Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
No escurinho do cinema (14)
Keep it simple stupid!
A frase acima é usada e abusada em dezenas de áreas. Dela decorre um mandamento simples: não inventes! Faz o que tens a fazer e não compliques as coisas.
Lembrei-me da frase (e do mandamento) ao ver The Ides of March, de George Clooney. A história é simples e as intrigas também. Aliás, ao ver o filme pensei em como aquelas manobras me pareciam pouco sofisticadas, em como se aparentavam àquelas a que me dedicava nos meus tempos de Coimbra e da AAC. Este filme é simples, dedica-se mais às pessoas do que à intriga. Entrega papéis às suas personagens, escolhe actores de qualidade para cada uma delas e vai filmando calmamente, sem alaridos.
A isto não é estranho o facto de o filme adaptar uma peça de teatro, Farragut North, de Beau Willimon. No teatro, o essencial é que o público siga a acção, que entenda os jogos subtis entre as personagens, e por isso se depuram os detalhes não essenciais e que compliquem o enredo.
O problema é, a certa altura, a falta de um alarido simples: o diálogo. Se há algo que falha é mesmo a qualidade dos diálogos. Falta um momento que marque, onde dois actores de qualidade se enfrentem com um texto impecável, duro e cortante, e agarrem a atenção dos espectadores. Falta, portanto, um pouco de David Mamet.
O esforço não está mau e aponta na direcção certa. Clooney não é mau realizador (longe disso) e sabe o que quer fazer, mas faltam alguns detalhes simples para fazer deste filme um clássico. Assim, como saiu, é apenas bastante bom. Para comparação com o que vai passando nos cinemas já não é nada mau.
Labels:
cinema
Elogio mal entregue
No ano passado saíram uns 120 mil portugueses do país. Este ano serão talvez duas vezes mais. Miguel Relvas elogia quem sai. Como governante, deveria elogiar aqueles que optam por ficar ou, especialmente, aqueles que voltam.
Tudo o resto são vómitos de uma cavalgadura filho da puta que não tam competência para apanhador de bostas de vaca.
Tudo o resto são vómitos de uma cavalgadura filho da puta que não tam competência para apanhador de bostas de vaca.
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Acordo ortográfico por difusão lenta
Não sei se é do "ano novo, vida nova", mas parece que muita gente decide aderir agora ao novo acordo ortográfico. Compreendo todas as razões para o fazer ou para não o fazer, mas a minha posição é mais simples, é aquela que o Vega9000 tem. Quando a coisa permear os meus hábitos, logo o adoptarei (quase escrevi "adotarei"). Devagarinho, como nas difusões mais lentas. É de Knudsen.
Labels:
acordo ortográfico,
pessoal
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Testemunho pessoal da emigração - a vivência
Ora, pois para começar um ano novo, um tema velho: volto à minha experiência pessoal com a emigração.
Um dos comentários que ouvi muito quando saí do país foi «Eu não teria coragem». Na altura desvalorizava essa ideia, da coragem, como apenas uma desculpa dada por amigos e conhecidos para não seguirem os meus passos. Não que fosse uma desculpa para eles mesmos, mas antes uma justificação dada para me aplacar, ao estilo de «Não sei para que se há-de sair, mas não o vou agora ofender». Ao fim destes anos fora, parece-me que eram os meus amigos, sem a minha experiência, que melhor tinham avaliado a situação.
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Ainda sobre as ideias da emigração patrocinada* estatalmente.
Factos simples: se houver novamente emigração em massa, esta não será como a dos anos 50 e 60. Diferenças e consequências:
- Será, primeiro que nada, maioritariamente de jovens até aos 30-35 anos de idade. Muitos que saíram nessa altura eram jovens, mas não todos. Por outro lado têm uma formação muito superior à de então. Isto aumenta-lhes as possibilidades de encontrar um bom emprego fora do país e, ao mesmo tempo, facilita a adaptação ao país de adopção. Os incentivos para voltar serão, também por isso, muito menores.
- Os pais de quem partia na altura viviam na miséria. Os emigrantes encarregavam-se então de lhes enviar mensalmente algum dinheiro para os ajudar a minorar as dificuldades. A miséria era tanta que até valia a pena ir pagando e construindo a casa para o regresso. Os actuais emigrantes jovens têm pais que têm emprego e, embora com crescentes dificuldades, vivem melhores que os filhos. Não precisarão, em princípio, do apoio dos filhos. Estes, pelas razões também apresentadas acima, pouca motivação terão para enviar remessas.
- Como quem saía era gente com poucas qualificações, havia pouco investimento estatal a sair do país e pouca perda em termos de inovação futura. Actualmente o cenário é o oposto.
- O país de então não os queria deixar sair. Isso, mesmo com a ditadura, dava a ideia de o país os querer. Este governo incentiva os seus jovens a sair, o que não pode deixar de desmotivar o regresso.
- Quem saía na altura mantinha-se dentro de comunidades do país. Criavam-se ilhas de portugueses nos países de destino. Estes jovens casam com locais e com outros emigrantes de outros países. A própria língua perder-se-à pela segunda geração.
A conclusão é simples: o governo está a despachar os jovens (que custaram mas não custam dinheiro) para evitar a tensão social. Ao remover a rede de consulados e de ensino da língua corta-lhes os laços com o país. Daqui por vinte anos teremos um velho a governar um país de seis milhões de velhos e dois milhões não tão velhos. E a ser governado à distância por algum Barack Ribeiro Obama ou uma Angela Silva Merkel. Já estivemos mais longe. Valha que ainda bebam o Licor Beirão.
* - sim, eu sei, o governo não patrocina, mas só porque neste momento não patrocina absolutamente nada que não dê dinheiro aos bancos nem jobs aos boys.
PS - ler também (e preferencialmente) o Tiago Barbosa Ribeiro e o Rui Bebiano.
Ginástica artística à RDA
Consegue ser inacreditável os pinos que fazem os bloggers da direita domesticada deste governo para lhe justificar até as mais inaccreditavelmente estúpidas declarações. Em alguns casos conseguem afirmar uma coisa, o seu contrário e o avesso das duas misturadas numa 1-2-3 para justificarem as barbaridades vomitadas pelo consulado da Alemanha em São Bento.
Começando por este post, a matilha defende este governo usando uma barbaridade do anterior (que deveria ter tido mais atenção e levado à demissão da ministra). Na altura era arma de arremesso, mas agora é escudo. Mortal à retaguarda.
Depois vem este, onde se compara um programa que foi direccionado a dar formação profissional a portugueses recém-licenciados para depois voltar ao convite à emigração. Repita-se: o INOV Contacto queria fazer voltar os portugueses ao fim de algum tempo, na perspectiva de estes ajudarem o país. Houve quem ficasse por lá, mas não era esse o objectivo do governo. Este governo, por outro lado, não prevê o regresso. Mortal encorpado com dupla pirueta.
Já a referência ao envio de professores para Angola para estimular o ensino do português só pode ser feita por alguém que anda a delirar por causa da cola de má qualidade. Sócrates (bem ou mal) queria manter a implantação da língua em países estrangeiros. Para tal enviava expressamente os professores portugueses e dotava a iniciativa de um orçamento. Este governo, ao invés, acaba com o ensino da língua no estrangeiro e despacha os (professores) portugueses independentemente da disciplina e sem qualquer critério e sem qualquer acordo com outros países. Triplo mortal à retaguarda com tripla pirueta e meia. Nota técnica: 9,3.
Desculpe lá, mas ou você é completamente atrasado mental por acreditar nestas patranhas ou então julga que os outros o são. Notas altas a estas rotinas só na RDA.
Pensamentos pouco natalícios
Uma simples visita a Portugal por altura do falso nascimento de cristo e lá me recordo de algumas razões que me fizeram de lá sair. Muito especificamente e em relação à minha região de origem, Leiria-Batalha, dois exemplos.
Aqui há uns anos, a Câmara Municipal da Batalha decidiu atacar o problema da deterioração do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, vulgo Mosteiro da Batalha, causada pela passagem de trânsito na Estrada Nacional nº1 mesmo ao lado. A solução, ao invés de ser a criação de uma boa estrada nacional que passasse ao largo da vila ou o desvio do traçado da nacional, foi a criação da A19. Uma vez terminada, ficou com um total de 14 km entre o nó de Leiria (que também une a A8 e a A1, é um fartote de autoestradas) e o nó de São Jorge, os quais custam 1,10 € para serem utilizados. E apenas com pórticos, claro está, que isto de pagar custa dinheiro. Até hoje terá tirado da EN 1 apenas e só os carros que se enganam na entrada porque esta parece ter sido feita de propósito para enganar condutores. Os únicos que devem ter ganho com a história são os construtores, os concessionários (que têm os lucros garantidos pelo estado) e os donos das terras que foram expropriadas.
Na visita ao Leiria Shopping para trocar uma prenda, acabei por reparar na forma como os transportes públicos têm sido destruídos. São 118 lojas, um hipermercado Continente, um cinema e mais sabe-se lá o quê. O estacionamento é gratuito ao ar livre e em dois estacionamentos subterrâneos. O shopping em si fica fora da cidade e é servido apenas por uma linha de autocarros que foi criada para servir a escola superior de educação ao lado. No dia em que fui, 27 de Dezembro, o parque de estacionamento estava cheio em todos os níveis. Alternativas de transporte não existiam. Quem lá queira ir tem de o fazer de carro. Quem queira usar o autocarro para ir à ESTG vê-se sujeito aos engarrafamentos causados pelos alegres utilizadores do shopping. Isto aumenta o PIB pois então (carros, gasolina, impostos, pneus, construção de garagens, etc) mas não faz muito pela produtividade.
Poderia falar de outras coisas, mas para agora não me apetece. Estive com a família e isso é sempre bom. As azias causadas pelo país de onde vim seguem-se depois.
Labels:
batalha,
leiria,
portugal,
transporte público
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Testemunho pessoal da emigração - as motivações
As razões para a emigração foram, inicialmente, a vontade de uma nova experiência (para o estágio na Alemanha) e a vontade de desafios (para o doutoramento) que não encontrava em portugal. A mentalidade portuguesa, que conhecia de várias empresas (tive contacto ao longo dos anos com muito do tecido empresarial português), era tacanha e praticamente fechada à inovação. Isso vê-se na forma como quase nenhuma empresa de tecnologia consegue de facto inovar em Portugal. Não há incentivos e a I&D é demasiado cara. Isso contrastou sempre com aquilo que eu vivi e senti nos outros países.
Testemunho pessoal da emigração - a biografia
Numa altura em que tanto se fala de emigração, descrevo o meu caso.
Fiz o meu curso, engenharia química, em Coimbra. Demorei 8 anos, passados entre curso, associação académica, órgãos de gestão da faculdade e universidade e actividades culturais. Também me diverti, como é evidente. Tivesse sido eu um tudo nada mais aplicado, apenas uns 5% mais, e não teria tido necessidade de gastar o 8º ano a fazer apenas 5 cadeiras. Sete anos teriam bastado.
Algo que não tive neste tempo todo de aprendizagem científica, técnica, cultural e humana foi uma experiência internacional. O programa Erasmus estava disponível, mas o meu departamento não reconhecia na altura cursos feitos ao abrigo do programa. Seria uma perda de tempo e não havia dinheiro para esses turismos. Optei portanto por fazer um estágio Leonardo da Vinci, numa empresa alemã em Göttingen, por um ano. Recebia nesse período um total de 550 euros líquidos, entre bolsa e contribuição da empresa. Deu para os custos de vida (estava num quarto em residência universitária), algumas viagens na Alemanha, sair com amigos e visitar a família em Portugal. No final não fiquei, porque entretanto surgiu a crise de 2002. Voltei ao país e à casa dos pais.
Em Portugal fiquei pouco tempo, menos de um ano, a trabalhar numa pequena fábrica, daquelas empresas de família (não a minha, nada tinha a ver com eles) que fazem tudo da mesma forma há 50 anos. Cansei-me doi desperdício de recursos e decidi-me a fazer outra coisa. Fui fazer um doutoramento na Holanda graças às portas que me foram abertas por uma recomendação do meu chefe alemão após o bom trabalho no estágio.
Isso foi no final de 2003. Desde então fiquei na Holanda. 4 anos na universidade, dois numa empresa holandesa e agora numa universidade alemã, fronteira à Holanda onde ainda vivo. Isto foi a biografia. Agora falta a experiência pessoal (continua).
Descobertas in full circle
Giordano Bruno foi queimado na fogueira em 1600 por propôr a existência de planetas e seres inteligentes fora do Sistema Solar. Em 1610, Galileu descobria os quatro principais satélites de Júpiter. Em 1992, a existência do primeiro planeta extra-solar é inferida e confirmada em 1995. Em 2011, os primeiros plantas extra-solares com tamanho semelhante à Terra são descobertos, ainda muito perto das estrelas que orbitam. Não faltará muito, neste acelerar da ciência, da descoberta e da História, que um dia se descubram as civilizações extra-solares e o círculo da descoberta humana se complete.
Labels:
ciência
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Sacrifícios com sentido
A 7 de Outubro de 1915, o exército sérvio, depois de atacado pelos impérios Búlgaro, Austro-Húngaro e Alemão, teve que se retirar do país em direcção ao sul, numa marcha forçada que custou a vida a mais de 150 mil soldados e civis. Após serem resgatados e transportados para ilhas gregas, muitos outros milhares morreram de exaustão, fome e doenças.
Para cobrir esta retirada, o exército sérvio deixou um batalhão, coadjuvado por polícia e voluntários, para defender Belgrado. O objectivo era defender a honra da capital e dar tempo à retirada. Pouco antes do último contra-ataque sérvio, o major Dragutin Gavrilović proferiu um discurso onde dizia «vocês já não precisam de se preocupar com as vossas vidas: já não existem!». Em memória desta defesa e das dificuldades para vencer um punhado de homens mal equipados e armados, o General von Mackensen mandou erguer um tributo aos defensores da cidade (imagem acima).
Este foi um sacrifício com sentido: em defesa de um território historicamente seu, contra potências estrangeiras e para permitir a sobrevivência de compatriotas e camaradas. Este exemplo (tal como muitos outros pela história) deveria ser explicado às cabeças parvas que julgam que a defesa de Goa deveria, tal como pretendia o demente ditador, ser até ao último homem e banhado de sangue.
PS - o post de Miguel Castelo-Branco demonstra bem a barabárie do seu pensamento e do extremismo fanático que por lá anda. Note-se esta passagem: «Os outros, aqueles que pensaram quando não deviam pensar, que não cumpriram quando deviam cumprir, que partiram as espadas quando as deviam empunhar, que deitaram ao chão a bandeira quando a deviam levantar bem alto; esses, não foram militares». Em Nuremberga, de Novembro de 1945 a Outubro de 1946, ensaiou-se uma explicação semelhante.
Labels:
blogues,
colonialismo,
fanaticismos,
goa,
portugal
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Autorização
E temos a confirmação que o primeiro-ministro nada faz no país. A troika, uma equipa de tecnocratas de terceira linha vindos de outros países podem pôr e dispôr das finanças de um país, independentemente dos cidadãos, eleitores ou simples contribuintes para os impostos ou um fundo de pensões. Estamos entregues aos bichos. E não me refiro aos coelhos.
«Passos Coelho (...) decidiu cortar os subsídios de Natal deste anos dos trabalhadores e reformados porque se não o fizesse a troika não teria autorizado a utilização do fundo de pensões da banca para corrigir o défice.»
«Passos Coelho (...) decidiu cortar os subsídios de Natal deste anos dos trabalhadores e reformados porque se não o fizesse a troika não teria autorizado a utilização do fundo de pensões da banca para corrigir o défice.»
No escurinho do cinema (13)
Production value!
A frase acima é o essencial que fica do novo delírio de J.J. Abrams, Super 8. Muito se tem escrito sobre a homenagem aos filmes dos anos 80, a Goonies, a Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a E.T., etc. O problema é que o filme, pegando nessas homenagens, não sai delas e apenas lhes adiciona tralha.
Labels:
cinema
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
Mitologias e deuses do futebol, parte II
Ando há uns tempos a prometer a discussão sobre o melhor jogador do mundo. Não é de propósito, mas o timing não podia ser melhor: o jogo do passado fim de semana explicou porque razão só se pode escolher Messi.
Labels:
futebol
Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
Post "dois em um"
Este post prende-se com dois que li na blogosfera que, sendo diferentes e vindo de quadrantes políticos diferentes, acabam por ir dar ao mesmo.
No Geração de 80, João Miguel Ascenso (JMA) começa uma longa (para blogues) reflexão sobre a Europa com duas frases lapidares: «A soberania não mata a fome» e «A soberania dos Estados não é um fim em si mesmo». O resto da reflexão passa por ideias simples: os europeus partilham uma mesma massa cultural (no sentido lato do termo); a Europa permitiu a Portugal crescer economicamente; a falta de mecanismos fiáveis causou esta crise e; a integração europeia deve ser reforçada, assim voltando ao ponto de partida.
Ora aquilo que JMA parece ignorar é que a soberania é um conceito muito vago. E transferirmos mecanismos de soberania para a Europa, não a perdemos, apenas a partilhamos com outros. O único caso em que a soberania é, de facto, perdida, é quando um outro Estado nos passa a controlar e não nos dá os mecanismos de gestão ou de escolha. É isso que sucede em conquistas ditatoriais. Espero que as frases de cima sejam mais devido a uam ignorância (ou falta de reflexão) de JMA do que aos ares da terra onde terá nascido.
Já agora, a fantasia da cultura comum na Europa é um mito urbano a que um dia destes darei a minha resposta.
No Jugular, João Pinto e Castro demonstra todas as suas capacidades de economista ao justificar a velha máxima que um economista é alguém que nos dirá amanhã porque razão aquilo que foi predito ontem não sucedeu hoje. O amanhã deste cenário chegou.
No Geração de 80, João Miguel Ascenso (JMA) começa uma longa (para blogues) reflexão sobre a Europa com duas frases lapidares: «A soberania não mata a fome» e «A soberania dos Estados não é um fim em si mesmo». O resto da reflexão passa por ideias simples: os europeus partilham uma mesma massa cultural (no sentido lato do termo); a Europa permitiu a Portugal crescer economicamente; a falta de mecanismos fiáveis causou esta crise e; a integração europeia deve ser reforçada, assim voltando ao ponto de partida.
Ora aquilo que JMA parece ignorar é que a soberania é um conceito muito vago. E transferirmos mecanismos de soberania para a Europa, não a perdemos, apenas a partilhamos com outros. O único caso em que a soberania é, de facto, perdida, é quando um outro Estado nos passa a controlar e não nos dá os mecanismos de gestão ou de escolha. É isso que sucede em conquistas ditatoriais. Espero que as frases de cima sejam mais devido a uam ignorância (ou falta de reflexão) de JMA do que aos ares da terra onde terá nascido.
Já agora, a fantasia da cultura comum na Europa é um mito urbano a que um dia destes darei a minha resposta.
No Jugular, João Pinto e Castro demonstra todas as suas capacidades de economista ao justificar a velha máxima que um economista é alguém que nos dirá amanhã porque razão aquilo que foi predito ontem não sucedeu hoje. O amanhã deste cenário chegou.
Subscrever:
Mensagens (Atom)













