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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Um justo tributo, também lá falarei sobre ciência para o futuro

Prémio Victor de Sá de História Contemporânea celebra 20 edições com colóquio especial (14/XII)
O Conselho Cultural da Universidade do Minho promove a 14 de dezembro de 2011 as comemorações dos 20 anos da instituição do Prémio Victor Sá de História Contemporânea. Este é o prémio nacional mais prestigiado ao nível da história contemporânea. O programa vai decorrer ao longo do dia no Salão Nobre da Universidade do Minho, no Largo do Paço, em Braga. Todos os interessados estão convidados a participar.
Está previsto um Colóquio sobre história e historiografia contemporânea, com entrada livre e que traz a Braga alguns dos historiadores de referência nacional que foram membros do júri do Prémio ao longo dos anos, bem com alguns dos historiadores premiados e que atualmente são também uma referência [vd. programa]. A par do Colóquio está patente na Galeria do Salão Medieval uma exposição fotográfica e bibliográfica que documenta as várias edições do Prémio e expõe as obras premiadas. Estão também aqui expostas as publicações do mentor do Prémio, Doutor Victor de Sá, e que fazem parte do legado entregue à Universidade do Minho.
A encerrar as comemorações, decorrerá pelas 17h, no Salão Nobre do Largo do Paço, a sessão pública de entrega do Prémio Victor Sá de História Contemporânea - 20ª edição, presidida pelo Reitor da Universidade do Minho. Esta sessão será precedida da apresentação de uma obra intitulada "O Mundo Continuará a Girar - Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 1992-2011", numa edição conjunta do Conselho Cultural e do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória»), o qual tem dado um apoio importante na organização do evento.
Obra sobre maoísmo, de Miguel Cardina, vence 20º Prémio Victor de Sá
Miguel Gonçalo Cardina Codinha ganhou a 20.ª edição do Prémio de História Contemporânea Dr. Victor de Sá com a obra "Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal: 1964-1974". O júri atribuiu menções honrosas aos trabalhos apresentados pelos investigadores Alexandra Patrícia Lopes Esteves, Frederico Martins dos Reis Ágoas e Sílvia Adriana Barbosa Correia. A concurso estavam 19 obras, numa das edições mais participadas de sempre deste prémio, o que demonstra quer o prestígio alcançado quer a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. 
Todos os premiados desta edição apresentaram a concurso teses de doutoramento. O júri do Prémio de História Contemporânea Dr. Victor de Sá foi presidido por Viriato Capela, professor catedrático de História da Universidade do Minho, tendo como vogais António Pires Ventura, da Universidade de Lisboa, e João Paulo Avelãs Nunes, da Universidade de Coimbra. O galardão atribuído periodicamente pelo Conselho Cultural da UMinho, de acordo com um regulamento próprio, teve origem na doação dos direitos de autor e de uma avultada verba em dinheiro por Victor de Sá.

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Tributo a Luiz Pacheco (hoje, a não perder!)


Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Para não esquecer que a autonomia universitária é um bem precioso e muito recente

«Cerimónia de Homenagem aos docentes demitidos das universidades portuguesas durante o Estado Novo»

(29/XI, 18h, Reitoria da UL; 30/XI, 17h,  reitorias da UTL e UP; 19/XII, UC)
nb: para os interessados, eis a lista dos vitimados nos anos 1930-40.

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Já foi dança de terreiro, vadia, de salão, canção de vencidos, música reaccionária, música de emigrante: agora é património imaterial da humanidade

Parece que resta lamentarmo-nos, que em tempos de desesperança imposta fica apenas a saudade de tempos airosos que já não voltam.

Não, não pode ser só isso, ou sobretudo isso. Tem que ser melhor.

Há uma encruzilhada de saber vivencial, de introspecção e interpelação colectivas, de pausa meditativa, de lirismo panteísta, de lugares vivos e vividos, de vozes singulares, que se construiu e persistiu.

A isso acresce, agora, a responsabilidade de passar das intenções aos actos, concretizando o Plano de salvaguarda integrada do património do fado, que esteve na base desta consagração da UNESCO.

Por tudo isso, estamos todos de parabéns, começando pelos seus feitores e apreciadores e concluindo nos organizadores da candidatura!

Ah, fadista!

Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

Jorge Lima Barreto (1949-2011): explorador de oceanos musicais


Fernando Jorge da Ponte Lima Barreto [...], músico, compositor, escritor, doutorado em Musicologia, fundador dos Anar Band (197) com Rui Reininho, e dos Telectu (1982) com Vitor Rua (na foto). Apenas com os Telectu, Jorge Lima Barreto e Vitor Rua editaram, até 2002, dezasseis discos. Alguns deles tiveram a participação de reputados músicos como Saheb Sarbib, Chris Cutler, Louis Sclavis, Jacques Berrocal ou Daniel Kientz. Barreto tocou ainda com Carloz Zingaro, Eddie Prévost, Nuno Rebelo, Evan Parker, Sunny Murray, Paul Rutherford, Barry Altschul, Tom Chant, Sei Miguel, entre outros.

Povd, in blogue Posso ouvir um disco

Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Malangatana Valente Ngweny (1936-2011)

Faleceu ontem Malangatana, um dos mais conhecidos e admirados pintores moçambicanos.

Para quem o quiser revisitar em Portugal, estão actualmente patentes duas mostras com obras dele: «Novos Sonhos a Preto e Branco», na Casa da Cerca, em Almada, com desenhos inéditos; e «As Áfricas de Pancho Guedes», no Mercado de Santa Clara, junto à Feira da Ladra, em Lisboa.

Obituário a ler em «O pintor da identidade moçambicana», por Sérgio C. Andrade.

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Tati visto pelo cineasta de Belleville rendez-vous

Um encontro feliz, baseado num argumento inédito de Tati e que resulta num filme de animação elogiado pela crítica. Intitula-se O mágico, é realizado por Sylvain Chomet e estreou nos cinemas portugueses. Let's look at the trailer? Então, resta-nos agradecer a vossa atenção e desejar-vos Boas Festas e Feliz Natal!!!

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Carlos Pinto Coelho (1944-2010), o divulgador cultural da tv dos 90

Era conhecido como o «jornalista acontece», devido à longevidade e (relativa) visibilidade do magazine cultural da RTP2, justamente intitulado Acontece! (1994-2003).
Inesperadamente, Carlos Pinto Coelho faleceu esta semana.
Testemunho de carreira aqui.

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Colóquio Internacional de Homenagem a Maria Ioannis Baganha


Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Colóquio internacional sobre Paul Ricoeur começa amanhã

O nome original deste encontro internacional é Reading Ricoeur Once Again: Hermeneutics and Practical Philosophy / Relire Ricoeur à notre tour: herméneutique et philosophie pratique, uma vez que as línguas de trabalho serão o inglês e o francês.

Pretende ser uma homenagem àquele que é, segundo os organizadores, «uma das figuras mais importantes da filosofia contemporânea». Serão apresentadas mais de 100 comunicações sobre o seu contributo para a Ética, a Filosofia Social e Política e a Hermenêutica . Entre os oradores contam-se alguns dos maiores especialistas mundiais da obra de Ricoeur, como Axel Honneth (Johann-Wolfgang von Goethe Universität), sucessor de Habermas na direcção do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt e um dos filósofos mais influentes da actualidade, Richard Kearney (Boston College), divulgador da filosofia contemporânea europeia nos EUA, bem como diversos membros do Fonds Ricoeur (Paris).

Decorrerá até sábado, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (torre B, piso 1, aud.º 1). A organização cabe ao Centro de História da Cultura da FCSH-UNL e ao grupo Linguagem, Interpretação e Filosofia da Universidade de Coimbra.

Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

No centenário do nascimento de Manuel Tito de Morais, lutador pelas liberdades

A sessão de lançamento do livro é hoje, às 18h30, na liv.ª Bertrand, Chiado. Será apresentado por Guilherme d’Oliveira Martins e Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida.

Mais inf. no blogue homónimo e no site Cultura Online.

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Ainda Saramago

Muito se escreveu a pretexto do passamento de Saramago. Do que li, destaco a lúcida reflexão de Manuel Gusmão e o dossiê do Público, do qual li com gosto as evocações de Carlos Reis, Mário de Carvalho, Luiz Schwarcz (aqui se podem ler outros depoimentos), Urbano Tavares Rodrigues e Mia Couto. Fiquei estarrecido com o texto de Eduardo Lourenço, onde a projecção do próprio pretende impor uma pseudo-redenção final de Saramago como saída para a sua desilusão utópica, em gritante contraste com o sentido constante da intervenção cívica e literária do autor.
Sobre a ausência de altas figuras do Estado das cerimónias fúnebres do único Prémio Nobel da Literatura português, apenas reiterar as críticas oportunamente feitas a essa conduta, apesar dos dois dias de luto nacional. A situação é agravada quanto ao Presidente da República, Cavaco Silva, que teria necessariamente que estar lá enquanto representante de todos os portugueses numa ocasião simbólica por excelência.
O Vaticano, este Vaticano, primou novamente pela arrogância e deselegância; nb: já o comunicado do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Igreja católica portuguesa tem um tom bem diverso, que só pode ser elogiado pela sensibilidade e esforço de reflexão que representa: «Igreja enaltece “grande criador da língua portuguesa” mas lamenta “balizamentos ideológicos”».
Nb: na imagem, cartoon inspirado no quadro Des glaneuses (1857), de Jean-François Millet.

Sábado, 22 de Maio de 2010

Pac-Man, 30 anos: brinde fantástico, só para verdadeiros fãs!

Basta ir ao Google e iniciar jogo numa caixa que diz «Inserir moeda», por debaixo do logo comemorativo desta consola única...

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Guru (1966-2010): quando o rap encontrou o jazz

Um dos grandes da música rap, Guru, morreu ontem, vítima de cancro, após um ano de doença. Deixou uma trilogia de excelência, Jazzmatazz, onde misturou de modo pioneiro e único o hip-hop com o jazz, a intervenção social com a elegância estética. Deixou uma carta de despedida, transmitida aqui pelo seu amigo o rapper francês mc Solar:

«I, Guru, am writing this letter to my fans, friends and loved ones around the world. I have had a long battle with cancer and have succumbed to the disease. I have suffered with this illness for over a year. I have exhausted all medical options. I have a non-profit organization called Each One Counts dedicated to carrying on my charitable work on behalf of abused and disadvantaged children from around the world and also to educate and research a cure for this terrible disease that took my life. I write this with tears in my eyes, not of sorrow but of joy for what a wonderful life I have enjoyed and how many great people I have had the pleasure of meeting».

Notícia desenvolvida na BCC News, em Yo! Promotions e em Earth Times. Para quem quiser conhecer as suas músicas e performance pode aceder à página do músico no MySpace, e escolher entre as muitas hiperligações deixadas na sua entrada na Wikipedia.

Domingo, 4 de Abril de 2010

Dos caminhos ínvios das fontes e da memória colectiva

«Os biógrafos (e os historiadores) um dia irão aos arquivos das associações, de instituições particulares, oficiais ou oficializadas, socorrer-se-ão de testemunhos pessoais, dos arquivos da PIDE/DGS (se ainda existirem), devassarão múltiplas fontes. Irão, sobretudo, à Imprensa na busca de intervenções, artigos, entrevistas, reportagens sobre determinados acontecimentos sociais, públicos, políticos, culturais, relatos de conferências, colóquios. Pois bem. Os biógrafos quando pretenderem lançar mão dessas fontes ficarão desapontados com a rasura do nome de Carlos de Oliveira. E, no entanto, se em Portugal houve escritores empenhados na vida cultural, literária e política do país, um deles foi precisamente Carlos de Oliveira. Só que a sua actuação se desenvolveu quase silenciosamente. Diluía-se, corria de manso. Sem alardes ou ostentação. Não por medo, nem razão havia, em muitos casos, para isso. Um certo pudor, uma espécie de anti-evidência. Negava-se a entrevistas (duas em sua vida?); escusava-se a colóquios; escassíssimos os artigos que escreveu. E sempre que podia furtava-se ao contacto público, a menos que a sua presença fosse entendida como indispensável.
A forma do seu empenhamento cívico corria sob o disfarce da discreção
».
 (Manuel Ferreira,
«Um firme empenhamento cívico»,
Vértice, n.º 450/1, 1982, p.596/7)
Soneto
Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.

Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.

A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança.
(Carlos de Oliveira, Trabalho poético1945,
reed. de 2002 pela Caminho e de 2003 pela Assírio & Alvim)
Nb: a acompanhar pelo poema «Colagem», de 1968.

Domingo, 17 de Janeiro de 2010

Apologia da democracia participativa

Os 80 anos do nascimento da única primeira-ministra portuguesa, Maria de Lourdes Pintasilgo, estão a ser celebrados com uma série de iniciativas importantes, a que se junta um alerta para a salvaguarda do Centro de Documentação Elina Guimarães, um espaço único de cultura e intervenção feminista em Portugal, obra da UMAR. Pintasilgo, que foi uma feminista convicta, decerto apoiaria esta causa, ela que também foi uma lutadora por causas progressistas e pela democracia participativa.

Sobre o tributo a Pintasilgo, arrancou na 2.ª feira passada com a estreia do documentário Maria de Lourdes Pintasilgo, de Graça Castanheira, na FCG. O documentário, que traça um retrato da vida pública e privada de Pintasilgo, foi também exibido ontem na RTP2 (+inf. aqui). Para quem ainda pretenda (re)vê-lo, há pelo menos um servidor de tv por cabo que permite visualizar a programação da RTP mesmo após a sua transmissão.

O ciclo de debates «Cuidar a democracia, cuidar o futuro» foi delineado pela própria Pintasilgo em 1996 e visa reflectir sobre que tipo de democracia queremos. Concretizado pela instituição que divulga o seu legado, a Fundação Cuidar o Futuro, começa amanhã, na FCG, e decorre até 25/II, num total de 6 debates em distintos locais (vd. programa na imagem anexa ou aqui). Para mais informações sobre o conteúdo de cada sessão vd. aqui e aqui.

O centro feminista da UMAR, sediado em Lisboa, está em risco de desaparecimento desde 2005, e bem faria a edilidade em disponibilizar um espaço condigno para este tão relevante projecto, em vez de esbanjar o dinheiro em foguetórios Red Bulls e quejandos (vd. «Apelo ao presidente da câmara e ao governo»). Aproveita-se para indicar a petição: «Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa».

Para abrir o apetite, aqui fica um excerto certeiro do esboço de Pintassilgo para o seu ciclo de debates:

A mobilização das forças sociais é um novo factor a ter em conta no desenho e implementação das políticas públicas. Por isso um novo contrato social é exigido, extensível aos governos e à população, à própria natureza e a todas as nações do mundo.

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Tributo justíssimo a Henrique Barreto Nunes

Em boa hora, um grupo de amigos resolveu organizar um jantar de homenagem a Henrique Barreto Nunes, director da Biblioteca Pública de Braga até ao Verão de 2009, altura em que pediu a reforma. O encontro é já amanhã, no Mosteiro de Tibães.

No blogue que lhe dedicam, pode ler-se a sua carta de despedida e um texto seu sobre «A biblioteca é um silêncio cheio de vozes». Escolha certeira esta, pois Henrique Barreto Nunes dedicou toda a sua vida aos livros, às bibliotecas e à leitura, a sua e a dos outros. Dum modo persistente e multiforme, ele foi e é um dos principais activistas e pensadores da leitura pública em Portugal no pós-25 de Abril. Fosse só por isso, pela sua actividade enquanto bibliotecário esclarecido e militante, já lhe era devido este reconhecimento público. Mas não é só por isso, muitos o sabem: é também pela sua militância cultural (no Conselho Cultural da Universidade do Minho, na escrita, no debate, etc.) e pelo seu empenho generoso em causas públicas, algumas bem difíceis, como as da sua cidade, Braga. Sobre esta faceta de cidadão interventivo vale a pena ler este texto da sua amiga e colega de ofício Luísa Alvim.

Infelizmente não poderei estar presente neste encontro, mas desde aqui lhe deixo o meu abraço de amizade e o meu reconhecimento pelo seu labor em prol do bem comum. 

A organização da homenagem cabe a 3 associações cívicas e culturais, como não podia deixar de ser: à ASPA, de que o Henrique foi co-fundador e activista empenhado, à Associação Cultural Sá de Miranda e à Velha-a-Branca. Para mais informações ou marcações telefonar para 917642367, escrever para homenagemhbn@gmail.com ou ver o blogue mencionado.

Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

80 anos de Zeca

Há uns tempos atrás, em conversa com amigos galegos e portugueses, apercebemo-nos algo contristadamente que a celebração de José Afonso em terras lusíadas era uma prática discreta, ao passo que na Galiza era ainda uma figura muito popular e exaltada. Parece-me que esta é uma percepção que já terá passado na mente de muitos portugueses. Pois bem, na de alguns de certeza: recentemente irrompeu um projecto singular de tributo ao cantautor da resistência e revolução, há muito desejado por muitos. Trata-se do projecto «80 anos de Zeca», que assim se apresentou: «Somos um conjunto de entidades que decidiram juntar-se para celebrar a vida dos 80 anos de José Afonso, entre 2 de Agosto de 2009 e 1 de Agosto de 2010».

Para que conste, tem este blogue homónimo, onde apresenta a programação mensal e lista as dezenas de associações e simpatizantes que aderiram a esta iniciativa. E já tanta música correu nessas linhas, e nós na ignorância até revermos o blogue de jrd... Ainda se vai a tempo de apanhar o comboio, descendente...

Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Um homem dividido vale por dois

De repente, o grande escritor «maldito» Luiz Pacheco voltou a estar na berlinda. Ainda bem, pois merece-o.

Associando-se ao trabalho de levantamento sistemático da produção escrita e gráfica de Pacheco pelo alfarrabista Luís Gomes (da Livraria Artes e Letras) e pela sua editora (Publicações D. Quixote), a Biblioteca Nacional de Portugal co-organizou a exposição «Contraponto: 1 homem dividido vale por 2» (até 27/II/2010 na Galeria da BNP) e co-editou o respectivo duplo catálogo, que «procura reunir a dupla faceta de autor e editor». Os catálogos intitulam-se Luiz Pacheco - 1 homem dividido vale por 2 e Contraponto- bibliografia.

A Contraponto a que aludem foi uma editora por si fundada em 1950, e onde foram divulgados grandes escritores portugueses e estrangeiros, sobretudo «de vanguarda».

Entretanto, em recente leilão, a BNP havia já comprado parte do espólio do artista, incluindo diversos textos seus (literários, recensões críticas a livros, provas tipográficas de Crítica de Circunstância), entrevistas e correspondência trocada com intelectuais e artistas.

Mais informações no site Luiz Pacheco - Portal oficial não-oficial, idealizado por João Tito. Textos do Peão sobre Luiz Pacheco: I e II.

Domingo, 29 de Novembro de 2009

O padre 'construtor social'

Para não dizerem que só falamos mal da Igreja católica, aqui fica a nossa modesta mas sincera homenagem a um exemplo de filantropismo católico que merecia ser mais comum:
Merecia ser mais comum, sim, merecíamos nós, precisamos nós. Devíamos nós.
*
Nb: imagem retirada daqui.