Ainda mal a proposta tinha sido chumbada pela Assembleia Municipal e já o Executivo da Câmara de Beja estava convocar uma conferência de imprensa para anunciar que ia apresentar uma queixa ao Ministério Público contra a Assembleia Municipal, por esta ter chumbado sua proposta, na sequência da qual aquele órgão da Autarquia poderá ser dissolvido e marcadas eleições antecipadas para eleger uma nova Assembleia Municipal.
Esta tomada de posição originou as seguintes perguntas de Santiago Macias, no seu Avenida da Salúquia 34:
Queixa ao Ministério Público?
Dissolução da Assembleia Municipal?
E a seguir? Irão mandar prender os eleitores?
Mas a “coisa” não se ficou por aqui. Basta ir ao portal da Câmara Municipal de Beja e ler um comunicado com as posições do Executivo da Câmara de Beja, incluindo “perguntas e respostas”.
Este comunicado sugere-me, pelo menos, estas questões:
- O comunicado foi feito depois da Assembleia Municipal ou já estava preparado, na expectativa do chumbo do Orçamento?
- Será que a Mesa da Assembleia Municipal também vai poder utilizar os mesmos meios do Executivo da Câmara Municipal, para justificar o chumbo do Orçamento, como este fez para atacar aquele chumbo e a própria Assembleia Municipal?
- Será que se pretende mesmo encontrar soluções para os problemas – neste caso, criar condições à aprovação do Orçamento – ou apenas “sacudir a água do capote”, atirando todas as responsabilidades para outros, desenvolvendo o tão conhecido processo de vitimização?
Se a maioria dos eleitores conferiu mandato a uns (PS) para governar também mandatou outros (CDU) para fiscalizar, ou escrutinar que é para isso que existe a oposição em democracia. E mesmo assim (com este B-A- BA adquirido) é suposto que a oposição vote a favor ou se abstenha perante um orçamento que considera mau?
Este problema não é só de Beja. Conheço-o noutras cidades maiores e mais pequenas. Parece-me que cabe aos governos das cidades apresentarem orçamentos e cabe às oposições avaliarem e emitirem opiniões. Também é suposto haver negociação, mediação, concertação política. Quando não há capacidade para tanto o resultado é o que se vê, de facto de lamentar.
Agora, tentar culpar, ou atribuir o ónus a uma das partes, e ainda por cima à mais fraca, que por isso mesmo é apenas oposição e não governo é que me parece deveras estranho.
Copiada daqui.
Uma simples e esclarecedora reportagem - A partilha de duas famílias Raras, uma história contada por dois pais, em tudo semelhantes (uma família portuguesa e outra espanhola) - sobre o síndrome de Dravet, que pode ler no El Mundo.es, e onde se dá conta de uma investigação em curso que abre portas de esperança para o tratamento (cura?) da doença.
A Assembleia Municipal de Beja reprovou ontem o Orçamento da Câmara. Pela primeira vez, desde o 25 de Abril de 1974, a Câmara de Beja vai ser gerida em regime de duodécimos. O Orçamento da Câmara foi reprovado com os votos contra da CDU e do Bloco de Esquerda, a abstenção do PSD e de um elemento da bancada do PS e os votos favoráveis dos restantes eleitos do PS. A maioria PS na Câmara e a maioria CDU na Assembleia Municipal não chegaram a entendimento. A diferença entre as propostas dos dois partidos rondava os 200 mil euros em transferências para as Juntas, para a Assembleia distrital e para o Conservatório num orçamento global de 38,5 milhões de euros.
Leia aqui o resto da notícia com este título: “AM de Beja chumbou Orçamento. Câmara avança com queixa no Ministério Público”
Como se pode verificar, pelo montante que levou ao chumbo do Orçamento, foi o Executivo do PS que fez tudo para que a Assembleia Municipal não aprovasse aquele instrumento previsional, procurando agora fazer o papel de vítima – não os deixam concretizar os projectos que pretendiam… - e ameaçando recorrer à via judicial para tratar problemas políticos e de gestão que criou. A situação que se vive exigia uma atitude responsável do Executivo da Câmara de Beja, que este mostrou não ter.
É isto mesmo, a carneirada tem de se expressar, os “maiorais " necessitam saber que nós, os carneiros, conhecemos os seus podres, eles também os conhecem..., mas são como o bolor, eles vivem todos juntos, numa simbiose perfeita, num equilíbrio periodicamente modificado, mas sempre mantendo a simbiose!
"Todos" sabem, muitos sabem, existem sempre descontentes que deixam escapar pequenos segredos.., que tem sido uma peixeirada no seio dos "maiorais", com as diferentes facções tentando impor os seus apaniguados, garantia do continuar das mordomias, falcatruas e cambalachos que periodicamente se vão conhecendo !
Não têm vergonha, não sabem o que isso é, mas quem são os culpados? Somos nós, a carneirada, que quotidianamente os "esquartejamos" nas nossas conversas, nos nossos comentários..., mas que depois deixamos andar, compactuando e tornando-nos necessariamente cobardes cúmplices da sem vergonhice que apenas nas palavras rejeitamos!
Comentário deixado aqui por um Anónimo, a 27 de Dezembro de 2011 às 19:12
“A Câmara de Beja continua sem pagar os auxílios económicos aos alunos do 1º Ciclo. Em causa estão 303 alunos e uma verba de 14 mil euros”, denunciam os vereadores da CDU.
José Velez, vereador responsável pelo pelouro da Educação, garante que está a trabalhar para que os pagamentos sejam feitos o mais rapidamente possível.
Assim termina um comentário aqui deixado por um Anónimo, a 26 de Dezembro de 2011 às 20:55:
A dinâmica da ULSBA / HJJF nunca foi a de uma máquina bem oleada, sempre existiram dificuldades, originadas pelo alheamento da realidade que sucessivas administrações, com o enterrar da cabeça nos papéis, foram deixando instalar…
Como é possível numa altura de crise generalizada, em que o conhecimento do real funcionamento da instituição assume uma importância vital, esta seja entregue a quem já deixou o S. Paulo de pantanas, a quem fez o que fez na EDAB (são pgs na net..), a quem de gestão clinica nada percebe, a não ser que o factor genético habitualmente presente na classe e a “gestão “ do internato médico sejam trunfos/predicados desconhecidos…, a quem vem de vez em quando vem a Beja… Ensinasola fica bem mais perto…
A divisão dos tachos pelos boys na saúde no Alentejo começou mal; à caldeirada gerada na ARS e no seio das distritais psd/cds, a veio “agora” juntar-se a confusão gerada em torno da administração da ULSBA, colocando em risco a saúde de grande parte dos alentejanos, que inconcebivelmente permanecem sentados à espera dos boys, que ao menos podiam ser se não bons, pelo menos melhores …!
A Assembleia Municipal de Avis aprovou por unanimidade uma moção apresentada pelos eleitos da CDU que manifesta o descontentamento deste órgão do poder local pelas medidas impostas pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) - encerramento das extensões de saúde de Alcórrego, Maranhão e Valongo e à redução do horário de funcionamento do Centro de Saúde de Avis - e onde exige, entre outras medidas, a demissão do Conselho de Administração da ULSNA.
Por considerar que as medidas referidas constituem uma “privação do direito de igualdade dos cidadãos locais, excluídos do direito de acesso à saúde” e face à não suspensão das mesmas em consequência das providências cautelares interpostas, a Assembleia Municipal de Avis exige a efetivação da decisão judicial bem como a mudança das políticas de saúde e a demissão do Conselho de Administração da ULSNA.
A Câmara de Beja vai suspender durante o próximo ano as candidaturas ao FAME - Fundo de Apoio às Microempresas, devido à “fraca procura” e às dificuldades financeiras da câmara.
O Conservatório Regional do Baixo Alentejo está “condenado ao fracasso” entende Manuel Narra, presidente da Câmara de Vidigueira, que considera que, nos actuais “moldes”, o futuro do Conservatório está “comprometido” pois o maior contribuinte financeiro para o projecto pretende reduzir as suas contribuições.
A Assembleia Municipal de Vidigueira aprovou na semana passada a saída do Município do Conservatório, por discordar da forma de funcionamento e contestar o incumprimento do que “estatutariamente estava estabelecido” por parte de alguns associados.
O primeiro-ministro falou ontem à Nação e não disse nada que fizesse o “Zé” mudar a opinião que formou dele ao longo destes primeiros seis meses de governação.
Depois de ouvir esta “conversa”, ficamos com a sensação de que ele falou mas não disse nada. Ou melhor, de que não disse o que realmente pensa nem o que vai fazer. De que se limitou a falar do que julga que o “Zé” gosta de ouvir.
Apesar disso, nalgumas coisas de que falou tem razão: "nem sempre estão à altura do serviço que têm de prestar" e "uma sociedade que se preza não pode desperdiçar nem os seus jovens nem as pessoas que se encontram na fase mais avançada da sua vida", como está a acontecer. Mas não me parece que, com falas destas, hajam mais "razões para olhar de frente o futuro com esperança" ou que o governo consiga “a recuperação e o fortalecimento da confiança" perdida nestes primeiros seis meses.
Obrigado a todos os que de qualquer forma, directa ou indirectamente, têm contribuído para o melhor desenvolvimento do JA. Desde familiares e amigos até aos profissionais de educação e saúde e respectivas instituições em que trabalham. Sem eles, sem o seu amor e carinho, sem o seu profissionalismo e dedicação, sem a sua capacidade de resposta certamente a vida do JA e a nossa seriam bem mais difíceis.
Nem sempre reconhecemos tudo isso, umas vezes por falta de oportunidade, outras por algumas incompreensões, outras ainda por falta de jeito, mas quase sempre porque as nossas preocupações com a saúde e o desenvolvimento do JA e os nossos desejos de que ele cresça de forma a que possa vir a ter a melhor qualidade de vida nos concentram, porventura, demasiado a nossa atenção e nos tornam, por vezes, excessivamente exigentes relativamente ao seu acompanhamento.
No meio do azar, temos tido a sorte de termos encontrado sempre as portas abertas, os meios necessários disponibilizados e o acompanhamento profissional e humano que muito nos têm ajudado – a nós e, principalmente, ao JA -, nesta difícil caminhada.
Bem hajam! Continuamos a contar convosco!