O fenómeno, digam o que disserem os especialistas de bancada com os seus números colhidos aqui e ali, baseados em péssimas e lacunares recolhas, está em crescendo e vai precisar de medidas claras de prevenção e dissuasão.

As coisas não vão bem e as contemporizações nem sempre correm bem.

Não me venham dizer que estou a apelar à repressão, à criminalização e a outras coisas que afligem muito os teorizadores fofinhos em geral e os daniéisoliverias em particular.

Ontem à porta de uma escola, vi um miúdo de uns 9 anos, completamente desvairado, atropelar sem apelo nem agravo um miudinho da pré-escolar que foi parar ao chão com um joelho magoado, enquanto a mamã continuava a falar, na sua alegre descontracção, com as amigas não tendo sequer pedido desculpa pelo acto aparvalhado da sua cria (lamento, não me ocorre outro termo, pois estamos a falar do reino animal e não do vegetal) à mãe da outra cirança.

Mas, mesmo se abrutalhado, o acto foi involuntário. Apenas se nota que a falta de atenção, o desleixo na conduta, a despreocupação com os outros tem clara origem familiar.

Mas há outros casos, bem mais complicados… e fazermos como as avestruzes, olhando para o outrolado, ou como os sebastiões dos observatórios que acabam a culpar a vitimização é a solução errada.

O chefe de Estado falou ainda do papel que teve nas negociações entre o Funchal e Lisboa no plano de ajustamento financeiro para a região autónoma, explicando que «um Presidente da República é tanto mais eficaz quanto mais discreto for nas suas funções».

A correcção não me convence. O Diário da República não cria nada. Publica o que lhe mandam. Posso estar muito enganado, mas o senso comum diz-me que o despacho existiu tal como foi inicialmente publicado. Como a tal frase que desapareceu do documento da reforma curricular, depois de lá ter estado.

Alguém acredita que uma nomeação com validade de um ano, renovável, precisaria de incluir uma cláusula que durante dois anos não se aplica?

Porquê? Mistério…

Diário da República erra e cria «nomeação polémica»

No despacho dizia que em Junho e Novembro a nomeada iria receber, além do salário, outra mensalidade no mesmo valor.

Afinal, a polémica nomeação feita pelo Ministério da Educação e da Ciência não vai escapar aos cortes dos subsídios de natal e de férias.

O despacho publicado esta quinta-feira no «Diário da República» estava errado e foi corrigido umas horas depois, no próprio dia.

No primeiro despacho lia-se que nos meses de Junho e Novembro a nomeada iria receber, além do salário, outra mensalidade no mesmo valor, ou seja duas vezes 1575 euros.

Dois abonos suplementares, para uma nomeação que tem como objectivo dar apoio à rede informática do Governo.

Na rectificação, conhecida esta quinta-feira, pode ler-se que a aplicação desses abonos fica suspensa durante a vigência do programa de assistência económica e financeira.

As coisas que as autoridades competentes descobrem ao fim de décadas de evidências para o mais comum dos mortais.

PJ investiga obras fantasma em câmaras

A Polícia Judiciária está a investigar a atribuição de milhões de euros em obras contratadas por câmaras municipais e administração central e nunca realizadas. Ontem, foram feitas buscas em Odivelas, Alcobaça e Oeiras. Vice-presidente de Isaltino Morais é suspeito de participação económica em negócio.

Então e obras milionárias feitas para serem desfeitas ou refeitas, poucos anos depois, com novas obras milionárias? Arranjam-se abundantes fotos…

… a qual é plana e tens adamastores, tritões e sereias no fim dos mares.

Passos garante que não incentiva à emigração

O primeiro-ministro garante «não existir» nenhuma orientação política no sentido de aconselhar os jovens a procurar emprego fora de Portugal.

De qualquer modo, com uma habilidade próxima de Vítor Gaspar para interpretar declarações do actual PM, eu conseguiria extrair uma frase com sentido da notícia acima:

O primeiro-ministro garante «não existir» nenhuma orientação política

Mas, pelo sim, pelo não, mande lá um qualquer recado ao Daniel Bessa, acalme-o, garanta-lhe um lugar qualquer, para ver se o homem não parece desfasado, agora que até o Relvas anda calado sobre o assunto, algo que julgo só ser possível pela acção conjunta de vários deuses de diversos panteões ecuménicos.

E o que dizer dos que cobram, como sendo actividades-extra, mundos e fundos por qualquer coisa feita fora do figurino mais magrinho do currículo?

Há colégios a receber do Estado e a cobrar aos alunos

Contratos de associação incluem preço de seguros mas alunos pagam na mesma.

A Inspeção-Geral da Educação (IGE) identificou colégios privados financiados pelo Estado para receberem alunos que não têm vaga no público que cobraram propinas quando estes deviam frequentar as escolas gratuitamente. As situações foram identificadas em colégios da região de Lisboa e Vale do Tejo de ensino secundário. E englobam ainda casos de cobranças indevidas de seguros e matrículas. Nos casos em que se verificam irregularidades deste tipo, as escolas podem ser obrigadas a devolver o dinheiro cobrado.

Quanto é que o sector privado é escrutinado, do ponto de vista financeiro, de forma equivalente ao público?

Médico do IPO do Porto diz que doentes esperam mais de 2 meses por tratamento.
A administração nega a existência de lista de espera para o tratamento de radioterapia. O oncologista foi demitido do cargo que ocupava há 10 anos. Esta situação levou a Ordem dos Médicos a solicitar por escrito esclarecimentos ao IPO do Porto.

Os grandes casos de criminalidade económica em Portugal estão parados à espera de julgamento. As investigações foram concluídas, os arguidos acusados e pronunciados, mas por uma razão ou por outra, não há meio de os processos avançarem nos tribunais.

Assim resolvia o problema dele – estar sempre a querer fazer-se passar pelo que não foi como ministro da Economia – e o nosso, que ficaríamos mais protegidos das suas sucessivas pérolas de sabedoria a fazer-se ao piso para ser um Catroga 2.

Quem emigra «resolve dois problemas: o dele e o dos outros»

Daniel Bessa fala sem rodeios: o emprego «não existe» e também «não se cria de um dia para o outro».

… de Maria de Lurdes Rodrigues enquanto ministra.

O António Balbino Caldeira afirmou esta necessidade a necessidade de demitir a actual presidente da FLAD por causa de ter sido pronunciada pelo crime de prevaricação, algo que de acordo com o Sol de hoje estará a ser ponderado pelo Governo.

Discordo por uma razão formal e outra política.

  • A formal é óbvia, pois pode ser sempre alegado que o caso nem foi julgado e que muita coisa pode acontecer, não bastando a acusação para provar a culpa. Isto, independentemente das minhas convicções sobre o caso que, como disse logo na altura do contrato com João Pedroso, me levantou sempre dúvidas pela natureza redundante da tarefa contratada.
  • Mas a política é para mim mais interessante, porque acho que certas situações devem apodrecer e definhar de forma endógena. Tal como MLR contaminou até ao fim do seu mandado o ME, deixando à vista de todos os seus erros e os daqueles que a apoiaram (de Belém a muitas capelinhas), também acabará por contaminar a FLAD que, assim, deveria ser escrutinada nos seus apoios e subsídios concedidos desde que MLR lá está. Se Machete foi criticado por apoiar o que bem entendia, se afinal o Governo pode interferir livremente na escolha de quem dirige a FLAD, acho que esse controle seria importante. E, politicamente, ver como MLR actua a partir da sua prateleira dourada, que julgava vitalícia.

Tché!, reli e arrependi-me a tempo, ia nomear-me.

Randy Newman, Short People

Agradecendo à São Carneiro a dádiva:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Gabinetes do Secretário de Estado do Ensino Superior e da Secretária de Estado da Ciência

Despacho (extrato) n.º 774/2012

Nos termos e ao abrigo do disposto nos n.os.3 e 4 do artigo 2.º e no  artigo 6.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de julho:

1. É nomeada Helena Isabel Roque Mendes para, no âmbito dos nossos Gabinetes, exercer funções de apoio à Rede Informática do Governo (RING) e de interface com o Centro de Gestão da Rede Informática do Governo (CEGER).

2. A nomeada auferirá uma remuneração mensal de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), atualizável na mesma percentagem do índice 100 da escala salarial das carreiras do regime geral da função pública, acrescida do subsídio de refeição que estiver em vigor.

3. Nos meses de junho e novembro, para além da mensalidade referida no número anterior, será paga outra mensalidade de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), a título de abono suplementar.

4. Os encargos resultantes do presente nomeação serão suportados pelo orçamento do Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Superior.

5. O presente despacho produz efeitos a partir de 28 de junho de 2011, e é válido pelo prazo de 1 ano, renovável, até à sua caducidade, conforme o previsto na parte final do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de julho.

11 de janeiro de 2012. — O Secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Cortez Rodrigues Queiró. — A Secretária de Estado da Ciência, Maria Leonor de Sá Barreiros da Silva Parreira.

Ora bem… que palhaçada é esta e não estou a falar do Sporting…

É que isto foi publicado HOJE e é uma forma de tornear a legislação sobre os subsídios em sector teoricamente não concorrencial, pois trata-se do gabinete do senhor secretário de Estado.

Sendo eu um fervoroso adepto das excepções, para melhor, à regra do esbulho salarial, estou apenas interessado em saber o que é preciso fazer ou ser para ter uma excepção assim.

Ao menos não perdemos.

Apesar de tudo o SCP está melhor do que os subsídios de desemprego.

Apesar de…

A escola não liga o aquecimento e os alunos fazem greve, Baião. RTP

Alunos com frio nas aulas, os cortes na educação em Espanha. SIC

Crianças em condições de segurança duvidosa e obras da nova escola paradas, Canaviais, Évora. TVI

João Proença assinou, em nome da UGT, um documento que é, objectivamente, lesivo dos interesses da globalidade dos trabalhadores portugueses.

É tão simples quanto isto e é escusado perder muita prosa com o assunto. O acordo ou compromisso interessa aos patrões e ao governo, pelo que é natural que os seus representantes o assinem. Aos trabalhadores, não. Uma organização que os representa abandonou as negociações, depois de anunciar uma qualquer vitória menor, enquanto outra assinou a coisa, sem que se perceba como foi tomada tal decisão.

Pode a direcção da UGT alegar que foi no superior interesse da Nação. Duvido muito, porque o interesse nacional e colectivo só se sobrepõe ao da maioria dos seus cidadãos nos estados totalitários.

Mas para mim há um problema antigo que é o da legitimidade de um pequeno grupo de representantes tomar decisões por um todo, sem que tenham recebido qualquer mandato directo para o efeito e achando que o podem fazer sem qualquer consulta, apenas porque foram votados de braço no ar ou parecido num qualquer congresso num pavilhão ou espaço similar.

Que Torres Couto surja do seu exílio dourado pós-FSE a verberar Proença ou que alguns dirigentes da CGTP recuperem os seus ataques à macieza e amarelismo da UGT pouco me aquece ou arrefece. Torres Couto está longe de ser, no  meu entender, um modelo de sindicalista preocupado com os trabalhadoreszecos e a malta ligada á CGTP já deu cobertura a outras assinaturas de valor muito duvidoso, por exemplo, as de Mário Nogueira em duas capitulações perante o governo de Sócrates.

A moralidade e coerência de quase todos estes actores é muito escassa. E o seu apego à democracia dos procedimentos ainda menor. Que a Nação ou Pátria está aflita já o sabemos, assim como sabemos que não é por dias que ela se salva ou deixa de salvar. Basta ver o que se está a passar com a  Madeira e a incapacidade do Governo encontrar um proença por lá.

Portanto, seria interessante que João Proença tivesse tido a coragem de consultar as bases da UGT, nem que fosse ao nível das cúpulas dos sindicatos que a formam. Se concordavam com a assinatura do documento tal como ele ficou. Nem que fosse uma coisa meio encenada como fez a FNE com o último acordo com o MEC. Ao menos, haveria uma aparência de procedimento democrático, que não fosse mimético do centralismo democrático criticado a outros.

No fundo, assinando ou não assinando, a UGT partilha, com outros, o hábito da decisão pelas cúpulas de matérias de importância fulcral para os seus representados, sem os consultar. Como se fossem iluminados por uma qualquer presciência divina, emanada de forma quase vitalícia a partir de um qualquer congresso.

Lamento, isto não é, de modo algum, o regime representativo a funcionar no plano laboral. É a sua mais elementar negação.

DA DISCIPLINA ENQUANTO QUESTÃO ESTRUTURANTE DA EDUCAÇÃO (I)

“Nesses últimos anos, a sociedade mudou e os indivíduos também, estão cada vez mais diferentes e independentes. Há cada vez mais categorias de pessoas que não estão submetidas à disciplina, de tal forma que somos obrigados e pensar o desenvolvimento de uma sociedade sem disciplina” (Foucault).

Ao reler há pouco tempo aquela frase de Foucault, comecei a pensar se, realmente, nos teremos de confrontar (conformar?) com uma “sociedade sem disciplina*”, e quem diz uma sociedade diz também uma “escola sem disciplina”. Serão possíveis ou desejáveis uma sociedade e uma escola “sem disciplina”?…

O que para mim resulta mais intrigante, enquanto cidadão e professor, é o facto de a questão da disciplina não suscitar uma preocupação global e, menos ainda, uma acção mobilizadora por parte da sociedade. É como se a sociedade procurasse, em bloco, escamotear ou iludir esse problema básico, como se não soubesse bem o que fazer ou como responder a ele, deixando-o entregue quase exclusivamente à escola e aos seus profissionais, mas ao mesmo tempo, talvez por uma espécie de recalcamento, por uma má consciência provocada pela noção do dever incumprido, procura compensar reactivamente, descarregando sobre aqueles uma pressão e um escrutínio obstinados e, não raro, rancorosos.

Começarei por interpelar a posição sobre a questão da disciplina que é comum associar a um “pensamento” supostamente de “esquerda” e também às chamadas “pedagogias românticas”, ou ainda àquilo que designamos por “eduquês”, e que, genericamente, considera que a disciplina tem um sentido negativo, essencialmente repressivo e inibitório, não devendo por isso ser um factor relevante, e que corresponderá sobretudo a um reflexo autoritário de quem não se consegue afirmar e educar por outros meios, e, desse modo, associa, por via do preconceito ideológico, a disciplina à negação de supostas potencialidades libertárias (“selvagens”) e originárias do indivíduo.

Esta posição é frequentemente associada ao nome de Rousseau. Porém, ela reflecte apenas um conhecimento superficial ou deturpado do autor (quando não da ignorância pura), que se estriba numa fantasiosa mitologia do “bom selvagem”, mas está de tal modo entranhado na opinião que já é difícil contrariá-lo. Mas mais do que uma imprecisão, é uma injustiça, pois este filósofo foi provavelmente aquele que levou mais longe as interrogações e reflexões sobre a educação, sobre os modelos de subjectivação que estão implicados nesta, não recuando nem iludindo as suas dificuldades intrínsecas – e as suas conclusões não vão exactamente no sentido de apoiar posições “laxistas” ou “facilitistas” no que toca à disciplina e à educação.

A pergunta que se coloca à educação, a primeira, a mais importante, e que deve subordinar todas as outras, é esta: que modelo de homem queremos produzir com a educação? Dito de outro modo: com a educação que estamos a ministrar, que homem podemos construir?

Rousseau, ou não fosse ele um precursor de Kant, afirmava que aquilo que constituía verdadeiramente a natureza do homem (postulado ainda familiar na época) era a sua consciência moral, e que a dignidade deste se deve à sua capacidade de se libertar do reino da animalidade graças à sua estrutural liberdade que lhe possibilita prosseguir os fins que ele próprio se propôs.

A tarefa essencial da educação não poderá ser outra senão constituir o homem como um sujeito moral e responsável, ou seja, capaz de responder moralmente pelos seus actos perante a sua consciência e, depois, perante os outros. Mas, para isso – eis aqui o problema crucial – não pode ficar entregue a si mesmo, aos seus caprichos e “paixões”; e assim o seu “Emílio” terá de passar por uma experiência das possibilidades e dos limites da sua liberdade até ficar evidente que há um conjunto de regras e de normas – uma disciplina – a que ele terá que obedecer para poder merecer, de pleno direito, esse estatuto, “estatuto natural”, que é próprio do homem e poder integrar a sociedade. “Não há felicidade sem coragem, nem virtude sem luta (…). Agora, já é tempo de seres realmente livre, mas hás-de saber ser senhor de ti mesmo, governar o teu coração: só com este pacto se adquire a virtude” (Emílio).

A “natureza humana”, como a entende Rousseau – e é talvez aqui que nasce a confusão que alimenta as análises apressadas -, não se refere a uma condição primitiva,”selvagem”, a uma situação de liberdade idílica ou paradisíaca (“um estado que talvez nunca tenha existido, que provavelmente jamais existirá”, como ele próprio reconhece), mas a um “estado” que “é preciso pressupor” a título de princípio regulador e normativo, enquanto condição de possibilidade do valor moral das acções humanas, constituindo-se como uma regra de juízo, uma ordem racional (o equilíbrio ideal dos instintos e das paixões), para que, enfim, o homem se possa tornar “ senhor de si mesmo”.

O “estado natural” não é, mas deve ser, não no sentido que o homem seja infalivelmente dirigido para ele – porque assim a sua liberdade, razão de ser da sua moralidade, estaria comprometida -, mas apenas no sentido de que tem a possibilidade e, no fundo, o dever de tender para ele.

Nessa perspectiva, a educação, para ser consequente e profícua, comporta inevitavelmente uma vertente disciplinar, um factor de coerção sobre o indivíduo, na medida em que deve contrariar as suas “inclinações”, as suas “paixões” para que ele possa aceder às virtudes racionais e sociais que são próprias da sua condição.

“Só então a voz do dever substitui o impulso físico e o direito o apetite, e o homem, que até aí só tivera em conta a sua pessoa, vê-se obrigado a agir segundo outros princípios e a consultar a razão antes de escutar as suas tendências”(Idem).
Educar, enfim, é o que nos diz Rousseau , não é simplesmente aceitar o indivíduo com um “dado natural”, mas transformá-lo – o que significa também “discipliná-lo” – em nome de um dever ser, de um ideal que para ele projectamos.

*Utilizo o conceito “disciplina” no sentido normativo que lhe é dado usualmente (não ignorando que, p. ex., em Foucault, esse conceito, além de recobrir o sentido usual, assume-se como uma categoria axial do seu edifício teórico), e que é suficiente para todos nos entendermos e tornar estes textos inteligíveis (espero).

FARPAS

PCP não subscreve pedido de fiscalização da constitucionalidade do OE

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, anunciou hoje que os deputados comunistas não vão subscrever o pedido de fiscalização da constitucionalidade do Orçamento do Estado.

Apesar de considerar que o documento é inconstitucional, o PCP discorda dos fundamentos apresentados pelos deputados do PS, que, disse, não estiveram disponíveis para alterar o texto.

Um desses fundamentos é designadamente o âmbito da inconstitucionalidade dos cortes no 13º e 14º meses, sendo que para o PCP tanto é inconstitucional um corte dos subsídios para os funcionários públicos como para o conjunto dos trabalhadores portugueses.

Mas que raio de conversa é esta?

Como escrevi ontem, tinha por aqui uma denúncia anónima, sobre a qual pedi dados adicionais a quem remeteu, condição para que a divulgasse de forma integral. Não tendo recebido esses dados, apresento-a, omitindo os dados particulares que a acompanhavam. Os comentários poderão ser submetidos a eventual revisão, caso alguém se aproveite para – novamente de forma anónima – adiantar algo para além do razoável.

Divulgo o caso porque me parece, no mínimo, anómalo:

A docente **************o, da Escola ********************, condenada a 90 dias de suspensão pelo Estado, sabe-se lá porque motivo, recorreu em Agosto do ano transacto da sentença e aguarda, com toda o ar de impunidade que a caracteriza, a decisão do recurso ensinando, coagindo, chantageando, caluniando, oprimindo e perseguindo alunos, funcionários e docentes. Alegadamente, os contactos do companheiro (ou ex-companheiro) no PSD e/ou na Maçonaria garantiram-lhe que jamais a condenarão. Falo de Maçonaria porque a última forma de perseguição da docente reveste agora a forma de perseguição a minorias religiosas, violando princípios constitucionais invioláveis, gritando o seu agnosticismo e mofando das crenças dos alunos e dos colegas professores no decorrer das suas aulas, sem sequer ocultar ou eufemizar os nomes. Os alunos calam-se, uns porque a docente os compra com notas altíssimas, outros com medo de se queixarem, ser prejudicados e, mais uma vez, nada acontecer. Enquanto isso, a docente continua a fumar o seu cigarro no portão da escola com toda a tranquilidade. Pessoas sofrem, profissionais sérios recorrem a tribunais e advogados para se prevenirem de eventuais calúnias de alguém, claramente sociopata, com um rol de comportamentos desviantes claramente conhecida por toda a cidade, bem como na ilha da Madeira (donde veio).
Comportamento grave, intimidatório, mas totalmente impune. Assim é Portugal!

Uma anónima atenta, com muita informação recolhida e provas que pretende apresentar aos Media, já que o Estado continua a ignorar a situação!

Gosto da nomeação como blogue colectivo de actualidade política, pois não se trata de auto-nomeação ou auto-inscrição Por uma vez o Umbigo não é arrumado como blogue exclusivo sobre Educação e é reconhecido como colectivo. O que tem a sua graça, atendendo ao duopólio participado. A luta é contra colectivos com dezenas de colaboradores e meios muito diversos. Mesmo assim, ainda se vai dando luta pelo pódio. Já como blogger do ano, há muita e boa gente por lá.

Página Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 289 other followers