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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Uma lotaria americana

cartoon de GoRRo (c) 2009

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

hiper realidades Jacksonianas


Marcus, Greil: Lipstick Traces

Michael Jackson (1958-2009)

Eu não ia lá muito com a cara dele. Mas, enfim, ele conseguiu deixar a sua marca no universo da música pop. Mais informações aqui.



Atualização:

Um espectro que a si próprio se criara (roubado daqui)

"Tudo começou no dia 16 de Maio de 1983, com um programa especial de televisão que celebrava o vigésimo-quinto aniversário da companhia Motown Records.

Aos onze anos de idade e já vocalista principal dos Jackson 5, um grupo de irmãos que combinava a energia de teenager de Frankie Lymon com a movimentada determinação de Sly and The Family Stone, Michael Jackson gravara, em 1969 e 1970, êxitos para a Motown que fizeram história; regressava agora para prestar tributo, de mãos abertas. Ágil, belo, já homem, mas com ar de criança, afro-americano a quem uma operação plástica colocara traços caucasianos, andrógino, uma espécie de replicante, capaz de comunicar a mais ténue ameaça com um movimento de ombro ou o conforto através de um sorriso e cantando uma canção do álbum Thriller, dando passos para a frente mas parecendo recuar ao mesmo tempo e ocupando o palco não como se fosse seu dono mas como se a sua simples presença o tivesse convocado para ali, ele foi um choque para a nação.

Thriller, sem dúvida uma brilhante e competente versão da música pop, começou por vender dez milhões de discos, depois vinte, trinta, quarenta milhões. Cada canção extraída do álbum e editada como single, ascendeu ao top ten dos discos mais vendidos. Um vídeo-clip com a canção-título, orçamentado em 500 mil dólares e posto à venda por 30 dólares, vendeu 750 mil unidades.

Fechado na casa dos pais, sem conviver senão com a família, os seus animais de estimação e manequins que o visitavam, recusando dar entrevistas, tornando-se um espectro que a si próprio se criara, Michael Jackson era já, de entre os mais famosos, aquele de onde emanava maior intensidade."

Greil Marcus, Marcas de Baton - uma história secreta do século vinte, frenesi, Lisboa., 2000, pp.117-118.

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“Morfhine”


Domingo, 31 de Agosto de 2008

Sombras, nada mais. Foi o que restou de Michael Jackson.

Michael Jackson completou 50 anos nesta última sexta-feira, sem luzes e aplausos frenéticos de seus dias de glória. De “Rei do Pop” de há alguns anos, o que restou do cantor norte-americano foram apenas sombras do passado, decadência e um rosto completamente desfigurado e bizarro. Na imagem acima, uma recriação digital (à esquerda) de como seria o seu rosto hoje se tivesse envelhecido naturalmente. Nas debaixo, a transformação sofrida ao longo do tempo. Fonte.