Sábado, 12 de Março de 2011
Gerações e privilégios
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João Miguel Almeida
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14:55
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Labels: Os Tempos que correm, tempo
Domingo, 14 de Fevereiro de 2010
Ser velho é tão confuso como ser novo
Ainda no outro dia estive a parodiar um filme de Hollywood. Pois bem, hoje é a vez de fazer o elogio dum deles, mas dum realizador doutro gabarito, Francis Ford Coppola. O filme em apreço é Peggy Sue casou-se, e 'é' um filme de ficção científica que pouco parece ter a ver com este género. Uma viagem no tempo em ambiente de comédia romântica. Aparentemente acaba em bem, isto é, happy end familiar (ou quase), mas o que tem mais interesse é justamente a novidade do argumento, os volte-faces, a fantasia, a subversão, a fuga à rotina, à previsibilidade e ao estereótipo...
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Daniel Melo
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23:24
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Labels: amor, cinema americano, invenções fantásticas, tempo, vida
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Foi um verãozito que lhe deu, coitadito
"Verão mais frio dos últimos 20 anos
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Daniel Melo
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22:23
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Segunda-feira, 12 de Março de 2007
T.S. Eliot
"And indeed there will be time
For the yellow smoke that slides along the street,
Rubbing its back upon the window-panes;
There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea."
dedicado à Sofia, à Clara e à Filipa
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vallera
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02:56
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Labels: criação literária, livros, poesia, tempo
Domingo, 7 de Janeiro de 2007
Qual o tempo dos peões que hão-de vir?
Noutros tempos, interessei-me pela obra do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre (1900-1987). Apresentei, em trabalho académico, uma leitura crítica da génese e estruturação do luso-tropicalismo, desde Casa-grande & senzala (Rio de Janeiro) até O luso e o trópico (Lisboa, 1961), e analisei a recepção daquela doutrina em Portugal e as apropriações a que foi sujeita pelo Estado Novo. Não obstante aquilo que me separa de Freyre em termos políticos e ideológicos e as reservas que a sua doutrina me merece no plano científico, sempre admirei a sua escrita, perspicácia e imaginação. Tem a capacidade de nos surpreender e desafiar. Obriga-nos a pensar, sobretudo porque o que nos diz ecoa em impressões muito enraizadas e generalizadas.A propósito do tempo, Freyre volta a discorrer sobre a excepcionalidade ibérica. No livro O Brasileiro entre os outros Hispanos (Rio de Janeiro, 1975), desenvolve o argumento de que os povos ibéricos teriam um sentido próprio de tempo, mais semelhante ao dos povos orientais e diferente do dos norte-europeus. O tempo como vida e não o tempo como dinheiro («time is money»), bem precioso e escasso. O desprezo pelo tempo cronométrico, pela hora exacta dos britânicos seria característica e virtude dos hispanos. Ao tempo dos negócios, contrapunham o tempo do ócio. Esta atitude em relação ao tempo era marcada pelo mito, pela religião, pelo folclore, o que lhe conferia uma enorme capacidade criadora e criativa. O hispano teria assimilado expressões de uma filosofia de espaço-tempo não-europeu.
«Isto é aquilo que vier a ser» – responde o pintor a Dom Quixote, quando este lhe pergunta o que está a pintar. Esta fórmula, segundo Gilberto Freyre, caracterizaria a maneira de estar dos povos ibéricos, a sua capacidade de improvisação, a sua tendência para procurar novas cores e formas de homens e de culturas. "Dando-se tempo ao tempo, sem pressa e sem cálculo" (1975: 7).
Tudo indica que a maioria dos peões que se propõe participar neste blogue partilha de uma concepção de teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempo longo. Resta-me uma curiosidade: Trata-se de pensar longamente antes de cada jogada? Ou de viver intensamente fora do tabuleiro?
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Cláudia Castelo
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08:58
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Labels: Gilberto Freyre, tempo


