Consta que JES se vai reunir na próxima semana com um grupo de empresários angolanos que, segundo a expressão da minha fonte, "anda a ver bilhas".
Os descontentes pelos vistos querem manifestar os seus "sentimentos" em relação à gestão e distribuição das oportunidades, tendo em conta o actual estado de concentração do "mingócio" nas mãos dos mesmos de sempre...
PS- A paciência dessa "malta" parece ter transbordado do copo depois do Governo ter entregue o Nosso Super aos brasileiros da Odebrecht...
O Jornalista angolano, Ricardo de Mello, foi assassinado na baixa de Luanda na madrugada do dia 18 de Janeiro de 1995 à porta de se sua casa com uma bala silenciosa e certeira, que, entretanto, não conseguiu atingir o alvo maior que era (e continua a ser) a liberdade de imprensa em Angola que deve ao RM e ao seu pioneiro Imparcial Fax as primeiras e mais corajosas pedras colocadas nos alicerces de uma construção que se mantém demasiado frágil e que todos os dias é (re)edificada com um prognóstico que ainda está longe de ser definitivamente o mais favorável, quando não é mesmo contraditório, com algumas práticas que se verificam sobretudo ao nível da comunicação social governamental que tarda em ser pública. O Ricardo foi-se aos 40 anos (mais ou menos). Provavelmente o seu assassino (executor) também já terá morrido. Mas os mandantes continuam por aí..."O Imparcial fax adopta como linha de acção fundamental a denúncia dos atropelos dos Direitos Humanos, da corrupção considerada como o maior entrave ao desenvolvimento do país, bem como a crítica isenta e sistemática em relação aos poderes constituídos, institucionais ou privados"- assim estava redigido o ponto 4 do seu Estatuto Editorial. O ponto 7 do mesmo documento do histórico Imparcial Fax referia o seguinte: "Os jornalistas do Imparcial fax não poderão aceitar cargos governamentais, em partidos ou organizações de natureza política, nem desempenhar outro tipo de funções que possam comprometer a independência do jornal e do próprio jornalista." O Imparcial Fax foi durante cerca de um ano (1994/95) o único concorrente diário que o Jornal de Angola teve, depois do encerramento em 1976 do vespertino Diário de Luanda, igualmente por razões políticas.
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
2011, O Ano de Todos os Desmaios...
A ideia de basear esta retrospectiva na figura do"desmaio", inspirada nos estranhos acontecimentos que sacudiram as nossas escolas, pareceu-me ser bastante expressiva para explorar os aspectos mais polémicos/ negativos que vivemos em 2011, que são aqueles que acabam por ficar na memória colectiva de um país que continua a viver entre duas realidades distintas.
A realidade do discurso e da propaganda e a realidade da própria realidade que estamos com ela em relação à qual, por falta de dados credíveis/estatística, todos os dias nos desentendemos na avaliação do que deverá ser a verdadeira (falta) saúde sócio-económica do país real.
O primeiro "desmaio" aconteceu logo em Fevereiro com a entrada em vigor da nova Constituição, na sequência de uma das mais rocambolescas etapas da nossa história política, onde (uma vez mais) o dito foi dado pelo não dito, com a anulação pura e simples das eleições presidenciais acordadas e anunciadas para 2009, de acordo com o compromisso assumido por JES.
O primeiro "desmaio" aconteceu logo em Fevereiro com a entrada em vigor da nova Constituição, na sequência de uma das mais rocambolescas etapas da nossa história política, onde (uma vez mais) o dito foi dado pelo não dito, com a anulação pura e simples das eleições presidenciais acordadas e anunciadas para 2009, de acordo com o compromisso assumido por JES.
A segunda República desapareceu assim do mapa com um silencioso e pacífico golpe de estado constitucional sem qualquer perturbação da ordem estabelecida num país que, politicamente, até pode ser considerado o mais estável do mundo, pois para além de ser governado desde a sua criação em 1975 pelo mesmo partido/ideologia, só teve até ao momento dois presidentes, o último dos quais está no poder há mais de 32 anos, embora um dos seus mais conhecidos generais nos queira convencer, com cabalísticas fórmulas aritméticas, que esta contagem não está nada bem feita ao pecar por excesso.
Diante do novo texto constitucional, comecei logo por "desmaiar" quando vi que os angolanos maiores de 35 anos de idade só podiam chegar ao cargo de Presidente da República se tivessem uma militância partidária activa ou se conseguissem fazer um acordo com algum partido ou coligação de partidos concorrente às eleições que agora são únicas (duas em uma), enquanto não surgem por aí as autárquicas, onde constituição, ao que parece, se esqueceu de colocar o cadeado partidário.
Isto quer dizer, que o poder local é para já a única "zona ecológica" do país formalmente libertada da "poluição partidária", o que significa dizer que a esperança continua a ser a última a morrer para todos aqueles que (ainda) querem servir o país apenas como cidadãos, sem terem necessidade de envergarem a camisola do clube mais famoso da esquina.
Voltei a "desmaiar" quando vi que, agora, se pode ser Presidente de todos os angolanos com pouco mais 20% do eleitorado, se o número de partidos concorrentes rondar os cinco.
Voltei a "desmaiar" quando vi que, agora, se pode ser Presidente de todos os angolanos com pouco mais 20% do eleitorado, se o número de partidos concorrentes rondar os cinco.
Agora pode-se governar Angola com uma "minoria absoluta", a confirmar todas as suspeitas anteriores segundo as quais o atípico modelo foi desenhado pelos seus estrategos com régua, esquadro e compasso, a pensar em todos os cenários/hipóteses, incluindo o da saída de JES, menos um, que é o de uma possível derrota eleitoral.
Continuei a "desmaiar" com as notícias das escolas, mas "desmaiei" ainda mais quando assisti a primeira conferência de imprensa da polícia sobre os "desmaios". Aí ia tendo mesmo "um ataque de caspa", por causa das tissagens e da fome que foram apontadas como sendo também possíveis causas dos "chiliques" que se estavam a generalizar entre os jovens estudantes de de Luanda mas não só, pois a onda espalhou-se a outras cidades do país.
O outro "desmaio" que tive em 2011, foi-me provocado pelos putos (já grandinhos) que perderam o medo, viraram revolucionários, saíram à rua, xingaram tudo e todos, fizeram estremecer o sistema de alto a baixo e conseguiram mesmo acabar com o carnaval do 7 de Março, para além de terem posto "BB e sus muchachos" a trabalharem como nunca tinham imaginado na organização de uma contra-manifestação, a que deram a pomposa designação de "manifestação dos milhões".
Continuei a "desmaiar" com as notícias das escolas, mas "desmaiei" ainda mais quando assisti a primeira conferência de imprensa da polícia sobre os "desmaios". Aí ia tendo mesmo "um ataque de caspa", por causa das tissagens e da fome que foram apontadas como sendo também possíveis causas dos "chiliques" que se estavam a generalizar entre os jovens estudantes de de Luanda mas não só, pois a onda espalhou-se a outras cidades do país.
O outro "desmaio" que tive em 2011, foi-me provocado pelos putos (já grandinhos) que perderam o medo, viraram revolucionários, saíram à rua, xingaram tudo e todos, fizeram estremecer o sistema de alto a baixo e conseguiram mesmo acabar com o carnaval do 7 de Março, para além de terem posto "BB e sus muchachos" a trabalharem como nunca tinham imaginado na organização de uma contra-manifestação, a que deram a pomposa designação de "manifestação dos milhões".
Na história do país, nunca tão poucos, tão novinhos e sem qualquer recurso para além da sua coragem física, tinham conseguido tanto e em tão pouco tempo.
Uma verdadeira proeza!
Deixo os outros "desmaios" de lado, para terminar esta retrospectiva com o último "desmaio" de 2011 que me foi provocado pelo apagão da ENE/EDEL.
Foi tão forte que até tive de voltar a comprar gerador, eu que já tinha jurado a mim mesmo, nunca mais ter um fofandó, depois de ter despedido o último que esteve a bumbar no kubicú, já já lá vão mais de dez anos.
Além fronteiras, ainda fui a tempo de "desmaiar" com as violentíssimas e incríveis imagens de Kadahfi a ser linchado em directo, com direito a um "reality show", que pôs fim a um consulado de 40 anos, sem honra e sem glória, com a mais completa humilhação de alguém que teve o poder absoluto.
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
LAC de volta aos telefonemas....
A Lac, Luanda Antena Comercial, anuncia para breve o surgimento de um novo programa chamado "Rádio Cidadania", para o qual os ouvintes podem telefonar colocando os problemas que querem ver abordados.
Ainda não está claro se os telefonemas serão atendidos em directo ou se serão apenas registados em off para tratamento posterior.
A ver vamos, pois tudo, em termos de avaliação, vai depender deste "insignificante" pormenor.
Em termos históricos, a LAC, com o saudoso "Livro de Reclamações" foi, no pós-abertura, a primeira emissora a utilizar o contacto telefónico com os ouvintes em directo, com uma agenda totalmente aberta a todos os temas e assuntos.
Por pressão política, o programa foi encerrado, já não me lembro bem ao fim de quanto tempo, tendo deste primeiro ensaio ficado na memória o famoso ouvinte que atendia pelo nome de Sérgio Godinho pelas contundentes críticas que fazia ao desempenho político do regime e muito particularmente do Presidente JES. Diz-se que o homem depois de localizado teve de abandonar o país por recear ficar sem a sua preciosa cabeça.
O primeiro debate das senhoras foi, entretanto, para o ar esta quarta-feira em substituição da "Sua Opinião", espaço que foi "bruscamente" retirado do Taxi Amarelo do João Armando e que fazia as delícias do auditório LAC, que participava dele em directo via telefone.
Por pura distracção só consegui ouvir a terceira e última parte do novo show da estação conduzido por Luísa Fançony, dedicada às questões internacionais, que, por sinal, esteve bastante animado no confronto de alguns pontos de vista das participantes.
Como não ouvi todo o show não me é possível fazer para já uma apreciação de conjunto desta nova proposta da LAC no feminino, tendo, contudo, ficado mais ou menos claro, que Alexandra Simeão vai fazer a diferença para que o programa evite o risco de se transformar em mais um "coro religioso".
A ver vamos, pois tudo, em termos de avaliação, vai depender deste "insignificante" pormenor.
Em termos históricos, a LAC, com o saudoso "Livro de Reclamações" foi, no pós-abertura, a primeira emissora a utilizar o contacto telefónico com os ouvintes em directo, com uma agenda totalmente aberta a todos os temas e assuntos.
Por pressão política, o programa foi encerrado, já não me lembro bem ao fim de quanto tempo, tendo deste primeiro ensaio ficado na memória o famoso ouvinte que atendia pelo nome de Sérgio Godinho pelas contundentes críticas que fazia ao desempenho político do regime e muito particularmente do Presidente JES. Diz-se que o homem depois de localizado teve de abandonar o país por recear ficar sem a sua preciosa cabeça.
O primeiro debate das senhoras foi, entretanto, para o ar esta quarta-feira em substituição da "Sua Opinião", espaço que foi "bruscamente" retirado do Taxi Amarelo do João Armando e que fazia as delícias do auditório LAC, que participava dele em directo via telefone.
Por pura distracção só consegui ouvir a terceira e última parte do novo show da estação conduzido por Luísa Fançony, dedicada às questões internacionais, que, por sinal, esteve bastante animado no confronto de alguns pontos de vista das participantes.
Como não ouvi todo o show não me é possível fazer para já uma apreciação de conjunto desta nova proposta da LAC no feminino, tendo, contudo, ficado mais ou menos claro, que Alexandra Simeão vai fazer a diferença para que o programa evite o risco de se transformar em mais um "coro religioso".
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Uma resolução não faz jurisprudência (quem é que está a falar à toa?)
Com a utilização das "Cartas do Leitor", após a completa descredibilização dos seus escribas de serviço, o Jornal de Angola voltou nesta terça-feira a atacar a honra da SG do SJA e sua jornalista, Luísa Rogério, desta feita por intermédio de alguém que diz chamar-se "Odília Teixeira Nunes".
O novo ataque é desferido, tendo como alavanca o conteúdo de uma resolução da Assembleia Nacional já evocada na carta anterior de Luna Chiara em relação à qual nós próprios manifestamos dúvidas quanto à sua existência, depois de uma fonte parlamentar nos ter informado que não tinha conhecimento da mesma.
Curiosamente só agora a tal resolução conhece a luz do dia, bastante tempo depois de Tchizé dos Santos ter suspenso o seu mandato.
Então, se não havia qualquer incompatibilidade porquê que houve suspensão do mandato?
Seja como for e enquanto aguardamos por mais informação, não temos qualquer dúvida em afirmar que estamos apenas diante da resolução/parecer da Comissão Permanente da AN. Sabemos que há outras situações de incompatibilidade na AN e que o assunto está longe de ser pacífico.
Uma resolução não é uma lei, ou pelo menos não tem a sua força. Uma resolução não pode em circunstância alguma fazer jurisprudência. E mesmo que todo este processo tivesse decorrido de outra forma, com a divulgação pública em tempo oportuno da referida resolução, não haveria heresia nenhuma se o seu conteúdo fosse questionado, pois todos sabemos que, no processo em causa, a função de "consultora" era apenas um recurso semântico que estava a ser utilizado para contornar a incompatibilidade, uma vez que em marcha estava o processo de privatização da gestão do canal 2 da TPA, como, aliás, se veio a confirmar, sendo uma das empresas envolvidas afecta a ex-deputada.
Fica agora por saber se uma resolução da Comissão Permanente é passível ou não de recurso.
É que não o sendo, esta resolução em termos jurídicos pode ter um valor muito limitado, com a particularidade da sua própria linguagem ser algo ambígua, pois apenas é dito no texto "que não se lê qualquer incompatibilidade", o que para nós é diferente de não haver qualquer incompatibilidade.
Leituras são leituras e todos as podemos fazer.
O assunto requer certamente um parecer mais abalizado não havendo para já "provas" nenhumas a serem consideradas, até porque mesmo que a resolução fosse aprovada pela plenária da AN ela estaria sempre sujeita a verificação da sua constitucionalidade pelo TC.
Definitivamente quem "falou à toa" foi a nova clone do JA, pois em circunstância alguma conseguimos ler no texto da posição do SJA qualquer "defesa do acto específico praticado por William Tonet contra o Presidente da República".
Pelo contrário e mesmo sendo uma organização de defesa da classe, o SJA considerou legítima a posição do BP do MPLA contra o F8.
Não se considera legitimo algo que não tenha fundamento bastante e bondade suficiente, pelo que o "falar à toa" aqui aplica-se perfeitamente a quem (voltou) questionou de forma gratuita e abusiva a idoneidade de LR.
O que o SJA deplorou, sem contudo condenar, sublinhe-se, foi a campanha desenfreada desencadeada pelos MDMs contra o F8, em absoluta violação dos deveres legais dos jornalistas.
Pelo que nos lembramos, LR não esteve envolvida em nenhuma campanha contra Tchizé dos Santos, tendo tão somente emitido uma opinião que lhe foi solicitada, não sendo compreensível que o Sindicato tome posição sempre que haja algum diferendo/polémica na média.
Não é esta a vocação de um sindicato de jornalistas, a não ser que algumas pessoas deste país se considerem mais iguais que todos os outros angolanos, achando-se por isso no "direito VIP" de receberem tratamento especial.
O cidadão informado dos seus direitos sabe como deve lidar com a imprensa sempre que achar que foi lesado por alguma informação.
E se não souber, pergunta, para não "falar à toa"...
O novo ataque é desferido, tendo como alavanca o conteúdo de uma resolução da Assembleia Nacional já evocada na carta anterior de Luna Chiara em relação à qual nós próprios manifestamos dúvidas quanto à sua existência, depois de uma fonte parlamentar nos ter informado que não tinha conhecimento da mesma.
Curiosamente só agora a tal resolução conhece a luz do dia, bastante tempo depois de Tchizé dos Santos ter suspenso o seu mandato.
Então, se não havia qualquer incompatibilidade porquê que houve suspensão do mandato?
Seja como for e enquanto aguardamos por mais informação, não temos qualquer dúvida em afirmar que estamos apenas diante da resolução/parecer da Comissão Permanente da AN. Sabemos que há outras situações de incompatibilidade na AN e que o assunto está longe de ser pacífico.
Uma resolução não é uma lei, ou pelo menos não tem a sua força. Uma resolução não pode em circunstância alguma fazer jurisprudência. E mesmo que todo este processo tivesse decorrido de outra forma, com a divulgação pública em tempo oportuno da referida resolução, não haveria heresia nenhuma se o seu conteúdo fosse questionado, pois todos sabemos que, no processo em causa, a função de "consultora" era apenas um recurso semântico que estava a ser utilizado para contornar a incompatibilidade, uma vez que em marcha estava o processo de privatização da gestão do canal 2 da TPA, como, aliás, se veio a confirmar, sendo uma das empresas envolvidas afecta a ex-deputada.
Fica agora por saber se uma resolução da Comissão Permanente é passível ou não de recurso.
É que não o sendo, esta resolução em termos jurídicos pode ter um valor muito limitado, com a particularidade da sua própria linguagem ser algo ambígua, pois apenas é dito no texto "que não se lê qualquer incompatibilidade", o que para nós é diferente de não haver qualquer incompatibilidade.
Leituras são leituras e todos as podemos fazer.
O assunto requer certamente um parecer mais abalizado não havendo para já "provas" nenhumas a serem consideradas, até porque mesmo que a resolução fosse aprovada pela plenária da AN ela estaria sempre sujeita a verificação da sua constitucionalidade pelo TC.
Definitivamente quem "falou à toa" foi a nova clone do JA, pois em circunstância alguma conseguimos ler no texto da posição do SJA qualquer "defesa do acto específico praticado por William Tonet contra o Presidente da República".
Pelo contrário e mesmo sendo uma organização de defesa da classe, o SJA considerou legítima a posição do BP do MPLA contra o F8.
Não se considera legitimo algo que não tenha fundamento bastante e bondade suficiente, pelo que o "falar à toa" aqui aplica-se perfeitamente a quem (voltou) questionou de forma gratuita e abusiva a idoneidade de LR.
O que o SJA deplorou, sem contudo condenar, sublinhe-se, foi a campanha desenfreada desencadeada pelos MDMs contra o F8, em absoluta violação dos deveres legais dos jornalistas.
Pelo que nos lembramos, LR não esteve envolvida em nenhuma campanha contra Tchizé dos Santos, tendo tão somente emitido uma opinião que lhe foi solicitada, não sendo compreensível que o Sindicato tome posição sempre que haja algum diferendo/polémica na média.
Não é esta a vocação de um sindicato de jornalistas, a não ser que algumas pessoas deste país se considerem mais iguais que todos os outros angolanos, achando-se por isso no "direito VIP" de receberem tratamento especial.
O cidadão informado dos seus direitos sabe como deve lidar com a imprensa sempre que achar que foi lesado por alguma informação.
E se não souber, pergunta, para não "falar à toa"...
JA desfere ataque brutal contra Luísa Rogério
Em termos de desempenho editorial, a direcção do Jornal de Angola voltou a atingir ontem o chão, ao atacar Luísa Rogério (LR), que para além de SG do SJA é grande repórter do matutino, em defesa da desconhecida Luna Chiara (LC), numa violação aberta do direito de resposta.
LR foi atacada de forma brutal e traiçoeira pela direcção do "nosso Pravda" quando exercia o seu direito de resposta, depois de ter sido acusada/agredida por LC de estar imbuída de "ma-fé" e de dirigir uma "organização política com uma agenda inconfessa".
A nossa lei diz que "a transmissão da resposta ou da rectificação não pode ser seguida de quaisquer comentários, exceptuando-se os necessários para identificar o respondente".
Embora a nossa lei seja omissa a respeito dos limites da "fidelidade política", achamos que desta vez a direcção do Jornal de Angola ultrapassou tudo quanto é barreira, tendo atingido a estratosfera do opróbrio.
Em defesa da sua dama a direcção do JA mentiu descaradamente em relação ao conteúdo da lei sobre o direito de resposta. Para além de ter inventado "expressões injuriosas" no texto de Luísa Rogério que não existem, o exemplo dado é verdadeiramente hilariante.
Considerar que alguém que se esconde num pseudónimo esteja no "pedestal de anonimato", uma expressão injuriosa é no mínimo tentar acabar com a liberdade de expressão neste país.
Depois e mesmo que tal expressão venha a ser considerada "injuriosa" o que só pode acontecer em juízo, a lei é clara ao responsabilizar apenas o seu autor e nunca o jornal que publicou.
Nada na lei permite que a direcção do JA comente um direito de resposta depois do mesmo ser aceite.
Nada, para além do vazio ético/deontológico que o JA está a criar, cobrindo-o depois de frases feitas e de grande efeito (a mais pura e degradante retórica) com que os seus editorialistas enchem as suas fábulas com apelos explícitos à repressão judicial e à auto-censura.
Os jornalistas angolanos de facto andam muito mal em matéria de companhias.
A auto-regulação está a ser substituída por carcereiros.
LR foi atacada de forma brutal e traiçoeira pela direcção do "nosso Pravda" quando exercia o seu direito de resposta, depois de ter sido acusada/agredida por LC de estar imbuída de "ma-fé" e de dirigir uma "organização política com uma agenda inconfessa".
A nossa lei diz que "a transmissão da resposta ou da rectificação não pode ser seguida de quaisquer comentários, exceptuando-se os necessários para identificar o respondente".
Embora a nossa lei seja omissa a respeito dos limites da "fidelidade política", achamos que desta vez a direcção do Jornal de Angola ultrapassou tudo quanto é barreira, tendo atingido a estratosfera do opróbrio.
Em defesa da sua dama a direcção do JA mentiu descaradamente em relação ao conteúdo da lei sobre o direito de resposta. Para além de ter inventado "expressões injuriosas" no texto de Luísa Rogério que não existem, o exemplo dado é verdadeiramente hilariante.
Considerar que alguém que se esconde num pseudónimo esteja no "pedestal de anonimato", uma expressão injuriosa é no mínimo tentar acabar com a liberdade de expressão neste país.
Depois e mesmo que tal expressão venha a ser considerada "injuriosa" o que só pode acontecer em juízo, a lei é clara ao responsabilizar apenas o seu autor e nunca o jornal que publicou.
Nada na lei permite que a direcção do JA comente um direito de resposta depois do mesmo ser aceite.
Nada, para além do vazio ético/deontológico que o JA está a criar, cobrindo-o depois de frases feitas e de grande efeito (a mais pura e degradante retórica) com que os seus editorialistas enchem as suas fábulas com apelos explícitos à repressão judicial e à auto-censura.
Os jornalistas angolanos de facto andam muito mal em matéria de companhias.
A auto-regulação está a ser substituída por carcereiros.
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
LAC acerta o passo com a estratégia
Por razões que ainda não consegui apurar, soube que a LAC suspendeu a participação em directo(via telefone) dos seus ouvintes nos diferentes programas da estação da Martin Luther King. Não me parece que seja uma boa notícia para a liberdade de expressão...
Fica por saber se a proibição é extensiva aos programas religiosos, que são uma das grandes fontes de financiamento da LAC.
A meu pedido uma amiga minha do Facebook, a Florita Cuhanga De Kinjango, que ouviu as explicações da direcção da LAC sobre esta nova orientação da sua programação, disse-nos, em resumo, o seguinte:
"A directora explicou que a LAC tem uma dinâmica de mudança desde a sua fundação, e como tal, os programas, os modos de faze-los estão sempre a ser remodelados/alterados. A LAC reconhece que tal facto criou um certo mal estar entre esta e os ouvintes, que de modo nada educado manifestaram suas opiniões sobre o assunto no ultimo programa [A sua opinião], contudo, reconhece [a LAC] que o modo como o anuncio do fim do programa foi feito, não ter sido o mais correto. Terminou mais uma fase [extinção do programa referido], e inicia-se outra [surgimento do programa ''Elas e o mundo], como tem sido regra na instituição. FIM! não teve pedidos de desculpas, justificações convincentes ou algo do gênero, estas palavras foram ditas pela directora no programa Emoções no feminino."
Yuri Lopes Teixeira Teixeira Não se precisa ser detective para perceber que existe uma nuvem cinzenta a vista ou melhor, nuvem clara....sabemos nos que a audiência que a LAC tem vindo a ter, particularmente o programa do ilustre João Armando (Taxi Amarelo) e os seus debates de caris político, tem trazido a nu os inúmeros problemas de Luanda e do pais. Haja muita coragem, pois em véspera de inicio eleições surgem coisas do género até faz espécie.
Artur Graça Cussendala Sendo propriedade dos "camaradas" como se diz não se esperava outra coisa, depois de o terem feito na média estatal a noticias chega-nos por tardia. Em ano de eleições todos os cuidados são poucos.
Inácio Satumbo Satumbo Que vergonha. Se calhar e uma das formas que o sistema encontrou de boquear a participacao dos angolanos e expansao da informacao para toda para todos aqueles que a necessitam. Nesta altura em que as eleicoes avizinham se, a informacao critica e real e fortemente neutralizada pelos regimes antidemocraticos. sendo assim o povo ficara, mas uma vez sem ter um Ponto, em que possa ter vez e voz, onde possa expressar directamente as suas aflicoes, indignacoes, problemas etc,etc
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Manuel Vicente volta à ribalta...
Contrariamente a tudo quanto admiti, depois de MV ter sido reconduzido para mais um mandato à frente da Sonangol, voltei a ouvir falar da sua pessoa. Agora consta que MV vai deixar a Sonangol para ocupar a pasta de Ministro de Estado da Economia, que já havia sido extinta. Começo a ficar "desorientado"...
Acho que Angola é cada vez mais um "case-study".
Marcolino Moco acaba de escrever e publicar um "quilométrico" artigo com o título " A Terceira Alternativa" (http://marcolinomoco.com/?page_id=507) que pode ser uma preciosa bússola para quem se queira "orientar" melhor na nossa movediça realidade política, com destaque para aquela que é "produzida" mais directamente pelas movimentações de JES, no âmbito de uma estratégia que, aparentemente, está em permanente actualização. Sublinho, aparentemente, pois as aparências iludem e a falta de informação completa o resto do quadro em que estamos a viver.
Acho que Angola é cada vez mais um "case-study".
Marcolino Moco acaba de escrever e publicar um "quilométrico" artigo com o título " A Terceira Alternativa" (http://marcolinomoco.com/?page_id=507) que pode ser uma preciosa bússola para quem se queira "orientar" melhor na nossa movediça realidade política, com destaque para aquela que é "produzida" mais directamente pelas movimentações de JES, no âmbito de uma estratégia que, aparentemente, está em permanente actualização. Sublinho, aparentemente, pois as aparências iludem e a falta de informação completa o resto do quadro em que estamos a viver.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
JA ressuscita maka entre Tchizé dos Santos/Luísa Rogério
Há "ameaças" que se devem levar a sério, mesmo quando elas aparentemente assumem apenas a pacífica forma de uma inocente pergunta, a que todos temos direito.
É o caso da questão com que esta quarta-feira a desconhecida (para mim e para a maior parte de nós) leitora Luna Chiara conclui a carta acusatória que o Jornal de Angola publicou sob o título " A imparcial Luísa Rogério".
E a questão é: "Será que é necessário criar um outro sindicato pelos jornalistas que não se revêem na ma fé da senhora Luísa Rogério e seus pares?"
A nossa questão agora é: Será que o processo já não está em curso e que já estava apenas a aguardar pela melhor oportunidade?
Tudo leva a crer que sim, restando-nos aguardar, com alguma compreensível expectativa pelos próximos capítulos de mais uma novela que se anuncia empolgante e cheia de suspense, com a participação de conhecidas e activas figuras do nosso jornalismo "comunitário".
E a questão é: "Será que é necessário criar um outro sindicato pelos jornalistas que não se revêem na ma fé da senhora Luísa Rogério e seus pares?"
A nossa questão agora é: Será que o processo já não está em curso e que já estava apenas a aguardar pela melhor oportunidade?
Tudo leva a crer que sim, restando-nos aguardar, com alguma compreensível expectativa pelos próximos capítulos de mais uma novela que se anuncia empolgante e cheia de suspense, com a participação de conhecidas e activas figuras do nosso jornalismo "comunitário".
Nesta carta é feita uma referência à existência de uma "resolução" do Parlamento que "inocentava" a ex-Deputada Tchizé dos Santos, por ocasião da polémica que manteve com a Luísa Rogério depois de se ter constatado que havia uma incompatibilidade na sequência da sua ida para a gestão do canal 2 da TPA.
Fonte da AN por nós contactada garantiu-nos que o Parlamento nunca aprovou nada parecido como uma tal "resolução".
Outra maka mais?
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PS- Na integra seguidamente podem ler o conteúdo da carta da Luna Chiara. Curiosamente o email de Tchizé dos Santos é lunacarolina@hotmail.com. Como sempre eu não acredito em bruxas, "mas que las hay, las hay..."
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"Pela boca morre o peixe. Quando o Semanário Angolense “julgou publicamente” a deputada Welwitschia dos Santos “Tchizé”, com direito a julgamento popular de capa, através de entrevistas de rua com leitores seleccionados após a deputada ter colocado Luísa Rogério nas barras do tribunal por calúnia e difamação, a senhora secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas não veio em defesa da deputada “julgada e condenada” através da capa do jornal de Graça Campos, onde se lia a palavra “CULPADA” em letras garrafais por cima da fotografia da deputada.
O SJA também não elaborou acta ou resolução alguma acusando Graça Campos de abuso da liberdade de imprensa ou de não respeitar o contraditório. Porquê? Porque beneficiava a Luísa Rogério, que implicitamente passaria de caluniadora a vítima com aquela publicação lamentável!
Depois de a Assembleia Nacional ter passado resolução dizendo que a deputada Welwitschia dos Santos “Tchizé” não tinha mesmo incorrido em incompatibilidade de acordo com a lei vigente na época, nem Luísa Rogério, nem o SJA, nem jornalista ou jornal algum se retrataram publicamente da triste perseguição que fizeram à jovem deputada.
Porque é que hoje, após a reacção pública negativa contra William Tonet, após este ter cometido um crime de abuso de liberdade de imprensa amplamente reconhecido por todos como tal, o SJA e a senhora Luísa Rogério vêm defender o senhor William Tonet e atacar os Media públicos? Terá sido porque William Tonet cometeu um crime contra o Presidente da República, que é o mais alto representante da soberania do Estado? Afinal ao serviço de quem está o sindicato? Dos jornalistas angolanos de bem e ao serviço de todos os angolanos de boa fé? Ou este sindicato tem dois pesos e duas medidas?
Será que o SJA se tornou numa organização política com uma agenda inconfessa? Será que é necessário criar um outro sindicato pelos jornalistas que não se revêem na má fé da senhora Luísa Rogério e seus pares?
Haja coerência!
Luna Chiara | Luanda"
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PS- Na integra seguidamente podem ler o conteúdo da carta da Luna Chiara. Curiosamente o email de Tchizé dos Santos é lunacarolina@hotmail.com. Como sempre eu não acredito em bruxas, "mas que las hay, las hay..."
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"Pela boca morre o peixe. Quando o Semanário Angolense “julgou publicamente” a deputada Welwitschia dos Santos “Tchizé”, com direito a julgamento popular de capa, através de entrevistas de rua com leitores seleccionados após a deputada ter colocado Luísa Rogério nas barras do tribunal por calúnia e difamação, a senhora secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas não veio em defesa da deputada “julgada e condenada” através da capa do jornal de Graça Campos, onde se lia a palavra “CULPADA” em letras garrafais por cima da fotografia da deputada.
O SJA também não elaborou acta ou resolução alguma acusando Graça Campos de abuso da liberdade de imprensa ou de não respeitar o contraditório. Porquê? Porque beneficiava a Luísa Rogério, que implicitamente passaria de caluniadora a vítima com aquela publicação lamentável!
Depois de a Assembleia Nacional ter passado resolução dizendo que a deputada Welwitschia dos Santos “Tchizé” não tinha mesmo incorrido em incompatibilidade de acordo com a lei vigente na época, nem Luísa Rogério, nem o SJA, nem jornalista ou jornal algum se retrataram publicamente da triste perseguição que fizeram à jovem deputada.
Porque é que hoje, após a reacção pública negativa contra William Tonet, após este ter cometido um crime de abuso de liberdade de imprensa amplamente reconhecido por todos como tal, o SJA e a senhora Luísa Rogério vêm defender o senhor William Tonet e atacar os Media públicos? Terá sido porque William Tonet cometeu um crime contra o Presidente da República, que é o mais alto representante da soberania do Estado? Afinal ao serviço de quem está o sindicato? Dos jornalistas angolanos de bem e ao serviço de todos os angolanos de boa fé? Ou este sindicato tem dois pesos e duas medidas?
Será que o SJA se tornou numa organização política com uma agenda inconfessa? Será que é necessário criar um outro sindicato pelos jornalistas que não se revêem na má fé da senhora Luísa Rogério e seus pares?
Haja coerência!
Luna Chiara | Luanda"
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
O Jornal de Angola, o Folha 8 e as lágrimas de crocodilo… (em actualização)
Vai uma choradeira ali pelas bandas do “nosso Pravda”…
E que choradeira?!?
E tudo, por causa do BP do MPLA.
E tudo, porque o maioritário queixou-se da forma como o
seu Presidente, nomeadamente, tem vindo a ser maltratado pelo F8, com destaque
para a utilização abusiva da sua imagem.
Por idênticas razões, o Jornal de Angola também já foi
acusado por outros partidos e personalidades da nossa sociedade de promover
assassinatos e linchamentos políticos nas suas colunas de opinião, mas não só.
A manipulação, a omissão e a censura já são ingredientes
habituais das “refeições” servidas diariamente nas suas colunas.
Definitivamente, o JA não está minimamente em condições
de dar lições de ética/deontologia jornalística a quem quer que seja neste
país, o que não lhe retira o direito de nos pregar o sermão sempre que assim
entenda, como é o caso presente pela pena do tal de “Álvaro Domingos”, o novo
disfarce do velho patrulheiro de serviço.
São de facto insuportáveis as lágrimas de crocodilo que o
JA tem vindo a verter nos últimos dias por intermédio deste escriba contratado
pelo Man Ribas.
Para que não restem dúvidas, estamos em desacordo com o
polémico tratamento fotográfico, porque ele, de facto e de jure, fere os
limites que nós próprios aceitamos, quer enquanto cidadãos desta 3ª República,
quer enquanto jornalistas que sempre fomos e queremos continuar a ser, se não
houver outros obstáculos maiores que ultrapassem a nossa vontade de andar por
estas águas de forma mais ou menos livre, mais ou menos independente.
Mesmo no país das ditas liberdades irrestritas ao nível
da imprensa, os EUA, o Tribunal Supremo já condenou várias vezes jornalistas em
diferentes processos, particularmente aqueles que têm a ver com a protecção da
segurança nacional, mas também já absolveu outros.
Ninguém está, pois, aqui a defender que os jornalistas
estejam acima da lei, como não estão os políticos, incluindo os mais altos
titulares de cargos de soberania.
O F8 admitiu o erro, mas sabemos que este último
episódio, conforme se pode concluir das
entrelinhas da declaração do BP, foi apenas a gota de água que fez transbordar
a paciência de alguns altos “copos” deste país, que desde há muito colocaram o
semanário do meu amigo WT no seu Index particular e institucional.
Estou na origem da fundação do Folha8, em 1995 (salvo
erro), que surge no nosso panorama mediático logo a seguir ao pioneiro
Imparcial Fax, que acabou por ser enterrado na mesma vala em que foi colocado o
cadáver do seu assassinado Director, o saudoso Ricardo de Mello.
Este crime brutal vai agora completar 17 anos, no próximo
dia 19 de Janeiro, sem esclarecimento e sem castigo.
Do jornalismo e para sermos breves, temos hoje uma
concepção que aponta para uma intervenção editorial que não é a mesma do nosso “Folhinha”,
pois achamos que é fundamental a destrinça entre informação (factos) e opinião.
O F8 enveredou por uma linha editorial difícil de definir
se quisermos ser rigorosos de um ponto de vista mais académico, ficando
por saber se neste momento é um jornal do tipo mais clássico ou se é uma
publicação mais ideológica, onde a opinião e a propaganda prevalecem em detrimento dos factos,
da actualidade e do interesse público.
Como já vimos o Jornal de Angola tem um problema idêntico, embora saiba salvaguardar melhor a sua imagem quando confrontado com este "dilema", sendo neste aspecto o "Folhinha" muito mais editorializado, ao ponto de nem sempre sabermos se o que estamos a ler é uma informação ou uma opinião sobre determinado facto.
O JA mais astuto, joga sobretudo com a opção da omissão/censura, quando não quer engolir algum "sapo" mais incómodo que põe em causa frontalmente as suas crenças/fidelidades.
O recurso a articulistas estrangeiros (maioritariamente portugueses) para preencher as suas páginas de opinião é um exemplo desta fuga para frente, mas há outros que não são muito de fáceis de identificar à vista desarmada, particularmente para o leitor situado na chamada média.
O ordenamento jurídico angolano no que à imprensa diz respeito, admite a existência de publicações doutrinárias e informativas, sendo as primeiras as que, pelo seu conteúdo ou perspectiva de abordagem, visam fundamentalmente divulgar qualquer ideologia ou credo religioso. Eu acrescentaria "credo político e social".
As segundas são as que têm como objectivo principal a difusão de informações ou notícias e podem ser de informação geral ou especializada.
Na história da imprensa tem havido e vai continuar a haver espaço para todos os tipos de jornais, sendo contudo importante que os leitores saibam ao que vão, o que tem de ficar claro no seu estatuto editorial, sem margens para equívocos ou ambiguidades, o que só é verificável com a análise regular da sua prática.
O JA mais astuto, joga sobretudo com a opção da omissão/censura, quando não quer engolir algum "sapo" mais incómodo que põe em causa frontalmente as suas crenças/fidelidades.
O recurso a articulistas estrangeiros (maioritariamente portugueses) para preencher as suas páginas de opinião é um exemplo desta fuga para frente, mas há outros que não são muito de fáceis de identificar à vista desarmada, particularmente para o leitor situado na chamada média.
O ordenamento jurídico angolano no que à imprensa diz respeito, admite a existência de publicações doutrinárias e informativas, sendo as primeiras as que, pelo seu conteúdo ou perspectiva de abordagem, visam fundamentalmente divulgar qualquer ideologia ou credo religioso. Eu acrescentaria "credo político e social".
As segundas são as que têm como objectivo principal a difusão de informações ou notícias e podem ser de informação geral ou especializada.
Na história da imprensa tem havido e vai continuar a haver espaço para todos os tipos de jornais, sendo contudo importante que os leitores saibam ao que vão, o que tem de ficar claro no seu estatuto editorial, sem margens para equívocos ou ambiguidades, o que só é verificável com a análise regular da sua prática.
(cont)
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Jornal de Angola está a fabricar uma "carta do leitor" contra Luísa Rogério?
À semelhança do que fez a Angop, também o Jornal de Angola deu um tratamento bastante aceitável ao comunicado do Sindicato, embora saiba que amanhã (quarta-feita) deverá ser publicada na secção das cartas do leitor uma missiva de "um cidadão comum" contra Luísa Rogério, a Secretária-Geral do SJA.Nos últimos dias o patrulheiro "Álvaro Domingos" escreveu dois textos de opinião sobre a nova maka que estamos com ela, entenda-se "bilo" BP-MPLA/Folha 8.
O único problema deste conhecido patrulheiro é que, apesar
de ser estrangeiro e bem pago pelo erário público, não aceita dar a cara,
preferindo o disfarce do pseudónimo de ocasião, que vai fabricando em função
das necessidades da sua guerrilha. É o seu colete à prova de bala.
Não é possível responder a um "fantasma" e muito
menos alimentar qualquer debate com ele, pois é isso que ele pretende sem
entrar no barulho,mantendo-se comodamente na sua "zona de conforto",
qual atirador furtivo (sniper) a disparar contra tudo e contra todos, sem ser
visto.
Em relação a referida "carta", de imediato
veio-nos a lembrança uma outra "carta", escrita o ano passado,
supostamente a partir do Waku Kungo, por um tal de Adelino Evale.
Esta "carta" que era dirigida ao Engenheiro
Fernando Pacheco foi fabricada pelo JA apenas com o propósito de desqualificar
moralmente o preclaro agrónomo devido as suas ideias críticas em relação o
projecto Aldeia Nova, que vieram a revelar-se justas e muito pertinentes.
Se o tivessem escutado em tempo oportuno..
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Sindicato deplora campanha da TPA/RNA contra o F8
Posição do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) a
propósito da declaração do BP do MPLA sobre o Folha-8
1. O SJA considera legítima a preocupação manifestada pela
direcção do MPLA quanto ao recente tratamento fotográfico dispensado pelo
semanário Folha-8 a três altas figuras do Estado angolano, com destaque
para o Presidente da República, entendendo que a mesma tem o necessário
respaldo, nos limites que a nossa Constituição estabelece em relação ao
exercício da liberdade de expressão e de informação.
2. Sobre este incidente, o SJA tomou nota das explicações já
fornecidas pelo Folha8 e que estão inseridas na sua edição deste fim-de-semana,
onde, em letras garrafais a vermelho, o semanário admite que falhou
redondamente, considerando ser o erro próprio da condição humana.
3. Em sede própria, o SJA está convencido que a
direcção do Folha8 saberá explicar e convencer melhor, quem de direito, sobre
as circunstâncias atenuantes que alega existirem e que terão estado na origem
da publicação da polémica fotomontagem.
4. Apesar de algumas evidências e enquanto se aguarda pelo
posicionamento do Conselho Nacional de Comunicação Social, o SJA acha
necessário e pertinente destacar que o Folha8, neste caso, ainda não foi
condenado por nenhuma instância judicial competente, pelo que continua a
beneficiar da presunção da inocência que lhe é garantida pela mesma
Constituição, onde o MPLA foi buscar a legitimidade já aqui reconhecida.
5. O SJA deplora profundamente a campanha desencadeada pela
comunicação social pública contra o F8, com destaque para a TPA e a RNA, na
sequência da divulgação da declaração do BP do MPLA, por entender que a mesma,
antes de mais, violou, em toda a extensão e de forma grosseira, os princípios
da isenção e do contraditório, que a imprensa angolana está obrigada a
respeitar, por força da legislação em vigor, no âmbito dos deveres dos
jornalistas.
6. O SJA lamenta que um conflito entre direitos
constitucionalmente protegidos que já faz parte do quotidiano de qualquer
regime democrático que se preze, tenha descambado em Angola numa crise virtual
de âmbito nacional, por força de uma cada vez mais preocupante manipulação dos
médias públicos pelo poder político.
7. Cerca de seis anos depois da actual Lei de Imprensa ter
sido aprovada, o SJA não pode deixar de aproveitar esta oportunidade para
lamentar, uma vez mais, que até ao momento, por responsabilidade do Governo,
não tenha sido criado em Angola o principal instrumento da auto-regulação, que
é a Comissão da Carteira e Ética, com o qual hoje teríamos, certamente, um
outro desempenho profissional da classe.
8.Seria primeiramente em sede desta instância, que casos
como este, seriam analisados e julgados inter-pares com a consequente aprovação
de uma deliberação vinculativa, pois em causa está fundamentalmente um delito
típico do exercício da actividade jornalística e da violação dos limites da liberdade
de imprensa no âmbito da utilização da imagem de terceiros.
9. Não cabe ao SJA, enquanto sindicato livre e independente
da classe, o papel de sugerir ou incitar a suspensão do direito de publicação
ao nível dos médias, o que não impede que a instância especializada, o seu
Conselho de Ética e Deontologia, se pronuncie em concreto sobre o desempenho
editorial da imprensa angolana.
Luanda, 9 de Janeiro de 2012
A Secretária Geral
______________________________
Luísa Rogério
Telefone: 924209010/923 366899
Caixa Postal: 2140
Luanda
E-mail: sja.sexecutivo@hotmail.com/
Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Os partidos e a actualização dos seus registos internos
Por este andar estatístico da carruagem rubro-negra,
qualquer dia os outros partidos vão ter de pedir militantes emprestados ao MPLA
para fazerem um comício.Não será altura dos outros começarem a falar também dos
números das suas respectivas "populações"? Não será altura dos
partidos começarem a fazer também a actualização dos seus registos internos? Em
ano de eleições tudo que é número (empolado ou não) é importante para a
propaganda e a mobilização...Para nós o mais importante é que esta informação
seja verdadeira, qualidade que não estamos em condições de garantir, pois os
registos internos dos partidos não estão sujeitos ao escrutínio da opinião
pública. Como instituições públicas que são, os partidos estão comprometidos
com a transparência. Mas como acontece com a mulher de César, não basta ser
transparente, é preciso parecer de facto.
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012
A nova agenda(secreta) da média estatal, segundo Rafael Marques
[NA: Somos citados duas vezes nesta preocupante avaliação de Rafael Marques sobre o actual estado da comunicação social pública neste ano de eleições.
De facto e depois de já termos publicamente partilhado esta visão sobre o reforço do controlismo político em relação ao desempenho dos médias, este trabalho do RM ("MPLA reforça censura na TPA e RNA") , do qual respigamos para aqui alguns extractos, tem o mérito de nos fornecer um quadro de referências mais abrangente sobre como é que as coisas estão e como é que elas vão caminhar pelas nossas bandas. Alguém viu por aí a liberdade de imprensa?] "(...) Apesar do controlo absoluto que o poder exerce sobre os órgãos de comunicação social do Estado, há 36 anos, os censores desdobram-se em novas descobertas de potenciais focos de abertura, aperfeiçoam e reforçam os métodos de censura. Por exemplo, a TPA retirou do ar o seu programa “Semana em Actualidade”, que ia ao ar às 19h30 de domingo. O debate, dirigido pelo jornalista Antunes Guanje, e no qual participavam os também jornalistas Reginaldo Silva e Ismael Mateus, analisava de forma quase irrestrita os assuntos mais marcantes de cada semana. Era o único programa não censurado e o presidente do Conselho de Administração da estação pública de TV, António Henriques da Silva, retirou-o da grelha sem dar qualquer tipo de satisfação a quem quer que fosse.
Das “instâncias superiores” recebeu a “orientação” que era preciso “travar os excessos do Reginaldo e do Ismael” e agiu em conformidade. O grupo de onze portugueses, liderados por Frederico Roque de Pinho, antigo jornalista da SIC, têm sido responsáveis pela alteração arbitrária de programas da TPA, bem como a sofisticação dos métodos de censura dos seus conteúdos, como tem acontecido com o “Espaço Público” e “Bom Dia Angola”.
Os profissionais portugueses foram contratados pelos filhos do Presidente da República, Tchizé e Paulino dos Santos, através do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA) criado pelo pai para lavar a sua imagem e a dos actos do seu executivo. Perante a resistência passiva e o descaso de muitos jornalistas estatais, os filhos do presidente, que também controlam a TPA apenas confiam nos portugueses e pouco mais para dar cumprimento à sua agenda. Investido de tal poder, Frederico Roque de Pinho tem sido regularmente ameaçado de sova por funcionários a quem usurpa competências, trata com arrogância e faltas de respeito. Com um salário de dez mil dólares mensais e todas as despesas pagas, Frederico Roque de Pinho não se coíbe de manifestar que os seus colegas angolanos são incompetentes e mal-pagos.
Na Rádio Nacional de Angola uma brevíssima análise económica semanal do jornalista Reginaldo Silva (outra vez ele) foi retirada da grelha de programas por causa do “momento especial” que se vive. Um dos mais empedernidos defensores do Eduardismo, o académico Mário Pinto de Andrade, também foi cerceado. Ele tinha um programa de análise política e mesmo exaltando, a cada intervenção, a genial clarividência do “Guia Imortal Adjunto” (entenda-se, José Eduardo dos Santos) não escapou da excomunhão. De tanta bajulação, só faltou Mário Pinto de Andrade afirmar que o ar que os angolanos respiram devem-no ao “grande estadista”.
(In http://makaangola.org/2011/12/mpla-reforca-censura-na-tpa-e-rna/)
De facto e depois de já termos publicamente partilhado esta visão sobre o reforço do controlismo político em relação ao desempenho dos médias, este trabalho do RM ("MPLA reforça censura na TPA e RNA") , do qual respigamos para aqui alguns extractos, tem o mérito de nos fornecer um quadro de referências mais abrangente sobre como é que as coisas estão e como é que elas vão caminhar pelas nossas bandas. Alguém viu por aí a liberdade de imprensa?] "(...) Apesar do controlo absoluto que o poder exerce sobre os órgãos de comunicação social do Estado, há 36 anos, os censores desdobram-se em novas descobertas de potenciais focos de abertura, aperfeiçoam e reforçam os métodos de censura. Por exemplo, a TPA retirou do ar o seu programa “Semana em Actualidade”, que ia ao ar às 19h30 de domingo. O debate, dirigido pelo jornalista Antunes Guanje, e no qual participavam os também jornalistas Reginaldo Silva e Ismael Mateus, analisava de forma quase irrestrita os assuntos mais marcantes de cada semana. Era o único programa não censurado e o presidente do Conselho de Administração da estação pública de TV, António Henriques da Silva, retirou-o da grelha sem dar qualquer tipo de satisfação a quem quer que fosse.
Das “instâncias superiores” recebeu a “orientação” que era preciso “travar os excessos do Reginaldo e do Ismael” e agiu em conformidade. O grupo de onze portugueses, liderados por Frederico Roque de Pinho, antigo jornalista da SIC, têm sido responsáveis pela alteração arbitrária de programas da TPA, bem como a sofisticação dos métodos de censura dos seus conteúdos, como tem acontecido com o “Espaço Público” e “Bom Dia Angola”.
Os profissionais portugueses foram contratados pelos filhos do Presidente da República, Tchizé e Paulino dos Santos, através do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA) criado pelo pai para lavar a sua imagem e a dos actos do seu executivo. Perante a resistência passiva e o descaso de muitos jornalistas estatais, os filhos do presidente, que também controlam a TPA apenas confiam nos portugueses e pouco mais para dar cumprimento à sua agenda. Investido de tal poder, Frederico Roque de Pinho tem sido regularmente ameaçado de sova por funcionários a quem usurpa competências, trata com arrogância e faltas de respeito. Com um salário de dez mil dólares mensais e todas as despesas pagas, Frederico Roque de Pinho não se coíbe de manifestar que os seus colegas angolanos são incompetentes e mal-pagos.
Na Rádio Nacional de Angola uma brevíssima análise económica semanal do jornalista Reginaldo Silva (outra vez ele) foi retirada da grelha de programas por causa do “momento especial” que se vive. Um dos mais empedernidos defensores do Eduardismo, o académico Mário Pinto de Andrade, também foi cerceado. Ele tinha um programa de análise política e mesmo exaltando, a cada intervenção, a genial clarividência do “Guia Imortal Adjunto” (entenda-se, José Eduardo dos Santos) não escapou da excomunhão. De tanta bajulação, só faltou Mário Pinto de Andrade afirmar que o ar que os angolanos respiram devem-no ao “grande estadista”.
(In http://makaangola.org/2011/12/mpla-reforca-censura-na-tpa-e-rna/)
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Kanjala...
Regresso em 2012 com esta nova imagem tirada na Kanjala, que já foi um dos piores e mais sangrentos cenários da guerra que durante longos anos (demasiados) devastou o nosso "país tão lindo, tão lindo, tão lindo", como cantou o André Mingas.
Hoje a Kanjala é apenas mais uma bela localidade angolana localizada na província de Benguela (município do Lobito), a espera que o investimento público/privado faça o "milagre" do crescimento e do desenvolvimento. Já tem uma estação de serviço mas precisa de muito mais tendo em conta as suas pontencialidades turísticas, mas não só.
De um amigo do Facebook recebi o seguinte comentário a propósito da história da Kanjala:
Manuel Fernandes Ainda bem que gostaste da viagem(terias ido dar um abraço ao Azulai)?Permite-me apenas um pequeno reparo,porque realmente muita gente não conhece a realidade(hoje apenas com interesse histórico). Na Kanjala nunca aconteceu uma batalha digna de registo, eu diria que a maioria esmagadora dos mortos aí registados durante a guerra e foram milhares, eram civis.O que acontecia , devido à geografia do terreno e à importancia que desempenhava na ligação Luanda-Benguela, a Unita estratégicamente atacavam tudo que por essa estrada passava, no sentido de não permitir funcionalidade na única via terrestre que ligava a provincia ao norte.O M.pla nunca conseguiu(apesar de aí ter colocado muitas forças) evitar os ataques que na maior parte das vezes eram feitos por pequenos grupos que se retiravam imediatamente para o interior. O resultado foi o que sabemos, mas eu afirmaria que a Kanjala é o local de Angola onde morrerarm mais motoristas vitimas de emboscada.Os mortos militares eram esporádicos.Ainda bem que isso são tempos do outro tempo, que nos devem servir de exemplo de que a guerra é sempre uma bestialidade.Um abraço, um bom ano para todos.
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Sangue na estrada...
Esta versão não é minha.
É da polícia. Não estou de acordo com ela.
O trabalho que a TPA nos apresentou este domingo é bastante deficiente do ponto de vista do rigor informativo, pois em circunstância alguma o repórter foi ver as outras estradas onde não há qualquer sinalização nem passagens para os peões. Pareceu-me ser mais um peça encomendada.
Na Deolinda Rodrigues o troço entre a Unidade Operativa e a Shoprite é apenas um exemplo, com apenas uma passagem superior no acesso aos Congolenses. É muito pouco para uma movimentação tão grande de peões.
Confira neste link as declarações de Manuel Fernandes, Comandante da Unidade Operativa de Luanda: http://soundcloud.com/regisilva/manuel-fernandes-comandante-da
PS- A TPA perdeu ontem uma excelente oportunidade de fazer um bom trabalho em nome do interesse público(IP), caso tivesse em conta que este conceito é muito mais abrangente.
O IP nem sempre coincide com o interesse do governo.
Em vez disso o repórter da TPA ofereceu-nos uma informação parcial, onde a realidade apresentada é apenas uma parte do que se passa realmente no terreno dos factos..
PS1- O Laus Deo, um dos meus amigos do facebook relacionou esta "encomenda" da TPA com o atropelamento sexta-feira última de um cidadão pela caravana presidencial que até teve direito a comunicado.
Ainda não tinha visto as coisas por este prisma.
Se faz sentido? Claro que faz e muito...
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=2296617829491&set=a.1472654430921.54842.1670467054&type=1&theater
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Homenagem ao Semana em Actualidade (Komba)
Com esta colagem de imagens, aqui fica a minha homenagem à
equipa do já defunto Semana em Actualidade da TPA, coordenada pelo Antunes
Guange, que nos últimos anos soube transformar este programa num dos espaços
mais vistos (com maior audiência) da televisão pública. Em 2011 e depois de ter
resistido a todos os ataques anteriores, o programa, que já era o mais antigo
da grelha, foi finalmente enterrado pela nova administração da TPA liderada
pelo Tony Henriques Silva e o Ernesto Bartolomeu. O problema, escrevi aqui em
Agosto, não é propriamente o desaparecimento do SA da grelha da programação da
TPA, onde será, provavelmente, o programa decano, isto é, o mais antigo de
todos, nesta altura. O problema é a eliminação do seu espírito, um espírito que
tem atormentado a cabecinha de muito boa gente dentro da própria TPA, onde
figuram conhecidas raposas velhas da estação, algumas das quais têm com o
jornalismo e a comunicação a mesma relação que o vendedor de banha da cobra
mantém com o megafone.
Domingo, 25 de Dezembro de 2011
2011, foi mais um ano da zunga...
As zungueiras voltaram em 2011 a ser as grandes protagonistas das avenidas de Luanda e das outras cidades do país. A sua presença na nossa paisagem urbana em número crescente é um sintoma claro dos desequilíbrios sociais que prevalecem, com uma tendência para o seu aprofundamento.
Mesmo diante de algumas evidências, em 2011 o debate sobre a pobreza em Angola voltou a ser inconclusivo.
A média foi incapaz de fazer sentar à mesma mesa o Governo/IBEP e os representantes da sociedade civil que acham que a pobreza em Angola se está a agravar.
Efectivamente em 2011 (mais uma vez) acabou por não haver o necessário debate sobre o grande desafio do pós-guerra que é a erradicação da pobreza.
Tudo se ficou por uma troca de galhardetes à distância...
Se nem a pobreza conseguimos debater seriamente...
Mesmo diante de algumas evidências, em 2011 o debate sobre a pobreza em Angola voltou a ser inconclusivo.
A média foi incapaz de fazer sentar à mesma mesa o Governo/IBEP e os representantes da sociedade civil que acham que a pobreza em Angola se está a agravar.
Efectivamente em 2011 (mais uma vez) acabou por não haver o necessário debate sobre o grande desafio do pós-guerra que é a erradicação da pobreza.
Tudo se ficou por uma troca de galhardetes à distância...
Se nem a pobreza conseguimos debater seriamente...
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Democracia sem contraditório...
"A ausência do contraditório no diálogo é, verdadeiramente,
preocupante. Ainda mais quando os dois únicos espaços de debate na comunicação
social pública foram inexplicavelmente encerrados (na TPA e na TV Zimbo). Sem
contraditório nenhuma democracia pode progredir e as vitórias cantadas a
propósito dos contundentes 82% podem rapidamente evoluir para vitórias de
Pirro. Recentemente, tivemos na Assembleia Nacional um bom exemplo de como as
coisas se devem conduzir. Através do diálogo foi possível o consenso e afastado,
pelo menos de momento, o fantasma da fraude eleitoral que pairava perigosamente
na nossa vida política. Mas acredito que, caso não se resolva de modo correcto
a questão do acesso à comunicação social pública por parte da oposição e das
forças discordantes e incómodas da sociedade civil, este pode vir a constituir
um problema muito embaraçoso para a credibilidade das próximas eleições."
Fernando Pacheco in "O rumo da Nação III" (Novo Jornal/16-12-12)
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Oposição despede-se de 2011 com a cabeça erguida
| O deputado JP destacou-se em 2011 por algumas "tiradas" |
Ainda não sei exactamente onde foi que o MPLA recuou e se é que recuou mesmo, pois todos sabemos(estamos cansados de saber) que o EME dificilmente não dá ponto sem nó.
Para já parece-me que quem ganhou esta disputa foi o país e a sua estabilidade política, embora saiba que pela frente ainda há muita pedra por partir.
A oposição "aprendeu" em 2011 a orientar-se melhor quando (voltar) ouvir os palpites do deputado João Pinto(MPLA), que pelos vistos não conseguiu acertar um, embora se tenha destacado pela frequência e pela virulência com que ao longo deste ano foi emitindo "pareceres" sobre o desempenho dos seus colegas, como se tivesse sido incumbido de alguma missão mais específica.
Will see...
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