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03/05/2010

Em tempo de feira do livro

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Em tempo de Feira do Livro ou , melhor ainda, de diversas iniciativas espalhadas por esse país fora, dado não se confinar a venda deste artigo ao espaço da capital (nas proximidades decorre, menos ambiciosa, a feira de Cascais e certamente outras ainda) , afigurou-se interessante uma investigação de finais do século passado aos hábitos de leitura no século XVIII. O estudo dos anos noventa da autoria de João Luís Lisboa intitula-se Ciência e Política. Ler nos finais do antigo regime. Nele ficamos a saber que, na época de Pombal, sendo os livros a grande via de contacto entre Portugal e a Europa das Luzes e o nacional universo alfabetizado muito restrito, as publicações no nosso país só se destinavam a ter algum sucesso quando suscitavam curiosidade pelo cheiro a escândalo, sendo disso exemplo a Medicina Theologica. Ao livreiro, interessava essencialmente o facto de a obra ser sucesso de vendas e não o rigor de conteúdo. Havia subscrições antecipadas como garantia de escoamento e anúncios na imprensa a tentar os leitores. A divulgação era feita na Gazeta de Lisboa e no Jornal Encyclopédico, publicidade mais tarde alargada ao Jornal de Coimbra.
O autor deste estudo investigou quais os espaços, as condições de venda, a língua estranha em que mais se lia, os gostos e sua flutuação (ciência, religião, novela, romance, direito).
Transpondo a situação para os nossos dias e, ao pensarmos nos títulos e nos autores mais vendidos, fica a interrogação se ao longo de mais de dois séculos teremos assistido a mudanças dignas de registo.

06/05/2009

NA ROTA DE VELHOS ANÚNCIOS

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Lisboa anos 70.
Algures desenhava-se um qualquer Abril.
Livraria “Opinião”.
Um porta-aviões dentro da cidade,
Onde se chegava para que, no cinzento da cidade reprimida, acontecesse um brilhozinho nos olhos aos filhos da madrugada, o teu nome que não escrevo sobre esta página, eles não nos deixam cantar Robeson, vieram cedo mortos de cansaço as palavras interditas, que cantam os poetas, não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar, notícias do meu país, um lírio e um canivete, queixa das jovens almas censuradas, perfilados de medo.
Livraria “Opinião”.
Inúmeras dificuldades, burocracia vária, licenças disto e daquilo, tentativas para que não houvesse Opinião. São essas dificuldades de que o anúncio, publicado no “República” de 26 de Novembro de 1971 fala. Estava o Natal desse ano a bater à porta quando a “Opinião” abriu portas.
Livros, discos, conversa, muita conversa. Ah! Podia-se fumar. Conspirava-se. Num sábado à tarde, no chão, encostados a uma parede, uma série de LPs em 2ª mão. Comprou “The Byrds” a cantarem Bob Dylan. O Fernando Assis Pacheco numa sessão de autógrafos. Uma garrafa de tinto “Cantanhede”, morcela assada, escadinhas do duque.
Uma catadupa de imagens, memórias, vindas aqui, porque o Carlos se lembrou que chegou a ouvir o Pedro Oom na “Opinião”
Onde o porta-aviões um dia atracou, está agora a livraria da editorial Cotovia. Um pouco mais abaixo, mas do mesmo lado da rua, a Cervejaria Trindade. Mais histórias para contar…

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10/04/2009

NA ROTA DE VELHOS ANÚNCIOS


Da última vez que andou por Cascais – cinco anos? - a “Livraria Galileu” ainda existia. Não tem notícia que tenha fechado.
Quando passava fins-de-semana em Almoçageme, à sexta-feira apanhava a “Rodoviária”, que de Cascais vai até Sintra. Eram espaçadas as partidas e para fazer horas passava pela “Galileu”- Livros novos e usados ,nacionais e estrangeiros, postais, gravuras”.
Havia livros em segunda mão, alguns muito importantes, mas tudo para o carote. Ainda conseguiu algumas coisas que procurava há anos. A proprietária, uma senhora, pensa que alemã, mas muito pouco simpática, sabia o que vendia e exagerava nos preços. Opinião dele, claro. Um dia, delicadamente, disse-lhe isso. Na volta recebeu um carregado de rrs e um virar de costas: “ninguém é obrrrigado a comprrrarrr!”
Em Abril enchia as montras com livros, folhetos, gravuras, preciosidades sobre o dia 25.
Ao lado estavam os gelados do “Santini”
Deliciosos.
Um “must

25/11/2008

o mundo visto de fajão


 
por alguma razão estranha que me escapa, o mundo visto de fajão não é igual ao que vejo de outros locais.

este fim semana estava a ler uma espécie de troca de opiniões sobre o fecho de livrarias grandes e pequenas e sobre a falta que fazem a uns e outros não e tive aquela sensação estranha de achar que todos nós temos imensas coisas a mais. que podiamos livrar-nos de muitas coisas e ainda assim teriamos a mais.
eu sei que isto é uma coisa que pode ter a ver com uma atitude deliberada da minha parte quando decidi ir trabalhar para outras paragens: a minha 'vida' cabe numa mala e um pequeno 'anexo' que se mantém no carro para eventuais necessidades. tenho, deliberadamente, deixado de comprar discos (coisa que para quem me conheça deva achar próximo do impossível), muito menos livros ou dvd's. na verdade tenho imensos que será muito mais útil voltar a ler, ouvir ou ver do que comprar novos.  o meu 'closet' cabe nessa mala e tenho-me sentido particularmente bem.
tinha começado a escrever que acho que a byblos faz muita falta, do mesmo modo que faz falta a pequena livraria do fundo da rua. que ambas devem ter sido criadas com o mesmo amor aos livros.
numa, um homem que dedicou a sua vida aos livros, 'enterrou' todo o dinheiro que recebeu da venda da sua editora (que muitos e bons livros editou) num sonho de ter à venda ao público o fundo editorial das editoras. era um trabalho meritório, mal compreendido e muito mal localizado.
mas o problema da byblos é muito parecido com o das pequenas livrarias.
neste momento a actividade livreira está na mão das cadeias de lojas que negoceiam cada montra, cada espaço nas mesas centrais, cada tempo de exposição de um livro.
tudo isso hoje é pago como o linear dum supermercado.
literalmente.
a meritória ideia de trabalhar com fundos de colecção foi, infelizmente, fatal.
hoje lê-se muitíssimo mais que se lia há uns anos. cada dia mais.
mas lê-se principalmente as estrelas da escrita.
é uma espécie de literatura pop.
com lantejoulas e neons...
 
o que tem isto a ver com fajão?
que lá tudo isto é muito distante.
 
este fim de semana fiquei preocupado porque as bilhas de gás já não estavam simplesmente num terraço à disposição para eu ir buscar a meio da noite e pagar na manhã seguinte: passou a existir um cadeado.
as obras recentes trouxeram muita gente estranha e algumas bilhas passaram a vir equipadas com asas.
 
isso é que é preocupante quando se vê o mundo a partir de fajão.
o outro dizia que a vida é feita de pequenos nadas.
de grandes nadas, a maior parte das vezes.

22/11/2008

O NOVO-RIQUISMO NO NEGÓCIO DAS LIVRARIAS



A “Byblos”, a maior livraria do país, um espaço de 3.500 metros quadrados, tecnologias avançadíssimas, fechou as suas portas. Fazia no próximo dia 19 de Dezembro um ano que as abrira.
O fecho de uma livraria é sempre um acontecimento triste, tão triste como não haver Natal. Contudo o fechar de portas da “Byblos” sempre foi, desde o princípio, um cenário previsível. Classificado como um “projecto que raia a ficção cientifica”, no então dizer dos seus responsáveis, acabou por sucumbir encharcado numa megalomania saloia, de quem pensa que vender livros, é como vender carros Ferrari ou coisa assim parecida
Um país iletrado, um povo que prefere ver televisão a ler livros, poderia, alguma vez, suportar um projecto como a “Byblos”?
Obviamente que não e não é necessário possuir um qualquer mestrado de gestão para se chegar a uma conclusão destas. Foram investidos quatro milhões de euros e agora o seu proprietário diz: “um sonho que se tornou um pesadelo”
Mas que se poderia esperar de gente que foi sistematicamente adiando a abertura da livraria, até que fosse encontrado um buraco na agenda da então Ministra da Cultura?
Quando a pompa e a circunstância são colocadas à frente do respeito a ter pelos leitores e futuros clientes, estamos perante gente que desconhece por completo o mercado, que estavam a prometer coisas que sabiam que não iam cumprir. Ora, para isso já nos basta os governantes que vamos tendo.
Não estivessem em causa os postos de trabalho de algumas dezenas de pessoas, as dívidas a diversos fornecedores, onde se contam os editores, e neste número estão pequeníssimas editoras que podem ter em risco a sua sobrevivência, poderíamos dizer: “que se danem o dinheiro é deles!"... Mas não! A realidade, mostra que, uma vez mais, são sempre os mesmos a pagar a factura.
São assim os gestores e empresários portugueses, ligeiros no dizer que a não produtividade, o descalabro dos negócios, é, única e exclusivamente culpa dos trabalhadores, nunca deles!...
Esta gente devia ser toda presa!
Num cenário completamente diferente, Jorge Silva Melo, numa antiga crónica que titulou “Já Fechou a Livraria”, contava que uma pequena livraria abrira em Campo de Ourique, “livraria pequena, não especializada. Livraria de bairro como eu queria que as houvesse em todos”, mas que não chegou a estar aberta um ano. E interrogava-se “Por que não fui lá procurar e encomendar os contos de Edith Wharton que acabei por comprar na FNAC. Por que não fui interlocutor solidário daquela senhora que efectivamente ousou e foi vencida? Por que hei-de perdoar-me a mim? Não foi isso mesmo que eu disse àquela pequena livraria? Que não a queria? Que não me servia para nada? Que lhe prefiro a Internet e as fnacs?”
E a crónica terminava:
“Se a pequena livraria fechou, fui também eu que a fechei”.
Quando leu a crónica, lembrou-se de uma frase de Orson Welles em que ele dizia que neste tempo demoníaco das grandes superfícies, ainda havemos um dia de ter saudades do merceeiro da nossa rua. Lembrou-se também de um filme de Nora Ephron, com a Meg Ryan e o Tom Hanks, “You Got a Mail”, em que uma pequena livraria, com diversas iniciativas, onde havia competência e amor pelos livros, foi devorada por uma grande superfície, construída ao lado, também com uma livraria, mas onde a frieza, a ignorância e a incompetência faziam regra.
Por ele prefere o comércio de aproximação, o chamado comércio tradicional, comércio de bairro.O resto... são byblos!

14/11/2008

A livraria de bairro



Queria um livro, assim do escritor português contemporâneo.
Temos aqui um da Rosa Lobato Faria.
Essa não é escritora, nem pensar!
E outro do Vasco da Graça Moura.
Boa pessoa mas escreve arrevesado. Não acha?
Este aqui do Cardoso Pires...mas não é novo.
Leu-o? É bom? O nome é-me familiar.
Um filme? Pois..A senhora leu o livro? Gostou?
Não, o Alexandra Alpha não temos.
Eu gosto saber sempre os gostos das pessoas em livros. E oferecer. Sempre podem trocar não é? Embrulhe esses três. De certeza que a senhora gostou
?


Existem ainda belas livrarias de bairro, sem adereços e sem prosápia, em que os livreiros falam com os seus clientes de forma normal.E em que os clientes dialogam.

Conseguem adivinhar qual é?

Solução: É a esquina da Rua Santa Joana Princesa e da praça da Igreja de São João de Brito! Luís Sm

09/09/2008

Lisboa Azul III

... sigo por ali abaixo e lisboa continua azul... o céu, o rio, os azulejos... este todos conhecem... e os azulejos são muito parecidos ou mesmo iguais aos do primeiro prédio desta "lisboa azul"...

que prédio é este? ... reparem na precisão da pergunta...

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25/02/2008

O Pó dos Livros

Tropecei por acaso neste blog.
A coincidência é que passo por esta livraria duas vezes por dia, de carro ou autocarro e sempre lhe cobiço as montras. Na próxima vez vou parar.

Leiam só esta história que retirei de lá, só para abrir o apetite:
"Pequenas estórias.
Livreiro: Bom dia!

Cliente: Bom dia! Desejava as “Viagens na Minha Terra” do Eça de Queirós.
Livreiro: Perdão! Deve haver um equívoco, esse título não é do Eça...
Cliente: (sem deixar acabar a frase e com uma expressão arrogante) tenho a certeza que é do Eça de Queirós!
Livreiro: Não será a “A Cidade e as Serras” do Eça, (Com a paciência obrigatória de quem está a atender).
Cliente: Não me dê lições! Sou licenciada e sei bem do que falo. Diz-me ou não se tem e, se não tem, onde o posso encontrar?
Livreiro: Pois bem! Esse livro não tenho nem vou ter, "improvavelmente" só na Byblos. Foram eles que prometeram ter tudo…"

Jaime Bulhosa in http://livrariapodoslivros.blogspot.com/

22/11/2007

Sobre os livreiros

Cuidadosamente fui educada para ir à livraria. Quando era miúda era uma prenda semanal. Se tivesse feito economias, podia fazer crescer o número dos ditos. Lembro-me que um livro custava 30 escudos.
A minha Livraria de pequenina e ainda mal sabia ler, foi a da Dona Lívia na Póvoa de Varzim. Era uma velhinha adorável, ainda devo ter postais que me enviou. Já morreu há muitos anos.
Coimbra: aí não havia livreiro, eram duas grandes livrarias: Atlântida e Almedina,salvo erro. Geralmente lá me abandonavam, com a certeza de que não fugiria nunca, pois na altura ainda passeava com vigilância. Lembro-me de que muitas vezes a seguir era a sacrossanta ida ao Santa Cruz, antes de apanhar o eléctrico para Celas.

Quando fui morar para Leiria, descobri a Livraria Martins. O dono era cego, mas sabia sempre que livros indicar e onde estavam. Durante muitos anos fê-lo. Encontrava-o sempre a ele e à mulher, uma senhora muito bonita e gentil a passearem-se de braço dado.
Finalmente, quando vim para Lisboa, era uma catraia adolescente. Nessa fase descobri os alfarrabistas de livros a sério. Antes só conhecia os que vendiam os Mundos de Aventuras e fotonovelas (que também as li, tive a minha fase romântica pirosa).

Figuras referenciais ficaram os alfarrabistas, de que já muito aqui falei.
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O que eu gostava de ter à mão, era uma livraria não muito grande ,mas que tivesse ou arranjasse tudo o que eu precisasse. Um senhor ou senhora simpática a atender que gostasse também de ler. Que percebesse certas incomodidades que um leitor sofre hoje em dia. Umas poltronas velhas seriam bem colocadas. Café ou chá. Outro dia na Bolhosa tive um vislumbre de como podia ser( Infelizmente era inerente a um único empregado). E também na Bertrand /Roma , com uma rapariga novíssima e despachadíssima.

Não aprecio comprar livros em grandes espaços. Quando vou à FNAC é direccionada a DVDs ou breves incursões pela literatura francesa. E não gosto da noção de permanecer lá.

O que me safa? A sagrada Amazon. Mas fico um bocado triste.
Gostava de ter uma livraria dessas que eu gosto mesmo na minha esquina.

Sonhar não custa.

30/03/2007

Bertrand ao fim da tarde

" Boa Tarde, quero um livro que seja bom de ler, se faz favor.
Um romance que tenha saído agora...uma história bonita..pode ser?
Autor? Tanto faz.
Lista dos mais vendidos? Não...escolha a senhora, pode ser?
Ah..e que acabe bem!"

Conversa entre senhora muito velhinha e encarquilhada e a vendedora da livraria Bertrand.
Eu estava colada ao telemóvel, para descobrir por portas travessas, o livro indicado para um amigo que não é de gosto fácil.
Como me perdi a comprar livros para mim, qual debulhadora frenética, perdi o escolhido. Mas fiquei a pensar no assunto.
Curiosamente quando perguntei se havia algo recentemente publicado de um finalista do Booker Prize, a dita cuja vendedora chamou uma rapariga que ia de saida e ela lestamente me indicou um, que se veio a comprovar ser o certo. Um despacho a miúda e com opiniões muito certas.
Donde a importância de livreiros que saibam ajudar. Sempre.

06/01/2005

parece que a expressão era demasiado violenta..

seja por comedimento, recato ou outra qualquer razão, o novo director geral da buchholz veio afirmar ser um exagero a notícia da sua morte (upps... isto foi outro que escreveu...).

ficamos assim a saber que o que se poderia achar pré-falência é 'um período de dificuldades'.
antes assim, se assim for.

tirando o pequeno pormenor de achar que este desmentido é uma facada (parafraseando o nosso primeiro) numa possível onda de solidariedade que se pudesse gerar à volta da merecida recuparação da saúde financeira da livraria, esperemos que, mesmo assim, a recuparação seja franca e rápida.


segue a notícia do público de hoje sobre o assunto:

Director da Buchholz Nega "Pré-falência" Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2005
José Leal Loureiro, o novo director-geral da Buchholz, disse ontem à Lusa que a livraria não está em situação de pré-falência mas apenas a recuperar de uma fase crítica. Loureiro reagiu a um e-mail que em poucas horas se espalhou por centenas de endereços alertando para uma alegada situação de pré-falência.
"Pré-falência parece-me uma expressão demasiado violenta", comentou o responsável, acrescentando que a mensagem anónima terá sido remetida "por algum cliente bem intencionado, que julgou assim dar o seu melhor para ajudar a livraria". E acrescentou: "A livraria teve um período de dificuldades, relacionado com a própria conjuntura do país, mas agora vai retomar os eventos que costuma acolher."
O novo director-geral da Buchholz disse ainda que a livraria está a preparar um reforço de capital, a tentar incrementar as vendas e reduzir alguns custos para "voltar a funcionar em pleno".
Segundo José Leal Loureiro, alguns importantes editores tinham cessado os fornecimentos à livraria devido às dificuldades financeiras da Buchholz, mas já os retomaram: é o caso da Difel/Gótica, Caminho, Europa-América ou Dinalivro.
A Livraria Buchholz foi fundada em 1943 pelo livreiro alemão Karl Buchholz e começou por estar localizada na Avenida da Liberdade em Lisboa. Em 1965 instalou-se na Rua Duque de Palmela, onde funcionava também uma galeria na sua cave até 1974.
Actualmente, o espaço acolhe uma secção de música clássica e etnográfica, mantendo-se a restante livraria generalista.