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21/01/2008


"Pelas 6 horas da tarde de 31 de Julho ultimo, ao som do hymnno nacional e das salvas de artilheria dadas pelos navios surtos no Tejo, el-rei de Portugal acompanhado do minsterio, comissão do monumento, alto funccionalismo civil e militar, camara municipal e membros de imprensa, tomando os cordões que pendiam a bandeira azul e branca, desvendou a estatua do immortal guerreiro de Villa do Conde e do Alto da Bandeira, esculpida em bronze pelo mallogrado artista Ciniselli. E então ao ultimo raio do sol quente de agosto, viu-se brilhar ainda mais uma vez a espada , do aventureiro heroe das campanhas peninsulares"
Revista Ocidente, 1884, 11 de Agosto
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20/01/2008

O Jardim Zoológico de São Sebastião

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Parece bonito, visto desta gravura. Mais selvagem e habitat natural que o costume, chamava-se o Lago das Pernaltas e sediava no antigo Zoológico de Lisboa, em São Sebastião.

"Umas aves que geralmente habitam em terrenos alagadiços, junto às lagoas e margens dos rios".
A gravura é segundo uma fotografia de Garland. Foi publicada na Ocidente em 1884.

11/08/2007

A capela da Peninha

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"Sintra- Caplla da Peninha

Fica na serra de Sintra, mas muito distante da vila, o lugar em que se encontra o pequeno eemitério, a origem do qual data de tempos imemoriais.
É próximo ao Cabo da Roca e assenta num dos píncaros da serra.
Este sítio é visitado pelas pessoas que vão a Sintra, como um dos sítios celebrados , e bem perto se encontra um grande dolmén, o maior que se conhece em Portugal, denominado o dolmén de André Nunes.
Do ermitério o panorama que se desfruta abrange o oceano e é um espectáculo imponente"
Revista Ocidente, 1884

06/08/2007

A Rocha de Conde de Óbidos

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" A rocha de Conde de Óbidos assim denominada por estar próxima do palácio daquele fidalgo, já não é a antiga estação de banhos onde uma grande parte de Lisboa ia banhar-se. O Aterro que se fez desde o Cais do Sodré até Alcântara, cortou as relações da Rocha do Conde de Óbidos com o Tejo e lá ficou internada e esquecida no meio deste turbilhão de transformações porque Lisboa tem passado nos últimos tempos"

O saudosismo por essa outra Lisboa desaparecida, não é só de hoje..




Reprodução de gravura(quadro de Alfredo Keil) e texto da revista O Occidente de Agosto de 1884

05/05/2007

Dia de Feira da Ladra

Ora bem, é dia de Feira da Ladra. Celebre-se a dita. Esta gravura foi reproduzida na Ocidente, devido à publicação do Lisboa Antiga, do Visconde Júlio Castilho, livro formosíssimo, segundo o jornalista.
A história da gravura é aí contada: Castillho a passear-se pelos Olivais, comprou-a um camponês e juntou-a à sua colecção. É relativa ao primeiro quartel do século XIX. O percurso da Feira é contado, desde a Praça de Alegria, ao Campo de Santana e ao Campo de Santa Clara.
Castilho é assim citado:
"desinrolam-se os taboleiros carregados de ferros velhos e bugigangas derrengadas, um torrador ferrugento, uma cêsta cheia de canos velhos, de botas, bules d´aza partida, uma gaiola, um chapéu de chuva quasi sem panno e sem varetas, um candieiro (...) e depois, entre um montão de livros e de estampas, o retrato grande de uma bailarina- prenda dos seus admiradores na noite de benefício(....) e mais adeante uma cigana a comer pinhões e a vender uma caixa de folha para chapéu armado- ao lado de outra quitanda, que vende um chapéu armado para aquella caixa de folha"

Mas o comentário à gravura é interessante também: o prédio da esquerda à altura conservava-se, salvo o acrescentar de novo pavimento que transformou em primeiro andar as lojas do piso térreo. Refere ainda o palacete em terceito plano, pertencente ao Visconde de Seabra, tal qual como era em 1884. Os casebres foram substituídos por prédios, no extremo norte da que foi Rua Ocidental do Passeio. Ao fundo divisa-se Lisboa Oriental e o arvoredo do Passeio Público, arrasado já em 1884.
Este jornalista devia ser antepassado do Sr Bic Laranja...é que só pode.
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03/05/2007

O elevador do Lavra

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Depois de inaugurado em 1882 o elevador do Bom Jesus do Monte em Braga, foi criada em Lisboa a Companhia de Ascensores Mecânicos de Lisboa. que assim inaugurou o seu primeiro projecto em 1884. À vistoria procedeu o Engº Ressano Garcia.
O elevador da Calçada do Lavra!

(o bonequinho desenhado a subir, deve-se à perícia de um qualquer antepassado meu. Não está nada mal. Muito moderno)

01/05/2007

A estação do Barreiro

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Em 1884, na Revista O Ocidente, celebrava-se a nova estação de Caminhos de Ferro de Sul e Sueste. No Barreiro. Dantes os passageiros tinham que desembarcar na ponte do Mexilhoeiro e seguir por areais e pontes de madeira durante quilómetros, passando por botes e vapores. Enfim, uma epopeia e ercurso nada agradável, convenhamos.
É celebrada a estação com muito entusiasmo. E O Engenheiro Miguel Paes que a planeou e dirigiu. Assim ia Portugal em 1884.

29/04/2007

A praça da Figueira

Pois é, descobri que tinha a Ocidente Encadernada. Um parco mas suculento volume. Dei logo de olhos, além da ponte para o amigo Manuel, nesta gravura da praça antes da remodelação, que aqui ainda se previa apenas para um futuro imediato.
O cronista conta a história deste mercado, que foi ocupar o espaço do Hospital de Todos os Santos, ardido em 1755. Da constante evolução das necessidades de consumo da cidade, que implicaram sucessivas ampliações. Lugares de fruta, hortaliça, caça e ainda outras indústrias. Em 1849, foi fechado com portas e grades de ferro nas oito entradas. E relembra as festas populares que aí se realizavam, com bailes e decantes "à procura de palmitos com os seus versinhos coxos", ao "engodo das sortes onde muitos ainda julgam ler o seu destino futuro".
Um artigo um pouco nostálgico, a bem da civilização mas" bem hajam os que não esquecem os folguedos dos seus antepassados. Caminhe a civilização , mas não extinga de entre os povos usos e costumes que a não contrariam e a alegram a eles. "
Parece que foi o que aconteceu com as festas de Lisboa.Igual sorte não teve o mercado, demolido que foi. A Praça da Figueira ainda agora parece um espaço sem sentido.
Percebe-se porquê. Falta a "praça".
Para visualizar a gravura, é clicar nela e ampliar.

Para o Manuel!

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Adivinha qual a ponte!

Revista Ocidente, 1884