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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Leitura, tecnologia e saber: Manguel e Tapscott, ou duas visões estranhamente complementares?

«Alberto Manguel: “Estamos a destruir o valor do acto intelectual”», entrevista a Alberto Manguel por Ana Gerschenfeld

«A Internet deixa-nos mais inteligentes», entrevista a Don Tapscott por João Pedro Pereira

Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Europa-África: desconhecimento mútuo

Decorreu em Lisboa, durante o fim-de-semana, a Cimeira União Europa-África, organizada pela presidência portuguesa da UE. No topo da agenda estão em discussão acordos de parceria económica, embora também se discutam questões de segurança, direitos humanos, mobilidade, educação, ciência e tecnologia. À margem da cimeira oficial, foi organizada uma cimeira alternativa que denunciou os malefícios dos acordos comerciais, a falta de atenção aos direitos humanos (o conflito no Darfur, as ditaduras na Etiópia e no Zimbabwe) e os entraves à imigração.
Convinha igualmente promover o conhecimento histórico mútuo para uma melhor compreensão dos problemas actuais e para a definição de estratégias efectivas de cooperação, em pé de igualdade.
Ontem, António Pinto Ribeiro escrevia no Público que a imagem global que a Europa tem de África é marcada por 3 preconceitos: a ideia de uma homogeneidade/ausência de diversidade; a ideia de que o "continente negro" é apenas "natureza"; a ideia de que os africanos não se conseguem relacionar com a contemporaneidade.
Hoje, de manhã, Manuel João Ramos lembrou no Rádio Clube que em Portugal há um enorme desconhecimento de uma grande parte de África, de tal maneira que ontem muitos representantes à cimeira não comeram porque, à refeição, lhes foi apresentada carne de porco.
Este desconhecimento não é unilateral; tem dois sentidos. As academias dos países europeus e africanos têm especial responsabilidade de inverter esta situação.
Quatro centros de estudos africanos de universidades portuguesas deram recentemente um importante passo nesse sentido: criaram a Biblioteca Central de Estudos Africanos, numa ala da Biblioteca do ISCTE (Lisboa), com uma colecção generalista e multidisciplinar sobre África, constituída por 15 mil volumes.
Na próxima sexta-feira, às 17.30h, na Culturgest teremos ainda oportunidade de ouvir "A África perante o futuro: que recursos, que capital?", conferência proferida pelo historiador francês de origem congolesa, Elikia M’Bokolo. Seguidamente será lançado o seu livro África Negra – História e Civilizações, do Século XIX aos nossos dias. A apresentação estará a cargo de Alfredo Margarido.

Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Estudo e independência

Há duas coisas que compensam: estudar e ser independente. Ainda não abdiquei nem de uma nem de outra e recomendo-as a todas as pessoas com que me cruzo. O conhecimento e a liberdade alimentam-se mutuamente.
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Imagem: Maria Helena Vieira da Silva, "Biblioteca" (1949).