gustav leonhardt foi um daqueles músicos que, não sendo um criador no sentido da composição, ombreou com os maiores criadores porque a forma como os tocava era como se una nova criação se tratasse.
tive a imensa sorte de ter assistido ao vivo à maioria dos músicos que admiro (e gosto de muitos em muitos géneros muito diferentes).
com alguns deles, muito poucos, a sensação que se tem na sala é de uma espécie de aura musical que começa mal o músico entra.
é como se a música começasse logo naquele instante da aparição e se mantivesse como magia ao longo do concerto (mesmo que nalguns a energia possa fazer cair o suor em bica).
gustav leonardt tinha essa aura.
a música era muitíssimo mais que aquele conjunto de acordes. era magia pura.
como li algures, era smooth rage against the machine...
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18/01/2012
11/01/2012
e não se pode extermina-los?
a senhora ferreira leite é um caso especial na nossa política.
é, estranhamente, uma das pessoas mais incompetentes que passaram pela política, mas que mantém uma aura de ente que deve ser ouvida seja lá sobre o que for.
a senhora foi péssima ministra da educação.
entrou para ministra das finanças com um défice de 3, saiu com 6 à custa de vender imóveis ao desbarato e ainda é um exemplo de eficácia.
defendeu que se devia fechar a democracia por 6 meses para arrumar a casa e é uma democrata exemplar (exemplar é, o exemplo é que não é bom..)
ontem defendeu que os hemofílicos com mais de 70 anos, sem dinheiro, devem morrer com dores angustiantes porque a saúde é para quem a pagar e há logo uns serventes a defenderem que aquilo não era bem o que a senhora queria dizer...
a senhora é uma besta !!
e não precisam dizer que isto não é bem o que eu queria dizer...
é, estranhamente, uma das pessoas mais incompetentes que passaram pela política, mas que mantém uma aura de ente que deve ser ouvida seja lá sobre o que for.
a senhora foi péssima ministra da educação.
entrou para ministra das finanças com um défice de 3, saiu com 6 à custa de vender imóveis ao desbarato e ainda é um exemplo de eficácia.
defendeu que se devia fechar a democracia por 6 meses para arrumar a casa e é uma democrata exemplar (exemplar é, o exemplo é que não é bom..)
ontem defendeu que os hemofílicos com mais de 70 anos, sem dinheiro, devem morrer com dores angustiantes porque a saúde é para quem a pagar e há logo uns serventes a defenderem que aquilo não era bem o que a senhora queria dizer...
a senhora é uma besta !!
e não precisam dizer que isto não é bem o que eu queria dizer...
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c.
para quê discutir pequenos capilares?
se podemos ter um part-time acumulativo a várias reformas com um generoso pagamento de 640.000 euros?
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c.
06/01/2012
alguém explica às azedas que ainda só estamos em janeiro???
nos últimos dias os campos apareceram cobertos de azedas.
de deliciosas azedas, digo eu que as adoro.
mas em janeiro senhor?
não seria melhor que fossem apenas na primavera?
com esta espécie de ejaculação precoce das azedas, não tarda nada ainda temos as andorinhas a bater à porta meio estremunhadas a pensar que se atrasaram no voo...
de deliciosas azedas, digo eu que as adoro.
mas em janeiro senhor?
não seria melhor que fossem apenas na primavera?
com esta espécie de ejaculação precoce das azedas, não tarda nada ainda temos as andorinhas a bater à porta meio estremunhadas a pensar que se atrasaram no voo...
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c.
05/01/2012
feliz 2011S
feliz 2011S foi o que os amantes não doentes da apple criaram para desejar um feliz ano que agora começa:
uma coisa que deveria seguir-se ao iphone4 e ser uma coisa diferente, foi afinal o iphone 4S que é uma espécie de uma coisa ligeiramente igual a um preço mais caro.
é isso que nos espera: uma coisa mais ou menos igual a um preço muito mais caro
uma coisa que deveria seguir-se ao iphone4 e ser uma coisa diferente, foi afinal o iphone 4S que é uma espécie de uma coisa ligeiramente igual a um preço mais caro.
é isso que nos espera: uma coisa mais ou menos igual a um preço muito mais caro
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c.
16/12/2011
com papas e bolos.....
uma das publicidades mais recorrentes de um dos operadores da distribuição em portugal tem a ver com as poupanças em cartão.
não que seja o único a recorrer a recorrer a esta propaganda que nos diz que um determinado produto fica por metade do seu preço com um desconto em cartão de 50%.
sejamos claros: qualquer produto só fica por metade do preço afixado se, na altura da compra, pagarmos metade do preço que lá está (não sendo líquido que estejamos a comprar barato, estamos seguramente a pagar metade do preço afixado)
se um produto tem um desconto de 50% a ser descontado numa segunda compra, terei que juntar ao preço do produto comprado em primeiro lugar o que paguei pelo produto que tenho que comprar para receber o desconto e então avaliar o desconto final.
grosso modo, um desconto de 50% em cartão poderá corresponder a um desconto de 25% nos dois produtos comprados (isto partindo do princípio, hipotético e longe da realidade, de só comprar o tal produto com 50% em cartão).
tal como quando o desconto passa a ser de 75%.. a descontar em duas compras posteriores.
o valor do desconto nunca se altera: os mesmos 25% teóricos (sendo que nestes casos costuma ter limites temporais para o desconto, o que pode significar que o mesmo nunca aconteça...)?
e o preço do produto?
mantém-se se o desconto é de 50% ou 75%?
claro que não.
tomemos o exemplo de dois folhetos de um operador líder:
1. folheto com validade de 26 de abril a 8 de maio de 2011: desconto de 50% em cartão
2. folheto com validade de 16 a 31 de julho de 2011: desconto de 75% (50%+25% a descontar em dois meses sucessivos).
existem apenas 5 produtos semelhantes nos dois folhetos.
para evitar publicidades, usaremos letras para os identificar:
produto a:
preço base com 50%: 3,99€
preço base com 50%+25%: 4,29€
produto b:
preço base com 50%: 3,88€
preço base com 50%+25%: 4,57
produto c:
preço base com 50%: 2,28
preço base com 50%+25%: 2,34€
produto d:
preço base com 50%: 4,68
preço base com 50%+25%: 4,99€
produto e:
preço base com 50%: 5,49
preço base com 50%+25%: 7,29
olhando para estes produtos, afinal todos os coincidentes, concluímos existir aqui um padrão: aumenta o desconto, aumenta o preço base.
não que seja o único a recorrer a recorrer a esta propaganda que nos diz que um determinado produto fica por metade do seu preço com um desconto em cartão de 50%.
sejamos claros: qualquer produto só fica por metade do preço afixado se, na altura da compra, pagarmos metade do preço que lá está (não sendo líquido que estejamos a comprar barato, estamos seguramente a pagar metade do preço afixado)
se um produto tem um desconto de 50% a ser descontado numa segunda compra, terei que juntar ao preço do produto comprado em primeiro lugar o que paguei pelo produto que tenho que comprar para receber o desconto e então avaliar o desconto final.
grosso modo, um desconto de 50% em cartão poderá corresponder a um desconto de 25% nos dois produtos comprados (isto partindo do princípio, hipotético e longe da realidade, de só comprar o tal produto com 50% em cartão).
tal como quando o desconto passa a ser de 75%.. a descontar em duas compras posteriores.
o valor do desconto nunca se altera: os mesmos 25% teóricos (sendo que nestes casos costuma ter limites temporais para o desconto, o que pode significar que o mesmo nunca aconteça...)?
e o preço do produto?
mantém-se se o desconto é de 50% ou 75%?
claro que não.
tomemos o exemplo de dois folhetos de um operador líder:
1. folheto com validade de 26 de abril a 8 de maio de 2011: desconto de 50% em cartão
2. folheto com validade de 16 a 31 de julho de 2011: desconto de 75% (50%+25% a descontar em dois meses sucessivos).
existem apenas 5 produtos semelhantes nos dois folhetos.
para evitar publicidades, usaremos letras para os identificar:
produto a:
preço base com 50%: 3,99€
preço base com 50%+25%: 4,29€
produto b:
preço base com 50%: 3,88€
preço base com 50%+25%: 4,57
produto c:
preço base com 50%: 2,28
preço base com 50%+25%: 2,34€
produto d:
preço base com 50%: 4,68
preço base com 50%+25%: 4,99€
produto e:
preço base com 50%: 5,49
preço base com 50%+25%: 7,29
olhando para estes produtos, afinal todos os coincidentes, concluímos existir aqui um padrão: aumenta o desconto, aumenta o preço base.
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c.,
Sociedade Portuguesa
14/12/2011
as promessas são o que são: e não são de confiar
há uns tempos que ando a prometer à nossa presidente (cumprimentos reverenciais...) cumprir com as obrigações primárias de escrever.
por razões que tiveram a ver com o medo de ser chamado para algum cargo no governo porque, como sabem, as credenciais fundamentais para ser convidado para o governo era ter escrito umas bocas num qualquer blog sobre a salvação da pátria em 3 dias ou morar em massamá.
eu estava no nível máximo de risco.
no entanto, depois de nos últimos tempos já andarem a fazer sorteios pelo número de militante para as nomeações de administradores hospitalares, achei que estava na altura de sair da clandestinidade.
portanto, se julgavam que estavam livres das inutilidades sobre que escrevo, estão enganados...
por razões que tiveram a ver com o medo de ser chamado para algum cargo no governo porque, como sabem, as credenciais fundamentais para ser convidado para o governo era ter escrito umas bocas num qualquer blog sobre a salvação da pátria em 3 dias ou morar em massamá.
eu estava no nível máximo de risco.
no entanto, depois de nos últimos tempos já andarem a fazer sorteios pelo número de militante para as nomeações de administradores hospitalares, achei que estava na altura de sair da clandestinidade.
portanto, se julgavam que estavam livres das inutilidades sobre que escrevo, estão enganados...
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c.
04/08/2011
aqui o aumento do iva é 0%
seguramente se lembram dos principais operadores na área da distribuição anunciarem, aquando do último aumento do iva que, por ali, o aumento do dito seria 0%.
no entanto, durante todo o mês passado os dois principais operadores (e no seguimento destes outros se lhes seguiram), pela 'calada', aumentaram a generalidade dos preços em valor que chegaram aos 20% !!!
ambos se calaram, ambos não falaram de aqui os preços serem iguais o ano inteiro, ambos assobiaram para o lado porque no essencial a estratégia deles é a mesma.
e outros se lhes seguiram porque os 'bons exemplos' são para seguir.
este aumento antecipado do iva que um dia destes nos vai cair em cima vai permitir a estes operadores gastarem rios de dinheiro a garantir, no mesmo dia que o aumento do iva for anunciado, que 'ali' o aumento do iva é de 0%.
não falta muito, infelizmente, para verificarmos a veracidade disto...
no entanto, durante todo o mês passado os dois principais operadores (e no seguimento destes outros se lhes seguiram), pela 'calada', aumentaram a generalidade dos preços em valor que chegaram aos 20% !!!
ambos se calaram, ambos não falaram de aqui os preços serem iguais o ano inteiro, ambos assobiaram para o lado porque no essencial a estratégia deles é a mesma.
e outros se lhes seguiram porque os 'bons exemplos' são para seguir.
este aumento antecipado do iva que um dia destes nos vai cair em cima vai permitir a estes operadores gastarem rios de dinheiro a garantir, no mesmo dia que o aumento do iva for anunciado, que 'ali' o aumento do iva é de 0%.
não falta muito, infelizmente, para verificarmos a veracidade disto...
31/07/2011
especialmente para os amantes de gadgets
durante muitos anos tive uma espécie de paixão pelos cintos que os carpinteiros americanos usavam nos filmes e nas séries.
aquilo parecia que a sua colocação na cintura dava logo uma espécie de super-poderes.
há uns anos, pelo natal, e quando repetia que o meu sonho era um daqueles cintos maravilha, foi presenteado com o exemplar abaixo mostrado:
(claro que à primeira utilização, e quando ao ajoelhar-me o martelo raspava pelo chão, deixei-me de coisas e voltei a usar todos os bolsos disponíveis para alicates, chaves de parafusos e martelos, deixando a boca para preços e parafusos)
esta semana, olhando para a inutilidade sob a influência do ar de fajão, encontrei a sua nova utilização, que pode vir a ter imenso futuro:
suporte de gadgets
suporte de gadgets
hoje, qualquer adolescente a jovem adulto anda carregado de tablets vários (i-pads e semelhantes), i-phones e outros 'smart phones), i-pods e outros leitores de mp3/4, pens várias, discos externos, bandas largas e menos largas, etc..
este cinto maravilha, que é mafifestamente pouco útil para as bricolages caseiras, tem o seu futuro garantido com suporte de gadgets para os amantes dos ditos.
o conselho é gratuito, que em fajão somos todos muito generosos...
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c.,
Fajão,
Sociedade Portuguesa
o mundo visto de fajão
em fajão, uma ruína não é apenas uma ruína
para um urbano como eu, geralmente, uma ruina é apenas isso: uma ruína.
mesmo que para mim ‘esta’ ruína seja a casa do ‘marechal’ e que antes tenha sido a casa do ‘tabaínha’ ou ‘antónio grande’, como era conhecido o seu pai.
não são para aqui chamadas as histórias do tabaínha, homem enorme, bom cantador de fado serrano e um moiro de trabalho ou do seu filho, o ‘general’, coisa um pouco menos saudável, principalmente para o próprio que morreu cedo e doente.
a casa ardeu, por razões que não são para aqui chamadas, pelo menos por agora.

passo nesta ruína muitas vezes ao dia, porque fica no caminho para a minha casa.
para mim é uma ruína, cheia de lixo e com umas ervas já a crescer lá dentro.
para um fajaense (no caso, uma fajanese) o assunto é muito mais rico.
estávamos no passadiço a fazer misturas experimentais em aguardentes e licores e veio à conversa as ervas que os de fajão usavam para os seus tratamentos e uma fajanese presente, preciosa em muitas coisas e também no conhecimento das ervas, diz que a ‘erva tal’ até havia ali ao lado na casa do marechal.
fala-se de outra, e também havia ali na ruína.
proponho uma visita guiada à ruina e, tirada a foto vem a explicação:
nesta foto pode ver-se, entre chão e paredes, o seguinte (para além do lixo e madeiras ardidas):
sabugueiro, avenca, erva de s. roberto, freixo, hera, erva terrestre, concelhos, alfavaca da cobra, abrunheiro.
quanto às suas utilidades:
sabugueiro (flores): constipações, gripe, tosse, dor de barriga, estômago, infecções externas.
para todas (excepto para as infecções externas, em que se coze a rama e se lava a zona infectada com a infusão) faz-se e bebe-se o chá resultante da infusão das folhas.
avenca: tosse, constipações, gripes, rouquidão: fazer chá com as folhas e beber.
erva de s. roberto (a mais generalistas das ervas, porque faz bem´’a tudo’): dores de estômago, intestinos, fígado, má disposição, barriga, bexiga, diabetes, inflamações internas.
para todas, beber o chá da infusão das partes aéreas da planta.
freixo: a casca e as sementes são adstringentes e febrífugas. as sementes contêm um óleo semelhante ao do girassol. o freixo é laxativo e sudorífico, utilizado para problemas de gota e para emagrecer. as folhas são usadas para baixar o ácido úrico no sangue, fazendo uma infusão numa proposrção de 30gr para 1 lt de água.
hera: desinfectar a boca, frieiras, queimaduras.
para as frieiras e queimaduras, fervem-se as folhas e banha-se a zona afectada com a infusão e colocam-se as folhas cozidas em cataplasma.
para desinfectar a boca, bochecha-se com a infusão.
erva terrestre: febre, gripes, garganta, tosse, coração.
faz-se infusão com a folha, rama com folhas e flores e bebe-se.
concelhos (ou concilhos): feridas, queimaduras, frieiras, furúnculos.
a utilização é muito varias, mas a mais comum é com aplicação directa sobre a zona afectada (directamente, esfregada, esmagada e aplicada, aquecida e untada com azeite. etc..)
alfavaca da cobra:rins, bexiga, diabetes, fígado, infecções internas, infecções ou irritações genitais, inchaços, hemorroidas, infecções externas, feridas.
para as questões internas, bebe-se o chá; para as externas, o valor resultante da cozedura sobre a zona afectada.
abrunheiro: comem-se os abrunhos que são muito bons (outras aplicações as minhas fontes não mencionam)
não respondo pela eficácia destes tratamentos e não pretendo convencer ninguém que são eficazes, mesmo que por vezes utilize alguns dos que vou aprendendo.
mas a verdade é que, em fajão, uma ruína não é apenas uma ruína: pode ser um local cheio de vida
fontes:
‘plantas medicinais da serra do açor’, editado pelo instituto de conservação da natureza e da autoria de joana salomé camejo rodrigues, com base nos testemunhos locais
‘plantas aromáticas e medicinais do parque natural da serra da estrela’, também do icn, da autoria de ana sofia baptista oliveira e rafael ferrão neiva
‘plantas aromáticas e medicinais da reserva natural da serra da malcata’, edição do icn e de autores vários com coordenação de paula gonçalves e fernanda mesquita
para um urbano como eu, geralmente, uma ruina é apenas isso: uma ruína.
mesmo que para mim ‘esta’ ruína seja a casa do ‘marechal’ e que antes tenha sido a casa do ‘tabaínha’ ou ‘antónio grande’, como era conhecido o seu pai.
não são para aqui chamadas as histórias do tabaínha, homem enorme, bom cantador de fado serrano e um moiro de trabalho ou do seu filho, o ‘general’, coisa um pouco menos saudável, principalmente para o próprio que morreu cedo e doente.
a casa ardeu, por razões que não são para aqui chamadas, pelo menos por agora.

passo nesta ruína muitas vezes ao dia, porque fica no caminho para a minha casa.
para mim é uma ruína, cheia de lixo e com umas ervas já a crescer lá dentro.
para um fajaense (no caso, uma fajanese) o assunto é muito mais rico.
estávamos no passadiço a fazer misturas experimentais em aguardentes e licores e veio à conversa as ervas que os de fajão usavam para os seus tratamentos e uma fajanese presente, preciosa em muitas coisas e também no conhecimento das ervas, diz que a ‘erva tal’ até havia ali ao lado na casa do marechal.
fala-se de outra, e também havia ali na ruína.
proponho uma visita guiada à ruina e, tirada a foto vem a explicação:
nesta foto pode ver-se, entre chão e paredes, o seguinte (para além do lixo e madeiras ardidas):
sabugueiro, avenca, erva de s. roberto, freixo, hera, erva terrestre, concelhos, alfavaca da cobra, abrunheiro.
quanto às suas utilidades:
sabugueiro (flores): constipações, gripe, tosse, dor de barriga, estômago, infecções externas.
para todas (excepto para as infecções externas, em que se coze a rama e se lava a zona infectada com a infusão) faz-se e bebe-se o chá resultante da infusão das folhas.
avenca: tosse, constipações, gripes, rouquidão: fazer chá com as folhas e beber.
erva de s. roberto (a mais generalistas das ervas, porque faz bem´’a tudo’): dores de estômago, intestinos, fígado, má disposição, barriga, bexiga, diabetes, inflamações internas.
para todas, beber o chá da infusão das partes aéreas da planta.
freixo: a casca e as sementes são adstringentes e febrífugas. as sementes contêm um óleo semelhante ao do girassol. o freixo é laxativo e sudorífico, utilizado para problemas de gota e para emagrecer. as folhas são usadas para baixar o ácido úrico no sangue, fazendo uma infusão numa proposrção de 30gr para 1 lt de água.
hera: desinfectar a boca, frieiras, queimaduras.
para as frieiras e queimaduras, fervem-se as folhas e banha-se a zona afectada com a infusão e colocam-se as folhas cozidas em cataplasma.
para desinfectar a boca, bochecha-se com a infusão.
erva terrestre: febre, gripes, garganta, tosse, coração.
faz-se infusão com a folha, rama com folhas e flores e bebe-se.
concelhos (ou concilhos): feridas, queimaduras, frieiras, furúnculos.
a utilização é muito varias, mas a mais comum é com aplicação directa sobre a zona afectada (directamente, esfregada, esmagada e aplicada, aquecida e untada com azeite. etc..)
alfavaca da cobra:rins, bexiga, diabetes, fígado, infecções internas, infecções ou irritações genitais, inchaços, hemorroidas, infecções externas, feridas.
para as questões internas, bebe-se o chá; para as externas, o valor resultante da cozedura sobre a zona afectada.
abrunheiro: comem-se os abrunhos que são muito bons (outras aplicações as minhas fontes não mencionam)
não respondo pela eficácia destes tratamentos e não pretendo convencer ninguém que são eficazes, mesmo que por vezes utilize alguns dos que vou aprendendo.
mas a verdade é que, em fajão, uma ruína não é apenas uma ruína: pode ser um local cheio de vida
fontes:
‘plantas medicinais da serra do açor’, editado pelo instituto de conservação da natureza e da autoria de joana salomé camejo rodrigues, com base nos testemunhos locais
‘plantas aromáticas e medicinais do parque natural da serra da estrela’, também do icn, da autoria de ana sofia baptista oliveira e rafael ferrão neiva
‘plantas aromáticas e medicinais da reserva natural da serra da malcata’, edição do icn e de autores vários com coordenação de paula gonçalves e fernanda mesquita
29/07/2011
8 anos
são muitos anos.
muitos mesmo.
cheios de gente que entrou e saiu, que nos visitou e cá ficou ou saiu e não voltou.
de quem gostou mais ou menos.
8 anos a partilhar opiniões, trocar ideias, discutir, rir, lembrar coisas que achamos que não devem ser esquecidas.
umas porque sim, outras 'e porque não?'.
mas 8 anos são principalmente o esforço da t. para nos manter vivos.
os parabéns são para ela porque os mereceu e são para nós porque temos a sorte de a ter.
estes dias em fajão fiquei a saber da popularidade desta casa aqui no meio da serra.
chegamos longe, mesmo que fajão não o seja assim tanto.
uma noite destas no fresco do passadiço quando se procurava saber da receita do limoncello, alguém dizia: mas tu já a publicaste na rua dos dias que voam (o 'rua' parece que foi ficando no nome para quem nos visita).
parabéns a todos (os que estão e a todos os ao longo destes 8 anos contribuíram para esta casa comum)!!
e obrigado á t. nor nos manter a casa viva e aberta.
muitos mesmo.
cheios de gente que entrou e saiu, que nos visitou e cá ficou ou saiu e não voltou.
de quem gostou mais ou menos.
8 anos a partilhar opiniões, trocar ideias, discutir, rir, lembrar coisas que achamos que não devem ser esquecidas.
umas porque sim, outras 'e porque não?'.
mas 8 anos são principalmente o esforço da t. para nos manter vivos.
os parabéns são para ela porque os mereceu e são para nós porque temos a sorte de a ter.
estes dias em fajão fiquei a saber da popularidade desta casa aqui no meio da serra.
chegamos longe, mesmo que fajão não o seja assim tanto.
uma noite destas no fresco do passadiço quando se procurava saber da receita do limoncello, alguém dizia: mas tu já a publicaste na rua dos dias que voam (o 'rua' parece que foi ficando no nome para quem nos visita).
parabéns a todos (os que estão e a todos os ao longo destes 8 anos contribuíram para esta casa comum)!!
e obrigado á t. nor nos manter a casa viva e aberta.
28/07/2011
o mundo visto de fajão

há muitos anos, na minha primeira viagem adulta a fajão, antes de vir para os 12 dias de férias a que se tinha direito nos primeiros anos de trabalho numa empresa (creio que era uma semana nos primeiros dois anos e duas semanas até aos 5 ou 6 anos de trabalho), decidi passar pelo ‘república’ para fazer uma ‘assinatura’ do jornal, já que as notícias aqui eram inexistentes.
e vim carregado de livros que ao tempo achava indispensáveis (um deles, a arteriosclerose ainda me deixa lembrar, era sobre as divergências entre a china e a união soviética, visto pelo lado chinês, obviamente).
chegar a fajão tinha sido um longo calvário de comboio de queluz para lisboa, caminho a pé até santa apolónia, comboio até coimbra, automotora até à lousã, camioneta até ao rolão e os últimos 15 quilómetros na estrada de ‘borralho’ no táxi do zé maria, a figura mais merecidamente carismática de toda a beira interior.
fajão era no fim do mundo.
e demorávamos um dia a lá chegar.
percebi porque quem lá estava queria fugir e quem de lá tinha fugido tinha pouca vontade de regressar (excepto no dia da festa senhora da guia, que não é a padroeira, mas funciona como tal. uma espécie de padroeira ‘honoris causa’, se é que existe honoris na causa das padroeiras.
alguém me dizia quando lhe perguntava porque não gostava de ir a fajão: ‘porque a tua memória de fajão é de férias e a minha é de fome e frio’.
o mundo visto de fajão era como se mudássemos de fuso horário, mas em vez de mudar uma hora, mudássemos muitos anos.
há uns dias, pelo lusco-fusco, estavam num banco corrido na minha frente 4 dos jovens que ajudam a que fajão esteja vivo o ano inteiro com 3 ‘tablets’ (um era partilhado) e o pai de um deles a navegar na net pelo telefone.
agora o jornal é lido como eu leio os meus todos os dias quando estou aqui, online. na hora.
por vezes sabem mais rapidamente coisas dos meus filhos do que eu, que raramente vou ao facebook.
um pouco mais tarde, no fresco do passadiço, oiço a melodia irritante que anuncia um dos melhores ‘curtos’ de animação que passam na televisão (na fox fx): ‘the happy tree friends’ e soa um despertador na minha cabeça!!!
'quem está a ver aqui esta maravilha??' e logo oiço a voz do presidente da junta:
-'carlos!, anda aqui ver estes bonecos!', enquanto ria generosamente.
já tinha estado nos meus planos escrever sobre esta delicia que passa quase clandestinamente no fox fx.
foi preciso fajão me despertar para o fazer..
vejam aqui os videos (são curtos e grossos, como se costuma dizer, e não aconselháveis a mentes sensíveis:
27/07/2011
400 passos
‘too much information’
é o que parece que temos nas nossas cabeças.

hoje, ao sentar-me no bar da piscina de fajão, dei conta (olhando para o telefone que conta passos antes de fazer com ele esta foto) que de minha casa à entrada da piscina são 400 passos (475 até ao bar).
não 100, como a distância entre a casa de peppino impastato e a de gaetano badalamenti no filme de marco tullio giordana
entre a casa do jovem que se recusava a viver sob a tirania da mafia e a de um dos seus padrinhos mais poderosos.
lembrei-me das perguntas de peppino ao seu irmão: ‘sabes contar? sabes caminhar?’
e revi o filme. e lembrei-me da canção dos modena city ramblers.
se a nossa cabeça não andasse tão cheia de informação (até a inutilidade de ter um telefone que conta, no nosso bolso, os passos que damos), estaria no bar da piscina de fajão, numa quente manhã de julho simplesmente a saborear o café, ainda molhado do banho recentemente tomado, olhando a água que me refrescou a as montanhas que o testemunharam.
a felicidade são pequenos momentos, que demasiada informação pode complicar.
é o que parece que temos nas nossas cabeças.

hoje, ao sentar-me no bar da piscina de fajão, dei conta (olhando para o telefone que conta passos antes de fazer com ele esta foto) que de minha casa à entrada da piscina são 400 passos (475 até ao bar).
não 100, como a distância entre a casa de peppino impastato e a de gaetano badalamenti no filme de marco tullio giordana
entre a casa do jovem que se recusava a viver sob a tirania da mafia e a de um dos seus padrinhos mais poderosos.
lembrei-me das perguntas de peppino ao seu irmão: ‘sabes contar? sabes caminhar?’
e revi o filme. e lembrei-me da canção dos modena city ramblers.
se a nossa cabeça não andasse tão cheia de informação (até a inutilidade de ter um telefone que conta, no nosso bolso, os passos que damos), estaria no bar da piscina de fajão, numa quente manhã de julho simplesmente a saborear o café, ainda molhado do banho recentemente tomado, olhando a água que me refrescou a as montanhas que o testemunharam.
a felicidade são pequenos momentos, que demasiada informação pode complicar.
04/07/2011
o melhor de portugal está aqui

e o melhor de portugal são as nêsperas de espanha, a alperce de espanha, o pêssego de espanha.
( o côco é naturalmente da costa do marfim, mas o melão ali ao lado não é do ribatejo, nem as uvas que estavam mais abaixo, nem...)
nos últimos tempos iniciou-se uma campanha que é uma daquelas mistificações gigantescas só possível porque quem está na sua origem tem a cobertura de todos os que detêm o poder em portugal: do presidente da república aos meios de comunicação, passando pelos governantes.
a afirmação das grandes cadeias de retalho que afirma realizarem a maioria das suas compras a fornecedores nacionais é completamente falsa.
tal como foi falta a sua afirmação sobre a criação de mais postos de trabalho com a abertura total durante os domingos.
do ponto de vista fiscal, até podem comprar maioritariamente a fornecedores nacionais, com um nif português.
mas a verdade é que essas empresas têm a totalidade ou a esmagadora maioria da sua produção fora de portugal.
na realidade os produtos não são portugueses, como facilmente se pode comprovar pelo código de barras.
mas se nestes produtos se tem que confirmar pelo código de barras, nos frescos a verificação é mais fácil porque têm que indicar o local de pesca, de criação ou de cultivo.
um simples olhar pelas frutas dá-nos uma ideia clara onde estão situados os produtores nacionais:
em espanha, na américa latina, em áfrica...
o que nunca para de me surpreender é a lata com que continuam a fazer afirmações que sabem ser... metafóricas.... to say the least
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Sociedade Portuguesa
18/06/2011
belated bloomsday
of what did the duumvirate deliberate during their itinerary?
o dia 16 de junho já foi muitas vezes comemorado nesta casa.
umas vezes no dia, outras nem por isso.
este ano, em dublin, o bloomsday teve uma forma original de ser celebrado, para além da tradicional peregrinação por todo o trajecto de um pouco mais de 24 horas de leopold bloom: através da rede twitter (@11ysses), um conjunto de apaixonados por este apaixonante livro, enviou as mensagens necessárias para completar o texto completo e assim poder ser lido. como comentava alguém no twitter, podia ser lido como poesia.
he could feel my breasts all perfume yes and his heart was going like mad and yes i said yes iwill yes.
o dia 16 de junho já foi muitas vezes comemorado nesta casa.
umas vezes no dia, outras nem por isso.
music, literature, ireland, dublin, paris, friendship, woman, prostitution, diet
ulisses é o livro que eu passei mais horas a ler. durante alguns anos era quase uma espécie de apêndice que transportava sempre que viajava. como tem um estilo de escrita diferente em cada capítulo era como se transportasse um saco de livros que podia escolher para me deliciar.
the influence of gaslight or the light of arc and glow-lamps on the growth of adjoining paraheliotropic trees
the influence of gaslight or the light of arc and glow-lamps on the growth of adjoining paraheliotropic trees
este ano, em dublin, o bloomsday teve uma forma original de ser celebrado, para além da tradicional peregrinação por todo o trajecto de um pouco mais de 24 horas de leopold bloom: através da rede twitter (@11ysses), um conjunto de apaixonados por este apaixonante livro, enviou as mensagens necessárias para completar o texto completo e assim poder ser lido. como comentava alguém no twitter, podia ser lido como poesia.
he could feel my breasts all perfume yes and his heart was going like mad and yes i said yes iwill yes.
17/06/2011
em defesa dos examinandos do limoeiro
uma turma de candidatos a magistrados foi acusada de 'copiar' os testes durante um exame da disciplina de 'investigação criminal e gestão do inquérito'.
têm chuvido as mais variadas críticas à actuação dos examinandos e à sua ética global.
não posso estar mais em desacordo destas calúnias!!!!
aqueles putativos magistrados apenas estão muito à frente do seu tempo e do órgão de soberania em que pretendem ingressar.
a questão seria muito simples de explicar, não fora a manifesta má vontade com que a população brinda a justiça e os justiceiros.
aqueles homens e mulheres, já plenamente integrados no novo espírito neo-liberal de avaliação das competências no serviço público (não, não estou a dizer que são funcionários públicos, mas apenas que servem o público), decidiram, como prova da sua abertura de mentalidades, realizar uma prova de grupo como em qualquer processo de recrutamento, em que, dado um problema, o conjunto dos candidatos discute a sua resolução.
aliás, e consultados por um elemento da direcção da associação sindical dos juízes (é sempre bom saber que um órgão de soberania tem um sindicato, faltando agora um para os deputados e outro para o presidente da república) os examinandos 'disseram-nos que, antes de começar a prova, trocaram umas impressões uns com os outros, não tiveram a noção de que era uma prova individual'.
obviamente!!! onde já se viu os exames serem individuais!!!
para além disso, aquela 'troca de impressões' foi também, e em simultâneo, um processo de antecipação para os julgamento com colectivo de juízes, onde, naturalmente, têm que consultar os colegas sobre as decisões a tomar.
por último, é nítida má fé acusar o centro de estudos judiciários quanto ao exame ter o 'formato' dito americano, com resposta de escolha múltipla assinaladas pelo sinal gráfico 'x' dentro de um quadrado (que tem a notável vantagem de treinar os cidadãos para os boletins de voto).
afinal, que eu saiba, as pessoas podem ser culpadas ou não culpadas (com ou não prova da inocência).
para quê complicar o que pode ser simples?
têm chuvido as mais variadas críticas à actuação dos examinandos e à sua ética global.
não posso estar mais em desacordo destas calúnias!!!!
aqueles putativos magistrados apenas estão muito à frente do seu tempo e do órgão de soberania em que pretendem ingressar.
a questão seria muito simples de explicar, não fora a manifesta má vontade com que a população brinda a justiça e os justiceiros.
aqueles homens e mulheres, já plenamente integrados no novo espírito neo-liberal de avaliação das competências no serviço público (não, não estou a dizer que são funcionários públicos, mas apenas que servem o público), decidiram, como prova da sua abertura de mentalidades, realizar uma prova de grupo como em qualquer processo de recrutamento, em que, dado um problema, o conjunto dos candidatos discute a sua resolução.
aliás, e consultados por um elemento da direcção da associação sindical dos juízes (é sempre bom saber que um órgão de soberania tem um sindicato, faltando agora um para os deputados e outro para o presidente da república) os examinandos 'disseram-nos que, antes de começar a prova, trocaram umas impressões uns com os outros, não tiveram a noção de que era uma prova individual'.
obviamente!!! onde já se viu os exames serem individuais!!!
para além disso, aquela 'troca de impressões' foi também, e em simultâneo, um processo de antecipação para os julgamento com colectivo de juízes, onde, naturalmente, têm que consultar os colegas sobre as decisões a tomar.
por último, é nítida má fé acusar o centro de estudos judiciários quanto ao exame ter o 'formato' dito americano, com resposta de escolha múltipla assinaladas pelo sinal gráfico 'x' dentro de um quadrado (que tem a notável vantagem de treinar os cidadãos para os boletins de voto).
afinal, que eu saiba, as pessoas podem ser culpadas ou não culpadas (com ou não prova da inocência).
para quê complicar o que pode ser simples?
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Sociedade Portuguesa
14/05/2011
que andam a misturar na água da rede pública de fátima?

(foto expresso)
neste 13 de maio, em fátima, muitos peregrinos em perfeito êxtase juraram ter presenciado mais um milagre da senhora da terra.
uma auréola, aqui estrategicamente enquadrada com a cabeça da imagem da virgem, produzida por efeito de cristais de gelo e que muitas vezes já todos vimos em muitos locais, foi o detonador para mais um delírio religioso generalizado.
a minha pergunta é:
o que andam a colocar na água da rede pública de fátima?
eu sei que a vodka também desinfecta. mas não seria mais económico continuarem a colocar cloro?
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c.
o centro do mundo

conta uma das muitas lendas da terra que um dia, ao chegar ao cimo da rocha (a serra em frente à aldeia), um dos de fajão exclamou:
- o mundo é tão grande !!!
hoje, se por acaso soubesse ler, diria ao olhar para este marco:
- o mundo é tão alto !!!
mas a verdade é que fajão, para os seus, continua no centro do mundo
10/05/2011
my body is a cage
uma canção não é apenas uma canção.
não são apenas aqueles 3 ou 4 minutos clássicos com uma notas encadeadas e umas palavras a acompanhar.
uma canção são muitas coisas para além das notas, das palavras, dos instrumentos ou das vozes.
é isso que faz com que uma canção que já conhecemos e já ouvimos nos surpreenda e nos agarre à cadeira.
my body is a cage é uma magnífica canção dos magníficos arcade fire (um dos melhor concertos a que já assisti, há uns anos em paredes de coura).
my body is a cage é também um excelente cover do excelente peter gabriel.
ambos já ouvidos muitas vezes e ambos reconhecidamente bons.
há uns 10 minutos acabei de ver o final deste episódio do house em que a canção ilustra o que as imagens mostram.
há muito tempo que não ficava literalmente agarrado ao assento e ao acompanhamento sonoro de uma cena.
a ver, aqui:
peter gabriel, my body is a cage
ou a versão original editada sobre excertos de once upon a time in west
arcade fire, my body is a cage
não são apenas aqueles 3 ou 4 minutos clássicos com uma notas encadeadas e umas palavras a acompanhar.
uma canção são muitas coisas para além das notas, das palavras, dos instrumentos ou das vozes.
é isso que faz com que uma canção que já conhecemos e já ouvimos nos surpreenda e nos agarre à cadeira.
my body is a cage é uma magnífica canção dos magníficos arcade fire (um dos melhor concertos a que já assisti, há uns anos em paredes de coura).
my body is a cage é também um excelente cover do excelente peter gabriel.
ambos já ouvidos muitas vezes e ambos reconhecidamente bons.
há uns 10 minutos acabei de ver o final deste episódio do house em que a canção ilustra o que as imagens mostram.
há muito tempo que não ficava literalmente agarrado ao assento e ao acompanhamento sonoro de uma cena.
a ver, aqui:
peter gabriel, my body is a cage
ou a versão original editada sobre excertos de once upon a time in west
arcade fire, my body is a cage
15/04/2011
tal como os saldos de verão, também a silly season vem cada vez mais cedo
momento patético número 1:
um comentador da benfica tv afirmou, nessa estação, que desejava que no próximo ano pinto da costa estivesse junto daqueles a quem este ano dedicou a vitória do campeonato.
isto já não é o apagar da luz e a antecipação das regas para lavar a vergonha... desejar que o adversário esteja morto no próximo ano é simplesmente patético.
aquele senhor com ar de anjo gabriel que aparece nas conferências de imprensa muito indignado e que parece ser o director de comunicação do benfica, mais a direcção da agremiação, afirmam nada ter a comentar.
palhaços diria, não fora o apreço aos ditos.
patéticos apenas.
e acéfalos.
momento patético número 2:
otelo saraiva de carvalho afirmou estar arrependido de 'ter feito' o 25 de abril.
primeiro gostava de dizer ao senhor que ele não é o pai da criança e não 'fez' o que quer que seja: participou.
neste caso pais e mães houve muitos que lutaram durante muitos anos mesmo quando o senhor otelo era um oficial do exército colonial a servir a ditadura.
odeio arrependidos e principalmente odeio arrependidos com a mania que foram mais importantes do que foram.
esta ideia peregrina de 'ter feito' o 25 de abril só com um panho encharcado na... face.
e nem sequer entro em linha de conta ter um dia mandado prender várias centenas de camaradas meus (talvez na altura já estivesse a começar a estar arrependido)
momento patético número 3:
o senhor coelho dos passos, depois de ter dito que votava contra o pec IV porque era brutal para os portugueses e logo a seguir ter dito em inglês que afinal era por ser brando demais, vem agora dizer que o telefonema da véspera do seu amigo sócrates afinal foi uma reunião presencial de várias horas.
antes tinha dito que votava contra o pec também porque o seu amigo sócrates não lhe tinha dito nada.
definitivamente os ares da rua da milharada são maus para a memória.
odeio quando alguém consegue fazer com que o socrates não pareça tão mentiroso assim.
momento mais que patético especial:
o nobre !!!!
indescritível...
um comentador da benfica tv afirmou, nessa estação, que desejava que no próximo ano pinto da costa estivesse junto daqueles a quem este ano dedicou a vitória do campeonato.
isto já não é o apagar da luz e a antecipação das regas para lavar a vergonha... desejar que o adversário esteja morto no próximo ano é simplesmente patético.
aquele senhor com ar de anjo gabriel que aparece nas conferências de imprensa muito indignado e que parece ser o director de comunicação do benfica, mais a direcção da agremiação, afirmam nada ter a comentar.
palhaços diria, não fora o apreço aos ditos.
patéticos apenas.
e acéfalos.
momento patético número 2:
otelo saraiva de carvalho afirmou estar arrependido de 'ter feito' o 25 de abril.
primeiro gostava de dizer ao senhor que ele não é o pai da criança e não 'fez' o que quer que seja: participou.
neste caso pais e mães houve muitos que lutaram durante muitos anos mesmo quando o senhor otelo era um oficial do exército colonial a servir a ditadura.
odeio arrependidos e principalmente odeio arrependidos com a mania que foram mais importantes do que foram.
esta ideia peregrina de 'ter feito' o 25 de abril só com um panho encharcado na... face.
e nem sequer entro em linha de conta ter um dia mandado prender várias centenas de camaradas meus (talvez na altura já estivesse a começar a estar arrependido)
momento patético número 3:
o senhor coelho dos passos, depois de ter dito que votava contra o pec IV porque era brutal para os portugueses e logo a seguir ter dito em inglês que afinal era por ser brando demais, vem agora dizer que o telefonema da véspera do seu amigo sócrates afinal foi uma reunião presencial de várias horas.
antes tinha dito que votava contra o pec também porque o seu amigo sócrates não lhe tinha dito nada.
definitivamente os ares da rua da milharada são maus para a memória.
odeio quando alguém consegue fazer com que o socrates não pareça tão mentiroso assim.
momento mais que patético especial:
o nobre !!!!
indescritível...
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Política Nacional
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