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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

As revoluções do momento: Líbia, Barhein e Iémen

E outras se seguirão, é quase certo (esperemos que sem a violência oficial do caso líbio).
Estamos a assistir a algo de muito especial na história mundial. Pela sua génese, pela sua extensão (do Magrebe ao Próximo Oriente), pela sua duração, pelo seu impacto plural, a um tempo político, social, económico, cultural. E, last but not the least, pelo avançar do laicismo, num quadro em que ainda se agitam os fantasmas do fundamentalismo islâmico, sem base alguma, como se pode colher da opinião dos arabistas.
Este é um impacto que não se fica só pela arábia mas que contagia actores sociais de paragens distantes, alguns bem inesperados, como a ocupação do parlamento de Wisconsin (EUA) pelos sindicatos.
A propósito da Líbia, as chancelarias ocidentais têm reagido com muita apreensão, por este ser o 4.º produtor africano de petróleo (a seguir à Nigéria, Angola e Argélia, salvo erro). O surto do preço dos combustíveis fósseis serve como prova* dos perigos dum prolongamento da violência líbia (p.e., caindo numa demorada guerra civil, o cenário mais temido). Mas as ditas chancelarias ocidentais também têm a sua quota-parte de culpa no cartório. Porque foram cúmplices destes regimes até ao máximo do grotesco, como nas recepções aos ditadores árabes, cheias de segurança, mordomias e silêncios, ou na excessiva proximidade aos mesmos (vd. caso Michèle Alliot-Marie). Deviam ter tido mais cuidado, ter instado a mais reformas políticas. Agora parece que é tarde, o que não veio pela porta da frente está o povo a arrancar a ferros, pela porta dos fundos.
Parece que é tarde mas não é; ainda podem tomar medidas: pressionar para o congelamento de contas desses figurões e a restituição dos fundos aos tesouros nacionais; estabelecer acordos conjuntos sobre recepção de imigrantes árabes; dar mais força à Turquia para servir de mediador nos conflitos; dar mais poder à ONU para promover reformas pró-democracia onde as ditaduras duram há tempo demais. E para aprofundar a democracia em todo o mundo. Pois só mais democracia trará mais esperança e segurança a todos.
*Embora seja estancada dentro de 2 semanas, por colocação de mais petróleo no mercado por parte da Arábia Saudita. Além disso, as convulsões podem ter efeitos diversos: no caso egípcio, a redução da laboração fabril e nos transportes possibilitou aumentar a sua quota de exportação de petróleo.

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Resta saber se Obama ficará nos anais só pelo lado bom

... a ponderar com os balanços de perdas e ganhos desta mesma reforma (vd. «A reforma da saúde nos EUA»), das guerras no Iraque e Afeganistão, etc.

Sábado, 31 de Outubro de 2009

Claro que é apenas um pequeno passo insignificante (dirão os cínicos)

Administração Obama acaba com a interdição de portadores do HIV entrarem nos EUA (concluindo um processo iniciado pela administração Bush).

Como diz o próprio Obama, essa interdição há 22 anos, foi "baseada mais no medo do que em factos".


Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Hein?!


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos".

Domingo, 12 de Julho de 2009

Ó Obama: fazes o favor de nos devolver o Bo imediatamente, sim?

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Então o malandro do Obama foi ao Gana dizer que uma das maravilhas portuguesas espalhadas pelo mundo lhe fazia lembrar, por ter sido um "notorious slave port", o campo de concentração nazi de Buchenwald?

E notem que, segundo o New York Times, ele disse isto enquanto estava especialmente sóbrio:

Mr. Obama, rarely one to display emotion, seemed especially sober. He said the castle [of Cape Coast, isto é, a fortaleza de São Jorge da Mina] reminded him of the Buchenwald concentration camp"

Ah, o anti-tuga!

Ah, o espertalhaço!

Ah, o neo-multi-presidente que parecia tão modernaço!

E o que fazem os altos senhores que patrocinaram as sete maravilhas? Cavaco, a RTP, o Instituto Camões... Nada. Silêncio sepulcral de cobardes que calam e consentem.

Eu não proponho que como represália se exija a retirada dos americanos das Lages, não. Isso são ameaças demagógicas de esquerdistas de outros tempos. No mundo mediático atual, é preciso ser realista e atacar no plano simbólico.

Queremos de volta o cão-de-água-português da Malia e da Sasha. E é já.

O Bo é nosso. Ele é o nosso Bolinhas.

Uarf, uarf! Ão, Ão!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Sarkozy nas alturas

obama e sarco brunishoes Não. Não estou a falar das Europeias. Mas sim dos truques do presidente da França para ganhar alguns centímetros na sua popularidade. Depois de usar um tacão de 7 centímetros para estar à altura da atual primeira-dama francesa, Sarkozy agora pretende estar à altura de Obama. Mais.

Na foto de baixo, da esquerda para a direita, príncipe Philip, Carla Bruni (sem salto), rainha da Inglaterra e Sarkozy. Foto retirada daqui.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Obama só quer ficar bem na foto (atualizado)

Obama deverá suspender algumas restrições (pero no mucho) à ilha da dinastia Castro. Entre elas, principalmente, as que dizem respeito a viagens e a transferências de dinheiro de cidadãos que vivem nos EUA para seu país de origem. O que é muito pouco, mesmo porque isso já fora feito por outros governos que antecederam ao de Bush. É claro que tais medidas são uma tentativa política de desanuviar o ambiente da próxima Cimeira das Américas (que não terá a presença do boliviano Evo Morales, ainda em greve de fome em sua La Paz), marcada para a próxima sexta-feira, em Trinidad e Tobago, onde com certeza o presidente dos EUA será cobrado implacavelmente pelos seus homólogos latinos (principalmente pelos de esquerda) pela intransigência norte-americana em não levantar o embargo criminoso imposto a Cuba. Creio que Obama só quer ficar bem na foto. Mas não vai dar. A cobrança virá de qualquer forma, pois tais medidas são apenas uma tentativa ardilosa de “diminuir a dependência dos cubanos do atual regime, na expectativa de que isso os leve a um processo de demanda por maiores liberdades políticas”.

Resposta de Fidel Castro - Logo depois do governo norte-americano anunciar a tais medidas, Fidel Castro publicou um artigo no Cuba Debate, in Reflexões do Companheiro Fidel , onde solta o verbo e afirma que seu país não pede esmolas. E defendeu mais uma vez o fim do embargo norte-americano.

"O governo norte-americano anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos. (...) Quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. (...) Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma única palavra. (...) É uma medida genocida que custa vidas humanas e ocasiona sofrimentos dolorosos aos nossos cidadãos, pois impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes norte-americanos entrem no país”.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Barack Obama contra Boosh the Dim e Red Sarah

obama )c) palin (c) Obama sai da vida real pra entrar na ficção como herói futurista. Neste caso, trata-se de uma série de HQ na qual o presidente dos Estados Unidos se tornará uma espécie de “Conan, O Bárbaro”, e enfrentará vilões como Boosh the Dim e Red Sarah (não é preciso dizer em quem foram inspirados os tais vilões, não é?). O autor da história é Larry Hama e o primeiro número, que deverá ser lançado em junho próximo, se chamará "Barack the Barbarian: Quest for the Treasure of Stimuli". Mais.

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Fidel pede fim do isolamento de Cuba

“Os quase 50 anos de embargo econômico contra Cuba colocam os Estados Unidos em contradição com a opinião do resto da América Latina, da União Européia e das Nações Unidas e solapam nossa mais ampla segurança e interesses políticos no Hemisfério Ocidental” (...) “ Se o presidente Barack Obama percorre o mundo afirmando, como o fez em seu próprio país, que resulta preciso investir as verbas que forem necessárias para sair da crise financeira, garantir as moradias em que vivem inumeráveis famílias, garantir o emprego aos trabalhadores norte-americanos que o estão perdendo aos milhões, colocar os serviços de saúde e uma educação de qualidade para todos os cidadãos; como isso pode ser conciliado com medidas de bloqueio para impor sua vontade a um país como Cuba? In “Reflexões de Fidel”, publicado em o Granma. Leia a íntegra aqui.

Domingo, 5 de Abril de 2009

Obama e seu telhado de vidro

Para quem tem telhado de vidro é bom ter muita cutela antes de jogar pedras no telhado alheio. E este é ocaso de Obama. Creio que o presidente norte-americano tenha se precipitado ao declarar que a adesão de Ancara seria “um sinal importante” dado pela UE ao mundo muçulmano e “uma garantia de que Turquia continua firmemente ancorada na Europa”. Como também o levantamento do bloqueio contra Havana seria um importante sinal dado ao mundo e uma garantia de que a política externa norte-america deixou de ser anacrônica e hipócrita. Sou plenamente favorável à inclusão da Turquia na UE, como também defendo o fim do embargo irracional imposto à ilha da dinastia Castro pelos EUA. Aliás, o embargo dos Estados Unidos contra Cuba já é condenado pela maioria dos países membros da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Entretanto, continua a ser imposto, apesar das reiteradas Resoluções contrárias, pela vontade isolada e inflexível do governo norte-americano. Que moral tem Obama pra falar de inclusão ou exclusão?

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Poster de Barack Obama é eleito design do ano em Londres

shepard-fairey-poster_348x3031 O poster de campanha do então candidato à presidência dos EUA, Barack Obama, de autoria do artista de rua de Los Angeles Shepard Fairey foi o vencedor do prêmio de design britânico Brit Insurance Design Award 2009. Fairey, que já foi detido pela polícia de Los Agneles algumas vezes por ações ilegais de grafite, agora é um promissor empresário, faturando milhares de dólares com campanhas publicitárias e outros negócios. Criou a agência de design Studio Number One, a grife de roupas Obey, a revista de cultura pop Swindle e a galeria de arte Subliminal Projects.

Imagem retirada daqui.

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

E o prémio "deixa-me pôr em bicos de pés para a tomada de posse de Obama" vai para...

Ségolène Royal que nos assegura ter inspirado Obama, que acha ter sido copiada pela equipa de Obama, e que se deslocou a Washington para assistir ao discurso de Obama numa cadeirinha a 200 metros de distância.

20 de Janeiro de 2009


Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Agora só resta saber se Clinton saberá dizer “yes, my president”

Além de Hillary Clinton (secretária de Estado), Obama confirmou hoje que Robert Gates continuará como o secretário de Defesa. Eric Holder será o secretário de Justiça. A governadora do Arizona, Janet Napolitano, comandará a Secretaria de Segurança Interna. O presidente eleito também confirmou o ex-general James Jones como conselheiro para Segurança Nacional, e Susan Rice como a futura embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Como se vê, algumas caras de Obama "de novo" não têm nada. Ele muda. Pero no mucho.

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Política externa de Obama será conduzida por Hillary. É possível?

Barack-Obama-Hillary A se confirmar esta notícia do The Guardian, tudo indica que Obama cederá a pressões dos Clinton e nomeará a ex-primeira-dama como a sua secretária de Estado, o segundo cargo mais importante da república norte-americana e, em algumas situações, decisivo na política externa dos EUA. Este foi o caso, por exemplo, de Henry Kissinger durante os governos de Richard Nixon e Gerald Ford (1973 a 1977). Para quem foi cotada para ser apenas vice, até que Hillary sairá ganhando nesta troca, pois é grande a visibilidade política do cargo. Creio que poucos saberão responder quem foram os vices de George W. Bush, mas muitos saberão reconhecer Colin Powel e Condoleezza Rice. Também não dá pra esquecer Madeleine Albright (esta, aliás, já está dando as cartas na equipe de transição e representou o presidente eleito na última reunião do G-20) no segundo mandato de Bill Clinton.

O que será que está movendo Barack Obama pra conduzir Hillary Clinton à secretaria de Estado? Pra unificar os democratas? Não tenho certeza. Pra mim, um verdadeiro mistério. Além da sua pouca experiência (coisa que ela combateu em Obama durante as primárias democratas) em diplomacia, ela tem idéias conflitantes às propostas por Barack Obama em termos de relações exteriores. Senão vejamos.

Guerra do Iraque – Clinton votou no Senado a favor da resolução que autorizava o ataque ao Iraque, em novembro de 2002. Na ocasião, Obama era membro da Assembléia Legislativa de Illinois, mas se posicionava radicalmente contra a invasão, num comício realizado em Chicago 10 dias antes.

Cuba Também aqui há diferenças entre ambos. Clinton impõe pré-condições para iniciar o diálogo, assim como a democratização da ilha, libertação de prisioneiros políticos e o fim do controle das Comunicações Sociais. Já Obama aceita conversar com Raúl Castro (ou qualquer outro líder estrangeiro) sem qualquer pré-condição. Também sobre a polêmica quanto à liberação das viagens de famílias cubano-americanas a Cuba há divergências. Clinton é contra e Obama a favor. Quanto à retirada do bloqueio econômico a posição dos dois não é lá muito clara. Creio ambos são favoráveis à sua manutenção.

Irã/Israel/Palestina - Parece-me que nestes casos, a diferença entre eles e bem sutil. Durante as primárias, Hillary disse que a posição dos EUA não é negociável (?): "Os EUA ficarão com Israel agora e sempre", salientou. Já Obama enfatizou que fará "todo o possível" para "garantir a segurança de Israel" e "dará fim à ameaça" do Irã. Neste acaso, a exemplo de Cuba, Obama não impõe pré-condições para abrir o diálogo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, mas reconhece a “importância da preparação de uma pauta onde se aborde direitos humanos, libertação de presos políticos, abertura para a imprensa e etc”. Creio que nesta questão há uma pequena incoerência do presidente eleito, pois “a preparação de uma pauta” não deixa de ser uma pré-condição. Mas, enfim, às vezes Obama não tem sido muito claro em algumas questões mais polêmicas, principalmente em relação à situação Palestina. Fora a posição em defesa de Israel, não sei na verdade o que realmente eles pensam. Neste caso, basta que respeitem as resoluções da ONU.

Desarmamento - Aqui as coisas não são diferentes. Em setembro de 2006, o Senado votou uma emenda que proibia os EUA de exportar bombas de fragmentação (cluster bombs), exceto quando a compra incluísse a proibição de seu uso e estocagem em áreas habitadas por civis. A emenda foi derrotada. Obama votou a favor. Clinton foi uma de 15 democratas que votaram com os republicanos para derrotá-la. Na sequência, Hillary também votou com os republicanos a aprovação de outra mediada que qualificava as forças armadas do Irã como uma organização terrorista. Bolas, que raio é isso? O Senado norte-americano DECLAROU que as forças armadas de uma nação soberana são terroristas? Isto só pode ser piração.

Bem, vamos ver se se concretiza a tal notícia. Ela poderá se concretizar caso Obama não se oponha às relações comerciais e filantrópicas da Fundação Bill Clinton espalhadas pelo mundo. Neste caso, deveria haver uma divulgação pública totalmente transparente do verdadeiro montante recebido pelo ex-presidente e quem são os doadores. Há quem diga até que a tal fundação já movimentou quase 500 milhoes de dólares e que tem recebido vultosos donativos de xeques árabes.


Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Buraka Obama, yiô, yiô, yiô...

Para acabar em grande este festival Obama, nada como o melhor d'Os Contemporâneos revisitado:

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Sim, porque ele há jornalismo e jornalismo

Segundo o Público 24 horas depois de ser eleito Obama já está a sofrer pressões, segundo o New York Times, e o Le Monde é Obama quem está com pressa de constituir uma nova equipa. Definitivamente o modo como se escreve uma notícia não é neutro.

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Tempos de Mudança?

Que dia extraordinário, o de ontem. Confesso que verti uma lágrima ao ver as expressões de african americans mais velhos que nunca esperaram assistir à eleição de um presidente americano negro. Yes we can! Que emissão extraordinária na CNN, ontem (tirando os anúncios que nos massacravam). Pensei em Robert Sklar e na certeza de que Movie-Made America. Momentos fabulosos com hologramas ao estilo da Guerra das Estrelas, com os jornalistas a proferirem o nome de Obi Wan Kenobi e a célebre frase Beam me up (Scotty)! do Caminho das Estrelas: A Pop Culture ao rubro! Intuía-se a personagem de David Palmer da série 24. George Lucas e Steven Spielberg pareciam estar a realizar a emissão ao vivo. Hollywood arrasou e os Democratas também. Ainda bem. Mas lembro-me sempre de Visconti e do filme Il Gattopardo, que versa sobre tempos de mudança, onde a personagem de Tancredi Falconeri, interpretada por Alain Delon, afirma: "se vogliamo che tutto rimanga com'è, bisogna che tutto cambi"...
A Proposition 8 passou. Shame on you.
Lembro-me também de Romero, e em especial, do filme The Night of the Living Dead. Pode haver luz ao fundo do túnel, mas os E.U.A. permanecem uma nação que precisa de ser socorrida dos seus próprios fantasmas. Num dos filmes recentes mais belos sobre esses "fantasmas", In the Valley of Elah, a personagem de Tommy Lee Jones toma uma iniciativa inédita no cinema americano: Iça a Stars and Stripes ao contrário para que o seu país possa ser socorrido, dos fantasmas e não só.

Post Fácil

Confesso: Sou um pró-Americano Primário.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Um muçulmano pode ser presidente dos Estados Unidos?

Além do apoio a Obama, Colin Powell dá nessa entrevista uma lição de ética ao partido republicano. A forma como muitos republicanos instumentalizam o rumor de Obama ser muçulmano (cf. o segunda vídeo e a resposta desastrada de Mc Cain : “he’s a decent family man”) é vergonhosa e Powell aponta-o de forma clara.

Colin Powell




"He's an arab!"