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09/01/2012

Um sonho de Cabaz de Natal

Um dos meus sonhos de infância. Há uns anos um bom amigo ofereceu-me um cabaz de Natal, quase como este...1966

Quando os bebés deviam ser gorduchos...

Dizia-se ser um bebé Nestlé como ideal. Os tempos entretanto mudaram, mas eis a imagem de 1966.,

O encanto da matemática


"O  meu filho mais velho anda as aranhas com a Matemática. Enquanto a Helena se preocupa  seriamente, pela minha parte sinto uma alegriazinha  muito secreta.  
Então não é verdade que nós, gloriosos e felizes pais do reino, desejamos encontrar nos nossos filhos um bocado de nós próprios?
É evidente que de modo nenhum dou a entender à criança que eu, quando estudante, era razoavelmente pior.
Pelo contrário, costumo estimulá-lo, incutir-lhe confiança, demonstrar-lhe (sabe Deus como!) que a Matemática é uma coisa encantadora e que ele deve, para seu bem, procurar compreender o que o professor lhe explica.
Mas o rapaz não esta absolutamente nada convencido. Só ainda não declarou, peremptoriamente, que decide abandonar de vez o estudo, porque o dispensamos de tomar decisões dessa natureza, desde o dia em que resolveu comprar os cromos e a caderneta da descaradona Cleópatra utilizando, para a transacção, as três moedas de vinte e cinco tostões da sua colecção de quatro.
De modo que, por via das regras estabelecidas a partir da ‹‹Cleópatra››, o António Manuel evita tomar decisões importantes.
Ele continuará, portanto, a estudar Matemática até porque me parece de extrema importância resolver problemas que, no futuro, lhe serão de imensa utilidade.
Por exemplo. «Uma dona de casa comprou por 14 escudos uma ração de carne de 21$5O cada quilo. A carne comprada contém l/5 do seu peso de ossos, que são retirados. A parte limpa é transformada em 7 bifes, perdendo 3/l0 do seu peso, na frigideira. Quanto pesa cada bife feito?». Eu não fui capaz de resolver.
Como vêem, trata-se, em primeiro lugar, de um problema desmoralizante. Não posso explicar a criança, nem mesmo com muito boa vontade, que 14 escudos de carne, com l/ 5 de ossos, só pode dar 7 bifes em casa do senhor professor que inventou o problema. Como também não me é possível ajudá-lo naquele outro exercício, segundo o qual três autocarros partem à mesma hora da mesma paragem. Ora todos nós sabemos, cá em casa, que o rapaz ia tem ido a pé para a escola por não partir nenhum autocarro dentro do horário e na mesma paragem.
Mas eu resisto. Até mesmo quando se põe o caso do empregado que comprou uma mobília de quarto por 3.6OO$OO para ser paga em 24 prestações.
Se eu explicar, calmamente, ao rapaz o tremendo problema, estou a ver a sua cara de infeliz ignorante quando um dia puder tomar decisões e verificar que no custo da mobília só as 24 prestações é que estavam certas.
Só tenho um caminho: solidarizo-me com o professor e insisto para que ele resolva as questões. É preciso que alguém resolva estes problemas.
Não obstante eu ter sido um espectacular falhanço na Matemática, creiam que ficaria muito feliz ao saber que o meu filho, loira criancinha coleccionadora da «Cleópatra››, tinha resolvido os problemas da carne, dos autocarros e das mobílias de quarto".


Um belo texto dum grande jornalista português, António Rolo Duarte (pai). Gostaria de ler as suas crónicas publicadas em livro.
1966


Chapéus há muitos...

Corria o ano de 1966. Numa produção para a revista Donas de Casa, vários amigos de João Maria Tudela posavam envergando alguns dos seus chapéus. Reconheceis?

Rostos

Reconheceis este par romântico? 1960

21/12/2011

A carta da Emigrante



Compro livros no alfarrabista de vão de escada na Edith Cavell. Na Monção, de Vimala Devi, encontro esta carta com tarjeta de luto. É a carta de uma emigrante da Suiça a sua irmã que está em Portugal. Nela se contam a vida dura, as dádivas dos patrões, os comboios que chegam com portugueses, os trabalhos e as longas horas, as logísticas constantes, as preocupações. Comovi-me com esta prosa, fluente, triste e pouco resignada. Que fique assim preservada esta memória de 1968..  Clicar nas imagens para ler.

08/12/2011

Publicidade: mudam-se os tempos - I



(imagem: prof2000)

É certo que o público-alvo de marcas e de produtos é delineado quando se elabora um anúncio. Apesar de tudo, nos tempos que correm e com a legislação existente (mesmo sabendo que nem sempre os diplomas são respeitados na íntegra, outro assunto que daria «metros» de texto) , dá que pensar este postal publicitário de 1964, tão em consonância com um slogan nacional de então.