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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

Quando o calor aperta...

A defesa do ambiente e a promoção do uso da bicicleta em detrimento de transportes que usem combustíveis fósseis parecem-me muito bem, melhor ainda quando em pelota, invadindo a minha cidade!!!

É isso aí galera: no próximo domingo, Lisboa recebe a sua 1.ª World Naked Bike Ride. A equipa, aberta a todos os interessados, parte no pico do sol (12h), do Parque Eduardo VII rumo a Belém.

Melhor não tem. Boa pedalada, pessôal!

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Nuclear - Não tiremos conclusões precipitadas

Não que eu seja a favor do Nuclear (também não sou dogmaticamente contra), mas qualquer fonte de energia tem custos, benefícios e riscos. E o Nuclear tem obviamente riscos consideráveis. No entanto há que comparar o nuclear com as alternativas disponíveis - não esquecendo por exemplo que algumas dessas alternativas produzem CO2 o que comporta riscos importantes para o aquecimento global. Mas acima de tudo, sejamos razoáveis, tomar uma decisão sobre o nuclear em reacção à tragédia japonesa é como fazer um electrocardiograma a quem acabou de correr a maratona, vale o que vale.
P.S. - Mais uma informação interessante da Wikileaks: até no Japão houve quem avisasse que as centrais nucleares não estavam preparadas para sismos supreriores a 7 na escala de Richter.

Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Como salvar a democracia? Fechar as televisões e ir para o café debater

Reflexões críticas sobre o modelo de desenvolvimento e a sustentabilidade a nível planetário. Alguns bons exemplos:
1) Eurobarómetro refere que 64% dos europeus inquiridos não crêem que a tecnologia consiga travar as alterações climáticas e o aquecimento global, impôndo-se repensar o respectivo modo de vida
2) relatório britânico «Prosperidade sem crescimento?» (2008) e criação do índice de felicidade
3) artigo na revista Nature do economista Peter Victor (Univ. Toronto), «Questionando o crescimento económico» (é também autor do livro Managing without growth: slower by design, not disaster, 2008)
4) entrevista ao jornalista francês Hervé Kempf, do diário Le Monde, autor dos livros Como os ricos destroem o planeta (2007) e Para salvar o planeta livrem-se do capitalismo (2009)
5) a opinião do filósofo Viriato Soromenho Marques.

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Biodiversidade com novo plano internacional

Ministros de cerca de 200 países aprovaram, hoje, um novo plano global para travar a perda de biodiversidade do planeta, lançando ao mesmo tempo um sopro de ânimo sobre a diplomacia ambiental internacional.
Depois de anos de negociações, foi também aprovado um regime para a repartição dos benefícios do uso de recursos genéticos - como substâncias activas de plantas na indústria farmacêutica ou variedades genéticas para a produção de alimentos.
O plano estratégico ontem acordado fixa 20 objectivos para proteger a biodiversidade até 2020, com mecanismos para monitorizar o seu progresso. Um deles preconiza o alargamento das áreas protegidas terrestres de 12,5% para 17% da superfície do planeta. A área coberta por parques e reservas marinhas deverá subir de 1% hoje para 10% nos próximos dez anos.

Nb: sobre a importância da biodiversidade vale a pena ler o depoimento de Nuno Ferrand de Almeida, «Nunca se olha para o outro país que existe» (uma citação apenas: «alguma coisa vamos ter de mudar, porque a perda de recursos a que se está a assistir hoje, a perda dos serviços dos ecossistemas, não é compatível com a preservação do enorme nível de bem-estar que alcançámos»).

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Novo PDM de Lisboa sem Plano Verde?

É o que parece estar a ser cozinhado, a crer nas palavras dum dos maiores peritos portugueses, o eng.º Ribeiro Telles. A denúncia é feita em notícia de 6.ª feira passada e em entrevista com Cláudia Sobral publicada este domingo no suplemento «Cidades» do Público ("«O Plano Verde serve enquanto não prejudicar a construção", p.7-9) a qual, infelizmente, não está disponível no site do jornal, ignoro o porquê.

Os Amigos do Botânico também estão preocupados, pois se a proposta para o novo PDM gizada pela maioria socialista na câmara de Lisboa for adiante, isso poderá prejudicar o Jardim Botânico de Lisboa. E bem mais do que isso, o próprio equilíbrio ambiental da cidade...

Sábado, 24 de Julho de 2010

Então, mas a ordem não é poupar energia?

Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Se conduzir, coma bacalhau (ou atum) moderadamente

«Ambientalistas lançam site para ajudar ao consumo sustentável de peixe», por Ricardo Garcia

Sábado, 20 de Março de 2010

Ideias simples com grandes impactos: elogio do projecto Limpar Portugal

A mobilização cívica: «Mais de cem mil portugueses vão limpar Portugal amanhã [é já hoje mesmo]»

Causa e evolução: «País continua sujo mas infracções por despejo de resíduos têm vindo a diminuir»

O contributo relevante da internet: «Movimentos de cidadãos já não passam sem Internet»

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Desenvolvimento vs. ambiente?

Seja qual for a opinião de cada um de nós, a construção da 3.ª maior barragem do mundo na Amazónia dará certamente que falar e será um caso de estudo sobre a ponderação entre necessidades de desenvolvimento e custos ambientais. O Ministério do Ambiente já deu luz verde. A questão é: desenvolvimento sustentável ou só desenvolvimento?

Sábado, 12 de Dezembro de 2009

À atenção dos senhores reunidos em Copenhaga, da parte de George Carlin

O objectivo não é salvar o planeta, ele não precisa da nossa ajuda. O objectivo é salvar-nos o couro (a nós, humanos), e nós é que precisamos do planeta.

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

O mundo precisa dum Acordo pra valer!

E por isso mesmo centenas de ong's de todo o mundo juntaram-se num derradeiro esforço de sensibilização e pressão junto dos decisores políticos reunidos desde ontem na Cimeira da ONU sobre Mudança Climática, em Copenhaga. Nesse sentido, para o próximo sábado estão já previstas 1700 vigílias em 110 países. Está na hora!

Como refere uma das ong's organizadoras, a Avaaz, «O mundo inteiro, incluindo 200 organizações da sociedade civil que representam milhões de indivíduos, bem como muitos governos e praticamente todos os especialistas e cientistas climáticos estão se unindo em torno do que está sendo chamado de um "Acordo pra Valer" - que se traduz em 3 pontos chave: justo, ambicioso e vinculante. São metas concretas para deixar clara nossa demanda, impedindo políticos de disfarçarem resultados medíocres como uma vitória heróica».

Como antecipou a Paula Tomé, 56 jornais de 44 países publicaram ontem um editorial conjunto: «14 dias que vão definir a opinião da História sobre uma geração». Ele é bem claro e grave; só não vê quem não quer...

Além do site da ONU acima fixado, e da sua campanha pró-acordo, a organização dinamarquesa tem também um atraente site próprio para acompanhar o evoluir desta longa cimeira, que só finda a 18 deste mês.

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Acordo global para o clima: últimas oportunidades

Porque os encontros relativos ao acordo global para o clima não findaram hoje, e o que se segue pode ser determinante, aqui fica o calendário completo das derradeiras rondas:
>Pittsburgh (cimeira do G20, 24-25/IX);
>Banguecoque (28/IX-9/X);
>Barcelona (2-6/XI);
>Copenhaga (7-18/XII).
O premiê britânico, Gordon Brown, alertou ontem para o perigo de não se chegar a um acordo, o que não é bom augúrio.
Entretanto, a ONU também está a pressionar os países para chegarem a um entendimento. Lançou uma campanha internacional, a Seal the Deal!, e designou esta a Semana Climática Global. Elaborou ainda a petição Climate for Change.

Domingo, 20 de Setembro de 2009

É Hora de acordar!

Dezenas de ONG's internacionais (Amnistia Internacional, Greenpeace, WWF, MoveOn, Avaaz, Union of Concerned Scientists, Centre for Social Markets, Christian Aid, etc.) organizam amanhã o evento mundial Hora de Acordar, com vista a pressionar a ONU e os G20 a reforçarem as medidas contra as alterações climáticas. Esta mega-acção global surge no contexto do encontro da ONU sobre o clima, que se realiza na 3.ª feira.

Um novo e melhor acordo climático está em xeque devido às pressões da indústria energética. Por isso, esta é uma oportunidade para os cidadãos e a sociedade civil mostrarem que defendem um bom tratado climático: ambicioso, justo e vinculativo, capaz de travar a catástrofe climática.

Neste momento são c.2500 os eventos agendados, entre marchas, seminários, manifestações, caminhadas, etc. (a respectiva lista e mapa por país e cidade podem ser vistos aqui). Por países, destacam-se os EUA (com 590), Reino Unido (231), Brasil (206), Canadá (190), Espanha (142) e França (110). Em Portugal realizar-se-ão eventos em 44 cidades. Lisboa lidera, com 5 (Largo Camões; Praça do Comércio; cinemas Amoreiras, Vasco da Gama e Alvaláxia).

Um dos eventos que marcará esta iniciativa será a difusão, em mais de 700 cinemas de 40 países, do vídeo Hora de acordar, que promoverá o documentário A era da estupidez, a estrear na 3.ª feira nas mesmas salas de cinema (o vídeo de cima é uma apresentação deste documentário).

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Novo tratado climático ameaçado pelas petrolíferas

Esta semana, delegações das 17 maiores economias mundiais reunem-se em Washington para conversações sobre um novo tratado preventivo das alterações climáticas. A indústria petrolífera e afins (carvão e gás) está a investir milhões em lobbing e propaganda para simular um interesse na questão, enquanto trava avanços nas políticas ambientais.
Quem quiser apoiar a equipa da ONG internacional
AVAAZ no sentido oposto pode ver este anúncio satirizando a propaganda 'ambientalista' da petrolífera Exxon Mobil, a qual registou o maior lucro empresarial de sempre nos EUA e intoxica os media e opinião pública internacionais com propaganda anti-sustentabilidade*.
A AVAAZ pretende colocar o anúncio na CNN para despertar a atenção dos líderes de governo presentes no encontro. Precisam de USD$100.000 para poder colocá-lo no ar. Já falta pouco para chegar a esse valor! Se quiser (e tiver cartão de crédito ou sistema Palpay) pode ajudar.

*Um dos seus anúncios foi banido do Reino Unido por ser considerado propaganda enganosa.

Nb: na imagem, cartoon de Abdulla-Assaad, co-premiado com o Special Prize do Syria international Cartoon Contest 2005.

Sábado, 28 de Março de 2009

Ainda não é o fim do mundo, é só um grande apagão que aí vem

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

O dia em que o mundo ficará às escuras...

Não, não é mais uma profecia de Nostradamus, mas tão-só uma iniciativa voluntária, organizada pela ONG ambientalista WWF- World Wild Fund.
A iniciativa, que se intitula «Hora do Planeta», é um apelo para um apagão mundial no próximo dia 28 (entre as 20h30-21h30) e "tem por objectivo alertar os líderes políticos para a necessidade de adoptarem medidas urgentes contra as alterações climáticas". Já são mais de 700 as cidades que participarão nesta redução simbólica dos consumos de energia e das emissões de gases com efeito de estufa.
Todos os portugueses estão convidados a também dar folga às luzes das suas casas.
O governo português também aderiu a esta iniciativa de sensibilização (fica sempre bem e ano eleitoral oblige). Na Grande Lisboa, p.e., os principais monumentos ficarão às escuras: Cristo-Rei, Ponte 25 de Abril, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio de Belém, Museu da Electricidade, Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Castelo de São Jorge e os Paços do Concelho alfacinha.
O Centro Cultural de Belém foi mais comedido e só aguentará o sacrifício durante 15 minutos.
Segundo informação da WWF, em 2008, acima de 5o milhões de pessoas em todo o mundo participaram nesta pan-mobilização. Para este ano, a meta é chegar aos mil milhões de aderentes.
As empresas em Portugal também se mobilizaram e prometem apagões e acções de sensibilização nos seus espaços durante a Hora do Planeta. Uma delas é uma estação de tv. Como será à hora do telejornal, ficamos na angústia de saber se passa ou não passa...
Para muito bom português, o problema será bem mais comezinho: a essa hora, será teledifundido em canal aberto o jogo de futebol Portugal-Suécia... Talvez uma debandada geral rumo a cafés e restaurantes já dê para manter as luzes de casa no descanso. Quem sabe não será boa solução? O tempo está de feição, os tremoços ajudam, e já faltou mais para os caracóis.

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

O 2 em 1: combater a exclusão social e a poluição pela reciclagem do óleo

A fórmula é inovadora e temos todos a ganhar com esta iniciativa louvável da AMI. Aproveito para aqui deixar o texto de divulgação da AMI:
"Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.
Para participar neste projecto da AMI:
- junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível em
www.ami.org.pt [http://www.ami.org.pt/media/pdf/oleos_aderentes0608.pdf];
- afixe cartazes no comércio da sua localidade e distribua folhetos nas caixas de correio. Solicite materiais, enviando um e-mail para
reciclagem@ami.org.pt;
- divulgue esta informação no seu site ou blog;
- encaminhe este e-mail para a sua lista de contactos.
Press release:
Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site
www.ami.org.pt.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.
Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.
A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida
."
Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49
1949-008 Lisboa
Tel.: 218 362 100
Fax: 218 362 199
Internet: www.ami.org.pt

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Atlas do ambiente

Esta 6.ª feira vai ser dia gordo. Além da tertúlia sobre os ciganos portugueses, haverá uma mesa-redonda em torno do lançamento do Atlas do Ambiente do Le Monde diplomatique (Lx., Fundação Calouste Gulbenkian, aud.º, 18h).
A mesa-redonda contará com os seguintes intervenientes:
● Viriato Soromenho Marques (UL) - «Política de ambiente em Portugal»
● Luísa Schmidt (ICS-UL) - «Cidadania ambiental, entre os "interesses" e a governança»
● João Pato (ICS-UL) - «Políticas públicas da água em Portugal»
● Sandra Monteiro (Le Monde diplomatique - ed. portuguesa) - «Cartografar análises e soluções»
O livro estará disponível a partir de 20 de Junho, é editado pela Outro Modo, Cooperativa Cultural, tem prefácio de Luísa Schmidt, introdução de Ignacio Ramonet e direcção de Philippe Bovet, Philippe Rekacewicz, Agnès Sinaï e Dominique Vidal.
Nb: mais informações sobre o livro aqui.
Apoios: Fundação para a Ciência e a Tecnologia Programa Gulbenkian Ambiente da Fundação Calouste Gulbenkian Agência Portuguesa do Ambiente Instituto Franco-Português.

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Terra Alerta: a vez dos produtos tradicionais

O programa «Terra Alerta» de hoje é dedicado à salvaguarda de variedades de certos produtos agrícolas em vias de desaparecimento em Portugal. Vem inserido no «Jornal da Noite» da SIC e é um programa de reportagens sobre ambiente e sustentabilidade da responsabilidade da jornalista Carla Castelo.
Irá abordar a actuação da associação «Colher para Semear», que se dedica a preservar sementes de frutas e legumes que se cultiva(ra)m no país, algumas das quais pouco conhecidas e parte em vias de desaparecimento. A um desses produtos, as cherovias, já me referi neste aqui, num post antigo. Para quem quiser comentar há este blogue específico.
ADENDA: o programa não foi hoje para o ar, por causa da futebolomania e dos camionistas, que entupiram o telejornal (será transmitido na próxima 4.ª; quem não puder acompanhar na hora, pode sempre ver os vídeos e os textos no site do programa).

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Alterações Climáticas, se dúvidas houvessem...

Há poucas semanas a revista Nature noticiava que as calotes da Groenlândia estão a derreter. Não é que haja o perigo de virem a derreter no futuro se não forem tomadas medidas, já está a acontecer. Nos últimos quatro anos a camada de gelo da Groenlândia perdeu em média, em cada Verão, 150 biliões de toneladas de água a mais do que ganhou em cada Inverno. Podem ler esta notícia no lado b do Peão.
Mais recentemente a mesma Nature (by the way, a mais prestigiada revista científica internacional) publicou um artigo científico de um grupo de investigadores de vários países, liderada por Cynthia Rosenzweig, da NASA. Este grupo analisou, por métodos estatísticos, as alterações ambientais, nos sistemas físicos e biológicos, observadas em todo o planeta desde 1970 até 2004. Por sistemas físicos entende-se o encolher dos glaciares, o derreter das camadas geladas, estratificação da temperatura da água, alterações no picos fluviais primaveris devidos ao desgelo, erosão costeira, etc..., por sistemas biológicos entende-se alterações de fenómenos sazonais, como a floração de plantas, ou migração de animais, ciclos reprodutivos, ou distribuição geográfica das espécies. Os investigadores compararam essas alterações com os registos das temperaturas para o mesmo período. Todas as alterações observadas são correlacionadas com o aumento da temperatura. Ou seja é o aumento da temperatura que está a provocar essas alterações. Mas mais importante ainda, este artigo conclui que: As alterações observadas não são compatíveis com uma simples variação climática natural. Em conjunto com o 4° relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, a conclusão é que as alterações climáticas, e consequentes alterações ambientais, que já estão a acontecer, são causadas pela acção do homem. O CO2 e os gases de Efeito de Estufa, são os principais candidatos a causadores do aquecimento*. Este artigo também pode ser lido no lado b, na íntegra.
O que eu gostava agora era que os neo-liberais de serviço da blogosfera, que se dedicam a desacreditar o aquecimento global, para além de postarem coisas destas, que até são cómicas, empregassem um pouco do seu tempo a ler o artigo de que falo, e me apontassem as suas incorrecções científicas. Seria talvez um debate interessante.

*Este estudo permite mesmo excluir, ou minimizar o efeito de algumas acções humanas, como o uso da terra por ex., como sendo responsáveis pelo aquecimento, diminuindo o leque de causas possíveis.