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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Emily

Um espectáculo de Gerardo Naumann na Culturgest.
Quinta 10, Sexta 11, Sábado 12 e Domingo 13 de Abril de 2008
21h30 (17h00 dia 13) · Tergom Studio · Duração 1h00 · 12 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)

Olá, sou o Juan, diz o Juan. Esse lápis é do Pedro, diz o Carlos e aponta para um lápis. O que farias se fosses milionário?, pergunta Gabi. Fala-se assim? A Emilia fala assim. Na realidade, todos falam assim. Todo o espectáculo foi escrito a partir de cenas de livros de ensino de línguas. Como se fosse mais importante manter isso do que outra coisa. Como se fosse mais importante voltar a representar o que esses livros fazem, que é representar. E aí está Emilia que vai à escola e diz que quando for grande quer ser bailarina e cantora e um dia se muda para Londres. Ali chama-se Emily. Traduz-se o nome. E a personalidade? Emily cresce mais e mais como os actores quando estão a actuar. Um dia apaixona-se. O amor é um lugar comum ou um terramoto? A sua vida é trágica como em toda a representação. No final, Emily é uma senhora idosa que vai viver para o campo. Muuuu.
Gerardo Naumann

O espectáculo estreou em Lanús, subúrbio de Buenos Aires, na loja de cozinhas e casas de banho Imhotep em Abril de 2006. Integrou a programação do Festival Internacional de Buenos Aires 2007. Em Lisboa decorre na loja de cozinhas e mobiliário Tergom Studio.

Gerardo Naumann trabalha em Buenos Aires. Estudou filosofia e letras na UBA. Encenou e fez a dramaturgia de Cosas (2002, Festival del Rojas). Em 2003 fez a dramaturgia de ¡Sentate! El zoostituto com conceito e encenação de Stefan Kaegi (ciclo Biodrama, Complejo de Buenos Aires). Em 2006 recebeu duas bolsas para o desenvolvimento do guião de longametragem Uruguay. Participou no Theaterforum do Berlinerfestspiele 2007 (sobre teatro político). Deu aulas na Akademi for Scenekunst (Noruega). Está a realizar duas séries documentais em DVcam: Trabajo e Quemado. Publicou textos literários em várias revistas e participou em leituras com outros escritores. Dá um seminário de escrita de argumento na UBA e aulas particulares de dramaturgia e montagem.

Com Marianela Impaglione, Rita Carou, Carolina Guareschi, Diego Jalfen, Eusebio Fava
Conceito, encenação e dramaturgia Gerardo Naumann (versões de diálogos/cenas de livros de ensino de línguas)
Assistência de encenação Natalia Barry
Espaço Gerardo Naumann e Catalina León
Movimento Leticia Mazur
Arte electrónica Martín Fernández
Espectáculo falado em castelhano (com legendas) e inglês
*texto da Culturgest

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Repartição

Teatro · De terça 4 a Sábado 8 de Março de 2008, 21h30 · Grande Auditório (lotação reduzida)· Duração (espectáculo em criação) · 12 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)

De Miguel Castro Caldas. Um espectáculo dos Primeiros Sintomas.
Depois de Nunca-Terra, em vez de Peter Pan, espectáculo apresentado em 2005, os Primeiros Sintomas voltam a co-produzir com a Culturgest um novo texto de Miguel Castro Caldas. O texto está publicado, em co-edição, na colecção Livrinhos de Teatro dos Artistas Unidos.
Ana começa. Acabaram as repartições de finanças. Ana entra em conflito interno. Acabaram-se as repartições de finanças. A voz da Ana várias vozes. Vozes de outros. O cúmulo dos outros é o funcionário da repartição de finanças a quem vamos declarar os rendimentos. O funcionário está doente. Ana tem de ir a casa dele. Era o tempo da última repartição de finanças. Viagem. Leito de morte do funcionário. Momento amoroso, em que Ana declara os rendimentos ao funcionário moribundo.(Miguel Castro Caldas)

Miguel Castro Caldas já escreveu para os Primeiros Sintomas, sempre com encenação de Bruno Bravo, as peças A Montanha Também Quem (2003), O Homem do Pé Direito (2003), O Homem da Picareta (2003), Conto de Natal – variações de Dickens (2004), Nunca-Terra (2005), É bom boiar na banheira (2006), E agora baixou o Sol (2007). Para o actor Gonçalo Waddington escreveu Comida (2006).Os Primeiros Sintomas existem desde 2001. Para além das encenações de Bruno Bravo e dos textos de Miguel Castro Caldas, trabalharam com os autores Francisco Luís Parreira e Fernando Villas-Boas e com os encenadores Sandra Faleiro, Cristina Carvalhal e Gonçalo Amorim. Fizeram também espectáculos a partir de Mary Shelley, Paul Auster e Boris Vian. Montaram ainda Endgame de Beckett (2004) e Foder e ir às compras de Mark Ravenhill (2007).
*texto da Culturgest

Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Elevator Repair Service: Gatz

Na Culturgest. Para mais informações ver aqui.


Gatz é um espectáculo-maratona que apresenta o texto integral d’O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald: ipsis verbis, sem cortes nem montagem. Tudo começa quando um homem chega para trabalhar num escritório, saca de um exemplar do romance e começa a ler em voz alta. Os seus colegas mal parecem dar-se conta, mas como que por coincidência há acções e imagens que começam a sugerir ligações entre o livro e o escritório. Gatz aproveita o que há de único no teatro: ao vivo, imprevisível e emotivo; ao mesmo tempo o desafio é o de trazer para o palco a força da prosa de Fitzgerald, provocando a imaginação do espectador através do texto.O espectáculo pode ser visto todo num só dia (com três intervalos, um deles para jantar) ou em duas prestações.
Elevator Repair Service é uma companhia nova-iorquina que existe desde 1991. É um dos mais importantes grupos experimentais da cidade. Nos seus espectáculos combina comédia slapstick, cenários de alta e baixa tecnologia, textos literários ou found-texts, objectos encontrados e mobília deitada fora, assim como um estilo coreográfico altamente desenvolvido. (informação retirada do site da Culturgest)