Quinta-feira, Novembro 03, 2011

#tragedia_grega

UE dracmatiza o discurso. Chegou a hora do povo grego começar a afinar os conversores monetários.

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#tragedia_grega

Se os gregos desistirem do Euro devolvem-nos a taça?

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Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Quem diz a verdade [não] merece castigo






























Os daniéis oliveiras deste país ganham a vida a criticar os políticos que mentem ou que ocultam a verdade. Mas quando encaram a verdade… também criticam. Vá-se lá entender estes daniéis...

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Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Da teoria e da prática

Este estudo aqui citado, bem como aqui referido como justificação para o «prémio injustificado», em que basicamente se afirma que os funcionários públicos merecem o corte no 13º e 14º s meses porque nas funções que exigem mais baixas qualificações estão melhor remunerados, para além não terem risco de desemprego, deixo aqui duas pequenas notas:



  • Como disse hoje Vitor Gaspar em relação à TSU, esse estudo é possível que funcione muito bem nos quadros de uma universidade, mas a realidade prática é outra: nas funções de menores qualificações (por exemplo, uma empregada de copa de uma cantina de uma escola vs uma empregado de copa de um café, um telefonista de uma câmara vs uma secretária de expediente geral de uma PME, ou um servente de uma uma empresa de construção vs um cantoneiro de uma empresa de recolha de lixo) a grande diferença não está no que cada um ganha, mas antes no que cada um declara. Sucintamente, no sector público não há o envelope com os duzentos, trezentos euritos em numerário;


  • Seria conveniente, portanto, que prezados liberais não se mostrassem tão encantados com um estudo realizado por uma entidade pública como é o Banco de Portugal;


  • A terceira nota relativamente ao OE 2012: o Governo foi suficientemente corajoso para mexer na despesa com o corte no subsídios, espera-se agora a mesma determinação e empenho na outra parte: o aumento das receitas, não através do agravamento dos impostos (eu trabalho por conta de outrem e sou trabalhador independente e já sufoco com tanto imposto), mas da agilização do levantamento do sigilo bancário: tirando a Suíça, não há nenhum país europeu que seja tão zeloso desse tal segredo, como são os nossos empresários, trabalhadores liberais, juízes e banqueiros (dizia-me um amigo inspector tributário: nas direcções de finanças, alguém pedir um levantamento do sigilo bancário é o mesmo que o Presidente da República pedir a dissolução da AR: tens de reunir o Conselho de Estado, todos te perguntam se sabes bem o que estás a fazer e só começas a ter acesso à informação importante, se o juiz anuir, passado um ano. )

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Sábado, Outubro 15, 2011

Cortar nas gorduras do Estado

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Terça-feira, Setembro 27, 2011

Adoro o cheiro a napalm pela manhã


Merkel propõe perda de soberania para quem falhar critérios de estabilidade

No problem dona Merkel. Caso Portugal falhe os critérios de estabilidade fazemos o “sacrifício” de ceder a soberania da Madeira e ainda oferecemos de bónus o tio Alberto João.

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Sábado, Setembro 24, 2011

A Madeira é um exemplo












Socialistas, Bloquistas, Comunistas e os outros “istas”, deviam andar mais preocupados [do que andam] com a situação da Madeira. É que agora, com o exemplo vivo da Madeira do tio Alberto João, já não restam quaisquer dúvidas que as políticas por eles preconizadas de combate à crise com o recurso a um forte incremento do investimento e emprego públicos não trazem a prazo qualquer crescimento económico sustentado.

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Terça-feira, Setembro 13, 2011

Continuam a sair esqueletos dos armários

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Sábado, Setembro 10, 2011

Cara de pau perdeu os hífenes

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Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Apito de Lata

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Moral da estória: o barato sai caro

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Terça-feira, Agosto 23, 2011

De apito na liga











Fernando Idalécio Ferreira Martins, encarregado de armazém, comprovou que um árbitro das distritais pode perfeitamente apitar na Liga principal; mas tenho sérias dúvidas que Carlos Xistra e João Ferreira tenham competência para arbitrar um jogo das distritais.

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Sexta-feira, Agosto 05, 2011

Tratado sobre Política Europeia*

* by Suicidal Tendencies



Seguindo a conversa do baú dos 90, aqui desenvolvida pelo Afonso Azevedo Neves, a melhor canção e vídeo dos ST está nesta «Nobody Hears», seguido de perto pela «War Inside my Head».


Ao recordá-la, e estando em simultâneo a ver o enésimo episódio série «Crise das Dívidas Soberanas», mais concretamente o episódio 47 da trigésima quinta série, lembrei-me que a letra, poderia muito ser uma declaração de Barroso à Senhora Merkel. Fica então aqui o vídeo e o «diálogo»:




Durão Barroso:


«Angela,
I talk through my eyes, the words pourin' down
Nobody hears
You ask me what's wrong, but what can I say
Nobody hears

I try to tell you, I try to show you
How else can I tell you, how else can I show you

I'm screaming inside, why can't you hear
Nobody hears
You're looking right though me like I'm not here
Nobody hears

When the last tear falls down
Nothing gets washed away
Another plea put to rest
As nobody hears, nobody hears

So what did I do to you
That makes you run from me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

You figured it, shaped it to your perfection
Nobody hears
Subtracted my feelings from the equation
Nobody hears

Is it all in my mind
Then it would be easy to find


So what did I do to you
That makes you run from me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

So if it's all, if it's all in my mind
Then wouldn't it, wouldn't it
Wouldn't it be so easy to find

So what do I have to do
To make you comfort me
Now I'm sitting here screaming inside myself
Don't understand why nobody hears

So I'm sitting here screaming inside myself
Well I'm sitting here crying inside myself
So I'm sitting here screaming to nobody else
Don't understand why nobody hears
And nobody nears, nobody hears, nobody hears»


Merkel: «José, don't worry, be happy».

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Terça-feira, Agosto 02, 2011

Mais troikistas que a troika e mais sociais que o socialistas

Esta coisa dos "passes com preços diferenciados" é um completo disparate. Assim começa a não fazer qualquer sentido o corte no subsídio de natal.

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Sábado, Julho 30, 2011

Deleite




















LIBERDADE

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

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Quarta-feira, Julho 27, 2011

Da série "Respostas que impõem respeito"™

Resposta do Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, ao deputado Pedro Silva Pereira, na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República:

"Um deputado que era membro do Governo que anunciou que o défice de 2009 era de 5,9% e foi de 10,1%, se não viu o desvio em 2009 é natural que não o veja agora também."

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Terça-feira, Julho 26, 2011

Minha é que não é!

Para Angela Merkel a culpa é dos "PIGS", e para os "PIGS", de Merkel. Behring Breivik responsabiliza o marxismo e a islamização da Europa; e os Noruegueses acusam um demónio secular. Adelino Maltez, que anda a ilustrar posts com uma selecção das minhas piores fotomontagens de sempre, deve continuar a achar que a culpa é da Carbonária; enquanto Pacheco Pereira continua a apontar o dedo a umas tais de "teias de interesses". Para Eduardo Pita a culpa é dos novos administradores indicados pelo PSD e CDS-PP para a Caixa Geral de Depósitos; Rodrigo Moita de Deus acha que seja lá de quem for a culpa, o Pacheco Pereira está de certeza envolvido; só Daniel Oliveira é que ainda anda um pouco indeciso entre a culpabilização dos submarinos ou dos sms da Manuela Moura Guedes. Para Nuno Rogeiro a culpa é, sem qualquer margem para dúvida, do Heavy Metal. Fernanda Câncio, apesar de já nem se lembrar bem, responsabiliza pela crise os anos de governação de Cavaco Silva na década de 80 do século passado. Para Louçã não há qualquer margem para erro, a culpa é dos "Bélmirrrrus"; e para o Valupi, a culpa é do Bloco de Esquerda. Sócrates acusa a Moddy's, e a Moddy's está-se completamente a marimbar para quem a acusa ou para quem tem a culpa. Os três estarolas ainda não entenderam bem quem teve culpa, mas têm a certeza absoluta que Sócrates não teve nada a ver com o assunto. Pedro Passos Coelho sabe que a culpa não é dele mas prometeu não dizer de quem é.

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Segunda-feira, Julho 25, 2011

Secretário-geral a dias

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Sábado, Julho 16, 2011

Os boys pelos nomes

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Sexta-feira, Julho 15, 2011

Ich bin ein Berliner

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Quarta-feira, Julho 13, 2011

A herança do engenheiro do ambiente

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Rolling In The Deep

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Terça-feira, Julho 12, 2011

Mamma mia

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Quarta-feira, Julho 06, 2011

Foi você que pediu uma agência de rating europeia?

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Knidos

Como João Gonçalves tem perfeita noção do que escreveu sobre o PSD de Pedro Passos Coelho no Portugal dos Pequeninos, deduzo que os métodos pidescos utilizados por esta malta, que se encontra agora entrincheirada numa cave escura ao Largo do Rato, apenas pretende garantir que no PSD e no Governo, todos, sem qualquer excepção, possam ficar a saber que o novo adjunto político do ministro dos Assuntos Parlamentares caracterizou, a seu tempo, o actual Primeiro-ministro como uma forma de vida da família dos cnidários adultos. Quem aprecia o estilo satírico e contundente da escrita de João Gonçalves também sabe que para o autor do Portugal dos Pequeninos de alforreca a vigarista vai uma distância como a de São Caetano à Lapa ao Largo do Rato, sem passar pelo Jardim da Estrela.
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Sexta-feira, Julho 01, 2011

O “choque” de António José Seguro














Depois do que fez e do que disse durante o período das trevas Socrático, esperar-se-ia, no mínimo, que o putativo próximo líder do PS se deixasse de mariquices.

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Quinta-feira, Junho 30, 2011

Pedimos desculpa por esta interrupção

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FORMAT C:


Na semana que antecedeu a tomada de posse do novo governo, entre 13 e 17 de Junho, os funcionários dos gabinetes dos ministérios das Finanças e da Economia ficaram sem informação nos computadores com que trabalhavam, os emails profissionais deixaram de ter histórico ou lista de contactos e os discos rígidos foram limpos. (…) Esta operação de limpeza foi executada pelo Ceger, organismo responsável pela gestão da rede informática do governo (RiNG) e que está na dependência da presidência do Conselho de Ministros. (…) A Economia teve mais sorte do que as Finanças. Foram mantidos os computadores, mas os gabinetes ficaram sem internet e sem acesso aos emails durante alguns dias, o que impossibilitou todo o gabinete dirigido por Álvaro Santos Pereira de comunicar oficialmente com o exterior. (…) O i não conseguiu confirmar se idênticas situações aconteceram noutros ministérios.

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Quarta-feira, Junho 29, 2011

Confessionário















Enquanto houver desemprego massivo, pobreza, precariedade, corrupção, desigualdade social extrema, exploração do trabalho, discriminação, a esquerda tem uma agenda forte. (…) Aceitar medidas anti-populares é trair a base política do Bloco. Isso terá sempre um preço, incluindo um preço eleitoral (…).

Andrea Peniche, Fernanda Câncio e o harakiri da esquerda

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Males que vêm por bem

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Terça-feira, Junho 28, 2011

O 2.º Violino

Num tempo em que se o parlamento grego não aprova o plano de austeridade, a Grécia declara falência e leva de arrasto, imediatamente, o BCE, o Sr. Trichet está a fazer uma «forte vigilância» à inflação.


Um diálogo possível a bordo do Titanic:

Um tipo: Acho melhor fugirmos que o barco está a afundar, Trichet

Trichet: Não te preocupes, eu estou a fazer uma forte vigilância ao segundo violino da orquestra.



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Sexta-feira, Junho 24, 2011

Mudam-se os tempos, mudam-se as mentalidades


























No tempo do outro senhor, os candidatos a futuros juízes e magistrados do Ministério Público talvez pudessem ser convidados a enviar as suas avaliações por fax para a Directora do Centro de Estudos Judiciários (CEJ).

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Quarta-feira, Junho 22, 2011

Bloqueados

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Da Finlândia com desprezo

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Menos Estado, melhor Estado

São poucos os que entendiam a sua actual relevância para a causa pública, mas eles existiam e continuavam a gastar [ganhar] milhões. Pedro Passos Coelho prometeu extingui-los, e apesar do novo Primeiro-ministro ter informado no seu discurso de posse que não iria nomear novos Governadores Civis, as reacções não se fizeram esperar. Vão agora passar a ser geridos por secretários gerais, transitoriamente, até à sua completa extinção. As suas competências deverão ser espontaneamente apropriadas pelos Ministérios e respectivas Autarquias. Os contribuintes agradecem.

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Terça-feira, Junho 21, 2011

Exma. Sr.ª Presidenta da Assembleia da República

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Segunda-feira, Junho 20, 2011

Venceu a lógica partidária















Pedro Passos Coelho, como se esperava, cumpriu com a palavra dada. Esperar-se-ia alguma solidariedade do grupo parlamentar do CDS-PP na segunda votação. A esquerda, envergonhada, prefere proclamar Portas como vencedor. Perdeu-se uma excelente oportunidade para dar ao país um sinal claro de união da coligação governamental. Portugal precisava desse sinal.

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Sábado, Junho 18, 2011

Working Class Hero

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Sexta-feira, Junho 17, 2011

Noblesse oblige

À atenção do grupo parlamentar do CDS-Paulo Portas:

"O grupo parlamentar do PSD tem o direito nos termos regimentais de indicar o candidato a presidente, é submetido a votação dos deputados e eu espero que tudo corra bem"

Miguel Macedo

E para que tudo corra bem, basta o grupo parlamentar do CDS-PP cooperar nesta matéria com o grupo parlamentar do PSD. Aparentemente simples.

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Quinta-feira, Junho 16, 2011

Soluções para a Crise

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Quarta-feira, Junho 15, 2011

Os herdeiros de Sócrates

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Habemus Papam

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Terça-feira, Junho 14, 2011

Continuam cegos, surdos, e sem tento na língua















Depois de ouvir as principais linhas de [des]orientação defendidas pelos dois candidatos à liderança do PS, e de assistir ontem na SIC Notícias a um degradante espectáculo político a solo da autoria de Alfredo Barroso, já se sabe que o país vai continuar a não poder contar com o PS durante [mais] a próxima legislatura.

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Venha o Sócrates e escolha





















António José Seguro já terá reunido os apoios necessários para se tornar o próximo secretário-geral do Partido Socialista. Francisco Assis conta com o apoio das "elites" do partido e ainda não deu a batalha como perdida. O principal responsável pela bancarrota do país foi despedido com justa causa, meteu férias, e diz que "adora" os dois candidatos. Os dois candidatos agradecem e retribuem. Como diria um  eminente socialista da velha guarda: «é o que se arranja!».

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Sexta-feira, Junho 10, 2011

Deixam a “papinha feita” ... dizem eles

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Segunda-feira, Junho 06, 2011

A culpa é sempre dos pepinos

Deixem de culpar a abstenção, os vossos camaradas da esquerda, os media, os funcionários públicos, e tudo o mais que vos vai passando pela cabeça. O culpado está perfeitamente identificado, tem um nome, esteve seis anos e meio no poder, deu provas mais que cabais de toda a sua incompetência, e saiu ontem de cena depois de lhe ter sido infligida uma estrondosa derrota pelo povo português. Já está mais que na hora de acordarem e de encararem a realidade de frente.

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Os paranóicos do costume

Vêem "ódio" em tudo, e por todo o lado. Vêem aquilo que sentem.

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Domingo, Junho 05, 2011

GOOD BYE SÓCRATES!

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Sábado, Junho 04, 2011

THINK ORANGE

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Sexta-feira, Junho 03, 2011

78 mil milhões de razões e mais uma















«Portugal não seria uma democracia sem o PS, mas o PS pode não sobreviver a Sócrates caso se dê o trágico desfecho de manter o poder.

O actual chefe dos socialistas não merece a palavra líder. Tornou-se um cabecilha de um curto bando de caçadores na feroz batida aos homens livres.

A acção continuada de condicionamento do poder judicial, o peso colocado na asfixia da liberdade de Imprensa, os lucros de milhões para os empresários dóceis e os pesados castigos aos de livre arbítrio e a forma como traveste a realidade mostram que Sócrates não é um democrata.

É penoso para quem ama o nosso País e este Povo ler sondagens que ainda colocam como possível ganhador um indivíduo capaz de mentir aos cidadãos de forma descarada– como foi patente agora no triste episódio do memorando escondido com austeridade de fora.

Sócrates é um actor que trocou o ponto pelo teleponto. Mas isso não seria demasiado defeito se ele fosse um democrata. Se respeitasse os limites do combate, as regras que fizeram do PS um bastião da liberdade. Herdeiro da ética da esquerda não dogmática, o homem busca o totalitário. O Povo? Sócrates só se respeita a si e à sua cuidada imagem. Vê o poder como fim que vale todos os meios.

Caído este chefe, o PS atravessará o deserto redentor e Sócrates poderá passar de caso de política a caso de polícia.»


Octávio Ribeiro, O partido de Sócrates

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Descubras as diferenças














Versão original:
"Os responsáveis da troika consideraram que o PEC 4 não era suficientemente profundo em reformas estruturais para lidar com a crise, uma vez que se concentrava apenas nas medidas fiscais".

Versão divulgada pela Lusa, alterada pelo chefe de redacção:
"A troika considerou que o PEC 4, que o Governo apresentou em Março e foi chumbado no Parlamento pela oposição, 'era um bom ponto de partida', disse Jürgen Kröger".

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Cheira bem, cheira a Vitória














«(...) Sócrates levou ao limite a independência financeira, e política, de Portugal, mas é o primeiro responsável, por mais voltas que dê, por mais culpas que atire para cima do PSD e dos partidos da Oposição que decidiram provocar eleições antecipadas, para os especuladores financeiros, para o mundo. Já tínhamos um nível de desemprego recorde, já estávamos a pagar juros insuportáveis, já tínhamos as finanças públicas num estado calamitoso. E, enfim, já estávamos num pântano, muito pior do que aquele que fez Guterres pedir a demissão há dez anos. Com PEC sucessivos a mostrarem os falhanços dos anteriores, e que só a si, Sócrates, podem ser assacados. (…) José Sócrates merece perder as eleições, porque, verdadeiramente, nunca as quis ganhar, optou por não as querer perder. O seu programa eleitoral, simplesmente, não existiu e, nos debates televisivos da pré-campanha e nas arruadas e comícios da campanha, limitou-se a dizer que quer continuar a fazer o que fez. Sócrates quer um Estado social que já não existe, e que a sua política acabou, também, por condenar (...)»

António Costa, Porque é que Passos Coelho vai ganhar e porque é que Sócrates vai perder

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Quinta-feira, Junho 02, 2011

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

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A Herança

Entre 2014 e 2026, nós, portugueses, iremos pagar todos os anos mais de 1.500 milhões de euros em PPP. 1.500 milhões é o mínimo, porque a conta pode chegar aos 2.500 milhões (entre 2014 e 2018). Até 2038, iremos pagar - no mínimo - 1000 milhões por ano. A conta das PPP só baixará dos 500 milhões por ano em 2040. Ou seja, os meus netos ainda vão ter de pagar a conta deixada por Sócrates

Henrique Raposo, Os factos que devem condenar Sócrates

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Terça-feira, Maio 31, 2011

O meu voto

O meu ideal de sociedade é a social-democracia como ela é entendida nos países nórdicos. Com Estado, com letra maiúscula, que garante as necessidades básicas dos cidadãos, e que administram escrupulosamente, ao cêntimo, a Coisa Pública. Com empresas que pagam muitos impostos, e pagam-nos todos, mas que criam riqueza e remuneram proporcionalmente os seus colaboradores na medida dessa riqueza criada; com sindicatos que em vez de fazerem greves, pré-avisos de greve e manifestações, têm assento no CA das empresas para estudar as melhores formas de criar mais riqueza e, depois, exigem que esses ganhos sejam distribuídos pelos colaboradores. Estas sociedades têm também defeitos, mas como eu já tive a oportunidade de estar por lá uns meses, são bem suportáveis...


Portugal passou os seis anos de Sócrates a fazer as coisas pela metade deste tipo de sociedade: com Estado, com letra grande e não maiúscula, porque se trata de um Estado que tudo vigia e em tudo se intromete, mas que não é capaz de administrar a Coisa Pública, já não digo ao cêntimo; mas ao bilião...os desvios são sempre de mil milhões. Com empresas afogadas em impostos - e cidadãos idem - para serem gastos em fazer três autoestradas para lado nenhum. A aposta na qualificação foi uma rotunda oportunidade perdida, com milhares de milhões de euros a serem gastos no Parque Escolar (escolas com soleiras em granito «Negro Angola», dos mais caros e importados) ao mesmo tempo que se reduziam salários a professores e se aumentavam as propinas. Como disse o Governador de Banco de Portugal: Portugal é uma empresa que construiu um belo edifício e ficou sem dinheiro para comprar máquinas... ou para formar e remunerar os seus colaboradores, acrescento eu. E ainda entrou em insolvência.


A comunicação social tem um fraquinho por Sócrates, isso é evidente, e legítimo - temos sempre mais consideração pelos melhores profissionais da nossa área: Sócrates é um infalível comunicador, mas levou Portugal à falência. Para além disso, apresenta-se a estas eleições visivelmente cansado e com uma única ideia de governo: o contrário do que Passos Coelho diz de manhã, ele propõe da parte da tarde. Vejo com uma certa pena que ninguém do PS assuma um erro de governação; já não digo os abrantes, mas parece que gente, como por exemplo Francisco Assis, que tenho por inteligente e deputado dedicado, se esquecem de apontar um erro que seja que nos conduzisse a este descalabro.


Vou votar Passos Coelho, não para correr com Sócrates, mas porque ele representa uma certa serenidade em tempos tempestuosos, um homem normal, como quase todos os políticos dessas sociedades nórdicas que eu aprecio, um homem que comete gaffes, mas que está empenhado em criar alguma coisa, em vez de só criticar as ideias dos outros e, acima de tudo, um cidadão que prometeu que não aprovava subidas de impostos, mas que quando o teve de fazer fez veio pedir desculpa - e esta humildade não serve de nada para quem os tem de pagar, mas é exactamente essa noção de que faltar à palavra não é correcto que separa Passos Coelho de Sócrates.
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