:ILHAS

Sexta-feira, Janeiro 20

Felizmente, aqui perto

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Quinta-feira, Janeiro 19

HOJE

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Agrestes Abrigos

Estrangeiro em casa. Título certeiro para uma pintura que procura na investigação doméstica, quase sempre difícil e agreste, uma forma de abrigo. Nesta jornada são dois - e complementares - os territórios escolhidos: a arquitectura selvagem do mar e a imprevisível ondulação da urbe. Em ambos o gesto é essencialmente o mesmo e parece perseguir a vontade de se surpreender e de restituir a quem o pratica a sua inerente estranheza.

Numa das séries, embarcações várias, a fazer lembrar no melhor dos sentidos os marítimos e experimentais desenhos de Victor Hugo, e assumindo, tal como estes, mesmo nas hipóteses mais ilustrativas, possibilidades múltiplas (sim, mais uma vez esta pintura é terreno armadilhado para interpretações imediatas). Noutra, pilares, espaços, edificações, entulhos - paisagens povoadas de ruído e melodias pouco óbvias, jazz de formas rasgando um qualquer silêncio original.

O título remete para um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, justamente intitulado "O Silêncio" e convocado por José Tolentino Mendonça no livro "Pai-Nosso que Estais na Terra". Nele, uma mulher é surpreendida por um grito - exterior mas também interno - que altera o seu olhar sobre as suas coisas familiares, transformando-as em objectos alheios e irreconhecíveis, e acaba por atravessar o seu lugar como se não o conhecesse. A narrativa comunica bem com esta exposição, onde coexistem apaziguados botes e navios assustados pela gritaria das ondas. E onde, algures, encontramos uma frágil e solitária figura caminhando à porta do caos. Podia ser a mulher do conto de Sophia, forasteira no casulo. E também o artista, na desconfiança da sua oficina, estrangeiro perante o seu próprio trabalho.

Nuno Costa Santos
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Hoje..AQUI...infelizmente tão longe

Terça-feira, Janeiro 17

Chaves de fendas e Gatos Pretos!


Para encontrar os gatos pretos onde não existem gatos pretos!

Inscrições abertas

Mais info aqui.

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Segunda-feira, Janeiro 16

...Eu hoje deitei-me assim !


"No domingo saí um pouco. O dia foi tranquilo mas um pouco triste, como sempre são os domingos em Paris, sobretudo quando não se crê em Deus."
Michel Houellebecq - in . Extensão do domínio da luta

Domingo, Janeiro 15

PONTES - agora que temos as SCUT, talvez nos deixemos de atalhos.


Há coisas que começam da mesma maneira mas tem o condão de acabar de forma diferente. É como se houvesse uma força que, sobre nós, exercesse um efeito benigno e que acaba por nos ajudar a encontrar outros caminhos como se soluções diferentes fossem para os velhos problemas de sempre.

Diz-se que, nos Açores, os vultos se sucedem uns aos outros. Há como que uma condição natural da ilha que contagia o ilhéu e que o torna possuidor de uma profundidade psicológica que o catapulta para outras dimensões.

Por aqui, é como se a nossa condição humana ascendesse a um limbo na terra que nos separa dos restantes habitantes do mundo (exagero claro, quase hipérbole), sendo curioso, contudo, o facto de tal acontecimento nem sempre influenciar todos aqueles que assumem determinado caminho. Giro ainda é perceber também que muitas vezes nós falamos bem, escrevemos ainda melhor – articulando na perfeição o léxico rebuscado e impressionante – e acabamos por falhar o nosso principal objectivo que deveria ser o doutrinar (nome pomposo para o simples contágio das ideias que defendemos).

Enfim, vivemos a borbulhar no dia-a-dia, tentando afincadamente que esta efervescência possa irritar os acomodados e incitá-los à acção, procurando, no processo, que aquela não seja totalmente desprovida do factor regenerador desejável, porque, nos dias que correm, encontramo-nos todos a procurar desesperadamente salvar o status quo instalado, na vã tentativa de manter as coisas como nos habituamos a tê-las, sem que preocupados com a sua sustentabilidade estejamos.

Para muitos de nós, os banhos de água fria já começaram. E quando nos sentimos molhados até aos ossos, sem ter roupa seca e agasalho aos quais recorrer, abraçamo-nos para impedir o calor de abandonar o nosso corpo. Talvez nessa altura, passamos a nossa vida em revista e sentimo-nos invadidos por uma devastadora sensação de fragilidade que, logo em seguida, deriva num sentimento misto de culpa e frustração que nos faz prometer a nós próprios que seremos mais justos, humildes e solidários perante os nossos pares.

Todos nós conhecemos os princípios da sustentabilidade. Todos nós os elogiamos e todos nós os defendemos em fervorosos discursos. Mas, quando a vida nos corre bem, a única sustentabilidade com a qual nos preocupamos é a nossa e, rapidamente, ignoramos que a mesma está dependente de vários factores e de outras pessoas que de tanto serem negligenciadas, numa relação de interdependências que insistimos em não compreender e teimosamente não queremos valorizar, um dia acabam por nos atirar ao tapete.

Os seres inteligentes que nós somos não deviam necessitar de cair na valeta para poderem constatar e valorizar as vantagens das cadeias de valor que, reforçadas, contribuem para o bom desempenho do todo, valorizando cada componente que integra o processo. Nós somos todos culpados pelo desatino em que vivemos uns com os outros e a nossa economia não escapa a esta realidade que resulta da nossa natureza. No entanto, um amigo ensinou-me que, quando se demonstra de forma eficaz os ganhos que cada um pode tirar pela sua colaboração num processo comum, todos querem participar. É isso que caracteriza a comunidade.

Todos nós estamos cheios de teorias redondas e conversa balofas sobre os objectivos que se deviam almejar para os Açores. Apesar disso, somos poucos os que realmente nos decidimos abordar os problemas com vista a contribuirmos para que as soluções – que melhor sirvam todos – possam ser encontradas. Se o que acontece no parágrafo anterior pode ser verdade, não será menos verdadeira a nossa incapacidade de criar canais de comunicação onde os sinais de egocentrismo, sobranceria e desconfiança possam todos ser suplantados pela criação de uma visão conjunta dos resultados que a nossa sociedade pode atingir.

Não devemos contrariar a afirmação dos vários sectores da nossa economia de per se. Não devemos contrariar que cada representante busque atrair sobre si a atenção dos restantes. Contudo, não devemos favorecer a estanquicidade redutora dos mesmos nem o aproveitamento político para garantia do poder.

Devemos, isto sim, procurar garantir que quem governa preconize a criação de plataformas para entendimentos pontuais, para que as estratégias de fundo para o desenvolvimento dos Açores possam ser incrementadas com o aporte de cada sector, para que todos fiquem conscientes que os benefícios que poderão alcançar estão directamente relacionados com o contributo que estiverem disponíveis a dar na definição dos respectivos planos de acção.

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Sábado, Janeiro 14

...Shuting Down !


All this talk of getting old
It's getting me down my love
Like a cat in a bag, waiting to drown
This time I'm comin' down

And I hope you're thinking of me
As you lay down on your side
Now the drugs don't work
They just make you worse
But I know I'll see your face again

But I know I'm on a losing streak
'Cause I passed down my old street
And if you wanna show, then just let me know
And I'll sing in your ear again

Now the drugs don't work
They just make you worse
But I know I'll see your face again

'Cause baby, ooh, if heaven calls, I'm coming, too
Just like you said, you leave my life, I'm better off dead

All this talk of getting old
It's getting me down my love
Like a cat in a bag, waiting to drown
This time I'm comin' down

But I know I'll see your face again




- "(...) A ponto de legitimar a dramática pergunta e a desencantada resposta de Martinson sobre o sentido e a funcionalidade do sistema : "What works ? Nothing Works" " in. "Direito Penal Português - As consequências jurídicas do crime" - Jorge Figueiredo Dias ; Ed. de 93 para a Aequitas -

Today's Symphony


Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
You're a slave to money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the veins meet yeah,

No change, I can't change
I can't change, I can't change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
But I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

Well I never pray
But tonight I'm on my knees yeah
I need to hear some sounds that recognize the pain in me, yeah
I let the melody shine, let it cleanse my mind, I feel free now
But the airways are clean and there's nobody singing to me now

No change, I can't change
I can't change, I can't change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no
I can't change
I can't change

'Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
Try to find some money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the things meet yeah

You know I can't change, I can't change
I can't change, I can't change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

I can't change my mold
no, no, no, no, no,
I can't change
Can't change my body,
no, no, no

I'll take you down the only road I've ever been down
I'll take you down the only road I've ever been down
Been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Have you ever been down?
Have you've ever been down?

have a nice weekend wherever you are



... e porque hoje é sábado,

terminamos a semana com bom gosto, masculino desta feita.



Tenham um bom fim-de-semana e, se puderem, não se esqueçam de passar pela Tiffany’s

foto daqui

Sexta-feira, Janeiro 13

...Eu hoje deitei-me assim !

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with a late night friday movie.

(post-scriptum : fuck ! nunca mais me livro destas : Ilhas e encontro um ilhéu só meu !)

Qual é a parte da frase que o SEC não percebe?!