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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Os guardiões dos sonhos


O livro Os guardiões dos sonhos, de Cristina Montalvão Sarmento, é hoje apresentado por Adelino Maltez e João Luís Lisboa, no Centro Nacional de Cultura (ao Chiado, Lisboa), às 21h.
Como refere o seu subtítulo, trata-se dum estudo sobre as Teorias e páticas políticas dos anos 60, o período de todas as utopias e acções, que contribuiram para o alargarmento do espaço público, o aprofundamento da democracia e para novas formas de fazer política.

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Utopias futuristas

Esta noite inaugura-se a nova exposição de Miguel Soares, «3D Animations and Video Works1999-2005», na Culturgest, acompanhada por música electrónica dos Tra$h Converters (a entrada é livre). Estará patente até 4 de Janeiro de 2009. Após o Prémio BESPhoto e uma tournée por Madrid e outros locais, eis de volta o artista mais 'neo-futurista' e 'descontrucionista' do cantinho.
Aproveito para aqui reproduzir o texto de apresentação da mostra, pelo seu curador, Miguel Wandschneider:
"Desde o início da década de 1990 que o trabalho de Miguel Soares (Lisboa, 1970) revela um fascínio pelas utopias futuristas, as inovações tecnológicas e o universo iconográfico da ficção científica. Esse fascínio concretizou-se, numa fase inicial, através da apropriação e manipulação de imagens fotográficas preexistentes, assim como do recurso a referências e convenções do campo do design de equipamento, tomado primeiro como referente no plano da imagem fotográfica e depois transposto para a concepção formal das peças. Na segunda metade dessa década, parte significativa da actividade de Miguel Soares conduziu a esculturas e instalações, com forte carácter interactivo, que representam personagens, ambientes, situações e objectos pertencentes a hipotéticos mundos de ficção científica. É nesta fase que o artista começa a usar o vídeo como meio de projecção de imagens animadas, primeiro retiradas de jogos de computador e depois criadas em 3D a partir de elementos gráficos disponíveis na internet. O seu trabalho dos primeiros anos teve uma recepção crítica francamente positiva, mas é com as animações em três dimensões que atinge a maturidade. É justamente esta faceta do seu trabalho que esta exposição se propõe iluminar".

Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

As utopias a Sul do peão

No último n.º do Diplô, acabadinho de sair, destaca-se a colaboração do excelso peão Renato, com um texto de fôlego sobre «A aldeia urbana: uma pequena utopia para o Alentejo».
É verdade que a viagem por terras do Sul é de carrinpana (e não pedonal), mas nem por isso perde o seu encanto, pois é muito cinematográfica, intimista e luminosa. No fim, avança com uma ideia forte: "O desenvolvimento do Alentejo não se concretiza somente nas grandes obras públicas ou na rentabilização da paisagem. A boa relação gerada entre as cidades e as aldeias é um pilar essencial e incontornável para o futuro da região e das suas populações, que não pode ser ignorado". Tudo isto a propósito das suas revisitações à aldeia de Albernoa.
O n.º tem ainda um forte dossiê português sobre as «Novas precariedades em Portugal». E uma recensão deste vosso peão sobre o livro Miguel Torga e a PIDE, de Renato Nunes. Mais informações aqui. Então, boas leituras!

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Barcelona e a Utopia

Não conhecia ainda Barcelona, e suponho que após uma mísera meia-dúzia de dias continuo a não conhecer. Ainda assim no meu desconhecimento fiquei com muito boa impressão, mesmo se as expectativas já eram altas. Uma cidade onde a boa arquitectura está por toda a parte, não apenas Gaudí (mas também, obviamente). São tantos os palacetes que parece ser um direito fundamental de qualquer cidadão viver num, é a democratização da habitação em estilo. Mais ainda, é uma cidade onde o povo mora dentro da cidade e o interior da cidade é habitado. Nem há prédios devolutos a cada esquina nem as classes média e baixa são corridas para os subúrbios. No Raval convivem imigrantes com alternativos, uns e outros são parte da cidade, não uma pitoresca excepção, apenas simples residentes normais. Sem grande surpresa é onde se encontram mais movimentos criativos. E como cenário Grafittis que pintam as paredes dos prédios antigos de bairro popular, são também parte agora normal da paisagem. Ao lado as Ramblas descem até ao mar, onde a docas estão feitas para os peões, e para os vendedores clandestinos que passam a vida a fugir à frente da polícia (têm até umas trouxas já preparadas para pegar e fugir a todo o instante). A Barceloneta, que foi bairro de pescadores, acaba no areal, em plena cidade. Não é preciso ir longe para pegar uma praia. O metro parece feito para optimizar ao máximo o aproveitamento do espaço, um lanço de escadas e está-se no cais, um túnel e está feita a correspondência. Simples e eficaz, e cobre a cidade toda. Também já há bicicletas de aluguer. O porto - que é grande - não está à frente da cidade a tapar a vista para o mar, está ao lado. Está assim como quem se desvia de propósito para não incomodar.
E como seria de espera (digo eu...) numa cidade destas há gente, muita gente, há vida, há movimento. Qual Lisboa, qual Paris... Ainda alguém tem dúvidas sobre o porquê de Barcelona ser a cidada da moda?

Domingo, 25 de Março de 2007

Os 50 anos duma "utopia realizada"

Cartaz «Construamos a Europa juntos 1957-1997:
Tratado de Roma 40 anos de paz e cooperação» (UE, 1997, 42x29cm);
a citação é de Mário Soares (na entrevista de hoje ao P)