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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Obama só quer ficar bem na foto (atualizado)

Obama deverá suspender algumas restrições (pero no mucho) à ilha da dinastia Castro. Entre elas, principalmente, as que dizem respeito a viagens e a transferências de dinheiro de cidadãos que vivem nos EUA para seu país de origem. O que é muito pouco, mesmo porque isso já fora feito por outros governos que antecederam ao de Bush. É claro que tais medidas são uma tentativa política de desanuviar o ambiente da próxima Cimeira das Américas (que não terá a presença do boliviano Evo Morales, ainda em greve de fome em sua La Paz), marcada para a próxima sexta-feira, em Trinidad e Tobago, onde com certeza o presidente dos EUA será cobrado implacavelmente pelos seus homólogos latinos (principalmente pelos de esquerda) pela intransigência norte-americana em não levantar o embargo criminoso imposto a Cuba. Creio que Obama só quer ficar bem na foto. Mas não vai dar. A cobrança virá de qualquer forma, pois tais medidas são apenas uma tentativa ardilosa de “diminuir a dependência dos cubanos do atual regime, na expectativa de que isso os leve a um processo de demanda por maiores liberdades políticas”.

Resposta de Fidel Castro - Logo depois do governo norte-americano anunciar a tais medidas, Fidel Castro publicou um artigo no Cuba Debate, in Reflexões do Companheiro Fidel , onde solta o verbo e afirma que seu país não pede esmolas. E defendeu mais uma vez o fim do embargo norte-americano.

"O governo norte-americano anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos. (...) Quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. (...) Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma única palavra. (...) É uma medida genocida que custa vidas humanas e ocasiona sofrimentos dolorosos aos nossos cidadãos, pois impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes norte-americanos entrem no país”.

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Fidel pede fim do isolamento de Cuba

“Os quase 50 anos de embargo econômico contra Cuba colocam os Estados Unidos em contradição com a opinião do resto da América Latina, da União Européia e das Nações Unidas e solapam nossa mais ampla segurança e interesses políticos no Hemisfério Ocidental” (...) “ Se o presidente Barack Obama percorre o mundo afirmando, como o fez em seu próprio país, que resulta preciso investir as verbas que forem necessárias para sair da crise financeira, garantir as moradias em que vivem inumeráveis famílias, garantir o emprego aos trabalhadores norte-americanos que o estão perdendo aos milhões, colocar os serviços de saúde e uma educação de qualidade para todos os cidadãos; como isso pode ser conciliado com medidas de bloqueio para impor sua vontade a um país como Cuba? In “Reflexões de Fidel”, publicado em o Granma. Leia a íntegra aqui.

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Em novo artigo no Granma, Fidel Castro responde a críticas de Obama


O senador Barack Obama (aqui o quadro geral das primárias democratas), no seu discurso na Fundação Cubano-Americana (Miami) sobre América Latina, falou do Brasil, da Venezuela e da Colômbia, mas o seu foco principal foi uma dura crítica ao governo cubano, que foi prontamente rechaçada por Fidel Castro. Em um novo artigo publicado no Granma, intitulado “A política cínica do império”, o ex-presidente de Cuba responde a Obama, dizendo que não sente "rancor" em relação ao pré-candidato democrata à presidência norte-americana, mas que não teme "criticá-lo". Disse também que "não seria honesto" de sua parte "guardar silêncio depois do discurso de Obama". Leia aqui a integra do artigo.

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Fidel Castro renuncia à presidência de Cuba