O VELHO MILITANTE VÊ O MURO RUIR
Há 7 horas
um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005




Vê se és capaz de interiorizares a certeza de que depois da tua morte não há mais nada, ou só o nada existe. Que é que depois podes extrair do significado para tudo o que te preocupou enquanto vivo? E se não consegues abstrair da existência dos que ficam ou hão-de vir, vê se és capaz de imaginar a espécie humana extinta. E os biliões das eras de silêncio que se seguem. Porque só então saberás o incrível da tua ficção. Vergílio Ferreira
J. Verne em Espanha.
Como o nosso pensamento se ocupa tão pouco do que atinge outras pessoas! Por exemplo o destino de um grande cantor que ainda em verdes anos perde a voz é de uma crueldade inconcebível. Ele possuía o que o elevava acima de todos e ao mesmo tempo a todos o tornava agradável. Perde-o de um só golpe e o que resta é um invólucro vazio, que vai talvez deambular pela Terra ainda trinta ou quarenta anos. Hugo von Hofmannsthal
A facção do MFA a que pertencia foi derrotada, e ainda bem. Mas não me esqueço que, para além de ter integrado a Junta de Salvação Nacional -- uma glória, portanto -- foi abertamente a favor do MPLA, e não dos sobas Holden Roberto e Jonas Savimbi, que por cá, alguns ressentidos & outros que me recuso a qualificar, quiseram alcandorar em gente repeitavel. (Sim, o MPLA cometeu muito crimes políticos, mas cabe aos angolanos ajustar contas com o seu passado, e não nós, que nem os pides conseguimos julgar.) Ler um magnifico post aqui.
Se estivesses a caminhar numa planície, se tivesses a boa vontade de caminhar e, contudo, estivesses a recuar, então seria uma coisa desesperante; mas como estás a trepar uma encosta íngreme, tão íngreme como tu próprio és, visto cá debaixo, podem os recuos ser originados tão-somente pela características do terreno e não deves desesperar. Franz Kafka
«passámos de um mundo onde as clivagens eram principalmente ideológicas e onde o debate era incessante, para um mundo onde as clivagens são principalmente identitárias» Amin Maalouf, Um Mundo sem Regras ,p. 23.