Passou o natal e a passagem de ano. Com muita coisa à mistura, muita memória e pouca expectativa para o ano que começa. Apesar de ter sido - e saber à partida - que foi bem pior o ano que terminou.
Este começa olhando para os rostos de todos os dias com as preocupações que se adivinham. Andar de transportes públicos e sentir-me transportada para os anos 80 do século passado onde as pessoas eram (pelo menos na minha memória) cinzentas e tristes, sentimento que se podia traduzir naquelas bandeiras negras que esvoaçavam pela av. 24 de Julho.
Necessidade de reagir a isto, não enfiando a cabeça na areia. Seguir em frente e ter a força de fazer projectos e não perder a capacidade de sonhar. Numa palavra, resistir, sem que a resistência se resuma a um comportamento defensivo. Pela necessidade de fazer caminho. Nem que seja por passos pequenos.