«[...] Manuel Alegre conduz o lirismo do eu ao plano de uma expressão colectiva que as experiências teorizadas do nós jamais haviam atingido.» Mário Sacramento, «Sal e trevo: um sentido fulgurante de epopeia», prefácio a Manuel Alegre, Praça da Canção [1965], 4.ª ed., Mem Martins, Publicações Europa-América, 1979, p. 19.
A Curva dos Livros
Blog do Clube de Leitura do Museu Ferreira de Castro
5 de abril de 2018
21 de março de 2018
18 de março de 2018
Globglogabgalab
Uma animação um bocado esdrúxula, um verme simpático que adora livros, e parece ser correspondido (coisas que o meu filho vem mostrar-me...)
13 de março de 2018
8 de março de 2018
"AO FUTURO ENTREGAREI SEMPRE O MELHOR DO MEU PASSADO"
Vila Franca de Xira, monumento a ÁLVARO GUERRA e mural alusivo aos três escritores do concelho: dois por nascimento e um por adopção.
7 de março de 2018
dos cães
«Eles dão-nos a honra de nos tratarem como deuses e nós respondemos-lhes tratando-os como coisas.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, p. 72. (ao lado uma edição brasileira, com o título bem mais adequado: Desonra)
3 de março de 2018
Festejemos, pois
Estimados Confrades,
Partilho referência pública:
http://www.cm-sintra.pt/clube-de-leitura-faz-10-anos
Concelebremos!
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http://www.cm-sintra.pt/clube-de-leitura-faz-10-anos
Concelebremos!
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aniversário,
Clube de Leitura Museu Ferreira de Castro
2 de março de 2018
1 de março de 2018
26 de fevereiro de 2018
21 de fevereiro de 2018
16 de fevereiro de 2018
É COM ALEGRIA
que sossego os caros confrades, informando que o meu exemplar de DONDE VIEMOS já apareceu.
Estando eu, há dias, e pela enésima vez, a percorrer atentamente (?) com o olhar as lombadas da estante onde pensava que ele podia acoitar-se, eis que ouço uma voz escarninha, vinda da prateleira do meio, mesmo à frente dos meus olhos: "Estou aqui, ó seu zarolho!"
Perdoando-lhe a irreverência, peguei nele e segredei-lhe ao ouvido: «Tens toda a razão; estou a ficar velho e cegueta».
Depois, comecei a devorá-lo...
Chegado à página 71, deparei com este poema escrito a duas mãos por Marcial e A. Borges Coelho:
«No fundo do vale mugem os touros bravios», e pelo «campo selvoso», a farta Ceres mostra os cereais e os frutos, as «ânforas exalam o odor dos produtos outonais». E vagueia toda uma turba de vitelos, cordeiros, porcos que «seguem o avental da caseira», gansos, pavões, pombos, galinhas de Rodes, faisões de Colcos, galinhas pedreses da Numídia. A tez cor de leite dos escravos da casa denuncia a origem do Norte europeu. O podador transporta as uvas tardias, o pedagogo e o quinteiro exercitam os jovens brincalhões, o dispenseiro e até o «efeminado eunuco» se comprazem no trabalho. Os camponeses da vizinhança, por certo dependentes, vêm saudar o patrão, trazendo mel e queijo.
Boa leitura e
ATÉ DIA 2!
o vírus da inveja
«Contagioso, propagou-se pela Terra; congênito, atacou desde o início. Como se sabe, o primeiro ser humano fecundado pelo sêmen de um homem numa mulher, o que experimentou a relação primal de prazer e frustração, o que mamou no seio materno, esse já nasceu com o sangue contaminado pelo vírus da inveja.» Zuenir Ventura, Inveja -- Mal Secreto [1998], Lisboa, Planeta, 2010, p. 105.
14 de fevereiro de 2018
o início de A TEMPESTADE
«Contra o seu costume, Albano viera tarde e entrara sem os cuidados tidos nas outras noites, quando queria abafar rumores; logo, porém, volvera às precauções de sempre.» (16.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2017)
11 de fevereiro de 2018
DONDE VIEMOS...
Se alguém encontrar um exemplar novinho em folha, sem saber DONDE VEIO, tome atenção, que pode ser meu... Na verdade, comprei um há dias na Bertrand, cheirei-o (como é habitual), abri-o ao acaso e dei uma espreitadela ao texto (como também é costume), logo ficando com o apetite desperto. Depois (como mais uma vez é usual), devo tê-lo atirado para o banco de trás, ao chegar ao carro... Aqui começa a parte enigmática: infelizmente, no dia seguinte tinha-lhe perdido o rasto... Larguei-o algures... Não sei PARA ONDE FOI...
Acalento a esperança de que, arrependido da aventura, volte ao redil a tempo de o ler para a próxima sessão... E, como sou tolerante e compreensivo, não lhe vou perguntar POR ONDE ANDOU...
(Era para acrescentar aquele bonequinho com a piscadela de olho, mas não o encontrei... Por favor, façam de conta que o vêem... Outro bonequinho...)
9 de fevereiro de 2018
7 de fevereiro de 2018
uma epígrafe de José Cardoso Pires
«Tudo vai de saber guardar a confiança. De não esmorecer.» (O Hóspede de Job)
in Praça de Canção (1965) de Manuel Alegre.
3 de fevereiro de 2018
UM APONTAMENTO AUTOBIOGRÁFICO EM "A TEMPESTADE"
«Volveu ao passado, à aldeia nativa. Surgiam os campos à
beira do rio, a velha ponte, a levada, a igreja lá ao fundo. Em seguida, o
grupo de austeros castanheiros que existia na estrema do vale, já nas faldas da
serra. “Havia muito sol nos castanheiros quando ele dissera a Mariana que
estava apaixonado por ela – e ela começara a rir-se… Tinha razão. Ela era já
uma rapariga de vinte anos e ele um garoto. Fora o seu primeiro interesse
feminino.”»
--- Capítulo II, Albano recordando a sua vida no transe
doloroso do dia 10 de Maio.
«Um amor pueril iria dar novo rumo à sua vida.
Apaixonara-se por Margarida, que aos dezoito anos pouco ligava à criança que
ele, com pouco mais de dez, ainda era. Um acto temerário agigantá-lo-ia,
decerto, aos olhos de Margarida. Decidiu, a exemplo do que faziam muitos homens
e rapazes da sua idade, emigrar para o Brasil, proeza que espantaria tudo e
todos.»
--- Dados biográficos da infância de Ferreira de Castro,
Guia da Exposição do Museu Ferreira de Castro, Sintra.
Foto: exemplar de "A Tempestade" adquirido em alfarrabista, edição de 1940, carimbada na última página com o ex-líbris do autor.
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A Tempestade,
Ferreira de Castro
1 de fevereiro de 2018
Nathan, o Pessimista
«[...] Receio bem que metido entre os homens desaprendas o que é ser homem.» Gottold Ephraim Lessing, Nathan o Sábio, trad. Yvette Centeno, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2016, p. 59.
26 de janeiro de 2018
felizmente, não é de todo verdade
«Uma pessoa não pode considerar-se culpada de depravação e esperar um dilúvio de simpatia. Pelo menos a partir de certa idade. A partir de certa idade uma pessoa deixa pura e simplesmente de ser apelativa e é tudo. Só nos resta cerrar os dentes e viver o resto da vida. Cumprir a pena.» J. M. Coetzee, Desgraça [1999], trad. José Remelhe, Lisboa, Biblioteca Sábado, Lisboa, 2008, p. 61.
24 de janeiro de 2018
O NOVIÇO, de Fernando Faria, segundo Miguel Real
O romance do nosso confrade Fernando Faria, O Noviço (2015), nas merecidas palavras de Miguel Real.
22 de janeiro de 2018
Lessing, 289
Gotthold Ephraim Lessing, Kamenz (Saxónia), 22 de Janeiro de 1729.
(retrato por Anna Rosina de Gasc)
14 de janeiro de 2018
12 de janeiro de 2018
o passado é outro país
«Acabo de receber a seguinte carta: "Nós, os velhos, temos uma vida difícil... Mas não sofremos por causa das pensões pequenas e humilhantes. O que mais nos magoa é sermos expulsos de um grande passado para um presente insuportavelmente pequeno. Já ninguém nos convida para discursar nas escolas, nos museus, já não fazemos falta. Nos jornais, os nazis são cada vez mais nobres, e os soldados vermelhos cada vez mais hediondos."» Svetlana Alexievich, A Guerra não Tem Rosto de Mulher (1985), trad. Galina Mitrakhovich, Lisboa, Elsinore, 2016, p. 32.
5 de janeiro de 2018
"HÁ CADA VEZ MENOS PASTORES NOS VALES, HÁ CADA VEZ MENOS LOBOS NOS MONTES, MAS HÁ CADA VEZ MAIS ESTRADAS PARA CHEGAR AOS VALES E AOS MONTES"
Malditos, pag. 13
Eu, com as minhas origens rurais e idade já considerável, testemunhei tempos, para mim inesquecíveis, de harmonia entre o Homem e a Natureza e sobretudo de desfrute total desta por aquele (apesar de algumas quezílias entre mamíferos). Mais tarde, usufruí das delícias da tecnologia e do consumismo. O que sinto, ao olhar para trás? Uma sensação de de vazio, de perda, que tem todos os sintomas de irreparável. O mundo rural desapareceu; o que resta no seu lugar é um cenário de solidão e abandono, uma paisagem para turista ver. As poucas aldeias ardem... Restam as cidades... Por enquanto...
2 de janeiro de 2018
22 de dezembro de 2017
o desengano de K. Maurício
«Com que sorriso de piedade se desesperava por ter acreditado na arte e na virtude, quando só existe, hirto, o oiro. Aqueles que nascidos sem ilusão, ou que cedo a tinham arrancado, triunfaram, mercê da tenacidade: ele, que passara a mocidade absorvido no Sonho, quando acordou, já tarde, viu-se velho, cambado e escarnecido. E só tinha sofrido...» Raul Brandão, A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore [1926], Lisboa, Editorial Verbo, 1972, pp. 11-12.
18 de dezembro de 2017
o outro lado da 'Cidade Maravilhosa'
«Como é feia a cidade maravilhosa vista do lado de lá -- do lado dos subúrbios e da periferia, do lado da miséria.» Zuenir Ventura, Inveja -- Mal Secreto, Lisboa, Planeta, 2010, p. 32.
14 de dezembro de 2017
INSANUS OU A INSÂNIA DO QUOTIDIANO
Insanus, de Carlos Querido, é um livro de contos editado em Julho deste ano pela Abysmo.
Anteriormente, o autor publicara Salir de
Outrora (2007), Praça da Fruta (
2009), A Redenção das Águas (2013) e Príncipe Perfeito-Rei Pelicano, Coruja e
Falcão (2015). Se o primeiro destes livros se apresenta como uma pesquisa
em torno de documentos históricos relativos aos coutos do Mosteiro Cisterciense
de Alcobaça, Praça da Fruta é uma
narrativa cuja acção decorre nos nossos dias, remetendo embora para os marcos
históricos fundamentais das Caldas da Rainha (em cuja região nasceu e reside o
autor), enquanto os dois últimos livros são romances históricos em torno das
figuras reais de D. João V e D. João II, ambas com ligações conhecidas ao burgo
caldense.
O conto, género
literário agora trabalhado pelo autor, radica «em ancestrais tradições
culturais que faziam do ritual do relato um factor de sedução e de aglutinação
comunitária» (Dicionário de Narratologia de
Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes), processo bem patente em duas obras da
tradição europeia: Decameron, de
Boccaccio (séc. XIV), e Heptameron, de
Margarida de Navarra (séc. XVI). É caracterizado pela concisão, brevidade e unidade de efeito (Allan Poe). Certa crítica realça-lhe a capacidade de criar
uma atmosfera em detrimento da acção.
Os contos de Insanus não têm uma leitura linear e
unívoca. Há a considerar uma história de superfície (em que o estranho ou o
fantástico quase sempre imperam) e outra escondida, de segundo nível, a que não
se acede directamente. Neste sentido, é compreensível que a epígrafe da
colectânea tenha sido retirada de Edgar Allan Poe, autor de contos fantásticos
e teorizador do género literário short
story. São vinte e nove contos narrados na primeira e na terceira pessoa
com as vozes das personagens fundidas no discurso do narrador. Tratando-se de
contos curtos (entre duas a sete páginas), estabelece-se um relação próxima com
o poema, o fragmento e até o sketch, tendo
em conta o humor amargo que transparece em alguns deles. As marcas da
ambiguidade e do inesperado estão presentes nas alusões aos universos paralelos
e às dicotomias sombra/luz e mundo real/mundo fictício. A referência em
diversos textos à figura da “Repartição”, opressora e castradora dos sonhos das
personagens, sugere a dimensão do desejo irrealizado face ao desencanto da vida
quotidiana, trazendo à lembrança o poema “O Funcionário Cansado”, de António
Ramos Rosa, do livro Viagem através de
uma Nebulosa (1960): «Sou um funcionário apagado / um funcionário triste /
a minha alma não acompanha a minha mão» – da mesma forma que a sombra não
acompanha o corpo da personagem do conto “Sombras”, antes se solta dele num
registo paradoxal e inquietador.
Não sendo possível
abordar todos os textos da colectânea, referir-nos-emos de forma breve a
“MitoLógico”, “Legião é o Meu Nome” e “Insanus”.
“MitoLógico” retoma a
imagem do unicórnio de Júlio Pomar, pintura realizada em 1955 para o Café
Central das Caldas da Rainha, já referida pelo autor em Praça da Fruta. Porém, a atenção do leitor é conduzida neste conto para
a lição de Kafka, precisamente a que é dada em A Metamorfose. Com uma diferença assinalável: se o infeliz Gregor
Samson não encontra forma de resolver a sua monstruosa transformação, acabando
por morrer para alívio de toda a família, a inominada personagem de
“MitoLógico” descobre talvez a salvação no relacionamento com a sua colega de
curso. Neste sentido, apesar do final ambíguo, regista-se uma mensagem que
diríamos de esperança. História de recorte fantástico, deve ser vista com mais
propriedade na sua dimensão metafórica e simbólica. O género conto, pela concisão
e brevidade, presta-se à transmissão de um conceito moral ou um exemplo. Vários
títulos testemunham esta aptidão que lhe é normalmente reconhecida: Contos & Histórias de Proveito & Exemplo
(Gonçalo Fernandes Trancoso), Novelas
Exemplares (Cervantes), Contos
Exemplares (Sophia). Em “MitoLógico” há indiscutivelmente uma história de
proveito e exemplo: a do adolescente incompreendido pelos seus progenitores, o
recurso a psicólogos para suprir as consequências da falta de amor, a
necessidade de encontrar fora da família, entre os da sua idade, o amparo que
lhe falta em casa. Há aqui, sob a narrativa de superfície, uma mensagem não
explícita para o leitor desvendar. Aliás, a introdução da letra capital L no
cerne do título, desintegrando a estrutura semântica do vocábulo e transformando-o
no sintagma “mito lógico”, estabelece um paradoxo indiciador de que muito mais há
a ler e a compreender para além da peripécia do aparecimento do corno na testa
do protagonista.
“Legião É o Meu Nome”
representa, de certa fora, um diálogo intertextual com o episódio do geraseno
endemoninhado, segundo os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas. De que maneira
pode aceitar um defensor dos direitos dos animais, como é o caso do
protagonista do conto, o sacrifício da vara de porcos a que se acolheu, por
vontade de Jesus, a legião de demónios? O conto questiona a mensagem dos
evangelhos e a insensibilidade do Filho de Deus que deixou afogar no mar os
indefesos animais. Marcos dá-nos conta do desespero dos próprios gerasenos perante
aquele “massacre” de consideráveis consequências económicas (a vara tinha cerca
de dois mil porcos), tendo suplicado a Jesus que abandonasse os seus territórios
(Marcos, 5-17). Assim, a alusão ao hermético episódio dos evangelhos e a
incompreensão dos pastores da Igreja (padre Serafim) perante a crise psíquica
do protagonista traduzem-se numa crítica aos que, confundidos por princípios
religiosos, abandonam os homens à solidão e ao sofrimento sem remédio. Aspecto
interessante deste conto é o facto de a narração se efectuar em registo epistolar
através de carta dirigida pelo protagonista à sua mulher, carta datada de
Rilhafoles, 13 de Maio de 2013 ( curioso, tanto o local como a data), não
faltando mesmo um post scriptum.
Finalmente, “Insanus”, o último conto que dá título à colectânea.
Neste texto, segundo um efeito de mise en
abyme, há um narrador que conta uma história sobre o autor-narrador dos
vinte e oito contos antecedentes. Mais uma vez, estão presentes as alusões a
lugares das Caldas da Rainha (fonte das Cinco Bicas) e da sua região (feira
medieval de Óbidos). É na noite da cidade termal, entre o «cheiro tépido de
cinza e enxofre», que ocorre a revolta das personagens contra o criador que
lhes deu a vida (vida de cão, como se lê em diversos contos). É grande o rol
das criaturas: «um tipo que cheira a cinza, um unicórnio, náufragos, suicidas,
uma mulher que tem o corpo do marido a apodrecer em casa, um pistoleiro sem
nome, dois pregadores, um surfista, etecetera, etecetera» – todas saídas das
páginas do livro. Protestam as infelizes por não lhes ter sido dada uma
existência decente, fazendo-as protagonistas de enredos tristes e desgraçados. O autor-narrador sente-se culpado, tem dúvidas
sobre a legitimidade das histórias e pensa em outras soluções que poderia ter
encontrado para não fazer tão infelizes as suas criaturas. Tomado pelas
dúvidas, talvez se tenha lembrado da conhecida frase de Nietzsche: «Não é a
dúvida, mas a certeza que nos torna loucos»
– ele que havia criado os seus contos
ao abrigo de uma frase peremptória sobre a insânia: I became
insane, with long intervals of horrible sanity. E sente-se aliviado quando por fim amanhece e as
personagens contestatárias desaparecem «para cumprir os enredos que são os seus
destinos».
Pela nossa parte, não
tendo motivo para recear personagens de ficção, ficamos a aguardar com
interesse os próximos contos de Carlos Querido.
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Carlos Querido,
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Insanus
13 de dezembro de 2017
4 prisioneiros numa cela
«Voltaram a calar-se. Estavam sobre os caixotes, com os cotovelos fixos nos joelhos e as faces entre as mãos, humildes, apagados, à maneira de emigrantes esperando no cais, resignadamente, o momento de embarque; e, por detrás deles, a cela apresentava uma obscuridade de porão que tivesse apenas meia escotilha aberta.» Ferreira de Castro, A Experiência [1954], 11.ª ed., Lisboa, Cavalo de Ferro, 2014, p. 44.
7 de dezembro de 2017
Lessing em Almada
Nathan o Sábio, de G. H. Lessing, estreia hoje no Teatro Municipal Joaquim Benite, levada à cena pela Companhia de Teatro de Almada, com encenação de Rodrigo Francisco.
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