20/01/2012

Estação Ferroviária do Cais do Sodré

Foto daqui.


Anúncio n.º 1216/2012. D.R. n.º 15, Série II de 2012-01-20
Presidência do Conselho de Ministros - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, I. P.
Projecto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, freguesia de São Paulo, concelho de Lisboa, distrito de Lisboa.

Linhas da Transtejo não vão ser suprimidas e só seis carreiras da Carris serão abolidas


Frequência dos barcos para o Seixal e Montijo será alterada, mas as ligações manter-se-ão

Por Inês Boaventura in Público

Todos os autocarros da Carris que servem os concelhos limítrofes de Lisboa vão continuar a circular. No metro as alterações incluem a redução da velocidade e menos carruagens

O secretário de Estado dos Transportes deixou cair, após negociações com a Junta Metropolitana de Lisboa, alguns dos cortes que estavam a ser equacionados para os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Na Transtejo já não será suprimida qualquer ligação fluvial e na Carris são seis as carreiras com os dias contados, em vez das 23 que o grupo de trabalho nomeado pelo Governo chegou a propor.


A proposta final ontem transmitida pelo secretário de Estado Sérgio Monteiro às 18 câmaras municipais da AML, e à qual o PÚBLICO teve acesso, é significativamente menos gravosa para os utilizadores dos transportes públicos do que aquela com que a Junta Metropolitana de Lisboa foi confrontada no início de Novembro. Nessa altura, o grupo encarregue de estudar a reformulação da rede de transportes sugeria a antecipação da hora de fecho do Metropolitano de Lisboa, o fim de uma ou de duas ligações da Transtejo (entre Belém e a Trafaria e entre o Cais do Sodré e o Seixal) e de 23 carreiras da Carris.Dada a contestação das autarquias, Sérgio Monteiro decidiu que continuarão em funcionamento os barcos que ligam Belém à Trafaria. Isto apesar de este serviço representar um custo de 3,2 milhões de euros por ano, que garante proveitos de apenas 0,4 milhões de euros. Já as ligações do Cais do Sodré ao Seixal e ao Montijo terão as suas frequências de serviço "ajustadas", ficando assim pelo caminho a ideia de estas duas carreiras passarem a fazer-se apenas aos dias úteis, em horas de ponta. Quanto à Carris, não será afinal suprimida qualquer das seis carreiras suburbanas (21, 25, 76, 745, 764 e 799) cuja extinção estava em cima da mesa na segunda versão proposta pelo grupo de trabalho. Em relação aos autocarros que servem apenas o concelho de Lisboa, serão seis (10, 777, 790, 797, 203 e 205) e não nove os que vão deixar de circular. Também o eléctrico 18 vai manter-se em funcionamento, mas o seu percurso será encurtado ao Largo do Calvário. Para além disso, Sérgio Monteiro adianta que "a Câmara Municipal de Lisboa aceitou a criação de um conjunto de novos corredores de faixas

bus

", medida que em seu entender irá permitir "aumentar o nível do serviço e contribuir para a redução de custos da Carris". Ao todo serão 22 as novas faixas reservadas a transportes públicos na capital. Quanto ao Metropolitano de Lisboa, e afastada que foi em Dezembro a possibilidade de o seu horário de fecho ser antecipado, vão avançar as alterações apontadas na segunda proposta do grupo de trabalho que estudou a reformulação da rede de transportes. As mudanças em causa são o aumento do intervalo entre comboios à noite, a redução do número de carruagens para três à noite e aos fins-de-semana e feriados (e em permanência na Linha Verde), o fecho de átrios secundários das estações à noite e aos fins-de-semana e a circulação a uma velocidade máxima de 45 quilómetros/hora (em vez dos actuais 60) fora dos períodos de ponta. O secretário de Estado dos Transportes considera que, no caso do metro, essas são "medidas racionais e equilibradas de ajustamento da oferta ao nível de procura". Sérgio Monteiro acrescenta que "o impacte para os passageiros será, na maioria das situações, pouco perceptível". Na CP o governante mostra-se favorável à reformulação dos horários e oferta das linhas de Sintra e Azambuja, afirmando que "um conjunto significativo de passageiros será beneficiado com esta reorganização da oferta, uma vez que são aumentadas as frequências nas ligações com maior procura". Nas horas de menor procura circularão comboios só com uma composição (três carruagens), o que, segundo o grupo de trabalho, proporcionará um "reforço do sentimento se segurança" pela "menor dispersão de passageiros pelos comboios".

Junta Metropolitana dá parecer positivo

Autarcas dizem que solução é "aceitável"

O presidente da Junta Metropolitana de Lisboa afirma que a solução do secretário de Estado dos Transportes para a reestruturação da oferta dos operadores públicos "não é boa mas é aceitável". Isto, sublinha Carlos Humberto Carvalho, que é também presidente da Câmara Municipal do Barreiro (PCP), por oposição à primeira proposta do grupo de trabalho nomeado pelo Governo, que "era inaceitável". Já o vereador da Mobilidade e Infra-estruturas Viárias da Câmara de Lisboa entende que o conjunto de alterações que deverá avançar em Fevereiro "é aceitável na actual conjuntura", apesar de implicar uma diminuição da oferta. Nos casos da CP e do metro, Nunes da Silva está de acordo com as alterações e diz que algumas delas deviam ter avançado há muito tempo. Quanto à Carris, o vereador diz que as principais preocupações da autarquia foram atendidas e que as reduções a introduzir se sentirão sobretudo em "zonas com população com maior rendimento e uma boa oferta do metropolitano", como o eixo entre o Campo Grande e a Baixa

Passe único em Lisboa avança e vai incluir CP, TCB e Transtejo

Por Inês Boaventura in Público
A oposição dos operadores privados de transporte à criação de um "passe cidade", que integre toda a rede da Carris e do Metropolitano de Lisboa, não foi suficiente para demover o secretário de Estado dos Transportes. Sérgio Monteiro não está disposto a abdicar deste novo título, que diz ser "um primeiro passo para a criação de um verdadeiro tarifário intermodal na Área Metropolitana de Lisboa".

Ainda assim, a proposta do secretário de Estado é diferente da que tinha sido avançada pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo: em vez de integrar só a Carris e o metropolitano de Lisboa, o "passe cidade" vai também dar direito a viagens na CP. Um alargamento que, segundo Sérgio Monteiro, "permite que a rede ferroviária existente passe a ser complementar à rede de metro (...), com especial benefício para a zona ocidental, a zona de Benfica, a ligação da zona oriental ao centro e a utilização da linha de Cintura enquanto eixo circular que permite a ligação da zona ocidental à zona oriental de forma eficaz". Vão também ser dados passos para que a Transtejo e os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) sejam integrados neste título. Outra prioridade do Governo é alterar as regras de distribuição das receitas dos passes intermodais entre os operadores, medida "necessária para corrigir uma distorção que vigora há décadas". Nesse sentido, a partir deste ano, a repartição vai passar a ser feita com base num inquérito realizado em 2007 (e não em dados de 1989, como acontece hoje). Depois disso a ideia é que essa repartição de receitas se baseie no número de passageiros transportados, obtido a partir do actual sistema de bilhética sem contacto. Tanto estas novas regras como a criação do "passe cidade", enquanto "primeiro passo para a necessária integração de todos os modos de transporte e operadores num novo sistema tarifário mais simples, justo e funcional", são vistas como positivas pela Junta Metropolitana de Lisboa.

19/01/2012

Jardim Botânico Tropical continua sem meios para travar degradação

in Público, 19-01-2012

Câmara de Lisboa planeia transferir verbas da obra da Ribeira das Naus para as juntas


Por Ana Henriques in Público

Serão retirados 550 mil euros aos sete milhões inscritos no orçamento para obra que ainda não arrancou


A maioria socialista que governa a Câmara de Lisboa vai propor a transferência de 550 mil euros das obras de requalificação da Ribeira das Naus para as juntas de freguesia, com o objectivo de o PSD lhe viabilizar o orçamento municipal deste ano. A consignação da empreitada decorreu há escassa semana e meia, não tendo as obras sequer começado ainda.Na passada terça-feira, os sociais-democratas admitiram inviabilizar o orçamento apresentado pelo PS, na assembleia municipal, reivindicando um aumento das transferências para as juntas, que a autarquia reduziu em dez por cento para este ano. Das exigências do PSD faz ainda parte a manutenção do Fundo de Emergência Social e o início do Programa de Emparedamento de Edifícios Devolutos, medidas que este partido negociou há já um ano com a maioria socialista, mas que até agora não foram desenvolvidas. Destinado a aproximar a cidade do rio, a requalificação da Ribeira das Naus vai fazer avançar a margem Tejo dentro, com plataformas de relva e de pedra. Também está prevista a criação de um lago no recinto da Marinha, que passará a estar aberto ao público, com os edifícios militares protegidos por um gradeamento amovível. No âmbito do mesmo plano o dique do Arsenal vai ser desenterrado, recuperando a estrutura da doca seca e as rampas de varadouro, que permitia a reparação de navios através de um sistema de comportas que controlava a passagem da água.Segundo os números oficiais, as primeiras duas fases do projecto representam um investimento de dez milhões de euros, dos quais 6,5 milhões provenientes do Quadro Comunitário de Apoio (QREN), sendo o restante montante capital próprio da câmara. Estas verbas não incluem a construção de um silo automóvel de três andares entre a Rua do Arsenal e o rio, no valor de 4,5 milhões. O edifício devia ser subterrâneo, mas a Câmara de Lisboa diz que afinal esta solução fica demasiado cara.A alteração orçamental para reforçar as verbas destinadas às juntas de freguesia é hoje discutida em reunião de câmara. A contrapartida que o PS vai tentar negociar com o PSD passa por reduzir 550 mil euros aos sete milhões inscritos na rubrica orçamental da Ribeira das Naus.De acordo com as grandes opções do plano da Câmara de Lisboa para 2012-2015, "para o desenvolvimento do projecto da Ribeira das Naus será dada prioridade às respectivas obras financiadas através da candidatura aprovada pelo QREN".Da responsabilidade da sociedade Frente Tejo, a empreitada passou para o controlo do município, na sequência da extinção daquela entidade. O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), garante que quando as obras ficarem prontas, em 2013, a Ribeira das Naus estará transformada num parque urbano. O trânsito automóvel continuará a passar por esta artéria, mas "através de uma ponte/passadiço, assente sobre um açude de contenção da revelada Doca da Marinha", explica a memória descritiva do projecto, que é da responsabilidade dos ateliers Proap e Global.
com Lusa.
------------------------------------------------------------------------------

Tira daqui … Põe ali …
Mais um episódio na interminável “saga” da Ribeira das Naus …

A imagem foi acrescentada ao artigo do Público

18/01/2012

Rua de São José: desprezando os peões!

Rua de São José
Peões? Passeios? Passadeiras?
3Ps = Lixo

Foto de Ana A. Sousa

POSTAIS DA BAIXA

Rua da MadalenaRua da Madalena

Rua dos BacalhoeirosPraça do Comércio

Lei do arrendamento urbano gera coro de críticas

Por Rui Lopes, in PÚBLICO Imobiliário de 18-01-2012

Motivos são díspares mas profissionais do sector da construção e imobiliário, bem como proprietários e inquilinos, estão insatisfeitos face à nova legislação.

O Governo está confiante de que a nova lei irá “criar um verdadeiro mercado de arrendamento”, impulsionado, ao mesmo tempo, a reabilitação urbana. Todavia, alguns dos principais profissionais do mercado imobiliário não estão tão certos disso e dizem que sem taxa liberatória no arrendamento, a nova lei poderá ser uma “oportunidade perdida”. Proprietários e inquilinos também não ficaram totalmente satisfeitos com as novas medidas previstas.
“As alterações à lei do arrendamento urbano, embora necessárias, não bastam para dinamizar o mercado. Sem mecanismos de incentivo ao investimento nesta área, nomeadamente sem uma taxa liberatória sobre os rendimentos a obter neste mercado, a intenção declarada de dinamizar o mercado de arrendamento será um autêntico fiasco”, sublinhou, em entrevista ao PÚBLICO Imobiliário (ver nestas páginas), Luís Lima, presidente da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), afina pelo mesmo diapasão do seu colega, notando que a nova lei só atingiria os seus objectivos se, “além de induzir a necessária confiança aos agentes económicos, fosse, de igual modo, um instrumento de captação e de incentivo ao investimento privado”. Ora, “é precisamente nestes dois pontos que a proposta falha, evidenciando uma falta de ambição” da parte do Governo, indicou Reis Campos, em artigo publicado na passada semana no PÚBLICO Imobiliário.
Para este responsável, esta situação só se inverterá se existir “maior eficácia e celeridade nos despejos, permitindo que os mesmos corram fora dos tribunais” e através da “criação de uma taxa liberatória aplicável em sede de IRS aos rendimentos do arrendamento, que equipare o investimento neste mercado, às aplicações em depósitos bancários”. Se no caso dos despejos, Reis Campos entende que “os princípios em que assenta o processo especial são bons” e o os prazos definidos são os “correctos”, já no que se refere à taxa liberatória, as notícias não são as melhores: “Quanto à taxa liberatória, a lei nada mais faz do que referir um regime fiscal específico a fixar em diploma próprio, escusando-se a traçar objectivos concretos e a definir prazos para a aprovação deste diploma complementar, o que significa que esta é uma medida diferida ‘sine die’”.

Despejos na berlinda
Mas as críticas não são apenas dos profissionais da construção e imobiliário. Por exemplo, a Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), apesar de saudar o encurtamento dos prazos para o despejo, considera “exagerado” o valor da indemnização previsto pelo Governo na nova lei. Sobre o Balcão Nacional de Despejos, o presidente da ALP, Menezes de Leitão, tem algumas dúvidas em relação à sua eficiência, isto porque “terá sempre que se recorrer a tribunal se o inquilino manifestar oposição à saída; estamos convencidos que, na esmagadora maioria dos casos, irá manifestar”. E acrescentou: “Não sei se essa estrutura terá alguma vantagem num processo que acabará por ter que ir parar a tribunal”.
Já os inquilinos estão “apreensivos” com as medidas anunciadas. Romão Lavadinho, da Associação de Inquilinos Lisbonenses, mostrou-se “preocupado” com os despejos e sublinha que “é importante questionar o motivo pelo qual as rendas não são pagas”.
Por seu lado, o presidente da Associação dos Inquilinos do Norte de Portugal assegura que os serviços jurídicos da associação têm sido constantemente solicitados para informações aos associados, desde que foi conhecida a existência de uma nova proposta de lei. “As pessoas estão assustadas”, constatou Manuel Vieira.

Recordar é Viver ?? ... por António Sérgio Rosa de Carvalho.


Vivemos tempos angustiantes ... O Futuro Ambiental e o Equilíbrio Ecológico do Planeta ... O Futuro da Europa como Unidade ... A crise Económica e Cultural do Ocidente ... A Austeridade, e as perspectivas Económicas e do Emprego em Portugal ...
Desde os primórdios da nossa infância, o Natal está ligado ao “make believe” … esta é a época onde pretendemos reencontrar Serenidade, Poesia, Reconciliação e Esperança … Não queremos objectividade e realismo “adultos” … queremos de novo ser transportados à Magia de “Neverland” … queremos de novo ser maravilhados pelo bálsamo da Fantasia … Queremos “Luzinhas” … mas também queremos “Bom Gosto”- condição … sine qua non … para a Magia e o Encanto.
Ora este último Natal foi para esquecer … no que respeita a sua celebração no Espaço Público …
Assim … a Simbologia oferecida pela Cidade, foi desenvolvida por gente perturbada, deprimente e indecifrável … com a agravante de que a imagem da Cidade de Lisboa ficou assim registada por todos aqueles que nos visitaram.
… Isto … acrescentado ao estado do Património arquitectónico e à decadência e indefinição de muitas Zonas Estratégicas da Cidade no seu Centro, completam a Imagem e confirmam a nossa depressão …
Portanto este Natal … é para esquecer … mas tem que ficar registado, devido à gravidade da incompetência dos responsáveis … e da sua Total incapacidade … de transmitirem a sua mensagem … a nós … e aos que nos visitam .




Perdidos - Confusos - Inseguros .
Indecifrável
Perplexos - Desorientados - Atordoados.







A "Ponte" foi desmontada ... mas "isto" ficou ... até quando ...?!?


Miguel Sousa Tavares no ponto sobre Lisboa e o Natal

17/01/2012

Criminalid​ade no centro histórico

Chegado por e-mail:


«Caros senhores,


Como o vosso blogue alerta para a degradação da cidade e propõe soluções, gostaria de partilhar um artigo publicado no Jornal de Notícias sobre um aumento de assaltos a turistas em Lisboa. É algo que leio com tristeza, pois eu também presenciei um assalto a um casal de turistas alemães junto da Casa dos Bicos que despertou a curiosidade dos clientes e proprietários dos establecimentos da zona, mas que se limitaram a ficar a ver e a comentar que "estas romenas passam a vida aqui a roubar." Visto que Lisboa tem vindo a crescer como destino turístico e sendo isso uma fonte importante de riqueza, esta é uma situação muito preocupante. Sobretudo quando os blogues com relatórios de turistas sobre as suas experiências na cidade têm últimamente quase todos alertado para a degradação e criminalidade.

Envio o link para o artigo do JN e para textos escritos recentemente a relatar esta situação em Lisboa. É certo que furtos a turistas acontecem em qualquer cidade, mas em Lisboa está a tornar-se uma autêntica praga, que juntando-se ao aspecto de abandono do centro histórico cria uma péssima imagem da capital portuguesa. A decadência, a degradação e a criminalidade impune não pode passar a ser uma imagem de marca da cidade. Isto já para não falar das constantes abordagens para a venda de drogas que já é das imagens mais associadas à cidade, julgando pelos blogues de turistas.

Basta também passar pela entrada do posto de polícia para turistas no Palácio Foz para verificar que há sempre alguém (e muitas vezes várias pessoas) a fazer queixa de alguma situação.

Envio-vos na esperança de ajudaram no alerta às autoridades competentes, incluindo a Câmara Municipal.

Obrigado,


Rui Silva


JN - Turistas a Saque em Miradouros de Alfama:
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=2239422»

Provedor de Justiça diz que EMEL cobra "taxas abusivas"

In Diário de Notícias (16/1/2012)
por Lusa


«O provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, considerou hoje que a EMEL (Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) está a cobrar "taxas abusivas" aos residentes na atribuição do segundo e terceiro dístico de estacionamento.

Numa nota da Provedoria da Justiça, pode ler-se que o provedor recomendou à Câmara de Lisboa a "revisão dos regulamentos municipais de estacionamento, na parte em que agravam as despesas com a aquisição do dístico de residente quando, para um mesmo fogo, são declarados vários automóveis".

No seu entender, "os habitantes da cidade de Lisboa têm direito a estacionar as viaturas de que são proprietários nas zonas de estacionamento tarifado à superfície e nas zonas de acesso condicionado, dentro do perímetro demarcado da sua residência".

Por isso, "o provedor de Justiça considera que as explicações prestadas pelo município de Lisboa não oferecem uma razão válida que justifique o agravamento" das taxas em caso de "pluralidade de automóveis por fogo habitacional -- por não ser tomado em linha de conta o número de membros do agregado familiar", indica a nota.

A Lusa tentou obter uma reação da EMEL, mas até ao momento não foi possível.»

Assembleia discute orçamento de 912 milhões de euros para 2012

In I on line (17/1/2012)
Por Agência Lusa

«A Assembleia Municipal de Lisboa começa hoje a discutir o orçamento da capital para 2012, de aproximadamente 912 milhões de euros, depois de o PSD, maioritário, ter admitido inviabilizar o documento devido à redução de transferências para as freguesias.

A Câmara de Lisboa, liderada pelo socialista António Costa, aprovou a 16 de dezembro o orçamento para este ano, fixado em cerca de 912 milhões de euros e que prevê uma amortização da dívida do município em 250 milhões.

O documento mereceu a abstenção dos vereadores do PSD e os votos contra dos vereadores do PCP e do CDS-PP, com a oposição a mostrar dúvidas quanto à realização de quase 200 milhões de euros em receitas, provenientes do Fundo de Investimento Imobiliário (91 milhões) e da venda da rede de saneamento em baixa à EPAL (105 milhões).

Anteriormente à discussão na assembleia, o orçamento foi analisado na Comissão de Finanças, que emitiu um parecer onde sublinha que "não é totalmente certa" a realização das receitas extraordinárias previstas para 2012 pela câmara.

O parecer dos deputados municipais aponta também "um significativo acréscimo de encargos financeiros", devido "à entrada na fase da maturidade de vários empréstimos contratualizados".

Além destas preocupações, o líder da bancada do PSD, maioritária na assembleia, António Prôa, admitiu a redução das transferências para as freguesias, comparativamente a 2011, podia levar o partido a inviabilizar o orçamento.

As transferências estão estimadas em 26,6 milhões de euros neste orçamento, um valor inferior em cerca de 5 por cento perante o ano passado, segundo o PSD, que considera, assim, que este montante penaliza as freguesias, na sua maioria 'laranja'.

O social-democrata disse à Agência Lusa que este tema tem marcado as discussões sobre o orçamento entre o PSD e a Câmara de Lisboa, através da vereadora das Finanças, Maria João Mendes, que duraram até à véspera da discussão.

Apesar de a discussão ter início hoje, o documento só será votado na próxima terça-feira, dia 24, uma vez que o presidente da câmara não estará presente na reunião de hoje.

PCP, Bloco de Esquerda, partido ecologista "os Verdes" (PEV) e PPM já admitiram à Lusa inviabilizar a proposta.»

16/01/2012

Plano de Pormenor do Parque Mayer

Segundo notícia aqui reproduzida o Plano de Pormenor (PP) do Parque Mayer terá sido aprovado em AM após ter sido aprovado pela CML em Julho passado.
De acordo com a legislação em vigor, nomeadamente o DL 380/99 e suas sucessivas rectificações, o Decreto Regulamentar 10/2009 que "Fixa a cartografia a utilizar nos instrumentos de gestão territorial, bem como na representação de quaisquer condicionantes" e o DL 202/2007 que alterou a chamada lei da Cartografia fixada pelo DL 193/95, a cartografia a usar nos Instrumentos de Gestão Territorial, em particular nos PP, terá que ser cartografia Oficial ou Homologada, caso não exista a Oficial.
Cabe ao Instituto Geográfico Português a incumbência de homologar a cartografia a ser utilizada nesses casos e listar no seu sítio da Internet a cartografia que homologou. Mas consultado o sítio do IGP com a listagem acima referida nela não consta a homologação da cartografia que apoia o Plano de Pormenor do Parque Mayer. Também na pesquisa ao sítio do SNIT da DGOTDU não consta esse PP como estando em vigor.
Receamos pois que a CML e a AM tenham aprovado um PP que não respeita a legislação em vigor.

Igreja S.Vicente de Fora sem iluminação​/alerta a Presidente da CML

Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. António Costa


Vimos pelo presente alertar V. Exa. para a necessidade da CML repor a iluminação da fachada principal da Igreja de São Vicente de Fora, a qual deixou de ser iluminada desde finais do ano passado, sem motivo aparente, o que consideramos profundamente lamentável.

Assim, solicitamos a V. Exa que dê indicações aos serviços de iluminação pública da CML para que aquele importante monumento (MN) volte a ser iluminado.

Com os melhores cumprimentos


Luís Marques da Silva, António Branco Almeida e Fernando Jorge



Foto

15/01/2012

Debate no Centro Nacional de Cultura: “O QUE SE PASSA COM O JARDIM BOTÂNICO DA POLITÉCNICA?”

o CENTRO NACIONAL DE CULTURA e a LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO organizam uma edição do Jornal Falado com o tema:

O QUE SE PASSA NO JARDIM BOTÂNICO DA POLITÉCNICA?

-As cidades históricas, a importância da preservação do seu património, a relevância dos Monumentos Nacionais para a cultura e para o país, as responsabilidades criadas na sua protecção e as oportunidades para a sua valorização e da envolvente.

-O Jardim Botânico da Politécnica e o seu enquadramento no Plano de Pormenor do Parque Mayer ( PPPM) e na Estrutura Ecológica Municipal - Que legado para a Lisboa do futuro?

Dr. Mário Soares

Prof. Cláudio Torres

Arqº Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles

Drª Ana Paula Amendoeira

Arqª Paisagista Margarida Cancela D'Abreu

Drª Luísa Schmidt

Representante do World Monuments Fund-Portugal

MODERAÇÃO: Dr. Guilherme d’Oliveira Martins

16 DE JANEIRO 18h30 ENTRADA LIVRE

Largo do Picadeiro, nº 10 – 1º
(ao lado do Café No Chiado)
Tel: 213 466 722 Fax: 213 428 250
http://www.cnc.pt/ http://www.e-cultura.pt/

É possivel fazer "vibrar' a criatividade numa zona degradada ... mas com respeito pelas características Patrimoniais e qualidade residencial. *


*A Rua Nova do Carvalho revisitada ... por António Sérgio Rosa de Carvalho.
Entretanto o "Rosa" entrou na inevitável metamorfose nojenta e decadente ... só "shabby" sem ... chic ... mas há que distinguir a lamentável intervenção na Via Pública, de outras iniciativas ... essas com qualidade ...
Escrevia eu aqui em 20/12/2011
Há muito tempo que defendo uma VERDADEIRA Reabilitação e Recuperação do Largo de S.Paulo e Mercado da Ribeira ... os que me acompanham serão testemunhas, através dos meus “posts” ... destas preocupações ...
Claro que a ‘redescoberta’da Rua Nova do Carvalho e dos “bares’ do Cais do Sodré ( com toda a mistura entre ‘Bas-Fond Vintage’ e ‘decors’ anos 60-70 ) pelas ... vibrações Nostálgico-Criativas e pelo Cool-Vintage ... tem desempenhado um papel positivo numa zona antes ‘mono-funcional’, decadente e impenetrável para fora das pessoas do “meio’.
É muitas vezes, através destes reconhecimentos e destas invasões eclécticas ... que a recuperação se inicia ... muitos exemplos noutras cidades Europeias o ilustram ( Berlim vive uma especial efervescência nos últimos anos ).
Mas para isso poder acontecer com equilíbrio e salvaguarda daquilo que garante a base qualitativa do sucesso, tem que existir uma estratégia eficaz de Restauro do Património Arquitectónico e garantia de Preservação das suas características Fundamentais.
Ora, a C.M.L. para tentar compensar e camuflar a total ausência de uma estratégia de Reabilitação Urbana tem apoiado acções ‘pseudo-criativas’ como os murais-Graffitis e agora a acção “feitichista” de “marcação de território” através ‘do rosa pastilha elástica’ numa via pública ... com o alibi de irreverência criativa ...
Este é um caminho perigoso ... e acima de tudo ... da parte da C.M.L. ... mentiroso ... de falso progresso ... pois não cabe ao Executivo da C.M.L. garantir o Restauro Impecável do Arquétipo- Pombalino que constitui o Largo de S.Paulo, do Magnifico edifício do Mercado e do edificado da Rua Nova do Carvalho?!?
É preciso “puxar para cima”, para garantir que Lisboa não se transforme numa espécie de uma Nova-Havana (Cuba) , que é visitada em busca de patine decadente e de um “Shabby Chic”de difícil equilíbrio.
Aliás, Lisboa, neste difícil equilibrio, está a perder completamente o ‘Chic’ ... e brevemente só ficará o “Shabby” e a decadência ...
Portanto “Pensão Amor”... sim ... invasão e expansão na Via Pública ... em assinatura feitichista Rosa – Schoking ... para marcar território ... Não! ... ( e muito menos no Arco-Património Pombalino! )



Sol e Pesca
Louvável e Inteligente intervenção … de ser incluida na minha rubrica … “Inteligência Empresarial e Sensibilidade Patrimonial”…
Sucesso Comercial, e Total e Inteligente manutenção de um Património de Interiores e Memórias … agora reintegrado e ressuscitado nas Vivências e Vibrações Quotidianas …






Entretanto ... inexplicávelmente ... as janelas autênticas Pombalinas datando do Sec XVIII deste edifício, resultado de Recuperação – Restauro impecável, que levou à publicação de um livro ilustrador de todas as fases da Intervenção foram criminosamente substituídas … se um ai nem ui … da C.M.L. … o que ilustra o “interesse” do Vereador Manuel Salgado por estes detalhes … que ele classifica como exageros da “Pedrinha e do Azulejo”
Aqui a transcrição da reacção do Autor do Projecto, ao meu “Post”:
João Appleton disse...
Só algumas correcções em relação ao 'artigo' e aos comentários:
1. O promotor do edifício começou por ser a EPUL mas durante a obra já pertencia à SRU da Baixa que posteriormente o vendeu;
2. A caixilharia de guilhotina não era nova. Era a caixilharia original do Séc. XVIII e tinha uma qualidade excepcional pois chegou aos nossos dias em condições de ser recuperada. Pelo interior, e por questões de acústica, a caixilharia foi duplicada com outra caixilharia de madeira, essa sim nova, equipada com molas encomendadas especificamente para facilitar a manobra;
3. Considero que não foi seguida a cartilha das unidades de projecto até porque a opção por restaurar a caixilharia partiu da avaliação e posterior decisão dos projectistas. Tratou-se sim de uma reabilitação, feita com grande empenho de todos os intervenientes - projectistas, dono de obra e empreiteiro;
4. Por tudo parece-me especialmente grave a forma como os novos proprietários fizeram a alteração (licenciaram-na?) - que eu saiba, era um dos poucos edifícios da baixa que conservava a caixilharia original;
5. Quando soubemos da alteração, enviámos um mail para a CML, mas não sabemos com que resultado;
6. O edifício é da autoria da Appleton e Domingos e para quem tiver interesse em perceber o processo de reabilitação e especificamente os pormenores da caixilharia poderá consultá-los no livro 'Biografia de um Pombalino'.



É preciso “puxar para cima”, para garantir que Lisboa não se transforme numa espécie de uma Nova-Havana (Cuba) , que é visitada em busca de patine decadente e de um “Shabby Chic”de difícil equilíbrio.
Aliás, Lisboa, neste difícil equilibrio, está a perder completamente o ‘Chic’ ... e brevemente só ficará o “Shabby” e a decadência ...
Dois edifícios frente a frente na Rua do Alecrim ... que pensarão os investidores e proprietários do Hotel Lx, das tendências de evolução sociológica e comportamento humano na envolvente, em direcção ao futuro … ?



Claro que a ‘redescoberta’da Rua Nova do Carvalho e dos “bares’ do Cais do Sodré ( com toda a mistura entre ‘Bas-Fond Vintage’ e ‘decors’ anos 60-70 ) pelas ... vibrações Nostálgico-Criativas e pelo Cool-Vintage ... tem desempenhado um papel positivo numa zona antes ‘mono-funcional’, decadente e impenetrável para fora das pessoas do “meio’.
É muitas vezes, através destes reconhecimentos e destas invasões eclécticas ... que a recuperação se inicia ... muitos exemplos noutras cidades Europeias o ilustram ( Berlim vive uma especial efervescência nos últimos anos ).

Pensão Amor
Numa Perspectiva do Património Pombalino, e independentemente das interpretações artísticas forçosamente colocadas no tempo e prisioneiras de tendências, modas e “ondas” passageiras … esta intervenção, respeita essencialmente as características dos interiores, e aliás, a cultura “vintage” tende essencialmente para uma vivência nostálgica de um passado erodido e “patinado” ... e ... é portanto, no que respeita o Património, conservadora, ou melhor, muito mais conservadora que a fórmula de “Reabilitação” de Interiores Pombalinos – Vereador Manuel Salgado – que é sinónimo de total demolição …
Portanto … quando a “onda” passar … os Interiores Pombalinos ainda lá estarão … em todas as suas características de Tipologias e Materiais para serem Restaurados !
Portanto … “Pensão Amor”... sim ... invasão e expansão na Via Pública ... em assinatura feitichista Rosa – Schoking ... para marcar território ... Não! ... ( e muito menos no Arco-Património Pombalino! )







14/01/2012

Moradores do Cais do Sodré fartos de ruído e "actos de vandalismo"



Funcionamento dos bares incomoda os vizinhos

Por Cláudia Sobral in Público

Grupo de residentes enviou abaixo-assinado à Câmara de Lisboa e à PSP pedindo uma "intervenção imediata"

Foi na véspera de Natal. Isabel Sá da Bandeira chegou ao carro, estacionado numa rua do Cais do Sodré, e percebeu que, durante a noite, um dos pneus tinha sido golpeado. Foi a segunda vez em dois anos. E tinham feito o mesmo a "mais uns dez". O barulho e os "actos de vandalismo" durante a noite são "crescentes" e estão a contribuir para a degradação da qualidade de vida dos residentes, queixa-se um grupo de moradores num abaixo-assinado enviado esta semana à Câmara de Lisboa e à PSP.

A situação tornou-se "insustentável" para quem vive na zona dos bares do Cais do Sodré, resumem na carta em que pedem uma "intervenção imediata e determinada", exigida pela "abrangência e dimensão dos problemas". E tudo piorou desde há meio ano para cá, contou ao PÚBLICO Isabel Sá da Bandeira.

Os mais de 200 moradores que assinaram o documento mostram-se contra "a abertura de novos estabelecimentos de diversão nocturna com horários alargados" e contra o alargamento do horário dos já existentes - alguns dos quais funcionam "até ao meio-dia". Dizem ainda discordar do recente encerramento ao trânsito de parte da Rua Nova do Carvalho, onde ficam os bares mais conhecidos da noite do Cais do Sodré.

À PSP pediram um reforço do policiamento daquelas ruas nas noites de quinta-feira a sábado, para "dissuadir" os frequentadores dos bares de "vandalizarem carros estacionados e fachadas de prédios privados", fazerem barulho durante a noite, urinarem na rua e de se "drogarem e fazerem sexo" à porta dos prédios".

"Tenho um vizinho que diz que já conhece os traficantes, porque eles vendem droga por baixo da janela dele", conta Isabel Sá da Bandeira, que garante que é "impossível imaginar" o que é viver na zona dos bares do Cais do Sodré e o estado em que estão as ruas no dia seguinte.

"No rés-do-chão do meu prédio já temos uma mangueira para limpar a rua de manhã", conta. E dá exemplos de alguns casos em que ela é necessária: "No domingo de manhã tinha preservativos usados à porta de casa, pendurados na grade da janela do prédio. As raparigas deixam papel higiénico e tampões entre os carros."

O PÚBLICO contactou a PSP e a Câmara de Lisboa, mas não obteve qualquer resposta em tempo útil.
-----------------------------------------------------------------------------------


Cabe a um Vereador conduzir os processos e as tendências, afim de lhes garantir um desenvolvimento equilibrado ... Isto exige serenidade objectiva, não repressora, mas também não explicitamente identificada, numa procura pessoal insegura de credenciais pseudo-progressistas e "modernaças" ... ou seja, num desiquilibrado e subjectivo, processo de afirmação individual ... à custa dos Lisboetas e da imagem da Cidade...
A "iniciativa explicita e identificada" da Rua Nova do Carvalho, transformou-se num efeito "boomerang" e o oposto da efectividade de gestão do Espaço Público.
Pois é ... "Zé" ... a Democracia Participativa é uma chatice ...
Estamos a criar um novo problema " Bairro Alto" com o apoio oficial da C.M.L. e do Vereador Sá Fernandes !?
Não foi a "festa" de inauguração um acto apressado,avulso, gratuito, oportunista e prematuro e que contribuiu para este desequilíbrio ...? ... além de ter constituído uma verdadeira operação de cosmética (abrilhantada com o rosa schocking ... além de desenquadrado, agora completamente nojento e decadente) para camuflar a ausência de uma verdadeira e equilibrada estratégia global para a Zona ?
Pois é ... 200 é demais para serem apelidados de "reaccionários" ou "caretas"...
Basta de "experimentar" ... com a vida dos outros ... Lisboa é Gente ?
As duas imagens foram acrescentadas ao artigo do Público ...
António Sérgio Rosa de Carvalho.

13/01/2012

POSTAIS DA BAIXA: Rua dos Correeiros

Arco da Rua Augusta e estátua equestre de D. José I não encontram quem os restaure


Por Carlos Filipe in Público
Com a Frente Tejo extinta e a Direcção de Cultura em vias de extinção, o Governo analisa projectos e a Câmara de Lisboa diz não lhe ter sido atribuída competência sobre aqueles bens

São verdes as colorações de D. José I e do seu cavalo, perpetuados em bronze na primeira estátua equestre feita em Portugal, peça central do Terreiro do Paço, em Lisboa. Na relação com o Arco da Rua Augusta, também abunda o verde, os tufos de erva, ou frisos ecológicos, como já são chamados na blogosfera. Enquanto avançam trabalhos para esplanadas e restaurantes naquela praça, o restauro e a limpeza de tal património, se não estão esquecidos, tardam em ter "luz verde".

À sociedade Frente Tejo, constituída por resolução de Conselho de Ministros de 2008, para reabilitação urbana da frente ribeirinha, foram dados poderes especiais, entre eles a gestão do património do Terreiro do Paço. Apontando o centenário da República, em 5 de Outubro de 2010, como data para a conclusão dos trabalhos - objectivo falhado -, deu resultado o apelo do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, pois um esforço de obra fez com que a missa papal, em 11 de Maio, fosse celebrada sobre a nova placa central do Terreiro do Paço.

Foi então dito pela Frente Tejo que, até Outubro, com a empreitada da renovação das fachadas dos edifícios - até agora minimamente executada -, aquele arco e, talvez, a própria estátua beneficiariam dos cuidados de que tanto carecem.

Não passou de uma intenção, embora tivessem sido dados alguns passos nesse sentido: em Setembro do ano passado, foi celebrado um protocolo de colaboração entre a Frente Tejo e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT) para a recuperação do arco, sob a tutela deste organismo.

Acontece que a Frente Tejo já foi extinta, ficando o ministro adjunto Miguel Relvas com as responsabilidades atribuídas à sociedade, bem assim como à sua liquidação. O protocolo ficou então sem efeito. João Soalheiro, que preside à DRCLVT, explicou ao PÚBLICO como se procedeu: "Foi-lhe dado [ao protocolo] inteiro cumprimento, com projecto de execução para conservação e restauro, com levantamentos e estudos, mas que se esgotou na elaboração do projecto de intervenção, pois pressupunha a celebração de outro protocolo, que contratualizasse a participação das entidades na sua execução."

Mas há mais. Explica ainda João Soalheiro que, com a extinção, a Frente Tejo passou parte das suas atribuições para a Câmara de Lisboa, e que a DRCLVT, também ela em processo de extinção, no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central, cederá as suas atribuições à Direcção-Geral do Património Cultural. "Assim, caberá às referidas entidades avaliar a oportunidade de execução do referido projecto", concluiu aquele responsável.

O PÚBLICO procurou saber se é à Câmara de Lisboa que compete executar aquele projecto, ou outro, como o restauro da estátua equestre (por não estarem identificados como responsabilidades da autarquia segundo o protocolo assinado com o Governo, em 2 de Dezembro), para dar continuidade aos projectos da Frente Tejo. Diz a assessoria de imprensa do presidente da câmara que "[o Arco da Rua Augusta] é um monumento sob a tutela da administração central", mais esclarecendo que o município "não dispõe de informação sobre os termos do protocolo entre a Frente Tejo e a DRCLVT". Sobre a estátua equestre de D. José I, admite que a limpeza "poderá passar por uma solução conjunta com a CML".

O mesmo pedido de esclarecimento foi solicitado ao gabinete do ministro Miguel Relvas. "Tudo o que não foi cedido à CML está a ser analisado, com vista à respectiva passagem a entidades competentes para assegurar a prossecução, a Cultura e a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, enquanto entidade responsável pela gestão dos bens imóveis do domínio público", respondeu o assessor de imprensa António Valle.

----------------------------------------------------------------------------------
"Verdes" ... ou melhor " Azuis" ... de espanto e perplexidade ... perante tamanhas e intermináveis trapalhadas "Protocolares" ... andamos nós, e connosco ... Lisboa.
António Sérgio Rosa de Carvalho.