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Monday, September 12, 2011

o anti-germanismo primário

uma ilustração a partir do caso Oettinger

(há um certo erotismo heróico no combate a estes krauts, nao há?)
(daqui)


Deus sabe (a sério, se não souber mais vale não existir) que há poucas pessoas a quem a reação alemã à crise do Euro irrite mais do que a mim. Angela Merkel foi aliás aconselhada a evitar cruzar o meu caminho e vai agora, em virtude de morar perto de um dos meus museus favoritos, atravessar o Spree a Spandau quando quer ir comprar pão ao Hackescher Markt (isto diz-vos imenso, eu sei).

Uma das razoes pelas quais a atitude do governo alemão mais me apoquenta, para além de estar a colocar países perante situações claramente insustentáveis, gastar mais dinheiro aos alemães e aos restantes europeus do que o que seria necessário se Merkel nao fosse um boi, colocar toda a moeda única à beira do abismo e a União Europeia, isto é o duo franco-allemande, aceleradamente no seu encalço (uff, uff), dizia eu que para além disso o que mais me apoquenta é que destrói os avanços na imagem alemã conquistados ao longo de décadas de diplomacia e políticos com outro tipo de visão (outro tipo de visão=alguma).

E eu, que ando piursa, relembre-se o novo plano de segurança da chanceler e tudo, acho que é injusto. Angela Merkel e Schäuble valem o que valem, e o que valem não é isto tudo. A mulher é absolutamente incapaz e os alemães votaram nela, mas daí a se poder retirar do baú o imperialismo germânico e limpar o pó à ideia de que são todos um bando de nazis em potência, ainda vai uma grande distância.

No discurso público, esta distância tem sido reduzida por três fatores: a ignorância dos comentadores sobre política alemã (aliada à falta de respeito por si próprios e pelos seus leitores, que, a existir, se calhar ainda os fazia abrir o Google); a absoluta incapacidade dos nossos líderes políticos de tomar uma posição internacional que não se traduza diretamente no lamber das botas de Angela Merkel (que ainda por cima, como a roupa, devem ser sempre as mesmas); e por último o aproveitamento populista de qualquer coisa que possa ser interpretada como prova da teoria dos nazis em marcha.

Este post é um exemplo disto. Efetivamente, existe um senhor chamado Oettinger que é Comissário Europeu e membro da CDU, o partido de Angela Merkel. É conhecido por defender que o Inglês se deve tornar língua de trabalho geral e por se gabar do seu inglês (sem comentários, vão ver) e a semana passada disse por exemplo, para conhecerem melhor o tom que costuma usar, que a Itália é governada miseravelmente (não que não seja verdade). Efetivamente, numa entrevista ao Sun cá do sítio, este senhor sugeriu que fossem burocratas europeus a ir tomar conta dos processos de privatização e recolha de impostos gregos e que os países endividados fossem forçados a por a bandeira a meia-haste nas instituições europeias.

Eu acho que isto é grave e não sou a única: a porta-voz de Durão Barroso veio a público dizer que não fazia de forma alguma parte das intenções da Comissão discutir a ideia, o comissário Olli Rehn mandou dizer que a comissão só discutia "sugestões sérias" e Werner Langen disse em nome de todo o grupo parlamentar europeu do partido de Oettinger que "não estávamos a 1 de Abril". Há mais dois partidos no governo, o FDP e a CSU: um responsável do partido liberal disse que se tratava de uma Schnapsidee (em traduçao literal, uma ideia derivada da aguardente) e Peter Gauweiler, da CSU, disse que Oettinger era doido. E isto sem nem sequer olhar para a esquerda alemã, tudo reações da direita e dos partidos do governo.

Mas para o Sérgio Lavos, que reações contrárias só conhece as de Louçã e Rui Tavares, trata-se de "um belo exemplo da atitude alemã perante os PIGS, mas também sobre o que eles acham que deve ser a União Europeia: um prestar de vassalagem dos mais pobres aos mais ricos".

O exemplo vale o que vale, mas acho que demonstra aquilo de que queria falar: na ignorância, há duas atitudes possíveis. Há quem seja prudente e vá ver do que se trata. E há quem ataque logo com o que tiver mais à mão - no caso do discurso populista sobre a Alemanha, é dada preferência às granadas do tempo da Segunda Guerra. Parece que dão um certo frisson.

Tuesday, October 19, 2010

Postas de pescada (Deus sabe quantas serão) sobre a Alemanha e o debate da integração (a terceira)

As Crianças e os Jovens Turcos

Lendo o jornal e ouvindo notícias, lendo depois os estudos e comparando-os com aquilo que conheço do terrível e ameaçador bairro de Wedding, apercebo-me de como são cada vez mais ténues as fronteiras entre a verdade e a propaganda. Como casos isolados são transformados em bandeiras, problemas pontuais usados para provar tendências gerais, tendências graves ignoradas como se não existissem, como exemplos positivos que nao encaixam na narrativa são renegados para segundo plano, dificultando a sua multiplicação. Para quem fale alemão, recomendo ignorar este post e ir directamente para esta tabela genial , da qual provêm a maioria das estatísticas que vou utilizar.

Começando pelas crianças e jovens, que é um caminho como outro qualquer:

O que se diz: As escolas com uma maioria de alunos estrangeiros são más escolas, onde reina a violência, o ensino é dramaticamente pior e os professores não sabem o que fazer perante a falta de respeito dos alunos. Aumenta o racismo contra os alemães por parte das minorias turcas. Há alunos que são vítimas de violência grave no caminho para a escola, ou no próprio recreio, só porque são alemães (diz-se por exemplo neste artigo do FAZ, que consegue a proeza de não nomear uma escola, uma cidade, um número (de onde vêm os milhares de que fala o artigo? Ela está a citar exactamente o quê?) ou ainda neste artigo do Zeit, bastante mais equilibrado).


A realidade: Os professores que iniciaram esta discussao sobre o racismo contra os alemães descrevem a coisa assim - tanto os alemães (com dinheiro) como os turcos e árabes educados (e com dinheiro) deixaram as zonas maioritariamente não alemas de Berlim, deixando escolas com uma grande maioria não só de estrangeiros mas também de crianças cujos pais não têm dinheiro nem educação. Estas crianças, para as quais à partida existem muito poucas oportunidades (consultar por exemplo os estudos Pisa ou da OCDE sobre a permeabilidade do sistema de ensino alemão e a forma como contribui para a reduzida mobilidade social), estudam em escolas onde estao em maioria. No recreio, gozam com as minorias e por vezes tornam-se violentas. Como minorias contam não só os alemães ou os turcos não religiosos mas também um clássico, os bons alunos, independentemente do seu grau de religiosidade ou da sua nacionalidade. Nao vos lembra nada?

É evidente que é grave que crianças, quer sejam nossas quer deles, tenham medo de ir para a escola ou de andar na rua. Mas não vejo como poderia a forma de agir aqui passar por outro caminho que não a educação de toda a comunidade contra o racismo e a discriminação - afinal, o racismo contra os nossos não é pior do que o nosso contra esse mítico "outro", não há racismos piores e melhores.

Por outro lado, acho difícil decidir se isto é um muçulmanos=violência ou um pobreza=violência, uma ligaçao nao poucas vezes estudada e provada. Sobre este assunto foram encomendados vários estudos pelo Ministério do Interior alemão e por um instituto em Niedersachsen, os dois com resultados semelhantes: nem os jovens emigrantes turcos demonstram detestar os alemães (pelo contrário, a maioria saúdaria um número maior de vizinhos alemães) nem a atitude dos jovens turcos face a temas como a violência religiosa ou política, o Estado de Direito e o autoritarismo difere grandemente da dos jovens alemães.

Vale a pena falar também sobre a questão da língua e da qualidade das escolas nos bairros problemáticos de Berlim e no resto da Alemanha (mas tendo em conta que a imprensa nacional toma sempre Berlim como o caso mais extremo, vamos ficar por aqui).

As crianças turcas falam alemão umas com as outras, pelo menos no meu bairro. É um alemão fraquinho, mas o alemão das outras crianças pobres do bairro não é muito melhor, apesar de ser a sua língua materna. Se discuto com algum alemão as dificuldades de, um dia, falar só português com os meus filhos, eles reagem sempre chocadíssimos face à possibilidade de eu deixar passar essa oportunidade - porque é que o Português é um trunfo e o Turco um impedimento? Deviam os pais turcos falar alemão com os filhos, deixando a segunda língua para muitos anos depois? Quanto ganharíamos e quanto se perderia neste processo?

Muitas escolas, motivadas pela competição na obtenção de recursos, começaram a tentar criar ofertas específicas para estas crianças mais ricas (menos pobres pode ser mais correcto), turmas com Deutsch-Garantie, a garantia de que todos têm um nível elevado de alemão. Por si, estabelecer turmas diferentes para graus diferentes de conhecimento não é nenhuma novidade, é prática corrente em muitas escolas portuguesas, mas onde está aqui a mobilidade? Que programas têm estas escolas para os restantes alunos, para garantir que também eles poderão conseguir o nível de alemão necessário? Os guetos dentro do gueto podem ser uma solução? Fazer turmas de bons alunos ajudará a combater a discriminação? Salvaram-se aqueles?

E o que temos para oferecer às crianças turcas que conseguem quebrar a barreira e acabar a universidade? Um estudo recente demonstra que muitas, quando atingem um determinado nível de formação e querem empregos compatíveis, não têm alternativa senão voltar à Turquia.

Entretanto, um bocadinho de luz ao fundo do túnel: uma brochura do Senado berlinense sobre escolas e projectos que funcionam. Caminhos possíveis, muitos e diferentes, firmemente ancorados na comunidade.

É que nunca há só um caminho. E também por isso é grave que Merkel, ao volante de um país que nunca teve uma estratégia concertada para lidar com a imigração, garanta assim do pé para a mão que um dos modelos não funciona.

Postas de pescada (afinal mais que duas) sobre a Alemanha e o debate da integraçao (a segunda)

O multiculturalismo falhou?

O multiculturalismo é a teoria segundo a qual diferentes culturas podem e devem existir lado a lado, respeitando-se uma à outra com a apoio de educação intercultural e de leis anti-discriminação rigorosas. Isto não é assim claro como água, por exemplo a ideia de Leitkultur foi formulada inicialmente como elemento do multiculturalismo, mas em princípio o multiculturalismo seria a teoria que se oporia tanto à ideia da assimilação total na cultura dominante como à ideia americana do melting pot.

Segundo Ângela Merkel, a sociedade multiculturalista, uma sociedade portanto criada com base neste modelo, teria falhado.

Na verdade, não há como negar-lhe razão: nem há respeito mútuo, como o mostram as estatísticas do estudo da Friedrich Ebert Stiftung, nem educação intercultural nem eu ouvi falar de leis anti-discriminação rigorosas. Se a Alemanha tivesse tentado criar uma sociedade multiculturalista, não havia dúvidas de que tínhamos de assumir o seu falhanço. Ou pelo menos o seu relativo falhanço, uma vez que quando Ângela Merkel fala do falhanço da sociedade multicultural ela não está a falar dos italianos, polacos, servos, gregos ou croatas: está a falar só e apenas de turcos e outros muçulmanos.

Mas estou convencida de que o que se deu não foi uma decisão pelo multiculturalismo mas sim uma desresponsabilização, desde o início, pelo que acontecia aos imigrantes, desresponsabilização essa que se traduziu em não fazer nada, um laissez faire a que podemos, com esforço, chamar multiculturalismo. Também podemos chamar-lhe inércia, mas isso não dá tanto jeito porque depois não dá para por a culpa só nos otários dos verdes ou na esquerda socializante. Basicamente a Alemanha pediu uns trabalhadores turcos emprestados, ficou muito espantada quando eles não se foram logo embora a seguir e observou de longe como eles se estavam, ou não, a integrar.

Chamar a isto o falhanço do multiculturalismo é um pouco forçado e não me parece isento de propaganda, tal como não me parece isento de propaganda o diagnóstico em que a afirmação se baseia (ao diagnóstico chegaremos no post seguinte).

Mas acima de tudo, mesmo estando habituada a deixar-me surpreender pelo facto de Ângela Merkel ser quase sempre melhor do que eu a esperava, não acho que a sua afirmação, o momento em que escolheu proferi-la e a audiência para quem a proferiu tenham sido escolhidas ao acaso. Merkel não nasceu ontem, sabe o tom miserável em que o debate sobre a integração muçulmana está a decorrer, mas sabe que demarcar-se de Sarrazin não chega se quer voltar a ser eleita, se quer ser popular por entre os seus jotinhas, se quer ser redescoberta como a voz que diz as coisas difíceis mas que têm de ser ditas, a grande timoneira, a porta voz do ressentimento nacional. E ela achou que se a Direita por essa Europa fora podia, ele também pode.

Que o seu discurso seja mais racional, mais moderado e mais inteligente do que um Sarkozy ou um Berlusconi deve-se menos a Merkel e mais ao grau de elevação e inteligência que é normalmente exigido no discurso político alemão e às limitações a que o passado o confina.

Monday, October 18, 2010

- e um entrepost, para clarificar as águas -


Estou longe de me congratular com o post abaixo. Pelo contrário, fico triplamente triste, pelos números alemaes que acho graves, pelos portugueses que sao ainda piores e pela descoberta de que moro numa Europa iluminada onde cada segunda pessoa é xenófoba, mais coisa menos coisa.

Duas postas de pescada (curtinhas e muito resumidas) sobre a Alemanha e o debate da integraçao (a primeira)

a 'conhecida xenofobia germanófila'


Ao ler isto e isto a minha primeira tentação também seria responder como responde a Helena aqui. Temos, as duas, uma posição privilegiada, a de podermos experimentar o debate da integração na Alemanha de dois lados distintos: por um lado somos imigrantes, mas por outro somos claramente beneficiadas - à partida ninguém nos toma por estrangeiras e temos ao abrigo da União Europeia um estatuto especial. Mas acho que, na verdade, tanto espingardear para o ar sobre a xenofobia alemã como garantir que este debate sobre a integração e a sociedade Multikulti está a ser frutuoso, racional e equilibrado são duas posições quase igualmente perigosas - uma porque omite, na ânsia de a defender, os graves problemas da Alemanha, outra porque acha que os graves problemas sao só da Alemanha.

Comecemos entao pela "xenofobia germanófila":

Não posso não me sentir ofendida quando falam da clássica xenofobia alemã. Na verdade, para além de me sentir ofendida e desgostada, mais um toquezinho de nojo, dá-me logo vontade de partir para o ataque e referir estas críticas como "a típica tendência portuguesa de pegar nas coisas pela rama e gritar escândalo à primeira oportunidade" ou "a inefável tabloidizaçao do comentário político em Portugal e a razão pela qual a qualidade do discurso político está ainda longe dos calcanhares da Alemanha".

Mas, por causa dos tiques germânicos, fico pelos factos: em Novembro do ano passado a universidade de Bielefeld fez um estudo sobre o racismo e a discriminaçao de minorias em alguns países da Europa. Só para a Ana Paula e o Carlos, aqui segue uma pequena comparação:

- 50% dos alemães acham que há demasiados emigrantes no país. A Alemanha está assim muito ligeiramente abaixo da média europeia, que é de 50,4%. Em Portugal são 59,6%, o terceiro lugar neste indicador atrás apenas da Grã-Bretanha e da França.

- 42% dos alemães acham que, numa situação de escassez de empregos, eles deveriam ir preferencialmente para alemães. A Alemanha está assim abaixo da média europeia, que é de 48%. Em Portugal são 58,2%, dez pontos percentuais acima da média europeia, o terceiro lugar neste indicador atrás apenas da Polónia e da Hungria.

- 19,6% dos alemães, anti-semitas congénitos, acham que os judeus detêm demasiado poder no país. Em Portugal são 19,9%. Na Alemanha, a percentagem da população que acha que os judeus se aproveitam do seu papel de vítimas é de 48,9%, em Portugal de 52,1%. 48,1% dos portugueses nega que os judeus possam enriquecer a nossa cultura contra apenas 31% dos alemães e 54% dos portugueses acham que os judeus só se preocupam com eles próprios - na Alemanha são 29,1%, quase metade, abaixo da média europeia que está nos 31%.

- 46% dos alemães acha que há demasiados emigrantes muçulmanos no seu país contra apenas 27% dos portugueses. Em compensação, 62,2% dos portugueses afirmam que o Islão é uma religião intolerante contra 52,5% de alemães. A média europeia está nos 54%.

- 45% dos portugueses defende a existência de uma hierarquia natural entre pretos e brancos, contra 30% dos alemães. A média europeia são 31%, Portugal está em primeiro lugar.

Por estranho que pareça, aqui instalada no epicentro da xenofobia, não tenho nenhuma vontade de voltar para o vosso paraíso dos brandos costumes.

Wednesday, April 28, 2010

esta minha segunda pátria


Acabo de chegar de um reconciliar fabuloso com esta língua, esta cultura e, acima de tudo, esta gente. Às vezes no dia a dia esqueço-me e às vezes o mal que digo dos alemães parece mais um eles do que um nós (embora o nós seja mais verdadeiro que o eles), mas gosto mesmo muito deste meu segundo país.

é só para avisar que neste blog os sapatos vao começar a ter um tratamento sobreproporcional


Esta crise grega (ou crise portuguesa, como parece que poderá ser chamada daqui a muito pouco tempo) está a deixar-me tao desgostada com o projecto europeu e a Uniao Europeia que temo ver-me desprovida de uma das últimas construçoes políticas que me enchiam os olhos de esperança. E isto para nao falar dos políticos alemaes ou, ainda pior, dos jornalistas desta minha segunda casa.

Estava aqui ia virar-me para a música mediaval, mas a cultura também nunca é propriamente bem tratada pela política, pelo que tive de me decidir por alguma coisa melhor protegida por organismos internacionais, como o consumismo.

Com o que vos deixo com este preciosismo da minha sabedoria: acho que se podem usar padroes animais se todo o resto da roupa for muito, muito básica. Ou muito, muito espalhafatosa, claro. Hoje, por exemplo, tenho umas sabrinas muito giras. Estou a pensar cortá-las à frente (sao de tecido grosso) e fazer peep toes. Será que é possível? Ou vai dar uma grande barraca e vou destruir os sapatos? Será que o sapateiro lá do bairro fazia isso? Ou a costureira?

(está visto que nao tenho jeito nenhum para isto. Vou tentar antes um post sobre a tal da minha desilusao, a Alemanha e a crise grega. Stay tuned)

Friday, February 19, 2010

os muçulmanos invadem-nos, ai que deu rei



Vale a pena, quando discutimos minaretes, mesquitas e escolas do Corao, o ódio aos nossos valores que andam a transmitir e a sua falta de diálogo com o resto da sociedade, ver mesquitas por esta Europa fora, para sabermos do que estamos a falar.
Amanha de manha hei-de vir enriquecer o meu post cum uma fotografia da escola corânica lá da rua, mas entretanto deixo-vos com esta galeria da revista do Süddeutsche Zeitung, que é um dos melhores produtos jornalísticos da Alemanha.