Domingo, Setembro 27, 2009

Lançamento e debate em Lisboa



Realizou-se na sede da Ordem dos Médicos, em Lisboa, uma sessão de debate sobre o tema “Saúde e Hospitais”, na sequência da apresentação na capital do livro FARPAS PELA NOSSA SAÚDE, de Carlos Costa Almeida, editado pela MinervaCoimbra em Julho passado.

A sessão, presidida e moderada por Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, iniciou-se com a apresentação do livro feita por Carlos Pereira Alves, antigo presidente do Conselho de Administração do Hospital dos Capuchos.

Começando por apresentar, jocosamente, uma declaração de conflito de interesses, na medida em que é amigo pessoal do autor (chefe de serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Coimbra e presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar), Carlos Pereira Alves afirmou-se de acordo com quase tudo o que lá está expresso, apresentado e escrito de uma maneira muito clara e perceptível, mostrando que o seu autor sabe realmente do que está a falar, ou não fosse ele um médico hospitalar de longa data e provas dadas.

Provas dadas numa carreira profissional muito prestigiada, centro da formação médica pós-graduada e contínua dos médicos portugueses, e ao mesmo tempo garantia da qualidade da medicina praticada nos nossos hospitais e nas instituições privadas de saúde, uma vez que é dos hospitais públicos que têm saído os médicos das clínicas privadas.

Carlos Pereira Alves compartilha totalmente a ideia do autor de que a medicina é para ser praticada e gerida pelos médicos, embora a preocupação tenha também de ser posta na parte administrativa. Esta não pode é tornar-se no centro do que é feito para tratar doentes, consumindo-lhe uma grande parte dos recursos, que assim são desviados desse objectivo — à semelhança do que se passa já nos Estados Unidos da América, em que 40 por cento dos recursos alocados à Saúde são gastos pelos administradores. Com o fim supremo de impedir que os médicos gastem dinheiro com os doentes, como comentaria depois, ironicamente, Carlos Costa Almeida.

Carlos Pereira Alves terminou mostrando-se muito apreensivo com a possibilidade de que a tónica administrativa e economicista posta na Saúde possa vir a negar cuidados a doentes por se achar que não são “cost-effective”. Uma coisa dessas contradiz totalmente a humanização que todos dizem pretender, a qual assenta acima de tudo numa ligação pessoal estreita e franca entre médico e doente, confiando este abertamente naquele, não podendo sequer imaginar que ele lhe está a colocar um rótulo com o preço enquanto doente, calculando ao mesmo tempo se esse preço deve ou não ser pago.

Manuela Arcanjo, ex-ministra da Saúde, teceu rasgados elogios ao autor do livro, declarando-se em total sintonia com ele. Achou-o ingénuo apenas quando refere que a fórmula EPE estabelecida não deu os ganhos financeiros esperados. Manuela Arcanjo não os esperava, realmente, e sempre entendeu que essa chamada empresarialização dos hospitais públicos teve antes dois objectivos diferentes: a desorçamentação de grande parte dos custos e a abertura dessa área aos privados. O que se tem visto acontecer, aliás, devendo a despesa em excesso com os hospitais EPE ser vista como uma aplicação de capital para a liberalização mais extensa do sector, tal como foi pretendido por quem gizou essa empresarialização.

Algo que sempre chocou Manuela Arcanjo enquanto responsável pela Saúde foi o subfinanciamento crónico da área, observando amiúde como facilmente grandes verbas eram desviadas, por razões políticas, algumas ocasionais, para outros sectores, em detrimento da Saúde. E sempre a chocou também a influência da política no que devia ser só técnico — chegando-se ao ponto de agora se esperar pelo resultado das eleições legislativas para se substituir um presidente do Conselho de Administração de um hospital reformado já há meses, acrescentaria mais tarde Carlos Costa Almeida.

Manuela Arcanjo terminou dando mais uma vez os parabéns ao autor do livro “Farpas pela nossa Saúde”, pedindo-lhe que permanecesse alerta e não desistisse de escrever sobre o tema, contribuindo para que se conhecesse o que se passa e ajudando eventualmente à tomada de decisões pelos decisores.

Pedro Pita Barros, professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa e também autor de um livro editado pela MinervaCoimbra intitulado “A Economia da Saúde”, declarou-se igualmente encantado com a leitura do livro de Carlos Costa Almeida, dele ressaltando, segundo disse, o orgulho que o seu autor tem em ser médico. E entende agora que a medicina é uma actividade demasiado complexa e específica para ser gerida por não médicos, devendo estes, claro, preocupar-se também com a parte económica e financeira dessa sua actividade.

As críticas versam sobretudo o que chamou de contabilicismo, a preocupação de poupar apenas nas contas, ao invés de se procurar, sim, aproveitar melhor todo o dinheiro investido, forma correcta de ser económico em Saúde. Carlos Costa Almeida comentaria mais tarde, a este respeito, que, na verdade, a medicina que fica mais barata é a boa medicina, mesmo que ela implique alguns gastos mais elevados.

No parecer de Pita Barros o que interessa é a relação custo-efeito, e o segundo às vezes é difícil de contabilizar quantitativamente, sobretudo por quem é leigo na profissão e está fora da relação médico-doente. Já algumas medidas puramente administrativas tomadas, como o “dedómetro”, são susceptíveis de ser avaliadas quantitativamente, medindo-se os gastos e os ganhos que trouxeram, e isso, por exemplo, deveria ser feito.

Como seria também muito importante avaliar o desempenho das administrações hospitalares, o que pode ser feito quantitativamente, pois é mensurável, ao contrário de muitos aspectos do tratamento dos doentes. Pedro Pita Barros terminou inquirindo os médicos da possibilidade de a formação médica e as carreiras médicas se estenderem a instituições privadas, tal como às públicas.

Pedro Nunes, moderando o debate e afirmando a sua concordância na generalidade com o que é escrito pelo autor de “Farpas pela nossa Saúde”, afirmou que as carreiras médicas estão em debate, havendo já um projecto entregue no Ministério, centradas na Ordem dos Médicos e, eventualmente, estendidas a Hospitais privados, se eles detiverem todas as condições exigidas — e não propriamente a policlínicas.

Carlos Costa Almeida lembrou que as Carreiras Médicas só surtirão efeito e vingarão se forem incorporadas no funcionamento dos hospitais, como o eram até à lei EPE. A sua lógica, para além da formação, é assegurar aos governantes e aos doentes que quem dirige os serviços de saúde e os hospitais são os mais capazes, os mais sabedores, os mais diferenciados, aqueles que deram mais e melhores provas, e não quem foi depois escolhido dentro de cada instituição ignorando-se tudo isso.

Escolhido através de uma chamada avaliação de desempenho que nada faz supor que possa ser diferente para os médicos do que é agora para as outras carreiras: uma forma cara, consumidora de tempo e recursos humanos, geradora de zangas e desinteresse dos profissionais, de permitir que as administrações postas nos hospitais possam escolher em absoluto quem querem para dirigentes técnicos intermédios das suas instituições, isto é, para responsáveis directos pela formação e pelo nível da medicina lá praticada.

Depois das intervenções de vários colegas presentes — Dias Pereira e Armando Rocha, de Coimbra, e Canas Mendes e Isabel Caixeiro, de Lisboa — na linha do que atrás é referido, e ainda de Isabel de Carvalho Garcia (MinervaCoimbra), Pedro Nunes encerrou finalmente o debate.

















Sábado, Setembro 26, 2009

Direita não defende SNS por pressões económicas









Quinta-feira, Setembro 24, 2009

O Abade João lançado em Montemor-o-Velho e Liceia



Teve lugar no dia 8 de Setembro, em sessão solene, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho o lançamento do livro O ABADE JOÃO, de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito.

A apresentação da obra foi feita por Maria José Azevedo Santos.

Depois disso, os autores deram uma sessão de autógrafos na Galeria Municipal, onde permanecerão, até 25 de Setembro, expostas as ilustrações do André Caetano.

No dia 20 de Setembro, o livro foi apresentado em Liceia (de onde Lurdes Breda é natural), em sessão pública, inserida nos festejos em honra de S. Miguel.

Ficam algumas fotos dos dois eventos.









Fotos: Manuela Rodrigues e Francisco Caetano

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

[Lisboa] FARPAS PELA NOSSA SAÚDE



O Bastonário da Ordem dos Médicos, o Autor
e as Edições MinervaCoimbra
têm o prazer de convidar para a apresentação em Lisboa do livro

"FARPAS PELA NOSSA SAÚDE"

de Carlos Costa Almeida.

A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Carlos Pereira Alves,
e será seguida de um

Debate sobre o tema SAÚDE E HOSPITAIS,

presidido e moderado pelo Dr. Pedro Nunes
(Bastonário da Ordem dos Médicos),
tendo como intervenientes:

Prof. Doutor Carlos Pereira Alves
(ex-Presidente do Conselho de Administração do Hospital dos Capuchos)

Prof. Doutor Carlos Costa Almeida
(Presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Carreira Hospitalar)

Prof. Doutora Manuela Arcanjo
(ex-Ministra da Saúde)

Dr. Paulo Mendo
(ex-Ministro da Saúde)

Prof. Doutor Pedro Pita Barros
(Professor da UNL e da Escola Nacional de Saúde Pública)


A sessão realiza-se no próximo dia 23 de Setembro, pelas 18h30,
na sede da Ordem dos Médicos
(av. Almirante Gago Coutinho, 151)
, em Lisboa.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Terças-Feiras de Minerva regressam com debate sobre "A NOSSA SAÚDE"

"A NOSSA SAÚDE" é o tema de recomeço das Terças-feiras de Minerva depois de férias.

Esta sessão conta com a intervenção do Dr. António Arnaut (criador do SNS), Prof. Doutor Carlos Costa Almeida (presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Carreira Hospitalar), Prof. Doutor Manuel Antunes (director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC) e Rui Duarte (estudante de Relações Internacionais e membro do Conselho Nacional de Juventude).

Com este debate pretende reflectir-se e trazer a público a preocupação dos médicos, dos políticos e da população em geral acerca de um tema tão actual como preocupante, numa data em que se celebram os 30 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde.

A sessão tem como inspiração o livro "Farpas pela Nossa Saúde", de Carlos Costa Almeida, recentemente editado pelas Edições MinervaCoimbra, e terá lugar dia 22 de Setembro, pelas 18H30, na Livraria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

A entrada livre é livre.

Sábado, Setembro 19, 2009

[Miranda do Corvo] COMENTÁRIO. O OUTRO LADO DA COISA



Domingo, dia 20 de Setembro, é lançado o último livro de Edgard Panão,

Comentário. O outro lado da coisa,

com chancela das Edições MinervaCoimbra.

A apresentação está a cargo de Rui Veloso.

A sessão decorre às 15h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

Apresentação de “O Abade João” em Liceia



O áudio-livro “O Abade João”, de Lurdes Breda (texto), André Caetano (ilustração) e Jorge Brito (música, voz e produção), editado pelas Edições Minerva Coimbra, vai ser informalmente apresentado no dia 20 de Setembro, pelas 16h00, em Liceia (de onde Lurdes Breda é natural), em sessão pública, inserida nos festejos em honra de S. Miguel, no Centro Cultural daquela localidade.

O lançamento desta obra teve lugar no dia 8 de Setembro, em sessão solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. A apresentação da obra foi feita por Maria José Azevedo Santos. Depois disso, os autores deram uma sessão de autógrafos na Galeria Municipal, onde permanecerão expostas, até dia 25 de Setembro, as ilustrações do André Caetano.

Pintura de Luísa Prior na Galeria Minerva

Luísa Prior, Isabel de Carvalho Garcia e Nassalete Miranda



A Galeria Minerva tem patente até 14 de Outubro uma exposição de pintura de Luísa Prior intitulada "Sentidos em transparência".

Luísa Prior nasceu em Santa Marta de Penaguião, Trás-os-Montes e Alto Douro e reside e tem atelier em Vila Nova de Gaia. Frequentou cursos de técnicos de desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, pintura e desenho na UATIP, e da Oficina de Retrato da Casa Museu Marta Sampaio Ortigão, no Porto.

É filiada em diversas associações artísticas, nomeadamente a Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas, Argo – Associação Artística de Gondomar e Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural.

Está representada em colecções oficiais e particulares em Portugal, Itália, Ucrânia, México, Holanda e Suécia. Está igualmente representada no Dicionário Antológico de Artes e Letras de Gondomar.

A exposição pode ser visitada na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.























Sábado, Setembro 12, 2009

SENTIDOS EM TRANSPARÊNCIA



A Galeria Minerva convida para a inauguração da exposição de pintura

"Sentidos em transparência"

de Luísa Prior.

Dia 12 de Setembro de 2009, pelas 17h00.

A exposição pode ser visitada até 14 de Outubro, na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.



Sentidos em transparência

Mário Claúdio, em “Boa noite, Senhor Soares”, uma novela editada em Maio do ano passado, fala-nos da “metáfora da condição de todos nós, ambiciosos de uma cor inatingível, e do paladar que lhe corresponde”.

Na pintura de Luísa Prior a esta “cor e paladar”junta-se, o cheiro e aquele desejo permanente de agarrar a cor para a ter sempre à mão.

Em técnica mista sobre madeira, tela ou papel, os quadros desta pintora levam-nos por “Caminhos Cruzados”, em “Linhas de Luz”, numa “Sagrada Ascensão” até às “Montanhas”, onde um “Olho de Fogo” se cruza com um “Olho de Água”, criando um “Vale de Luz” que acaricia a alma depois de vencida a “Tempestade”.

A pintura de Luísa Prior é habitada por gente que sonha e sente e que recria a memória em jogos de cor e luz.

No sentido evolutivo da artista há a preocupação da harmonia e a vontade de surpreender através da mistura de ideias, de formas, de técnicas e de estilos.

Entra-se na pintura de Luísa Prior e viaja-se para lugares onde nos sentimos rodeados de beleza e de paz. E não apetece sair.

Nassalete Miranda
Coimbra, 12 de Setembro de 2009

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Lançamento [Montemor-o-Velho] : O ABADE JOÃO


As Edições MinervaCoimbra e os Autores convidam para o lançamento do áudio-livro

“O Abade João”,

de Lurdes Breda, André Caetano e Jorge Brito,

que se realizará no dia 8 de Setembro, pelas 16h00,
na Sessão Solene comemorativa do Feriado Municipal,
no Salão Nobre da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

A apresentação da obra será efectuada pela Professora Doutora Maria José Azevedo Santos.

Pelas 18h30 terá lugar, na Galeria Municipal, uma sessão de autógrafos
e a inauguração da exposição de ilustrações do André Caetano,
a qual ficará patente ao público até dia 25 de Setembro.


“Que a Glória de Deus Nosso Senhor e a mercê de S. João estejam convosco, neste dia de grã fé, mas igualmente de grão amargor para os nossos corações… Com os vossos próprios olhos e os vossos próprios ouvidos, fostes testemunhas da cruel represália, anunciada por aquele, a quem eu quis como a um filho. Seremos tão valorosos quanto pudermos, na batalha que se avizinha, todavia, os sarracenos, aos milhares, invadem estes campos do Mondego (…)”.


“O Abade João” é a mais recente obra de Lurdes Breda com chancela das Edições MinervaCoimbra.

Esta obra infanto-juvenil tem como objectivo principal a divulgação, em termos históricos e patrimoniais, de uma das mais importantes lendas do concelho de Montemor-o-Velho, do século IX, mas que ainda hoje povoa o imaginário de crianças e adultos desta região, conhecida pela Lenda do Abade (Beneditino do Mosteiro de Lorvão).

Introduz, ainda, as vertentes lúdica (com ilustrações inerentes ao conteúdo da história e a composição de temas musicais originais) e pedagógica (com pormenores históricos relativos à época da reconquista cristã, alusão a alguns dos povos que habitaram a Península Ibérica e informação acerca da Capela de Nossa Senhora de Seiça e do Castelo de Montemor-o-Velho, para além de um pequeno glossário).

O CD-Áudio conta com a participação especial de Sansão Coelho (jornalista e professor do Ensino Superior) na narração da epopeia d’ “O Abade João”.

Os textos pedagógicos têm a voz de Álvaro Caetano (professor do Ensino Secundário).



Lurdes Breda (texto) nasceu em Montemor-o-Velho, em 1970. Frequenta o curso de Línguas e Literaturas Modernas – Variante Estudos Portugueses, da Universidade Aberta. Foi premiada em diversos certames literários nacionais e internacionais e, entre a edição e a co-edição, possui editadas as seguintes obras: “O misterioso falcão de jalne”, “Asas de vento e sal”, “Zuleida, a princesa moura”, “Contos com Vinho Madeira – Cultura Madeirense na Forma Líquida”, “Na face do luar”, “Folhas ao Vento”, “Casa lembrada, Casa Perdida”, “A Nuvenzinha Cor-de-Farinha” e “O Duende Barnabé e as Cores Mágicas”. Mais sobre Lurdes Breda em http://lurdesbreda.wordpress.com.

André Caetano (ilustrações) nasceu em Coimbra, em 1983. É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra, desde Julho de 2006, tendo nesse mesmo ano entrado como bolseiro para o Instituto Pedro Nunes, onde trabalhou como designer. Tem participado regularmente em várias exposições, com trabalhos de desenho e pintura. Em Dezembro de 2008 ilustrou a obra de Cristóvão de Aguiar “Cães Letrados”, publicada pela Calendário das Letras. Expôs os originais na Casa dos Açores em de Março de 2009. Mantém, desde 2005, um blogue de ilustração em http://boredomsketch.blogspot.com.

Jorge Brito (música, voz e produção) nasceu em Coimbra, em 1967. Integrou algumas bandas de garagem e participou em concursos, num percurso de pop, rock, jazz e blues. Começou também a compor, trabalhando no seu pequeno estúdio de gravação. De 2001 a 2003 actuou como músico privativo do antigo Hotel Meliá Confort, em Coimbra, numa formação de trio. Em 2004, através da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (Montemor-o-Velho), começou a fazer a montagem e produção áudio e vídeo, em projectos nos quais, entre outros, colaboram Lina Carregã e Lurdes Breda. Faz actualmente parte das bandas “Impacto” e “Vintage”. Mais informação em http://sites.google.com/site/britusspace.



Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Sugestões de leitura

Enquanto não chegam as próximas novidades – "OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE" e "A SEXUALIDADE NO HOMEM DEPOIS DOS CINQUENTA ANOS" —, as Edições MinervaCoimbra deixam algumas sugestões de leitura para o Verão.

ZECA AFONSO ANTES DO MITO de António dos Santos e Silva

A CANÇÃO DE COIMBRA EM TEMPO DE LUTAS ESTUDANTIS (1961-1969) de Jorge Cravo

COIMBRA À GUITARRA de Carlos Carranca

MEMÓRIAS de Carlos Couveiro

CRÓNICAS DE UM ANTIGO ESTUDANTE DE COIMBRA de Jorge Rabaça Correia Cordeiro

O LIVRO DO DOUTOR ASSIS de Alberto Costa (Ex-Pad’Zé)

FARPAS PELA NOSSA SAÚDE de Carlos Costa Almeida

ANÁLISES DA SAÚDE de Pedro Pita Barros

O FEITIÇO DAS ILHAS DO CACAU de Hermínio Ferraz

DURA LEX. RETRATOS DA JUSTIÇA PORTUGUESA de António Marinho e Pinto

A CENSURA À IMPRENSA NA ÉPOCA MARCELISTA de Alberto Arons de Carvalho

COMUNICAR E JULGAR de Cunha Rodrigues

A CENSURA DE SALAZAR NO JORNAL DE NOTÍCIAS de Isabel Forte

O PODER CORPORATIVO CONTRA A INFORMAÇÃO SEGUIDO DE SAÍDAS PELA ÉTICA E PELOS “IMEDIA” de Óscar Mascarenhas

A TV DO REAL de Felisbela Lopes

INFOGRAFIA DE IMPRENSA de Susana Almeida Ribeiro

TEMOS O QUE PROCURA de Marta Vilar Rosales

O QUARTO EQUÍVOCO. O PODER DOS MEDIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA de Mário Mesquita

A COMUNICAÇÃO. TEMAS E ARGUMENTOS de José Rebelo

IMPRENSA E OPINIÃO PÚBLICA EM PORTUGAL de José Manuel Tengarrinha

NAS ORIGENS DO PERIODISMO MODERNO. CARTAS A ORESTES de João Bernardo da Rocha Loureiro com organização, introdução e notas de José Augusto dos Santos Alves

FERNANDO NAMORA POR ENTRE OS DEDOS DA PIDE de Paulo Marques da Silva

MIGUEL TORGA E A PIDE de Renato Nunes

A POLÍTICA DE NORTON DE MATOS PARA ANGOLA 1912-1915 de Maria Alexandre Dáskalos

A UNIVERSIDADE E O ESTADO NOVO. O CASO DE COIMBRA 1926-1961 de Luís Reis Torgal

HISTÓRIA CRÍTICA DO SÉCULO XX de vários autores com prefácio de René Remond

A PAZ DA FÉ SEGUIDA DE CARTA A JOÃO DE SEGÓVIA de Nicolau de Cusa com tradução e introdução de João Maria André

O ENTE E A ESSÊNCIA de Teodorico de Freiberg com tradução, apresentação, notas, índice e glossário de Mário Santiago de Carvalho

COSMOPOLITAS DE TODOS OS PAÍSES, MAIS UM ESFORÇO! de Jacques Derrida com tradução de Fernanda Bernardo

As Edições MinervaCoimbra têm também disponível uma vasta oferta de livros de POESIA, editados quer na colecção MINERVA POESIA com 53 volumes, quer na colecção ÍTACA com 9 volumes, quer ainda entre os 40 títulos publicados Fora de Colecção.

Sexta-feira, Julho 31, 2009

"COMENTÁRIO - O outro lado da coisa"


EDGARD PANÃO vai lançar brevemente, em Miranda do Corvo, o seu último livro intitulado "COMENTÁRIO - O outro lado da coisa".

Neste livro, o Autor, num estilo fluente e raciocínios práticos, aborda não só os assuntos mais simples do quotidiano mas também os elevados temas religiosos, filosóficos, políticos e de antropologia geral e cultural do país no pós 25 de Abril de 1974. De uma forma isenta, objectiva e pedagógica, Edgard Panão propõe uma reflexão serena sobre aquele período.

Segundo o Prof. Doutor António Barbosa de Melo "o Autor, para desenvolver o seu pensamento, imagina uma série de «conferências democráticas» proferidas por «oradores de níveis aceitáveis com alguma dignidade de seres pensantes», que se movessem «naquele caos ideológico vigente», e elabora uma súmula ou resumo de cada conferência, rematando-a, como que em contraponto, com um comentário a cargo do mesmo personagem para todas as conferências. Nestes debates de razões e sem razões vem ao de cima muito da problemática política, social e económica do país no fim da década de setenta do século passado...".

"... O Autor sentia então a necessidade de o País repensar a livre iniciativa económica e o papel de alavanca do progresso dos povos que ela é".

EDGARD PANÃO nasceu em Penela mas desde criança que vive em Miranda do Corvo. Foi professor liceal de Filosofia e História no Liceu José Estevão em Aveiro e no Liceu Nacional de Leiria, director e professor da Escola do Magistério Primário de Silva Porto (actual Kuito), Angola, responsável pelos Serviços de Educação em Dili, Timor, e director e professor da Escola do Magistério Primário de Aveiro.

Foi ainda vereador e presidente da Câmara Municipal de Estarreja.

Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam “O Moleiro Inteligente” (2000), “A reconstituição das famílias da freguesia de Salvador da vila de Miranda do Corvo” (2002), “Covseiro de Myranda” (2006), “Cartas a Ana de Leonardo” (2007), "Os Trautos de Miranda" (2008) e agora "Comentário - O outro lado da coisa" (2009), estes quatro últimos com chancela das Edições MinervaCoimbra.

Minerva encerrou ciclo “O Dever de Educar”

João Boavida, Maria Helena Damião, Afonso Reis Cabral,
Ana Almeida e Maria Alexandra Azevedo



Chegou esta semana ao fim o ciclo “O Dever de Educar” que ao longo do ano lectivo que agora finda animou as Terças-Feiras de Minerva, com sessões desde o início com um forte debate entre público e convidados, pensando juntos sobre o "dever de educar" no sentido que lhe é atribuído e no modo como é concretizado pelos especialistas das várias áreas educativas.

A convidada desta última sessão foi Maria Alexandra Azevedo, professora do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, do Porto. Uma professora que participa desde há alguns anos em competições europeias de Latim e Grego, onde tem contactado com outra realidade educativa.

Com Maria Alexandra Azevedo estiveram os dois alunos — Afonso Reis Cabral (Grego) e Ana Almeida (Latim) — que mais recentemente responderam ao desafio que essas competições representam. E foi precisamente o relato dessa experiência, dos dois jovens, que contribuiu para que o público presente na Livraria Minerva sentisse que a cultura clássica, considerada um dos pilares da educação, está em vias de extinção, por ser uma área desvalorizada no actual curriculum escolar português.

Refira-se, a título de exemplo, que enquanto em Portugal, no ano lectivo 2007/2008, havia oito alunos a estudar Grego no secundário, em Espanha eram 10.000 os estudantes desta matéria.

A sessão foi encerrada por Maria Helena Damião, João Boavida e Isabel de Carvalho Garcia, que fez um balanço do ciclo "O Dever de Educar", admitindo que ao lançar o desafio à Amiga e Autora Helena Damião, pedagoga e professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, para a realização de um ciclo sobre educação não formal, estava longe de imaginar a diversidade de saberes e experiências tão vastas e enriquecedoras que pela Livraria Minerva foram passando ao longo destas sessões. Sempre magistralmente orientadas por Helena Damião as sessões decorreram em forma de entrevista, quinzenalmente desde 21 de Outubro de 2008, e nelas participaram professores, pais, estudantes e público em geral.

Organizado por Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães este ciclo pretendeu discutir com os vários convidados como tem sido entendido o dever de educar. Como é, ou como deve ser, entendido na actualidade.

O ciclo iniciou-se com João Matos Boavida a quem foi dado o tema genérico. Seguiram-se Margarida Miranda com "O dever de educar para os Jesuítas", Delfim Leão com "O dever de educar para os Antigos", Francisco Sobral Henriques com "O dever de educar na Escola", Regina Rocha com "O dever de educar para o Professor", Rui Marques Veloso com "O dever de Formar para educar", Carlos Sousa Reis com "O dever de formar Com ou Contra a Sociedade", Maria Salomé Pinho com "O dever de educar a Memória", Maria Isabel Festas com "O dever de educar a Compreensão", Maria Paula Paixão com “O dever de educar a Motivação", Joaquim Pires Valentim com “Escola Igualdade e Diferença", Manuel Rocha com "O dever de educar para a Música", Natália Bebiano com "O dever de educar para a Matemática", Paulo Gama Mota com "O dever de educar para a Ciência" e João Gouveia Monteiro com "O dever de educar para a História".

As Terças-feiras de Minerva regressam a 22 de Setembro com uma sessão dedicada a um tema tão actual como preocupante — "A Nossa Saúde". Esta sessão, que contará com vários especialistas na matéria, terá como inspiração o livro "Farpas pela Nossa Saúde" de Carlos Costa Almeida, recentemente editado pelas Edições MinervaCoimbra.





Quinta-feira, Julho 23, 2009

O DEVER DE EDUCAR [Última sessão]

Ciclo de Conferências nas "Terças-Feiras de Minerva"
Última sessão

Realiza-se no próximo dia 28 de Julho, pelas 18h15,
a última sessão do ciclo O DEVER DE EDUCAR.

A sessão: Ao longo do ano lectivo que agora finda, encontrámo-nos na Livraria Minerva para pensarmos sobre o "dever de educar", no sentido que lhe atribuímos e no modo como o concretizamos.

Nesta última sessão receberemos uma professora para quem tais reflexões ganham um sentido muito particular, dada a sua participação, desde há alguns anos, em competições europeias de Latim e Grego, onde tem contactado com outra realidade educativa. Receberemos também dois dos seus alunos que, mais recentemente, responderam ao desafio que essas competições representam.

A convidada: Maria Alexandra Azevedo, professora do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas, do Porto.

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

Domingo, Julho 19, 2009

RENATO E ZÉ LOPES NA GALERIA MINERVA



Renato e Zé Lopes regressam a Coimbra, à Galeria Minerva, para a sua já habitual exposição de Verão. Depois da participação na exposição Europeia que decorreu em Fevereiro na sala Jean Caremijn do Beffroi de Brugge (Bélgica) e da participação na exposição Internacional da Galeria Bij Krepel, Klarenbeek (Holanda) em Abril, Renato e Zé Lopes trazem este ano a Coimbra alguns dos seus quadros dedicados à cidade — Renato numa linha e conceito mais abstractos e Zé Lopes num registo figurativo.

Renato [José Renato Barreira Dias Ribeiro] nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1949. É pintor e escultor. Estudou desenho e escultura no atelier dos escultores Vasco Pereira da Conceição e Maria Barreira. Frequentou até ao 3.º ano o curso de Teatro e Encenação, no Conservatório Nacional de Lisboa. Cursou Arte dos anos 60, 70, 80, do Centro de Arte Moderna (CAM/JAP), Lisboa. É sócio da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Fez várias ilustrações para a revista “Noesis” do Ministério da Educação e para a revista “Atlantis” da TAP. É membro fundador do “Grupo de Artes Plásticas de Pontével”.

Está representado em vários lugares públicos e privados do país e em colecções particulares, nomeadamente com trabalhos de escultura na discoteca “Hora H”, na Praia da Rocha, na discoteca “Vai de Rastos” (Cartaxo), no “Salão Quinta Nova” (Pernes) e no bar “Toma Lá Noite” (Aveiras de Cima). Está representado com trabalhos de pintura no restaurante “Charrette” (Pontével) e na discoteca “Horta 2” (Portimão).

É ainda autor das bandeiras da Sociedade Filarmónica e do Centro de Dia de Pontével e está representado na colecção da Câmara Municipal do Cartaxo, tendo participado na II Mostra Colectiva do Património Municipal em 1993.

Em 1994, integrado na Eco Cartaxo’94 (na qual colaborou) expôs escultura, pintura, desenho, sendo autor do painel de fundo. Em 1996 participou nas actividades do Dia Mundial da Criança em Constância – organização da Comissão Concelhia de Educação, a convite da Câmara Municipal.

Pertence ao MAC (Movimento Artístico de Coimbra) e é sócio da GEDEPA, estando representado no Museu Etnográfico da Vila de Pampilhosa (Mealhada).

Zé Lopes [Maria José da Conceição Vicente Lopes Dias Ribeiro] nasceu em Pontével a 2 de Fevereiro de 1949. É pintora de Arte. Frequentou, em 1967 a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Conservatório Nacional – Curso de Arte de Representar e Encenação, onde concluiu o Curso de Arte de Dizer.

Em 1969, orientada pelo pintor Renato Ribeiro, com quem veio a casar, começou a dedicar-se à pintura. Cursou Arte dos anos 60, 70, 80, do Centro de Arte Moderna (CAM/JAP) – Lisboa.

É sócia da Sociedade Nacional de Belas-Artes e está representada em vários lugares públicos e privados do país e em colecções particulares. É membro do Grupo de Artes Plásticas de Pontével. Está representada na colecção da Câmara Municipal do Cartaxo, tendo participado da II Mostra Colectiva do Património Municipal em 1993.

Em 1994, integrada na Eco Cartaxo’94, expôs pintura e desenho.

A 1 de Junho de 1996, a convite da Câmara Municipal de Constância, participou nas actividades do Dia Mundial da Criança, em Constância, numa organização da Comissão Concelhia de Educação.

Pertence ao MAC (Movimento Artístico de Coimbra) e é autora do brasão da vila de Pontével.
Participaram, ambos, em cerca de uma centena de exposições colectivas por todo o país e estrangeiro.

A exposição pode ser visitada até dia 30 de Agosto na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 – Bairro Norton de Matos), de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.






















Sexta-feira, Julho 17, 2009

Pintura na Galeria Minerva


A Galeria Minerva convida para a inauguração da exposição de Pintura de

Renato e Zé Lopes
dia 18 de Julho (sábado), pelas 18h00.

A exposição pode ser visitada até dia 30 de Agosto na Galeria Minerva (rua de Macau, 52 – Bairro Norton de Matos), de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00.



Quarta-feira, Julho 15, 2009

Carlos Costa Almeida lançou “Farpas pela nossa Saúde”


Manuel Antunes, Carlos Costa Almeida, Fernando Gomes,
António Arnaut e Isabel de Carvalho Garcia


“Farpas pela nossa Saúde” é o título do livro de crónicas da autoria de Carlos Costa Almeida lançado esta semana pelas Edições MinervaCoimbra, com apresentação de António Arnaut e Manuel Antunes, e numa sessão presidida por Fernando Gomes, membro da direcção da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. A obra tem prefácios de Paulo Mendo e Armando Gonsalves e reúne várias crónicas publicadas noutros tantos órgãos de comunicação ao longo dos últimos anos, num conjunto de textos críticos, mas positivos, em relação às várias políticas de Saúde nacionais.

Um livro que, segundo António Arnaut, reflecte a visão de “uma pessoa experimentada” na área da saúde, mas especialmente “uma visão das Carreiras Médicas hospitalares”. Um livro crítico “a favor do Serviço Nacional de Saúde” que, tal como também refere Paulo Mendo no prefácio, “denuncia umas quantas falsas verdades que por aí correm”.

Manuel Antunes, por seu turno, salientou os vários assuntos abordados nas crónicas de Carlos Costa Almeida, reconhecendo que, “neste país de brandos costumes, à beira mar plantado”, a Saúde “não pode deixar de ser o que é”. Admitindo não gostar muito dos hospitais empresa, o cirurgião dos HUC afirmou, no entanto, que a palavra empresarialização poderá ser um instrumento bom na gestão dos hospitais. “Nós temos de gerir os hospitais, e também os nossos serviços, como se fossem uma empresa — com uma ideia das despesas, da contenção, ou da racionalização, dos custos e da maximização das receitas, se necessário”.

Em tempos mais ou menos conturbados para a saúde nacional, Carlos Costa Almeida manteve sempre uma postura crítica em relação às políticas seguidas pela tutela, nomeadamente quando o Governo determinou a extinção das Carreiras Médicas.

Confessando o orgulho sentido por ver, ao longo das últimas décadas, “uma medicina portuguesa de qualidade, evoluindo a par da dos países nossos congéneres, não nos deixando de modo algum envergonhados ou diminuídos quando visitamos centros estrangeiros de maior diferenciação ou experiência, ou neles estagiamos”, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar considera que “o SNS, as Carreiras Médicas e os Internatos constituem sem sombra de dúvida a maior e melhor realização dos governos pós-25 de Abril, e a mais duradoura, iniciada por um Governo e compreendida, mantida e desenvolvida pelos seguintes”.

O conjunto dos vários artigos que agora juntou em livro, resulta numa visão global do que se tem passado ultimamente nos hospitais portugueses – “visão pessoal, obviamente, mas totalmente apoiada em factos reais e incontroversos” – e das suas consequências, as presentes e as previsíveis. “É um ponto da situação, num momento de mudança e de turbulência na área da saúde, são chamadas de atenção às vezes aguçadas, mas que devem ser encaradas sempre como positivas, já que pretendem acima de tudo que o caminho seguido na saúde e nos hospitais seja o mais correcto”.

Carlos Manuel Costa de Almeida é Chefe de Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Coimbra (Hospital dos Covões), faz parte do Conselho Nacional para a Pós-Graduação da Ordem dos Médicos, é professor da Faculdade de Medicina de Coimbra e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia e presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar.















Terça-feira, Julho 14, 2009

[Lançamento] FARPAS PELA NOSSA SAÚDE



O Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Prof. Doutor José Manuel Silva, o Autor e as Edições MinervaCoimbra têm o prazer de convidar para o lançamento do livro

"FARPAS PELA NOSSA SAÚDE"

de Carlos Costa Almeida.

Prefaciado pelo Dr. Paulo Mendo e pelo Dr. Armando Gonsalves, o livro será apresentado pelo Dr. António Arnaut e pelo Prof. Doutor Manuel Antunes.

A sessão realiza-se no dia 14 de Julho de 2009, pelas 21h15, na sala Miguel Torga, Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (av. Afonso Henriques, n.º 39), em Coimbra.



Carlos Manuel Costa de Almeida nasceu em Lisboa em 1948 e viveu depois sucessivamente em Moura, Vila Real, Braga e Figueira da Foz. Ingressou com 17 anos na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde recebeu vários prémios académicos, se licenciou e mais tarde se doutorou em Medicina. Especialista em Cirurgia Geral e em Angiologia e Cirurgia Vascular, foi bolseiro no Reino Unido, Alemanha e França.
É Chefe de Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Coimbra (Hospital dos Covões), onde foi director de Serviço durante 10 anos e director do Internato Médico durante 20. Foi membro do Conselho Nacional dos Internatos Médicos e presidente da Comissão Regional dos Internatos Médicos da Zona Centro durante duas décadas. Continua a integrar esta Comissão, e faz parte do Conselho Nacional para a Pós-Graduação da Ordem dos Médicos.
É professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, onde é regente da cadeira de Cirurgia Vascular e tutor de alunos do 6.º ano médico profissionalizante. É também professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, onde lecciona Anatomia e Fisiologia no curso de Engenharia Biomédica.
É vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia e presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar.



Terça-feira, Julho 07, 2009

[VISEU] O chão da renúncia



O Museu Grão Vasco e o Governo Civil do Distrito de Viseu têm o prazer de convidar para a apresentação do livro "O CHÃO DA RENÚNCIA" de Aida Baptista.

A sessão realiza-se dia 9 de Julho, às 21h00, no Museu Grão Vasco.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Pintura de Ângela Gomes é hino à amizade entre Portugal e Brasil

Isabel de Carvalho Garcia, Ângela Gomes e Teresa Pestana


A Galeria Minerva tem patente a exposição de pintura TRATADO DE AMIZADE de Ângela Gomes, natural de Cahoeiro de Itapemirim, Espírito Santo (Brasil), uma mostra que é um verdadeiro hino à amizade entre Portugal e o país irmão.

Durante a inauguração da exposição, Isabel de Carvalho Garcia falou sobre pintura naïf e Ângela Gomes agradeceu a amizade e carinho com que foi recebida em Portugal. A sessão incluiu ainda um momento musical por Marília Ascenso.

A exposição poderá ser visitada até dia 13 de Julho, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.

Pintora Naïf, Ângela Gomes é espontânea, ingénua e primitiva. Participou em várias exposições em Espírito Santo, por todo Brasil e exterior, tendo sido premiada com menção honrosa, medalhas de ouro e prata.

Com várias exposições nacionais e internacionais, Ângela Gomes procura valorizar paisagens regionais e cenas que expressam a arte e a tradição popular — o povo, seus usos e costumes. Procura elementos para abastecer o seu universo iconográfico, através de pesquisa junto da comunidade, usando cores puras e variadas.

Para a exposição TRATADO DE AMIZADE, Ângela Gomes brinda-nos com imagens de lugares por onde passou, que registou e pintou. No conteúdo plástico, constantemente colorido, reflecte na sua memória um Espírito totalmente Santo, repleto de pássaros, pipas, flores... muita gente, que brinca, que passeia, dança, trabalha e canta, num total de 25 obras, em tamanhos variados e pintadas em acrílico s/tela.

Ângela Gomes é séria e alegre e a sua obra é brasileira, feliz e nostálgica, mas também retrata com a mesma felicidade lugares de países do exterior, como Itália, Espanha e Portugal.














































Sexta-feira, Junho 26, 2009

Não me ensines a estrada, um livro preso ao domínio do sonho

Maria Helena Teixeira e Zé Penicheiro



Um livro preso ao domínio do sonho e recheado de auto-questionação são algumas das características apontadas ao novo livro de poesia, o quarto, de Maria Helena Teixeira, cuja sessão de lançamento decorreu no Pavilhão Centro de Portugal com apresentação de Maria Manuela Gouveia Delille e leitura de poemas por Maria Manuel Almeida. Numa sala pequena para tantos amigos e familiares da autora, a sessão foi ainda abrilhantada pela actuação de um quarteto da Orquestra Clássica do Centro.

E sobre o livro, “Não me ensines a estrada”, Maria Manuela Delille referiu que a autora, ou o sujeito poético, “se confessa inexplicável mas irremediavelmente preso ao domínio do sonho que acaba por desgastar a vida”.

“Em horas de intensa desorientação, inquietude, angústia e/ou funda melancolia, acentuam-se as sensações de frialdade e de vazio em vários poemas”, afirmou numa visita guiada por “Não me ensines a estrada”, é também “curioso notar que na captação de instantes ou momentos do quotidiano o eu lírico, nos relativamente raros poemas em que sai para fora da esfera íntima, regra geral [Maria Helena Teixeira] percepciona uma realidade disfórica, feita de imagens meramente alinhadas, desconexas, das quais o sentido parece estar ausente, chegando a roçar o absurdo”.

Não são, porém, acrescentou, “as imagens (quase sempre disfóricas) do mundo exterior (que, note-se, constituem completa novidade em relação à lírica cerradamente intimista dos volumes anteriores) que acabam por predominar nesta nova colectânea. A maior parte dos versos diz respeito quer ao quotidiano rotineiro e manietante do eu poético e às tentativas de auto-questionação de início referidas, quer aos lugares-tempo ou aos lugares de sonho em que esse mesmo eu se refugia ou para os quais tenta evadir-se”. Refúgio esse frequentemente “encontrado na evocação nostálgica do mundo perdido da infância, de que o mar constitui parte indissolúvel”.

Em relação a outros livros da autora, Maria Manuela Delille confessou-se impressionada pela “estrutura mais coesa destes poemas, a maior densidade e autenticidade metafórica, a maior atenção ao quotidiano e dentro dele também ao momento histórico que atravessamos, e sobretudo a mais contida transfiguração poética das vivências ou experiências do universo real de que fazemos parte”.

A apresentadora realçou ainda a colaboração de Zé Penicheiro na feitura do livro, “uma colaboração preciosa que, mantendo a tradição dos volumes anteriores, vem a meu ver acentuar, através do seu traço dinâmico, o já de si forte elemento cinético destes versos, os seus múltiplos movimentos, ondulações, fugas, evasões, numa associação muito sugestiva entre poesia e desenho, em plena sintonia com a sensibilidade estética da autora e com a mensagem por ela intencionada”.

Durante a sessão, presidida por Maria Emília Martins, directora da Orquestra Clássica do Centro, usaram ainda da palavra a editora Isabel de Carvalho Garcia e Maria Helena Teixeira, que agradeceu a todos a presença na sessão.






































Quinta-feira, Junho 25, 2009

O dever de educar para a História

Maria Helena Damião, João Gouveia Monteiro e Isabel de Carvalho Garcia


A 15.ª sessão do ciclo "O dever de educar", com o título "O dever de educar para a História", contou com a presença de João Gouveia Monteiro, professor de História da Universidade de Coimbra, director do Instituto de História e Teoria das Ideias e director da Imprensa da Universidade de Coimbra. Uma sessão bastante participada pelo público, à semelhança das sessões anteriores deste ciclo que tem vindo a debater questões fundamentais na área da educação.

Durante cerca de uma hora, João Gouveia Monteiro falou sobre o dever de educar para a História, que muitos dizem negligenciado, aligeirado ou, mesmo, afastado do ensino actual. O docente universitário falou sobre as possíveis razões que justificarão este estado e sobre as consequências que advirão para as novas gerações do desconhecimento histórico, não deixando, ainda, de abordar qual a função social da História no mundo de hoje.

“Uma sociedade sem História é uma sociedade perdida, amnésica”, considerou João Gouveia Monteiro, acrescentando que “a História é o fio condutor que liga os homens entre si ao longo do tempo e que permite evitar que eles se «percam»”.


Quarta-feira, Junho 24, 2009

TRATADO DE AMIZADE na Galeria Minerva



A Galeria Minerva tem o prazer de convidar para a inauguração da exposição de Pintura TRATADO DE AMIZADE de Ângela Gomes, no dia 27 de Junho, pelas 19h00.

Momento musical por Marília Ascenso.

A exposição poderá ser visitada até dia 13 de Julho, de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 20h00.

Terça-feira, Junho 23, 2009

[Lançamento] NÃO ME ENSINES A ESTRADA


A Autora e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro

não me ensines a estrada

de Maria Helena Teixeira.

A apresentação da obra será feita pela Prof.ª Doutora Maria Manuela Gouveia Delille.

A sessão terá lugar dia 23 de Junho, pelas 21h30, no Pavilhão Centro de Portugal (Parque Verde do Mondego), em Coimbra.


Maria Helena Teixeira é natural do Porto, química de profissão, casada, mãe de três filhos e avó de quatro netos, vivendo em Coimbra há 36 anos. Para além de um particular gosto pela música, é na poesia que a autora esvazia alguns dos seus momentos de vida.

À semelhança dos livros anteriores, também este é ilustrado com capa e desenhos interiores de Zé Penicheiro.

O dever de educar para a História

Realiza-se no próximo dia 23 de Junho, pelas 18h15, a décima quinta sessão do ciclo "O dever de educar", com o título "O dever de educar para a História".

Dedicamos esta sessão ao dever de educar para a História, que muitos dizem negligenciado, aligeirado ou, mesmo, afastado do ensino actual. Terá razão quem assim opina? Se sim, que razões justificarão este estado? Que consequências advirão para as novas gerações do desconhecimento histórico? E, qual a função social da História no Mundo de hoje?

O convidado é João Gouveia Monteiro, professor de História da Universidade de Coimbra, director do Instituto de História e Teoria das Ideias e director da Imprensa da Universidade de Coimbra.

A sessão decorre na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

As sessões deste ciclo estão abertas ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.