesta lojinha pela qual tenho um carinho muito grande. E o serviço online é extremamente competente e rápido (eh pá, eles deviam oferecer-me qualquer coisa por esta publicidade). Como se não bastasse, após fazermos as nossas compras na loja, é-nos oferecido um talão que vale um cafezinho no Lado B, café inaugurado sensivelmente há um ano, que fica ao virar da esquina. É um espaço muito agradável e está cheio de referências musicais: três painéis com nomes de bandas/artistas, uma viola-baixo na parede, um vinil dobrado com uma chávena em cimo, logo à entrada... Bem, nada melhor do que ver. Deixo aqui algumas fotos que tirei hoje, depois de ter ido buscar a minha encomenda. Como curiosidade, posso dizer que, quando lá entrei, estava a dar Suedehead do Morrissey.

Terça-feira, Março 08, 2011

Posters do meu quarto de adolescente

Já andava há uns tempos para falar disto no Queridos Anos 80, mas apenas ontem me decidi, depois de o tema surgir na página do QA80 do Facebook. As imagens que aqui publico são as de alguns dos muitos pósteres que habitaram as paredes do meu quarto de adolescente. Morrissey, Siouxsie e Xutos representam algumas das minhas paranóias musicais a partir dos 14 anos. Dos Xutos guardo a memória do meu primeiro concerto ao vivo. De Morrissey, a excelência de toda a música dos The Smiths, que devorava com amigos em minha casa. De Siouxsie, a imagem peculiar, que me agradava, e o som de Israel, ao vivo, no álbum Nocturne.

Outros houve que ocuparam as paredes do meu quarto - Ramones, The Cure, , Kim Wilde, Sandra, Eurythmics, ... - mas cujos pósteres não chegaram ao presente. Estarão por aí perdidos numa arrecadação qualquer (talvez na dos meus pais). A imagem de Madonna justifica-se porque eu, na altura, achei aquela foto tão bonita que não resisti a colocá-la. A música de Madonna não me era completamente indiferente, mas foi basicamente por razões estéticas que a afixei. Uma curiosidade que se prende com estes que aqui publico é o facto de cada um deles ter origem numa publicação diferente dos anos 80. Aqui estão representadas as revistas Bravo, Choc, Bizz e o jornal Blitz.

Outro tema recorrente era o desporto, nomeadamente o futebol. Maradona era o deus futebolístico de qualquer adolescente, mas também passaram pelo meu quarto imagens do FC Porto e de jogadores do meu clube. Também houve lugar para o ténis e para a fórmula 1, com favoritos como John McEnroe ou Nikki Lauda a terem a sua oportunidade. A minha mãe é que não gostava nada da ideia. Entre ameaças à minha integridade física e protestos porque a fita-cola estragava o papel de parede, eu lá ia levando a minha avante.




Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011

Retalhos da Minha Primária (1977-1980)

No dia em que entrei para a escola, a minha mãe levou-me pela mão. Acho que foi o aspecto mais relevante desse dia e o único que recordo. Não me lembro de ter chorado, batido com os pés, esperneado ou desatado a correr rua abaixo. Foi tudo muito natural. Como o respirar, o comer e o dormir. "Vamos para a escola", disse a minha mãe. E lá fui eu.

Gostei muito da minha classe. Todos gostavam de jogar à bola. E quando digo todos, no masculino, é mesmo para ser levado à letra, pois na minha turma não havia meninas. Cheguei mesmo a pensar que as meninas não deviam ir à escola. Já deviam nascer espertas e com tudo sabido. No entanto, toda esta visão de uma escola masculina depressa se desvaneceu quando tocou para o primeiro intervalo e comecei a ver marés de meninas, enxurradas de catraias, dilúvios de cachopas a saírem de outras salas. A única menina que saiu da minha sala foi a senhora professora, a Sra. D. Glória. Na altura, para mim, o facto de estar na única classe de rapazes da escola era-me perfeitamente indiferente. Até dava jeito. Havia mais gente para jogar à bola e orgulhávamo-nos de ser a única turma da escola que podia fazer um campeonato intra-turma.

Qualquer coisa servia para jogar. Um pacote de leite, uma lata de salsichas, uma bola feita de papéis e fita-cola. O importante era correr, fintar e marcar golos. Outra coisa importante para os meus colegas era pertencer à minha equipa. É que eu tinha jeito para a coisa. A minha mãe é que não achava grande piada quando me via chegar a casa completamente encharcado em suor, ofegante e com as faces rubras do calor do jogo que se prolongava muito para além do fim das aulas. Da euforia dos golos à dor dos açoites ia pois uma curtíssima distância.

Eu acho que a D. Glória gostava de mim. Apesar de não ser o melhor da turma, obtinha bons resultados em todas as matérias. Em geral era bem comportado e usava uns óculos de hastes pretas e grossas (nos dias de calor não davam jeito nenhum para se jogar futebol, mais tarde deduzi que as meninas também não lhes deviam achar grande piada). Foram estes óculos os responsáveis pela primeira de algumas alcunhas que acompanharam a minha infância: o cientista. E eu até que gostava. É claro que as minhas únicas experiências como tal se limitavam a tentar fazer de todo e qualquer monte de papéis uma bola de futebol. Mas, quanto a futebol, já estamos conversados. Como eu dizia, eu acho que a Sra. Professora gostava de mim. E como prova irrefutável do que afirmo está o facto de ser sempre eu o escolhido, dia sim, dia não (quando não era todos os dias), para ir à confeitaria, por volta das 4 da tarde, comprar uma delícia para a Sra. Professora. Tal empresa não era para todos! Não existe na minha memória acção em cujo desempenho eu não tenha depositado tanto cuidado e perícia como nesta de transportar o pastel preferido da D. Glória. E nunca tropecei, nunca o deixei cair da mão, o que ainda hoje me enche de orgulho.

Quando nos portávamos mal, a D. Glória batia-nos. A mão era o recurso mais utilizado, mas aquele que nós mais temíamos era a régua. Bastava pronunciar os meus dois apelidos num registo sonoro mais elevado do que o habitual para eu perceber que aí vinha reguada (as estaladas chegavam sem aviso). Dez, vinte ou trinta reguadas, conforme o delito, provocavam, para além da humilhação pública, uma dor arrepiante que eu nunca soube muito bem explicar. Ia dos pés à cabeça e voltava a descer como se se quisesse assegurar que ficava bem distribuída por todo o corpo. Era horrível. Ainda por cima, no meu caso, as lágrimas encharcavam as lentes dos óculos, o que me deixava completamente desorientado. O Mário, esse nunca apanhou da professora. O Mário era o melhor aluno da turma. O Mário também fazia asneiras. O Mário tinha um pai que ia para as reuniões fazer muito barulho, diziam-me os meus pais. Em quatro anos de escola foi o único a quem nunca vimos a D. Glória pôr a mão ou zurzir com a régua. Devo ter aprendido aqui a noção de injustiça.

Estas recordações surgem-me como quadros algo independentes uns dos outros, por vezes com um fio condutor, mas na sua maioria são episódios e imagens soltas que nunca me saíram da cabeça. Uma dessas imagens é a do filho da minha professora a entrar na nossa sala todo esbaforido e a dizer em alta voz "Acabei, mãe!!!". Não me lembro do que pensei na altura, mas devo ter achado que ele tinha acabado de comer a sopa ou de fazer os T.P.C. Não era preciso aquele entusiasmo todo! Mais tarde a professora explicou-nos que ele já sabia tudo o que escola lhe tinha ensinado e por isso não precisava de lá voltar. Achei que um dia também ia gostar que me acontecesse o mesmo, ainda que a hipótese de deixar de jogar à bola com os meus amigos tornasse essa perspectiva menos apetecível.

Na quarta classe entrou uma menina para a nossa turma. Chamava-se Luísa e era muito bonita. Na altura foi o acontecimento do ano, hoje penso no que terá passado pela cabeça do Sr. Director para a colocar na única turma de rapazolas, alguns já "com a escola toda"... Não há muito para dizer sobre a menina a não ser o facto de nunca lhe termos ouvido a voz no pouco tempo que lá esteve. Passado algum tempo, creio que dois ou três meses, mudou de escola. Má contratação.

Por falar em meninas, a minha primeira paixão chamava-se Eva. Pouco importa para o caso que ela nem sequer tenha tropeçado em mim uma só vez durante os quatro anos da primária, quanto mais reparar no miúdo de óculos grossos e repinha à John Lennon que jogava bem futebol. Para mim era a Eva e só isso bastava. Tal como a primeira mulher a inaugurar o sexo feminino à face da terra, Eva foi a primeira a inaugurar o meu coração. E deve ter sido a primeira a ter uma turma inteira de jogadores da bola apaixonados. Até nisso éramos uma turma unida.

Sexta-feira, Outubro 08, 2010

As sameiras da minha infância

Houve um período da minha infãncia que dediquei com zelo e determinação às colecções. Desde carteiras de fósforos vazias, apanhadas do chão das ruas (hábito péssimo que, espero, o tarzanbaby não copie do pai), aos clássicos calendários, passando por autocolantes de marcas de todo o tipo de produtos, fui construindo colecções que me orgulhava de mostrar aos amigos (que, por sua vez, também tinham as suas). Creio que os calendários ainda sobrevivem – tenho de saber onde!

Mas a colecção que mais prazer me deu, e, ainda hoje, é preservada religiosamente, foi a das sameiras (caricas) das garrafas de refrigerantes. São estas que apresento neste artigo, com foto de conjunto e, avisando desde já que os respectivos exemplares podem ser vistos ao pormenor na página do facebook do Queridos Anos 80. Nenhuma destas colecções está completa, mas chegam aos 80 a 90%. Tenho a agradecer ao meu pai, que, diligentemente, cumpria as ordens do seu filho: trazer da confeitaria onde trabalhava o maior número de sameiras por dia. O meu azar é que o filho do patrão também coleccionava.

Mundial 82

Esta é, na minha opinião, a menos interessante. A Coca-Cola lembrou-se, por ocasião do Mundial de futebol de 1982, em Espanha, de criar esta colecção de jogadores. Não jogadores reais, mas bonecos por posição dentro do campo. Estão representadas quatro selecções: Portugal, Espanha, Brasil e Argentina. Também há árbitros.

Tónius, o Lusitano

A partir da banda desenhada do mesmo nome, que eu, já agora, não me lembro de alguma vez ter lido, a Sumol lançou a colecção das personagens de Tónius, o Lusitano. Tratava-se de uma banda desenhada ao estilo Asteríx, em que, neste caso, os gauleses eram os lusitanos e o inimigo romano eram os mouros. Muito engraçados os nomes das personagens. Aconselho uma vista de pormenor.

Carros, motas e aviões
Esta colecção da Frisumo incluia carros, motas e aviões da época. Nunca fui um expert nestes assuntos de motores, mas todos aqueles nomes fascinavam-me. Os meus colegas falavam muito de carros e motas e essas conversas passavam-me ao lado, por isso fiz questão de decorar cada um destes nomes. Mas o meu assunto era mesmo futebol.

Jogadores de futebol

Esta terá dido a colecção que me deu mais prazer. Eu era doido por futebol (bem, ainda sou...) e para mim foi extasiante ver as caras dos jogadores noutro sítio que não os vulgares cromos. Esta colecção foi criada pela Schweppes e contemplava os jogadores dos, então, quatro grandes: Porto, Benfica, Sporting e Belenenses. Digo, “então”, por razões óbvias...

Não se esqueçam: para verem cada um dos exemplares ao pormenor, liguem-se ao facebook do Queridos Anos 80.

Domingo, Março 28, 2010

Alguém ajuda? - Caso solucionado!

Foi finalmente resolvido o caso da canção misteriosa! Foi através do Soundcloud, onde coloquei o mp3 da canção, que o user Modium me indicou que se tratava dos Eden e da música Free (ele disse ao contrário, mas eu acho que não é). Foi através de um outro fórum que ele conseguiu saber. Deixou mesmo um link para um vídeo no You Tube. Agora, já tentei saber mais coisas sobre esta banda, mas nada... não encontrei nada! Bem, pelo menos a canção está identificada.

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Um mês depois, ainda não foi esclarecido o caso da música misteriosa... Alguém ajuda?

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O leitor Fernando Lopes escreveu-me um e-mail através do qual pede ajuda para identificar uma canção e respectivo cantor ou banda. Não consegui ainda resolver este enigma, apesar de isto me soar muito familiar. Por isso peço a ajuda de todos vós. Obrigado!

80s by tarzanboy

Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

O caso dos CDs caídos do céu: afinal havia gato

Anteontem completei 39 anos, mas ainda tenho muito que aprender. Na verdade, ainda sou um anjinho. Isto a propósito daquele "erro informático" que supostamente me traria às mãos uma grande quantidade de CDs (ler o post original aqui). Esta situação motivou mesmo uma sondagem, através da qual fiquei a saber que 72% dos votantes me aconselharam a não ser otário e a ficar com os CDs (obrigado a todos por se preocuparem).

Pois bem, o caso teve um desenvolvimento inesperado. Recebi o aviso dos CTT para levantar a encomenda na loja da minha área de residência. Só que o postal avisava-me, também, que tinha de pagar a módica quantia de 103 euros! Tudo ficou imediatamente claro: o cliente faz uma encomenda, o vendedor avisa que houve erro informático e envia-lhe um monte de CDs. Confrontado com a nota de pagamento, o cliente, que até é endinheirado e tem curiosidade em saber que CDs lhe enviaram, paga. O que não é o meu caso. Não sou endinheirado, nem tenho curiosidade em saber o que eles mandaram.

Mas a coisa não ficou por aqui, uma vez que, nos dois dias seguintes, chegaram mais dois montes de CDs para levantar, com respectivas notas de pagamento de 75 euros e 116 euros. É claro que ficaram lá. Só espero que os CTT lhes cobrem os gastos de devolução. A questão agora é saber como vou recuperar o dinheiro que investi pelo CD dos FGTH, que faz parte do monte e ao qual não vou ter acesso.

Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010

TARZANBOY (39)

A música sempre foi uma das minhas paixões, desde muito novo, talvez apenas igualada pelo gosto de escrever. A conjugação destes dois factores levou-me, em 2 de Novembro de 2003, a criar um blogue sobre a música dos anos 80, uma década fundamental na minha vida. Fundamental porque foi durante esta década que me aconteceram várias coisas pela primeira vez:
1. dei o primeiro beijo na boca a uma rapariga (e ambos gostámos);
2. assisti ao meu primeiro concerto ao vivo (dos Xutos & Pontapés, no Teatro Universitário do Porto);
3. tirei a minha primeira negativa num teste (foi a Educação Visual, e naquela altura chamavam-se "pontos");
4. apanhei a minha primeira bebedeira (naturalmente, não me lembro em que contexto);
5. experimentei o meu primeiro cigarro (sem querer voltar a repetir a experiência);
6. comprei o primeiro disco de vinil com o meu dinheiro (o "Cerco", dos Xutos & Pontapés);
Outras coisas aconteceram pela primeira vez, durante esta década, mas não há espaço aqui para as descrever.
Escolhi o nickname "tarzanboy" para assinar os textos do blogue porque precisava de um nome que me identificasse com a década. Não é que eu seja um fã especial do euro-disco, mas o título da música de Baltimora pareceu-me uma boa opção. Havia também a hipótese de "mirror man" (da música dos Human League) ou "the boy with the thorn in his side" (dos Smiths). Acabei por escolher aquele que meu veio logo à cabeça.
Através deste blogue, a que dei o nome de Queridos Anos 80, pretendi partilhar memórias e documentos relacionados com a música com a qual cresci. Para além disso, pude recuperar sons perdidos e até conhecer coisas que, na altura, me passaram ao lado.
Finalmente, o Queridos Anos 80 deu-me a oportunidade de conhecer pessoas com gostos muito parecidos com os meus. Umas apenas virtualmente, outras mesmo pessoalmente. O meu muito obrigado a elas, por se terem cruzado comigo.
Este artigo parece um artigo de despedida, mas não é. É só porque hoje faço 39 anos. Parabéns, tarzanboy!

Sábado, Fevereiro 13, 2010

Under Pressure

Amanhã, no Coliseu do Porto, Joss Stone. Eu vou lá estar. Será que vai haver Under Pressure?

Quinta-feira, Fevereiro 11, 2010

QA80 em ritmo lento...

O tempo para actualizar o QA80 não tem sido muito, por isso escasseiam as novidades por aqui. Pelo facto peço desculpa aos visitantes do blogue. Existe tanta coisa na minha cabeça relacionada com o blogue, mas que, por falta de tempo, não posso pôr em prática, que, às vezes, apetecia-me ter um clone. Entretanto, para breve, teremos novidades quanto à festa Queridos Anos 80... Stay tuned...

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

What the f***?


Tenho então duas escolhas: ou faço o upgrade para um serviço pago ou exporto todos os comentários, sendo que, neste momento, não há qualquer serviço que possibilite a importação dos mesmos. Damn it! E agora?

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

Um dilema inesperado

Ele há coisas do catano. Há uns dias encomendei, a partir do sítio que tem o nome de uma floresta tropical na América do Sul, o CD Bang!... The Greatest Hits of Frankie Goes To Hollywood. Ontem, recebi um e-mail da parte do vendedor que diz o seguinte:

"Olá,

Devido a um grave erro informático irá provavelmente receber muitos CDs que não encomendou juntamente com aquele que encomendou. Não é obrigado a devolver os CDs; pode fazer o que quiser com eles.

Peço desculpa pelo incómodo,
(nome do senhor)
(nome da empresa)"


Isto contado quase que não dá para acreditar, mas aconteceu mesmo. E agora, tenho um dilema pela frente. Se, por um lado, não gosto de ficar com algo que não é meu e moralmente devo fazer a devolução, por outro, essa devolução irá custar-me dinheiro, tudo devido a um erro pelo qual não sou responsável. Falando com linguagem contextualizada: se o Power of Love pelo próximo me incentiva a ser bom e a devolver a coisas que não me pertence, há uma voz na minha consciência que diz Relax, don't do it. Que devo fazer? Podem ajudar-me ali na barra lateral?

Quinta-feira, Janeiro 14, 2010

ANTÓNIO SALA (61)

Os meus anos 80 estão irremediavelmente associados à figura do locutor de rádio António Sala. Todas as manhãs - sem exagero - o meu despertador era o rádio que a minha mãezinha religiosamente sintonizava na Rádio Renascença, onde António Sala e Olga Cardoso animavam, das 6 da matina às 10, o programa Despertar. Não havia volta a dar: "Renascença, canal 1 está no ar, Renascença, é o programa Despertar!" e lá ia eu para a escola. Mas a fixação lá em casa por este mítico programa não ficava por aqui. A minha mãe fazia questão de marcar presença nos espectáculos do "Despertar ao Vivo", uma espécie de Natal dos Hospitais, mas fora da época do Natal. Lembro-me perfeitamente de ir a um no Pavilhão do Académico, ali na Rua Costa Cabral, e a outro nos jardins do Palácio de Cristal, e recordo a enchente que era, a loucura que se apoderava daquelas donas de casa desesperadas por ver o Salinha mandar umas larachas ou o incontornável Marco Paulo passar o microfone de mão para mão. Na altura, não achava piada nenhuma àquilo, claro, mas hoje, como em tudo, recordo com alguma nostalgia aqueles encontros de massas, quase religiosos. Um fenómeno. Eram tempos de uma rádio diferente. Ó Jorge, diz aí qualquer coisa.

Em 2007, a RTP mostrou um documentário sobre António Sala, abordando as várias facetas do actual director geral do grupo Renascença. Nos anos 80, ele foi uma espécie de faz-tudo. Para além de radialista, produziu e compôs para inúmeros artistas da então chamada Música Ligeira Portuguesa, apresentou programas de TV (eu era viciado no concurso Palavra Puxa Palavra), editou livros (quem não se lembra das famosas Anedotas do Sala?), e construiu uma carreira musical quer como elemento do grupo Maranata, quer em nome próprio. Em 1983 num inquérito realizado pelo Expresso foi mesmo considerado a personalidade portuguesa mais popular.

No que diz respeito à música, em 1985 lançou o álbum Segredos, que, creio (mas não tenho a certeza) ser um registo ao vivo. No mesmo ano, lançou o já clássico (na sua versão) Parabéns A Você, em dueto com o filho. Mas é o tema que levou ao Festival da Canção de 1984 que vos deixo aqui. Quem se lembra disto?


antónio sala - uma canção amiga

António Sala completa hoje 61 anos. Parabéns!

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

Ah, OK.

Anteontem, recebi o seguinte e-mail, do editor da revista O Grito! (isto a propósito do caso do plágio):

"Prezado Tarzanboy,
Peço desculpas, em nome da redação da Revista O Grito! pelo erro cometido. A essa época em que foi publicado o texto, costumávamos publicar posts em Creative Commons divulgando o link para a matéria original.
O post foi retirado do ar e já tomamos as providências internas em relação a isso.
Agradeço o contato. Grande abraço."


Então, está bem.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Stevie Wonder - a minha primeira compra no e-bay


A colectânea dos number ones de Stevie Wonder foi a minha primeira compra no ebay. Apesar de ser já um veterano nestas coisas da Internet, só agora me dei ao trabalho (e ao risco) de comprar alguma coisa neste mercado fantástico que está apenas à distância de uns cliques. Consegui este CD, como novo, por um total de 6.27€, já com custos de envio. E já encomendei outras coisas que procurava, mas que não encontrava a um preço que considerava justo (só em situações excepcionais é que dou mais de dez euros por um CD). Os livros também valem muito a pena, especialmente aquelas edições inglesas e americanas que cá custam para cima de 30 euros. Também já mandei vir umas coisas giras sobre música, que depois partilho aqui no QA80. Quanto ao CD do Stevie Wonder, esta faz parte (música linda pra caramba):


stevie wonder - overjoyed

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Eu plagio, logo existo

Tenho duas formas de encarar o plágio. Por um lado, envaidece-me que alguém tenha achado que aquilo que eu escrevi é tão bom que merece ser apropriado indevidamente. Para além disso, satisfaz-me o facto de a situação ser afinal um atestado de incompetência, de incapacidade, de ignorância, de falta de talento, etc, inconscientemente auto-infligido pelo plagiador. Por outro lado, tratando-se de um roubo - puro gamanço, como se diz na minha rua - custa-me ver aquilo que é produto da minha competência, do meu tempo, dos meus sacrifícios, publicado noutro sítio e assinado por alguém que mais não fez do que pôr em prática os comandos copy/paste que aprendeu num curso de informática lá da associação recreativa do bairro (com todo o respeito pelos bairros, até porque nasci num).

Vem toda esta conversa a propósito de ter encontrado mais um site a plagiar conteúdo do QA80. E digo "mais um" porque não é caso virgem como podem ver por esta pequena resenha histórica:

1. Um blog de um locutor de uma rádio do Marco de Canaveses começou a publicar textos meus sem a devida referência à fonte. A coisa funcionava bem, até porque esse locutor tinha (tem) um programa de rádio dedicado aos êxitos de outros tempos e ficava-lhe bem remeter os ouvintes para os "seus" textos no blog. Felizmente esse blog foi extinto e substituído por outro que, pelo que já verifiquei, não tem lá nada meu.

2. Outro caso é o daquele jovem que tem todo o seu blog copiado de outras fontes, sejam elas a wikipédia ou outros blogues. Existe o "rei dos leitões", ali na Bairrada. Existe o "rei da pop", que Deus o tenha. A este eu chamo o "rei do plágio". Querem um exemplo? Este é o meu texto sobre o Nik Kershaw. Este é texto do plagiador. O mais engraçado é que o "autor" continua, impávido e sereno, com a sua política apesar de algumas chamadas de atenção nos comentários.

3. Como já aqui referi há atrasado, o QA80 também já foi alvo de uma tentativa de plágio na Wikipédia. Alguém achou que devia criar um artigo sobre a Taylor Dayne e copiar o meu texto para lá. Assim também eu. Só que a referida pessoa teve azar porque o esquema foi detectado. Há poucos minutos, quando fazia uma pesquisa na Wikipédia para encontrar o "caso" Taylor Dayne, dei de caras com outra tentativa de "aproprianço", desta vez dum artigo meu sobre os The Buggles. É caso para dizer: Wikipédia, I love you.

A mais recente história de plágio ao QA80 foi descoberta por mim na semana passada e leva-nos até ao Brasil, mais propriamente à cidade do Recife, onde existe uma revista online chamada O Grito. Como podem verificar, aqui o caso pia mais fino (outra expressão utilizada na minha rua) pois não se trata de um blogue pessoal, mas de uma coisa mais à séria. Uma revista que aborda, segundo as suas próprias palavras, "Cultura Pop Sem Contra-Indicação". E até tem muita qualidade a dita revista, não fosse um dos seus editores (apenas um dos responsáveis máximos pela publicação) ter caído na tentação de utilizar o meu texto sobre a Desireless, escrito em Abril de 2004, "formatá-lo" para a variante brasileira do português (a esse trabalho tenho dar algum mérito...) e apresentar o texto como seu, ainda por cima - e esta é a cereja no topo do bolo - dando o sub-título de "Queridos Anos 80" ao texto. Como é que se diz "é preciso ter lata" em português-brasileiro?

Quero finalizar deixando claro que contactei sempre os autores dos textos antes de divulgar publicamente a situação. Acho que as pessoas têm sempre o direito à sua defesa, dentro duma perspectiva de diálogo que eu privilegio. No entanto, em nenhum destes casos obtive qualquer resposta. E assim só me resta denunciá-los aqui, no meu espaço. Tenho dito. Obrigado pela vossa paciência.

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

Onde estavas tu no final da década de 80?

Há vinte anos o mundo despedia-se da década de 80. Dez anos de descoberta, evolução, libertação, mas também de ruptura, caos, morte. Eu, nos meus esplendorosos dezoito anos, aguardava ainda em Dezembro, o início do meu percurso na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que haveria de chegar apenas em Janeiro de 1990. Porque nesse longínquo ano de 1989 tive as férias mais longas da história da Humanidade (acho eu). Após a atribulada implementação de uma PGA (Prova Global de Acesso) que ninguém compreendia, ponto nevrálgico de uma reforma educativa que nada ficava a dever às Marias de Lurdes deste mundo, todos os futuros caloiros universitários do ano lectivo 89-90 tiveram direito a seis meses de boa vida. Devo ter feito tão pouca coisa de relevante durante esses seis meses que não me lembro de nada. Calculo que a minha vida se dividisse entre sair com os amigos até ao Brasília ou ao Dallas (os dois centros comerciais que a malta jovem frequentava), cuja distância permitia ir a pé, e apanhar o autocarro até às esplanadas da Foz, onde podíamos alimentar a vista com as catraias da Foz (o pessoal desta zona do Porto sempre primou pela higiénica distinção de se cumprimentar apenas com um beijo, o que me deixava fascinado). Ao fim-de-semana, as saídas à noite tinham como destinos mais que prováveis o Swing ou a Indústria. Eram os tempos do girl-hunting (sim, eu sei que a expressão é infeliz), em que uns tinham mais sorte do que outros. Eu, que não era nenhum Tom Cruise ou Richard Gere, não me posso queixar. É claro que havia sempre o lado da música, dos concertos dos Xutos, das tardes em casa de amigos a ouvir o novo dos Jesus And Mary Chain ou a reflectir dolorosamente sobre o razão do fim dos The Smiths. Mas o mais importante eram mesmo as miúdas e ai daquele que criticar opção!

O motivo deste texto tem também a ver com uma revista que guardei no dia 30 de Dezembro de 1989 - a Revista do Expresso. Nessa edição, a revista dedicou todas as suas páginas à década de 80. O título é "Para acabar de vez com os anos 80". Já não sei porquê, mas na altura achei engraçado guardá-la, sem sonhar sequer que, vinte anos volvidos, estaria a escrever sobre ela na Internet (hã?), mais concretamente num blogue (o quê?).

A capa da revista mostra um desenho do caricaturista António, que assina António 89 Dali. Percebe-se porquê (clicar na imagem para ver em pormenor). Logo na página 3 surge o texto "A década da grande promessa", da responsabilidade do então director-adjunto Joaquim Vieira. É um texto que digitalizei e publico aqui porque merece ser lido pelo seu testemunho de época. (Gostava de ter tempo e, já agora, um scanner do tamanho da revista que me permitisse digitalizá-la toda, mas tal não é possível.) Do ponto de vista mundial, Joaquim Vieira ocupa as páginas seguintes com aqueles que, na sua opinião, são as "catorze personagens da década". E lá estão os seguintes nomes, acompanhados de imagem, citação e texto do jornalista: Mikhail Gorbatchov, Deng Xiaoping, Lech Walesa, Andrei Sakharov, João Paulo II, Akio Morita, Margaret Thatcher, François Miterrand, Ronald Reagan, Muammar Kadhafy, Nelson Mandela, Yasser Arafat, Fidel Castro e o Ayatollah Ruhollah Khomeiny.

Segue-se, talvez, a secção mais divertida da revista. Ao longo de seis páginas, com o título "Flesh/Flash", Clara Ferreira Alves, Luís Coelho, Paulo Varela Gomes, Abílio Leitão, Alexandre Melo e Inês Pedrosa apresentam uma galáxia de ícones culturais da década de 80, da ciência à moda, passando pela música, pelo cinema, etc..., com imagens e comentários que traçam o perfil de toda uma década.

Nas páginas 16 e 17, a revista apresenta o artigo "Medos", não assinado, através do qual nos são apresentadas as grandes fobias (ou paranóias, se quisermos) daquele tempo: Aditivos, Cidade, Clima, Crash, Droga, Nuclear, Sexo, Sida, Solidão, Tabaco, Terceiro Mundo, e Terrorismo.

A partir daqui, e após um artigo de Eduardo Lourenço intitulado "A década mágica (do Afeganistão à anti-Comuna)", a edição apresenta a visão que várias vertentes da sociedade e do conhecimento tiveram da década que então finalizava. Em cada texto, há uma frase em detaque numa caixinha à parte. Não resisto a transcrever algumas, e a respectiva secção (eo nome do autor):

ECONOMIA INTERNACIONAL (Clara Teixeira): "Os japoneses não resistiram ao convite e lançaram-se em autênticos raids sobre empresas norte-americanas."
CIÊNCIA (José Mariano Gago): "Implícita na ciência está a esperança de exorcizar a morte, individual e planetária, através da busca do princípio de tudo."
POLÍTICA (José António Saraiva e Fernando Madrinha): Esta secção é dedicada à política portuguesa e não qualquer frase em destaque. Neste artigo, faz-se naturalmente o retrato político nacional e há nomes que não podem deixar de aparecer: Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Ramalho Eanes, Francisco Balsemão, Mário Soares, Mota Pinto, Hermínio Martinho, Vítor Constâncio, Cavaco Silva, Álvaro Cunhal e Jorge Sampaio.
FILOSOFIA (Manuel Maria Carrilho): "O conceito não passa de uma palavra a funcionar no âmbito de um determindo jogo de linguagem."
FILMES (João Lopes): "A televisão irrompeu no terreno do cinema, disputando-lhe a condição de grande imaginário colectivo."
MEDIA (Francisco Rui Cádima): "São os media que criam os acontecimentos, são eles que regulam a ordem do mundo: uma ordem de restos e simulacros."
ARQUITECTURA (João Vieira Caldas e Paulo Varela Gomes): "Os grandes encomendadores são ignorantes, apáticos ou pouco inteligentes."

Pelo meio, entre outros artigos, pode ler-se um texto interessantíssimo, da responsabilidade de António Guerreiro e Paulo Varela Gomes, com o título "Ideias Feitas", que parte dos conceitos-chave à volta dos quais a década de 80 se desenvolveu: Anos 80 (a expressão em si), Comunicação, Diferença, Ecologia, Fim da História, Fraco (Pensamento), Futuro, Imagem, Liberalismo, Optimismo, Pós e Neo, Saúde, Sucesso, Tecnologia.

E a música? Deixei a secção que diz mais a este blogue para o fim. Os responsáveis pela mesma são João Lisboa e Ricardo Saló, que apresentam o resumo da década através de um jogo intitulado "O Caminho da Glória", cuja estratégia é apresentada pelos dois jornalistas da seguinte forma: "(...) pilhar, sem cerimónia, os procedimentos e objectivos de dois jogos de tabuleiro - "glória" e "trivial pursuit" - e, depois de devidamente desfigurados, ensaiar sobre eles o "plano Frankenstein" de enxerto-e-choque-eléctrico". Podem verificar em pormenor clicando nas imagens e jogar, porque não, com os amigos ou família. Como se fazia nos anos 80.

Este é o último texto do ano, aqui no QA80. Desejo-vos um óptimo 2010 e, porque não, uma década fantástica (ou pelo menos melhor do que a que agora termina).