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BOM ANO BOM 2012

Depois das comemorações natalícias, este ano deveras familiares, agradavelmente generosas e francamente afortunadas, vem aí o novo ano…

Seguidamente a rechear peru, cozinhar tarte de castanhas e confeccionar demais acepipes (sem falsa modéstia, confesso que até me desembaraço bem nestas lides) e após ter falhado os oficiais votos de BOAS FESTAS BOAS ma-schambeiros, antecipo-me e DESEJO A TODOS OS MA-SCHAMBEIROS – excelsos co-bloguistas e prezados leitores – um BOM ANO BOM 2012 tendo em conta que as previsões são de um ano basto iluminado (‘shining’ para os anglófonos).

BOM ANO 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Casa das Garrafas ao jeito de Antonio Gaudi

Via e-mail e sem referência quanto à sua origem, recebi estas imagens do que me pareceu ser um projecto associado a uma ONG na América do Sul. Fui investigar sobre casas construídas com garrafas de plástico.

Parece que esta iniciativa decorreu em Warnes, na Bolívia, no ano de 2007 , com orientação de uma técnica (nas imagens) da ECO-TEC – Soluções Ambientais. Esta empresa oferece serviços de consultadoria para o aproveitamento de resíduos sólidos em todo o planeta. O intuito é levar as comunidades a descobrirem a possibilidade de aproveitamento dos resíduos sólidos resultantes do  consumo quotidiano. Neste caso concreto, foram escolhidas as garrafas de plástico para a construção de casas, uma vez que este material apresenta propriedades isoladoras.

O resultado desta técnica apurada por Andreas Froese, um alemão ecologista que se dedica à bio-construção e ao eco-desenho, é fabuloso. Para além de ser um projecto ecologicamente sustentável, também me arrancou um sorriso porque me lembrei do não menos fabuloso Antonio Gaudi, esse génio da arquitectura modernista.

(as imagens aumentam quando seleccionadas)

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Os 25 anos dos Mutumbela Gogo (outra posta com atraso)

A companhia de teatro Mutumbela Gogo, sediada no Teatro Avenida, em Maputo, conta com 25 anos de existência. Para comemorar a efeméride, ao longo do ano de 2011 têm sido realizadas reposições de alguns dos seus espectáculos mais emblemáticos, entre os quais o famoso ‘Nove Hora’ de Rui Nogar.

As comemorações culminaram com um Festival Internacional de Teatro em Maputo entre o dia 6 de Novembro – data da fundação da companhia em 1986 - e o dia 13 de Novembro passado, com a apresentação de espectáculos,  seminários, ‘worshops’ de dramaturgia, de produção e  de cenografia.

Parece que também teve lugar a edição de um livro sobre as actividades da companhia (espero que mão amiga mo faça chegar em breve -  assim o solicito sem pudor) e a publicação de algumas peças de teatro de criação colectiva (aguardo a confirmação da mão amiga).  Também foram apresentados vídeos dos filmes produzidos pela companhia.

Bem hajam, Mutumbela Gogo, porque manter a especificidade do vosso trabalho não é fácil. E também porque 25 anos é um excelente marco para reflectir sobre um percurso tão rico (com todas as idiossincrasias inerentes) e lançar os alicerces para as próximas décadas.

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Japão versus Hawai – Posta com Atraso

Precisamente há uma semana assisti ao concerto de Ryiuchi Sakamoto na Fundação Calouste Gulbenkian. Alguns momentos sublimes, num registo de trio acústico ao lado do (fabuloso) violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e da (talentosa) violinista canadiana Judy Kang.
Sem grande rasgo emotivo para esta fã incondicional do compositor, a função ficou cumprida dado que o músico está perto dos 60 anos e as hipóteses de repetição do que aconteceu com Ali Farka Touré - o último concerto ao vivo foi assistido por mim e mais alguns (poucos) milhares de pessoas, em Lisboa – eram escassas.

No entanto, o troféu de emoções da semana passada vai para os dois documentários do surfista havaiano MacNamara, em sessão única no C.C. Colombo, «The North Canyon Show» e «The Glacier Project». O primeiro apresenta-nos a exploração das ondas da Nazaré por McNamara em 2010, com destaque especial para a investigação do «Canhão da Nazaré», que o norte-americano surfou no mês passado.
Já «The Glacier Project» mostra a aventura de McNamara no Alasca a surfar as ondas formadas com o degelo dos glaciares no Verão de 2007.
Este último impressionou-me bastante pois o nível de risco é francamente superior, tendo em conta que no primeiro documentário, filmado na Nazaré em 2010, o surfista apenas atingiu os 12 metros de onda. Deixo algumas imagens que, para além de ostentarem a beleza do degelo, apelam a práticas mais contidas neste Inverno que só agora começa a fazer-se sentir.

No Youtube há mil possibilidades de busca sobre este (e outros) projecto(s) alucinante(s) de MacNamara.

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Debate, disse ele…

 

Muito do que hoje aqui apresento foi fruto de uma reflexão que efectuei no âmbito de um trabalho sobre a aplicabilidade da antropologia em instituições. Na altura, acreditei que este modesto texto pudesse, de alguma forma, contribuir para uma reflexão sobre a missão dos Teatros Nacionais, fosse de um ponto de vista antropológico ou institucional … e eis que o Exmo. Sr. Secretário de Estado da Cultura lança o repto do debate, apesar de não informar quando e onde.

Exmo. Sr. Secretário de Estado da Cultura,
(…)Sabemos que a antropologia apresenta um sem número de dilemas respeitantes à ética da sua prática. As preocupações da antropologia aplicada têm muitas vezes a ver com a regulamentação do seu trabalho. As grandes questões éticas relacionadas com a investigação aplicada prendem-se normalmente com a relação estabelecida com os clientes ou com direitos de propriedade da investigação.
No final do séc. XX, em áreas tão diversas como a saúde, o direito, as organizações ou a educação, encontramos o que se passou a designar como ‘antropologia institucional’. Esta variante foi uma das respostas que a disciplina encontrou face aos novos domínios profissionais da modernidade. Teve também a particularidade de transformar os membros da sua comunidade numa espécie de profissionais ‘híbridos’, uma vez que coexistem entre a antropologia e outros domínios profissionais, dos quais podem sair e entrar, tornando-se assim investigadores disciplinares e interdisciplinares, simultaneamente. Um aspecto interessante deste designado membro ‘híbrido’ é que só lhe é conferida competência se possuir um vasto conhecimento dos contextos contemporâneos, apesar de não se exigir que um antropólogo institucional seja um antropólogo da aplicabilidade, dado a ‘antropologia institucional’ não pertencer a nenhuma sociedade profissional.

A ausência de políticas culturais por parte dos vários governos de Portugal traduz-se na ausência de um projecto sólido e dinâmico para os Teatros Nacionais. Assim, fica ao crítério de cada direcção artística delinear estratégias programáticas que, muitas vezes, não vão de encontro àquilo que pode ser considerado um serviço público. Poderíamos dizer que, idealmente, um projecto cultural institucional de serviço público deveria alargar o acesso da população a um contacto regular com a produção teatral através de textos que integrem quer o património teatral da humanidade, quer o património dramatúrgico nacional, procurando assumir as especificidades culturais e sociais do contexto onde se insere.

Deveria compreender um teatro sem fronteiras para poder sentir e responder eficientemente às necessidades e ao aprofundamento nas várias áreas e formas culturais. Com motivação e entusiasmo, deveria procurar práticas inovadoras e ideias desafiantes culturalmente, mantendo o sentido da responsabilidade para com a cultura local e nacional, assim como para Portugal no mundo, e a sua participação activa na definição da nossa realidade tanto na produção de conteúdos como no alargamento de públicos.

Numa época de grandes e complexas transformações socioculturais, a arte está a sofrer mudanças que não nos podem ser alheias. O projecto dos Teatros Nacionais deveria passar por uma busca incessante de novos processos de percepção e comunicação, através de formas interactivas, utilizando para tal as novas tecnologias.
Um ‘projecto ideal’ deveria ter como objectivo a criação de uma plataforma activa e dinâmica para o desenvolvimento do teatro local, regional e nacional, convergindo com todos quantos, nas várias vertentes, trilham os caminhos do desenvolvimento cultural e artístico do nosso país. Para além do trabalho regular da instituição, atribuído na sua programação anual, o projecto deveria incidir na investigação, pesquisa e experimentação. A estratégia do projecto deveria passar conscientemente por uma criação não dogmática que seria planeada com rigor, sentido cultural e aberta à criatividade artística. Uma instituição cultural de serviço público deveria ter uma função determinante a desempenhar na defesa e difusão da cultura teatral portuguesa e universal, na difusão da língua, na preservação do património artístico, bem como na formação, criando estímulos ao aparecimento de novas gerações de dramaturgos, actores, encenadores, cenógrafos, figurinistas e técnicos de teatro.

Pela sua capacidade de interpretação directa do público e da recriação de climas afectuosos, pelo recurso que faz à literatura, às artes plásticas, à música, à dança e às novas tecnologias, o teatro é um instrumento privilegiado no contexto artístico. Assim, para além da programação regular e no âmbito do seu projecto cultural deveriam ser apresentados espectáculos de companhias teatrais nacionais e estrangeiras, promover digressões regionais e nacionais, e também a participação em festivais, no país e no estrangeiro, para a apresentação dos seus espectáculos.

Em Portugal, é certo que perdemos rápida e sistematicamente a memória das práticas e das metodologias do Teatro. Deste modo, deparamos a cada passo com o vazio. Somos atirados para a estaca zero e obrigados em cada momento da nossa intervenção a partir invariavelmente do nada. Se acaso tal propósito pode ser aliciante e criativo, por outro lado afasta-nos cada vez mais do que de bom e de mau foi feito até aqui, impedindo uma reflexão sistematizada do que foi realizado.

Será necessário, para além da criação de novas dramaturgias, novas formas criativas. Estudarmos e darmos a conhecer o que nos fez estar no ponto onde estamos e então encontrar a razão da falta de repertórios e da falta de mercados. É preciso que o Teatro seja o motor da nossa civilização. Com muito trabalho, reflexão e uma consciência forte será necessário que os Teatros Nacionais sejam um pólo importante da cultura nacional. Almeida Garrett dizia que “a criação da necessidade do espectáculo teatral passa por três fases: primeiro criar o gosto pelo teatro, depois o hábito e só mais tarde a necessidade”. Por amnésia constante a tudo quanto se fez e se tem feito, pela constante ausência de políticas culturais, continuamos ainda na primeira fase.

Um dos âmbitos onde a prática da antropologia pode ter um papel importante talvez fosse na auscultação das necessidades do público através de inquéritos, levantamentos socioculturais e estudo de iniciativas, de forma a levar novos públicos ao teatro. Também poderia estar presente na planificação e desenvolver contactos com empresas locais, associações culturais, escolas, universidades, sindicatos e/ou centros de dia. Poderia mesmo promover a criação do gosto dos jovens pela arte teatral tendo como objectivo as novas formas de arte contemporânea. Todas estas iniciativas teriam como objectivo dotar o público de um teatro que o torne mais conhecedor e capaz de um olhar crítico sobre aquilo que vê.

Para ultrapassarmos a primeira fase que nos fala Almeida Garrett seria necessário dar uma atenção muito especial ao trabalho teatral com, e para, a infância e juventude. Através de protocolos com as escolas do ensino básico e secundário deveria desenvolver-se um conjunto de actividades de natureza artístico/pedagógica culminando na apresentação de espectáculos para as escolas. Esta é uma iniciativa que, apesar de possuir uma realização sistemática, se tem mostrado de alguma forma inconsequente. Para que funcione na plenitude seria necessário desenvolver actividades em estreita colaboração com os professores, concelhos pedagógicos e concelhos directivos das escolas, a partir de diversas formas de concretização. Deslocação de actores às escolas para a realização de seminários de expressão dramática. Realização de visitas de grupos de estudantes aos Teatros Nacionais com explicação do funcionamento da equipa teatral e com assistência a ensaios e a espectáculos. Motivação das crianças e jovens para a realização de trabalhos de natureza artística no âmbito da escrita, do desenho ou da expressão dramática relacionados com a actividade teatral.

Em relação à gestão dever-se-ia ainda atentar à formação específica no plano da criação e no plano da animação dos actores e técnicos dos Teatros Nacionais, à administração dos tempos de trabalho de forma a obter-se uma maior rentabilidade, tanto do ponto de vista da qualidade dos resultados, como do ponto de vista da quantidade das acções efectuadas. Possuir uma planificação cuidada da utilização dos meios humanos e equipamentos disponíveis e um adequado apoio administrativo ao desenvolvimento das acções. Elaborar um estudo permanente da relação público/Teatros Nacionais como uma das bases de escolha de repertório e efectuar uma mudança frequente dos espectáculos e das acções paralelas em cartaz de modo a manter o regular funcionamento destas instituições.

(2007)

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(adenda: só há pouco verifiquei que sempre que actualizo um post, seja porque encontrei um erro de sintaxe ou porque pretendo acrescentar uma ideia, perdem-se os ‘gostos’ via facebook. Assim, solicito as minhas desculpas a todos os leitores facebookianos. Coisas de principiante nestas lides da blogosfera)


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do amor…

 

Porque ocupada profissionalmente e porque, num Portugal “em crise”, teimo em viver como cidadã activa onde as emoções fluem contra todas as vicissitudes, deixo-vos o mestre Molière. (rapaz antigo, por sinal – Paris, 15 de Janeiro de 1622/ 17 de Fevereiro de 1673)

“O amor é um mestre admirável que nos ensina a ser o que nunca fomos; e, muitas vezes, com as suas lições, muda completamente, num instante, os nossos costumes.”
Molière

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Carta Aberta de um Artista

Ao encarar este lugar como espaço de divulgação/denúncia/opinião e solicitando a compreensão dos co-bloguistas do ma-schamba para aquilo que considero uma visão subjectiva dos factos (mas não o são todas?), não resisto em partilhar uma nota/desabafo de um jovem artista – Hugo Mestre Amaro – que se sentiu ludibriado por duas instituições de produção teatral de Portugal e que decidiu, por meio próprio e via rede social facebook, expor a sua indignação.

Não existem grandes considerações a tecer sobre este caso. Eventualmente até se poderia inscrever nas etiquetas rumor, intriga e má-língua que envolvem o meio artístico mas, na realidade, abundam em todas as áreas de actividade. No entanto, julgo tratar-se de um acto de coragem neste meio às vezes tão pouco transparente e com uma ética tão peculiar. Nem que seja só por isso, este jovem artista da praça nacional tem a minha simpatia.

Fica a ligação ao texto de Hugo Mestre Amaro colocado no facebook [e colocado no seu blog]  já que o seu conteúdo é demasiado longo  para aqui ser postado.

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O Génio de Sakamoto

Deixo-vos um clássico. Não é uma referência ao filme que o catapultou para o reconhecimento internacional, mas um elogio ao seu virtuosismo, à sua capacidade criativa e ao seu génio – parece que, nos dias que correm,  já não se pode/deve falar de génios mas estou convicta da sua existência – que tão agilmente se manifesta na produção de melodias únicas.  Ryuichi Sakamoto em concerto. Em Novembro passará por Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian.

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Em Estreia – Versão Existencialista do Sindicalismo

- Não és demasiado reaccionária para andares nessas lutas sindicais? – perguntou naquele tom sarcástico que o caracteriza e me faz seguir a sua prosa há anos.

- Sim, creio que sim – aquiesci – mas alguém tem de o fazer.

E mais não esclareci porque impunha-se que os deixasse.  Com um rápido “Até breve. Gostei muito de os reencontrar” despedi-me. No entanto, confesso que neste último mês ensaiei para mim própria várias respostas a esta pertinente pergunta.

Se o movimento sindical surgiu com a origem do capitalismo e da industrialização dos meios de produção na Inglaterra, no final do séc. XIX as várias associações sindicais existentes na Europa já se organizavam por ofícios e obedeciam a orientações de carácter teórico que moldavam a sua organização interna. Essas variações teóricas estiveram na génese do sindicalismo revolucionário, na sua vertente socialista e anarquista, do sindicalismo reformista e, mais tarde, do sindicalismo corporativista. Não é este o espaço e o lugar para explanar sobre o conteúdo destas tendências que, após a I Guerra Mundial, contemplaram ainda modelos ligados ao comunismo e ao fascismo e outros de carácter cristão ou independente.

O certo é que nos E.U.A., na Alemanha e nos países nórdicos a maioria dos movimentos sindicais está desvinculada de qualquer força partidária. O seu intuito não é alterar o sistema político, mas ‘bater-se’ pela melhoria das condições laborais, com base na negociação, ao mesmo tempo que restringe a greve a acções sectoriais.

Esta não é a realidade portuguesa, reconheço. Um pouco por todo o lado ouve-se dizer que o sindicalismo está moribundo. Igualmente muitos dos meus amigos próximos não entendem a razão pela qual empreendi nesta travessia. Perguntam-me muitas vezes: – Mas o sindicalismo enquanto grupo de pressão ainda faz sentido? E eu pergunto-me também: – Realmente porquê? Porque acredito profundamente que o sindicalismo não pode definhar, mesmo pautando-se pela filiação partidária como acontece cá no burgo? Porque tenho ambição de modificar consciências? Ou algum desejo de protagonismo?

Por mais hipóteses que coloque só vislumbro uma possível réplica. Prepotência! Agir sobre a prepotência, sobre a falta de humanismo em situações que, efectivamente, requerem algum tipo de mudança.

E a fechar esta estreia de carácter existencialista em tão prezado blog, pergunto ainda: Afinal, isto tudo para dizer o quê?

Talvez para reiterar a ideia da prepotência (onde somos vítimas e portadores) como ‘coisa’ que me apavora e sobre a qual me sinto obrigada a agir.

VA


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