Um estudo do New York Times sobre as famílias que ficam no percentil mais alto do rendimento nos EUA.
As suas profissões - as mais comuns são "gestor", "advogado", "médico" e "professor", embora os professores (suspeito que largamente professoras, embora a língua inglesa não permita concluir isso) normalmente pertençam ao grupo devido aos rendimentos dos conjugues; o estudo não parece claro sobre como classifica quem vive dos rendimentos (ou sequer se rendimentos do capital estão a ser contados)
Formações académicas - as mais comuns são Biologia, Economia, Ciências Políticas e Contabilidade; se formos ver as áreas académicas em que, em termos relativos,têm uma maior percentagem de gente nos "1%ers", serão Saúde, Economia e Ciências Bioquímicas
Saturday, January 21, 2012
Quem são os "1%"?
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Miguel Madeira
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Friday, January 20, 2012
Quanto é que o Jacinto Bettancourt recebe para escrever posts?
"É óbvio que não existe criatividade e inovação se o resultado do esforço criativo ou inventor não for remunerado."
[Se ele tivesse escrito algo como "grande parte da criatividade e inovação não existiriam se o resultado do esforço criativo ou inventor não fosse remunerado" era uma coisa; mas a tese bettancourtiana é mesmo que, sem remuneração, "não existe criatividade e inovação", ponto final]
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Miguel Madeira
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?
Hoje, às 01:35
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Miguel Madeira
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Etiquetas: Propriedade Intelectual?
Thursday, January 19, 2012
Wednesday, January 18, 2012
Qual é a real representatividade do Governo que se senta neste Conselho?
Helena Matos pergunta "qual a real representatividade das organizações patronais e sinidicais que se sentam" na Comissão Permanente de Concertação Social.
Podíamos ir um pouco mais longe e perguntar qual a representatividade dos membros do Governo que se sentam no conselho - afinal, se provavelmente a maior parte dos trabalhadores não são sindicalizados e dos empresários não são "associados", também a maior parte do povo português não escolheu este Governo (entre abstencionistas e votantes de outros partidos, apenas 27% do eleitorado escolheu este governo). Antes que alguém diga "quem se abstém aceita implicitamente o resultado das eleições", também se podia dizer "quem não se sindicaliza nem cria um sindicato alternativo aceita implicitamente o que os sindicatos estabelecidos acordarem"; em abono dos sindicatos e associações patronais, diga-se que quem não gostar da sua linha de actuação pode sempre criar um sindicato/associação patronal alternativo e tentar "roubar" filiados aos já existentes - quem não goste da política do governo não tem essa hipótese.
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Tuesday, January 17, 2012
Notícias da China
Sinais contraditórios:
- Em Wukan, o aparente lider da revolta de Dezembro passado foi nomeado líder local do PC
- Já em Haimen, o presidente do munícipio local mandou prender os participantes nos protestos contra a construção da central eléctrica
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Miguel Madeira
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2:22 PM
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O Google vs. "respostas sociais"
Bom comentário a um post sobre a alegada decadência do Google:
"social results" are useful for only a small percentage of searches. (I don't think many people are going to rely on "social results" to learn about drug interactions, the history of Elbonia, or the behavior of subatomic particles.)[Isto pode ser visto neste contexto]
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Miguel Madeira
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1:45 PM
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Monday, January 16, 2012
Os "erros da wikipedia"
A respeito dos 11 anos da wikipedia, o Diário de Notícias fez um artigo dedicado... aos erros na wikipedia. Para quando um artigo (talvez no próximo aniversário do DN) sobre os erros do Diário de Notícias (eventualmente com uma estatística comparando as respecitivas taxas de erro).
[Mesmo há uns dias houve um de palmatória - o DN publicou a tradução de um artigo inglês sobre "países desaparecidos", em que logo no principio se falava que, em dado momento, os ingleses tinham acabado de ganhar a II Guerra Mundial "com a ajuda dos ianques e do «tio Joe»"; depois, nas notas de rodapé, a tradutora explicou quem eram os "ianques" - nome atribuído aos habitantes do noroeste dos Estados Unidos mas que fora do país é aplicada a todos os habitantes dos EUA - e quem era o «tio Joe» - o general Joseph Warren Stilwell, que comandou as forças norte-americanas na Birmânia, China e Índia; ainda gostava de saber onde é que a tradutora foi descobrir esse general Stilwell... Ela não saberá que a expressão "Uncle Joe", ainda mais naquele contexto, se refere a Estaline??]
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Miguel Madeira
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10:14 PM
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AnCap becoming mainstream
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CN
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A "Standard & Poors" explica-se
Credit FAQ: Factors Behind Our Rating Actions On Eurozone Sovereign Governments
WHAT HAS PROMPTED THE DOWNGRADES?[Serão estas as "considerações do foro político" que indignaram Passos Coelho?]
Today's rating actions are primarily driven by our assessment that the policy initiatives that have been taken by European policymakers in recent weeks may be insufficient to fully address ongoing systemic stresses in the eurozone. In our view, these stresses include: (1) tightening credit conditions, (2) an increase in risk premiums for a widening group of eurozone issuers, (3) a simultaneous attempt to delever by governments and households, (4) weakening economic growth prospects, and (5) an open and prolonged dispute among European policymakers over the proper approach to address challenges.
The outcomes from the EU summit on Dec. 9, 2011, and subsequent statements from policymakers lead us to believe that the agreement reached has not produced a breakthrough of sufficient size and scope to fully address the eurozone's financial problems. In our opinion, the political agreement does not supply sufficient additional resources or operational flexibility to bolster European rescue operations, or extend enough support for those eurozone sovereigns subjected to heightened market pressures.
We also believe that the agreement is predicated on only a partial recognition of the source of the crisis: that the current financial turmoil stems primarily from fiscal profligacy at the periphery of the eurozone. In our view, however, the financial problems facing the eurozone are as much a consequence of rising external imbalances and divergences in competitiveness between the EMU's core and the so-called "periphery". As such, we believe that a reform process based on a pillar of fiscal austerity alone risks becoming self-defeating, as domestic demand falls in line with consumers' rising concerns about job security and disposable incomes, eroding national tax revenues.
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Miguel Madeira
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Saturday, January 14, 2012
O arrendamento e o endividamento
De vez em quando surge a teoria de que a culpa do endividamento nacional é (pelo menos em parte) da dificuldade em arrendar casa (há uns dias, tanto o Daniel Oliveira como o Henrique Raposo vieram com essa teoria); se eu percebo, a teoria é que, como não há casas para arrendar, as pessoas têm que comprar casa, e como muitas não têm dinheiro para isso, tem que pedir emprestado.
Então, vamos lá ver - vamos supor que eu, em vez de ter pedir, digamos, 100.000 euros ao banco para comprar uma casa, ia viver para uma casa arrendada; teriamos menos endividamento, certo? Afinal, foram menos 100.000 euros que foram pedidos de empréstimo.
Mas, mesmo que eu arrendasse uma casa em vez de comprar, ela não ir surgir do ar; ou seja, mesmo que eu não compre a casa, alguém tem que a comprar (para depois a arrendar a mim); e, então, das duas uma:
1ª hipótese - essa pessoa (o meu hipotético senhorio) pediu ele dinheiro emprestado para comprar a casa; nesse caso, nada muda em termos de endividamento
2ª hipótese - essa pessoa comprou a casa com o dinheiro dele; realmente, nesse caso (e ao contrário dos anteriores), não foi concedido nenhum empréstimo de 100.000 euros; mas provavelmente foi levantado um depósito de 100.000 euros, logo a diferença entre "empréstimos concedidos" e "dinheiro disponível em Portugal para emprestar" aumentou à mesma 100.000 euros (por outras palavras, é a mesma necessário ir pedir mais 100.000 euros emprestados ao estrangeiro).
Ou seja, a diferença entre comprar ou arrendar casa pode afectar a quantidade de dinheiro que alguns portugueses devem a outros portugueses, mas não terá efeitos relevantes sobre a dívida total liquida do conjunto dos portugueses.
Pondo as coisas de outra maneira - ou há capital disponível em Portugal para financiar a construção e compra de casas, ou não há; se há, a compra de casas (seja para habitação própria, seja para arrendamento) não vai causar endividamento líquido do conjunto dos portugueses (alguns podem-se endividar, mas outros terão um saldo positivo); e se não há, haverá endividamento de qualquer maneira (a única diferença entre as várias modalidade é quem se irá endividar).
Bem, na verdade há uma situação em que a opção pelo arrendamento em vez de pela compra iria reduzir o endividamento externo - se fossem os investidores estrangeiros a investir directamente no mercado da habitação, ficando eles como senhorios; aí ninguém em Portugal se iria endividar para ter casa; mas haverá uma grande diferença entre o país estar fortemente endividado ao estrangeiro e ter que pagar juros, ou grande parte dos activos reais do país estarem nas mão de estrangeiros, que recebem rendas por isso? Pelo menos, acho que o argumento que fiz em 2010 sobre "o problema da dívida externa" aplicar-se-ia também nesse caso, com uma ou outra alteração de pormenor.
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Miguel Madeira
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12:32 AM
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