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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

«Sabés una cosa pueblo, es el mundo al revés»

Tal como previmos aqui, no Uruguai o novo presidente é o candidato da coligação de esquerda Frente Amplio, José Mújica, que garantiu esta 2.ª feria a vitória na 2.ª volta das presidenciais. Aí as eleições foram justas, ao contrário das Honduras. E o discurso de vitória do ex-guerrilheiro tupamaru foi bem mais interessante que o do pseudo-congénere hondurenho, começando pela epígrafe deste post: «Sabés una cosa pueblo, es el mundo al revés».

Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Cimeira Ibero-Americana exige reposição da democracia nas Honduras

É uma declaração de peso, e bem clara, a que a XIX Cimeira Ibero-Americana aprovou a propósito da situação política nas Honduras. Aqui fica o essencial da mensagem político-diplomática:

«As chefes e os chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos condenam o golpe de estado nas Honduras e consideram inaceitáveis as graves violações dos direitos e liberdades fundamentais do povo hondurenho. Neste contexto, consideramos que a restituição do Presidente José Manuel Zelaya ao cargo para o qual foi democraticamente eleito até completar o seu mandato constitucional é um passo fundamental para o retorno à normalidade constitucional».

Aguarda-se, com expectativa, os próximos passos por parte dos usurpadores do poder.

Nb: na imagem, o presidente legítimo das Honduras, Manuel Zelaya, deposto pelas armas.

Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Eleições fraudulentas nas Honduras levantam fantasma da guerra civil

A qualquer momento, aguarda-se por uma declaração da XIX Cimeira Ibero-Americana sobre o assunto, por pressão de Espanha e Brasil. Por ora, Portugal procura uma posição de convergência «sobre a situação» nas Honduras, após o anúncio de ontem da vitória dos golpistas. Até agora só os EUA, Canadá e 4 países vizinhos as reconheceram, mas com a maioria dos países sul-americanos estão contra, incluindo os maiores (Brasil, Argentina, Chile), o que não é bom sinal. Desde logo porque havia um acordo com o presidente destituído de que este é que coordenaria o processo eleitoral. Depois, porque não se entende como se pode apoiar um poder que deu um golpe militar num governo legitimamente eleito. O presidente deposto considera que as eleições resultaram dum processo ilegal e ilegítimo. E os confrontos voltaram de imediato às ruas da capital hondurenha...

Domingo, 5 de Julho de 2009

IMAGEM DOMINICAL conflitos em honduras

Confronto entre soldados e manifestantes que reagiram ao golpe militar que derrubou o presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya. Foto de Esteban Felix/AP retirada daqui.

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Atualização:

O governo golpista de Honduras proibiu hoje o anunciado retorno ao país do presidente eleito e deposto Manuel Zelaya, que está nos Estados Unidos.“Eu dei ordens para que não se deixe entrar, venha quem venha, para que não se cometa a imprudência de que morra um presidente da República, que se vá ferir um presidente da República ou que morra quem quer que seja”, ameaçou o ministro das Relações Exteriores hondurenho, Enrique Ortez. Imagem retirada do inSurGente. Mais.