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Sábado, 9 de Maio de 2009

Está a acontecer, este ano, à chuva...

Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

A globalização esfumada

Por falar em fuminhos e proibições, vem aí a Marcha Global da Marijuana, uma "uma iniciativa internacional, pacífica, que tem lugar em várias cidades do planeta em simultâneo, sempre no primeiro sábado do mês de Maio".
A organização pretende discutir uma questão tabu: "O objectivo desta marcha é chamar a atenção dos governos, dos decisores políticos e das instituições relacionadas com as drogas e a toxicodependência em concreto, e da sociedade civil em geral, para as vantagens da legalização / normalização do cultivo, venda e consumo de canábis planeada e baseada na realidade e em factos científicos; e para a ineficácia e o falhanço da proibição na sua missão de reduzir o consumo, o tráfico de drogas e o crime associado".
Lisboa e Porto aderiram este ano, no que pode ser uma boa ocasião para os peões darem à sola, ou não. É já este sábado, à tardinha, dizem que regressará o tempo soalheiro.
O movimento está organizado (como o Hugo gosta): tem um manifesto, argumentos e propostas. As propostas são boas, excepto a 4.ª (por rebarbativa) e o final da 6.ª (por demasiado vago).
E põe tudo na mesa: "Não sendo inócua, a Canábis é certamente uma das drogas conhecidas mais seguras. Os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade.
Mesmo considerando o seu consumo prejudicial, tal não é razão para a ilegalização da substância e respectiva penalização dos consumidores. É uma questão de direitos humanos. As pessoas devem ter direito de optar consciente e informadamente" (daqui).
A marcha alfacinha é organizada pela COM.Maria (Comissão Organizadora da Marcha Global da Marijuana LISBOA 2007); a portuense é feita pela MGMPorto, que em breve se formalizará como Associação de Defesa do Consumidor de Cânhamo.
E ainda dizem mal da globalização, que gente tão embirrenta, credo!
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PS: concordo com a Sofia, Bárbara, Shiznogoud e Leone sobre a necessidade de moderar a proibição de fumar em locais públicos (p.e., excluindo espaços abertos), mas tb. tenho dificuldade em perceber a resistência de muitos fumadores em aceitar deixar de fumar em locais públicos fechados quando prejudicando terceiros (exceptua-se os só para fumadores, i.e., quando cessar a actual inexistência de alternativas para os não fumadores...).