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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Para que se evitem os erros de há 100 anos (embora a coisa vá na direcção inversa, é sempre melhor preseverar)


Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Amigos maiores que o pensamento...


...é o título do novo livro do Henrique Barreto Nunes, que será apresentado por Álvaro Domingues na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, no Porto, na noite de 21 deste mês.
De que pode falar um “bibliotecário feliz” na obra que foi escrevendo, lentamente, ao longo da vida? De livros. Das casas dos livros. Do difícil mundo dos livros: no tempo da Ditadura, ou da ameaça dos novos suportes à coisa amada. Por aí, não veio, nem virá o mal ao mundo da palavra escrita em papel: “O códice, forma primeira do livro, apareceu no final do século II, o livro impresso existe há quase 600 anos, nunca se imprimiram tantos livros como hoje. O e-book não matará o livro. Vão coexistir, cada um ocupará o seu espaço, terá a sua função” - garante Henrique Barreto Nunes, leitor apaixonado, o autor emocionado de Amigos Maiores que o Pensamento. Os amigos são os livros, mas também (e esses maiores que o pensamento) quem escreve os livros: Federico Garcia Lorca, Manuel Maria, Tude de Sousa, João Verde, Maria Ondina Braga, Victor de Sá, Ademar Ferreira dos Santos, entre outros, que Henrique Barreto Nunes evoca. Uma despedida “do bibliotecário feliz”? Não. Claro que não. Apenas um recomeço.
Amigos Maiores que o Pensamento é oitavo título da col. Memória Perecível, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Henrique Barreto Nunes é vice-presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho e ex-director da Biblioteca Pública de Braga, onde trabalhou 32 anos. Membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura, colaborou no lançamento da Rede Nacional de Leitura Pública.

Ora, aqui fica uma boa surpresa! Levem um amigo, levem, que será bem partilhado o momento.

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

O mega-evento por que todos ansiávamos

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Pela continuação duma experiência modelar de serviço público

Petição «Contra a extinção da DGLB [Direcção-geral do Livro e das Bibliotecas]»

Enviada à ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

Para quem não acredita na excelência desta experiência, pode consultar este livro.

Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

O encerramento da Biblioteca Nacional


O encerramento da Biblioteca Nacional Portuguesa por um período de dez meses durante os quais os leitores são convidados a procurar alternativas nas outras bibliotecas do país tem provocado justas indignações, reacções parvas dos responsáveis da BN e a indiferença ou incompreensão do público em geral. Algumas das justas críticas podem ler-se, aqui, num texto de Rui Tavares, ou aqui, num texto de Fátima Bonifácio, Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa. O cúmulo da reacção disparatada foi assinado por Isabel Pires de Lima, em texto publicado na secção das «cartas do leitor» do Público, a 27 de Julho, em resposta a um artigo de opinião assinado por Fátima Bonifácio e Maria Filomena Mónica. Isabel Pires de Lima tenta fazer passar uma tese absurda, que dispensa qualquer argumentação: os investigadores que protestam contra o encerramento da Biblioteca Nacional são meia-dúzia de notáveis que sentem os seus privilégios ameaçados. E por isso não tem vergonha em perder tempo e caracteres com picardias sobre a relação de intelectuais ligados ao PS com o Bloco de Esquerda e psicanalistas. É a atitude de quem não está nos cargos para servir o público, mas para defender uma imagem, a sua. Se as vozes que têm chegado ao espaço público são apenas de notáveis, é porque são essas as vozes que os meios de comunicação social filtram e amplificam. Está on-line uma petição contra o encerramento da Biblioteca Nacional que já tem 3952 assinaturas, como pode ver aqui.

Nunca é de mais reafirmar que ninguém está contra as obras de requalificação da Biblioteca Nacional. O que não se percebe é que elas impliquem um encerramento aos leitores durante dez meses. Como tem sido referido, a British Library, em Londres, ou a Bibliothèque Nationale de France, em Paris, que foram transferidas para edifícios novos, geriram a relação com os leitores fechando por partes ou por períodos muito curtos. O contra-exemplo da Biblioteca do Vaticano, que fechou por três ou quatro anos, é um caso típico de invocação da Igreja Católica em vão. Quem está em Roma pode consultar a Biblioteca Nazionale Centrale di Roma. A maior parte da bibliografia sobre o catolicismo não está concentrada na biblioteca do Vaticano, mas distribuída por bibliotecas de todo o mundo, incluindo as bem apetrechadas de algumas universidades católicas e de ordens religiosas.

Não são os investigadores consagrados, com carreira feita, que vão ser dramaticamente afectados pelo encerramento da Biblioteca Nacional, mas mestrandos, doutorandos e investigadores de projectos de investigação em curso. Ao nível de mestrados, que foram reduzidos para um ano, há dissertações que são pura e simplesmente inviabilizadas. Num período em que tanto se fala na necessidade de qualificar os portugueses, de investir em investigação e desenvolvimento e até surgem projectos de redução de feriados em nome da produtividade, não se percebe um processo que vai implicar adiamentos, interrupções ou, na hipótese mais benigna, tempo e custos acrescidos na actividade de investigação. Se quisermos abordar a questão com metáforas acerca de perturbações e tratamentos mentais não penso que bastem as imagens acerca de psicanalistas e actos falhados relacionados com percursos sinuosos. É mesmo questão de esquizofrenia e de autismo.

Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Por uma suspensão atempada e divulgada dos serviços da BNP

Petição contra o encerramento da BNP [Biblioteca Nacional de Portugal]
No passado dia 8 de Junho de 2010 a direcção da Biblioteca Nacional de Portugal [BNP] anunciou que os serviços de Leitura Geral da Biblioteca encerrarão durante dez meses (de 15-11-2010 a 01-09-2011) e os Reservados durante cinco meses (01-04-2011 a 01-09-2011). Como cidadãos e utilizadores da BNP, embora conscientes das inequívocas vantagens inerentes à ampliação do edifício de depósitos da biblioteca, consideramos o planeamento dos trabalhos estipulado inaceitável e solicitamos que seja repensado. 
O encerramento durante quase um ano de uma instituição que detém colecções sem alternativas (Secção de Reservados, espólios do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, Secção de Periódicos por exemplo) é incompatível com o prosseguimento da actividade científica de largas dezenas de estudantes e investigadores que necessitam desse material.
A indisponibilização dos acervos da BNP comprometerá a viabilização de projectos em curso, muitos deles com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ou de outras instituições, e porá em causa o cumprimento de calendários e compromissos académicos estabelecidos. O encerramento de uma instituição como a Biblioteca Nacional teria, no mínimo, que ser publicamente comunicado com um ano de antecedência para que as várias partes envolvidas (universidades, instituições de financiamento, estudantes, investigadores) pudessem planear o seu trabalho em função desses dados. É inadmissível que uma determinação deste género seja comunicada apenas com cinco meses de antecedência.

Por outro lado, acreditamos que seja possível levar a cabo os trabalhos de transferência dos fundos de forma faseada, de modo a evitar um encerramento integral tão longo. Independentemente de existirem outras bibliotecas com Depósito Legal, é do conhecimento geral que para uma parte substancial do acervo bibliográfico e documental da BNP não existem alternativas nem em Lisboa nem em nenhuma outra biblioteca ou arquivo do país. Pelo que é absolutamente incompreensível que se proponha que este acervo único permaneça inacessível durante 10 meses. 
Solicitamos pois que se proceda a uma reconsideração do plano de transferência, no sentido de:
1) se atrasar o encerramento da BNP para depois de Junho de 2011, para dar um mínimo de um ano de antecedência ao anúncio
2) fasear os trabalhos de modo a reduzir o tempo de encerramento integral dos referidos núcleos da BNP.
Lisboa, 22 de Junho de 2010

Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

À atenção dos utentes da Biblioteca Nacional de Portugal

«Serviços de leitura da Biblioteca Nacional [de Portugal] vão encerrar durante um ano por causa das obras», por Isabel Coutinho

Nb: +inf. aqui.

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Brasília, 50 anos: onde pára o sonho

A propósito desta efeméride brasileira, o que de melhor li foi sobre leitura e dinamização cultural: «O açougueiro que quer pôr a cidade a ler». A crónica de Alexandra Prado Coelho é sobre um talhante (Luiz Amorim) que criou um inesperado espaço de leitura no seu local de trabalho, o qual rapidamente se expandiu, para outros espaços e actividades. Actualmente o  Açougue Cultural T-Bone é uma instituição cultural de referência no Brasil.
Uma história bonita de contar, de ler e de repassar.

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Tributo justíssimo a Henrique Barreto Nunes

Em boa hora, um grupo de amigos resolveu organizar um jantar de homenagem a Henrique Barreto Nunes, director da Biblioteca Pública de Braga até ao Verão de 2009, altura em que pediu a reforma. O encontro é já amanhã, no Mosteiro de Tibães.

No blogue que lhe dedicam, pode ler-se a sua carta de despedida e um texto seu sobre «A biblioteca é um silêncio cheio de vozes». Escolha certeira esta, pois Henrique Barreto Nunes dedicou toda a sua vida aos livros, às bibliotecas e à leitura, a sua e a dos outros. Dum modo persistente e multiforme, ele foi e é um dos principais activistas e pensadores da leitura pública em Portugal no pós-25 de Abril. Fosse só por isso, pela sua actividade enquanto bibliotecário esclarecido e militante, já lhe era devido este reconhecimento público. Mas não é só por isso, muitos o sabem: é também pela sua militância cultural (no Conselho Cultural da Universidade do Minho, na escrita, no debate, etc.) e pelo seu empenho generoso em causas públicas, algumas bem difíceis, como as da sua cidade, Braga. Sobre esta faceta de cidadão interventivo vale a pena ler este texto da sua amiga e colega de ofício Luísa Alvim.

Infelizmente não poderei estar presente neste encontro, mas desde aqui lhe deixo o meu abraço de amizade e o meu reconhecimento pelo seu labor em prol do bem comum. 

A organização da homenagem cabe a 3 associações cívicas e culturais, como não podia deixar de ser: à ASPA, de que o Henrique foi co-fundador e activista empenhado, à Associação Cultural Sá de Miranda e à Velha-a-Branca. Para mais informações ou marcações telefonar para 917642367, escrever para homenagemhbn@gmail.com ou ver o blogue mencionado.

Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Enquanto o tempo for permitindo

ainda se pode ir à mais ou menos nova esplanada do Palácio de Galveias.
Num bonito quiosque e inteiramente child friendly (a quem interessar esta faceta), tornou o jardim da Biblioteca num espaço que se consegue realmente desfrutar, embora a presença um tudo nada ameaçadora dos pavões impeça o acesso tranquilo ao relvado. Talvez os bichos se pudessem mudar para o jardim do Museu da Cidade, onde já existem mais e por ser um espaço mais ornamental que outra coisa ficam lá muito bem.
Só é pena que os livros não tenham, também, saído ao jardim.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

No Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que hoje se celebra, é uma efeméride criada pela UNESCO em 1995.

Este ano, Lisboa associa-se à iniciativa com uma série de iniciativas municipais. Destaque-se a mesa-redonda «Raridades Bibliográficas da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa». Com início às 18h30, tem como moderador Paulo J. S. Barata e intervenientes Álvaro Costa de Matos, Ana Teresa Brito, Filipe Casimiro, Glória Bastos, João Carlos Oliveira, Pedro Mesquita. Paralelamente, inaugura-se a exposição «Raridades Bibliográficas da RMBL» (de 8/IV a 16/V). O espaço escolhido para ambas as iniciativas é a Biblioteca Municipal Camões,  à Bica (+inf. em «Abril - Mês das Bibliotecas»).

Muitas outras cidades acolhem hoje actividades próprias, como tem sido hábito, grande parte organizadas pelas bibliotecas municipais locais. Só para ficar por Portugal: em Évora encena-se «Uma noite na biblioteca», de Luís Varela; em Beja, destaca-se o espectáculo «Pele e Fole», pela Associação Imaginário, que percorrerá a cidade, além de leituras ao desafio por elementos da Homlet – Companhia de Teatro da Sociedade Capricho Bejen; em V. F. de Xira abre ao público a mostra «Vozes da Liberdade: literatura, liberdade e censura» e é lançado um livro, na biblioteca municipal local. Para as iniciativas nestas e noutras cidades do mundo vd. esta notícia.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Depois da Europeana, chegou a Biblioteca Digital Mundial

Foi lançada ontem a Biblioteca Digital Mundial, numa parceria entre a UNESCO, a Biblioteca do Congresso e a Biblioteca de Alexandria, entre outras entidades. Pretende complementar a Europeana, apostando na interculturalidade, na compreensão internacional e nas  áreas educativa e cultural em geral. Mais informação aqui.

Domingo, 8 de Março de 2009

A igualdade de género: um Grande projecto

A propósito do Dia Internacional da Mulher, que se celebra hoje, vale a pena divulgar o projecto BIG - Bibliotecas pela Igualdade de Género, que a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta está a levar a cabo em parceira com a Divisão de Gestão de Bibliotecas da CML. Trata-se de um projecto de promoção da reflexão e debate sobre as questões de género, dirigido aos jovens que frequentam as bibliotecas municipais. Sendo a biblioteca pública um espaço de acesso livre à educação, à cultura e à informação, será também um óptimo local para dar maior visibilidade ao papel das mulheres na história, na sociedade e na política e ajudar a desfazer estereótipos reprodutores da desigualdade de género.
Ao longo de 2009, o projecto BIG vai dinamizar conferências/debates em 6 bibliotecas municipais de Lisboa, sob o mote «As mulheres no espaço público» (programa completo).
No mês de Março, na Biblioteca-Museu República e Resistência, vai ser assim:
Dia 10 - Mulheres, Cidadania e Paridade, com Maria de Belém Roseira (Deputada) e Daniel Oliveira (Jornalista). Moderação de Albertina Pena (Professora). 
Dia 17 - Mulheres e Emprego, Trajectos Emancipatórios, com Anália Torres (Socióloga) e Ulisses Garrido (Sindicalista). Moderação de Maria Viegas (Socióloga).
Dia 24 - Mulheres, Violência de Género e Espaço Público, com Elisabete Brasil (Jurista) e Manuel Lisboa (Sociólogo). Moderação de Manuela Góis (Professora). 
Horário das sessões: 18h/20h
No passado dia 3 foi inaugurada na BMRR uma exposição sobre Maria Veleda (1871-1955), “pioneira na luta pela educação das crianças e os direitos das mulheres e na propaganda dos ideais republicanos, destacando-se como uma das mais importantes dirigentes do primeiro movimento feminista português” (excerto de biografia consultada aqui). 
O projecto BIG vai ter apresentação pública no dia 11 de Março, às 16 horas, na Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias.
Dá gosto ver a sociedade civil a trabalhar com as bibliotecas públicas.
Dá gosto perceber que as bibliotecas públicas acolhem iniciativas da sociedade civil, ainda mais quando se trata de promover a igualdade de género, uma causa maior da agenda feminista, desde sempre socialmente comprometida.

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

União Européia lança hoje a biblioteca digital

Foi lançada hoje (20/11/08) a Europeana, a biblioteca digital européia. De início, este espaço virtual deverá reunir aproximadamente 2 milhões de obras, entre jornais, manuscritos, vídeos, músicas, filmes, fotografias e, obviamente, livros, sejam eles raros, antigos ou esgotados. Quando estiver totalmente em operação, em 2010, o portal deverá abrigar mais de 10 milhões de obras, com material cultural, artístico e científico dos 27 países que compõem a UE.

Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Europa-África: desconhecimento mútuo

Decorreu em Lisboa, durante o fim-de-semana, a Cimeira União Europa-África, organizada pela presidência portuguesa da UE. No topo da agenda estão em discussão acordos de parceria económica, embora também se discutam questões de segurança, direitos humanos, mobilidade, educação, ciência e tecnologia. À margem da cimeira oficial, foi organizada uma cimeira alternativa que denunciou os malefícios dos acordos comerciais, a falta de atenção aos direitos humanos (o conflito no Darfur, as ditaduras na Etiópia e no Zimbabwe) e os entraves à imigração.
Convinha igualmente promover o conhecimento histórico mútuo para uma melhor compreensão dos problemas actuais e para a definição de estratégias efectivas de cooperação, em pé de igualdade.
Ontem, António Pinto Ribeiro escrevia no Público que a imagem global que a Europa tem de África é marcada por 3 preconceitos: a ideia de uma homogeneidade/ausência de diversidade; a ideia de que o "continente negro" é apenas "natureza"; a ideia de que os africanos não se conseguem relacionar com a contemporaneidade.
Hoje, de manhã, Manuel João Ramos lembrou no Rádio Clube que em Portugal há um enorme desconhecimento de uma grande parte de África, de tal maneira que ontem muitos representantes à cimeira não comeram porque, à refeição, lhes foi apresentada carne de porco.
Este desconhecimento não é unilateral; tem dois sentidos. As academias dos países europeus e africanos têm especial responsabilidade de inverter esta situação.
Quatro centros de estudos africanos de universidades portuguesas deram recentemente um importante passo nesse sentido: criaram a Biblioteca Central de Estudos Africanos, numa ala da Biblioteca do ISCTE (Lisboa), com uma colecção generalista e multidisciplinar sobre África, constituída por 15 mil volumes.
Na próxima sexta-feira, às 17.30h, na Culturgest teremos ainda oportunidade de ouvir "A África perante o futuro: que recursos, que capital?", conferência proferida pelo historiador francês de origem congolesa, Elikia M’Bokolo. Seguidamente será lançado o seu livro África Negra – História e Civilizações, do Século XIX aos nossos dias. A apresentação estará a cargo de Alfredo Margarido.

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Ler em Benfica

Que neste país não se faz um esforço sério na promoção da leitura, já todos sabemos, mas mesmo assim há situações incompreensíveis. As freguesias de Benfica e de São Domingos de Benfica não têm uma biblioteca pública, o que é estranho, atendendo às características dos seus habitantes e até à sua densidade populacional.
Em São Domingos, o Gabinete de Estudos Olisiponenses (Geo), instalado no belíssimo Palácio do Beau Séjour, cumpre mais ou menos essa função, embora não seja essa a sua natureza, mas sim disponiblizar informação bibliográfica sobre a cidade. A questão é que até já existe o edifício: o antigo quartel de bombeiros, localizado na Estrada de Benfica, junto à escola Pedro de Santarém C+S+P+B+R+T (eu sei que não é esta a designação, mas o conjunto de letras que sempre acompanha o nome da escola é indecifrável), e até existia data de abertura: Setembro de 2007. Não só a data de abertura não se cumpriu, como nem sequer se vislumbram obras no edifício, nem notícias sobre este atraso e as freguesias continuam sem biblioteca.
Imagem: Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Pelo empréstimo público gratuito nas bibliotecas portuguesas

No lado b do Peão transcrevi o Manifesto em defesa do empréstimo público gratuito nas bibliotecas portuguesas, que me enviou a Luísa Alvim. O que se está a passar é muito grave: em 1992, a Comunidade Europeia aprovou uma directiva que impõe às bibliotecas, centros de documentação e outras instituições privadas sem fins lucrativos o pagamento pelo empréstimo público dos seus documentos abrangidos por direitos de autor. Portugal (tal como a Espanha e a Itália), que isentou todas as categorias de estabelecimentos que praticam o comodato público da obrigação de pagar aos autores, foi condenado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e terá que passar a aplicar aquela directiva. Na prática, a UE obriga os Estados-membros a contrariar o conceito de leitura pública inscrito no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas.
Parece-me que mais importante que os direitos de autor (assegurados através da venda dos livros nas livrarias) é assegurar o acesso de todos (ricos e carenciados) à informação e ao conhecimento. Além disso, as bibliotecas são dos principais compradores de livros. Logo, já pagam direitos de autor!
Para mais informações, veja-se o blogue Entre Estantes, de Bruno Duarte Eiras.

Sábado, 3 de Março de 2007

Boas leituras!

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Hoje, às 16:30H, será lançada a obra colectiva Estudos de Sociologia da Leitura em Portugal no Século XX, dirigida por Diogo Ramada Curto. O livro é composto por 24 estudos de jovens investigadores (entre eles, alguns peões e afins), por uma recolha de imagens sobre a leitura realizada no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa e por um conjunto de fotografias de Paulo Catrica.
O lançamento terá lugar na LIVRARIA CULSETE, em SETÚBAL (Av. 22 de Dezembro, n.º 23).
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Imagens do AFML:
1-Praça João do Rio, [194-] (fot. Horácio Novais)
2-Jardim do Príncipe Real, 1949 (fot. Mário Novais)
3-Miradouro de Santa Luzia, [194-] (fot. Horácio Novais)