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8 de Dezembro de 2011

"The Tempest" por Nuno Reis

Ainda não há autor mais conhecido do que Shakespeare e as suas obras - assim como a sua vida - são sempre motivo para filme.O problema das histórias livres de direitos é que já foram filmadas de variadas formas e por isso uma nova adaptação não traz nada de novo. Por isso é que Julie Taymor gosta de inovar e modernizar os contos. Em 1999, seguindo o exemplo de Luhrmann em “Romeo+Juliet”(1996), fez “Titus” dando toques de modernidade a um clássico sonre Roma. Pois em 2010 faz uma alteração bem mais contrastante e no entanto simples. Troca Prospero por Prospera, muda o guarda-roupa e apresenta “A Tempestade” quase igual ao original.

Prospera é exilada pelo irmão com acusações de bruxaria. Ela e a filha Miranda de quatro anos vão dar a uma ilha onde Prospera assume o comando de forma a proteger a criança. Os anos passam e Miranda cresceu causando desejos a Caliban, o único nativo da ilha que Prospera rapidamente põe no lugar. O filme começa quando novas personagens surgem na ilha como os espirituosos Stephano e Trinculo ou um príncipe, o rei que o acha morto e o irmão do rei que quer ambos mortos. Prospera e o não muito fiel espírito Ariel terão de lidar com tudo isso enquanto Miranda tem os seus próprios planos e Caliban quer voltar a reinar como único ser da ilha.

Foi uma produção arriscada à partida. O argumento bastou para reunir um dos melhores elencos que Shakespeare já teve em cinema - Helen Mirren, Felicity Jones, Djimon Hounsou, David Strathairn, Alan Cumming, Ben Whishaw, Chris Cooper, Alfred Molina e Russell Brand - mas muito faltou para convencer o público e a crítica. Usando como referência os bloggers nacionais, foi o filme com mais baixa nota no passado Fantas.
Shakespeare não é exactamente acessível para o público cinéfilo e aqui se não fosse pelo humor de Trinculo e Stephano ou pelo romance entre os jovens príncipes teria sido uma longa, dramática e arrogante peça de teatro. A dupla ébria dá-lhe um toque de humor forçado que ajuda a diluir tanto Shakespeare, e o par romântico dá-lhe alguma irreverência que muito era precisa pois Mirren levou a sério a responsabilidade de ser Prospera, a derradeira personagem Shakespeariana.

“The Tempest” fica perdido entre os que não simpatizam com algo saído de Shakespeare e os que o querem sem retoques. A magia dos efeitos, caracterização, guarda-roupa (nomeado a Oscar) e a excelência dos intérpretes fazem com que tenha muitas cenas fascinantes que podem ser usadas fora de contexto para cativar à leitura do dramaturgo. O todo é indigesto.

The TempestTítulo Original: "The Tempest" (EUA, 2010)
Realização: Julie Taymor
Argumento: Julie Taymor (baseada na peça de William Shakespeare)
Intérpretes: Helen Mirren, Felicity Jones, Djimon Hounsou, David Strathairn, Alan Cumming, Ben Whishaw, Chris Cooper, Alfred Molina e Russell Brand
Música: Elliot Goldenthal
Fotografia: Stuart Dryburgh
Género: Comédia, Drama, Fantasia, Romance
Duração: 110 min.
Sítio Oficial: http://www.tempest-themovie.com/

9 de Outubro de 2011

Fantasporto rules!

Sabe sempre bem ouvir isto.

28 de Junho de 2011

"I Saw the Devil" por Nuno Reis

Aqui está mais um título que não surpreende estar a percorrer todos os festivais do fantástico. Primeiro por ser de Kim Jee-Woon, galardoado realizador de "A Quiet Family", "A Tale of Two Sisters" e "The Good, the Bad, the Weird". Depois tem como herói Lee Byung.Hun, actor recorrente de Jee-Woon que também vai dando os primeiros passos no cinema americano (Storm Shadow em "G.I.Joe Rise of Cobra"). E finalmente como vilão tem Choi Min-Sik que além de ter sido a estrela de vários filmes passados no Fantas como "Shiri", "A Quiet Family" e "Happy End", é também o protagonista dos dois últimos capítulos da trilogia da vingança de Park Chan-Wook. Estamos a falar do senhor "Oldboy"!
I Saw the DevilI Saw the Devil

A distinção que fiz no começo entre herói e vilão não faz muito sentido. Aqui todos são maus e ninguém é bom. A história começa com uma mulher num carro que aguarda o reboque. O condutor de um autocarro escolar oferece ajuda, mas ela recusa e faz muito bem porque aqui está Kyung-chul, o nosso primeiro vilão. Será talvez dos psicopatas mais perversos que o cinema já criou. Não entrarei em detalhes para não estragar o apetite. Após mais um homicídio hediondo, Soo-hyeon, um super-agente da polícia que por acaso estava noivo da vítima, vai dar início a uma caça ao homem. A sua missão não é capturar o criminoso nem levá-lo a julgamento. Deseja simplesmente fazê-lo sofrer. Se um era sádico este é pior. O confronto entre ambos causará mortes e destruição sem paralelo e pelo caminho ainda se vão cruzar com outros tão maus como eles.
I Saw the Devil

Da primeira vez que assisti ao filme não simpatizei com ele. Reconheci-lhe o potencial para fazer furor entre os fãs do género, mas faltava nexo aos acontecimentos. Da segunda vez esse detalhe passou-me ao lado. Sabendo que apenas podia esperar violência gratuita e grandes doses de psicopatia, o filme parecia cumprir exactamente aquilo a que se propunha. Além de estar belissimamente bem feito é um exercício que desafia os limites morais do espectador. Não é para pessoas sensíveis, mas imagino que quem leu até aqui não o deve ser. Quem aguenta ver litros de sangue derramados, ossos partidos com as mãos, desmembramentos, canibalismo e violações, isto tudo alternado com pequenas doses de humor, vai com certeza desfrutar deste duelo de titãs.
I Saw the Devil

De referir ainda que foi o filme mais premiado no Fantasporto com o Prémio de Melhor Realizador na competição do fantástico, o de Melhor Filme no Orient Express e especialmente com o Prémio da Blogosfera.

Akmareul boatdaTítulo Original: "Akmareul boatda" (Coreia do Sul, 2010)
Realização: Kim Jee-woon
Argumento: Park Hoon-jung
Intérpretes: Lee Byung-hun, Choi Min-sik,
Música: Mowg
Fotografia: Mogae Lee
Género: Crime, Drama, Terror, Thriller
Duração: 141 min.
Sítio Oficial: http://www.isawthedevilmovie.com/

22 de Junho de 2011

"Secuestrados" por Nuno Reis

Não recomendado a pessoas sensíveis

O dinheiro pode não comprar segurança, mas compra uma moradia num condomínio seguro. Pelo menos foi isso que uma família pensou quando se mudou para um luxuoso condomínio madrileno. Na primeira Marta e Jaime querem um jantar em família para festejar a casa nova, enquanto a filha Isa quer sair para se divertir como noutro dia qualquer. Subitamente o vidro é quebrado e três assaltantes invadem a casa. A família é manietada e Jaime é levado por um dos sequestradores para levantar todo o dinheiro possível. Enquanto isso as mulheres terão de lidar com os outros dois.
Estes dois jogos de nervos em paralelo vão fazer as vítimas desesperar e os criminosos vão ficando nervosos. Acrescentando ainda uma pequena barreira linguística (tornou-se moda o criminoso ser de Leste), são seis pessoas que não se aguentarão muito mais.
Secuestrados

A cada ano três milhões de domicílios europeus são invadidos, por vezes com violência para com os habitantes. É por isso que este terror do real tem estado tão em voga no cinema (basta pensar em “Eden Lake”, “The Disappearance of Alice Creed”, “Cherry Tree Lane”). Porque é fácil fazer algo assustador sem ser criativo, e porque se for real o espectador não tem como escapar ao medo. Não há a desculpa “isto é só um filme” porque não é. Algures está a acontecer o mesmo e não é preciso ser um psicopata saído do cinema para maltratar muitos inocentes.
Em “Secuestrados” o thriller está sempre presente. A narrativa tem uns momentos aborrecidos, mas para compensar os momentos fracos, os pontos fortes são dos bem gritantes. Nenhum memorável, mas alguns bem desfrutáveis e o som encarrega-se de dar a atmosfera adequada.
Nestes 85 minutos Vivas raramente tenta inovar, aplicando uma receita fácil numa história aterrorizadora. Por exemplo, o momento em split screen, acompanhando interior e exterior, é um dos pontos altos que o filme tem. O problema é que espectadores regulares da série “24” devem estar fartos disso.
Secuestrados

O filme tem apenas seis personagens constantes e outras quatro de situação. Nota-se que se baseiam em estereótipos o que é uma pena. A excepção é a personagem discreta de Manuela Vellés, tanto é uma adolescente revoltada, como está em pânico ou em choque. Demoramos a reparar nela e quando finalmente tem a nossa atenção... acabou.

SecuestradosTítulo Original: "Secuestrados" (Espanha, 2010)
Realização: Miguel Angél Vivas
Argumento: Javiar Garcia, Miguel Angél Vivas
Intérpretes: Fernando Cayo, Ana Wagener, Manuela Vellés, Dritan Biba, Guillermo Barrientos, Martijn Kuiper
Música: Sergio Moure
Fotografia: Pedro J. Márquez
Género: Thriller, Horror
Duração: 85 min.
Sítio Oficial: http://www.kingrecords.co.jp/spain/

27 de Abril de 2011

Para recordar a maior noite do ano

Quem está acordado a esta hora esteve lá?



21 de Abril de 2011

Premiado do Fantas faz sucesso em Tribeca


Fui alertado pelo realizador Aharon Keshales para a estrondosa reacção ao filme "Rabies" em TriBeCa.

A country surrounded by homicidal maniacs probably does not have much need for horror movies. Perhaps that is why it took over sixty years for the Israeli film industry to produce its first slasher film. It was worth the wait. Considerably more inventive than the genre standard, Navot Papushado and Aharon Kashales’ Rabies is a highlight of the Cinemania selections at this year’s Tribeca Film Festival.

Libertas Film Magazine


É uma boa sensação saber que esteve no Fantas antes do resto do mundo e que as boas referências se continuam a acumular. Votos de sucesso para um filme que se espera ver premiado em mais sítios.

31 de Março de 2011

Sondagem "A Serbian Film"

Ainda a propósito dos problemas de "A Serbian Film" pelo mundo fora, perguntámos aos nossos leitores o que tinham a dizer quanto à censura. Os resultados foram um pouco desequilibrados e a censura perdeu em quase todos os grupos.

Sondagem Serbian Film


Parece que não há muito a dizer.

25 de Março de 2011

"Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec" por Nuno Reis

Haverá alguém capaz de enfrentar múmias e dinossauros no mesmo dia? Sim, mas não é Lara Croft nem Indiana Jones, é Adèle Blanc-Sec. Alguma jornalista que faz o que bem lhe apetece, sendo capaz de tudo por uma grande notícia? Sim e não é Lois Lane, mas Adèle Blanc-Sec. E além disso terá ainda tempo para ser uma irmã carinhosa, e personalidade (e um toque de arrogância) para suportar agentes da polícia e presidentes? Mas, claro, afinal de contas é Adèle! A maior defensora da lei quando lhe convém, também a ignora se lhe apetecer porque, acima de tudo, está a obrigação de fazer o que é correcto.

A adaptação da BD para cinema fez-se numa altura em que "Tintin" ia ter o mesmo tratamento. Os dois maiores jornalistas e aventureiros francófonos competem numa luta desigual porque o belga tem mais livros e muitos mais leitores. Por isso a tarefa deste primeiro filme era criar um novo público, encontrar seguidores onde eles não existiam.
Luc Besson e o seu enorme talento para descobrir estrelas colocou a menina da meteorologia como a maior heroína francesa de ficção. Foi uma aposta ganha porque ao óbvio charme se junta um perfil adequado para ser Adèle e - mérito da actriz ou da direcção - tem a personalidade forte e o humor sarcástico e requintado que era requerido. A capacidade de produção quase ilimitada de Besson deu ao filme recursos que uma normal produção europeia não teria.

A história combina os primeiros livros da saga. Quem os conhece dispensa apresentações. Quem não conhecer não precisa de saber mais do que as linhas iniciais, desde que entrem preparados para um filme divertido e despretencioso de género fantástico onde tudo pode acontecer. Adèle tem muito humor, tem uma personalidade característica e terá ainda muitas aventuras. Com o resto da saga Adèle juntar-se-á ao leque de personagens eternas de Besson como Nikita, Léon e Mathilda, ficando apenas a faltar uma catch phrase ao nível de uma "Multipass!".

Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-SecTítulo Original: "Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec" (França, 2010)
Realização: Luc Besson
Argumento: Luc Besson (baseado nos livros de Jacques Tardi)
Intérpretes: Louise Bourgoin, Mathieu Amalric, Gilles Lellouche, Jean-Paul Rouve, Jacky Nercessian, Nicolas Giraud, Laure de Clermont-Tonnerre
Música: Eric Serra
Fotografia: Thierry Arbogast
Género: Acção, Aventura, Fantasia, Mistério
Duração: 107 min.
Sítio Oficial: http://www.adeleblancsec-lefilm.com/

Entrevista a António Reis na Klowns Asesinos

Os nossos amigos do Klowns Asesinos enviaram a sua colaboradora Penélope Callau para cobrir o Fantasporto. Esta noite finalmente publicaram a entrevista feita ao director do Fantas, o nosso António Reis.

Penélope Callau: Como está a correr o festival deste ano?
António Reis: Acho que muito bem, porque os filmes são muito interessantes.
Temos quatro secções competitivas no festival: Fantástico, Orient Express, Semana dos Realizadores e Cinema Português.
Temos convidados interessantes, que são muito divertidos e sobretudo temos um ambiente de festa, as pessoas falam e discutem os filmes, falam com os realizadores e isso é importante, além disso, estamos a mostrar o melhor da cidade do Porto, uma bela cidade para visitar e onde é agradável estar e fazer filmes.

PC: O público pode interagir com os realizadores?
Sim, quando quiserem. Seja na sala ou no lobby onde todos se encontram, entre as sessões, nas conferências de imprensa se houver público, ou em entrevistas particulares se não o houver, isso é muito interessante. Melhor é, por exemplo, quando o público ia conversar com o realizador de "A Serbian Film" para tentar perceber as motivações, e o problema da censura e como foi recebido em San Sebastian e Sitges...

PC: Mas em San Sebastian acabaram por não a projectarem.
AR: Mas se recebeu o prémio especial pelo menos o júri viu-a e tudo isso resultou em propaganda para o filme. É curiosa a reacção do público ao ver o realizador, uma pessoa tão amável, afável e que faz um filme tão provocador.

PC: Sim, realmente é simpático e jovem.
AR: Sim, muito jovem.

PC: E tu o que pensas de "A Serbian Film"?
AR: Vejo-o como uma metáfora da Sérvia e foi útil ouvir a explicação do realizador. O público, viste como reagiu ao filme, saíram desconfortáveis, também incomodados, mas especialmente desconfortáveis, algumas pessoas saíam brancas e acredito que isso é importante. Não é um filme passivo em que os espectadores se ficam pela cadeira, aqui querem saber o que se passa, mas estão incomodados e isso é bom para o filme. E para o festival, claro, é excelente publicidade. Quanto piores as reacções, melhor para o festival.

PC: Não houve problemas com o filme? Em Espanha teve sérios problemas com a censura.
AR: Não, os portugueses são muito... não temos problema de censura e fiquei espantado porque não sabia que se poderia fazer isso em Espanha. Quando falei com o realizador em Cannes e lhe perguntei se havia uma versão censurada, porque corria um rumor de que existia, disse-me que não, que era a versão normal e passamos esse filme. Sei que não é para todos os públicos e não sei se terá distribuição em Portugal, mas penso que em DVD terá um bons resultados.
Agora se me perguntas se é um grande filme, não, acho que é um filme para prémios especiais como em San Sebastian, é um filme especial para um prémio especial.

PC: Olhando para trás recordas-te de alguma edição do Fantasporto que tenha sido especial para ti?
AR: Sim, quando fizemos 25 anos foi uma edição especial pela quantidade e pela fama dos convidados. Ou por exemplo quando esteve Wim Wenders a apresentar o filme, tivemos que fazer a conferência de imprensa no Grande Auditório porque havia demasiada gente a querer assistir. Muitos eram estudantes de Barcelona que tinham vindo apresentar os seus filmes - todos os anos apresentamos curtas vindas de diferentes sítios e nesse ano veio uma escola de Barcelona - e foi incrível a reacção, o debate... Wim Wenders é m homem muito calma, que fala muito pausadamente, mas foi uma conferência incrível.
Considero os convidados a parte fundamental de um festival porque filmes podes ver em todo o lado, já os convidados é mais difícil. O Porto é diferente dos festivais maiores, porque, por ser mais pequeno, os realizadores estão mais próximos e por isso é mais agradável. Nâo há a pressão de Cannes ou a pressão de Sitges, é tudo mais relaxado e por isso os realizadores têm mais tempo livre e são mais amáveis.

PC: Como fazem a selecção dos filmes? Há muitas propostas?
AR: Temos três tipos de programação:
-a que nós fazemos em festivais, como Cannes e Sitges, que são fundamentais, ainda que Sitges seja mais importante porque está mais próximo do nosso festival.
-os filmes que nos enviam, são centenas de DVD's e isso é um problema porque a maioria não interessa.
-e depois temos amigos que nos dizem, como uma tal Penélope Callau que nos enviou "Brutal Relax", e isso é muito importante porque quando conhecemos as pessoas sabemos que quando nos enviam um DVD é porque o filme merece ser isto e por isso é que a seleccionamos e muito bem seleccionada na minha opinião.
Fazemos estes três tipos de selecção e depois vemos o que pode ou não vir.

PC: Podias mandar uma saudação a todos os cinéfilos do género e aos seguidores do nosso portal?
AR: Claro, saudações desde o Festival Fantasporto a todos os seguidores da magnífica página KlownsAsesinos.com e a todos os cinéfilos. Se para o ano nos quiserem fazer chegar curtas interessantes, têm aqui a nossa representante na Catalunha, Penélope Callau (penelope ponto callau arroba klownsasesinos ponto com), que nos fará chegar os vossos filmes.

PC: Muito obrigado e boa sorte para o próximo festival. Foi um prazer poder falar contigo e estar neste magnífico festival. Até para o ano!

24 de Março de 2011

"Camino" por Nuno Reis

Como é bom ser manipulado assim

Vencedor claro dos Goya em 2009, onde conquistou prémios para melhor filme, realizador, argumento e três de interpretação, "Camino" chega a Portugal dois anos e meio depois da estreia mundial. Neste caso não fez grande mal porque é um filme que resiste bem aos anos.
O tema é a religião e o fanatismo. Não aquele fanatismo que causa guerras pelo mundo fora, mas o que vitima pessoas escondido dentro de casa.

Camino é uma rapariga na pré-adolescência. Esta naquela fase em que quer fazer muitas actividades e a mãe tem de impor limites para não prejudicar os estudos. Até que de repente Camino descobre ter um problema de coluna e é operada. A uma operação sucede-se outra, e outra, é internada num hospital, mudada para outro... A família está em desespero, mas Camino mantêm-se calma, porque ama Jesus. Este é o retrato de uma família que se vai deteriorando subjugada à Opus Dei, onde há uma criança a morrer, a mãe quase deseja que ela morra, o pai sofre e a irmã é como se estivesse morta.

Exibido em antestreia no Fantasporto há três semanas, este é um filme a que não se fica indiferente por culpa dos actores. O pai (Mariano Venancio) com quem nos solidiarizamos é um herói por tudo o que faz e sofre. Depois há a mãe (Carme Elias) que nos apetece esbofetear por tudo o que faz as filhas passarem. Finalmente e principalmente porque Camino (Nerea Camacho) é uma criança adorável e uma actriz fenomenal. A dor e o amor que transmite são tão reais que por vezes nos esquecemos que é apenas um filme e parece ser mesmo o sonho de uma criança. E um segredo que apenas o pai e o espectador partilham é que não passa de um mal-entendido.
Este filme é um ataque ao fanatismo e à protecção irracional que arruina vidas. É um elogio ao amor inocente e à alegria de viver. Manipula-nos contra a Opus Dei e contra o extremismo. Nunca deixa de transmitir a sensação de dor que os intervenientes sentem e tem cenas docemente cruéis cirurgicamente colocadas para causar lágrimas. E mesmo sabendo que não passa de propaganda e que nos quer influenciar, é uma receita que funciona e que se aplaude.

O cinema agora é tão usado como ferramenta de marketing e manipulação que criamos defesas. Digo que vou ser manipulado com enorme gosto porque "Camino" é um filme que tenciono rever muitas vezes pela técnica, pela história e pelas interpretações. È um grande filme e tudo o resto, incluindo o tema, é acessório.


CaminoTítulo Original: "Camino" (Espanha, 2008)
Realização: Javier Fesser
Argumento: Javier Fesser
Intérpretes: Nerea Camacho, Carme Elias, Mariano Venancio, Manuela Vellés, Lucas Manzano
Música: Rafael Arnau
Fotografia: Alex Catalán
Género: Drama
Duração: 138 min.
Sítio Oficial: http://www.caminolapelicula.com/

10 de Março de 2011

Fotos do Fantasporto 2011

Exterior do Rivoli durante a sessão e entre sessões
Interior Rivoli FantasportoInterior Rivoli Fantasporto


Interior do Rivoli durante a sessão e entre sessões
Interior Rivoli FantasportoInterior Rivoli Fantasporto


Várias obras de artes expostas
Interior Rivoli FantasportoInterior Rivoli Fantasporto


Fotos tiradas pela Cris do blog Fotografia do Dia.

8 de Março de 2011

Contra a censura, por Sitges, e pelo Cinema


A seguinte declaração foi assinada pelos directores de alguns dos principais festivais de Espanha. Não a traduzo porque a referência ao Fantasporto tem um ligeiro erro, mas o conteúdo é facilmente perceptível.

Los abajo firmantes, directores de festivales cinematográficos españoles, queremos dejar constancia, ante la filtración a la prensa publicada el pasado fin de semana, de nuestra extrañeza por la actuación judicial contra Ángel Sala, director del Catalunya-Festival Internacional de Cinema de Sitges, por haber incluido en la programación 2010 del citado evento, en pases sólo aptos para adultos, la película A Serbian Film, en la que se pretende ver contenidos violentos, pornográficos y contrarios a los derechos de la infancia.

Más allá de la extrañeza ante el hecho de hacer recaer la responsabilidad en un programador cultural, y no en los teóricos responsables de tales contenidos (en todo caso, el director y los productores), queremos recordar, además de nuestro apoyo a Ángel Sala, que el film se ha visto, desde el pasado año, en certámenes de ciudades como Bruselas, Montreal, Londres, Oporto, Austin, San Francisco, Toronto, Sofía, Hamburgo, Helsinki, Puchon (Corea del Sur), Ravenna y Estocolmo, entre otros. A Serbian Film se ha proyectado además en los dos mercados de cine más prestigiosos del mundo: Cannes y el American Film Market en Santa Mónica, California. Todo ello sin que nadie haya elevado, hasta la fecha, denuncia judicial alguna contra el film, sus responsables o sus programadores.

También cabe destacar que ha ganado prestigiosos galardones como los tres premios en Montreal (Mejor Película; Premio de Oro a la Mejor Película Europea, y Película Más Innovadora); el Premio del Público en el Festival de Fantasporto en Oporto (hace menos de una semana); y el Premio Al mejor Guión en el Festival FIPRESCI en Serbia.

Igualmente, queremos denunciar que comportamientos como el de la Fiscalía de Barcelona parecen retrotraernos a épocas de cortapisas censoras contra la libertad de expresión y programación culturales que sinceramente creíamos que pertenecían a la Historia.


Firmantes:

Javier Angulo (Festival de Valladolid)
Josetxo Cerdán Los Arcos (Punto de Vista / Pamplona)
José Luis Cienfuegos (Festival de Gijón)
José Luis Rebordinos (Festival de San Sebastián)
Carmelo Romero (Festival de Cine Español de Málaga)
José Sánchez Montes (Festival de Granada / Cines del Sur)
Claudio Utrera (Festival de Las Palmas)
Javier Martín Domínguez (Festival de Sevilla)
Eduardo Trías (Festival de Huelva)
Josemi Beltrán (Semana de Cine Fantástico y de Terror de San Sebastián)


Quem quiser mostrar o seu apoio a Sitges e a Ángel Sala é só juntar-se ao movimento.
Censura Sitges

Fantasporto 2011: Serviço Público

Para publicar as críticas de uma só vez (não acordei mal-humorado, como habitual foi escrito de véspera) relembro os objectivos dos ocupantes do Rivoli no distante ano de 2006: "Incansavelmente repetimos as nossas reivindicações, que concebemos como um patamar mínimo para a manutenção do serviço público, a saber: a garantia de uma gestão do Rivoli não regida por critérios de pura rentabilidade; o acesso ao Rivoli garantido a todos os núcleos de criação artística em todas as artes; a garantia da existência de um serviço de formação continuada de públicos."

Isso traduz-se em concertos de fado, rock, jazz, electrónica, música de intervenção, comédia, cinema, dança, conferências sobre cinema, exposição de artes plásticas e workshops de pintura? Manhãs com cinema gratuito, e tardes com aulas de pintura grátis? Tardes e noites de cinema desde 3€, comédia desde 10€ e concertos desde 12,5€? Então isso não foi o que se fez nas Noites do Rivoli, no Fantasporto e no Baile dos Vampiros? E tudo isso sem pensar em lucro?

Parece que a solução foi encontrada, agora basta alguém para levar isto avante nos outros 11 meses do ano.

Fantasporto 2011: Blogs vs. Imprensa


Aqui fica para a posteridade a lista de presenças no Encontro deste fim-de-semana.
De destacar que os realizadores nacionais também se juntaram à festa e ao jantar que se seguiu provando que as comunidades cinéfilas não se separam em cineastas, espectadores e críticos. Quem gosta de cinema faz parte de uma só comunidade.

Ana Alexandre (blog Split Screen)
António Rodrigues (filme "Dança do Desprazer")
Bruno Ramalho (blog Um Dia Fui Ao Cinema)
Carlos Martins (blog Um Dia Fui Ao Cinema)
Filipe Coutinho (blog Cinema Is My Life)
Flávio Gonçalves (blog Sétimo Continente)
Gabriel Martins (blog Alternative Prison)
Gonçalo Lamas (Cineglam)
Joana Lima (blog Bela Lugosi Is Dead)
João Alves (filme "Bats in the Belfry")
João Pinto (blog Portal Cinema)
Luis Alves (blog Grandes Planos e filme "A Cova")
Nuno Reis (blog Antestreia)
Pedro Afonso (blog Laxante Cultural)
Rui Batista (blog Bela Lugosi Is Dead)
Rui Madureira (blog Portal Cinema)
Tiago Ramos (blog Split Screen)

Aproveito para referir alguns blogs que falaram deste evento (quem quiser ser listado aqui é só dizer):
Cobertura Alternative Prison
Cobertura Cinema's Challenge
Cobertura Portal Cinema

Outros fizeram uma cobertura regular:
Cobertura AnteCinema
Cobertura Antestreia
Cobertura Bela Lugosi Is Dead
Cobertura C7nema
Cobertura Laxante Cultural
Cobertura Split Scrren

E o melhor comentário veio do Um Dia Fui Ao Cinema que tal como o Antestreia esteve permanentemente lá:
Mas uma coisa é certa. O Fantasporto está connosco há mais de 30 anos; e não será fácil acabarem com ele.
É que mais que um espectáculo de uma única cidade, o Fantasporto é imagem de marca de todo Portugal - e consequentemente, de todos nós.



É ao fazer estes resumos que percebo as críticas à imprensa no discurso de encerramento. Se pensarmos que as sessões tinham sempre uns dez dos mais respeitados bloggers nacionais (nem falo dos amadores) e que os posts sobre o festival foram constantes e honestos, tanto a dizer bem como mal, porque será que na imprensa dita profissional não se consegue um tratamento igual?
Um blogger abdica da vida pessoal (e muitos deles pagam entrada) para estar lá, um jornalista que seria pago para estar sentado a ver filmes e escrever sobre eles não era obrigado no mínimo a fazer o mesmo?

Ora de acordo com o director adjunto do jornal Público, o desinteresse pelo festival começou após a 25ª edição "por ter vindo a perder fulgor". Será sinónimo de "deixamos de ser o jornal oficial"? Será porque começaram a desaparecer apoios ao Fantasporto e simultaneamente a aparecerem festivais em Lisboa? O Público não é o pior pois ainda teve alguém a cobrir o festival, mas conto pelos dedos de uma mão os jornalistas que realmente lá estiveram a tempo inteiro a trabalhar, desde o "127 Horas" até ao Baile dos Vampiros. Pode ser irónico, mas, citando o discurso de encerramento, agradeço a quem fez o seu trabalho como deve ser os "jornalistas estrangeiros e os meios Web". Porque para quem olha de fora o Fantas ainda é o maior.

7 de Março de 2011

Prémios do cinema português no Fantas


Fechando o palmarés do festival mais fantástico do mundo, deixo aqui os vencedores da categoria nacional. O ponto alto de sábado deve ter sido a presença de vários realizadores portugueses no Encontro de Blogs. Após o encontro fui para a reunião do júri da categoria, vi os premiados, fui jantar com os outros sete resistentes que ficaram para a noite, incluindo João Alves, e no regresso revelar a todos quem tinha ganho. Pela reacção posso dizer que foi um prémio muito bem entregue. A cara de espanto, a humildade, e a qualidade do filme combinaram na perfeição. Bravo João!

Prémio Jovem Realizador
"Bats in the Belfry", de João Alves, "obra com um apurado sentido de humor, sustentado por uma técnica de cinema de animação muito sofisticada"

Filme completo:


Prémio Panorama do Cinema Português
"Hope", de Pedro Sena Nunes, "obra em que se premeia a ousadia de uma narrativa arrojada e inovadora que projecta uma poderosa mensagem de esperança num mundo onde reina a incerteza e a perplexidade e onde parece estar posto em causa o equilíbrio entre o homem e a natureza"

Trailer:

O Fantas visto de dentro...

...não tem encanto na hora da despedida.

O texto foi escrito ontem, mas devido ao facto de ter visto 3 filmes nas sessões dos prémios não foi possível rever e publicar.


Hoje termina mais um Fantas. Para quem veio como espectador amanhã será um regresso à rotina da vida real, para quem veio como jornalista será uma quebra de adrenalina, para quem aqui trabalhou duas semanas é o fim.
Nada é mais deprimente do que o último dia de um festival. As despedidas ontem foram apressadas e pouco pensadas devido às constantes correrias, mas os poucos convidados que deixaram a despedida para hoje (vindo de manhã propositadamente a um Rivoli deserto para encontrar os amigos) causaram um aperto do coração. Passar meses ou por vezes um ano sem os reencontrar é doloroso e hoje já sobra tempo para pensar nisso.
As salas já não estão cheias de convidados e os participantes irredutíveis que assistiram a tudo durante uma semana hoje não regressaram para repetir filmes. Também a eles dói tanta noite meia-dormida. Para quem tem de estar no Rivoli essas cadeiras vazias e essas caras em falta são novo motivo para angústia. E o simples acto de rever os filmes só piora tudo porque nos lembramos de quem cá esteve a apresentá-los, das pessoas com quem os vimos da vez anterior, das pessoas com quem os discutimos... Também esses partiram e não voltam tão cedo.

Cada ano que passa se conhece mais gente e se associa mais nomes a caras de sempre. Cada ano dói mais a despedida. E cada ano é mais forte o desejo de fazer um Fantas mais longo e mais acolhedor e tudo o que seja necessário para que todos queiram voltar com os seus filmes, para ver os filmes dos outros, ou simplesmente para estar aqui a falar de cinema.


O tema Fantas 2011 está longe de acabar, mas por enquanto é demasiado doloroso recordar...

6 de Março de 2011

O Fantas visto de fora - festival dos três F's


Filmes, Francesinhas e Finos Super Bock. É essa a imagem que um estrangeiro leva do Porto quando vem ao Fantas da primeira vez. E isso basta para quererem voltar. Se no primeiro ano saíram de casa dizendo que vão a um festival em Portugal, daí em diante dizem simplesmente que vão ao Fantas. E repetem essa mensagem anualmente até que a morte os separe. E todos percebem o que eles querem dizer porque lhes notam algo diferente no olhar quando falam desse festival. Então o festival passa para o quarto F. É abreviado apenas para Fantas, uma alcunha informal que define a sua especialidade, que o torna rei entre os do género e que resume tudo o que aqui se passa. É o Fantas e está tudo dito. Quem não percebe é porque nunca lá foi.

A justiça é lenta... e cega


O Antestreia, cumprindo mais uma vez o seu papel de porta-voz SciFiWorld em Portugal, de defensor do livre acesso ao cinema como expressão cultural, e de adepto dos festivais de cinema fantástico de todo o mundo, publica aqui o editorial com que a revista espanhola divulgou um atentado cultural que se vive no país vizinho.

Enquanto o Fantasporto dá a Prémio Especial do Júri a "A Serbian Film", O Ministério Público de Barcelona, acusou Ángel Sala do delito de exibição de pornografia infantil. Será que o país está louco?

Os portugueses estão surpreendidos com esta notícia porque aqui o filme foi exibido duas vezes, e vai passar novamente hoje à noite. Em Espanha os portugueses sempre foram considerados um povo conservador, sem ofensa, talvez um pouco mais atrasada do que a progressiva Espanha. A verdade, como é óbvio, é completamente diferente.

Como é possível que o Ministério perca tempo com algo tão absurdo como uma acusação contra Ángel Sala por ter exibido um filme? É de mim ou estamos a retroceder como sociedade a passos gigantes? Seria mais "lógico" que acusassem o cineasta de "Um Filme Sérvio" ou o produtor, mas em caso algum, a cabeça visível de um dos mais respeitados festivais internacionais do nosso país "progressista".

A verdade é que o cenário que enfrentamos é realmente triste. Não vou entrar em discussões sobre os valores do filme, se for preciso procurá-los seguramente que os tem, nem entrarei se é ou não moral mostrar certas coisas num filme. O que quero enfatizar é que parece absolutamente incrível que o dinheiro dos contribuintes, que tanto custa a ganhar e o estado leva logo com os temidos impostos seja absurdamente desperdiçado por uma "birra" de alguns que, de certeza, nem sequer viram o filme.

Ángel Sala é tão responsável pelo delito que lhe pretendem imputar como todos nós que fomos ao cinema em Sitges ver o filme ou as centenas de milhar que o descarregaram na internet graças à publicidade que deram a esta absurda polémica. Os exemplos têm sido muitos , e muitos causaram uma polémica parecida tanto aqui como no estrangeiro. O importante é que não se limitem as nossas liberdades e tenhamos o poder de decidir o que queremos ver ou não, sempre dentro de um limite claro. Mas qualquer imposição é impensável. do que estamos a falar? De retroceder quarenta anos na história do nosso país? Teremos de voltar a cruzar a fronteira para ver filmes como fizeram os nossos pais para ver "O Último Tango em París"?

Daqui damos o nosso sincero apoio a Ángel Sala e ao pessoal incrível do Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, Sitges e exorto-vos a fazer o mesmo postando comentários, com o vosso apoio nesta notícia. Não à censura! Hoje é Ángel Sala, mas amanhã seremos nós.

Ángel, a Scifiworld apoia-te e connosco todos os fãs de cinema fantástico do país.

Saudações a todos e viva o fantástico!


Do lado de cá também o Antestreia e o Fantasporto reproduzem o apoio a um amigo de longa data que teve a coragem de mostrar um filme que até então já tinha passado no South by Southwest, Bruxelas, Haapsalu, Novi Sad, Fantasia, Puchon, FrightFest e Raindance entre muitos outros. Filme que esteve em exibição no Marché do Film em Cannes cinco meses antes de Sitges. Filme que ganhou 3 prémios no Canadá, e percorreu toda a Europa sem problemas de maior sendo apenas censurado na Espanha e cortado na Inglaterra.
Tenho orgulho em ser português.

5 de Março de 2011

Fantasporto 2011 - Prémio da blogosfera

Mais uma vez os blogs reuniram-se para premiar os melhor filmes vistos no Fantas. Notou-se uma diminuição no número de votos, mas as médias foram bem altas.
Os filmes vencedores acabaram com uma distância confortável sobre os seus perseguidores pelo que não há menções honrosas. O vencedor nas longas - I Saw the Devil - conseguiu dois prémios oficiais (Melhor Realização na Secção de Fantástico e Melhor Filme no Orient Express), o das curtas - Kinematograph não teve mais nenhum título.

Aqui ficam os números.

36 longas vistas pelos bloggers
21 elegíveis (mínimo de 3 votos)

Melhor colocadas
8,33 I Saw the Devil (9 votos)
8 Les Extraordinaires Aventures de Adéle Blanc-Sec (10 votos)
7,7 Micmacs (9 votos)
7,6 Carancho (8 votos)
7,1 Bedevilled (8 votos cada)
7,1 The Housemaid (8 votos cada)



15 curtas vistas pelos bloggers
5 elegíveis

7,8 Kinematograph (6 votos)
7,3 Brutal Relax (3 votos)
6,75 Dead Happy (4 votos)




Filmes mais vistos


Os blogs marcaram forte presença e as sessões tinham sempre bastantes bloggers na plateia.
10 Les Extraordinaires Aventures de Adéle Blanc-Sec
9 I Saw the Devil, Micmacs, Splice, The Tempest, Fairy Catcher
8 The Housemaid, The Resident, A Serbian Film


Pior sessão (média)


Segunda-feira 28 de Fevereiro, 23 horas
Os filmes "The Tempest" e "Fairy Catcher" não conseguiram melhor do que 4,4 e 4,3 respectivamente, fazendo desta sessão das mais desagradáveis para os bloggers presentes.


Maior disparidade


"A Serbian Film" confirmou a polémica e tem notas de 1 a 10.


Os votantes foram os seguintes:
Ana Alexandre Split Screen
Bruno Ramalho Um Dia Fui ao Cinema
Carlos Martins Um Dia Fui ao Cinema
Close Up!
Gonçalo Lamas CineGlam7
Joana Neto Lima Bela Lugosi is Dead
Nuno Reis Antestreia
Pedro Afonso laxanteCULTURAL
Raul Gil Toural Scifiworld Blog
Rui Baptista Bela Lugos is Dead
Rui Resende 7 Olhares
Tiago Ramos Split Screen



Prémios do Fantasporto 2011

Secção Oficial de Cinema Fantástico



Prémio Melhor Filme – Grande Prémio Fantasporto 2011


Two Eyes Staring – Elbert Van Strien – Holanda

Prémio Especial do Júri


A Serbian Film - Srdjan Spasojevic – Sérvia

Melhor Realização


I Saw the Devil - Kim Jee-won – Coreia do Sul

Melhor Actor


Axel Wedekind – Iron Doors – Stephen Manuel - Irlanda

Melhor Actriz


Seo Yeong-hie – Bedevilled – Jang Cheol-so – Coreia do Sul

Melhor Argumento


Elbert van Strien, Paulo van Vliet – Two Eyes Staring – Elbert Van Strien – Holanda

Melhores Efeitos Especiais


La Herencia Valdemar II: La Sombra Prohibida – José Luís Alemán – Espanha

Melhor Curta-metragem


Brutal Relax - David Muñoz - Espanha

Secção Oficial 21ª Semana dos Realizadores



Prémio Melhor Filme da Semana dos Realizadores – Prémio Manoel de Oliveira


The Housemaid – Im Sang-Soo – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri


Miyoko - Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Realizador


Carancho - Pablo Trapero – Argentina

Melhor Argumento


Miyoko - Yoshifumi Tsubota – Japão

Melhor Actor


Jung-Jae Lee - The Housemaid – Coreia do Sul

Melhor Actriz


Do-yeon Jeon - The Housemaid – Coreia do Sul

Secção Oficial Orient Express



Prémio Melhor Filme Orient Express


I Saw the Devil - Kim Jee-won – Coreia do Sul

Prémio Especial do Júri Orient Express – Prémio International Film Guide (IFG)


Enemy at the Dead End - Park Soo- Young - Coreia do Sul

Prémio da Crítica


Rabies (Kalevet) - Aharon Keshales, Navot Papushado – Israel

Prémio do Público


The Extraordinary Adventures of Adèle Blanc-Sec - Luc Besson - França

Homenagem


Super Bock – 25 anos de patrocínio ao Fantasporto

Prémios Carreira


Mick Garris – Estados Unidos da América
Maria de Medeiros – Portugal
Paulo Trancoso – Portugal
João Meneses – Portugal